quarta-feira, 15 de abril de 2009

MURAL DO BLOG - Página 9

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Este é o nosso Mural. Aqui serão publicados textos curtos e menos elaborados do que nas postagens principais. Isto não implica que eles não sejam importantes, apenas que tem outros objetivos no seu caráter informacional. Serão recados rápidos, réplicas ligeiras e até mesmo desabafos. Com a continuação estes objetivos irão cada vez ficando mais claros.


Para participar enviem-nos e-mails para: muraldoblog@citltda.com , com seus nomes completos. Serão aceitos pseudônimos, desde que antes nos mande mensagem declarando sua verdadeira identidade, que prometemos manter no anonimato.

Nosso conselho editorial escolherá aqueles que serão publicados, o que será feito o mais rápido possível.

O critério fundamental para publicação é o respeito à moral e aos bons costumes. O que vem a ser isso só o tempo dirá já que seremos os julgadores. As normas se adaptarão e serão melhoradas com casos concretos. Temos que começar de alguma forma. Ajudem-nos a melhorar nosso Mural, participando.



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Muitas pessoas tem se dirigido a mim, porque eu sou agora a garota propaganda do Blog, mas certos assuntos não me dizem respeito, mas, como sou xereta mesmo e fico com vontade de responder a todos, quando acho que tenho competência para isto. Responderei, ou tentarei, responder de baixo para cima a cada um.

José Fernandes,

Por aquela quantia que o Raimundo ganhou eu daria todas minhas vacas, ainda três anos de ração das boas e uma caixa de Capivarol, que o Zezinho disse é batata para tosse. Quanto a Marina, você não deve ter visto a entrevista porque você não vê TV, mas se visse, votaria nela na certa, pois ainda por cima faz poesia, enquanto a Dilma só aprendeu a fazer ordem unida: Esquerda Volver!!! Eliúde adorou a aula e disse que não se importaria se eu respondesse a você, sem aparecer, é óbvio. Um abraço
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Severino Araújo,

Eu adoraria saber como você se libertou da grande mídia. Eu ainda estou impregnada dela. E agora que a Globo é Lula Lá, eu queria sua receita “presto” (desculpe mas estou aprendendo italiano com a grande mídia e com o Totó. Um abraço.
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José Arnaldo,

É uma pena que você esteja desgostoso com a política. Tenho certeza isto é só o momento, pois a política está em seu sangue, como estava na do seu pai, e nossa Pindorama precisa de pessoas como você. Quem sabe até 2012 não estaremos juntos na Tribuna 43, tentando defendê-la dos incendiários de plantão? Quanto ao casarão do Coronel, cuidado ao passar na frente, não por Ismênia, mas, pelo fantasma do Coronel que tenta cooptar quem nele passa para votar em Dilma, que ele ainda pensa ser do PSD. Mas numa coisa você está certo, o casarão tem que ser preservado a todo custo. Seria um crime se ele fosse destinado a ser um restaurante, ou nele ser construído um outro prédio de dois andares, mesmo sendo tão bonito quanto o de Alexandre Vieira. Uma abraço verde para você.
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Alexandre Vieira,

Folgo em saber que hoje podemos ver a Ermida de Santa Terezinha de todo o canto. Eu só espero que, para isto, não tenham cometido um crime ecológico contra aquele serra. Deus nos livre de ver aquela construção rolar por ela, como castigo aos desmatadores de plantão, que existem em nossa terra.
Quanto as outras ações devo parabenizar as autoridades. Quanto à colocação de sinais de trânsito, eu não concordo muito, da mesma forma que não concordo com a verticalização do centro. Eu preferiria, que colocassem placas de estacionamento proibido na Praça Pedro II, o trânsito ali diminuiria pela metade e teríamos um espaço para lazer e para apreciar o que restou dos nossos casarões, inclusive o do Coronel. Um abraço

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
11.08.2010
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Lucinha

devemos louvar três ações municipais que merecem toda nossa consideração, primeiro foi a retirada de todas as arvores que estavam encobrindo a nossa ermida de Santa Terezinha, agora de toda Bom Conselho nós avistamos a belíssima igreja erguida pelo o nosso saudoso Odilon Tenório Cordeiro ( seu Tenorinho), segundo foi a maravilhosa festa do Forrobom sem sombra de dúvida a melhor já feita em nossa cidade e terceiro é o serviço de reconstrução de nossas estradas, pela a primeira vez esta sendo feita o que deve ser feito que é piçarrar as estradas, com isto a chuva que cae em nossa cidade não tem afetado a estrada que foi colocado o piçarro.

Portanto existem algumas coisas que devem ser feita com urgência que é o recolhimento da grande quantidade de cachorros que se encontram nas ruas de nossa cidade e a colocação de quatro semáforos nos cruzamentos da RUA 7 de Setembro com a Praça DOM PEDRO II, o cruzamento da Praça JOAO PESSOA com a Praça DOM PEDRO II, o cruzamento da RUA BARÃO DO RIO BRANCO com a Praça DOM PEDRO II e o cruzamento da av. TENENTE RAUL DE HOLANDA com a ponte do CORREDOR.

Alexandre Vieira - tenoriovieira@uol.com.br
09.08.2010
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Lucinha,

O pecador aqui não dispõe da mais mínima condição de ser candidato a qualquer cargo eletivo diante dos "santos" que hegemonizam a política na atual conjuntura de Pindorama.

Tudo não passou de generosa lembrança dos amigos da mágica Olinda, - que padece desde muitas luas sob a desvairada corrupção dos comunas do B.

A propósito: embora tenha tentado remediar a história em duas oportunidades, Deus há de me perdoar, e o povo de lá também, por ter contribuido para eleger tais sacripantas ao governo da Terra de Barreto Guimarães.

Quanto à invasão do bangalô do coronel Zézé, - que continua muitíssimo bem preservado pela doce Ismênia -, também tô fora.

Prefiro continuar curtindo sua marcante arquitetura e história, muitas vezes por dia, ao passar em frente dele a caminho de minha modesta banca profissional.

E sonhando com o seu tombamento algum dia pelo IPHAN, já que a ignorância dos autarcas locais - passados e presentes - os distanciam em anos luz dessa necessidade.

Abçs.

José Arnaldo Amaral - ja.amaral@hotmail.com
09.08.2010
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Prezada Lucinha

Os Blogs foram uma das coisas melhores que aconteceram. Eles
conseguiram desmoralizar a mentira e meia verdade propaladas pela grande
mídia.

Libertei-me da grande manipulação de que fui vítima durante um
quarto de século. Mas sinto que ainda muita gente se deixa enganar pelo poder
das 5 grandes Famiglias - ede globo, veja, folha de são paulo, estadão e rede
bandeirantes. Devo reconhecer que não é nada fácil extirpar um CANCER.

Com o apreço de

Severino Araújo - araujo.severino@usa.net
09.08.2010
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Ah, Minha Cara Eliúde,

Nem queira saber o quanto esse prêmio do Raimundo Carrero já mexeu com os meus miolos. Há três dias seguidos, dou plantão na sede da UBE, esperando que ele apareça, para eu seqüestrá-lo*. Tudo por causa desse bendito dinheiro que ele abocanhou. Pois bem: já gastei três tardes. E o homem ganhador lá não vai. Conclusão: ele não se mistura mais com a rafaméia. Melhor dizendo: se já não se misturava, imagine agora.
*Observe a ênclise aí com outro verbo no infinito. Não é mais suave do que se eu dissesse para eu o seqüestrar?

Note que com aquele dinheiro, eu compraria todas as vacas da Lucinha. E elas iriam tossir à noite toda no meu terreiro. Aliás, penso que estou subestimando os bens da Lucinha. Mas essa não é a minha intenção. É acidente de percurso.

Por isso que demorei a responder-lhe. Também poderia ser: demorei a lhe responder (1). A preposição "a" não atrai o pronome oblíquo. E estando o verbo no infinitivo, a gente tem essa liberdade para usar ênclise ou próclise, quase sempre. Aqui eu faço como você: sou enclítico. (1) – Porém, se o oblíquo fosse um destes: o, a, os, as, a preposição a não iria permitir a próclise. Porque dá choque. Todavia, não é o caso. – E na colocação dos pronomes, não esquecer a eufonia.

Dizem os sabidos que, com o infinitivo, quase sempre você escolhe o que lhe parecer mais adequado. Se você tivesse escrito: "... demorei a lhe escrever", já que o pronome é lhe, estaria dentro conformes. Nada a ver com a preposição “a”. Só por causa do modo do verbo. E o verbo demorar, joga em várias posições. Você demora fazendo uma tarefa (transitivo direto). Demora a tomar uma decisão, demora a responder uma carta etc. Eis por que demorar pediu o "a", na sua frase. Isto é, demorou na formulação da resposta (indireto).

Assim também acontece com o verbo escrever, que você usou. Nós escrevemos coisas simples (direto). E escrevemos a pessoas (indireto). Daí a razão do seu "lhe". Se você demorou a escrever um livro, aí você diz que demorou a escrevê-lo (direto), porque nós não escrevemos ao livro. Escrevemos o livro. Veja que a frase não ficaria bem trajada, se você dissesse que demorou a “o” escrever (vide 1). Simplesmente escrevemos o livro. Se escrevemos ao fulano, escrevemos-lhe.

E eu demorei a lhe responder, porque a dengue estava insinuada para o meu lado. E hoje está confirmada, essa danada. Fiquei sabendo, estou dengoso. E pra complicar, ainda mais, teve essa tocaia contra o Raimundo Carrero. E foi caso perdido.

Mas vamos à vaca fria. Nessa de ênclise, próclise e mesóclise existem as regras da gramática nossa de cada dia. Mas nem todos querem obedecer. E isso eu não discuto. Mas, regra geral, o que faz a próclise são as palavras atraentes, como as negativas em geral, mais alguns advérbios, pronomes e conjunções. Porém, olho vivo: não esquecer estas palavrinhas carregadas de "qu", que atraem por excelência os pronomes oblíquos átonos. Ei-las: que, quanto, porque, qual, quando, por quê. Elas são um ímã. Exemplos: quanto me darás por este livro? (Adeus mesóclise!) Quero saber o que te passa pela cabeça! Quando te mudares, leva esse cachorro, se não eu o mato (olha o advérbio de negação chamando o oblíquo!)

E a sua mesóclise é um luxo só. Você é mesoclítica, não é masoclista! Mas note bem: pare com essa de “meus erros” e “suas correções”. Aqui não tem nenhum corretor, nem aí tem errantes. Contudo, eu vi um errante na quinta-feira, no debate da Band. Um tal de Plínio Arruda Sampaio, salvo engano. Ele estava maquiado à base de casca de abacaxi, parecendo u’a múmia. E por falar em debate, diga à Lucinha que a Marina me encantou. Mas só na despedida, com aquela história do Dado, do Coque. Ao falar do Dado, ela me deixou deslumbrado. Jogou Dado pra todo lado, no tablado. E por fim, são tantos os Dados jogados, segundo ela. E segundo eu também, que assino embaixo da rubrica da Marina. Com o dado, espero não me haver salvoenganado. Nem ter tergiversado tanto. Mas a nota triste do debate foi a filha do Serra pedir que ele sorrisse. E ele é doido. Se abrir aquele sorriso de dono de casa funerária, assusta até vigia de cemitério. Há de dizer o Serra que boca fechada não entra mosquito. Salvo o da dengue. É ISSO./.

Um abraço do amigo, que aprende com as suas andanças.

José Fernandes Costa – jfc1937@yahoo.com.br

09.08.2010

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CONTADOR E SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO SÃO DEMITIDOS DA PREFEITURA DE BOM CONSELHO



O Contador Natanael de Vasconcelos Silva e o Secretário de Administração Ivaniel Richardson Tenório de Vasconcelos, pai e filho, foram desligados da Prefeitura Municipal de Bom Conselho. A notícia já conhecida nos bastidores foi veiculada na cidade e no Programa Show da Manhã, do Radialista Gláucio Dória, na Rádio Papacaça AM 1470, na manhã de ontem, por intermédio de um ouvinte e depois confirmada por fontes oficiais. Surpresos, os demitidos não esperavam esse comportamento da administração municipal, que não teve a mínima consideração e respeito em comunicá-los da decisão. A exoneração dos mesmos já tinha ocorrido desde a semana anterior, inclusive já estando contratada uma empresa de Caruaru para fazer a contabilidade e nomeado o Secretário de Controle Interno para acumular a Secretaria de Administração, sem que eles soubessem. Natanael é um contador conhecido na região, e seu filho Richardson um profissional com experiência na área pública. Os comentários de bastidores revelam que os motivos da demissão já eram conhecidos. Com as atuais demissões já somam mais de 12 perdas diretas de nomes que integravam o “Governo do Povo”, inclusive o da própria Prefeita que se demitiu e depois foi forçada a renunciar a renúncia. Uma reunião com o primeiro escalão do governo e os integrantes das novas funções ocorreu durante toda dia de ontem.

Blog de Bom Conselho de Papa-caça - bomconselhopapacaca@gmail.com
06.08.2010
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Prezado José Fernandes,

Penso que demorei a escrever-lhe (veja esta ênclise, e nem sei se está certa, pois não sei se o “a” atrai o “lhe” nem se o “demorei” requer o “a”), exatamente pelas minha boladas de trocas. A Lucinha agora não larga do meu pé dizendo que só quero ser próclise mas sou uma ênclise, só ando no final da fila dos escritores. Estas coisas do português correto é para gênios como você e o Raimundo Carrero, que agora papou R$ 200.000,00 de prêmio por um romance. Se eu tivesse esta quantia eu mudava de Paudalho para o Pau Grande e iria criar bois, só garrotes, e se as vacas de Lucinha tossissem muito, eu emprestaria um a ela.
De qualquer forma meus erros servem, junto os seus pitacos, para os leitores aprenderem também. Obrigada, pelas suas correções. Agora ater-me-ei a usar mesóclises, para diminuir minha cara de ênclise.
Um abraço da esforçada amiga,

Eliúde Villela – eliude.villela@citltda.com
04.08.2010
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Lucinha

você disse que perdeu um voto e ganhou outro, eu acho que você esta enganada, pois o voto do cidadão que diz que vai votar em você dificilmente ira acontecer, primeiro porque ele saiu daqui de nossa terra quando tinha sete anos de idade e não sei se durante estes anos todos ele esteve aqui na nossa terra alguma vez, segundo porque para ele mudar o titulo para votar em você ele tem de ter residência fixa em nossa cidade, caso contrário ele não pode transferir o titulo, portanto só lhe resta reconquistar o meu voto ah ah ah.
Alexandre Vieira - tenoriovieira@uol.com.br
03.08.2010
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Olá:


fiquei maravilhada com a apresentação da orquestra sinfônica de Pernambuco. Lembrei-me de outro evento ocorrido nos anos 90.
Espero que a população tenha prestigiado.

Celina Ferro - celina_ferro@hotmail.com
03.08.2010
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MEU DEUS, COMO EU GOSTARÍA DE ESTAR PRESENTE A ESSE CONCERTO..TENHO TODA CERTEZA QUE VAI FICAR NA HISTÓRIA.. PARABENS PREFEITA, PARABENS BOM-CONSELHO E PARABENS A ESSA ORQUESTRA SINFÔNICA...

JOSE PÓVOAS - jpovoasneto@gmail.com
03.08.2010
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Minha Cara Lucinha,

Eu gosto das suas jocosidades, com ou sem lingüística. E note que eu ainda sou do tempo do trema. Ah, que saudade me dá. E não é saudade do Bar da Nice, nem da Casa de Noca. É saudade do trema. Pois na falta dele, muita gente vai tremer. Isso sem falar no samba do hífen doido. O que era muito ruim, ficou muito pior!

Mas volto eu às suas jocosidades e à política de Bom Conselho. Sem esquecer do doutor Saulo Bezerra. Note que ele agora é doutor. E, pelo que soube aqui, ele, o doutor Saulo, gosta muito do tratamento respeitoso. Isto é, com ele, é tratamento formal. Vá você logo fazendo de conta que está falando com ele, sempre numa audiência. E mais: numa audiência onde você é a ré e ele é o advogado. Quem sabe, em breve, ele será o juiz da audiência onde nós - eu e você - poderemos ser réus.

Agora, o detalhe: o PSB não é do Joaquim Francisco, não. O Joaquim entrou no partido pra escapar do PFL, que não lhe dava mais atenção. Assim, o nosso governador, que é gente da melhor qualidade, acolheu o desgraçado do Joaquim Francisco, que, por sinal, sempre manteve boa convivência com o doutor Miguel Arraes. Como também o pai do Joaquim sempre respeitou Miguel Arraes e se dava bem com ele.

Outro detalhe: num processo que você mova contra alguém que lhe difame ou injurie, com essa história das suas vacas, que tossem a noite toda nas suas fazendas, eu nem queria estar na pele desse alguém processado por você. Contudo, se por acaso fosse eu o réu no dito processo, tendo o doutor Saulo como o seu advogado, sei que faríamos um bom acordo, sem dificuldades. E eu não seria condenado.

Mas veja: se for processo penal, venda logo umas vaquinhas para pagar ao doutor Saulo. Porque, na área criminal, não tem essa de quem perder pagar os honorários do advogado da outra parte, não. Contratou, paga logo adiantado. Se ganhar ou perder, já era. O advogado já ganhou o dele.

Porém, caso você processe esse gozador, por algum dano que ele cause à sua imagem de latifundiária, aí sim, ele lhe indenizará pelos danos causados e ainda paga o seu advogado, pra deixar de ser conversador. No cível, a história é outra.

E mais: com aquele babado do prédio feio de uma certa loja lá de Bom Conselho, você já pode ter a certeza do meu voto. Vou transferir o título de eleitor, pra votar em você e em outras pessoas de igual categoria. Isto é, pessoas de nível tão superior, quanto você!

Ao fim e ao cabo, aceite, pois, um abraço desse seu humilde eleitor. Um eleitor que não se vende por uma cesta básica e nem mente. Quando eu digo que voto, voto mesmo. Imagine você: se eu voto no poste, como já anunciei, como não iria votar em você, que é a própria luz que nos alumia!

Do amigo,

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
02.08.2010
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Caro Alexandre Vieira,

Eu realmente fui muito cáustica no meu artigo anterior sobre algumas coisas de Bom Conselho. Mas, é preciso sacudir as pessoas desta cidade para algumas verdades. Eu pedi desculpas antecipadas a você pela minha opinião sobre sua loja, que conheço pessoalmente, de fora, pois não tive oportunidade de entrar nela. E é do lado de fora que reitero minha opinião. A sua loja e outras destoam do conjunto arquitetônico que você e eu admiramos, e isto é feio, pode até ser mais barato, mas é feio.
Mas você não tem culpa, o culpado são as pessoas responsáveis publicamente pela cidade, que só se responsabilizam pelo “progresso” coxo, e não pelo progresso integral onde leva em conta até a beleza.
Talvez já tenha perdido seu voto em 2012, como você vê ainda sou uma neófita em política, mas quem sabe Bom Conselho não estaria precisando de sangue novo? E quanto a estória de pseudônimo, deve ter sido algum político daí que espalhou para não enfrentar uma concorrente forte como eu. Quando você menos esperar, eu aparecerei ai na sua loja. Mas irei antes na casa de Seu Clívio, para ver se ele ainda me reconhece.
Quanto a pisar na bola, eu, além de pisar, muitas vezes caio quando piso, por isso prefiro agora pisar na “jabulani”, pois dizem que a queda é mais leve.
Mas não se preocupe que não farei nenhum projeto de lei radical para limitar a altura dos prédios em Bom Conselho, como existe em outros lugares. Farei um apenas para aumentar o IPTU de áreas além do térreo, que era o que deveria ter sido feito. Na decisão de construir, se isto tivesse sido levado em conta por quem construiu seu prédio e aquele perto da casa de dona Luizinha, teria sido levada em conta a beleza do nosso patrimônio arquitetônico, e talvez sua loja estivesse fazendo o mesmo sucesso de vendas lá no Alto do Colégio.
Numa coisa você está certo. Eu tenho que ir mais a Bom Conselho, e brevemente o farei. E ainda concordo com você que o seu prédio de dois andares é o mais bonito da cidade. Aquele outro da casa de dona Luizinha é mais feio.
Obrigada por me admirar e pela sua falta de informação sobre o meu nível intelectual, pois nem nível eu tenho. Digo que a admiração é recíproca, mas isto não se aplica a seu prédio. Um abraço

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
30.07.2010
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NÃO TEM COMO VOLTAR NO TEMPO


Lucinha, você foi muito infeliz no seu comentário a respeito da arquitetura de nossa cidade, sei que existe em todos nós bom-conselhenses um processo muito forte de nostalgia, nostalgia esta que engloba vários setores da nossa vida, e um dos fatores que mais nos faz lembrar-se de nossa cidade é a sua arquitetura, era muito bonito ver o centro da cidade com as suas lojas térreas, com as suas portas de madeiras, as casas dos bom-conselhenses mais ricos (que era sempre no centro), só que o desenvolvimento chegou também em nossa cidade e para nós termos uma loja como a minha que tem 1000m2 ela só é possível se ela for vertical, infelizmente a verticalização das cidades é um fato consumado, pois o metro quadrado de área no centro das cidades é muito caro para que se faça uma loja horizontal, se não fosse tão caro eu gostaria que a minha loja fosse térrea e não de dois andares, porém como já falei no parágrafo acima que não é possível ter uma loja nesta dimensão horizontalmente.


Pelo o que eu tenho lido seu, você é uma pessoa de um bom nível intelectual, só que de vez em quando você pisa na bola, acredito eu, que não seja por maldade e sim por desinformação, pois você baseia seus escritos na maioria das vezes em informações que lhe é passada por artigos no blog, site e jornal a gazeta, é necessário que você venha em nossa cidade mais vezes, converse com as pessoas, inclusive eu teria um imenso prazer de lhe conhecer e realmente saber que você existe, pois o que tem chegado a minha pessoa é que o nome Lucinha Peixoto é um pseudônimo, para finalizar as minhas palavras quero dizer que infelizmente o passado não volta mais, a humanidade segue em frente, com suas imperfeições e perfeições, e nossa cidade não pode ser diferente, garanto-lhe que o prédio de minha loja é o mais bonito prédio de dois andares de nossa cidade e a minha loja é a maior e mais bonita loja de Bom Conselho, espero que você venha um dia aqui em Bom Conselho e constate isto, atenciosamente o amigo e admirador


Alexandre Tenório - tenoriovieira@uol.com.br
30.07.2010
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Gente, muito legal o blog.
Obrigada pela divulgação da turnê da Sinfônica Jovem pelo Agreste Sertão.
Mas sem querer dar trabalho, gostaria de pedir que vcs retirassem meu telefone e o do maestro da página. Podem manter o e-mail para contato, é ótimo, mas retirem os celulares só por questão de privacidade. Pode ser?
Agradeço mais uma vez o apoio.
Sucesso ao blog e bom concerto para todos aí em Bom Conselho.

Abraço.
Mack Costa - mackcosta@hotmail.com
30.07.2010
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Olá Lucinha e todos da CIT

Abraços
Aproveitando os seus escritos e sem ousar complementar, mas vc já observou que entra governo municipal e sai governo municipal e nenhum, mas, nenhum mesmo ousou sequer apresentar um projeto sequer para uma rodoviária decente em Bom Conselho?
Acho que todos eles(governantes) são motorizados, não fazem uso do transporte coletivo e daí esta falta de interesse. Mas se ouvissem a população saberiam da real necessidade do abrigo rodoviário.E para quem conhece Bom Conselho sabe do grande mafuá que é o atual ponto de ônibus da cidade, espremido entre duas ruas e causando um trânsito pesado nas nossas ruas históricas. Já é tempo de alguém se manifestar sobre isso!
Abraços

Gildo Póvoas - gildopovoas@hotmail.com
30.07.2010
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Ao José Fernandes,

Você gostar das minhas jocosidades é uma honra para mim. Imagine se eu tivesse sua instrução linguística. Mas, para o colunismo social e competir com o João Alberto, dá para o gasto.
Agora, pelo amor de Deus, não oriente o Saulo a entrar no partido do Joaquim Francisco, ninguém merece. Penso que o Arraes está estrebuchando no túmulo.
Quanto a Saulo, espero, se não for prá política, quero que seja um grande advogado, pois posso contratá-lo para processar alguém, por calúnia, injúria e difamação, num caso das vacas que inventaram sobre mim.
Por enquanto, obrigada e um abraço da amiga.
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À Maria Caliel,

Amiga, eu não sabia que dia 26 p.p. era dia da avó. Foi uma coincidência escrever aquele texto, usando sua mensagem. Também não ganhei presente. Espere, ganhei, o meu neto estava um pouco com prisão de ventre, e no dia 26, resolveu o problema. Você imagina que presentão. Adorei! Coisas de avó.
Estou esperando os textos inspiradores, mas, também esperando os seus belos escritos. Um abraço da amiga.
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Ao Luis Clério,

Caro amigo jornalista-mor de nossa terra. Eu confesso que nem sabia que o ectoplasma errante havia reencarnado de verdade, e, muito menos que havia me xingado. Ele era useiro e vezeiro nisto. No tempo em que ele era vivo, ele me xingava e no outro dia corria para se confessar. Dizem até que arranjou um padre particular para fazer isto.
Não vi ainda o que nem onde ele me xingou. Deve ter sido em algum terreiro baiano, através de psicografia. Ou será que ele foi no Pai Dantas?
Continuarei minha campanha, que vai de vento em popa, sem ligar para adversários do além. De qualquer forma, peço a você que diga onde está o xingamento do O Andarilho, que eu lerei, e, se entender sua linguagem atual: toss, toss, toss.... muuuuuuu! E verei o que farei.
Um abraço para o amigo, e obrigada por me avisar, e nem preciso dizer: conto com o seu voto, porque sei ser ele certo.

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
28.07.2010
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Lucinha,

A saudação a Saulo despertou O Andarilho que estava adormecido em alguma praia baiana, seguindo provavelmente os conselhos deixados por Caimi. Não era para menos, empolgada, você o chamou de vaca, dai porque ele lhe xinga literalmente. É um forte adversário na sua campanha para a Casa de Dantas Barreto. Quem viver verá. Prossiga!

Abraços,

Luiz Clério - pata.tiva@bol.com.br

28.07.2010

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À Lucinha Peixoto

Hoje, 26 de julho é DIA da AVÓ.
Mas, estou numa dúvida, será mesmo? Até agora não recebi nenhum presente dos meus dois netos e nem
telefonaram. Não importa, os pais deles (meus filhos) são muito agarrados.
O mais importante é que quero PARABENIZAR minha amiga LUCINHA PEIXOTO a avó mais coruja que já vi.
Aproveito o momento, para agradecer as referências a minha pessoa em seus textos pelos e-mails que envio.
Sempre que surgir assuntos interessantes enviarei mais.
Um abração


Maria Caliel - mcaliel@hotmail.com
27.07.2010
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Lucinha,

Você foi meio sinistra ao iniciar o seu artigo sobre o Saulo. Mas depois, acertou o passo. E se não fossem as suas jocosidades, os seus textos valeriam menos. Talvez por causa dessas jocosidades, você tenha adquirido aquelas fazendas de gado vacum e cabrum.

Você falou das saudações ao Saulo no mural de BC. Salvo engano, e, como vocês sabem, eu vivo salvoenganando-me. Pois bem: salvo engano, eu também deixei lá a minha saudação ao Saulo. Mas só porque ele merece. Não foi, nem é puxa-saquismo. Sou alérgico a puxa-sacos. E ainda fiz uma saudação direta, via correio eletrônico, que vocês chamam de um imeio. Eu prefiro chamar logo dois: correio eletrônico. São dois termos. Não tem essa de "um e meio", não. E evita-se essa misturada de "Zabé com Tomé".

Discordo de você, quanto ao Saulo entrar na política. Mas isso é opção dele. Também não o conheço em pessoa. Só vi o retrato, porque você o pôs no frontispício para ilustrar o seu artigo. E por que discordo? Porque suponho, sem medo de errar, que ele será ótimo advogado. Calmo, sério, atuante, ponderado, tem tudo para ser um advogado decente, respeitado e bem-sucedido.

Todavia (há sempre umas vias em quaisquer caminhadas). Todavia, caso ele queira ser candidato a prefeito, eu já o convido para se filiar ao PSB (lembranças do doutor Miguel Arraes de Alencar). Isso, se ele já não for filiado a algum partido político! Na hipótese de ele querer ser candidato, eu transfiro meu título para BC e vou fazer campanha junto com você. Mas há um detalhe a ser observado: caso a nossa prefeita Judith Valéria seja candidata (e eu torço por isso), o Saulo vai ter de começar como vice. Posto que a preferência minha e de muita gente é por Judith, tá?

Mas voltemos aos advogados. Quero ver o Saulo na advocacia, porque, de advogados pilantras, nós já estamos cheios. Não obstante, para os que não são afeitos aos meios forenses, adianto que muita coisa que os advogados fazem, eles o fazem sem sair da ética. Fazem porque as leis permitem. E como as leis permitem, os sem-ética se esbaldam. Por isso que os nossos códigos e outras leis precisam ser mudados (as). Para não darem tantas brechas aos advogados sacanas para procrastinarem ao extremo um julgamento. Além, claro, da corrupção que faz com que um processo seja engavetado até a sua prescrição. Isso não é jeitinho, não. Tem nome: é corrupção. Mas existam os jeitinhos também. Porque, quem tem dinheiro, prestígio etc., tem "boas amizades".

Outra: por mais bandido que seja o bandido, ele não pode ser condenado sem defesa. Algum advogado tem que defendê-lo. Mas qualquer advogado tem o direito de não aceitar a defesa de determinados elementos hediondos. Nesse caso, se nenhum advogado aceitar, o juiz nomeia um defensor dativo. E este assume, para cumprir a lei. Mas poderá até fazer "corpo mole". – É ISSO./.

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
27.07.2010
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Para Ana Luna: José Fernandes Costa» Ana Luna (La Luna): E é com grande prazer, que acabei de ler o artigo do Fado, premiado. Porque dele me agrado. Em prosa, em verso, poesia, quem diria? Eu não faria, mas diria. E digo, sem medo de castigo. Que a Ana, essa Ana! Santana! Vai longe. O hábito faz o monge. Que venham os contos, artigos, novos ou antigos. Tantos e tantos. Crônicas, rimas, obras-primas, que nos tragam alegrias, todos os dias! Ora, pois, o de hoje, não deixes pra depois. Faze agora, porque a hora não espera. Sonho não é quimera. Pudera! É aí que vejo, desde Sinta ao Alentejo. E Faro, isso não é raro. Mas o que a Ana fez, pode ser fácil, talvez, pra ela. Que bem maneja a escrita. Singela, bendita seja ela, a autora, nossa fonte inspiradora. - Abração, doutora! - Zé Fernandes - 25.7.2010.

(EM TEMPO: - "Faze agora", não falta o S. Se assim parece. Porque é uma das formas, pelas normas. Do imperativo afirmativo, do verbo FAZER. Possa crer, amigo ou amiga. Que bem eu diga, ainda estou no imperativo do outro verbo, PODER: possa. Nossa!)

Jose Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

26.07.2010

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Prezada amiga Lucinha

Torço para que tenhas o sono dos justos. Portanto, não durmas perto dos estábulos. Vai para a casa lá da serra, que fica longe da vacaria. Outra: tanto a Eliúde, quanto tu, escrevem e escrevem. Mas é forçoso reconhecer que tu escreves muito mais do que la ¡pobrezita! da Eliúde! Então, deixa que ela exagere um pouco.

Eu nem queria voltar aos “pitacos” mal vindos, do que é mal ou do é má. Mas, mesmo mal querendo, volto aos ditos, porque não estás diante do teu texto. Tua frase é esta: [“Comparando má”, minha mãe era o Lula do meu pai.] A chave é minha e as aspas são tuas. Usaste aspas e não parêntesis. E o mau foi que colocaste o acento em má. Assim posto, má é a esposa do mau. Aliás, pode não ser esposa, mas é feminina do mau. E como não pode ser do bem, é companheira do mau. E sendo companheira tem muitos direitos a concorrer com a esposa ou ex-esposa. Cada caso é um caso, como bem diz o sacristão aqui da Igreja Matriz de Casa Forte.

Portanto, se esses meus ditos são inconvenientes, eles são maus, ruins. Se a minha palavra não presta, ela é má. Não é boa. Assim, a minha palavra não pega bem. Trocando em miúdos, ela pega mal.

Quanto ao meu primo Paulo Correia Costa, assim era o sobrenome dele. José Correia Ferro, irmão da minha mãe, era o seu pai. Mas o meu avô materno era Antônio Correia Costa. O Ferro era da minha avó. O velho meu avô não tinha Ferro. Só tinha Correia. Veja que contraste danado. A velha Aurora, minha querida avó, é que levava Ferro – no nome. Isto é, assinava-se Correia Ferro. De outro modo, creio que quase todos os filhos de Zé Correia, usam o sobrenome Correia Ferro. E quem quiser comprovar que o Paulo era Correia Costa, entre no Museu Virtual do portal de BC. E abra o jornal “A Tribuna Estudantil”, de 7 de setembro de 1957.

Naquela época, A Tribuna era dirigida por Abel Ramos Guimarães. Logo no frontispício, o cargo de secretário está coberto por uma tarja preta. Porque o Paulo era o redator-secretário daquele jornal. Em seguida, a homenagem de Joana Ramos Souza, com a assinatura dela. E ali mesmo na primeira página, seguem-se várias homenagens ao Paulo. Ainda, o convite para a missa de 30º dia, pela morte de Paulo Correia Costa. Mais adiante, na página cinco do jornal, está o último artigo escrito por ele.

Agora, em frente: nós vamos votar em mulheres, sim. Porque os homens não disseram muito até hoje. O que disse mais foi o Lula. Não obstante os opositores de plantão dizerem a toda hora que ele não sabe de nada, não vê nada etc. Imagine se ele visse e soubesse. Aí é que ele iria dizer coisas e coisas. Dizer e fazer mais ainda. Faria, tanto aqui, quanto em Oropa, França e Bahia.

E eu não peguei pesado na Marília Gabriela, porque ela não deixa eu pegar nela. Ela nem sabe que eu existo, tal como eu ignoro a existência dela. E alguém dirá: “Ela não chega para o seu bico!” Estou lixando-me. Também não estou interessado em bicá-la. No que tange ao fato de a Dilma ter sido grossa com a vereadora, havemos de convir que, muitas vezes, a pessoa quer agradar e atrapalha. E, nessa hora, se o outro ou a outra não tem jogo de cintura, pode dar um chega pra lá impensado. Depois, nota que obrou mal e procura obrar melhor. Ou seja, toma um laxante para obrar melhor. Foi isso que se deu com a futura presidenta do Brasil. E eu reconheço que a cintura da Dilma não é lá essa finura toda. Mas não se administra com a cintura. Administra-se com a cabeça. Aliás, com o que se tem na cabeça. Melhor dizendo, com o tutano, na nossa linguagem matuta que nos faz tanto bem.

Sobre os três reais, já telefonei para o Banco Central, para providenciar milhões de cédulas de três reais, pra distribuirmos com os mais necessitados, todas as vezes que a Dilma derramar aquele charmoso sorriso framboesa. E não te preocupes que não vais gastar à-toa as tuas vacas. Tampouco, o teu reprodutor bovino. De todo modo e infelizmente, ninguém consegue governar sem essa maioria ordinária que o nosso Congresso abriga. Se esse povo tivesse vergonha, teríamos um Congresso com gente de vergonha.

Por fim, podemos juntar-nos com os porcos. Mas em vez de comer os farelos com eles, a gente como o porco ou a porca, que é muito mais saudável. E como concordas com o que eu disse do mal-afamado índio botocudo, prefiro desprezar essa triste figura. Quanto ao segundo turno, com essas duas mulheres, eu votaria na que estivesse mais bem situada nas intenções de votos. Pois reconheço que a Marina tem muitos méritos. Mas não tem votos. E, no "vampiro anêmico, eu não voto, nem que as tuas vacas venham, em peso, tossir nos meus ouvidos a noite toda. - É isso. /.

José Fernandes Costa – jfc1937@yahoo.com.br
23.07.2010

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Caro amigo José Fernandes,

Ainda insone com a noite mal dormida pelo barulho de minhas vacas tossindo, acabo de ler sua mensagem no Mural, onde comenta meu artigo. Só posso agradecer pela sua leitura e dizer que os seus “pitacos” serão sempre bem-vindos.
Claro que não se pode reclamar do que você fala dos erros da Eliúde. Ela diz que eu estou me achando porque fui promovida a fazendeira, e ela se achando por achar que já é uma escritora. Não posso negar suas qualidades, mas não exagere amiga. Deixa prá lá pois isto é com ela.
Quanto a parte que me toca deste latifúndio, quando você comenta o emprego de “ma”, não estou diante do meu texto agora, mas, penso que coloquei a expressão, onde esta palavra é usada, entre parêntese, era como minha falava, sem pronunciar o “L”, em minhas felizes épocas lá de Bom Conselho. De qualquer forma vale pelo esclarecimento aos nossos leitores. E completo os assuntos amenos, embora seja este de triste memória, fui ao enterro do seu primo, a quem conheci, levando em conta as diferenças de idade, mas eu o conhecia como Paulo Correia Ferro. Realmente foi um caso lamentável.
Quanto a Dilma, quem nos lê sabe que vamos votar em pessoas diferentes, embora ambos votemos em mulheres e as recomendamos aos outros. Ambos poderemos dizer que ninguém é perfeito. Eu penso que você pegou tão pesado com a Marília quanto ela pega com Dilma em certas passagens. Mas, sem os exageros, o resto é a pura verdade quanto a Dilma. Ontem mesmo li no jornal que ela foi grossa com uma vereadora lá que insistia que ela falasse com alguém, e quando viu que estava em campanha começou a tirar fotos com a vereadora e pedir desculpas. Isto seria ótimo se houvesse sinceridade no gesto. Mas, eu não dou uma nota de 3 reais por um sorriso da Dilma. E daria todas as minhas vacas para ter certeza que ela não cometerá outros atos de violência para atingir aquilo que quer. E daria o meu reprodutor (o bovino) para garantir que ela não entregará este governo ao PT e ao PMDB, mais do que o fez o conterrâneo do Zezinho. Mesmo concordando com você que ela pode não ter sido corrupta, mas como dizia minha mãe, outra vez: “Quem se junta com porcos, farelo come”. E como comeram estes partidos!
Quanto ao índio botocudo, concordamos em tudo. Que mancada do PSDB. Mas vamos votar no PV, e esperar que levemos pelo menos duas mulheres para o segundo turno. Ai tenho certeza, até você votaria em Marina, com medo dos dedões da Dilma.
Um abraço.

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
22.07.2010
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Prezadas Eliúde e Lucinha,


Eliúde: não tens por que me agradecer. E a tua ênclise, assim como a tua próclise, estão bem trajadas. Apenas, escorregaste no teclado. Isto é, bolaste as trocas. Chamaste a ênclise de próclise e esta de ênclise. Mas na colocação dos pronomes, acertaste em cheio. Quanto à ênclise em "ler-me", estando o verbo no infinitivo, poderemos usar o pronome antes ou depois. No caso presente, ficou bem melhor, do jeito que o fizeste. E a próclise em "Não o fiz", está bastante correto. Porque os advérbios de negação atraem os pronomes átonos ou semi-átonos. Ruim seria se houvesses feito como o doido Jânio Quadros, que disse: "Fi-lo porque qui-lo". Aí o véio borrou a cueca. Pois, os pronomes etc. terminados em “qu”, chamam pra junto de si, os ditos pronomes átonos. - Isso não é querer dar aula da nada. Como eu disse, foi um escorrego, que pode acontecer até com o nosso grande presidente Lula, o chefe da nossa ex-ministra Dilma "Duchefe", futura presidenta deste Brasil de tantos contrastes.

Agora, Lucinha: por que ilustraste teu artigo com aqueles dois dedões da Dilma? Ela não é proctologista! Ela é ex-terrorista, coisa que fez com muita coragem, quando era jovem e lutava por acreditar numa causa. Hoje ela é outra pessoa. Foi duas vezes ministra competente e séria. Ninguém a acusou de corrupção! Podem até acusar todo o PT de corrupção. Mas a nossa ex-ministra, não. Tanto que ela teve de “engolir” o trapaceiro Edson Lobão no Ministério das Minas e Energia, por imposição do Lula. Para garantir o apoio do outro não menos trapaceiro, o Zé Sarney. Como sabes, políticos dão nó em pingo d’água.

Se houvesse qualquer vestígio de corrupção nos ministérios, à época da Dilma, essa oposição virulenta já havia trazido à tona. Pois é pra isso que há um índio botocudo que quer ganhar evidência com essa história das Farcs (siglas têm plural, sim senhor). E com outras histórias. Eu não acredito em nada que esse índio diga. A nossa doce Marina Silva já se pronunciou a respeito!

Sobre a Marília Gabriela, sei que ela é uma piranha de quatro costados. E, pelas suas peripécias, não creio que ela tenha medo de cobras. Ela pode até não gostar de rãs, jias, pererecas etc. Mas, de cobras, sei não! A satânica Marília Gabriela deveria, ao menos, respeitar a enfermidade da Dilma. Pois, o câncer não escolhe quem vai atacar! A Ana Maria "Brega" que o diga. E a Ana “Brega” não se tratou e não está aí toda sorridente? A “Brega” teve um câncer violento. Mas se sente curada e hoje é só sorrisos.

Por que é que a Marília só zomba do sorriso da ex-ministra, quando fala da doença que a acometeu há pouco tempo? Pela sua vida pregressa, a Marília não merece respeito. É um cheque sem fundos, como eu disse de outra vez, noutro contexto. Mas nada contra os fundos da Marília. - Nesse mesmo rol do não respeito, estão a Rita Lee e o Caetano Veloso. O passado e o presente de ambos é meio nebuloso, quanto aos costumes.

E por que a Dilma haveria de sorrir, quando estava nos ministérios, recebendo políticos ordinários, com pedidos escusos? E se ela reservou afeto para os filhos, isso é grande virtude. E outra: Deus não se mete nessas pobres picuinhas! Não invoquemos o Seu Santo nome em vão, dizem uns e outros! E, por falar em Deus, vem a pergunta inocente, mas que vai arrepiar beatos e beatas: como sabes que o padre Alfredo está no céu?

E como dei “pitacos” na ênclise e na próclise da Eliúde, de enxerido, vou dar um “pitaco”, também no teu texto. Tu não estavas “Comparando má” tua mãe com o Lula. Nem estavas comparando bem. Mal comparando ou comparando mal, tu fizeste a comparação, sem levar coisa má a nenhum dos dois. Nenhum dos dois é mau! Para mim, ambos são bons. Talvez, para ti, o Lula seja mau. Mas não merece má sorte!

Agora, a nota triste, para mim. Quando falaste nos ex-alunos do Ginásio São Geraldo, obrigatoriamente, lembrei-me do meu primo Paulo Correia Costa, ex-aluno, brutalmente assassinado, aos 17 anos e pouco, quando iria concluir o curso ginasial, em 1957. – É isso./.

José Fernandes Costa – jfc1937@yahoo.com.br
22.07.2010
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Prezado José Fernandes,

Obrigada por ler-me (veja, que próclise). Você tem sido um dos meus incentivadores. Lucinha realmente está se achando, mas convivemos bem, como o Lula e Collor, isto é como cachorro e gato, que se unem para comer o rato. Tenho conversado com o Zezinho sobre política, não entendo muito, ele fala e eu escuto. Fomos para o Pina na Copa e ele só ficava dizendo, se o Brasil perder o Lula tá lascado. Não sei bem o que queria dizer, mas entendi quando ele falou de Lula e Collor.
Quanto as minhas andanças, cheguei no Janga, mas moro atualmente em Paudalho, mas entendi o que você quis dizer quando disse que deveria morar em Pau Amarelo. Não o fiz (veja, que ênclise) mas fui lá muitas vezes e ainda falarei daquela localidade, hoje também acabada pelo turismo predatório. Isto se a Lucinha me der um tempo para escrever, entre uma tossida das vacas delas e outra.
Mais uma vez obrigada.

Eliúde Villela – eliude.villela@citltda.com
21.07.2010
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Amiga Eliúde,


Você pode nem acreditar nessa história das fazendas da Lucinha. Mas isso é verdade verdadeira. Ela pode até negar, porque não quer deixar de trabalhar na CIT. Prefere ficar aí, jogando serviço em cima de você, dizendo que você é jovem etc. E que por isso agüenta mais tranco. E por aí vai. Porque não é admissível que uma proprietária de terras e mais terras, além das terras que se escondem debaixo das unhas, vá trabalhar numa empresa privada. Todavia, sei que há muitas vantagens em trabalhar na CIT. Além dos milhões que ganham por ano, ainda podem escrever todos os dias num BLOG que é lido no mundo inteiro!

E voltando às vacas frias: quando a tosse acomete as vacas da Lucinha, o pobre do vaqueiro não dorme. Nem ele, nem a família do coitado. Pois, apesar de ser escravo, ele acha a patroa excelente. E não quer perder essa boquinha. Também, porque vaqueiro é como mordomo. É o empregado de toda confiança. Por isso, tem muito mais regalias do que os peões.

Agora, veja dona Eliúde: você começou no Pau Grande. Deu voltas e mais voltas. Nessas idas e vindas, conheceu até o Rio Tietê, com todo o perfume que as águas dele exalam. Mas deixemos o Tietê pra lá, porque isso é passado. O interessante é que, certa vez, você me disse que mora em Paudálio. Eu jurei que você mora é em Pau Amarelo. Porque quem viveu no Pau Grande, deve morar em Pau Amarelo ou em Pau dos Ferros (RN). E como você diz que tem histórias do Janga pra contar, matou a charada: você mora mesmo é em Pau Amarelo, vizinho do Janga. Eu juro, mais uma vez, pois não vou mentir, pra não ficar preto. E essa de não querer ficar preto, não é nenhum preconceito. Até porque o velho João Fernandes era meio escurinho. Não chegava a ser negro. Mas, se fosse, não deixaria de ser o meu avô do coração, como sempre foi.

E você diz também que as histórias são do tempo que o Janga era praia. De fato, o Janga hoje está igual ao Rio Tietê. É maré braba! Pra quem gosta de m..., é prato cheio!

E continue escrevendo. Pelo menos um leitor você tem: eu. Além de tantos que já se apresentaram como sendo seus fãs de carteirinha. - É ISSO./.

Abraço, José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

20.07.2010

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Cara Amiga Maria Caliel,

É verdade eu demorei para chegar no Recife. Não foi minha culpa a CIT me escravizou por uns tempos. Com a chegada de Jameson vou ver se escrevo mais. Lucinha depois que o José Fernandes que disse que ela era dona de vacas e tinha escravos, ela parece que acreditou, agora só quer ficar escrevendo, e eu, ela diz que sou mais nova e aguento mais o tranco. Pode?
De qualquer maneira, mais uma vez obrigada pelo incentivo. Tenho boas histórias do Janga, no tempo que aquilo era uma praia, para contar. Obrigada um abraço.

Eliúde Villela – eliude.villela@citltda.com
19.07.2010
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Minha amiga Eliúde,

Até que enfim você chegou em Recife. Demorou tanto a escrever que pensei haver desistido.
Mas, eu estava na espectativa e pensava: Ela tem que chegar em Recife, a história não pode
ficar pela metade. O que terá acontecido? Será que sequestraram a Eliúde na estrada?
Finalmente, você apareceu e mais uma vez me fez rir com seu estilo maravilhoso.

Um abração
Maria Caliel - mcaliel@hotmail.com
16.07.2010
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Amigos (as),

Venho acompanhando as matérias publicadas tanto no Blog da CIT, quanto no Mural do Blog. As estrelas principais que brilham na escrita fina são a Eliúde, o Diretor Presidente, e, sem tirar nem pôr, a Lucinha Peixoto, que não deixa a cena, nem que as suas vacas tussam. E haja ouvidos para escutar tantas vacas tossindo. Imaginem se todas tossirem ao mesmo tempo.

Gaiatices à parte, estive ocupado com uns trabalhos, que me deram certo trabalho. Mas os concluí anteontem. Portanto, a qualquer hora dou o ar da graça, sem graça. Isto é, qualquer dia, que não está longe, mando umas garatujas pra vocês examinarem.

Abraço a todos,

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
15.07.2010
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Prezado Roberto Lira,

Você demora a escrever, mas, quando escreve sai de baixo! Belo texto como sempre. Eu não sei por onde começar, se pela minha lógica mística ou pela racional. O Le Bon é bom mesmo. Não o conhecia. O livro dele já está na nossa Biblioteca e o lerei assim que tenha um tempo.
Entretanto, mesmo a partir do seu texto dar para ver quanto é importante esta divisão das lógicas. Eu não sabia que tinha tudo isto dentro de mim. Agora eu entendo porque gosto mais do meu neto do que do neto dos outros (o Cleómenes, que Deus o tenha onde estiver, dizia que era porque o meu neto tinha 25% dos meus genes), e da minha religião mais do que a dos outros, etc. Mas, você está certo, se aceitamos isto passamos a ser mais tolerantes. Quando uma das lógicas se torna hegemônica começamos a ficar ranhetas em relação àquilo que ela privilegia. Por exemplo, se a lógica racional é predominante passamos a agir sem afeto e sem carinho com os outros, e sofremos com isto, da mesma forma que acontece se outro tipo prevalecer. Se enfatizamos a lógica mística é possível que saiamos por aí pregando um evangelho com um cajado na mão ou mesmo com um porrete como faziam os jesuítas com nossos índios. Se a lógica afetiva prevalece, acontece como estou agora, só o que me dá prazer é cuidar do meu neto, e, às vezes, escrever para o Blog.
Penso, não sei se o Le Bon desenvolve isto, mas você também poderia fazê-lo, que o mais correto é um equilíbrio entre as lógicas. Talvez esteja nisto o segredo da boa vida.
Mesmo não sendo isto, parabéns pelo seu texto, e, caro amigo, saia do pecado, se confessando com o Padre Nelson. Se não estou enganada, a confissão ainda é gratuita, ou está com preços promocionais (que pecado! Deus me perdoe).
Um abraço da amiga

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
14.07.2010
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Querido amigo Alexandre.

Agradeço as homenagens feita ao meu querido pai, tenho certeza que sua homenagem foi das mais sinceras possíveis.
Só não achamos o momento oportuno. Nossa família ainda sente a dor da perda, passamos quase 4 anos ao lado dele dentro de um quarto de hospital. Choramos por ele, sentíamos a dor dele.... E só nós familiares, sabemos o que ele passou, o que ele sofreu, em todo esse período de doença. E o vazio deixado por ele, ainda está bem vivo dentro de gente filhos, mãe, irmãos... O Bosco que todos conheciam, deixou de existir logo após a sua doença, e o Bosco que sobreviveu esse tempo todo foi um homem guerreiro, que amava a vida, e que tentou até o ultimo suspiro apenas VIVER... FOI UM HOMEM DIGNO DE RESPEITO E ADMIRAÇÃO. Meu pai sempre foi muito determinado com tudo o que quis na vida, e a fé que ele tinha em Deus, não foi diferente.
No enterro do meu pai, em nossa casa, ai em Bom Conselho, veio até nós (familiares), uma pessoa que no passado sofreu de câncer, e que só conseguiu concluir o tratamento porque o meu pai BOSCO PRESIDEU, trouxe-a em seu carro sem cobrar um centavo, para que a mesma pudesse ter cura. Em lágrimas, ela agradeceu a caridade do meu pai por ela. E agradeceu estar viva porque ele ajudou ela, porque na época, ela não conseguiu as ordens de viagens cedidas pela prefeitura. E por serem pessoas humildes, ou viajavam para se tratarem, ou compravam sua feira mensal. E não foi só esse caso não, quantas pessoas humildes viajavam com ele sem dinheiro para comprar uma garrafa de água. E ele, infinitas vezes, pagava café da manhã e almoço, para que essas pessoas não morressem de fome. E as pipocas... Difícil eram as viagens que ele não parava em Gravatá, para comprar a velha pipoquinha e distribuir para todos que estavam dentro do carro viajando.

Existem tantas estórias que vocês nem imaginam...

Para o rico ele cobrava, era o trabalho dele, até porque ele tinha despesas de combustível, motorista, a depreciação do veículo. Tudo aqui no Recife é longe, tanto fazia ele deixar uma encomenda em Rio Doce- Olinda, como na mesma viagem ir também para Barra de Jangada em Jaboatão. Só quem mora aqui sabe a distancia desses dois pontos.

Mas a bondade dele, foi voltada aos necessitados.

Bom Conselho gosta muito de escutar uma palavra e transmitir uma frase. Está na hora disso mudar, se todo mundo tomasse conta mais de sua vida, muita coisa dentro de nossa cidade seria diferente.

E fica um conselho... Quando um dia quiseres fazer algo de bom pra alguém, faça no anonimato. É a forma mais fiel, de não querer algo em troca, mesmo que poucos saibam de sua obras. Não esqueço nunca dessas palavras do meu pai...

Obrigado a todos pelos carinhos recebidos, pelas missas realizadas em intenção ao meu querido pai, e pelas homenagens prestadas.Obrigado a minha vózinha Suzana Presideu (mulher guerreira), Obrigado aos meus irmãos Tatianny, Raissa e João Victor Presideu que sofreram juntos comigo, assim nos apoiando uns aos outros. Obrigado a minha mãe, que mesmo longe, esteve sempre presente. Obrigado a você Eduardo. Obrigado aos meus tios Marcos, Carlos e Mércia Presideu. Obrigado a tia Vera e tio Nelinho. Obrigado a Jacilda Urquiza, que nos últimos dias de vida de meu pai, ela esteve no hospital, me dando muita força e carinho, mesmo com o coração sangrando de dor e saudades, ela foi um ser humano incrível e cheio de amor para dar. Obrigado a Marcos e Katiucia. Mabio Tenorio, Tia Delma. A tia Inez Alapenha ( um anjo em pessoa), ao meu querido amigo Carlos Alberto. Meu Querido Zenildo e sua esposa. Obrigado aos meus amigos de infância (Alessío Tenorio, Otavio Moura, Licia Moura, João Abelardo, Rodolfo Guedes, Jana Lira, Téo Lira, Graziane Tenório Jackson Emanuel, Mayra Souza, Julia Galamba, Mariana Brito, Priscila Galamba, Marcos Fernando) que estiveram sempre do meu lado do inicio ao fim. Obrigado também aos médicos do Hospital Português, em especial Dr. Jorge Mendes e Dra. Daniela Batista. Pela paciência, carinho e dedicação. Obrigado as enfermeiras, técnicas, psicólogas, obrigado a minha amiga Elaine serviço social, minhas queridas Gilda e Simone. E claro, a todos os amigos que nos ajudaram com uma visita amiga, com uma palavra de conforto. Enfim... Muito obrigado a todos.
E Obrigado, caro Alexandre pela homenagem escrita em seu blog. Eu só queria acrescentar, algumas verdades ainda desconhecidas por muitos.

Um Abraço,

Charlinny Presideu - charlinnypresideu@hotmail.com
11.07.2010
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LUCINHA:


FUTIL-BOL

Lembre a Zezinho de Caetés que galho de arruda só dá azar. Haja vista o fosso em que se encontra nossa capital federal. Quanto ao futil-bol, tudo pode acontecer, inclusive nada. O povo só quer gozar, seja ele o prazer que for. Deste modo, no afã do gozo algumas vezes a gente se desliga dos bastidores da FIFA e da CBF. A própria FPF tem lá seus bastidores pouco ortodoxos, mas é o preço que se paga pela paixão. Afinal, futebol é uma grande paixão da maioria dos brasileiros. Isto levou a uma pesquisa em que, boa parte dos homens não troca o futebol pela TV por uma noitada de sexo com sua (ou outra) mulher. Como gosto é como "C", cada um tem o seu (eu sei que não é novo) é preciso que se acomodem os quereres e, deste modo, nada impede de que alguém que não seja afeito ao futil-bol fazê-lo com maestria. A lógica do futebol é a do conjunto, do raciocínio, da estratégia e da matemática. Quando um coach (técnico) inventa nem sempre dá certo, principalmente se for uma orientação centrada no ataque ou na defesa exclusivamente. A lógica do futebol é sociológica, como disse em artigo no RECANTO DAS LETRAS. Por isto é salutar esta compreensão, pois ela nos leva ao entendimento de que quanto mais entrosada é uma equipe de futebol, melhor será o seu resultado e o contrário é igualmente verdadeiro, não necessariamente na mesma ordem.

Tudo muda inclusive no futebol. Há modismos de nome, de expressões como ARENA. Por que não estádio? Já não se fala mais em beque/fubeque, off side, corner, etc. Nada contra, tampouco nada a favor, mas apenas com o modismo que deve dar lucro para alguém. Na pior das hipóteses fica estabelecido certo colonialismo diante de expressões pouco do nosso convívio. Evidente que a globalização tem tudo a ver com o futebol, senão a copa do mundo não existiria.

Outra coisa estranha que o nosso fútil-bol tem estimulado é o comércio em que os jogadores parecem mais mercadorias. Não raro, esses jogadores perdem um pouco do sentimento pela camisa - entram no deslumbramento que os bens de consumo proporcionam e, nalgumas vezes, sentem-se deuses. Exemplo disso é o tal Bruno, goleiro do flamengo, hoje envolvido com todo tipo de mal caratice e violência contra mulheres. Outro, o Adriano (Impera-dor), tem batido em mulher, envolvido com traficantes dos morros cariocas, etc.

Portanto, para não esticar mais esse LERO, sugiro ao Zezinho que continue, pois quando a gente é de bom coração pode até errar, mas nossas opiniões nunca serão visando ao mal. Qualquer coisa tipo: "se bem não fizer, mal não fará", porque respeito é o que não tem faltado aos escribas de Bom Conselho e alhures. Como vejo, eu que sou apenas um torcedor de futebol, de repente fico dando pitacos. Por isto é que não fica difícil entender os conflitos do DUNGA diante de tantos milhões de técnicos espalhados pelo país. DUNGA MATE LEÃO? Lembrei do Mate com limão da rua nova – era um ponto de encontro de degustação desta erva. Ela entrou no meu texto como Pilatos entrou no credo. Fazer o quê?
Abraços

Carlos Sena - csena51@hotmail.com
08.07.2010
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Prezada Raissa Presideu:

Fui colega do seu falecido pai na época do Colégio São Geraldo. Guardo boas lembranças da alegria contagiante que era está com o Bosco, munca o vi reclamando de nada, nem das notas baixas que por ventura, em vez em quando, erámos agraciados.Fiz muitas viagens com o Bosco nas lotadas de verão que a nossa turma fazia para "tomar banho de mar" em Maceió, isso tudo sob a tutela do Prof. Joaldi Soares. Tenho uma foto de uma excursão que fizemos a Salvador e o Bosco foi quem nos levou e ficou conosco durante a excursão. Teria o maior prazer em enviar via e-mail esta foto para vc se assim a desejar.
Isso tudo só para acentuar a falta que pessoas como o Bosco nos faz.
Abraços fraternos

Gildo Póvoas - gildopovoas@hotmail.com
07.07.2010
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Prezado (as) amigos (as),


O som do meu silêncio deixa entender que fui seqüestrado pelas Farcs de dom Pablo Escobar. Não é isso. Se assim fosse, eu estaria en los alrededores de Medellín, en un cautiverio. De fato, estive em viagem por dez dias. Mas não fui à Colômbia. Se houvesse ido, teria telefonado para o companheiro Gabriel García Márquez. E, com ele, de certo, iríamos a Cuba, visitar os irmãos Castros. Pois o companheiro Fidel já está bem velhinho. Mas sabe de muita coisa.

Também não fui a Acapulco, nem a Cancún. O mais provável é que tenha ido a Glória de Goitá ou Chã de Alegria, aqui bem pertinho. Mas o certo é que não fugi. E agora, com o meu regresso, volto às atividades normalmente. Inclusive à atividade de escrevinhador de meia-tigela. É ISSO./.

Aos que fazem a CIT, o meu abraço,

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
07.07.2010
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Bem primeiramente eu vou me apresentar, prazer Raissa PRESIDEU, filha de JOÃO BOSCO PRESIDEU. Eu não to escrevendo esse e-mail pra reclamar nada, somente para fazer algumas alterações sobre o que foi postado esses dias sobre o meu pai, quer dizer fazer alterações não, apenas FALAR A VERDADE. Pra começar meu pai podia até ser mão fechada em relação a dinheiro, mas o dinheiro era dele, e o que ele quisesse fazer ninguém tinha nada a ver. Miserável? Poxa, miserável é alguém que não tem nada na vida e nem procura ter, mas eu falo com o maior orgulho no peito, Miserável meu pai não foi, tudo o que ele conquistou foi com o seu trabalho nada mais que isso. Meu pai sempre foi prestativo com toda a família, e NUNCA cobrou um tostão qualquer de qualquer familiar para viajar em seu carro, principalmente da sua mãe. Ah e sobre sua mãe eu digo o mesmo, NUNCA combrou um centavo qualquer com a sua hospedagem, pelo contrário ela o recebia sempre com o maior amor do mundo. E sobre a diabetes dele, ela não foi causada por coca-cola, muito menos por comida, ela é uma doença hereditária da nossa familia. Após a alguns dias da cirurgia cardiaca, ELE RECEBEU ALTA DO HOSPITAL, e foi para a casa da sua mãe, onde ficou apenas alguns dias e decidiu ir para a sua casa na cidade de Bom Conselho-PE. No meio do caminho realmente ele tomou a sua famosa coca-cola isso em SÃO CAETANO E NAO EM BONANÇA. E outra coisa, pra quem não sabe qual o motivo de um derrame cerebral, o famoso AVC, eu vou explicar de acordo com o meu conhecimento desses 3 anos e meio. Bem, ele é causado por coágulos no sangue que viajam pelo corpo até o cérebro, chegando lá, ele entope uma veia deixando o cerébro sem corrente sanguinea, ou seja, sem oxigênio. Existe também o AVC hemorrágico onde o coágulo chega ao cérebro e estoura a veia. Nesse caso é necessário uma cirurgia para a drenagem do sangue na cabeça. Qualquer pessoa após um procedimento cirurgico precisa de um repouso total, pois as chances de coagulos no corpo são bem maiores com o esforço fisico. O que aconteceu com meu pai, foi uma mistura de diabetes descontrolada logo após um procedimento cirurgico de alto grau e a falta de repouso necessário. E infelizmente terminou como todos já devem saber, mas vocês caros amigos que tem diabetes não PRECISAM FICAR COM MEDO DE COMER PAMONHA E TOMAR COCA-COLA NÃO, POIS ISSO NUNCA FOI CAUSADOR DE AVC, muito menos o motivo pelo qual meu pai acabou assim. Eu acho que já corrigi o que tinha pra corrigir de errado, fiz isso porque meu coração pediu. Muito obrigada a todos pela homenagem, mas eu acho que devemos saber de algumas verdades antes de afirmarmos algo. Peço desculpas pelo mal entendido, mas só procurei deixar uma boa imagem do meu pai. Não estou falando que é para pararem com homenagens ou coisa assim, apenas quero que respeitem a memória do meu pai e o nosso sofrimento.

Atenciosamente,

RAISSA PRESIDEU - raissinhapresideu@hotmail.com
06.07.2010

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Muito oportuno o artigo do Alexandre sobre Bosco. Merecido. Falou tudo.
Na simplicidade de Bosco, uma estória que marcou. Saudades sempre!
Bjusssssssss

Ana Luna - anammluna@yahoo.com.br
05.07.2010
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Amigos (as),

Em tempo de vacas magras ou gordas, sou daqueles que preferem trocar idéias por idéias, a trocar pães por pães. Dito isso, as ironias do Zezinho de Caetés, são muito bem-vindas. Aceito-as de bom grado. Chamar-me de professor (sem aspas), se não é uma barbaridade, é uma temeridade.

Não sou professor nem de macumba. Até já fui um curioso em sala de aula. Um daqueles errantes. No entanto, nunca me julguei professor. Nem os outros me julgaram tampouco. Nem o Zezinho assim me julga. Por vezes, posso deduzir do texto do Zezinho, que ele preferiu usar aquele “estoque de brincadeiras”, do qual falei ontem. Outras vezes, descarto essa hipótese, e acredito que ele, sendo muito inteligente, só fala muito sério. E é o que se infere do texto ora lido.

O Zezinho está preparado para o debate, seja com Barack Obama, seja com Mahmoud Ahmadinejad, seja com Shimon Peres. Entretanto, isso não faz com eu me espante tanto, a ponto de não querer mais tocar nesse assunto dos “idiotas” que somos. Pelo contrário: quero aprender sempre mais e deixar de ser idiota.

Hoje, com tarefas pendentes, devo primeiro, arrumá-las. Num breve tempo, pretendo fazer um arremedo de comentário aos comentários do Zezinho. Sem saber bem o que vou dizer, devo apelar para o que resta do meu estoque de brincadeiras. De antemão, neste momento, a minha reverência a ele, pelo seu cabedal de sabedoria, que, em boa hora, vem em socorro desse idiota que lhes fala. É ISSO./.

EM TEMPO: Aproveito para registrar o sucesso do Forrobom, na noite de anteontem, com a menina do mastruz (com leite). Seguida por Basto Peroba & Cia. Isso foi o que me contou a minha dileta sobrinha, do telefone no pé da orelha, com quem voltei a falar ontem, via telefone e orelha. Pena que eu não tenha podido ir, ontem à noite, para ver os “Lábios divididos”. Elas, as sobrinhas, também não foram. Assim, eu não soube mais de nada, ainda. Porém, suponho ter sido o maior sucesso./.

José Fernandes Costa – jfc1937@yahoo.com.br
01.07.2010
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Amiga Lucinha,

Tu não erraste tanto, a ponto de sair por aí arrastando os joelhos pelo chão. Se considerarmos a imensidão de erros que as pessoas cometem, a torto e a direito, não houve esses erros de tua parte. Talvez, num dado momento, tu podes ter exagerado um pouco. Isto é, a dose ficou acima das necessidades do enfermo. E outra: “Quem não erra que atire a primeira pedra”, como dizia a madre superiora (!?)

Até que eu posso falar disso. Porque fui e sou a favor do Forrobom. Tanto que ontem de madrugada, postei uma nota no mural de BC, cantando loas ao Forrobom. Talvez as loas tenham ido para a menina do mastruz. Quem sabe!

Ao tempo em que teci as loas para o mastruz, ou para a menina do mastruz (com leite), parabenizei a nossa prefeita. E o fiz de coração, claro. Pois não tenho esse traço de dizer as coisas da boca pra fora! E aqui, reafirmo: ela, a prefeita Judith Valéria, fez certo. “Dai a César o que é de César e a Judith o que é de Judith”. Eis aí mais uma frase da madre superiora aqui de Casa Forte.

Anotem: na hora em que eu escrevia essas desalinhadas linhas, ontem à noite, liguei para as minhas amadas sobrinhas. Fiquei muito contente, porque elas estavam na maior alegria, saindo para o Forrobom. E eu disse à que estava com o telefone no pé da orelha: vai com Deus, filha! Vai te divertir um pouquinho, antes que acabe esse Forrobom! Pois faltam poucos dias! – Nem sei se orelha tem pé! A culpa foi dela, por ter dito que estava com o telefone no pé da orelha!

E voltando aos teus alegados erros: quem reconhece que erra, já está no caminho dos acertos. É uma grande virtude a pessoa admitir os próprios erros. E pouquíssimos querem admitir isso. Sejam erros cabeludos ou depilados, como já disse em outra ocasião, referindo-me a outra pessoa. Temos a obrigação de assumir os nossos erros.

E tu não és só um 10 (como diz a molecada por aí). Tu és um 100, elevado à potência "n". Por isso mesmo, não me respondeste à altura. Mas que altura? Eu te chamei de escravagista, não só pelo fato de manteres a escravidão nas tuas fazendas de vacas leiteiras. Eu te chamei de escravocrata, principalmente, porque estou com inveja da tua criação de gado vacum, cabrum etc.

Não penses que me escondes essa realidade. Porque eu tenho as minhas fontes. Mesmo sabendo que és muito mais bem informada do que eu, repito: tenho as minhas fontes.

Agora, falando sério, após essas jocosidades todas: enquanto nós tivermos um estoque de brincadeiras, por pequeno que ele seja, devemos usar esse estoque. Porque, quem sabe, se não usarmos hoje, amanhã ele pode passar a ser indisponível para o nosso uso. Mas devemos usar sem ofender ninguém. Pois, se tal acontece, vamos cair nas páginas do nosso Código Penal.

Mais: a respeito da proposta do Jamenson Pinheiro, para que os homens da CIT usem brincos, adianto: ISSO NÃO deve ser estendido aos colaboradores, nem que as tuas vacas tussam! O Jamenson acertou, quando disse: “O Zé Fernandes não vai usar nem a pau!” – Agora, é muito justo que essa regalia seja extensiva aos cônjuges do pessoal da CIT. Assim, tu poderás escolher excelentes brincos e presentear o teu marido, numa boa. (Pede desculpas a ele, por mim, em face das minhas graças sem graça.)

Por fim, deixo-te os meus agradecimentos pela atenção que sempre tens por esse escriba de meia-tigela. E aceita um abraço do dito escrevinhador errante. E quem não é errante, nessa vida velha errada de ¿arriba abajo?- É ISSO./.

José Fernandes Costa – jfc1937@yahoo.com.br
30.06.2010
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Amigos (as),

Estive em viagem, desde quinta-feira. Cheguei ontem. Ao sair, deixei um texto pronto, feito no dia 15.6. Vou mandá-lo para a CIT, falando como se no dia 15 estivesse. Foi feito antes dessa calamidade que acabou a cidade onde vivi parte da minha juventude: Quebrangulo. E que causou grande estrago nessa outra onde nasci e onde vivi minha infância e meninice:Bom Conselho. Será que foi castigo dos deuses, em cima de Quebrangulo, por terem posto um nome tão horripilante naquela cidade? Notem que antes de botarem esse nome aleijão, a cidade se chamava Vitória. Só mentes ocas e muito atrasadas, poderiam ter a idéia de batizar um município por Quebrangulo.

Não por acaso, o mestre Graciliano Ramos deixava constar da sua biografia, ser ele natural de Palmeira dos Índios! Possivelmente ficaria constrangido, se citasse Quebrangulo, no Rio de Janeiro, posto que teria de ficar dando explicações a uns e outros, assim como soletrando o nome da cidade. E ainda ouvindo gracinhas de gaiatos. Coisa igual ocorre com muitas e muitas pessoas que carregam um terrível nome de batismo, por culpa da ignorância dos pais. Isso acontece muito no nosso meio. Procuremos em Bom Conselho mesmo, que é farto de exemplos.

De outro modo, a Lucinha que me perdoe por eu não “enxergar” a alegria que ela e tantos e tantos (mais tantas e tantas) “enxergam” na copa do mundo de futebol. Assim, voltando à vaca fria: não senti, nem vou sentir nunca, nenhuma alegria, nem por essa, nem por outras copas de futebol. Quem deve sentir essas alegrias, são os dirigentes internacionais de máfia; também, os meios de comunicação em geral; os patrocinadores; os jogadores que rebolam, mas ganham muito dinheiro; e outras quadrilhas que fazem negócios de bilhões de dólares nessa época. Esses, sim, sentem a alegria das grandes negociatas. O povo sente histeria e agonia. A minha alegria, nessa época de histerismo coletivo, pode até surgir, se eu souber que algum “torcedor” idiota morreu de infarto, por causa de jogo de futebol profissional. – É ISSO./.

José Fernandes Costa – jfc1937@yahoo.com.br
22.06.2010
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Obrigada por publicar e de forma tão perfeita ilustrar o artigo " Sou do tempo".
carinho sempre

Ana Luna - anammluna@yahoo.com.br
22.06.2010
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Prezado Roberto,

Suas mutações são para melhor. Pois parece ser você o único homem que ver novelas e não vergonha de dizer isto. Os outros todos vêem mas morrem de medo de alguém saber a não ser suas “jabulanis”.
Concordo com a citação do Marcelo Gleiser, principalmente quando se refere ao problema da super população em nosso planeta. E lá vou eu pecar outra vez. Minha Igreja Católica, neste aspecto é um poço de “burrice”, que Deus me perdoe, mas parece que eles querem sempre crianças miseráveis para continuar pregando sua doutrina. Eu nem vou me estender muito pois além de ser multada por campanha antecipada da Marina, posso até ser excomungada.
Ciao e um beijo nos netos. O meu está danado.

Prezado Carlos,

Obrigada, por ler minhas mal traçadas linhas. Eu espero que estas nossas contradições culturais, como você diz, sejam passageiras como você acredita, principalmente em nossa terra. Por isso, pela questão de gênero, que ainda existe e muito, a não ser por fatos muito graves no futuro, ainda votarei na Judith, mesmo com a “barriga” doendo. Um abraço

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
17.06.2010
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Querida Lucinha:

lendo seu artigo, não me contive em refutar a observação que sempre faço quando se trata de práticas sexuais não ortodoxas. Digo não ortodoxas, porque não concordo com a expressão 'OPÇÃO" sexual. O papacagay deu tanta celeuma e até a gente entende, mas esse entendimento é uma busca de "conforto", pois uma terra eivada por escolas e escribas de tanta arte e talento, só pode mesmo nos permitir isto. Dito diferente, creio que essa contradição cultural seja passageira e logo logo a gente esteja com uma melhor convivência entre os contrários. Não só os gays, mas todos - negros, mulheres, pobres, etc.
No viés da sexualidade a contradição fica calcada na lógica de que "quanto mais gays houver, mais mulheres sobrarão pra aqueles que gostarem delas para a cama"; "quanto mais sapatões houver, mais homens sobrarão para aquelas que gostarem deles para a cama"... Claro que estamos generalizando uma questão em função do absurdo que é definir alguém pela forma com que ele se relaciona sexualmente. Talvez Freud explique muito bem. Prefiro não entrar no mérito porque senão a gente cria uma polêmica que só se resolve com educação séria. Como isto ainda é coisa de um Brasil de mais tarde, a gente se contenta com o registro deste absurdo. Afinal, a gente não precisa se relacionar para procriar a espécie humana. E quem assim o desejar não há outra forma senão homem casando ou furunfando com mulher. Não sendo pra isto, toda forma de amar vale a pena, já dizia Gil na canção.

Carlos Sena - csena51@hotmail.com
17.06.2010
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Ciao Lucinha, BONS DIAS!!!

É amiga Lucinha, parece que o folhetim Passione está esquentando. Para mim não tanto quanto esquentou o Caminho das Índias. Talvez a minha “lareira” (mental/sensível) queime melhor o combustível gerado na Índia (O Budismo) do que o gerado na Itália (O Cristianismo). Se o Cleómenes estivesse por perto diria que é defeito genético. Para mim não é defeito é mutação mesmo.

Pois é amiga, na Itália como em nossa terrinha haja prece para tudo. O Totó está preocupado com tanta prece que a Gema faz para resolver os problemas da família e não deixa tempo para a Santa atender ao pedido de outros. Minhas preces são dirigidas a Mãe Gaia, para que ela interceda a favor da nossa candidata Marina do Brasil e assim nossos netos possam no futuro ter um planeta para viver.

Por falar em viver em nosso planeta uma coisa puxa a outra do mesmo naipe, como diz você. Acabei de ler o último livro do Marcelo Gleiser: “A Criação Imperfeita: Cosmos, vida e o código oculto da natureza”. O livro despertou minha velha passione e por isso já o estou relendo. O livro é antimonoteísta e critica a noção de que tudo vem de uma coisa só e afirma que o "sobrenaturalismo" não é o caminho do conhecimento. O Marcelo Gleiser manifesta que tem a humildade, que o Dawkins não tem, de aceitar que a ciência tem seu limite e que há questões além desse limite sobre as quais a ciência tem pouco a dizer. Em uma entrevista, perguntado se ele era ateu ou agnóstico ele manifestou ser agnóstico. Desse modo ele, como eu, é mais um a acreditar que a existência ou não de um poder superior, Deus, não foi nem nunca será resolvida.

Como falamos de passione, de Deus, de Marina e da realização de algo em comum, penso que o trechinho (abaixo) do referido livro resume todo essa nossa conversa mole, que de tanto se repetir pode até furar pedra dura.

“... A comunhão que precisamos estabelecer não é com o cosmo: é com o nosso planeta e, por isso, muito mais imediata e urgente. O crescimento desenfreado da população mundial e das suas necessidades está causando a rápida devastação da vida e dos recursos naturais da Terra. Temos uma missão épica pela frente. Aqui sim somos uma espécie “eleita”. Não por sermos miticamente conectados com o Universo, mas por sermos irreversivelmente conectados com o nosso planeta, o único abrigo da vida que conhecemos na escuridão fria do cosmo.”

Por hoje addio,

P.S.: Você chama sua velha espada de vuvuzela, nesse caso em também lhe imito, chamo minha velha bainha de vóvózela (vóvó do netinhos Zéze e Lála).

Roberto Lira - rjtlira@yahoo.com.br
17.06.2010
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Caro DP,

Grato pela resposta.
A CIT encampando a sugestão O Festão sucede.
Não O imagino em ppp.
Pelo contrário.
Participação exclusiva do dimdim dos festeiros e patrocinadores privados.
Capital público, necas.
Certamente,autoridades políticas e administrativas serão presenças ilustres. nos mesmos moldes, -convite indivual pago-, das ilustres 500 personalidades que abrilhantarão os festejos.
Importa manter as tratativas acesas.
Quanto à idéia deste escrevinhador de mudança do nome do Município, de Bom Conselho para Dantas Barreto, intento voltar ao tema.
Por enquanto, releio o "Revolução Pernambucana de 1911", do brilhante conterrâneo João Alfredo do Anjos, perito, como ele só, no deslinde histórico da saga do Marechal bomconselhense.
Também recomendo aos respeitáveis opositores a leitura da bela obra.
Enriquecerá o debate.
Abçs.

José Arnaldo Amaral - ja.amaral@hotmail.com
14.06.2010
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Citeiros:


Acabo de retornar da "terrinha". Soube dos "buchichos" sobre a renúncia da prefeita, mas acho que ela não tem motivos para isto, independente das questões paroquianas que circulam. Nossos conterrâneos têm que confirmar a maturidade democrática que a levou ao mais alto cargo do município. Ao dizermos isto, estamos refutando a importância de respeitar a vontade da maioria que a elegeu. Se a maioria se achar "traída", compete a ela renovar na próxima eleição, mas continuar atenta aos processos da gestão.
Particularmente não posso opinar sobre o fato em si e suas prováveis causas. De uma coisa temos certeza: a prefeita é digna, honesta e forte. Estes ingredientes poderão amanhã nos fazer mais fortes diante do que ela, a prefeita, poderá fazer em função da cidade. Não acredito nas "forças ocultas" que levaram Jânio à renúncia. Ele me pareceu mais um deslumbrado que subestimou a população imaginando que, com sua renuncia, todos iriam para as ruas pedir sua volta. Engano fatídico. Mas com a nossa Prefeita, certamente as forças são claras, objetivas e, deste modo, ela poderá com a inteligência que Deus nos deu, regada por esse solo fértil e essa gente apaziguadora, dar a volta por cima. Claro que a gente gosta de ver as coisas acontecendo nas nossas barbas. Mas se tudo estiver sendo gestada em função de coisas maiores como água para todos, educação, saúde, etc., valerá a pena esperar. O governo do Estado não está ignorando nada e, sabendo de tudo, certamente não faltará o necessário apoio a nossa "comandante". Soube que ela está adoecida e deve mesmo estar. O poder encanta, mas decanta; o poder dá trabalho, mas dá rugas e dor de cabeça. Faz parte, pois não se pode fazer omelete sem quebrar os olhos.
Espero em Deus que ela e a oposição lutem, como sempre, pelos mesmos propósitos de fazer da nossa terra não a melhor cidade. Mas fazer dela aquela em que seus filhos se sintam cuidados e com qualidade de vida e de emprego dignos. Ser melhor ou maior é chavão do marketing que não interessa mais a quem não precisa de holofotes. Afinal, uma cidade se inventa a partir dos sonhos dos homens, parafraseando Carlos Pena Filho.
Retorno, como disse feliz e triste. Feliz porque só o estar lá me faz bem - respirar aquele ar, sentir o frio da madrugada, falar com as pessoas, rever amigos, não tem preço. Contudo, volto meio triste com a falta de ordem no ir e vir das pessoas e sua relação com as motos, carros, caminhões, bicicletas, carroças, transeuntes, carros de som, etc. Essa desordem passa pelo descumprimento das leis nacionais de trânsito como usar cito de segurança, parar em lugar definido, estacionar em local apropriado, não entrar na contramão, etc. Ademais, os carros de descarga o fazem em qualquer local, não obstante a lufa-lufa de motos aos borbotões sem nenhum controle. A gente até fica feliz porque o "progresso" não nos deixou de lado. Mas esse progresso não pode ser amasio da falta de cumprimento das regras de convivência elementares como as do trânsito. Provavelmente muita gente sinta isto como eu, mas não tenham oportunidade de expor e contribuir com essa discussão. O poder municipal é o grande gerenciador de tudo isto e, certamente, no dia em que os poderes constituídos se derem as mãos para uma ação integrada, todos ganharão. Aqueles que gostam da convivência em que cada um faz sua lei, certamente terminarão gostando, pois inteligência é o nosso grande diferencial nesta terra conhecida também como a CIDADE DAS ESCOLAS.
Espero que a prefeita se recupere. Espero que todos entendam que renunciar não será a solução se a problemática for outra; espero, igualmente, que a mulher bonconselhense permaneça forte, pois se não houver nem homem nem mulher fracos, com certeza nós seremos fortes em gênero, número e grau.

Carlos Sena - csena51@hotmail.com
14.06.2010
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Caro conterrâneo Zé Arnaldo,

Devido a ligação da CIT com Caldeirões dos Guedes, onde nasceu e prosperou desde priscas eras, a ideia contida em sua mensagem me deixou entusiasmado. Na mesma hora a enviei para outros que compõem nossa empresa e recebi efusivos apoiamentos de todos.

O Jameson, que é o nosso maior forrozeiro, adorou a ideia, mas, como está chegando por estes dias da floresta amazônica, ainda está curando a última malária e diz que este ano não pode ir, só no próximo. Lucinha, infelizmente, disse está um pouco envergonhada pelo pecado que cometeu tentando defender a prefeita de Bom Conselho naquela história da renúncia e ainda acrescenta que não há nada pior do que ser ferido com uma “barriga”. Confessa que não há clima para aparecer em Bom Conselho, pelo menos esse ano. Mas, achou esta sua ideia melhor do que aquela de mudar o nome de Bom Conselho para Dantas Barreto, e ainda faz uma de suas jocosidades dizendo: “Se fosse, pelo menos, para o de Marina Silva! O Zezinho de Caetés respondeu que está dentro, se houver o arraial, ele estará lá.

Eu também digo o mesmo que o Zezinho, se houver mande-nos que divulgaremos com prazer a programação. Eu escrevi tempos atrás sobre o Forrobom (http://www.citltda.com/2009/06/divagando-pelo-forrobom.html), evento em que estive ano passado. Continuo achando muito longo. Não sei se porque estou entrando na terceira idade, por causa da programação ou mesmo por causa do poder rebolativo de como se dança atualmente o forró, eu só aguentei metade da maratona. Talvez sua sugestão seja ótima para diminuir os dias no Parque dos Animais (que segundo Seu Salviano virou o palco dos leilões de outros animais) e diversificar, para usar uma palavra muito usada aqui em Recife, os pólos da folia junina. Quem sabe o Arraial de Caldeirões dos Guedes não pegaria pelo menos um dia da verba dos nossos 500 mil?
Sua sugestão de um PPP é brilhante. O que tenho medo é que a iniciativa privada entre com o milho e o governo entre só com a propaganda eleitoral, e a casa onde um dia foi a majestosa sede da CIT, a qual a prefeita nos fez uma visita de cortesia tempos atrás, vire um comitê de campanha, com um poste na frente ou um serrote atrás. Aí o povo vai dançar feio.

Espero que o coronel Caréu encampe sua ideia, podendo ficar certo de que terá nossa apoio e minha presença. Eu falarei com o Jefferson que é nosso funcionário do escritório para abrir o nosso escritório para visitação pública.

Obrigado pelo “muy nobre”, e que Nossa Senhora do Carmo nos proteja a todos.

P. S. – A Eliúde nos manda dizer que já ia mesmo fazer um “tour” junino, passando por Caruaru e que talvez estique a viagem até o Arraial de Caldeirões dos Guedes, pois que acender a fogueira com o pessoal do Pau Grande, que fica perto daquele belíssimo Sítio.

Diretor Presidente – diretorpresidente@citltda.com
14.06.2010
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Caro DP,

Essa CIT poderia promover o "Arraial dos Caldeirões dos Guedes".

Agora ou em 2011. Bom mesmo seria agora.

Afinal, o cérebro dela, ou seja, a sede, encontra-se instalada, espiritualmente, importa que seja, naquele belíssimo Sítio, tal qual amplamente sabido pelos cativos alunos desta muy nobre Empresa, como o escriba aqui.

Nossa Senhora do Carmo, a gloriosa padroeira dos guedenses(?), intercederá perante seu Filho, para realização do sonho.

Creio que o coronel Caréu, o chefe político boa praça do Lugar, adoraria.

E o que dizer daquele povo simples, mas, seguramente, o mais educado e leal dentre todo Bom Conselho? Amaria, com certeza.

Festa, evidentemente, para convidados cultivadores das belíssima tradições juninas com tudo que lhes pertence, inclusive, haverão comparecer trajados à moda matuta. Ou seja, de nós mesmos. Aptos a montar a mais bela quadrilha de forrozeiros jamais vivida no passado por melhor que o mesmo tenha sido. E foi.

Nada mais importante, também, para mostrar no presente que o Brasil não é o das quadrilhas assaltantes das burras populares.

Portanto, a religiosa Vila dos Caldeirões seria "fechada" para São João. Como a profana Olinda se fecha para o Carnaval.Só que na Marín dos Caetés o pagode é gratuito. E a Cidade Eterna vira cloaca do Varadouro à Guadalupe.

Lá, na terra da encantadora Nicéias Tenório, sob pedágio no Portal da Vila, as exemplares almas bomconselhenses, e agregados, haverão que contribuir financeiramente para a humanitária efémeride como contributo à preservação dos valores históricos, e melhoria da qualidade de vida de residentes e visitantes.

Afora os anfitriões, todos os não mais de 500 convivas ofertariam um mínimo de R$50,00(quarenta e cinco reais) pelo ingresso individual. Lucros revertidos em bens e serviços para a comunidade. Principalmente para os pequenos produtores de alimentos, e à recuperação do belíssimo casario do lindo Vilarejo

Com produção simples e bela; arrastapés garantidos,na véspera e dia do Santo do Carneirinho, pelos mestres Basto Peroba, Buzunga, Mané Caju, e os artistas convidados deles; bebida e comida com a qualidade das quituteiras da área; alegria de viver dos festeiros; e declaração de prático amor à Terrinha: a festa será de arromba.

Chegue pra cá Sandra, vamos dançar a mazurca do Januário...

Viva São João !

PS: Enquanto isso mais de 500 mil reais do meu, do seu, do nosso curto dinheirinho, serão torrados pelo governo do coração, com mastruz com leite e de saia rodada, na fogueira do Parque dos Animais. Pena...

José Arnaldo Amaral - ja.amaral@hotmail.com
14.06.2010
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Prezada Lucinha

Ao que parece o Sr. José Fernandes Costa não se deixou empulhar
pela manipulação da grande mídia brasileira (batizada de Cloaca News, PIG-
Partido da Imprensa Golpista, etc.). Na realidade a grande mídia brasileira
é um partido político e não instrumento de bem informar a população
brasileira. Mente, distorce e manipula tudo, segundo seus interesses
comerciais!!!!!!!!!!!!!

Quanta a você, minha amiga, que fez propaganda antecipada de Marina
tenho cuidado.

O TSE tem tambem se transformado em verdadeira sucursal da
candidatura do Sr. José Serra. Este senhor faz propaganda antecipada de forma
descarada e não recebeu até hoje multa alguma. Quem viu os programas do DEM
e PPS e logo virá o PTB se dá conta de que o Serra alugou estes partidos
para fazer propaganda antecipada da forma mais descarada. E onde está o TSE?
Não viu nada!!!!!!!!!!! É um descaramento.

Enquanto isto Lula e Dilma são multados todos os dias.

Então me amiga se prepare porque pode ser condenada a pagar multa.

Com os cumprimentos de

Severino Araújo - araujo.severino@usa.net
14.06.2010
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Prezado amigo José Fernandes,

Leio mensagem com satisfação, mas, um pouco insegura pela versatilidade que você me atribui, pois não as tenho tantas. Ainda hoje, onde tenho maior versatilidade é na cozinha, faço desde galinha de cabidela até feijoada, que todos atribuem aos nossos escravos mas é de origem francesa.
Eu acharia muito bom que todos achassem o meu artigo um conto, mas isto não faria minha “barriga” doer menos. O que espero é que depois de todo o ocorrido em nossa cidade entre mortos e feridos, só os maus tenham morrido.
Realmente você tem razão quanto ao Zezinho de Caetés, que além de defender a reforma ortográfica, ainda quer tirar o do Lula da seringa, só porque foram colegas de infância. Se até as eleições ele não ficar maluco, deverá votar em Marina. Ao mesmo tempo fiquei triste por você declarar seu voto no poste. Este poste está cheio de gambiarras (o PT fornece até cursos nesta área) de todos os lados, e pode dar um choque fazendo uma mudança radical em relação ao governo do Lula, o que significa mudar a política econômica de FHC. Já pensou se ela tira o Meirelles? O Plano Real vai para o brejo.
Caro amigo, ainda está em tempo de mudar e votar no verde, o vermelho já era. Desça do poste e vote em Marina, até o Leonardo Boff, já fez isto, dando uma definição de político com “P” maiúsculo: “O bom político é aquele que responde aos desafios que a história nos coloca. Hoje passamos por uma questão que será de vida ou morte para a espécie humana, e devemos saber dar uma resposta que garanta o futuro para as próximas gerações” e que foi além para dizer sabiamente que Marina representa uma “relação de sinergia com a natureza e a defesa dos direitos das gerações futuras de ter uma terra habitável”.
Pense em Giovanna, obrigada pela mensagem e seremos amigos mesmo que você continue em cima do poste e eu, lá do céu, vendo meus netos passearem pelas florestas brasileiras.

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
11.06.2010
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Lucinha,

Até então, tu eras articulista, cronista e colunista social, além das tuas múltiplas habilidades que carregas no teu dia-a-dia*. Mas, depois do teu texto "A verdade vos libertará...", tua incorporaste mais um título do mundo das letras: contista. Pode adicioná-lo ao teu currículo. Foi um conto e tanto. E tantos contos mais tu farás doravante.

* (Continuo escrevendo, ainda, pela norma vigente antes da reforminha. É um direito que tenho até 31.12.2012). E de direito meu, não abro mão. A começar pelos direitos de consumidor, além de outros assegurados pelas leis, neste país onde não se cumprem leis. Ou onde pouquíssimos a cumprem.

2. O Zezinho de Caetés passou a encarnar nas tuas pretensões político-eleitorais. Isso é intriga de quem não tem em quem votar. Pois, não acredito que o Zezinho vote no Zé Serrote ou Vampiro Anêmico, como bem o batizou o nosso filósofo maior, Zé Simão ou Macaco Simão. O Zé Serrote não merece meu voto, não por ter sorriso de porteiro de cemitério. Mas por ter horror a nordestino. Como fez o Alkmin, picolé de chuchu, é bem provável que o Serra Vampiro Anêmico vá também a Petrolina vestir gibão e montar em cavalo. Depois, comer carne de bode e buchada, como fazia Fernando Henrique, o pavão misterioso, cínico e presunçoso.

Concordo com o apelo do Diretor Presidente, que pediu pra soltarem os ladrões de tostões e prenderem os ladrões de milhões. Mesmo sabendo que as leis não valem, por igual, para todos, eu peço: soltem o pobre homem que matou um peba pra comer; soltem também a mulher que perdeu o periquito para o Ibama.

Mais: o DEMO ou PFL foi quem ensinou essas práticas ao PT. Não foi o Lula quem inventou a campanha eleitoral antes do prazo. Assim como não são os juízes que fazem as leis das multas anticampanhas fora do prazo, nem as demais leis. E o DEMO é igual ao PSDB, que é igual ao PPS, que é igual a outros Ps de partidos políticos.

E fraudes nas urnas não acontecem só no Irã ou na Venezuela. Aconteceram nos EUA na eleição do Bush, alcoólatra.

Mais outra: os 80% de aprovação do Lula, são somente lá pelo Sudeste. Porque aqui em Pernambuco ele tem 95%. E a Dilma, que o Zezinho chama de poste, já ultrapassou o Zé Vampiro Anêmico em Pernambuco. Se o Lula fosse candidato agora, eu votaria no Lula. Como ele não o é, eu voto no nosso bom poste, para evitar um mal maior. É ISSO./.

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
11.06.2010
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Prezada Lucitania,

Obrigada por ler nossos artigos, e muito obrigada por comentá-los e de uma forma tão brilhante. Eu adoro um contraditório. A vida fica muito monótona sem ele, e até um pouco burra, quando a unanimidade passa dos 90%, como a do nosso presidente Lula em Pernambuco. Eu ainda irei consultar o Pai Dantas e levarei seu e-mail comigo, e vou ver o que ele diz. Depois eu conto o resultado que pode até interferir nos meus projetos políticos.
Obrigada mais uma vez e se você tiver alguns escritos que queira que sejam publicados, você terá uma defensora no nosso Conselho Editorial.

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
09.06.2010
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Olá, Lucinha, (Referência: A verdade vos libertará)

Recebo sempre, e agradeço suas mensagens indicando os artigos produzidos por vocês.
Envio alguns tópicos, tão-somente para expor, certamente o contraditório do seu artigo, não para polemizar, digamos que são pontos de vistas. O primeiro parágrafo, a luz da bíblia e os tópicos seguintes, segundo David Livingstone Smith diretor do Instituto de Ciência Cognitiva e Psicologia Evolutiva Universidade de New England, nos Estados Unidos
(João 17:17), ele disse: "tua palavra é a verdade"
Quando Jesus falou sobre a verdade, ele não estava falando sobre uma vaga abstração resultante de um intenso pensamento humano, meditação, lógica ou de um debate. Ele não definiu a verdade em termos subjetivos como uma coisa qualquer que as pessoas escolheriam acreditar. Jesus definiu a verdade como um fato revelado e eterno! A palavra de Deus é verdadeira independentemente do fato de eu concordar com isso, de eu aceitar e obedecer, ou rejeitar e contestar.

O filósofo afirma que políticos mentem mais
do que a média e que nosso cérebro está
programado para aceitar falsidades
"A mentira traz vantagens indiscutíveis. Bons mentirosos são mais populares e bem-sucedidos. Têm mais status social e melhores salários"
Todos mentimos e quem diz o contrário mente.
A democracia é algo maravilhoso, mas funciona por um processo de venda e manipulação. Nesse processo, a mentira é intrínseca. A única proteção que temos contra isso é sermos céticos, críticos e podermos contar com uma imprensa justa, livre e que defenda os cidadãos.
A mentira é o pilar das relações sociais
Não existe política sem mentiras.
Já pensou se todos falassem a verdade? Seria um caos.

Lucitania Gomes - lucitaniagomes@hotmail.com
09.06.2010
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Lucinha,

Senti a tua falta. Mas não foi pela ausência da propaganda, não. - Agora fiquei receoso com essa história de quereres suicidar-te. Serias mais uma vítima fatal, de que tanto fala a imprensa? Essa imprensa é que é desvairada. Porque, fatal é o que causa dano. E vítima é quem sofre o dano. Então, vítima fatal, só se for vítima de suicídio. Creio que não estás nessa, não!

Mas a imprensa desvairada diz, a toda hora, vítima fatal, referindo-se a vítima de morte. - Eu já vi vítima de bala; vítima de atropelamento; vítima de morte matada; vítima de morte morrida; vítima de injúrias; até vítima de chifres mal curados, como a Hillary Clinton etc. Mas vítima fatal, não vi, ainda. Nem quero ver. - Não quero ver ninguém suicidado. Muito menos tu.

E gostei da "nota da oposição" à prefeita Judith. Fala até em "... dentro dos mais rigorosos padrões ÉTICOS..." - Isso é redundância. Dificilmente se vê falta de ética no meio político. Ainda mais quando se trata de políticos de oposição a qualquer governante. Isso é o que se chama desperdício de vocabulário. Ou mesmo gasto desnecessário no nosso latim de cada dia.

Se eu fosse do meio político (que DEUS me livre e guarde), faria uma nota lamentando pela possível fragilidade da saúde da prefeita. E pedindo de coração que ela acertasse o mais rápido possível, caso ela não esteja acertando como deveria. Porque, como sabemos, se houver renúncia, a situação só tende a piorar. - Feito isso, eu deixaria para "trocar essas farpas", quando chegasse a campanha para a sucessão. Se houve insinuação disso ou daquilo, na nota da prefeita, eu relevaria, tendo em vista o delicado momento. Faria de conta que não havia sido comigo. Mas, cada qual sabe o que faz. E cada cabeça é um juízo. - É ISSO./.

Abraço, José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
08.06.2010

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Amigos (as),

A grande polêmica sobre o Parque da Tamarineira, enfim, teve ótimo fim! - O prefeito João da Costa – Recife – pôs um basta nos anseios gananciosos da Arquidiocese de Olinda e Recife. O desastroso projeto era para entregar a imensa área (9,1 hectares) a uma empresa da construção civil, para a exploração imobiliária. E causaria desassossego a uma infinidade de pessoas. E o argumento da “Santa Casa de Misericórdia”, era de que, deixando nas mãos dos especuladores imobiliários, a obra imaginada ria trazer renda para muita gente. Mas essa muita gente seriam as empreiteiras e a Arquidiocese. Esse tal projeto era de todo o interesse da “Santa Casa”, entidade da Igreja Católica, administrada pelas Arquidioceses.

Mas o prefeito João da Costa assinou dois decretos, no dia 4.6.2010. Transformou em BEM DE UTILIDADE PÚBLICA aquele imenso sítio, com o seu conjunto hospitalar. E resolveu desapropriá-lo totalmente. Tudo com base na lei que prevê desapropriação, quando se trata de áreas de preservação da paisagem e da existência de unidades de saúde. Ali funcionam três unidades que tratam da saúde do povo que não tem outra opção de assistência médica. Segundo o prefeito, essa decisão não terá volta.

O grupo Realesis e a “Santa Casa” já haviam anunciado, em fevereiro p. passado, que aquele espaço daria lugar à implantação do Complexo do Parque Tamarineira, que abrigaria, entre outras coisas, 170 lojas comerciais, de compras e vendas diversas. A negociação com os prepostos da Arquidiocese e o grupo Realesis, havia sido fechada e garantiria 50 anos de exploração (pasmem!). Seria ótimo negócio para a “Santa Casa”. Seus membros estavam exultantes, a começar pelo atual arcebispo, dom Fernando Saburido. Mas tudo agora vai ficar sem efeito, tanto para a Arquidiocese, quanto para o Realesis. A Arquidiocese vai aguardar o que lhe cabe com a desapropriação. E só.

Para tanto, a prefeitura fez uma enquete pública, que demonstrou que os recifenses não concordavam, nem concordam com a exploração do local pelos vorazes construtores civis e os gestores da “Santa Casa”. Por isso, o prefeito teve uma semana de reuniões, com diversas camadas da sociedade civil, muito interessadas nesse assunto. Ao fim, o prefeito respeitou os anseios dessas classes que se opunham e se opõem ao projeto. Aquele sítio já havia sido tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual, em 1993. Assim sendo, não cabe mais muita discussão. CUMPRA-SE./.

José Fernandes Costa – jfc1937@yahoo.com.br
07.06.2010
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Prezada Prefeita Judith Valéria,

Permita-me tratá-la por você. Porque você NÃO é tratamento diminutivo. Chamo-a de você, muito respeitosamente. Se eu fosse fazer-lhe uma saudação, em praça pública, evidentemente, não a trataria por você. Mas aqui, até mesmo para facilitar o encaminhamento da mensagem, permito-me chamar-lhe de você, com apreço, respeito e admiração.

Em sua nota, você diz que DEUS vai ajudá-la. E DEUS vai ajudá-la sim, como sempre tem ajudado. Se você tem o carinho dos seus familiares e de amigos próximos, isso é prova do seu merecimento e da sua inteireza de caráter. Coisas que já estão demonstradas na prática do seu dia-a-dia.

Aceite, também, a solidariedade e o reconhecimento dos amigos que não são próximos, como esse escriba que lhe tecla estas linhas. Quanto aos seus opositores, que querem ver “o circo pegar fogo”, o povo saberá julgá-los em breve, ou em futuro próximo. Ninguém atira pedras em vão.

Os derrotados irão fazer de tudo para abater o seu ânimo. Tentarão sempre reduzir o seu equilíbrio emocional. Mas NÃO vão conseguir, porque você NÃO está sozinha! Você está com DEUS, com os seus familiares e amigos - próximos ou distantes - e com maioria substancial do povo que lhe elegeu.

Relativamente à sua saúde, só você, juntamente com os seus familiares mais próximos, e com os amigos, igualmente próximos, saberá avaliar a necessidade de ajuda médica. Contudo, é possível, na maioria das vezes, a gente usar a prescrição médica, juntamente com o exercício das atividades diárias.

Muitas vezes, a vontade de vencer certas resistências contra nós, ajuda-nos a encontrar forças para continuar um trabalho começado com toda a disposição de acertar e de fazer o melhor possível. Assim sendo, só quem está vivendo certas contingências, sabe decidir o que deve ser feito. De minha parte, quero o melhor para você. Do mesmo modo que quero o melhor para Bom Conselho. Então, concluo que o melhor para Bom Conselho, seria e será a sua permanência no cargo de prefeita, como você decidiu anteontem.

Nada obstante, a saúde é o nosso bem maior. Saúde nos traz bem-estar. E bem-estar, associado a trabalho, culmina com a alegria do dever cumprido.

QUE DEUS A ILUMINE POR TODA A SUA VIDA! E LHE DÊ SEMPRE CORAGEM PARA ENFRENTAR OS SEUS ALGOZES, SEM ÓDIO E SEM MEDO!

É isso. - Abraço, extensivo a toda a sua equipe de trabalho e a tantos outros mais que lhe ajudam e lhe compreendem nessa e noutras horas.

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
03.06.2010

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Ilustre Lucinha e demais Citeiros:

Muito obrigado por esta última postagem. Descansou o meu já velho coração! Quando soube da "falsa renúncia" da nossa querida prefeita, quase perdi o sono. Não sou partidário, mas sei reconhecer quando alguém faz um bom trabalho, independente de qual legenda pertença. As minhas mais sinceras orações ao pronto reestabelecimento da nossa governanta mor, e que o Todo Poderoso tenha piedade da orda de línguas ferinas.
Abraços fraternos

Gildo Povoas - gildopovoas@hotmail.com
02.06.2010
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Caro Vereador Carlos Alberto,

Em primeiro lugar, agradeço por ler nosso Blog, em segundo pelos elogios, talvez imerecidos, ao meu trabalho, em terceiro pelos elogios que faz a nossa cidade, que para nós ainda não é uma estrela a brilhar, mas é a causa do nosso trabalho, para que um dia isto aconteça. E se Vossa Senhoria contribuir para isto só terá os nossos aplausos.
Coincidentemente, semana passada recebi mais uma carta do Seu Salviano, que será publicada breve. Infelizmente ele ainda não tinha conhecimento de sua mensagem, mas, a estou enviando para ele, e certamente, como leitor assíduo do Blog, ele a lerá em nosso Mural onde a publicaremos, para conhecimento de toda Bom Conselho e demais leitores. Se houver alguma resposta dele sobre o que Vossa Senhoria escreveu a seu respeito, nós teremos o prazer de publicar. Aguardemos então.
Atenciosamente.

Diretor Presidente – diretorpresidente@citltda.com
31.05.2010
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Prezado Senhor Presidente do Blog da CIT, venho respeitosamente informar a Vossa Senhoria, que a pessoa do Senhor Salviano, realmente não conhece a minha formação politica quando afirma, "...basta ler a coluna do Luiz Clério. Em resumo, ele cita alguns resultados dos pregões ultimamente. Por exemplo, Carlos Alberto Pereira, PDT, que foi eleito com 432 votos já é do deputado federal Bruno Araújo, com contribuições no lance, do estadual Eduardo Porto...".

Segundo Max Weber Nobre Senhor, Há dois modos pelos quais alguém pode fazer da política a sua vocação: viver para a política: faz dela a sua vida, num sentido interior, desfruta a posse do poder que exerce pela consciência de que sua vida tem sentido a serviço de uma "causa"; ou viver "da" política: quem luta para fazer dela uma fonte de renda permanente.

Ao contrario do que pensa a ilustre pessoa do cidadão Salviano, trabalho no dia dia, para colocar em pratica a primeira opção que Max Weber acima menciona, a bem da verdade revelo que a minha escolha em apoiar os Deputado Bruno Araújo e Eduardo Porto, vem desde 2006, apoio esse público e notorio, ainda quando Bruno Araújo era Deputado Estadual e Eduardo Porto vereador de Jaboatão.

Pois o meu apoio não é por dinheiro, mas sim por compromisso dos Ilustres deputados, em trazerem recursos de investimentos, para ajudar o Município na qual fui eleito, a crescer e prosperar.

Bom Conselho para mim, é uma Linda Estrela a Brilhar no Infinito!, e em breve convidarei a todos, para compartilharem, esse meu amor por essa Linda Terra de Prosperidade.

Agradeço a Vossa Senhoria pela oportunidade de ler meu humilde relato, e faço questão de reiterar os meus mais sinceros sentimentos de respeito e admiração, pelo seu brilhante trabalho no Blog da CIT.


Atenciosamente,

Carlos Alberto - vereadorcarlosalberto@hotmail.com
31.05.2010
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Amigos do Blog,

Recebi recentemente dois imeios. Um do José Fernandes Costa e outro da Maria Caliel Siqueira (mostrada a mim por Lucinha Peixoto). As duas tratam de assuntos diferentes mas se encaixam dentro do debate que começou aqui sobre a Diplomacia brasileira agora comandada, e disso me orgulho, por meu conterrâneo Lula.
Achei que era útil publicá-las no Mural do Blog, e espero que sua leitura seja proveitosa e reflexiva. Não conheço nenhum dos autores, mas, meu viés político chega mais perto daquele do Moisés Naim. Reflitam e tirem suas conclusões.

Zezinho de Caetés – jad67@citltda.com
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Os corações partidos por Lula no mundo

"Verdadeiros líderes sabem que há certos momentos em que
o interesse nacional só é servido quando a defesa dos valores
universais se sobrepõe aos interesses econômicos imediatos
"

Em seu projeto de evitar a aprovação de sanções internacionais ao Irã, como punição à recusa do país em rever o seu programa nuclear, o presidente brasileiro agendou uma visita ao colega iraniano Mahmoud Ahmadinejad neste domingo, 16. Lula prometeu pedir a Ahmadinejad, "olho no olho", que aceite a proposta de receber urânio enriquecido de outros países, uma maneira de garantir que o material seja utilizado para fins pacíficos. O Irã usa encontros assim não para assumir compromissos, mas para ganhar tempo e escapar deles. A visita ocorre uma semana depois de o governo iraniano executar, por enforcamento, cinco ativistas políticos da minoria curda. Neste artigo, o analista Moisés Naím diz que a amizade com ditadores e aventuras diplomáticas como a de Lula no Irã são uma traição aos seus princípios democráticos, mancham o seu legado político e minam o poder de influência internacional do Brasil.
O primeiro admirador desiludido por ele foi George W. Bush. O segundo foi Álvaro Uribe. Em seguida, decepcionou Pascal Lamy, o chefe da Organização Mundial do Comércio. Depois, partiu o coração de Barack Obama. Mais tarde o de Hillary Clinton. Seguiram-se os opositores de Mahmoud Ahmadinejad, no Irã. Impôs também duros golpes de desânimo àqueles que enfrentam os abusos dos governantes de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia e que o viam como um modelo em sua luta contra a autocracia. Depois veio a perplexidade dos devotos que não entenderam como é possível que num dia ele defenda a entrada de Cuba na Organização dos Estados Americanos (OEA) e, no dia seguinte, a expulsão de Honduras. Como pode num dia denunciar com eloquência e com lógica perfeita o irracional bloqueio americano a Cuba e, no dia seguinte, liderar o bloqueio da América Latina a Honduras? Não faltaram os admiradores que esperavam que ele tivesse uma posição menos complacente com Néstor e Cristina Kirchner. Nem a surpresa de seus fãs que não entendem a que se deve sua recente paixão por missões diplomáticas suicidas, como sua solitária defesa das ambições nucleares iranianas ou sua autocandidatura como mediador entre palestinos e israelenses.

Lula no mundo

Se é verdade que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem altíssimos índices de popularidade no Brasil, nos círculos mais influentes do mundo o aplauso é menos entusiasmado. Isso não quer dizer que fora do país Lula não seja admirado. O fato de ter sido escolhido pela revista Time como um dos personagens mais influentes é só um dos muitos exemplos do reconhecimento internacional às conquistas de Lula. Seu protagonismo no G20 contrasta com a invisibilidade de outros latino-americanos: o mexicano Felipe Calderón e a mulher de Néstor Kirchner. Não há dúvida de que Lula e o Brasil ganharam um papel relevante e merecido nas negociações internacionais mais vitais para a humanidade: clima, energia, comércio, finanças e proliferação nuclear. Isso foi possível graças ao tamanho do Brasil, ao seu progresso social e econômico admirável, à sua democracia, à fascinante biografia de Lula e ao seu inegável carisma. Todos os líderes querem ser amigos de Lula e desenvolver relações próximas com ele e o Brasil. Lula é amigo de todos e a todos seduz. Para depois partir-lhes o coração.
Bush e Obama acreditaram que Lula seria o seu aliado na América Latina. O presidente colombiano Álvaro Uribe tinha a ilusão de que alguém com os valores e a história pessoal de Lula reagiria com indignação ao ver a avalanche de evidências demonstrando que Hugo Chávez, da Venezuela, apoia e protege as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Os negociadores da Rodada Doha para o comércio internacional se frustraram com a rigidez de Lula, que – junto com outros países – levou o processo ao fracasso. Os opositores dos presidentes latino-americanos violadores das mais elementares práticas democráticas encontraram em Lula um líder que passou seus dois mandatos presidenciais ignorando-os, enquanto se entregava a frequentes e fraternais abraços com os autocratas que os governam. O povo cubano ouviu perplexo como Lula – o combatente social – explicava ao mundo que os que se suicidavam nos cárceres dos Castro, pedindo a liberdade para outros injustamente presos por décadas, não eram senão "delinquentes comuns". Os iranianos ouviram Lula explicando que seus massivos protestos contra a reeleição de Ahmadinejad lhe recordavam as rea-ções dos torcedores de futebol que se lançam às ruas quando perdem. Os milhares de mães dos venezuelanos assassinados pelo crime descontrolado, resultante da indolência crônica do governo, ouviram Lula explicar que Chávez é o melhor presidente que a Venezuela teve em 100 anos.
Tudo isso pode passar despercebido em um Brasil intoxicado pelo sucesso e apaixonado por Lula. Tudo isso será ridicularizado pelo aparato publicitário do presidente e minimizado pelo Itamaraty. Mas a conduta internacional do Brasil sob Lula tem custos. As traições de Lula à defesa da democracia; sua indiferença diante das violações de direitos humanos básicos em países governados por seus amigos; as decisões cujo propósito óbvio é demonstrar independência e que este é um "novo Brasil", que não apoia automaticamente os Estados Unidos; a busca por um protagonismo em áreas e temas em que o Brasil tem tudo a perder e nada a ganhar – essas posturas levarão à diminuição tanto da reputação de Lula como da influência mundial do Brasil.

Por que Lula faz tantos gols contra?

Os apologistas de Lula podem recorrer à famosa observação de que "as nações não têm amigos, apenas interesses". Lula concentrou-se em promover os interesses do Brasil, diriam eles. E podem corretamente acrescentar que muito mais hipócritas são as políticas americanas ou europeias do que as do Brasil. É verdade que todas as potências às vezes se esquecem de seus valores quando se trata de defender seus interesses. Mas nem sempre é assim. Verdadeiros líderes sabem que há certos momentos em que o interesse nacional só é servido quando a defesa dos valores universais se sobrepõe aos interesses econômicos imediatos. O silêncio de Lula quando Chávez impôs arbitrariamente um embargo comercial à Colômbia serve aos interesses do Brasil? Algumas empresas brasileiras lucraram ocupando o mercado venezuelano, antes suprido por companhias colombianas. Mas isso justifica a cumplicidade com a violação clara de regras que o Brasil defende? Claro que não. Justificam-se as aventuras de Lula no Oriente Médio e o seu entusiasmo pelos carniceiros que mandam em Teerã, pondo em perigo a possibilidade de o Brasil conseguir um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU? Não.
Quando eu era garoto e me comportava mal na escola, minha mãe explicava às professoras que eu era um anjo e que a má conduta se devia à influência negativa dos meus amigos. Eu ficava quieto, mas ria por dentro, pois sabia que aquilo não era verdade. Estaria Lula rindo por dentro quando os seus admiradores explicam que ele, no fundo, é um grande democrata e que sua solidariedade fraternal com alguns dos piores líderes destes tempos se deve apenas à má influência dos que o cercam?
Nunca saberemos. O que sabemos é que um líder extraordinário chega ao fim de seus mandatos manchando desnecessariamente o seu legado histórico.

MOISÉS NAÍM
Ex-diretor executivo do Banco Mundial e ex-ministro venezuelano, é diretor da revista Foreign Policy e Observador Global do jornal espanhol El País, no qual escreve
aos domingos

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O Irã que eu conheci

Por Sonia Bonzi

Depois de ter morado no Irã, minha maneira de ver o mundo mudou bastante. Não acredito em mais nada do que diz a grande mídia.
Quando soube que ia morar em Teerã senti um certo medo, mas aceitei o desafio. Comecei uma busca voraz por informações sobre o país, a cidade, a história, o povo. Depois de tudo que li, decidi que viveria em casa, reclusa, lendo, escrevendo, fazendo crochet, inventando moda...
Parti de Londres pronta para o sacrifício. Teria que conviver com os xiitas radicais, terroristas cruéis, apedrejadores de mulheres, exterminadores de homossexuais, homens-bomba, mulheres oprimidas, cobertas com véus...
Eu estava submetida às leis locais e me seria vedado mostrar cabelos, pernas e braços. Ficar em casa era o que mais me atraía. Vestir um chador para sair me parecia um pouco demais. A caminho de Teerã eu depositava o sucesso da minha estada nos jardins da casa onde fui morar. Ter aquele espaço me bastaria.
Logo ao sair do aeroporto comecei a ter uma imagem diferente de tudo aquilo que eu tinha lido. Tudo tão bonito, belas estradas, muita luz, viadutos com mosaicos, jardins bem cuidados, gente vendendo flores nos sinais, um engarrafamento sem buzinas, pedestres poderosos cruzando entre os carros, rapaziada de cabelo espetado, mocinhos com camisetas apertadinhas, moças lindas, super produzidas e também muitas mulheres de chador. Parques cheios de gente. Muita criança. Muito pic nic.
Dizem que a primeira impressão é a que vale. Gostei da chegada. Não tive medo. Não vi tanques, cadafalsos, escoltas armadas... Gostei das caras, das montanhas, das casas, das árvores, dos muros, do alfabeto que me tornava analfabeta.
Logo no segundo dia eu já tinha entendido que minha leitura sobre o cotidiano não tinha nada de realidade. Eu não precisava usar chador. Podia sair vestida com uma calça comprida, um camisão de mangas compridas e um lenço na cabeça. Senti-me nos anos 70, quando eu não dispensava um lencinho.
Deixei o jardim de casa e fui conhecer Teerã.
A imprensa e os meios de comunicação do ocidente me deixavam confusa. O que eu lia e ouvia não correspondi ao que eu vivia e via.
Encontro um povo que é acolhedor, educado, culto, simpático, que gosta de fazer amigos, que abre as portas de casa para os estrangeiros, gosta de música, de dança, de declamar poesia... Não encontrei os problemas de abastecimento que me informaram haveria. Comprava-se de tudo, inclusive uísque e vodka. Bastava um telefonema.
Os temíveis homens-bomba nunca passaram por lá. Ninguém se explodia. Foi horrível constatar que enforcamentos aconteciam de vez em quando. Apedrejamento de mulher adúltera já não acontecia há 14 anos.
Fiquei amiga de muitos gays, fiz e fui a festas espetaculares, tomei vinho feito em casa, viajei sem escoltas pelo país, visitei amigos em suas casas de campo, de praia, de montanha...
Apaixonei-me pela culinária refinadíssima, morro de saudades das nozes, pistaches, castanhas, avelãs, frutas secas. Não me esqueço dos pães, do iogurte, do suco de romã puro ou com vodka...
Conheci a Pérsia profunda: lagos salgados, desertos salgados, as antigas capitais, segui a "rota da seda", dormi em caravanserais... Sempre assessorada por amigos locais.
Não conheci um iraniano, de nenhuma classe social, que fosse favorável ao regime teocrático instalado no país. Só uma coisa aproxima o povo do governo: o direito à tecnologia nuclear.
A pressão do ocidente fortalece e radicaliza os aiatolás. O povo do Irã não aceita essa interferência mundial. Quem são os ocidentais para dizer a eles o que fazer? Eles não vêm o ocidente como um modelo a ser seguido. Eles não acreditam nos governos que já apoiaram Sadam Hussein, numa guerra contra eles. Eles não têm razão para acreditar nas grandes potências. Isso incomoda. Melhor demonizá-los. Eles são acusados de não cumprirem acordos. Quem os acusa também não cumpre.
O domínio da tecnologia nuclear é considerado pelo povo do Irã como um direito deles, que sempre tiveram grandes cientistas, que sempre valorizaram o conhecimento, a medicina de ponta, e querem vender energia nuclear..
O povo iraniano não começa uma guerra há mais de 200 anos. Eles não são belicosos. São diferentes de seus vizinhos. A instabilidade no Oriente Médio não é causada pelo Irã. Apesar da força que a imprensa, os governos, as corporações fazem para denegrir a imagem do Irã, eu confesso que o Irã que eu conheci não é o que é descrito pela mídia ocidental.
Não há favelas em Teerã, não há miseráveis pelas ruas. Minorias tem seus representantes no Congresso, judeus tem seus negócios, suas sinagogas, zoroastrianos tem acesa a chama em seus templos. A família é uma instituição valorizada. Refugiados palestinos e iraquianos são mantidos pelo governo e pelo povo iraniano, que lhes oferece abrigo, alimento e escolas...
Não acredito que ameaças e o uso da força possam melhorar a situação na região. Os iranianos não são os iraquianos. Ser mártir para defender a religião ou a pátria é motivo de júbilo até para as mães.
A negociação, o respeito, a falta de arrogância, as informações corretas são as armas para defender a estabilidade no mundo. Pena que muitos interesses financeiros estejam acima dos sonhos de bem-estar e paz.

*A escritora Sonia Bonzi é uma das mais antigas colaboradoras da NovaE, escrevendo do Irã e de vários países do mundo.

28.05.2010

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