segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Fascínio


Ao fitar os teus olhos lindos e miúdos

Num arremate que me vem e me arremete

Belos olhos nesse tom tal qual veludos

Cristalinos como água que no calor derrete.


Os teus braços roliços sempre abertos

E eu chegando, vinha vindo a te encontrar

Meu corpo vibra e com os olhos bem espertos

Vejo a noite e a lua clara pra te amar.


Que fascínio teu olhar tem sobre mim

Na jornada que por ora se inicia

Sinto-me preso ao teu corpo até o fim

E numa prece me dirijo à Mãe Maria.


Peço ajuda dos poderes da Mãe Santa

Pra esse amor que não mede conseqüências

Sinto a força de um poder que se alevanta

Salve amor sereno e supremo em eloqüências.


Que tem a marca dos eternos namorados

Que se apegam e se amam sem rodeios

Que se querem e bem assim são afagados

Que descobrem essas coisas sem receios.


Por mais tempo que sejamos bons amantes

Não cansamos desse amor que arrebata

Que reflete como espelho esses semblantes

Nessas noites de cantiga e serenata.


Por que tu me trouxeste esse feitiço?

Nem pensei que pudesses fazer tanto

Com teu corpo carregando tanto viço

Tive sorte e recebi teu amor santo.


José Fernandes Costa

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