quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

AMOR etc.




Procuro os lábios. Imito os sábios. No amor. Sem nenhum favor.

A mão desce. Tudo estremece.

Os olhos se fecham. Corpos: que se mexam!

E nesse embalar. Sem nada mais importar

Nesses momentos, esquecem-se outros eventos

Acaso existam. Que o bem-bom e o doce tom, persistam.

Passando pelo lindo colo. De pólo a pólo

A mão esbarra na concha cheiínha. De amor. E calor.

Há bem pouco, tão calminha.

Porém, viva, impulsiva. À espera, que tal?

Do que é real. Não da quimera.

Do tudo que têm. Assim, vêm. E chegam mais carinhos

Nesses ninhos alucinantes. Circunstâncias e circunstantes

Entrâncias sem atenuantes. Reentrâncias abundantes.

Corpos que se dão, de coração. Amor carnal, que não admite rival

Como disse o poetinha, sem sair da linha: Vinícius - de Moraes

Com ou sem vícios, poeta mais e mais.

Suspiros, gemidos, beijos não contidos.

Enfim, extasiados, corpos suados.

Felizes, calam por instantes.

Os amantes, ficam abraçados, colados.

Pronunciam palavras puras, doçuras

E se afagam. Mas não se apagam.

E dormem. Agarradinhos, num só cantinho

Até que outras ondas se formem.

Acordam na madrugada, nova chamada

Do amor puro, bem maduro. E recomeçam-se as carícias

Delícias, intensas, densas, vibrantes

Estonteantes, até que enfim

Assim, assim, alcançam o previsto

Naquele doce e misto. Amor vivo, altivo, gostoso, carinhoso

Bulindo, explodindo. Descargas, na excitação. Coroam essa relação.


José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

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