quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Falando para a Lua

Um grande poeta da nossa língua cantava (poetas não dizem, cantam música para os nossos olhos e ouvidos):


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.


Bem que gostaríamos de ter um poeta na CIT, um, que tivésse um coração para entreter a razão. Ainda fingiríamos mas, não tão completamente. Chegamos a fingir que somos nós, e, não sendo poeta sabemos que a dor é nossa sem fingir. Felizmente, para aqueles que nos lêem, tentamos não passar a dor para ninguém.
Ana Luna escreveu um artigo em sua coluna do saite de Bom Conselho, e pergunta: Cadê a CIT????? Só a citação da nossa empresa por esta - pensamos, pensamos, pensamos e os bons adjetivos são tantos que resolvemos arredondar - linda mulher, nos enche de orgulho, mesmo se mal de nós falasse. Apenas nos procura.
Estamos aqui, noutro endereço, com os mesmos objetivos de antes. Vender, em nossa própria moeda, risos e emoções. Não somos uma pessoa só. Não sabemos fingir que somos, não podemos, como o poeta, fingir uma solidão que deveras não sentimos. Temos muitas cabeças pensantes, que não cabem numa só, e todas elas querem se expressar, gritar, discordar, ... em muitos temas. Não somos uma "singularidade" do Carlos Sena, mas, uma "pluralidade" de coisas. O chefe, administrador, diretor, animador, ou que seja, de uma "pluralidade" como a CIT, reescreveria assim o poema acima:


O Diretor é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a dizer que é
Aquilo que ele não sente

E os que ouvem o que ele fala,
Na fala se sentem bem,
Não a fala que ele ouve,
Mas aquela que faz bem

E, assim nas altas rodas
De nossa sociedade
É díficil de engolir
Esta tal "pluralidade".


Que fazer? Ficar sem as cabeças ou reduzí-las, ficticiamente, a uma? A decisão tomada foi, dentro dos padrões éticos que permeiam nosso coletivo, dar o direito de expressão para todos. Ocorreram algumas desavenças dentro do nosso querido saite devido a multiplicidade de opiniões. Previmos outras, quando aumentassem nossos participantes (temos muita gente querendo participar ainda, aguardem) e resolvemos escolher um lugarzinho nosso para fazer a mesma coisa. Não temos, nem nunca tivemos intenção de concorrer com ele, e sim gerar um espaço a mais para expressão de idéias e que é de todos. Sabemos que brevemente teremos a Gazeta "On-line". Não falamos com o nosso conterrâneo Luis Clério sobre isto, mas é a tendência natural dos órgãos de informação. E, como acontece com o site(sic), estamos aqui para colaborar com ele. Afinal de contas para os três, como deveria ser para todos: Bom Conselho é a causa.
Continuamos com a mesma idéia sobre a Ana, desde que ela nos autorizou o uso do seu filme para exibição no nosso Projeto na Praça. Seu único defeito é não ter nascido em Bom Conselho, porém, isto é um mero acidente geográfico que pode ser sanado facilmente por uma boa Câmara de Vereadores.

P.S. :
a) Em tudo que escrevemos fizemos a suposição de que o que está na coluna de Ana Luna, CTI, tenha sido um erro de digitação para CIT. Esta suposição é justificável, pois a procura de uma CTI seria para Alexandre e Zé Arnaldo. Pelo que sabemos estão vendendo saúde. Mas, mesmo se fosse assim, tudo que escrevemos é válido. O poeta está certo, fingir é fundamental.
b) A paráfrase do poema acima foi feito por Lucinha Peixoto a partir de nossa idéia. Entre a distribuição de um santinho e outro de Pedro de Lara em sua campanha para patrono da Academia, ela cometeu estas rimas.

Saudações Cordiais
Diretor Presidente

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