sábado, 4 de abril de 2009

Um Debate - Complemento

Um excelente texto, e "Um Debate" que não pode ser deixado de lado! Confesso que tenho uma opinião muito semelhante ao do Cleómenes, não pelo fato de ser Ateu também. Sou católico, mas conheço de perto o trabalho médico, inclusive dos médicos que atuaram neste caso tão polêmico aqui em Pernambuco. Dr. Olímpio e Dr. Rivaldo foram meus professores da displina de Obstetrícia no segundo semestre do ano passado, e assim como eles, toda a equipe que faz a Maternidade da Encruzilhada aqui no Recife conseguem fazer muito com o pouco que possuem para salvar vidas. E mesmo com tantas dificuldades, ainda são obrigados a escutar muita besteira. Me perdoem a franqueza...
A questão principal e mais polêmica, que o Cleómenes focou inteligentemente, é justamente quando se dá o início da vida. A partir da solução dessa dúvida, tenho certeza que temos muito a evoluir a respeito da melhor conduta frente ao aborto.Mais um detalhe. Confirmei com o texto uma antiga suspeita a partir de minhas observações: é impressionante o bom humor dos Ateus! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
"Não sabe ela que, durante o debate, dei graças a Deus ser ateu."
"Budistas morrem para não matar uma formiga, ela poderia ser seu pai reencarnado. Eu não sou a favor de sair por aí matando formigas mas, se vir alguma mordendo um filho meu, vai pro pau."
Pra quem também quer se divertir, recomendo essa boa leitura! Parabéns para o autor.

um abraço
Felipe Alapenha

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Caro Felipe,

Estou repassando o seu e-mail para o Cleómenes. Tenho certeza ele vai adorar. Fiquei feliz por saber que você é um estudante de medicina. Embora Juscelino dizia, e se não dizia devia dizer que, aqui no Brasil quando se quer ser um bom político, deve-se antes fazer uma Faculdade de Medicina, pois, alguns dos que fazem política são realmente casos claros de Saúde Publica. Como sempre, isto será publicado como Complemento ao tópico do Cleómenes. Você já é de casa para eu pedir autorização.

Diretor Presidente.

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Caro Felipe,

Recebi pelo Diretor Presidente uma mensagem onde você comenta o meu artigo. Agradeço os comentários emocionado. Ao contrário do que se diz, ateu é também um ser humano. Não frito criancinhas no azeite. Dizem quem fazia isto eram os Comunistas, que também se diziam ateus. Eu cheguei atrasado na História e nem Comunista pude ser. Percebi seu gosto para política e lhe conto uma estória que me contaram da última vez que estive em Bom Conselho. Sim, aquela vez, no 9º Encontro. Miguel Arraes se candidatou a governador em 1962, apoiado pelo Partido Comunista, junto com o PSD, contra João Cleofas. Inventaram então que os Comunistas eram iguais ao Papa-figo, que era uma assombração da cidade, e vivia pegando criancinhas para tirar-lhes o fígado, seu alimento preferido. Quem me contou disse, que se fosse eleitor na época, jamais votaria em Miguel Arraes. Ainda dizia que foi num dos seus comícios e notou que ele estava um pouco pálido, reforçando suas suspeitas. Quem me contou isto foi o Jameson Pinheiro, num quarto do Hotel, e só ele pode contar os detalhes. Será que Miguel Arraes ganhou em Bom Conselho naquele ano?
Muitas vezes, quando digo que sou ateu, sinto-me como Miguel Arraes se sentiria se soubesse desta história. Mas, vou vivendo, e comendo aqui e ali um fígado, não de criancinhas mas de adultos. Obrigado e Abraços

Cleómenes Oliveira

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História impagável essa que o amigo me conta! E sobre sua dúvida, com certeza Miguel Arraes não ganhou naquele ano em Bom Conselho! Se hoje as pessoas ainda guardam um certo preconceito com relação ao comunismo, que dirá naquela época de Guerra Fria! Pouca coisa basta para influenciar o voto, e a interferência pelos boatos nos costumes, crenças, religiões... é mais que suficiente para mudar a escolha, principalmente com relação à população menos esclarecida.
Digo isso porque o fato me lembrou outra história. Os anos passam, mas as velhas práticas permanecem. E se hoje não escutamos as histórias do papa-figo, ouvimos sempre que este ou aquele candidato vai "cortar" o cartão bolsa-família! São atitudes como essa que nos fazem entender porque a educação não é valorizada no nosso país. É muito mais vantajoso você manobrar uma massa que é passiva frente a essa situação, dependente dessas ajudas eleitoreiras. Não é vantajoso ao político investir em educação, porque assim nós teremos um povo independente! Não aquela independênica do D. Pedro I, que tem pouco valor pra o povão hoje. Independência que digo é o fato de um político bater na sua porta e você ter o poder de dizer NÃO! Não preciso de você. O anarquismo, não no sentido da bagunça (como é conhecido por muita gente que não procura conhecê-lo), mas no sentido de ausência de políticos, com a sociedade organizada e auto-suficiente, é o que eu chamo de independência. Uma utopia boba, quem sabe. Mas um dia a gente chega lá!
Desculpe pelas divagações bobas e longas, mas é isso.

Um abraço
Felipe Alapenha

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