segunda-feira, 23 de março de 2009

PENSAMENTOS


Tem dias que o processo criativo entra em greve... Sento-me em frente ao computador, olho a tela branca do visor, um sinalzinho piscando como a me dizer: "pode começar a escrever". Mas, nada me vem à mente...branco e vazio como a tela a minha frente. Tento começar...Uma palavra - pausa- Mais uma... e mais uma...Eis que consigo formar uma frase e diante desta frase fico a meditar....e de repente como num lampejo as idéias começam a fluir e a escrita vem toda formatada em minha mente e ai torna-se fácil, fácil coloca-las na telinha. Foi assim com este texto que você está lendo.
Em tibetano, a palavra "chog shes", significa aceitação da vida simplesmente como ela é, isto é manter um relacionamento direto com nossas experiências sejam de alegria, medo, expectativas ou ressentimentos. "Chog Shes" é, portanto, a ausência de neurose, pois, quando estamos neuróticos, fazemos exatamente o contrário: rejeitamos a vida como ela é. Em geral, quando algo nos desagrada nossa primeira reação é dizer: "não acredito"!. Na tentativa de não sofrer, buscamos, sem nos dar conta, de métodos para nos anestesiarmos da frustração eminente. Alguns destes métodos podem funcionar temporariamente, mas quando somos tomados pela indignação estamos fadados a sofrer mais, pois estamos exagerando, pondo fogo no fogo das emoções que já estão fervilhando dentro de nós. Quando lidamos com as emoções tal como elas chegam até nós começamos a atenuar nossa visão neurótica da vida. O segredo está em não resistir ao que emerge em nós e, ao mesmo tempo, saber não adicionar algo a mais a esta experiência.
Mas não é tão simples assim, uma vez que fomos educados para sermos bons e eficientes e, por isso, aprendemos a ver nossos defeitos como inaceitáveis.
Não aprendemos a nos auto-acolher ou a termos compaixão de nós mesmos. Como não sabemos como lidar com nossos defeitos, passamos a rejeitá-los, e rejeitando a nós mesmos, rejeitamos a vida.
Podemos reconhecer que estamos nos perdendo quando exageramos nossas reações emocionais. Por exemplo, quando nos pegamos dizendo:" Eu não devia estar sentindo isso", "Não acredito que fiz isso de novo, "Que vergonha, nunca mais quero mostrar a minha cara". Se algo é visto como inaceitável, não tem reparo nem negociação. Então instintivamente escondemos e negamos estes impulsos inaceitáveis. Assim, mais uma vez nos afastamos de nós mesmos.
O medo de não ser capaz de lidar com a nossa sombra ou de sermos excluidos pelo outro, caso ele a veja, nos leva cada vez mais a negar nosso lado não desenvolvido. O que não combina com o desenvolvimento do nosso ego ideal, torna-se sombra. Neste sentido, na medida em que procuramos ser bons e fazer o bem, vamos reforçando uma imagem idealizada de nós mesmos. Desta forma, vamos criando polarizações cada vez mais distintas: " Sou assim e não assado". Vamos empurrando para longe de nós o que não somos e sem nos darmos conta, deixamos de cuidar de nossas sombras!
Por isso quando surgem os sentimentos inadmissíveis, temos oportunidade de encarar de frente o que, até então estavamos evitando.
Só quando aceitamos sentir o inadmissível, voltamos a ser "Um" em nosso mundo interno.
Dizem que Jung teria perquntado a um de seus pacientes: "Você prefere ser inteiro ou bom?".
Para refletir.

Gildo Póvoas

O Músico - Complemento

Abaixo estão alguns comentários ao nosso escrito: O Músico, e algumas respostas do autor.

Diretor Presidente

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[Ana Luna]



Muito bonita a forma exposta do meu artigo , agradeço mais uma vez.

Gostei do Músico , muito bem colocado, adoro a rua da cadeia, já leu meu artigo "Rua José do Amaral"? Frequentei e ouvi muito o som da casa citada....saudades!

Ah!....mas onde estah o busto? Vamos procurar?



bjussssssssssLa Luna

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Ana Luna,



Temos é que agradecer a você pela oportunidade de publicar seus textos. Já li seus artigos sobre a Rua José do Amaral. O Jameson nasceu por lá. Eu realmente não sei onde foi parar o busto. Durante este tempo muita coisa se perdeu em Bom Conselho. Mas, vamos procurar o busto e as outras coisas, que poderia se chamar Busto, com maiúscula. De vez em quando escreveremos sobre outros Bustos.



Saudações

Diretor Presidente

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Sr. Diretor



Busto um caminho para encontrar muitas coisas perdidas em BC.

Gostei da idéia...

bjussssss Ana Luna



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[Gildo Póvoas]



Senhor Diretor Presidente:



Muito me sensibilizou a sua crônica sobre a escola de música, pois eu também a frequentei. Como ouvinte a princípio, depois aprendendo a rabiscar as notas, nesta época auxiliado pelas aulas da professora Iracema Braga-Canto Orfeônico- se não me falha a memória. Recordar Bom Conselho é sempre prazeroso, mesmo que saibamos que aquela Bom Conselho, só existe na nossa memória, por isso sempre louvo quando alguém resolve abrir a sua memória e compartilha-la conosco.

Não fui bem sucedido na minha empreitada com a música, naquela época. Enfim o tempo foi passando e as nossas células vão aos poucos se revelando sobre o que querem ser e os nossos dons vão se revelando, enfim descobri que a minha vocação na época não era para tocar qualquer instrumento mas para ouvir os instrumentos.

E eu estava certo, naquela época, senão, seria hoje um soprador de instrumento. E veja a ironia do destino: Hoje estou numa aula de música. Estou aprendendo a "bater" no teclado. Ai chega-se a uma conclusão : Uma vez começado algo nunca deve se deixar pela metade. Conclua-o

Abraços fraternos



Gildo

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Caro Gildo,



Não me lembro de você lá na sede da música, talvez, talvez pela idade. Lembro do seu irmão, Zé Póvoas. Dona Iracema foi minha professora no Ginásio, bons tempos. Mas, se mesmo com ela e Zé de Puluca querendo me ensinar eu não aprendi música, já tenho sinal dos deuses suficiente para não mais tentar. Sou só um ouvidor, mas admiro muito quem faz mais do que isto. Parabéns pelo teclado. Com sua capacidade demonstrada em outras áreas, Frank Aguiar que se cuide.

Aqui na CIT quase todos (dos que escrevem em nosso Blog) são de Bom Conselho. Sempre que podemos relembramos o passado, falamos um pouco do presente, e do futuro, mesmo pertencendo a Deus, Ele mesmo nos deu a capacidade de influir, e o fazemos, ou tentamos fazer para o bem. Dentro do nosso estilo, vamos tirando Bom Conselho do armário, no bom sentido, é claro, e o mostrando a nós mesmos e aos outros.

Obrigado pelo comentário, que nos incentiva, e, estamos a sua disposição.



Saudações Fraternais

Diretor Presidente



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[Felipe Alapenha]



Excelente o artigo do nosso Diretor Presidente, seguindo bem a tônica da CIT.

Apesar de não ter vivido nessa época, é como se eu estivesse lá! Confesso que fiquei decepcionado por não ter continuado a discussão sobre as praças, pois já estava começando a viajar pelas ruas daquela Papacaça, quando subitamente interrompeu-se a história para contar uma tão interessante quanto a outra. Mas mesmo assim fica a sugestão de escrever uma continuação dessa história das nossas praças. Muitas delas tem muito o que contar, e eu tenho certeza absoluta que você, Diretor, sabe fazer isso como ninguém! Uma dose de saudosismo sempre é bom, para nós jovens também valorizarmos o que a gente vai guardar para o nosso futuro, e também contar na forma de um passado bom para as gerações que vêm por ai. um



grande abraço



Felipe Alapenha

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Caro Felipe,

Obrigado pelo comentário cortês e animador. Que bom que a juventude goste das nossas lembranças. Quanto às praças, se formos escrever sobre o que vivenciamos nelas, passaremos todo o tempo fazendo isto. Agora, parece que Jameson Pinheiro está preparando alguma coisa do tipo. Aguarde.

Chega dar vontade de escrever. Quando eu tinha menos um pouco do que a sua idade, a política em Bom Conselho, envolvia a todos, até de forma bastante inusitada. Você sabia, que eu nem votava mas não faltava a um comício? Eu e mais alguns colegas, que como você, se interessavam pelas coisas da terra. Sem televisão, nem Internet e sem rádio, para nós, ir aos comícios, além da diversão (algumas jovens iam também), para nós, era ficar ouvindo os candidatos, prestando atenção aos erros de português que eles cometiam. Depois de cada comício discutíamos aqueles discursos dos mais letrados e perguntávamos o que os outros estavam fazendo alí. Hoje, este elitismo "letrista" não existe mais, e talvez, com razão. Mas, naquela época!

Lembro de um panfleto em que um canditado discutia se o plural certo para cidadão, era cidadãos ou cidadões. Fomos procurar o Dr. Cirilo (seus pais devem ter conhecido). Nesta época de Reforma Ortográfica, o nosso revisor José Andando diria: O importante é o que os cidadãos fazem e não como se escreve os seus plurais. Mas, não o leve em conta, é um radical da linguística.

Vamos contando aos poucos...



Saudações

Diretor Presidente

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Sobre o artigo do Jameson, já estou aqui na expectativa para ler...

Mas o nobre Diretor lembrou um assunto que me interessa muito, e não precisa nem dizer o porque, que é a política! Se não bastasse o proprio ambiente da minha casa, que trasnpira política, a gente tem que reconhecer que a política em Bom Conselho, e em qualquer interior, é mais que um processo de escolha, é uma manisfestação popular! kkkkkkkkkkkkkk

Dando um poquinho de substrato a essa nossa conversa eu consigo me lembrar de um sem número de histórias vividas sobre política. Ela entrou na minha vida mais diretamente por ocasião da candidatura de minha mãe para vereadora, em 2000 (ainda lembro do número... 23.611). Quem conhece hoje o quanto eu gosto de política nem imagina que no começo não era assim! kkkk Eu era mais jovem ainda, uns 12 anos de idade eu devia ter, e política pra mim era uma obrigação chata de acompanhar meus pais no comicio pra não ficar sozinho em casa, além de ter uma noite de sono bem desconfortável, no banco do carro, enquanto não acabava os discursos. Mas aquilo mudou naquele ano mesmo! Percebi, mesmo bem jovem, a importância da política e começava a ver uma esperança de mudança pra nossa cidade naquela candidatura, a política como a arma mais poderosa de mudança da vida das pessoas (para os bem intencionados, mudança de vida do povo, e para os maus intencionados, mudança de vida dos políticos). No dia da eleição, eu estava na casa da minha avó, anotando os resultados, ouvindo escondido pela rádio... Tão logo foi anunciada a vitória, tanto de Dr. Daniel como a eleição dela pra vereadora, a campainha já estava tocando. Era meu irmão e alguns amigos: "Corre rapaz, a gente ganhou! A festa tá grande lá embaixo, vamos embora!". Eita que alegria!!! Confesso que nesse dia eu estava torcendo mais pra que o prefeito ganhasse do que minha própria mãe, porque representava uma mudança maior, um pensamento de quem ama Bom Conselho e queria ver as coisas mudando... pena que não aconteceu daquela vez...

Se for pra falar de política, pode ter certeza que essa conversa será mais longa que as suas histórias sobre as praças! kkkkkkkk E olhe que eu nem falei dos bastidores dessa campanha, além das histórias de 2004 e 2008, essa ultima com um gostinho especial. Quando fui convidado pelo Diretor a escrever para o blog, eu falei que quando buscasse uma boa história até faria isso. Pensei em escrever sobre o 5 de outubro de 2008, numa visão de quem viveu intensamente aquele dia, sob o olhar de alguém da família da candidata, um dia inesquecível pra mim. Até comecei a escrever, ainda há algo salvo aqui no computador, mas depois recuei na idéia, por não conhecer as bandeiras políticas que frequentam o Blog da CIT, e assim parei, temendo uma repercussão negativa para o blog. Mas depois faço questão de terminar essa, ao menos pra que o senhor leia, se assim interessar...



um forte abraço



Felipe Alapenha

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Caro Felipe,



Você me dá uma oportunidade de esclarecimento. O Blog da CIT não pensa, é um descerebrado. Quem pensa são os que escrevem nele, que são responsáveis pelos seus pensamentos palavras e obras. Mas o Blog pode ter influência política como qualquer órgão de comunicação, sabemos e estamos cientes disto. Aí o meu pode ir prá seringa, está pronto. Por isso que raras vezes não publico alguns textos, mas eles não são separados aqui por política, religião, sexo, futebol ou qualquer outro critério, e sim pela minha consciência (e a de alguns a quem ouço). Ao longo da minha vida ela foi se abrindo, se abrindo, e abriu tanto que agora, posso dizer que o Blog publicaria um artigo com o título: Viva Hitler, se o autor me autorizar a publicar um em seguida, com o título: Morra Hitler. Vão os dois, e que julguem os leitores. O mesmo se aplica aos títulos: D. José está Certo e D. José está Errado. No entanto, não publicaremos um com o título: Atirei o Pau no Gato, se minha consciência julgar que levará os animais a serem maltratados.

Portanto pode enviar seus artigos sobre política desde que permita opiniões distintas, e se responsabilize pelas suas idéias. Será um grande prazer publicá-las. Isto, como lhe disse, se aplica a todos.

Aqui na CIT as bandeiras políticas são de tantas cores, que se você disser que é um arco íris não está longe da verdade, sem insinuações preconceituosas, por favor.

O lema maior que usamos certas horas, quando as dúvidas e discordâncias imperam, é aquele dito de Voltaire: "Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres".



Saudações

Diretor Presidente

quinta-feira, 19 de março de 2009

O Músico

Como alguns já sabem, nasci em Bom Conselho, mais especificamente na Praça Lívio Machado. Livio Machado pertence à nossa história, foi um grande comerciante e prefeito da cidade. Durante minha infância ele era um busto no meio da praça que tinha o seu nome. Hoje a praça continua lá mas, não sei qual o nome dela. Onde está o busto? Parece que está numa praça no Corredor. Sobre ela lembro, minha mãe contava, eu a chamava a “peste” preta, mas não me lembro o porque de “peste”, só do preta, porque era a sua cor. Algumas vezes colocavam um auto-falante em cima dela. Era a Voz da Verdade? Ajudem-me, historiadores. “Mãe, a peste preta tá falando”. Minha mãe ouviu isto várias vezes.
Não é sobre Livio Machado nem sobre onde nasci, que estou tentando escrever. No entanto, viver ali um período, sem muita consciência disto, mas, olhando a Matriz de Jesus, Maria e José, foi um privilégio, que poucos tiveram. Era do centro, Jameson da periferia. Quando digo isto hoje a ele, rimos muito, e comentamos: a Lucinha é dos “arredores” (obrigado, Carlos Sena), da Praça da Bandeira. Sorry, periferia! Escrever sobre coisas do passado dar nisso, queremos ir ao ponto e ficamos parado na praça.
Como todo pré-adolescente, caminhava pelas redondezas. Uma delas me era muito familiar. A Rua da Cadeia. Como temos história naquela rua. Não me lembro bem do episódio todo mas contavam:

- Vim soltar fulano de tal! Disse Padre Alfredo subindo as escadas da cadeia.
- Se o senhor subir eu atiro! Disse o soldado apontando o fuzil para ele.
- Atire soldado, mas cuidado para não errar, pois se errar eu solto o preso.

O padre levou o homem com ele. Eu ouvia aquilo e cada vez mais o admirava como cristão.
Mas, já estou perdendo a paciência comigo mesmo. Vamos ao ponto. Ele tem a ver com a Sede da Música. Alguém já ouviu falar disto? Se não ouviu, é muito jovem ou não é de Bom Conselho. Era uma casa que ficava na Rua da Cadeia, hoje José do Amaral, e abrigou, durante muito tempo a maior fábrica de artistas que Bom Conselho já teve. Ficava ao lado da casa de Seu Carlos Cordeiro (pai de Zé Carlos que muitos confundem comigo, nada contra, mas sou mais jovem) e pegado com a Casa de Dona Teté, mãe de Tanzinho, quase de frente da casa de D. Júlia, mãe de Naduca, avó de Jorge.
Eu sempre ia lá, na época em que Zé de Apolinário, Zé de Puluca, José Duarte Tenório ou seu Zé, era o maestro e o grande “fazedor” de músicos de nossa terra. Ficava olhando os ensaios. Cito de cabeça, e me desculpem se esquecer alguém, me lembro de Zé de Dinda, Zezé Não me Mui, Mané Guadêncio, Artur de Paizinho, Seu Abdon (não sei se se escreve assim. Ele vendia o melhor arroz doce que já comi, no recreio do Ginásio), Seu Luis, Zé Delicado, Zé Povoas, Reginaldo e outros.
Presenciei um diálogo do mestre Zé de Puluca (que recebeu uma homenagem da CIT um tempo atrás ver: http://www.youtube.com/watch?v=tpYoav-2uEc ou ver filme no final), com um futuro artista que me chamou a atenção. Seu Abdon queria aprender música. Penso, como todos que se iniciam, começam pensando no instrumento que querem tocar, influenciados pelo que acham belo e importante. Ele queria tocar clarinete.

- Por que o senhor que tocar clarinete, seu Abdon?
- Porque é o que mais gosto de ouvir.
- O senhor vai tocar para o senhor mesmo ou para os outros?
- Pros dois, disse seu Abdon.
- Então vamos tirar a dúvida. Vamos começar aprendendo as notas.

Depois vi seu Abdon marchar garbosamente, na linha de frente da Banda Villa Lobos, tocando Tuba.
Certo dia, estava olhando outros rapazes aprenderem com ele. Ele virou-se pra mim e disse: E você não quer aprender? Tinha pensado nisto algumas vezes, gostava do resultado, mas não sabia se estava disposto a algum dia participar na produção daquele resultado tão bonito. Falei com meus pais, minha mãe foi silenciosamente a favor. Meu pai ainda disse: é melhor do que ficar jogando sinuca em João Jararaca. Decidi começar.
Primeiro dia, primeira aula. Seu Zé: já conhece alguma coisa de música? Não, respondi. Aprendi os nomes das notas e algumas outras coisas e chegamos numa aula que ele dizia ser de solfejo. Eu tinha que levantar e baixar a mão numa determinada cadência dizendo: dó, sol, lá, fá, sol, dó por exemplo, vendo uma pauta. Quando comecei a fazer isto não agüentei, tive um ataque de riso, destes que você não consegue parar mesmo que esteja na frente de um pelotão de fuzilamento, e morre sorrindo. Óbvio que seu Zé ficou uma fera comigo e me mandou embora. Minha música foi morta pelo meu riso.
Apesar disto, ainda rio quando lembro deste “causo”. O riso salvou Bom Conselho de um músico que, certamente, iria desonrar a Sede da Música. Todos os outros alunos, pelo menos os que acompanhei, a honraram. Gosto de ouvir música, boa música. Existe uma má música? Será o Brega ou a Ópera? Na dúvida, aqui na CIT, mando outros escolherem. O riso matou o músico.





Diretor Presidente.

(*) Todas as fotos foram obtidas no Site de Bom Conselho ou Orkut de Niedja Camboim (belo trabalho), todos serão devidamente pagos. Esperem os cheques em $RE.

A melhor bebida do mundo !!!

Não há vinho raro, whisky de quantos anos mesmo? Sucos, refrigerantes, licores, nada disso chega perto da boa e velha.....água de beber, camarada! Muitas pessoas continuam com a visão infinita da água. As previsões internacionais dizem que em 2025 , dois terços da população mundial, não terão acesso a água potável. Parece distante? Não, não é . Está aí, ó. É para se preocupar sim. É preciso uma mobilização mundial. Não é um problema estatal. A sociedade deve estar atenta! Eu, você , nossos filhos, os vizinhos, as pessoas em geral....... Água não se repõe portanto .......cuidado ! Ela é para o nosso século , o que o petróleo foi no século 20 : fator determinante de riqueza das nações. Surpreso? Acho que não. Atenção! ÁGUA , water, acqua....a vida na terra depende totalmente dela. Curiosamente, na interpretação dos sonhos, a água é o símbolo da vida! Portanto , dependendo do tipo de água , você terá um significado para seu sonho........acredite ou não. Fonte de vida , que hoje precisa de um controle social, é foco de estudos, campanhas , incentivos. Você ainda lava a louça sem fechar a torneira? Faz a barba com a torneira aberta? Lava seu quintal sem varrer, usando toda a água que bem entender? Sua vassoura é a mangueira? Escova os dentes com a torneira escancarada?? E seu banho? Faz dele um relaxamento ou é para se "banhar" como se diz ? É preocupado com vazamentos? Não só em sua casa , mas também no trabalho , academia, escola, ou seja onde você enxergar um , aponte, cobre, exija solução! É problema nosso sim. As indústrias também se preocupam. A evolução técnica de alguns tipos de chuveiros e torneiras acionam menos água. Dê preferência para descarga com caixa. Economiza água. Os modernos prédios hoje são construídos com reutilização de água. Além de cooperar com o ambiente, coopera com o bolso dos moradores, pois diminue o condomínio. Já decretaram até,os 10 mandamentos para usar bem a água. Pode ler, reler , mas principalmente , fazer uso deles. Adote esses hábitos,se já é adepto, divulgue. Se imprimir,imprima só o necessário. Consumo consciente de água !!!! Água na natureza, na vida e no coração dos homens !! Isso sim é de dar água na boca!!!!!
bjussssssss boa semana
Ana Luna , São Paulo
Evite o desperdício, seguindo os dez mandamentos.
1.No banho: Se molhe, feche o chuveiro, se ensaboe e depois abra para enxaguar. Não fique com o chuveiro aberto. O consumo cairá de 180 para 48 litros.
2. Ao escovar os dentes: escove os dentes e enxágüe a boca com a água do copo. Assim você economiza 3 litros de água.
3. Na descarga: Verifique se a válvula não está com defeito, aperte-a uma única vez e não jogue lixo e restos de comida no vaso sanitário.
4. Na torneira: Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros/minuto. Pingando, 46 litros/dia. Isto significa, 1.380 litros por mês. Feche bem as torneiras.
5. Vazamentos: Um buraco de 2 milímetros no encanamento desperdiça cerca de 3 caixas d’água de mil litros.
6. Na caixa d’água: Não a deixe transbordar e mantenha-a tampada.
7. Na lavagem de louças: Lavar louças com a torneira aberta, o tempo todo, desperdiça até 105 litros. Ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxágüe tudo de uma vez. Na máquina de lavar são gastos 40 litros. Utilize-a somente quando estiver cheio.
8. Regar jardins e plantas: No inverno, a rega pode ser feita dia sim, dia não, pela manhã ou à noite. Use mangueira com esguicho-revólver ou regador.
9. Lavar carro: Com uma mangueira gasta 600 litros de água. Só lave o carro uma vez por mês, com balde de 10 litros, para ensaboar e enxaguar. Para isso, use a água da sobra da máquina lavar roupa.
10. Na limpeza de quintal e calçada USE VASSOURA - Se precisar utilize a água que sai do enxágüe da máquina de lavar.
ANA LUNA


(*) A segunda foto é do distrito de Rainha Isabel (Gildo Póvoas) do site de Bom Conselho. O filme abaixo nos foi enviado pela autora, sobre o tema, e merece ser visto.

video

domingo, 15 de março de 2009

A "Arapongagem"




Deixaram-me um pacote na sede da CIT, em Recife. Ao Senhor Diretor Presidente. Trouxeram-me o pacote. Abri-o com cuidado, mas sem susto. Um pacote é um pacote. Havia uma fita gravada e um bilhete. Neste estava escrito com letras de forma, tiradas de algum jornal ou revista: “Vejam o que estão conversando em sua empresa”. Logo abaixo duas letras: P.Q. Se houvesse mais um P. no final, bastava o “vá para” na frente para fazer sentido. Mas eram só duas letras. Fui ouvir a fita para ver se achava algum sentido nas letras.
Havia algum chiado, porém, era absolutamente audível. Distinguiam-se bem as vozes de Lucinha Peixoto e de José Andando de Costas. Vi também que a conversa era na mesa da Lucinha, que tem o hábito de levar um radinho de pilha que fica tocando baixinho (ela diz que são “Clássicos” relaxantes), mas não tanto para escapar do gravador clandestino. Ouvi a fita até o fim. O que foi conversado entre os dois era quase lugar comum na empresa, já discutido em outras reuniões mas, longe de mim dizer que o que se conversou ou foi dito represente a posição da CIT, aqui cada um é livre para opinar. Chamei Lucinha e Zé Andando mostrando-os a gravação. A reação de Lucinha foi taxativa e veemente:
- Então estão gravando conversas aqui na CIT? Isto só pode ser uma brincadeira de mau gosto. Grampos na CIT? Meu Deus aonde estamos?
Eu os acalmei e disse: como castigo para vocês, por conversar na hora do expediente, vocês vão transcrever, sem cortes nem edição todo o teor desta fita, e o publicaremos. Assim foi ordenado e assim foi feito. A transcrição da fita está aí em baixo, sendo assinada pelos dois. Lucinha diz que continuará conversando, embora, agora na hora do almoço, e olhando para os lados.
No entanto, fiquei encafifado por não saber o que significava o bilhete e principalmente as letras P.Q. no final. Ainda quero saber quem é o autor da brincadeira de “arapongagem”.
No dia seguinte li em num jornal: “Prorrogada pela quinta vez, a CPI dos Grampos começou ontem novo capítulo de atividades convocando para prestar depoimento o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz....”
As iniciais, meu Deus, a ABIN, nãoooooooooo....

Diretor Presidente
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C O N V E R S A:

- Bom dia, Lucinha!
- Bom dia, Zé Andando, como estão as coisas?
- Mais ou menos. O pessoal está reagindo aos meus conselhos, como revisor. Não querem mais saber de Reforma Ortográfica, nem mesmo para os erros crassos que alguns cometem de concordância ou regência. Inclusive você, Lucinha.
- Zé, pelo amor de Deus, eu escrevo há séculos, todo mundo me entende, já fui até convidada uma vez para Academia Virtual Pedro de Lara, no site de Bom Conselho. Falando nisso, agora chegou outra escritora lá. Maria Caliel, dizem que é boa, mas ainda não tive tempo de lê-la; o Zé Fernandes escreveu um poema em homenagem a ela, o Diretor aprovou a divulgação. Apesar de alguns desentendimentos, no passado, acho Zé Fernandes um ótimo poeta. Como estava falando, com este tempo de escrita você vem me dizer que devo escrever “saite” em vez de site. Me poupe, né Zé.
- Por falar em Academia, a quantas anda a Academia de Verdade, não a virtual, mas a outra para a qual Pedro de Lara venceu a eleição para patrono?
- Sei lá. Já estou pensando que aqueles que disseram que tudo isto não passaria de uma fogueira de vaidades, é que estavam certos. Zé Arnaldo que lançou a ideia, sumiu do site. O Andarilho, quando chegou lá só falava em Academia, agora só fala em encontros de papacaceiros, que acontecerão apenas no próximo ano, saúda os visitantes do mural, e lança candidatos a deputado. Só este ano escreveu mais de 100 artigos, li alguns, academia zero. O único que atualmente demonstra ainda um certo interesse é o Zetinho mas, penso que ele não mora em Bom Conselho nem consegue um líder da terra para tocar o projeto. O único que eu achava capaz de faze-lo é o Alexandre Vieira, mas é contra a Academia. Não vejo muita saída não.
- Por que você não vai a Bom Conselho conversar com os intelectuais que moram lá, como Geraldo Guedes, Fernando Benjoino, João Nelson, Edjasme Tavares que agora está morando em Garanhuns, e outros, que agora não lembro?
- Até parece que tu não conheces minha vida aqui. Eu, por acaso, tenho algum tempo para sair daqui? Lembra que agora não temos mais nem hospedagem em Caldeirões? Se eu lutar mais um pouquinho por esta Academia, tem que ser no virtual mesmo. E lhe confesso, caro amigo, só o faço por causa do Pedro de Lara. Não só pela pessoa que foi mas pelo que ele representa para Bom Conselho. Vivi em Bom Conselho durante anos. Gente do povo era considerada maluca. Um vez fui entrar num baile de carnaval lá no Centro, até hoje não sei porque chamavam de Centro, pois lá havia um baile de clube chamado O Amigo da Onça, onde só entravam os meninos da chamada sociedade. Me barraram, porque eu não estava fantasiada. Se fosse hoje eu dizia como Joãozinho Trinta: estou fantasiada de pobre. Sendo Pedro de Lara o patrono, nossa elite intelectual tirou o corpo fora. Para ser justa, menos o Zetinho, que apesar de lutar pelo Dantas Barreto, aceitou o veredicto da nossa enquete. Dos outros interessados, ninguém mais deu um pio.
- E aquela tua ideia de começar pela Academia virtual? Pensastes alguma coisa mais?
- Não tem jeito. Ninguém quer botar o guizo no gato. Mesmo começando pela Academia Virtual, alguém tem que tomar a iniciativa. Existem bons escritores lá, mas grande parte escreveu alguns artigos há muito tempo, outros entraram porque escreveram quatro linhas no mural, e daqueles que realmente tem participação, a maioria gosta mesmo é de escrever e não coordenar um processo de criação de uma Academia Real, via Academia Virtual. Agora, com o Mural do site, eletrônico, não há mais censura às mensagens, mas há a limitação de caracteres, e se torna um meio perigoso de escolha de Imortais. Poderão ficar conhecidos como Imortais de 1000 toques. Confesso que não sei mais qual o processo de escolha.
- Por que você não propõe ao Diretor Presidente que a CIT entre neste processo de organização?
- Você não estava aqui na época em que deixamos de escrever para o Mural do site de Bom Conselho. A forma como saímos, e tivemos nossas razões, deu a impressão, principalmente para aqueles que, quando tem contrariados os seus interesses de aparecer, ficam botando cabelo em ovo, que estávamos brigando com o site e com a academia virtual, quando nunca tivemos esta intenção. Hoje já conseguimos convencer alguns que o Blog da CIT foi criado para complementar o site, e não para substituí-lo. Alguns já publicam seus artigos nos dois veículos, e também na A Gazeta. Isto só pode mais do que triplicar o que a arte de escrever pode fazer por Bom Conselho. No entanto, alguns, felizmente uma minoria tão pequena que quase passa à categoria do Eu Sozinho, ainda teima em boicotar nossas ações. Ao invés de verem o que escrevemos ficam o tempo todo indagando quem somos nós. Dizendo que eu não sou eu, você não é você, o Diretor Presidente é outro, como se houvesse importância que a pessoa que escreveu o Evangelho de São Marcos se chamasse Plínio, ou que Moisés teria menos méritos em escrever o Pentateuco por se chamar Davi. Defendo que mesmo O Andarilho só deve ser criticado pelo que escreve e não porque é um Capelão e se chama Osório. Mas, o Blog da CIT, está cumprindo o seu papel de ser mais um órgão cultural e informativo para Bom Conselho sem fugir do objetivo maior da empresa de proporcionar aos seus clientes Risos e Emoções. São quase 1000 acessos por mês, até agora. Lembre-se Zé, existem emoções de todo tipo.
- Em suma......?
- Seria difícil mesmo que alguns não fossem tão vaidosos ao ponto de colocar em risco os desejos de uma comunidade inteira para aparecer, e havendo estes, meu amigo, a coisa torna-se ainda mais complicada. Mas, como dizia meu pai, quando eu queria um vestido novo no dia de ano: Se não tiver o vestido novo, vista um velho e faça uma cara nova, alegre, confiante e tranqüila.
- Lucinha, vendo você falar quase perdi a hora, tem um artigo do Jameson pra ler. See you later!
- Zé, tu vistes algum ruído aqui por perto, parecia um gravador? Não, nada...Té.




José Andando de Costas - jad67@citltda.com

Lucinha Peixoto (Protestando contra a "Arapongagem") - lucinhapeixoto@citltda.com

sexta-feira, 13 de março de 2009

Chegando!

E a Maria Caliel
vem chegando de mansinho
como abelha que faz mel
começa devagarinho.

Vem chegando pro Mural
sem nem apressar o passo
numa prosa sem igual
vem estreitar esse laço.

De pouco em pouco nós vamos
aumentando essa corrente
por isso que aqui estamos
cercados de tanta gente.

A vida é quem nos ensina
a vivê-la intensamente
ser mulher é ser menina
para que ser diferente?

Caliel já nos honrou
com sua nobre chegança
na Academia aportou
com tempero e temperança.

Veio emprestar seu valor
e juntar-se a outros tantos
na mão trazia uma flor
no coração seus encantos.

Trouxe prosa com doçura
juntou-se a seus semelhantes
trouxe o traço da ternura
veio dócil, sem rompantes.

E por que ser diferente
nessa vida passageira
onde a vontade da gente
é ser gente a vida inteira.

Seja bem-vida, Maria
nesse espaço que é de tantos
tua estréia me alumia
e alumia a não sei quantos.

Trilhando pela humildade
nós só queremos saudá-la
saudar com maturidade
e agora és tu quem fala.

E eu fico por aqui
cheio de contentamento
deixo um abraço pra ti
no meu arrebatamento.

Só quis fazer um lembrete
da tua ilustre chegada
vou deixar-te um ramalhete
vou ouvir a passarada.

Deus te ilumine a estrada
onde haverás de passar
usa a porta de entrada
pois vieste pra ficar.


José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

terça-feira, 10 de março de 2009

Dúvidas

O que segue é mais um diálogo, bem humorado, com um jovem, mais jovem do que eu supunha, maduro e inteligente de nossa terra: Felipe Alapenha. Sua publicação tenta atrair pessoas de sua idade ao prazer da escrita, da discussão e da reflexão sobre os problemas do mundo, com ênfase no nosso que é Bom Conselho. Espero que a CIT esteja no caminho certo. Como disse anteriormente, já temos aqui jovens de 40, 50, 60, 70 e até de 80 anos, agora temos um jovem de 20 anos, que venham os precoces de 10. Se os jovens mais velhos divulgarem o Blog com os filhos e netos (não posso esquecer de nosso conterrâneo Zé Tenório, que além de ter uma linda neta, escreveu A Floresta das Garças que resume a situação de quase todas fazendas de Bom Conselho, brilhante) conseguiremos.

Diretor Presidente

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Dando uma esticadinha no carnaval, tive a oportunidade de passar por Bom Conselho e aproveitar o final de semana pós folia na terrinha. E chegando lá eu tive a alegria de receber um convite de minha mãe, pra acompanha-la em uma festa num distrito: Caldeirões dos Guedes! Festa do padroeiro da localidade. Logo me veio a cabeça a idéia de passar pelas instalações da CIT e conhecer todo o pessoal. Estávamos em 6: eu, minha mãe, minha irmã do meio Natália, a vereadora Ivete, secretário Washington e a Drª Izabel Lima. Uma comissão bem animada e uma viagem divertida até aquele lugar.
Eu não conheço muito Caldeirões, mas confesso que não foi dificil andar por lá! Pelos vídeos postados por vocês da CIT, eu pude me familiarizar com aquele lugar e fui me localizando... Logo procurei a sede da empresa.
Descendo por uma ladeira, logo depois da praça, pude ver de longe a casa bege que eu tanto conheço pelas fotos. Ao não ver o letreiro da empresa, que agora eu sei que só é virtual (kkkk), já pude perceber que alguma coisa estava errada! E ao ir cumprimentar as pessoas daquela casa, pensando que ia lidar com um cenário Hightec, como eu sempre imaginei ser a sede da empresa, me deparei com uma gente muito boa e simples, que de longe se parecem com programadores de um blog.
Aí me veio a dúvida na cabeça: A CIT existe mesmo, digo, fisicamente? Ninguém melhor que o Sr. Diretor da empresa pra me responder essa também!
Agora eu penso se tratar da CIT uma organização secreta! Niguém sabe, ninguém viu, mas todo mundo sabe que funciona! Acredito que isso seja para manter o anonimato, mas confesso que fiquei meio decepcionado por não conseguir falar com vocês pessoalmente. Quer dizer, até desconfio que conheci um dos integrantes da empresa nesse mesmo dia, na casa do vereador Vavá Caréu, em uma conversa descontraida acompanhada de uma cerveja servida pelo nosso anfitrião. Mas como eu disse, é só uma desconfiança! Desconfio de tudo e de todos agora quando se tratar da CIT, no bom sentido, é claro! kkkkkkkkkkk

um grande abraço
Felipe Alapenha

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Caro Felipe,

Em primeiro lugar agradeço o e-mail. Receber notícias suas, mesmo antes de ler, já é um momento bom. Lendo então, só tenho a agradecer à visita em nossa sede em Caldeirões. Se vocês tivessem me avisado eu teria pelo menos mandado contratar, se não uma banda de música mas, pelo menos, um conjunto de forró para recebê-los. Infelizmente, o Jefferson, nosso funcionário único, tinha ido para Bom Conselho curtir seu Carnaval. Você tem razão, mandamos retirar o letreiro da casa, pelo motivo que você presenciou a gente muito boa e simples que divide a casa conosco. Apareciam muitas visitas, alterando sua rotina. O nosso funcionário só ocupa um quarto que fica fechado. Lá você iria encontrar um cenário mais Hightec, como você diz. Um computador em forma de pinico. É uma criação nossa. Um monitor em forma de um retrato na parede. Um mouse em forma de faca peixeira. Você precisava ver o Jefferson usando o pinico olhando para o monitor com a faca na mão. Isto causava muita confusão na casa e resolvemos ficar num quarto mais isolado.
Diante deste desencontro, você e a comitiva tem toda razão para perguntar: a CIT existe mesmo, fisicamente? Para responder a esta pergunta estou enviando os anexos com fotos de sede em Recife e na Inglaterra. Nestas subsedes você poderá encontrar uma tecnologia mais desenvolvida. Por exemplo, em Recife, criamos uma impressora em forma de Galo. Alguns a chamam de Galo da Madrugada mas, é só para chatear seu criador (Cleómenes Oliveira). Coloca-se o papel no bico, comanda-se a impressão, e o texto impresso sai perfeito pelo outro lado. Adaptamos uma câmera de vídeo com um aparelho que tira foto como uma espécie de raio X. Esta foi uma invenção do Jameson Pinheiro. Aplica o princípio que todo "corrupto" vem com uma placa no corpo que pode ser detectada pela nossa câmera. Recentemente, emprestamos uma destas a Jarbas Vasconcelos. Dizem que ele a usou numa reunião do PMDB e, vendo as fotos, resolveu dar um entrevista à revista Veja. O problema é que estas fotos ainda não podem ser usadas como prova. No futuro, quem sabe.
Diante disto tudo, a CIT não pode ser uma organização secreta. Pelo contrário, ela tenta ser transparente. Mas, de quaquer maneira, sendo você um jovem, pode não só desconfiar mas, tem que desconfiar, inquirir, pesquisar e tentar melhorar a vida do nosso povo, nem que seja proporcionando-lhes Risos e Emoções. Tenho certeza que, as 6 pessoas que foram a Caldeirões, depois de terem visto aquelas pessoas simples e boas que dividem a casa com a CIT, lutarão pela Inclusão Digital do povo mais simples de Bom Conselho, também como Vavá Caréu e outros de Caldeirões farão, independentemente de credos políticos. Aí sim, a CIT ganhará ainda mais $RE.
Pedindo desculpas pela decepção em não nos encontrar pessoalmente, digo, não faltará oportunidade. Colabore com nosso Blog e com nossa empresa divulgando-os, como vem fazendo, e também com suas idéias, que teremos o prazer de publicar. Já peço permissão para publicar este nosso novo diálogo, acrescido de sua permisão e de qualquer outra coisa que queira escrever. Isto serve para seu colegas e amigos principalmente, os jovens.

Saudações Cordiais
Diretor Presidente.

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As imagens e suas descrições já responderam ao meu questionamento principal! kkkkkkkkkkkkkkkkk
Sobre a permissão, já está dada para publicar o nosso diálogo.

Obrigado pela atenção mais uma vez
Felipe Alapenha

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Caro Felipe,

Que bom você ter se convencido de nossa existência física e transparência. Devo confessar que a foto mostrando a sede e Recife já não mostra mais nossa realidade. A prefeitura (o novo prefeito) mandou desmontar nosso prédio alegando o mesmo não seguir as normas arquitetônicas para o local. Mas estamos no mesmo endereço no prédio que foi restaurado. Quando quiser, visite-nos, será um prazer recebê-lo. A sede na Inglaterra continua no mesmo lugar, parece que não mudou o prefeito (notou a Bandeira de Bom Conselho ao lado da Brasileira, os ingleses morrem de curiosidade).
Como disse, no outro e-mail, nosso Blog precisa de colaboradores jovens, (não o conheço mas, tenho certeza você deve ter abaixo de 30). Sempre que tiver algum artigo interessante sobre nossa temática principal, que é Bom Conselho, mande prá gente e temos o prazer de submetê-lo ao nosso Conselho Editorial. Atualmente só temos colaboradores jovens com mais de 50, e eu me incluo entre eles, no entanto queremos ouvir as opiniões de jovens mais jovens. Este convite é extensivo aos seus amigos, colegas e demais jovens de nossa cidade. Pagamos a todos em $RE. Os nossos colaboradores atuais estão muito satisfeitos com o que ganham.
Agradecemos pela divulgação e pedimos: continue divulgando, tenha certeza, Bom Conselho é a causa maior.

Diretor Presidente

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Eu fico lisonjeado pelo convite de ter essa honra de escrever para o blog. Confesso que a minha criatividade não me permite isso agora, mas certamente vou fazê-lo em breve, assim que tiver alguma inspiração sobre as coisas da nossa terra. Vou estender o convite também aos meus amigos.
Ah sim, e só por curiosidade, acredito que eu seja o mais novo da turma mesmo! Sou um jovem de 20, que não canso de aprender e apreciar as histórias dos jovens de 50, 60...

um grande abraço
Felipe Alapenha

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Saudações Juvenis
Diretor Presidente - E-mail: diretorpresidente@citltda.com

domingo, 8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher - Complemento

Caro Carlos Sena,

Mais uma vez agradecemos sua participação em nosso Blog. Penso que foi Voltaire quem disse, ou talvez tenha visto na folhinha de algum calendário: "Discordo daquilo que dizes, mas defenderei até à morte o teu direito de o dizeres". Isto se eu discordasse totalmente de você. Imagine o que penso, concordando parcialmente. Lucinha, quando ler seu comentário deve se sentir honrada sendo colocada como símbolo de Mulher, principalmente porque ela não é muito fã do nosso bispo, embora se considere uma católica praticante tentando cumprir todos os ritos da Igreja. Obrigado.

Diretor Presidente
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Dia Internacional de mulher é um dia de reflexão. Penso que Lucinha pode, sem sombra de dúvidas, simbolizar essa mulher genérica deste dia. Claro que não a conheço pessoalmente, pois é por isto que imagino assim. A mulher que queria neste dia homenagear seria Mãe Jó, ou dona Maria Jó, como era mais conhecida no alto do colégio. Também Dona Pretinha, minha mãe, poderia ser esse símbolo. A própria Gonga (uma mulher tida como ´"de vida fácil" dos meus tempos de adolescente), ou essa mulher que a gente não sabe ao certo seu nome, mas que MARIA já basta - diferente de "empregada", "secretária", ou assemelhados títulos reducionistas da condição de gente. Apenas Maria. Apenas Lucinha. Apenas Pretinha. Apenas Mãe Jó. Sem penas, mas com louvores às atitudes de mulheres fortes, decididas, que sabem fazer a diferença.
Neste dia Internacional das Mulheres, quem mais deveria comemorar era o HOMEM. Ele, afinal, tem sobrevidido na sombra delas, haja vista que no carnaval do Recife só dá homem se vestindo de mulher. Neste tempo todo de Recife, nunca vi mulher vestida de homem, exceto aquelas que são, naturalmente, masculinizadas. Se elas forem felizes é tudo que importa. Afinal gente feliz é o que precisamos em todos os lugares, inclusive nos altos cargos da igreja.
Portanto, neste dia, invoco às mulheres que nos deem esse presente: "façam uma revolução na igreja caótica, digo, católica" no sentido de que um dia a gente possa ter uma mulher como arcebispa de Recife e Olinda. Pois se assim já fosse a gente não estaria passando por esse vexame desse bispo antipático que só provoca a discórdia em nossa arquidiocese: fechou o seminário teológico, persegue padres que eram amigos de Dom Hélder, suspendeu Padre Edvaldo de Casa Forte, meteu-se em fuxico com um padre e uma suposta amante que até hoje nada ficou provado e por aí vai. Agora se sai com essa pérola da excomunhão de pessoas que são conscientes do dever profissional como os médicos que fizeram o aborto induzido da menina de 9 anos já alardeado pela imprensa do mundo inteiro.
Mas como falar desse "bispinho", mais espinho do que bispo, é "gastar vela boa com defunto ruim", retomo a prosa das mulheres neste dia de REFLEXÃO.
Portanto, Lucinha, a bola é sua. Na verdade é de todos, posto que toda mulher tem um homem dentro de si e todo homem uma mulher, não necessariamente nesta mesma ordem. Parabéns, portanto, a todas a mulheres que são felizes independente da condição que tenham. Afinal, são fiéis representande de Maria, mãe de Jesus, aqui na terra. Afinal, representam a grande frustração dos homens que, por mais fortes que se digam ser; por mais sábios e inteligentes que se digam ser, jamais irão conceber dentro deles (de nós) uma criança - missão delegada por Deus às MULHERES.

Carlos Sena

O Dia Internacional da Mulher


Estava eu ajeitando minha bolsa e apetrechos na CIT, para ir curtir mais uma noite no meu sacrossanto lar, quando veem em minha direção o Diretor Presidente e o Oliveira.
- Lucinha, amanhã é o Dia Internacional da Mulher
Disse o Diretor, secundado por Oliveira que falou:
- Você não gostaria de escrever alguma coisa para nosso Blog?
Eu, na lata:
- E por que vocês não escrevem? Por acaso, só mulher pode escrever sobre o seu dia? Quem deveria escrever, sobre ele, eram os homens. Por falar nisso, existe um Dia Internacional do Homem? Não. Por que? Eu mesmo respondo. Durante toda a história vocês nos exploraram, nos humilharam, nos submeteram a uma vida de subserviência, ao mesmo tempo que foram responsáveis por todas as mazelas de nossa sociedade. Agora descobriram que sem nós, mulheres, como pessoas inteligentes, criativas, sensíveis e trabalhadoras que sempre fomos, vocês não darão mais conta do recado, querem nos agradecer e pedir perdão criando um dia prá nós, e ainda querem que escrevamos sobre ele? Simplesmente, os homens nos tiraram todos os dias, todos os dias eram deles. Então pra que Dia de Homem? Eles sempre tiveram todos.
Agora nos querem dar um só, e para que ninguém note a burla, dizem que é Internacional. Será? E as mulheres castradas na África? E os pés aleijados das Gueixas no Japão? E aquelas mortas na China e na Índia, pelo simples fato de serem mulheres? E as mulheres de Pernambuco que estão sendo dizimadas pelo machismo doentio e reinante durante anos?
Eu não sou uma feminista. Com a minha idade (não pensem besteira) e nascida em Bom Conselho, seria muito difícil sê-lo. O que fui foi muito mulher. Mulher no sentido de ser gente de um sexo, e que sempre exigiu respeito do outro. Isto não implica sair por aí queimando sutiãs, só porque os homens não queimam cuecas. Implica sim, batalhar pela sobrevivência e lutar por uma vida digna da mesma forma que devem fazer todos os gêneros, e junto com todos eles, mesmo que admitamos a existência de mais de dois.
Estou lembrada de uma nota que escrevi no Mural do site de Bom Conselho (agora o Mural cabe poucas letras, cruzes!) logo após a vitória de nossa atual prefeita, Judith Alapenha, criticando o fato de alguns artigos louvarem seu feito, não pelo o feito em si, mas por ela ser uma mulher. Quando ser mulher, era apenas um detalhe. E assim ainda penso hoje. Ser mulher é apenas um detalhe, em nossa época moderna e, talvez, mais civilizada. Isto não ocorre ainda com todos os povos e citamos alguns lugares acima, como exemplo, muito atuais. Voltemos à Índia (o que a novela da Globo mostra, é só uma caricatura da mulher indiana, na realidade é muito pior. Desculpem, todos sabem, adoro novelas e meu marido também) onde as mulheres ainda sofrem uma terrível discriminação, este detalhe se torna chocante e mesmo revoltante. Basta ir na internet para encontrar citações como a seguinte:

Não são poucas as mazelas sofridas pelo sexo feminino aqui na Índia. Supondo que a menina escapou do aborto seletivo, ela corre o risco de receber um “nome frase”, ou um nome pejorativo, ridículo ou humilhante, que indique o descontentamento do pai em ter tido uma filha ao invés de um filho; algum destes nomes próprios são: ‘espero que seja a última’, ‘nossa que castigo’, ‘o que fiz pra merecer isso?’, 'meu karma é muito mau', 'devo ter sido mau na encarnação passada' e coisas do gênero.
Na casa de uma pessoa aqui na Índia vi a empregada limpando bem, o que é raridade, então perguntei o nome dela e a pessoa respondeu “empregada”. Pensei não ter entendido bem e tornei a perguntar e a resposta foi a mesma. Para esclarecer eu perguntei ‘o nome da moça é “empregada”?’ e a pessoa respondeu SIM, o nome dela é Empregada!!!!
“:( http://indiagestao.blogspot.com/2007/03/trajetria-da-vida-da-mulher-na-india.html)

Alguém pediria à mulher indiana, vivendo nesta situação, para escrever sobre o seu dia, só porque ela é mulher? Claro que não, mesmo porque ela não saberia escrever, nem ler. Lá, ser mulher, não é, ainda, apenas uma detalhe como aqui. Será no futuro, mas não por causa do nosso dia. E sim porque, com o avanço das comunicações, as mulheres indianas descobrirão que para serem mulheres, devem antes ser gente, como algumas de nós ocidentais aprendemos, a duras penas.
E vocês vem ainda pedir para escrever sobre o meu dia? Escrevam vocês homens, como Marlos Urquiza fez, num belo texto, abaixo publicado, apesar de algumas pequenas discordâncias. Mas, pelo amor de Deus, não me venham com aquela estória de rainha do lar (me desculpem as majestades), aqui em casa temos o rei do lar, também.

P.S. - Para sua reflexão: Se você descobrisse que sua filha ou neta, de 9 anos de idade, foi estuprada e está esperando filhos gêmeos, de quem você aceitaria um conselho, do bispo ou do médico?

Lucinha Peixoto - E-mail: lucinhapeixoto@citltda.com

UMA OBRA DE ARTE QUE REPRESENTA A CRIAÇÃO: MULHER



Essa Obra de Arte chamada de mulher que traz dentro de si a Natureza Feminina Deverá descobrir os defeitos se houver e eliminá-los com virtudes que façam surgir nos seus gestos, nas suas palavras, nos seus sorrisos e em todos os encantos femininos: o equilíbrio de sua natureza psicológica e de sua natureza espiritual.
A mulher há várias décadas, por incontáveis necessidades, foi saindo do lar para trabalhar, com a intenção de colaborar com o companheiro e familiares. Nas décadas mais recentes, conquistou o direito de possuir novos conhecimentos profissionais.
Essas lutas, pelas novas conquistas materiais e espirituais, e pela sua liberdade de pensar e de expressar a sensibilidade, fizeram desse SER FRÁGIL FISICAMENTE, mas dotado de uma vontade e de uma fortaleza espiritual extraordinárias, um ser capaz de vencer os preconceitos seculares. Porém por falta de certos conhecimentos, muitas vezes, o seu ser delicado, afável, sensível, carinhoso no falar, suave no andar, delicado nos seus gestos femininos e a sua feminilidade, foi sofrendo dentro dos ambientes de trabalho a influência de pensamentos frios, pensamentos pobres de delicadeza, pobres de afeto, pobres de gentileza e pobres de atitudes e gestos de bondade.
A mulher não pode esquecer de sua graciosidade, a sua feminilidade e a sua doçura não deve desaparecer de sua alma feminina e não deve esquecer de que trouxe dentro de si a representação da beleza, e da harmonia dos encantos da Natureza...
O que fica deste estudo é algo que traz muita felicidade. A mulher é o grande jardim da Criação, onde as flores do seu caráter devem exalar o aroma inesquecível e puro das virtudes, mas para as flores e o aroma serem constantes será necessário um bom e capaz jardineiro que saberá podar no tempo certo, com delicadeza os galhos prejudiciais à vida e assim poder colher flores perfeitas de essência inebriantes.
A mulher deverá conquistar para ser a mulher IDEAL, a perfeição contida no seu arquétipo DIVINO.
A Obra Divina foi completada com a criação da mulher que trouxe o encanto da Natureza em sua Natureza Feminina. Deus a dotou com uma grande sensibilidade que simboliza o aspecto Divino da existência do homem.

Salve o dia da Mulher

Marlos Urquiza Cavalcanti

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Rio Sena e o Riacho Papacacinha - Complemento


Mais uma vez o conterrâneo Carlos Sena comenta nossos artigos (http://www.citltda.com/2009/03/o-rio-sena-e-o-riacho-papacacinha.html). Modestamente, ele diz no seu e-mail, que podemos publicar se quisermos. Perguntamos: como não publicar um comentário que é muito melhor do que o artigo? Inclusive corrigindo seus erros, como usar seu Lírio em vez do correto seu Liro e ampliando a real saga do nosso Papacacinha. Além de tudo, me envergonhando e ao mesmo tempo me curando do trauma juvenil, ao ter que confessar finalmente que: aprendi a nadar, depois de "boiar", mas nunca tive coragem de atravessar o açude de seu Liro, mesmo diante dos xingamentos, de molenga prá cima. Isto tudo, escrito dentro do padrão literário de qualidade que ele possui, como vocês podem ver abaixo. Obrigado, Carlos Sena.

Diretor Presidente

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Aceitei o convite. Passeei pelo rio Sena, lembrando os dias em que lá estive e percorri, naquele mesmo barco, aqueles mesmos caminhos. Remiti ao rio Papacacinha e adorei a proeza do "boiar". Comigo foi semelhante e no mesmo açude de seu Liro: a gente era cobrado em função de saber nadar ou não. Mas saber nadar, implicava em atravessar o açude de seu Liro e isto pra mim era um desafio que me consumia por dentro. Afinal, a vaidade humana está presente em nós em todas as idades. Pois bem: um belo dia fui atravessar o açude de seu Liro e quando cheguei mais ou menos mo meio, tive medo e quis retornar. Em tempo, com a inteligência de bom papacaceiro, raciocinei "SE EU TIVER QUE RETORNAR, MELHOR SEGUIR EM FRENTE, POSTO QUE A DISTÂNCIA É A MESMA". Fui e atravessei o rio e fui eleito, entre os amigos, como mais um que sabia nadar. Que felicidade, tal qual a que foi "boiar", para o Diretor Presidente da CIT. Igualmente me senti feliz e cheio de mim, pois parecia que eu tinha ganho um troféu. Coisas de um tempo que em nós não se apaga, mas que nos remete aos atuais, pois os jovens de hoje precisam de muitas outras coisas para serem felizes e, não raro, "viajam" na fumaça dos cigarros lícitos e ilícitos em busca de emoções e sentido pra vida. A minha vida, bem como dos meus amigos contemporâneos era feliz naturalmente, calcada no simples, na profundidade das mais ingênuas atitudes e atividades lúdicas.
Sem saudosismos, pois que cada idade tem seu encanto, mas nos sentimos privilegiados por ter vivido um tempo em que a gente se bastava no sobe-desce ladeiras, serras, ruas, becos, etc, da nossa terrrinha, bem como nadando no açude da nação, no de seu Liro, como que navegando sonhos que mais na frente nos serviriam de inspiração literária. Bendito tempo que em nós restou e deixou pegadas fortes na relação do tempo, das pessoas e dos acontecimentos.
A relação com os rios é, sem sombra de dúvidas, visceral. As grandes cidades como Paris e aquelas não tão grandes como Bom Conselho se nivelam na lógica antológica dos seus rios. Neste passeio que o vídeo proporciona por Paris, senti-me duplamente pleno: afinal, sou Sena; afinal, sou de Bom Conselho e do Papacacinha. Afinal, sou sonhos e sou realidade. Inteiro e metade, aceno e saudade, caro e caridade. Sou viola, jamais violência; do "quero", nunca da mal-querência; da vida e da vidência - pela capacidade real de me ver em ti, Sena, aos pés da torre Eifel, da ponte de Neuf (penso que se escreve assim), margeando a Notre Dame, mas na completude de ti, Papacacinha - sorrateiro, estilete de água a desfilar ingênua irrompendo a solidão da terra seca que a estiagem provoca.
Pelo prazer de um dia ter aprendido nadar no açude de seu Liro e pela frustração de não saber "boiar", como bem descreveu o articulista que me provocou esta prosa em final de noite.
Valeu.

Carlos Sena

A Morada da Sexta Felicidade


Para a maravilhosa filosofia chinesa, existem seis (6) felicidades:

1/ RIQUEZA
2/ LONGEVIDADE
3/ SAÚDE
4/ VIRTUDE
5/ MORTE TRANQUILA NA VELHICE
6/ ???? E a sexta ? Bem , essa felicidade , cada pessoa DECIDE qual é a morada da sua sexta felicidade.
Segundo o dicionário , felicidade é qualidade ou estado de ser feliz; contentamento , ventura. Convido você a assistir ao filme " A morada da sexta felicidade" , onde para a personagem , a sexta felicidade é morar e ser missionária na China ! Vale a pena ver o quanto ela se empenha em ser feliz. Não mede esforços e não desiste até realizar sua felicidade. Creio que essa conquista vem no aprendizado diário de saber aceitar e expressar desejos e metas , construindo e indo atrás dos projetos. Percebi também que o foco da sexta felicidade muda com o tempo, e tem significado diferente , de acordo com o momento......
Qual será minha sexta morada agora?
A riqueza é uma bênção de DEUS. Estar de bem com o dinheiro é bom e importante ! Alguém pode negar isso? Em sentido lato é tudo quanto pode satisfazer um desejo ou uma necessidade. Ponto. Não entraremos em má distribuição de renda.....
A longevidade ...feliz de quem consegue envelhecer. Isso vale para todos os tempos. As guerras , doenças,epidemias , desastres e muitos fatores não me deixam mentir ! Em todas as épocas , envelhecer foi problema e meta. Envelhecer bem , então...dádiva!
A saúde , vai bem , obrigada!
Tentando uma alimentação sadia , um vinhozinho tinto, natação , caminhadas , bom humor.....você é bem humorado? Ri muito? Eu sou. Procuro sempre ver o lado positivo das coisas , o lado bom das pessoas. E a maturidade , o envelhecer , me presenteou com a aceitação das coisas que antes teimavam em me incomodar.
A saúde mental e a física se unem , se confundem...procuro ver coisas boas, ler bons livros, mensagens positivas...mas claro vivo em um mundo cheio de coisas ruins...fazem parte de meu aprendizado....
Qual será minha sexta morada agora?
Penso na quarta felicidade chinesa............VIRTUDE. A virtude , em seu mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que formam um homem de bem. A virtude tem origem na Grécia e segundo o filósofo Aristóteles é uma disposição adquirida de se fazer o bem.
Você procura fazer o bem? Ser bom ,caridoso, paciente, modesto, ter honra...e muitas outras.... A virtude é um traço de caráter que é valorizado socialmente. É sempre sublime.
A quinta felicidade, morte tranquila na velhice, é muito desejada.
É realização. Lembram de " morreu" como um passarinho? Teve uma morte tranquila? Suspirou e morreu? Pois é........quando isso acontece, é a comprovação que a pessoa percorreu seu tarefa aqui na terra. Nasceu , construiu , viu seus frutos e.....morreu tranquilo na velhice ! Que glória!
Qual será minha sexta morada agora?
E a sexta morada é a completa realização de cada um. Os chineses sabiam que a filosofia não era vã. Feliz de quem chega no ponto da vida que pode se dar ao luxo de pensar e realizar a sexta felicidade ! Ir buscar!!
Sabia que minha sexta morada não seria simplesmente um desejo material , uma viagem , uma compra! É mais , muito mais! A sexta morada para mim, é uma lista de coisinhas gostosas, até escrever aqui e melhor, você ler o que escrevo. Minha sexta morada é viver, agradecer, ter consciência que as coisas mais lindas da vida são as mais simples!
Ninguém tem felicidade garantida.....
Onde está a felicidade?
Aprendi que sou feliz simplesmente porque estou vivendo.
Gostaria de saber......
- Qual é a sua sexta felicidade??

boa semana
bjussssssss Ana maria miranda Luna

quinta-feira, 5 de março de 2009

O Rio Sena e o Riacho Papacacinha



Quase toda grande cidade tem um grande rio. Sempre este acidente geográfico tem uma influência muito grande no seu crescimento e na vida do seu povo. Londres tem o Tâmisa, que já morreu e ressuscitou pelo milagre do conhecimento humano e seu uso como um auxiliar na conservação da Natureza. Bonn tem o Reno. Quem já não apreciou a beleza de suas margens, com seus castelos majestosos e suas barcaças belas e funcionais como tudo que é alemão? Em Lisboa vemos o Tejo que, para os brasileiros, tem um significado especial, por ser o ponto de partida para o início da história do seu país. Em Roma, o Tibre e sua importância validam ainda mais esta afirmação.
Muitas vezes os rios revelam mais das cidades do que todos os outros aspectos juntos. Por exemplo, em São São Paulo temos o Tietê, em Recife o Capibaribe e o Beberibe, e em Bom Conselho, o Riacho Papacacinha, onde aprendi a nadar sem aprender a pescar.
Quando somos crianças todas as cidades são grandes, e os riachos tornam-se rios caudalosos. Lembro muito bem das viagens secretas (para os pais) ao Papacacinha. O trajeto, o mesmo, Rua XV de Novembro, passagem pela casa do Major Zé Pedro, Maneléu, e em frente para o açude de Seu Lírio. Sebastião Preto cobrava “deztões” de cada um, mas, chorando um pouquinho, saia por “quinhentos réis”, e, às vezes, até de graça, se fosse muito conhecido.
Ainda recordo muito bem do dia em que consegui “boiar”. Não sei se isto representa alguma coisa na vida de outras pessoas: “boiar”. Para aqueles que não sabem, porque nunca “boiaram” e para aqueles que não se lembram, “boiar” é o ato de se manter dentro d’água sem afundar. Para eles este ato nada representa. Para mim, o dia em que “boiei” pela primeira vez, foi um dos mais felizes da minha vida. A sensação de dominar a água, de impor nossas regras a ela, dizendo, agora você não vai ter que me engolir. Meu corpo reagia a qualquer ação dela, até a véspera deste dia, minha inimiga, que poderia ser até mortal, assim dizia minha mãe. Era a vitória do meu corpo e mente sobre um notório adversário, que parecia me discriminar, pois, até então só engolia a mim. Todos os meus amigos já “boiavam”, impávidos, majestosos e, pasmem, dando-se ao luxo de mexer braços e pernas sem serem levados pela goela abaixo deste pantagruélico inimigo.
Além disto, neste dia específico, não tive que pagar entrada no açude de seu Lírio. Entramos escondidos no trecho do Papacacinha que ficava na fazendo de seu Artur Gordo, bem pertinho de Chico de Antunino. Vejam bem o que é o ápice da felicidade humana, aprender a “boiar”, e de graça, livre de qualquer tarifa ou taxa. Até hoje penso e repenso minha vida, e tento encontrar um dia mais feliz. Fico sempre com a mesma convicção da importância dos rios em nossas vidas. Será que uma criança, atualmente, com o nível de poluição e descaso por eles, conseguiria “boiar”, pela primeira vez, onde eu “boiei”?
Abaixo, a CIT apresenta um filme produzido pelo seu escritório na Europa onde mostra um passeio pelo Rio Sena. Não estaríamos exagerando se disséssemos que há uma confusão entre Paris e o Rio Sena. Eles estão ligados de uma forma que não se pode imaginar um sem o outro.
O Sena é um rio francês que tem 776 Km de extensão e, um dos seus principais méritos, corta Paris. É também conhecido como o Rio dos Namorados. O transporte turístico de passageiros, pelo Rio Sena, é uma atividade tradicional em Paris, com seus famosos Bateaux Mouches, barcos moscas. O número de turistas na França supera os 80 milhões, e a grande maioria visita Paris.
O romantismo que cerca este rio levou a equipe de produção a optar por uma música francesa que é um resumo perfeito deste sentimento. Não resisto, e cito aqui o belo poema que é a sua letra. E, tenho que confessar, ao ouví-la, cheguei quase a esquecer que, algum dia, eu “boei” no Papacacinha.

E se você não existisse,
Diga-me porque eu existiria.
Para andar por esse mundo sem você,
Sem esperança e sem saudades.

E se você não existisse,
Eu tentaria inventar o amor,
Como um pintor que vê de seus dedos
Nascer as cores do dia.
E que não voltam.

E se você não existisse,
Diga-me porque eu existiria.
Pessoas adormecidas em meus braços,
Que eu jamais amaria.

E se você não existisse,
Eu não seria mais que um ponto a mais,
Nesse mundo que vem e que vai,
Eu me sentiria perdido,
Teria necessidade de você.

E se você não existisse,
Diga-me como eu existiria.
Poderia fingir que seria eu,
Mas nunca seria verdadeiro.

E se você não existisse,
Eu acredito que eu teria encontrado,
O segredo da vida, o por quê,
Simplesmente para te criar,
E para te olhar
.”



John Black e Diretor Presidente
(*) A tradução das informações enviadas por John Black foi feita por Lucinha Peixoto.