quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

É de fazer chorar??? Um complemento.

No período de tempo em que CIT trabalha, procurando, na medida do possível, levar emoções as pessoas, tem recebido mensagens de vários tipos. Com elogios, com incentivo, com desdém, com críticas, com reclamações, etc. Depois que criou este Blog, elas continuaram a chegar. Antes dele não cogitávamos de sua publicação, não tínhamos espaço na mídia. Agora temos.
O seu prazer maior era publicar todas elas. Entretanto, a empresa mantém a política de só publicar aquilo que nos autorizam publicar. Nem sempre os autores das mensagens autorizam, por isso, quando isto acontece, ela não pode ser publicada.
Recebemos, esta semana, duas mensagens, que além de serem de elogio e de agradecimento, são também um complemento ao filme, sobre Caldeirões dos Guedes, apresentado sob o título: É de fazer chorar??? (http://br.youtube.com/watch?v=Li4P5PkAfNI). Os autores lembram de Caldeirões, citando nomes que merecem ser lembrados por Bom Conselho, porque participaram de sua vida, eles ou descendentes, de forma substanciosa. Pedimos permissão para publicá-las aqui, e esta permissão nos foi dada, mostrando o espírito público elevado dos dois autores em foco: Marlos Urquiza e o Diácono Edjasme Tavares, a quem agradecemos a deferência já contando com suas participações em outras ocasiões.

Diretor Presidente

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Fiquei muito feliz quando recordei a minha infância quando vi Caldeirões que não via faz uns 60 anos. Recordo que estive na casa do Sr. Paulo Tenório e do Sr. Tide Tenório, pai da Dra. Joscelene, medica de uma grande capacidade profissional... Meu pai era amigo e parente dos citados senhores.
Todas as crises passam, o que não podemos perder é a vontade de vencê-las...

Um afetuoso abraço...

Marlos Urquiza

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Respeitável Diretor Presidente da Cit Ltda
Caldeirões dos Guedes - Bom Conselho - PE

Sensibilizou-me bastante essa mensagem que, depois de uma longa esplanação, levou-me, como se estivesse num sonho real dos meus tempos de jovem/adulto, voando sobre meu admirável Caldeirões dos Guedes.
Distante, mais ou menos, 18 kms. da minha casa (cidade de Bom Conselho) estava sempre ligado àquele segundo Distrito de nossa Comarca, devido a minha inesquecível colega e amiga NICÉIAS TENORIO DE OLIVEIRA(nome de casada. Era casada com meu velho amigo Amaury) e em solteira, quando logo lhe conheci, era NICÉIAS TENORIO DE ALBUQUERQUE, titular do Cartório do Registro Civil daquela comunidade. Eu, era cartorário na sede (Oficial do Registro Civil do primeiro Distrito (sede) da Comarca de Bom Conselho, Pernambuco). Era uma criatura tão amiga de minha família que era considerada membro da família. Por isso, andei muito por lá. Muitas vezes era para instruí-la sobre a atividade profissional (notícias novas do Tribunal de Justiça) outras vezes era passeio (canjicada, pamonhada, peru gordo, etc).
Minha presença por várias vezes, também, foi registrada na qualidade de acólito do Pe. Alfredo (Pároco) que mensalmente celebrava lá (vi a capela no seu filme).
Certo dia, fui com meu amigo de infância, concunhado, compadre e confidente MARCOS QUIRINO VILELA, a quem chamava, familiarmente de Marcolino. Saimos da cidade de bicleta. Imagine Presidente, sair da cidade de Bom Conselho até Caldeirões de bicleta (o montão de ladeiras altas na estrada)! Só a força da juventude tem poderes para essas imprudências. Contudo, foi muito divertido. Também, como você sabe, naquela época (outro montão) as cancelas que existiam. Na penúltima delas indo para lá, era na fazenda/sítio do sr. Ursulino Pacheco, bom amigo, seus filhos eram nossos colegas de Ginásio (o querido Ginásio São Geraldo). Ao transpormos a mesma, pela manhãzinha, ele nos avistou do alpendre de seu casarão. Paramos, cumprimentamos. Ele, conforme a tradição naquela época, não nos deixou passar sem um cafèzinho. (nós com uma fome de lascar). Aceitamos o desafio porque estávamos cansados da viagem. E o cafèzinho? E o diálogo na hora do cafèzinho? Foi o máximo! Um mesa bem recheada de alimentos: cuscus, macacheira, tapioca, inhame, carnes, leite, café, frutas, manteiga, queijos. É o que me lembro agora. Quando "partimos para avançar", foi outra coisa interessante que nos chamou a atenção: de tudo, o sr. Ursulino Pacheco tinha uma explicação. Quando pegávamos no prato do cuscus, por exemplo, ele dizia: este cuscus é da nossa roça, milho plantado por nós lá na várzea (vage); o leite, ao deslizar no nosso bom pedaço de cusca, ele dizia: este leite é da nossa vaca chamada... boa de leite e dá ...tantos litros por dia; a macacheira e a batata doce, ele afirmava: essas raizes arrancamos já hoje, bem cedinho, podem comer que merece confiança; lá vamos nós partindo para a manteiga e os queijos (de coalho e manteiga), ele "em cima da bucha", mostrava o armazém onde ele fabricava o queixo e a manteiga e dizia: fiz com muito gosto e sei que é bem feito meu trabalho e as vacas são de qualidade. E assim por diante. Depois, despedidas e seguimos para Caldeirões, casa de Nicéias a quem devemos todo nosso carinho.
Chegado aqui em Garanhuns, deu-se uma coincidência formidável. Como Diácono da Igreja Católica, tive a obrigação de me apresentar ao sr. Bispo e em seguida ao Pároco da Paróquia onde resido a fim de prestar minha devida colaboração e o dever de servir, e logo depois, o Bispo e o Pároco, pediram que escolhesse a comunidade que deveria participar (assim como o Padre tem sua Paróquia o Diácono tem a sua comunidade) e depois de visitar quase sua totalidade, optei por uma cujo coordenador e administrador do centro de treinamento era o sr. Joaldi Tenório, filho legitimo de Caldeirões dos Guedes, filho do sr. Paulo Tenório (Paulo Vigário), conheceu? E ele não se esquece desse torrão. Pediu-me quando fosse por lá, ele desejaria ir para matar as saudades. Vou levá-lo, sim.
Nas suas fotos, veja se descobre e aponte a casa de Tide Tenório, Paulo Vigário, Nicéias, Jornes e outras lideranças! Lá pelos idos de 1963, Jornes Tenório foi vereador comigo, representando essa comunidade.
Valeu sua reportagem. Parabéns.
Com a graça de Deus.

Diác. Edjasme