domingo, 1 de fevereiro de 2009

Habemus Patrono





Desde o ano passado, por uma sugestão de um conterrâneo, tentamos usar as tecnologias de informação para obter algum indício de como aferir a opinião dos bom-conselhenses, sem se limitar a grupinhos, grupelhos ou grupões. Depois de tentativas e erros chegamos ao formato de enquete. Opções são dadas ao público e eles escolhem, no nosso caso, através dos computadores e internet as opções desejadas. Dizer que isto leva à representatividade total de uma comunidade é forçar a barra. Isto nem o sistema de urnas eletrônicas ou não, na base de uma pessoa um voto, consegue. Mas o sistema a que chegamos, temos certeza, é mais representativo do que opiniões isoladas (inclusive a nossa) ou de grupos específicos.
Nossa surpresa não foi o desempenho do sistema de enquete já bastante difundido na mídia, mas sim o número de pessoas que acorreram a ele, através de seus computadores para externar sua opinião sobre um nome.
No primeiro turno, tivemos 96 computadores envolvidos. Conjecturando, se para cada voto de um computador tivemos uma troca de opiniões de 4 pessoas de uma família, em média, tivemos a participação de quase 400 pessoas. No segundo turno, com 11 candidatos saindo do páreo, e não sendo o voto obrigatório como na democracia brasileira, ainda tivemos 47 computadores participantes.
O resultado, no primeiro turno, foi realmente inusitado. Um empate entre os candidatos Pedro de Lara e Waldemar Gomes de Santana. Foi tão não usual que pensamos em proclamar ambos vencedores. E realmente o foram (veja resultado na foto). No entanto, como só deveremos ter uma Academia, deveríamos ter somente um patrono. Abrimos as urnas de novo, agora com os mais votados. Obviamente, não esperávamos tantos votantes mas, ainda tivemos um número expressivo de computadores envolvidos. Produzindo o resultado apresentado na segunda imagem.
A ninguém podemos esconder nossa preferência por Pedro de Lara manifestada muito antes neste Blog e, confessamos, no primeiro turno, pedimos votos para ele de maneira frenética, em particular, evitando o Blog para não sermos acusada de fazer boca de urna. Para esta preferência já expliquei os motivos, sucintamente, a importância do Pedro na divulgação do nome de Bom Conselho e a inclusão de uma pessoa do povo num empreendimento que considero elitista. Quando houve o empate, com seu Waldemar, meu professor de História, sério, competente, disciplinador, batalhador pela causa da Educação em nosso município, ficamos mais feliz ainda. Se realmente o conhecemos, ele pertencia a elite, mas não era elitista, e seu esforço pela educação fez Bom Conselho aparecer através dos seus alunos e do Ginásio São Geraldo. Votamos em Pedro de Lara mas aqui na CIT deu Waldemar. Mas o resultado está aí. Pedro de Lara é o escolhido para Patrono.
Paramos em patrono para perguntar: Patrono de que? Nestes últimos tempos, o tema “academia” desapareceu dos órgãos de informação da cidade, com exceção do nosso Blog, porque havia a enquete, e em alguns sonhos do Zetinho. Parece até que, com o sucesso da Academia Virtual Pedro de Lara, a Academia real além de sumir do noticiário, sumiu dos corações e mentes dos bom-conselhenses. Talvez seja o que possamos ter agora, uma Academia Virtual, e já é muito. Mas, deveremos parar por aí? Temos excelentes escritores e poetas de nossa terra, e poderemos ter músicos, artesãos, cineastas, escultores e tantas outras formas de arte e tecnologia. Vamos dar imortalidade plena a eles e não só a hoje existente “imortalidade virtual”.
Zetinho teve vários sonhos, o da votação se realizou, e, agora, nós temos os nossos. Ver em pleno funcionamento a Academia de Bom Conselho – aguardem outra enquete para um nome pois a primeira falhou por falta de tecnologia adequada – com sede, apoio da sociedade, apoio do poder público, sem fantasmas, com ajuda dos meios eletrônicos para sua viabilização e uma placa na porta, abaixo do nome da Academia, Patrono: Pedro de Lara.
Será este nosso sonho grande demais, ambicioso demais, irreal demais? Será que Alexandre Tenório estava certo em suas considerações sobre este assunto? Talvez, mas, lembrem-se, a utopia nos ajuda a progredir, no entanto, com cetecismo e sem liderança não há utopias. A falta de liderança leva ao “mesmismo” social. Escrevo de longe, e de longe não tenho força para liderar um processo destes. Que falem os líderes da terra, com a terra ou pela a terra, e, principalmente que morem na terra. Sem citar nomes, seguindo o conselho de um sábio de nossa terra, o Di Tavares, “vamos aguardar que apareça um espontaneamente, porque se convocar ou adular, ninguém sai do canto”.
No entanto, com ou sem Academia, temos convição de que ganhamos todos, filhos da terra.
Por enquanto damos por encerrada nossa missão quanto ao patrono. Obrigada a todos pela participação e apoio.

Lucinha Peixoto
Coordenadora Administrativa

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