terça-feira, 5 de julho de 2011

O Blog da CIT acabou



Mais um vez o Felipe Alapenha, usando de seu inimputabilidade adquirida pelo seu título de príncipe consorte, filho de sua majestade a prefeita, nos força a reunir outra vez. Sua insistência em que não existimos chega a ser patética. Se ele pretendia nos chatear com sua pretensa descoberta, segundo ele com as melhores intenções, de que não existimos, a não ser na cabeça do Zé Carlos, ele conseguiu.

Minha decisão particular e intransferível eu já tomei. Pedi o boné e estou saindo. Chega de achincalhe, deboche e ironia com pessoas que sempre tentaram fazer Bom Conselho mais informado e feliz. Mesmo que para isto tivesse que discordar de pessoas que sempre se julgaram donas da verdade, como se julgava o Coronel Zé Abílio em tempos idos.

Eu hoje deixo o Blog da CIT e o entrego com senhas e tudo ao Zé Carlos, se ele o quiser. Se não quiser o feche e jogue as chaves no Rio Capibaribe ou no Riacho Papacacinha onde já passei tanto, e ainda passarei, por muitos anos se Deus quiser. Mas, o Blog da CIT não é só um conjunto de sinais virtuais que aparecia todos os dias nos computadores de cada um. Ele é também um conjunto de pessoas que trabalhou muito, e com prazer, para melhorar a vida do nosso povo.

O que este povo vai fazer eu não sei. Eles são cidadãos livres, que acertaram e erraram nestes últimos 3 anos, mas sempre com a intenção de acertar e cumprir o que nos propomos desde o início, informar nossa terra com humor. Não somos ingênuos de pensar que sempre teríamos o apoio de todos. Já brigamos muito. Aquela briga de justos. Onde cada um com sua verdade procurava discordar sem ofensas. Penso que conseguimos. Hoje fui olhar o nosso reloginho defasado, pois já parou duas vezes e ele estava com mais de 95.000 acessos. Temos certeza que foram muito mais de 100.000. Isto nos orgulha a todos.

Mas, agora diante da constatação feita pelo Felipe Alapenha de que não existimos, fica muita difícil continuar. Muita gente em Bom Conselho sabe quem eu sou, e sabendo, sabe que não sou o Zé Carlos, embora tivesse até orgulho em sê-lo. E fica entre nós quem sou eu. Esta minha decisão será mais esclarecida depois que vocês lerem a transcrição, ou pelo menos um resumo dela (e aqui fica aberto para os participantes o corrigirem se se acharem injustiçados em suas falas), onde nós todos resolvemos enfrentar esta nossa crise, da qual o Felipe Alapenha diria kkkkkkkkkkkkkkk, em sua forma irônica como se expressou ontem a nosso respeito. Bom Conselho, se acreditar nele, merece tê-lo como prefeito.

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Resumo da Reunião

Participaram da reunião na manhã do dia 05.07.2011 as seguintes pessoas (Apenas eu me mantive com pseudônimo, pois o Zezinho de Caetés, não sendo ele de Bom Conselho, não quis mais manter o dele): Diretor Presidente (DP), Lucinha Peixoto(LP), Zé Carlos(ZC), José Andando de Costas (Zezinho de Caetés)(JAC), Jameson Pinheiro(JP), Eliúde Villela(EV) e Sandoval Brito(SB).

- DP: Meus senhores, hoje para mim é um dia triste...

- LP: E senhoras, faz favor,...

-DP: Tá bom Lucinha, meus senhores e senhoras, hoje para mim é um dia triste. Eu só não vou dizer que “saio da vida para entrar na história”, porque sempre achei isto muito dramático para o meu gosto. Diante do ato irresponsável de uma criança que disse, com a convicção dos néscios, que eu ou nós não existíamos, ficamos sem ação. Isto não se deu por aquela criança está dizendo a verdade ou não, e sim, porque grande parte do público, nele acreditou, pois ele já aprendeu com sua mãe que é isto que importa. Se o povo acredita que alguém é pai dos pobres, não pede nem DNA, vai logo votando. O problema se depois o povo vai pró brejo, é questão a ser decidida depois. Mas, estamos aqui reunidos para todos expressarem seus sentimentos e proporem decisões.

- LP: Foi realmente um fato lamentável o que provocou o Felipe, que eu dizia meu menino, mas agora eu o rejeito pelo seu cinismo ao se manter com a mentira deslavada. Sei que ele não está só nisso. É o chamado “governo do povo”, que, ao ser descoberto em sua incompetência e inoperosidade, para resolver os problemas de Bom Conselho, tinha que atacar quem disse que o rei estava nu, e estes fomos nós, como antes tinha sido o Míster M e hoje, dentro de sua ciclotimia contumaz, o Poeta. Então por onde começou o Felipe? Aproveitou, o seu blog e disparou sem medir consequências, no anonimato do Diretor Presidente, e não ficando satisfeito inventando que não existíamos a todos. Hoje, se eu chegar na Praça Pedro II, dançar uma lambada com o Poeta, vão dizer que eu sou a Marcix, pois todos acreditam que a Lucinha Peixoto não existe. Eu sempre dizia que se “eu escrevo logo existo” agora eu digo melhor, “se eu incomodo logo existo muito mais”. Mas, isto não importa, pois até os amigos não acreditam ou ficam em dúvidas, porque o Felipe é filho da Mamãe Juju e consegue casar e batizar dentro da prefeitura.

O que fico muito triste é que, comprovadamente, eu acreditei na Judith, mesmo sem tê-la conhecido antes. Primeiro porque ela mulher, e isto era um avanço para uma terra onde predomina o machismo rasteiro. Segundo porque ela era esposa e mãe com eu, relações estas que quando bem controladas, só levam a aumentar o nosso poder como gênero. Infelizmente, foram estas relações que levaram a Judith a ser um fiasco como prefeita. Quando me disseram naquela época da renúncia, que seu marido estava por trás de tudo, eu não acreditei. Hoje já tenho outra ideia quando ela deixa seu filho, que já a havia comprometido no blog anterior, agora usar o seu blog para sair levantando falso testemunho horroroso. Ela falhou como mãe e já tinha falhado como prefeita. É uma pena.

Nas minhas idas aos blogs da região, encontrei uma postagem do Blog do Roberto Almeida, que sempre teve a gentileza de me publicar, onde ele falava que a Judith havia, com sua vitória, mostrado a alguém que dizia que "mulher só serve para levar chifre e pilotar fogão", que não era só isto. Não sabendo administrar bem suas relações familiares, vai ser mais difícil agora, com este seu governo, tirar este estigma de nosso gênero. Eu peço a Deus que ela, pelo menos pelas mulheres, mostre que, tendo uma formação parecida com a minha, quem manda em casa é o homem, mas no governo quem manda é ela.

-ZC: Eu é que saio mais mal deste episódio. Não sei o que fazer e me dá vontade de fazer igual àquele ministro dos governos militares, que, quando abordado ele dizia sempre: “Nada a declarar!”. Se eu disser que sou vocês todos, eu sou um mentiroso. Se eu disser que não sou, digo a verdade, mas ninguém acredita. O Felipe Alapenha ao me deixar nesta situação chegou a ser cruel. O que tenho mesmo vontade é ter trazido minha máquina e tirar uma foto desta reunião e mandar para ele, com afeto e com carinho. Mas, isto não seria ético. E nem tampouco, mesmo não sendo ético, diante daquela enrolada sobre IP, que o pessoal de Bom Conselho adora (agora, virou moda alguém ser “hackeado” na cidade). O que me resta agora é defender, com sempre o fiz, o anonimato, cada vez mais e foi por isso que saudei o Blog do Peão, como antes admirava o Míster M, que infelizmente não voltou. Mas, estou aqui mais para ouvi-los e decidirmos juntos, o que fazer.

-JP: Eu já disse que e tentei explicar dias atrás que aquele negócio de descobrir pessoas por trás de IP foi um blefe, além de ser a confissão de um crime cibernético, infelizmente ainda não previsto em nossa legislação mais perfeitamente enquadrável dentro da legislação que temos. O problema é que partir para uma ação que em nossa justiça nunca esteve em nossos planos, pois o nosso objetivo nunca foi ganhar nada com nossa atividade, e para mim nem mesmo ganhos políticos. O grande problema é convencer as pessoas do que seja um IP. Há pessoas que lêem o nosso blog e ainda usam mata-borrão para corrigir textos no computador. Eu já estou satisfeito em não existir para estas pessoas, e o que faço aqui posso fazer com o meu próprio Blog, e agora, que ninguém acredita que eu existo, vou ser um anônimo. Quem sabe eu não seja o Peão?

- DP: Amigos, eu peço que objetivemos a reunião para que todos possam falar. Zezinho, mesmo não sendo de Bom Conselho, e não esteja habituado a este comportamento de coronéis, você quer dizer alguma coisa?

- JAC: Primeiro, eu gostaria de dizer meu nome de batismo e não riam, pois foi por isso que adotei o pseudônimo, José Andando de Costas. Segundo, como acompanhei todo o caso, e o menino diz que há um estilo muito parecido da forma com vocês escrevem, disto eu tenho a culpa, pelo menos parcialmente. Quando cheguei na CIT e ainda dava minhas aulas de português, eu encontrei o pessoal daqui num torre de Babel. Cada um tinha seu estilo próprio e particular de escrever. Eu fiz ver a todos e a ideia foi aceita que, como formávamos um blog único, deveríamos unificar, não nosso discurso, mas pelo menos a maneira de exprimi-lo. Este esforço resultou num Manual, que ainda hoje deve existir em alguma gaveta por aqui. Mas, o que pensava ser uma boa coisa, está agora sendo um mal, pois pensam que todos somos o Zé Carlos, inclusive eu, que nem bom-conselhense sou. Eu adoro escrever no Blog da CIT, pois sei que sou lido em todo o Agreste Meridional, inclusive em minha própria terra, mas acato qualquer decisão que vocês tomarem. Está faltando muito professor de português na praça.

- EV: Eu também não existo, segundo o menino. Sou apenas mais um personagem de retirante. Como não venho escrevendo já há certo tempo, a não ser que algo comprometa a AGD, nada me afetará muito. O que eu proponho é deixar o dito pelo não dito e continuar em frente.

-LP: Bem se ver que a Eliúde está pairando nas nuvens distraída, novamente. Ora, se ela não escreve, existir ou não existir não é problema prá ela. O problema é conosco outros que temos uma maior responsabilidade. Eu mesmo, não me sinto mais bem escrevendo para pessoas que, por culpa do “pinoquinho”, acham que sou o Zé Carlos. Eu já não sou mais candidata em 2012, se continuar com esta loucura de política, só em 2016 volto a pensar nisto. Hoje eu não tenho mais nenhuma vontade de continuar escrevendo no Blog. Se Bom Conselho acreditou no “pinoquinho”, a cidade merece, e que faça bom proveito. Eu, como mulher, até torceria para que pelo menos a Judith acabasse bem seu governo, mas estou vendo, que depois daquela tentativa de renúncia, seu governo acabou e o menino quer negar isto no grito. Com o Poeta isto pode dar certo, comigo não.

-DP: Sandoval, quer dizer alguma coisa?

-SB: Não muita, a não ser que já estava um pouco descontente, politicamente é claro aqui no Blog. Sei que aqui nunca foi lugar de petistas como eu, mas, gosto de todos vocês que nunca se importaram com minha orientação política. Igual a Eliúde, não escrevo muito e posso fazer meu trabalho de design noutro lugar, se não der para continuar aqui.

-DP: Penso termos ouvidos todos, e eu, juntando com minha opinião, concluo que é muito difícil diante da situação continuar com o Blog da CIT, e mesmo com a CIT, que hoje se resume ao Blog. Talvez o Felipe tenha “escrito certo por linhas tortas”, igual a Deus, e penso ser a hora de cada um tomar seu rumo. Eu vou entregar todas as senhas e outros objetos ao Zé Carlos e que ele faça bom proveito. Eu apenas peço a ele para que deixe o Blog no ar para que os historiadores de nossa terra um dia saibam que nós existimos, e de uma forma ou de outra, fizemos algo por Bom Conselho. Cada um é livre para tomar seu rumo. Embora me doa o coração dizer isto...

-ZC: Eu conheço vocês todos e os admiro. É uma pena que isto ocorra assim. Prometo manter o Blog da CIT aberto a visitação pública e vou tentar tocar a A Gazeta Digital, onde todos vocês são bem-vindos. Peço ao DP que se puder faça um resumo desta reunião e que ele seja publicado como última matéria do Blog da CIT, e que eu publicarei, como a primeira matéria de uma nova fase da nossa AGD. Ao vencedor as batatas.

-LP: Espero que estejam podres....

-ZC: Além disto, apesar de saber que vocês nunca praticaram crimes nem ofenderam ninguém, e por isso eu defenderia até a morte anonimato daqueles que o querem usar, eu estou pronto para assumir diante daqueles que acreditaram nas mentiras quaisquer responsabilidades sobre o que elas até agora disseram ou fizeram.

-DP: Caro amigo Zé Carlos, nunca esperamos menos de você, e pode ficar certo que se necessidade houver disto, pode ficar tranquilo porque estaremos respondendo sempre por nossos escritos. Eu considero encerrada esta triste reunião.

Diretor Presidente

Lucinha Peixoto

Zé Carlos

Eliúde Villela

Jameson Pinheiro

Sandoval Brito

José Andando de Costas

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Comentários no Blog do Roberto Almeida



Todos sabem que gosto de comentar no excelente Blog do Roberto Almeida de nossa vizinha cidade de Garanhuns. Lá nunca fui censurada mesmo quando não concordo com ele, e isto, discordar dele, já ocorreu em várias ocasiões. Ao contrário do seu “cumpade” Ronaldo César, ele é um democrata, e não faz tudo por dinheiro. Embora não seja só por isso que por lá comento. Talvez o principal motivo é que o Roberto é instigante e parece escrever matérias que chamam efusivamente meus comentários.

Ontem, além de instigante, penso que o Roberto foi provocador. Em apenas duas postagens ele me fez perder a Dança dos Famosos do Faustão para comentá-las. Estava possessa. Em escrevi aos turbilhões. Óbvio que o Blogger (esta linguagem blogueira já quase domino) não permite escrever demais, ou seja, não foi feito para mim. E fui além do previsto. Então dividi o comentário pelas duas postagens. Como podem não ser assim bem entendidos estou tentando publicá-los aqui.

Sendo hoje já um outro dia, corrigi uns errinhos básicos neles sem acrescentar nada, mas, coloco os links para os textos originais do Roberto (aqui, e aqui), pois comento sobre alguns comentários já existentes na matéria.

[comentários]

“O Roberto desta vez se excedeu. Eu não sei onde ele foi buscar informação para dizer que o Forrópior, como alguns estão chamando foi bom. Roberto, há uma enquete em curso na A Gazeta Digital, até agora, os resultados parciais não confirmam nada de bom no Forróbom. Pelo contrário, tudo indica que o zero está prevalecendo. Qual a sua nota, Roberto, para os dias em que você esteve lá brincando e forrozando. Você leu o Blog do Poeta?

Tenho certeza a informação lhe foi repassada pelo Felipe, meu menino, que não poderia dizer outra coisa. Roberto, o menino é filho da Mamãe Juju, mas, você é um jornalista. Precisa de mais fontes para citá-las se quiser continuar com o crédito de seus leitores, inclusive o meu. Dizer que a prefeita conseguiu fazer uma festa melhor com os cortes de recursos é apelar para milagres, não condizentes com este mundo profano. O Forróbom tornou-se a saúva de Bom Conselho. Lembram, ou Bom Conselho acaba... etc. etc.

Leia os blogs de Bom Conselho Roberto, não só o do Felipe, meu menino, mas outros poucos que tiveram acesso à festa do “povo”. Veja a insegurança e a falta de público. Público é média e não um dia. Eu, Roberto, não vou dar muito crédito à alguma matéria sua que avalie o FIG, depois de uma avaliação como essa do Forróbom. Vou acreditar muito mais na do Altamir Pinheiro, pelo menos ele ainda não avaliou o Forrópior de uma forma tão parcial.

O Roberto não se excedeu só nesta postagem. Na anterior sobre os seis meses da Dilma Roussef, não fica claro se ele concorda ou não com o Kennedy Alencar. Penso que concorda, pois para receber as homenagens do Sr. Ccsta, é provável que o tenha feito. Se o entendi mal Roberto, se foi apenas uma citação sem revelar seus valores, me perdoe. Mas, concordar com este Senhor Kennedy, com esta sua argumentação é dose para leão ou para leoa, para seguir o hábito do poste de colocar sempre o feminino para dizer que valoriza a mulher.

Desculpe por citar o gajo que se diz jornalista, se você achar o comentário muito grande não o publique. Vejam o que ele diz:

“O pior momento de sua administração aconteceu por razões sobre as quais a presidente tinha pouca responsabilidade. Foi um erro nomear Antonio Palocci Filho para a Casa Civil e concentrar tanto poder na pasta? Hoje parece fácil responder afirmativamente.

Palocci, porém, cumpriu um papel fundamental na campanha e na formação do governo. Estabeleceu os laços necessários com o grande capital que sempre namorou José Serra, o candidato do PSDB em 2010. O sorridente Palocci se desgastou ao represar a sede peemedebista por espaço no governo. Enfim, ele foi útil à presidente enquanto manteve condição política de permanecer à frente da Casa Civil.

Palocci caiu porque o padrão ético da política brasileira vem melhorando paulatinamente. A sociedade não aceitou o silêncio do ministro a respeito do meteórico enriquecimento.”

Estes três parágrafos foram escritos para quem não tem nenhum espírito crítico, ou seja os petista de pura linhagem. Pois só alguém muito tapado, tentaria elogiar um presidente dizendo que ela não teve responsabilidade por nomear um ministro. E de quem foi a responsabilidade Kennedy? Do Lula? Não, foi do PMDB que se tornou a Geni para justificar fracassos do governo da Dilma. Talvez ele até tenha razão num ponto. Que o padrão ético do governo petista vem melhorando, pois com o Lula chegou ao fundo do poço. Mas, não esqueçam que quem colocou a Dama do Poste lá foi ele, e é chamado sempre para resolver os casos que ela não consegue resolver.

O que ele diz depois disto não mereceria nem ser lido. Mas o Roberto Almeida leu e arremata:

“O artigo acima do jornalista paulista foi escrito antes do esquema descoberto no Ministério dos Transportes. Não muda muita coisa, até porque a presidenta agiu de uma forma surpreendentemente rápida, de modo a afastar os larápios. Mostrou mais uma vez autoridade e que não vai tolerar espertinhos ou gatunos no seu Governo.”

Caro Roberto, tenha santa paciência. Ela não foi tão rápida no caso da Erenice, que até hoje continua aí lépida de fagueira. Realmente, amigo Roberto, agora você se excedeu.

Lucinha Peixoto (Blog da CIT)”

[volto já hoje]

Não deixem de ir lá nas postagens originais do Roberto. Leiam os outros comentários. Tanto em relação ao Forróbom quanto em relação ao governo do poste e vejam se alguém acredita nos dois. Por isso concluo dizendo mais uma vez, que o Roberto se excedeu.

Numa coisa o Roberto continua o mesmo, um democrata felpudo que continua me publicando e também ao Sr. Ccsta. Este só pode ser porque a opinião dele já vale tanto quanto uma nota de 3 reais, pela sua parcialidade em relação aos governos Dilma e da Mamãe Juju. Será que alguém de bom senso ainda pode acreditar no que ele escreve? Penso até que, agora antes de escrever ele telefona para o Felipe para que este autorize a publicação. Meu Deus, submissão assim faz até mal. Espero e rezo para que o Roberto, um dos grandes jornalistas da cidade não se passe nunca agir de um forma como esta.

Hoje já vejo um comentário do Afonso Didier, que também foi feito ontem, mostra a realidade do Forróbom, e Deus permita que em 2012 ele ganhe a aposta que faz, seja com Zenício ou com qualquer outro que traga Bom Conselho de volta. É uma pena que eu esteja impossibilitada de lutar lado a lado com a oposição. Certas, horas apostar não chega nem ser um pecado venial quando as chances são mais iguais. Mas, do jeito que está o Didier incorre em pecado mortal, pois já sabe que vai ganhar. Longe de mim neste caso dizer que ele está errado. Isto é uma tarefa para o Padre Nelson.

Lucinha Peixoto

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(*) Foto do Roberto Almeida retirada do seu Blog.

SÃO JOÃO E LUIZ GONZAGA


A festa de São João não pode dissociar do sanfoneiro e Rei do Baião o Luiz Gonzaga. Aqui na terra enquanto viveu foi para animar o seu povo tão carente de alegria. Suas musicas, seus xotes, baiões e toadas eram cantadas com emoção. Cantou por todos os lugares, seguindo o que pensava, “minha vida é andar por este país prá ver se encontro...” e assim era a sua vida no dia a dia.

Lembro que em Bom Conselho na metade do século passado na década de cinqüenta o Luis Gonzaga esteve cantando em nossa terra, em uma sala improvisada no Ginásio São Geraldo, numa bonita tarde de verão com a sua grande sanfona vermelha e trajado de “vaqueiro”. Foi uma festa muito bonita com centenas de pessoas o aplaudindo euforicamente, que eu acredito que muita gente desta época se lembra deste encontro com o Rei do Baião. Encerrava a sua cantoria com a musica “Vem linda brejeira por sertão, vem pró rancho a te esperar... sob palmas da platéia. Eu trepado na janela via tudo, o que me valeu uma “surra” por ter desobedecido ao meu pai.

Em todos lugares do Brasil, principalmente, em nosso querido Nordeste, as musicas de Luiz Gonzaga são ouvidas no radio e na televisão, e cada vez que ouvimos as lembranças dos festejos de São João no interior vem a nossa mente. As fogueiras com suas labaredas e fumaça, fazendo todos chorar, a mesa farta de canjica, pamonha, pé de moleque, e milho cozido. O milho assado na beira da fogueira com o radio tocando as mais lindas musicam que hoje é recordada e cantada por vários interpretes do nosso País. As brincadeiras ao redor da fogueira, do “compadre e comadre de São João”, das simpatias com a bacia de água límpida na noite onde as moças se deleitavam ou ficavam nervosas quando não via seu rosto aparecer na água, do anel de mão em mão tudo isso e muito mais acontecia na noite de São João.

Lembro muito bem dos traques que soltávamos estalando na calçada, das chuvinhas e estrelinha acendida em um tição fumegante retirado da fogueira rodopiando com a mão ao alto, com faíscas branquinhas caídas para nossa alegria na minha querida Rua do Caborje. Das pessoas sentadas nas calçadas ou visitando os seus vizinhos. Os namorados flertando com olhares marotos e a musica que encantava a ele e a todos “olha pró céu meu amor, veja como ele está lindo, olha o balão lá céu vai subindo...” de mãos dadas. Os homens se aglomeravam na calçada a comentar sobre o tempo e agricultura, a safra de milho verde, feijão e a mandioca tomando o seu “quentão”, ou algumas doses da Aguardente Galo Preto, ou o conhaque São João da Barra ou mesmo o Vermute Cinzano, enquanto as senhoras sentadas conversavam alegremente, sobre a religiosidade, o enfeite da rua com bandeirolas amarela, vermelha, azul e verde de um lado para outro ladeado por galhos de palmeiras. De quando em vez olhavam para traquinagem das crianças que corriam pela rua, com admoestação das mamães “cuidado para não cair”, “cuidado para não se queimar na fogueira, passe longe”. Era uma alegria sem fim. Luiz Gonzaga lá estava animando todos com as suas canções.

Hoje, se encontra no céu ao lado de São João, sorrindo com o seu traje de vaqueiro, seu gibão de couro, seu chapéu com várias estrelas brilhando e a sua sanfona branca de 120 baixos tocando para animar a rapaziada no céu e São João sorrindo ao seu lado e, quem sabe tocando o “triangulo” e São Pedro” na zabumba”. Juntos Luiz Gonzaga começa a cantar em homenagem ao São João que se encontra ao seu lado e que foi tão venerado pelo sanfoneiro. Puxa o fole e dá as suas primeiras notas. Afina a goela e dispara “Ai São João / São João do carneirinho / você é tão bonzinho / fale lá com São José / Prá que milho der vinte e cinco espigas em cada pé... sorri para São João que mostra São José lá no fundo sentado e assentido com a cabeça o pedido para o seu Nordeste. Depois, cantam mais outras em homenagem a São João, pois é hoje é seu dia na terra e no céu. E, começa assim “Ai que saudades que eu tenho / das noites de São João / das noites tão brasileiras, na fogueira / sob o do luar do sertão / Meninos brincando de roda (crianças na relva brincando) velhos soltando balão / (alguns balões coloridos, soltavam alegremente) Moços em volta da fogueira (que fogueira esta acessa e quantos moços ao seu redor dançando) brincando com o coração / Eita São João dos meus sonhos / Eita, saudoso sertão.

Para animar mais a festa do seu amigo São João, falou para todos que o estava escutando, vou cantar todas minha musicas em sua homenagem, olhando para São João.

Começou a cantar “São João na Roça”, Fogueira de São João, Festa no Céu (Estava acontecendo) “Olha pro céu”, “Noites Brasileiras”, “São João Antigo”, São João no Arraia”, “O Passo da Rancheira”, “A Dança da Moda”, “Lenda de São João”, “São João do Carneirinho”

Batendo no ombro de São João, com o sorriso largo o Luiz Gonzaga, disse, viste como eu te homenageei na terra e todos “terrenos” ainda vão entoar estas músicas por muitos e muitos anos. E assim deu por encerrada a festa.

(São João na Roça; 1962 RCA Victor – Relançado em CD, em 2000 pela Gravadora BMG)

José Antonio Taveira Belo / Zetinho

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(*) Não estamos sendo justos com o Zetinho quanto ao tempo para publicação do seus artigos. Mas, que ele não entenda ser isto descaso o qualquer julgamento quanto a qualidade inquestionável dos seus artigos. Seguindo um ideia da Lucinha Peixoto, colocamos um vídeo com uma música daquelas que ele cita no texto, para animar o seu São João que chegou aqui um pouco atrasado. Mas, chegou... e seu textos sempre chegarão. (ass. Diretor Presidente).


domingo, 3 de julho de 2011

Para Rir, Sorrir ou Chorar

R$ 4 bilhões do BNDES para o Pão de Açúcar



LIBERADAS EMENDAS PARLAMENTARES



Brasil sem Miséria



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(*) Charges do Nani Humor

sábado, 2 de julho de 2011

Gays



Venho escrevendo sobre este tema há algum tempo. Meu objetivo no mundo é o preconceito zero. Não só em relação a gays mas, em relação a minorias sem poder ou maiorias sem direção. Já o fiz sobre diversos ângulos, tentando mostrar que, quando não podemos julgar com precisão o comportamento humano, devemos sempre ter o cuidado de entendê-lo antes de sairmos jogando “pérolas” aos porcos.

Esta semana vi este tema tratado sob um primas que só surge em mentes privilegiadas como a do Luiz Fernando Veríssimo, em texto publicado no Blog do Noblat com o título acima. Leiam e eu lhes espero lá embaixo, com a alma mais leve e mais solta.

O mais notável nessa campanha por casamentos homossexuais não é o avanço dos movimentos gays e o ocaso de barreiras e preconceitos antigos, mas o prestígio do casamento. Com tantos casais heterossexuais dispensando o ritual matrimonial para viverem juntos, a insistência dos gays em se casarem como seus pais deveria aquecer o coração dos mais radicais dos bispos.

Eu sei que em muitos casos a oficialização do conúbio, se esta é a palavra, tem mais a ver com questões legais do que com romance, mas o que a maioria quer é o ritual. Quer as juras públicas de amor eterno e todo o simbolismo da cerimônia tradicional, mesmo sem véus e grinaldas.

Era de se esperar que quem escolheu um relacionamento sexual, digamos, anticonvencional, muitas vezes tendo que enfrentar a incompreensão ou a ira dos conservadores, quisesse distância do que é, afinal, o mais "careta" dos ritos sociais. Mas não. Querem o tradicional.

Este fenômeno deve ter a ver com outro de difícil compreensão. Ouvi dizer que as formaturas nas universidades brasileiras voltaram a ser paramentadas, com becas e tudo, não por insistência de pais tradicionalistas, mas dos próprios formandos, que, em vez da informalidade que se esperava deles num mundo cada vez mais prático e sem tempo para velhos costumes ou costumes de velhos, exigiram todas as formalidades.

No fim as pessoas querem significado. Querem que o valor do que fazem seja enaltecido pela cerimônia, qualquer cerimônia.

Mesmo careta.

Seja como for, aposto que daqui a alguns anos, quando se puder fazer a estatística, menos gays dos que estão se casando agora terão se separado do que casais heteros. Se a instituição do casamento sobreviver aos tempos e aos modos, será em boa parte graças a eles e a elas.”

Bem, diante de tantos modernismos e de tanto desprezo pela coisas tradicionais, pelo menos os gays estão voltando no tempo. Ainda é difícil dizer quando nossa Santa Madre Igreja reconhecerá que o casamento se dá entre duas almas e que alma não tem sexo, pelo menos que eu saiba. Que a ideia bíblica do crescei e multiplicai-vos não pode ser aplicado com a mesma ênfase na Amazônia e na China.

Quem sabe em breve as festas de casamento gay não sejam realizadas com toda pompa e circunstância dentro das próprias igrejas, e que não seja necessário nem em pensamento qualquer legislação que puna a homofobia, pelo simples motivo de que ela sucumbirá aos costumes modernos?

Sei que para isto será preciso mudar corações, mentes e práticas sociais para que nelas não persistam nem de longe os preconceitos que hoje nos parecem tão poderosos. Num blog de Garanhuns, um senhor , agora conhecido como o “Bolsonaro do Agreste”, defende uma atriz em seu declínio artístico, quando esta diz que demitiria alguém por ser homossexual. Para aqueles que lidam com pessoas homossexuais, e que os tem como amigos, ou mesmo inimigos como qualquer outro, que sabem de sua capacidade em todos os aspectos, fica sempre a pergunta: Por que?

O “Bolsonaro do Agreste” não acha justo manter uma lésbica dentrro de sua casa, quando o empregador tem duas meninas adolescentes, sob os cuidados da lésbica, concordando com a atriz. O que eu pergunto é quem sabe se a atriz é lésbica ou não? Ou se o Bolsonaro é gay ou não? Pelo mesmo motivo o Bolsonaro, agrada seus eleitores e simpatizantes, sendo eleito todos os anos por defender tais bobagens. Ou seja, em sendo gay ou lésbica o indivíduo é já um pevertido ou sua condição é antinatural.

Para mim ser pervertido é pensar como o Bolsonaro. Tenho certeza de que se ele tivesse um filho homossexual e não o tenha asfixiado quando nasceu, porque não sabia, ele o manteria no armário, algemado, infeliz junto com sua hipocrisia.

O que defendo é o desprezo por estas pessoas ou por pessoas que como eles pensam. É melhor do que qualquer legislação mal feita, que os puna dentro dos padrões da justiça brasileira.

Quando encontro um texto como o citado acima vindo de uma mente brilhante, ainda penso que temos chance de superarmos os preconceitos. Mas, dentro em breve, terei que ler em seu novo habitat natural, que é o de comentarista de blogs, o “Bolsonaro do Agreste”. Ninguém merece!

Lucinha Peixoto

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Economia estava à beira do abismo. Dilma dá um passa á frente.



Eu não sei para onde esta equipe econômica que levar a economia brasileira. Minha primeira hipótese sempre foi que eles estão querendo também “venezuelizá-la”. Parece até que não vêem o fracasso que é o chavismo em termos políticos, e o que obteve de sucesso em economia deve-se ainda ao petróleo. Será que eles já estão pensando no pré-sal? Estão contando com o ovo no fiofó da galinha?

É o que parece para que forcem o aprofundamento da intervenção estatal em nosso ainda incipiente capitalismo. E há uma ciclotimia evidente nas ações do governo Dilma. Por um lado privatiza-se a Copa, por outro lado estatiza-se o varejo de alimentos, representado pelo supermercados. É, em parte, compreensível, pois sem o setor privado a Copa não sai, o que seria a maior vergonha, para o Brasil, desde que os índios comeram o bispo durante o descobrimento. Enquanto se permanece com a ideia burra de que o socialismo de estado ainda tem vez no mundo moderno.

No artigo de ontem eu, toquei na questão apenas de raspão. Agora estou melhor informado. Com a desculpa de tornar o Brasil um grande competidor mundial no varejo de alimentos, o BNDES vai emprestar R$ 4 bilhões ao grupo Pão de Açúcar (leia-se família Diniz) para que este faça uma fusão com o Carrefour no Brasil, tornando-o o maior grupo no setor.

Eles dizem que a fusão é boa para o país. Será que é um retorno da megalomania lulista do “nunca antes neste país”, “país sem miséria” e outros chavões? Como é bom para o país, tirar dinheiro nosso, do público pagante, para emprestar a juros subsidiados à família Diniz. O governo não gera poupança para isto, e nem para nada, para ser mais preciso. Tudo vem do nosso bolso.

Enquanto os prefeitos estão de pires na mão, sem poderem fazer nada que mitigue o sofrimento dos seus munícipes, porque dizem não existir dinheiro para pagar o que prometeram em exercícios anteriores, com a outra mão se ajuda a família Diniz, a aumentar o grau de monopólio no setor de alimentos, e em consequência dando poder de barganha tanto na compra como na venda a um grupo só, diminuir a oferta de empregos, pois isto sempre ocorre em nome do aumento da produtividade, e outras complicações mais para nossa economia.

Estamos perdendo a grande oportunidade de darmos mais um choque de capitalismo em nossa economia. De acabar com a multidão de capitalistas que ficam esperando os favores da “viúva” dados em trocas de promessas de campanha. Este é o preço ainda da eleição da presidenta.

Vamos chegar a um ponto, em nossa economia, em que concluiremos ter sido os governos petistas que nos fizeram chegar à beira do abismo. Agora vem a Dilma Roussef e nos faz dar um passo à frente.

Nós merecemos. E agora fiquem com o texto mais tecnicamente elaborado sobre esta questão escrito pela Miriam Leitão, no Diário de Pernambuco de ontem, tendo como título “Encruzilhada”. Eu como moro perto deste bairro aqui no Recife, vou lá no Carrefour fazer o mercado do mês, antes que a fusão venha e o Abílio Diniz aumente os preços. Por isso nem volto.

“A ideia é ruim, mas o pior é a justificativa: a de que se o Pão de Açúcar se juntar ao Carrefour, o BNDES deve dar a maior parte do dinheiro — 2 bilhões — porque isso vai internacionalizar grupo brasileiro e abrir mercado para os nossos produtos. Balela. Essa ideia é ruim para o consumidor, para o contribuinte e para a economia do país.

O que é desanimador no Brasil é a dependência que até os novos capitalistas têm do Estado. Eles não dão nenhum passo sem que o governo vá junto, não apenas financiando, mas virando sócio. Um capitalismo sem riscos, ou de lucros privados e prejuízos públicos. Sempre foi assim, mas quando se vê um Eike Batista e um André Esteves, que poderiam ser a renovação dessa velha prática, repetindo os mesmíssimos caminhos que nos levaram a tanto problema no passado, a conclusão é que pelo visto o país vai demorar muito para chegar no verdadeiro capitalismo.

É um disparate completo o BNDES usar o dinheiro de dívida pública ou de fundos públicos para capitalizar uma operação estritamente privada. Ela será boa para o Carrefour, para os Diniz e para o BTG Pactual. Não é verdade que o Pão de Açúcar será internacionalizado e vai virar um grupo global. Ele vai ter um pedaço de um grupo francês, que será vendido no dia em que a família Diniz quiser vender. O Pão de Açúcar vai deixar de existir como empresa independente e será desnacionalizado.

A família Diniz é dona do negócio e faz o que bem entender — e o que as regras concorrenciais do país permitirem — mas que não se venha com nacionalismos de ocasião. A conversa de internacionalização do grupo não convence. O BTG Pactual também pode montar a operação que quiser no mercado. O estranho é por que um grupo que tem condições de captar no mercado internacional precisará que o BNDES entre de sócio e dê até R$ 4,5 bilhões para o negócio.

O grande perdedor será o consumidor brasileiro, que tem enfrentado uma concentração cada vez maior do grande varejo. O número de 27% do mercado brasileiro é enorme em si. Mas pode ser até maior. Está se somando bananas e laranjas. Pequeno varejo de empresas disseminadas pelo interior do Brasil, com o mercado dos grandes supermercados e hipermercados das capitais. Com a lentidão com que o Cade trabalha, no dia em que ele se pronunciar — e ainda mais num negócio que terá como sócio o próprio Estado brasileiro — tudo já estará consolidado.

Nos últimos anos o Tesouro já se endividou em R$ 260 bilhões — incluindo os R$ 30 bilhões deste ano — para financiar o BNDES nas suas operações. E elas fazem cada vez menos sentido. Por que o banco deve fazer seguidas capitalizações, comprar tantas debêntures ou ações do grupo JBS-Friboi, por exemplo? Por que o Estado brasileiro precisa ser sócio de frigorífico? E pior: um frigorífico que diz — como me disse o presidente do Conselho de Administração do JBS-Friboi, Joesley Batista, no dia 28 de abril — que não pode garantir que a carne que comercializa é livre de desmatamento ilegal. A empresa contraria a tendência atual do capitalismo no mundo, que é o de ser responsável por fiscalizar sua cadeia produtiva.

O BNDES justifica o fato de ter “enquadrado para a análise” a possibilidade de entrar na operação Carrefour-Pão de Açúcar com o argumento de que vai abrir mercado para o produto brasileiro. Convenhamos. O produto brasileiro terá mais espaço no mercado internacional se houver mais investimento em logística eficiente, se houver redução do Custo Brasil, e se as empresas tiverem boas práticas.

Para a carne brasileira ter maior penetração no mercados europeu não é necessário que o BNDES seja sócio de supermercado francês, mas sim que o setor cumpra regras de rastreamento sanitário. O mercado internacional precisa ser conquistado com uma redução do custo do transporte dos produtos brasileiros e com boas práticas de certificado de origem, rastreamento, comprovações que o mundo atual tem feito cada vez mais.

Essa operação já nasceu esquisita. O sócio Casino na Companhia Brasileira de Distribuição disse que suspeitava que o Pão de Açúcar estivesse negociando nas suas costas com o Carrefour. O acordo que tem com seus sócios brasileiros impedia a negociação. As suspeitas se confirmaram. E isso é mais uma razão pela qual o banco estatal brasileiro não deveria entrar no negócio.

Mas o mais importante motivo pelo qual não se deve haver dinheiro subsidiado ou de endividamento público no negócio é que ele é ruim para a economia e para o consumidor nacional. O distinto público não tem nada a ganhar com ele. Os neocapitalistas brasileiros deveriam usar toda a criatividade que têm para fazer negócios longe da sombra do Estado. Em vez disso, confirmam a velha dependência crônica. A palavra “carrefour” é ótima para nos lembrar que o país está numa encruzilhada: ou vai continuar fortalecendo o capitalismo estatizado sem risco, que é bom apenas para alguns poucos, que concentra a renda e socializa o prejuízo; ou vai incentivar a competitividade, a inovação, a concorrência e as práticas sustentáveis da nova economia.”

Zezinho de Caetés

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Democracia representativa e o jogo de pôquer



Hoje fiquei estarrecido com as notícias que me chegam do planalto central do país e mais especificamente do Palácio do Planalto. Elas me dizem que Dilma Rousseff agora joga pôquer, numa mesa em que se sentam também os líderes governistas na Câmara, representado pelo Henrique Alves do PMDB, dirigentes do BNDES, e outros menos interessados no jogo, ou talvez, blefando que não estão.

No jogo estão envolvidos R$ 4 bilhões, que representam o os restos a pagar de um jogo em que ainda estava sentado à mesa o meu conterrâneo Luís Inácio. Quando Dilma pegou nas cartas, repassadas a ela por Lula e viu que ele não tinha nem pelo menos um par de valetes, ficou aperreada, mas começou a blefar, antes da posse dizendo que agora tinha nas mãos um jogo que valia mais do que um “Flash”, e talvez fosse um “Four”, por faltava ainda abrir uma carta.

Diante deste jogo tão bom, os parceiros começaram a apostar em seu cacife, e ela prometia que era só pagarem prá ver, que ela mostraria um país sem miséria, e que além disto, todos que não pagassem para ver seria recompensados, com algumas fichas durante o jogo. Com a oposição fora da mesa e fora da sala do jogo. Tudo parecia às mil maravilhas. Estava tudo dominado, como se diz.

O que ele não sabia era que o jogo, não era um pôquer comum. Tinha suas peculiaridades democráticas de um sistema representativo, onde os representantes do povo no jogo, estão mais interessados, nas fichas que eles ganham, do que em que elas serão transformadas para seus representantes.

Neste jogo, no momento estão envolvidos os seguintes lances. A Dilma, por considerar que seu cacife não é tão alto assim, e que suas promessas poderiam prejudicar o país com um todo, tenta jogar pesado dizendo que não vai entregar o R$ 4 bilhões de fichas aos seus parceiros de jogo. Seus parceiros dizem que se não ganhares estas fichas, vão pagar para ver e não votarão mais em coisas de interesse do governo. Dilma retruca e diz que isto é chantagem, ou blefe, numa linguagem mais apropriada e diz: “Se acham que vão me dobrar na base da chantagem, estão enganados”.

E lá vai ela com sua inexperiência política a dá murro em ponta de faca, ou melhor, mostrar que não está blefando quando sorrir amarelo. Os parceiros não acreditam. Penso que só vão acreditar quando elas chamarem o Lula. Aquilo sim, sabia blefar como ninguém, e o fez durante 8 anos. Chegou até a dizer que o mensalão nunca existiu, sem nem mesmo piscar. E os parceiros de jogos acreditaram. Vamos ver em que dá.

Mas o imbróglio está formado no jogo do poder, que é tão bem descrito pelo Blog do Alon num texto chamado de “Não era prá está assim” e que melhor do que eu descreve este jogo. Leiam:

“O truncamento do processo legislativo priva o governo da boa digestão das ideias. Por geniais que sejam os circundantes do poder, eles não serão jamais capazes de expressar a complexidade social

Governar sem precisar dar satisfação é — ou deve ser — uma delícia. Assinar leis sem ter que gastar fosfato sobre como aprová-las no Congresso, também. Substituir o debate na sociedade pelas disputas intramuros no governo, ou entre os fiéis, então, nem se fala.

Aparentemente, a presidente Dilma Rousseff acreditou que a base amplíssima a protegeria das disputas políticas no parlamento. Circunstância que apenas acentuou certo traço beligerante da personalidade política do governo de sua excelência.

Com vantagem maciça no Legislativo, tratar-se-ia apenas de governar com os dela, e de esperar pelo cumprimento das ordens palacianas. Nascidas, naturalmente, da convicção de estar fazendo o certo pelo povo e pelo país.

A oposição estaria constrangida pela massacrante aritmética e pela dependência dos governadores tucanos e democratas ao dinheiro federal. Já a base iria contentar-se com o tratamento orçamentário diferenciado. Farinha pouca ou muita, meu pirão primeiro.

E a implementação desse projeto, na prática? Vai mais ou menos. Já tratei aqui de como a oposição social acaba se manifestando no Congresso, nem que precise nascer da própria base governista. O Código Florestal ficará como exemplo didático.

Mas há outra variável. As dificuldades políticas do governo não nascem apenas da inevitabilidade de as divisões penetrarem as Casas, especialmente a do povo. Surgem também da falta de mecanismos de digestão dos problemas.

O processo democrático tem esta vantagem. Quando uma ideia é colocada para moer na sociedade, e no Parlamento, as enzimas ajudam a preparar o material para a necessária absorção. Separam, por exemplo, os nutrientes dos dejetos.

O truncamento do processo legislativo priva o governo da boa digestão das ideias. Por geniais que sejam os circundantes do poder, eles não serão jamais capazes de expressar a complexidade social.

Inclusive pela tendência natural de concordar com o poderoso, já que manda quem pode e obedece quem tem juízo. Os yes men e as yes women proliferam nos palácios como praga.

Apesar de, pasmem!, o poder estar sujeito a erros.

O governo diz que as resistências ao mecanismo diferenciado das licitações na obras da Copa surgiram porque as pessoas não entenderam direito as óbvias vantagens das alterações.

Se o governo tivesse colocado a coisa para debate com tempo suficiente, e num ambiente de normalidade política, o processo de sedimentação se encarregaria dos devidos esclarecimentos e das naturais correções.

Com uma vantagem adicional. Cada negociação no mérito embute a possibilidade de economizar recursos orçamentários necessários para garantir a efetividade do rolo compressor.

Mas não é da natureza desta administração. Já se ensaia o próximo conflito, na reforma tributária. Os governadores desconfiam que serão servidos como prato principal do jantar para o qual são convidados pela presidente.

A federação, tadinha, balança perigosamente à beira do beleléu.

Aqui ameaça reproduzir-se o impasse dos royalties do pré-sal. Onde o governo se acertou com os estados produtores e achou que bastava acionar a ignição da máquina.

O resultado é Dilma estar sob ameaça de derrubada do veto, o último recurso do antecessor diante da derrota.

Dilma está pendurada no favor que lhe faz o presidente do Senado de não incluir o assunto na pauta. Não era para estar assim.”

Só para terminar, eu diria que se a Dilma conseguir travar a sanha por cargos e verbas que assola este país, vindas diretamente do seus aliados, ainda pode transformar o jogo em favor do Brasil como um todo. O problema é que eu duvido muito que ela tenha cacife prá isto. E quando li que o BNDES está emprestando R$ 4 bilhões ao grupo Pão de Açúcar para comprar o Carrefour, eu só posso dizer: lá se vão as nossas fichas.

Zezinho de Caetés

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A GAZETA 290 - Quem será o Palocci de Bom Conselho?



Neste início de semana recebi do Diretor Presidente um exemplar da A Gazeta, administrada pelo preclaro jornalista Luiz Clério. Já veio um pouco amarrotada e não sei de quem é a culpa, se do DP ou do Zé Carlos. Nestas horas, tenho vontade de começar a assinar este jornal da minha terra, e quase o fiz, dando meu endereço e tudo para a entrega. Foi bom não fazê-lo.

Da forma como hoje me tratam em Bom Conselho, com as tentativas de assassinato de minha pessoa por Felipe, meu menino, embora ainda virtual, me mete medo. Muitas pessoas sabem onde eu habito e nunca tive medo de ameaças, mas como dizia meu pai “prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém”. E agora que, pelo justo e pelo certo, parti para a oposição ao governo do “povo”, e ao clima de coronelismo genérico que se formou na cidade, é melhor um ficar escrevendo do meu “bunker” e recebendo o jornal amarrotado.

Eu agora sempre frequento o Mural do SBC, que virou uma praça de guerra, inicialmente, saudável, entre meus fãs e os fãs de La Luna. Recentemente, o asno que assina pelo fã club de La Luna vem extrapolando em asnice. Chegou a propor que minhas críticas a La Luna fosse investigada pelo Ministério Público e outras autoridades. O asno(a) pensa que o MP é coisa de brinquedo. Seria a primeira vez na história deste país que alguém seria investigado por não gostar de um conjunto musical. Imaginem a cena:

- Senhora Lucinha Peixoto. O que a senhora tem a declarar em sua defesa?

- Defesa de que excelência?

- O fã club de La Luna lhe acusa de ter declarado que não conhecia o UvaPassa, e como a senhora sabe, isto é um crime, só comparável à senhora dizer que não gosta de Tiririca, pois ele hoje é deputado federal.

- Desculpe excelência, eu não sabia. Peço perdão, pois fui induzida pelo Ronaldo a dizer isto.

- O Ronaldo também será chamado a depor. Como a senhora pediu perdão sua pena vai ser a de trabalho comunitário. A senhora vai ficar na Praça Pedro II, ouvindo por 3 dias seguidos a entrevista do UvaPassa no Jô Soares e naquela parte onde La Luna fala de Bom Conselho, a senhora dará 3 pulinhos no ar segurando o retrato da Marcix.

- Só isso excelência?

- Claro que não, a senhora deve andar pelas ruas de Bom Conselho, procurando o Xico, e se dentro de 3 dias a senhora não me trouxer aqui, a pena será maior.

- Vale o Xico doido, excelência?

- Hummmm!!!!

Toma Lucinha Peixoto! Quem mandou não gostar dos artistas da terra. Mas, volto à A Gazeta.

A A GAZETA 289 traz um artigo meu chamado de “A GAZETA 287 – Voltei, Bom Conselho!!!” (pg. 7). Vejam senhores, que só falo neste jornal. Parece ideia fixa. Mas, desta vez o meu nome não foi citado, e ainda bem, nem o nome de ninguém. Poderia até incriminar o Jodeval, meu adversário político, por fazer isto, pois o texto, mais uma vez o malhava, mas não quero fazer isto aqui. Eu queria apenas o meu nome de volta.

O chato, nesta época onde houve uma tentativa clara de Felipe, meu menino, premido pela minha oposição à sua mainha, de me eliminar, é que fico pensando mil e uma causas para o fato. Estaria o Luís Clério tão certo de que o Felipe não mentiu, que resolveu abolir o meu nome do jornal, como fez o faraó com as tabuinhas do Moisés? Será que, mesmo que não tenha dado ouvidos ao Felipe, meu menino, ele quis encher a bola do Zé Carlos, insinuando que saíramos da cabeça dele? Será que o Jodeval seria já candidato certo a edil da cidade, com o apoio do jornal, e já começou uma tentativa de alijar-me do páreo?

Enfim, foram noites e noites mal dormidas deste que recebi o exemplar 289 do prestigioso quinzenário de Bom Conselho. Agora recebi o número 290, na esperança de que ele trouxesse uma errata conclamando o fato. Procurei, procurei e não achei. Se nenhuma das causas acima aconteceu, e pelo que me falam do senso de responsabiliade do Luis Clério, o pedido de desculpas virá no número 291.

Como sempre começo quando escrevo sobre o jornal, a primeira coisa a ler é o seu editorial, matando assim a saudade do Jodeval, que deixou o blog para entrar noutra história, ou, pelo menos, continuar nela, a de editorialista. E desta vez, procurei, procurei e procurei alguma coisa para falar mal dele no editorial, mas, graças a Deus ele não deu margem a isto. Eu é que faço minhas as suas palavras, de que “o melhor para todos é devolver o que nos foi tirado.

Imaginem senhores o Jodeval descrevendo a falta de segurança em Rainha Isabel como fruto do descaso das autoridades e do “roubo” de uma UTI que nos foi doada por uma empresa privada. Pois é. Levaram e ainda não trouxeram de volta, como eu já vi no Blog do Poeta, que seria ótimo se ele não desse tanto importância a cabritinhas, jumentinhas e lambada. Este editorial eu recomendo sua leitura. E se o Jodeval desse os nomes aos bois, começando pelo Conde Eduardo, passando pelo Isaltino Nascimento e Wolney Queiroz, e chegando na Mamãe Juju, ele estaria pronto para escrever no Blog da CIT.

Vejo que o Zé Carlos ganhou um espaço com a transcrição do artigo da minha amiga Caroline Berbick. Pelo menos neste artigo meu nome ganhou, a partir do Rio Grande do Sul, uma citação e eu agradeço a publicação, primeiro por causa da Carol (ainda não tive nem tempo de dizer isto a ela no Facebook) e em segundo por mostrar que a AGD e o Blog da CIT estão fazendo sua parte.

Gostei também de um artigo do Ruy Sarinho, com o qual eu duelava no Blog do Roberto Almeida, por ele ter a mesma doença do Jodeval. Quando estão aperreado ao invés de se pegar com a Virgem Maria se pegam com a Dilma Roussef. Fora isso o seu texto é interessante. Vi também o Hélio Urquisa lembrando sua filha Máguida sobre quem, em momento mais triste, eu já escrevi. Lembranças tristes que vão ficando normais e depois alegres por se entender que foram cumpridos os desígnios de Deus.

Quanto à peleja, pequeniníssima em relação as minhas, do Zé Carlos com o Sr. Ccsta, e que promete crescer agora com o texto do primeiro sobre umas defecadas que deram no camarote da prefeita, o Zé Carlos tem toda razão, e o Sr. Ccsta que é renitente no erro, mas o reconheceu.

Finalmente eu li a coluna do Cícero Ranzi, que apesar de as vezes ser ranzinza, desta vez até que faz uma pergunta intrigante e interessante a partir da comparação do caso Palocci, no governo federal e de uma prole que ele deixou em Bom Conselho. Cito-o:

Tem gente com características semelhantes, ocupações mil, e gosta de um dinheirinho fácil. Seu patrimônio vem a cada dia aumentando embora seus ganhos declarados tenham diminuído. Ainda tem mais coincidências particulares que nos levam a pensar na mesma árvore genealógica. Já ia esqucendo de dizer que a corrupção e o desvio de dinheiro lhes são chegados. Sendo fato ou coincidência, essa escola não pode funcionar aqui no sacrossanto lar de Dantas Barreto. Vade retro. Ambos são comandados por uma mulher ou será que comandam a mulher? A pergunta que não quer calar! A imprensa descobriu o patrimônio de Palocci de Brasília e quem vai revelar o patrimônio do Palocci de Bom Conselho de Papacaça?

Eu nunca imaginaria dizer isto, e que Deus me perdoe: “Me ajuda Zé Pilintra!”

Lucinha Peixoto

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Parada Gay, a PAPACAGAY e os sonhos...



Quem me lê, e graças a Deus já são muitas pessoas, sabe que sou uma das organizadoras da PAPACAGAY, que é uma parada ainda programada das pessoas Lésbica, Gays, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes de nossa terra, que para facilidade de comunicação, eu chamo todos de Gay. Esta ideia me surgiu há alguns anos atrás quando vi, tanto as pessoas gays, quanto aqueles que não o são, como eu, mais simpatizam com o movimento, agindo no sentido de acabar com os preconceitos existentes contra quem tem uma orientação sexual diferente da maioria.

Travei um sério debate sobre a justeza de minhas ideias a respeito, principalmente com aqueles religiosos, como eu, e que baixam a crista para tudo que as autoridades eclesiásticas nos dizem ser o correto. Em termos bíblicos tanto há argumentos contra como a favor do homossexuailismo, que não é uma doença e nem mesmo uma opção. O indíviduo nasce gay e morre gay, da mesma forma que eu nasci mulher e morrerei mulher. Muitos vivem enganados ou amedrontados dentro de um armário por anos, às vezes, nunca saem deles, a não ser para o armário final, que é o seu caixão. Lutar para uma saída fácil, correta e necessária para a felicidade é a luta que eu apenas comecei em Bom Conselho.

Minha simpatia pela causa gay vem do fato de que esta minoria sofreu e ainda sofre muitos preconceitos, principalmente, no meio religioso, embora também, o tenhamos, com toda ênfase, em terras considerada de machões como é Bom Conselho. Até o Pedro de Lara, que sempre foi um bom artista, fazia o gênero machão empedernido para ganhar audiência. Eu nunca tive nada contra, pois sabia de fontes relevantes que aquilo era apenas um tipo como qualquer outro personagem artístico, e que ele jamais discriminou os homossexuais.

A ideia do incentivo a uma parada gay em Bom Conselho surgiu junto com minha outra de me candidatar a vereadora da cidade, e que teve, até agora muita repercussão, inclusive alguma ciumeira de concorrentes ao mesmo cargo, ou mesmo de aspirantes a cargos majoritários, de quem eu divergia politicamente. Hoje, já declarei antes, não sou mais candidata, pelo menos em 2012. Embora continue na luta de incentivar a parada gay, a que chamei, por motivos óbvios, de PAPACAGAY.

Sem minha candidatura, eu sei que o movimento perde um pouco a sua força, pois todos me esperavam, pessoalmente, este ano para sair à rua. Mas, eu, depois de ver ontem a parada gay, em São Paulo, a maior do mundo, não posso como diz um filho meu, “deixar a peteca cair”. E sei de boas fontes que muitos já organizam a parada para o próximo Encontro de Papacaceiros, e que muitos dos componentes já desfilaram, embora não com a desenvoltura e abertura que deveriam, agora durante o Forróbom.

Eu aproveito este momento de lembrança, por ter visto ontem, no Fantástico da TV Globo, um membro de nossa igreja criticar a parada por levar imagens de santos para a avenida e os associarem ao movimento gay. Eu também sou contra esta prática. Uma coisa é ser gay outra coisa é ser iconoclasta. E isto se aplica a qualquer atitude ou qualquer movimento de minorias que, ao invés de lutar pelos seus direitos, passa a não respeitar os dos outros, como o são as crenças religiosas, sem uma limitação ética que deve ser dada pelos costumes, preceitos cristãos e arcabouço legal.

Não há como fugir de exemplos para tratar um tema tão difícil quando determinados tipos de preconceitos estão sendo discutidos. Qualquer tentativa de generalização é precária e muitas vezes cruel com todos envolvidos. Hoje não deveria ser mais possível expulsar homossexuais mesmo de um templo, e menos ainda de estabelecimentos mundanos. Isto é uma coisa. Outra é defender que todos os tipos de atitudes amorosas entre pessoas do mesmo sexo sejam permitidas nesses ambientes. Por que? Porque para pessoas de sexos diferentes também não deveria serem permitidas. Eu mesmo me sentiria chateada se chegasse numa igreja e encontrasse um casal hétero, como se dizia em minha época, “xumbregando” (hoje é ficando). Também não gostaria que dois homossexuais fizessem o mesmo, e talvez eu tivesse a mesma atitude que teria o Padre Alfredo, muitos anos atrás, com ambos os tipos de casais.

Eu adoraria ver na cadeia alguém, cuja homofobia fosse tão radical, que agredisse alguém por ser homossexual, mas também adoraria ver o mesmo tipo atrás das grades por agredir quem quer que seja. Ou seja, devemos viver numa sociedade que coíba a violência contra homos e héteros. Contra negros e brancos. Contra mulheres e homens. Contra religiosos e ateus, que não fossem eticamente capazes de convivência harmoniosa.

Eu sei que nossos amigos do movimento gay, que defendem a criminalização da homofobia já me criticaram, por ser contra a fazer uma lei específica para tal coisa. Há o malfadado PL 122, que é uma tentativa no sentido desta criminalização. Até hoje se debatem no congresso, em marchas e contra-marchas, para aprová-lo ou reprová-lo. Meu pensamento é que não há forma de colocar numa legislação única, e nem mesmo sei se é necessário uma, todos os casos, sem ferir determinados direitos fundamentais. E vou além, determinadas formas legais, ao invés de trazer benefícios aos pretensos beneficiários, trarão é prejuízos e mais discriminação. (Um caso evidente que um dia abordarei é o sistema de cotas para negros. Para mim só prejudica os negros).

O que temos de fazer é, através de nossa força, principalmente os simpatizantes como eu, a tentativa de mudar os costumes em relação aos homossexuais denunciando os abusos e bradando que todos somos iguais não só perante a lei, mas perante Deus, em nossa substância essencial que é a humanidade. A igualdade absoluta entre os homens é uma quimera socialista ou até anarquista da vida em sociedade. Quando nascemos já somos diferentes de todos, mas temos o direito, igual a todos, de sermos felizes. O que vem a ser isto, depende da cultura e história de cada povo, e a dificuldade em atingir esta felicidade não se resolve só com leis.

Um belo início é a realização de paradas que reúnem pessoas de todas os tipos a uma minoria, como que dizendo, olha aí cambada, o mundo pode ser assim. Harmônico, sem violência, sem discriminação, sem preconceito de forma alguma. O Martin Luther King tinha um sonho grande e o viu realizado na América, o meu sonho é bem pequeninho mas luto para ainda vê-lo realizado. A realização da parada gay em Bom Conselho, a PAPACAGAY.

Como uma coisa sempre puxa a outra, gostaria que na parada estivesse o Sr. Ccsta, que eu chamo de “Bolsonaro do Agreste”, carregando um dos estandartes do movimento. O Fã Club de La Luna engrossando nossos cordões. Eu, de braços dados com Marcix, formando a ala das “fortinhas”, sem medo de ser feliz, e o MSC trazendo o Ronaldo Dias à frente, com um erro de concordância no título. E eu, diante de tanta alegria e harmonia não teria a audácia de criticar, e até cantarolaria com o UvaPassa: “Curtindo a menopausa”.

Lucinha Peixoto

segunda-feira, 27 de junho de 2011

No forró e na política



O Blog do Augusto Nunes na Folha, neste dia 21 último, trouxe um texto chamado: “Herança maldita é a institucionalização da impunidade dos bandidos de estimação”, que eu não tenho condições agora e nem deveria comentar, pois, pela sua exatidão e verdades, não merece nenhum comentário de um ser, como eu, cheirando ainda a fumaça de fogueira junina, leiam enquanto comem uma espiga de milho assada ou sorvem um quentão, esperando São Pedro. Eu já vou fazer isto, se aguentar:

“Se conseguisse envergonhar-se com alguma coisa, o ex-presidente Lula estaria pedindo perdão aos brasileiros em geral, por ter imposto a Dilma Rousseff a nomeação de Antonio Palocci, e aos paulistas em particular, por ter imposto ao PT a candidatura de Aloízio Mercadante ao governo estadual. Se não achasse que ética é coisa de otário, trataria de concentrar-se nas palestras encomendadas por empreiteiros amigos para livrar-se de explicar o inexplicável, como o milagre da multiplicação do patrimônio de Palocci e a comprovação do envolvimento de Mercadante nas bandalheiras dos aloprados. Se não fosse portador da síndrome de Deus, saberia que ninguém tem poderes para revogar os fatos e decretar a inexistência do escândalo do mensalão.

Como Lula é o que é, aproveitou a reunião do PT paulista, neste 17 de junho, para tratar de todos esses temas no mesmo palavrório. Com o desembaraço dos condenados à impunidade perpétua e o cinismo de quem não tem compromisso com a verdade, o sumo-sacerdote da seita serviu a salada mista no Sermão aos Companheiros Pecadores, clímax da missa negra em Sumaré. Sem união, ensinou o mestre a seus discípulos, nenhum bando sobrevive sem perdas. Palocci, nessa linha de raciocínio, perdeu o empregão na Casa Civil não pelo que fez, mas pelo que o rebanho governista deixou de fazer. Foi despejado não por excesso de culpa, mas por falta de braços solidários.

Para demonstrar a tese, evocou o escândalo do mensalão, sem mencionar a expressão proibida. “Eu sei, o Zé Dirceu sabe, o João Paulo sabe, o Ricardo Berzoini sabe, que um dos nossos problemas em 2005 era a desconfiança entre nós, dentro da nossa bancada”, disse o mestre a seus discípulos. “A crise de 2005 começou com uma acusação no Correio, de R$ 3 mil, o cara envolvido era do PTB, quem presidia o Correio era o PMDB e eles transformaram a CPI dos Correios, para apurar isso, numa CPI contra o PT, contra o Zé Dirceu e contra outros companheiros. Por quê? Porque a gente tava desunido”.

A sinopse esperta exige o preenchimento dos muitos buracos com informações essenciais. Foi Lula quem entregou o controle dos Correios ao condomínio formado pelo PMDB e pelo PTB. O funcionário filmado embolsando propinas era apadrinhado pelo deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, que merecera do amigo Lula “um cheque em branco”. O desconfiado da história foi Jefferson, que resolveu afundar atirando ao descobrir que o Planalto não o livraria do naufrágio. Ao contar o que sabia, desmatou a trilha que levaria ao pântano do mensalão. Ali chapinhava José Dirceu, chefe do que o procurador-geral da República qualificou de “organização criminosa sofisticada” formada por dezenas de meliantes.

Tais erros não podem repetir-se, advertiu o pregador. É preciso preservar a coesão do PT e da base alugada, contemplando com cuidados especiais os parceiros do PMDB. Para abafar focos de descontentamento, a receita é singela: “A gente se reúne, tranca a porta e se atraca lá dentro”, prescreveu. Encerrada a briga de foice, unifica-se o discurso em favor dos delinquentes em perigo.

“Eu tô de saco cheio de ver companheiro acusado, humilhado, e depois não se provar nada”, caprichou na indignação de araque o padroeiro dos gatunos federais. Aos olhos dos brasileiros honestos, figuras como o mensaleiro José Dirceu, a quadrilheira Erenice Guerra ou o estuprador de sigilo bancário Antonio Palocci têm de prestar contas à Justiça. Para Lula, todos só prestaram relevantes serviços à pátria. A lealdade ao chefe purifica.

“Os adversários não brincam em serviço”, fantasiou. “Toda vez que o PT se fortalece, eles saem achincalhando o partido”. É por isso que Mercadante está na berlinda: segundo Lula, os inimigos miram não no comandante de milícias alopradas, mas no futuro prefeito da capital. “Nunca antes na história deste país tivemos condições tão favoráveis para ganhar as eleições no Estado”, festejou no fim do sermão.

Se há pouco mais de seis meses o PT foi novamente surrado nas urnas paulistas, o que ampara o otimismo do palanque ambulante? Nada. É só mais um blefe. O PSDB costuma embarcar em todos. Não conseguiu sequer deixar claro que o Brasil Maravilha esculpido em milhares de falatórios só existe na imaginação dos arquitetos malandros e na papelada registrada em cartório.

Cumpre à oposição mostrar que o homem que brinca de xerife é o vilão do faroeste de quinta categoria. Os brasileiros precisam aprender que o câncer que corrói o organismo político nacional não é a corrupção simplesmente ─ essa existe em qualquer paragem. É a certeza de que não haverá sanções legais. Ao longo de oito anos, enquanto cuidava de promover a ignorância à categoria das virtudes, Lula institucionalizou a impunidade dos corruptos e acelerou a decomposição moral do país.

O Brasil deste começo de século lembra um grande clube dos cafajestes sustentado por milhões de eleitores para os quais a vida consiste em não morrer de fome. Essa sim é a herança maldita.”

Zezinho de Caetés