domingo, 12 de abril de 2009

O CAMINHO ENTRE OS CAMINHOS


Você conhece a sua história ? Sabe qual é o seu desafio nesta rota, nesta roda que chamamos de vida ?
Muitos não sabem!!!
Alguns vivem porque tem que viver, fazem, trabalham, casam, tem filhos e seu s filhos e os filhos dos filhos continuam fazendo tudo igual, hoje, amanhã e sempre. Imperioso se faz que descubramos qual o nosso contrato nesta jornada.
Quantas e quantos conhecemos que exercem profissões, cargos, ocupam lugares e não estão preparados para tal, e ainda fazem, do que fazem, um modo de sobrevivência. Não tem amor pelo que fazem!!!... Muitas vezes nos deparamos com profissionais, no nosso caminho, que mais parecem máquinas, são bons executores, mas não amam o que fazem, falta-lhes colocar a alma no que fazem. Muitos vão seguindo determinadas profissões, ficando em determinados relacionamentos, por puro comodismo ou medo de tentar algo novo. O maior desafio de um ser humano não é só encontrar o seu caminho. É saber o que escolher de melhor para si. Importante saber para onde estamos caminhando, não podemos colocar a esperança à nossa frente e achar que a árvore da vida com o tempo nos irá trazer abacate, que amanhecerá tomate e anoitecerá mamão. Pura fantasia!!!
Temos que ter orgulho e prazer no fazer, temos que ter a alegria do “ser” e não a impermanência do “ter”.
Quem atêm-se ao ter mais cedo ou tarde entra pela porta da infelicidade e isto é uma doença do nosso planeta. O que a poluição é no plano exterior, a infelicidade é no plano interior. Ela está em toda parte, e não apenas nos lugares onde as pessoas não possuem o bastante para viver. Temos que ficar atentos!!! .
A alegria do “ser”, do realizar bem, é a única felicidade verdadeira e não pode nos acontecer por meio de nenhum tipo de forma, bem material, pessoa, fato. É algo que brota de dentro de você, emana da dimensão sem forma em nosso interior, da consciência em si, portanto é una com quem somos. Precisamos saber despertar!
O Despertar é uma mudança no estado de consciência que ocorre com a separação entre pensamento e consciência. Em vez de ficarmos perdidos em nossos pensamentos, quando estamos despertos reconhecemos a nós mesmos como a consciência por trás deles. E aí o pensamento deixa de ser uma atividade autônoma que se apossa de nós e conduz nossa vida. A consciência assume o controle sobre ele. O pensamento perde o domínio da nossa vida e se torna o servo da consciência, que é a ligação consciente com a inteligência universal. É quando estamos prontos para tomarmos as grandes decisões e sabermos nos direcionar de uma forma singular e reta no caminho da vida, e aí temos sim, acesso ao “grande contrato” que é a história da nossa vida.
E verifica-se então que os cordões das relações, sejam familiares, profissionais, afetivos, se desenrolam e passamos a ser uma presença em nossas vidas.

Gildo Póvoas

(*) Nota da CIT: Este artigo deveria ter sido publicado antes mas, por uma falha desta desorganizada empresa, a CIT, não o foi. Poderíamos dizer, dentro desta onda de assaltos a textos, que este fora o motivo, mas não foi. Foi falha de funcionários relapsos. Pedimos desculpas ao autor e ao seu público leitor.

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