sexta-feira, 5 de junho de 2009

A GAZETA - 1



Hoje aqui na sede da CIT foi uma festa. Sobraçando um rolo de papel, adentrou, em nosso escritório, o Zé Carlos. De quando em vez ele aparece. Para ser mais preciso, umas cinco vezes depois que me passou o comando da empresa, no ano passado. Não posso dizer que ele se desinteressou por tudo. Pelo menos ele diz que ler nosso Blog, ver nossos filmes e ainda por cima nos passa na cara a doação de fotos e filmes que faz em suas viagens. Desta vez ele trazia algo que, normalmente, mandava alguém trazer ou nos entregava quando íamos à sua casa: dois exemplares de A Gazeta.
Minha primeira pergunta foi sobre a qual período se referia o prestimoso jornal, que é lido avidamente por quase todos nossos funcionários, afinal de contas são todos de Bom Conselho de nascença ou de coração. Brincam até, dizendo que a condição básica para trabalhar na CIT é a mesma para ser prefeito de Olinda, ser de Bom Conselho, as eleições mais recentes não passaram de exceções que justificam a regra. Deu-se o seguinte diálogo. Zé Carlos disse:


- Como vocês estão sabendo, A Gazeta passou a ser quinzenal e estou trazendo dois exemplares referentes à primeira e à segunda quinzenas de abril.
- Cara, como é que pode? Estamos em junho e só agora tu vens com A Gazeta de abril? Tás relaxando. Quando era mensal tu trazias mais em dia. Isto não pode não, cara!
- Pera aí! Vocês estão pensando que o atraso é meu? Recebi estes números a semana passada. A culpa foi do jornal que atrasou. Cheguei até a mandar um e-mail prá Luis Clério, e ele justificou com um problema que aconteceu com o filho. Entenderam? Qual é? Meu compromisso com vocês estou cumprindo nos prazos, sempre que recebo o jornal leio e passo prá vocês. Não me culpem.
- Desculpa, mas ler jornal de dois meses atrás, ninguém merece.
- O Luis Clério prometeu que vai melhorar. De qualquer forma, aí estão os exemplares, usem e abusem.



Aí começou a festa, todos querendo ler primeiro, fugindo dos seus afazeres. Óbvio que reprimi a balbúrdia fazendo exercer, o que raramente acontece, minha autoridade, e comecei a ler A Gazeta.
No primeiro exemplar, referente à primeira quinzena de abril, a manchete: Nossa Paixão. Fotos da imagem de Jesus Cristo, depois da crucificação. Lembro muito desta imagem e de sua beleza triste. Era a mesma que era retirada da cruz, numa solenidade que foi uma das mais bonitas que assisti. Sei que a Lucinha vai adorar, é a única que se confessa religiosa aqui. Cleómenes não vai ler, é o único ateu, e nós outros, pelo menos os que conheço a respeito, dizemos só que fomos batizados e todos devemos ler a matéria.
O editorial falando sobre um ano transformador, tenho certeza, não levava em conta a presença da Brasil Foods mas, o autor nos prover com uma possível solução para enfrentar o fato, quando diz: “Será possível fazer Bom Conselho ser ouvida sem uma voz nas casas legislativas? ..... podemos instalar entre nós um grande debate antecipador de 2010, distinguindo nosso município como um espaço modesto, em termos de votos, mas significativo como gerador de idéias construtivas.” Muito bem dito e conte comigo.
Ana Luna, em artigo pertinente, já fala na demora da entrega da A Gazeta. Pelo menos temos a certeza agora de que Zé Carlos não estava inventando, nem cuidando do neto, para atrasar a entrega do jornal. Segundo a articulista, a culpa seria do correio. José Milton, saudosista como eu, fala na morte das tradições em nossa cidade, contudo, as traz de volta, descrevendo-as com a sua maestria com a pena, ou com o computador. É o nosso ressuscitador de tradições, tão importante em nossa cidade nestes momentos de progresso culturalmente vazio. Vamos ressuscitar o Pastoril, eu sempre torci pelo cordão encarnado. Edjasme Tavares, com a graça de Deus, louva a bondade e cita Lucinha Peixoto que se sentiu lisonjeada com a mensão do seu nome e honrada por aparecer tanto na A Gazeta. O debate que ela travou com o Edjasme e com O Andarilho agora se tornou público e foi descrito pelo jornal. Depois que ela o leu, e apareceu, não resisti e perguntei:


- Lucinha, tás com a bola toda, juntando tudo o que foi publicado, daria umas duas páginas do jornal. Perdi este debate. Como foi?
- Tás ficando louco? Se fosse resumi-lo daria umas três horas. Foram mais de 50 mensagens e respostas, com uns 30 participantes, segundo o Andarilho, muito embora muitos fossem observadores passivos. Mas foi um bom debate naquela época quando o assunto médicos x bispos estava na mídia. O que foi publicado no jornal ficou um pouco entrecortado, difícil de entender. Quem sabe, um dia o publicaremos todo.
- Vi que o Andarilho agora tem uma coluna na A Gazeta, neste número ele fala duas coisas importantes: que Bom Conselho pode ficar totalmente pelado (sem vegetação) e que o jornal também atrasou para ele. Ele ainda escreve no site de Bom Conselho?
- Escreve sim. Não no mural, não sei porque, se proibiram, ou se ele fez auto-censura como eu, depois de ter sido censurada pelos outros. No entanto, continua com a coluna dele, escreve mais do que profeta com fome. De vez em quando leio alguma coisa lá. Sei que ele não é má pessoa, seu defeito é querer aparecer a qualquer custo. Ele já escreveu sobre todos os assuntos imagináveis esperando que alguém comente no mural. Como eu não estou indo lá ele não tem ninguém, nem prá brigar. Os seus amigões deixaram-no às moscas, não teve, por parte deles, uma Ave-Maria de penitência. Mas pelo menos agora deixou de lançar candidatos. No último artigo que li ele escreveu uma carta aos senadores mostrando uma paráfrase de uma música de Patativa do Assaré, que, obviamente será lida como o foi aquela que ele mandou para o Presidente do FMI.
- Tua língua continua ferina, não é Lucinha?
- Alguém tem que dizer a verdade nesta empresa, não tem?



Voltando ao jornal, na parte social destaque para a família Godoi. Nivaldo Mussum nem desconfiará que eu o conheço muito bem, conheci seus pais e sua esposa Jocelene que compete em beleza com Ana Luna, noutra foto, abraçando os jovens, muito mais jovens do que eu, Mábio e Mônica. Hélio Urquiza e Jacilda, até hoje só vi de longe, mas acompanho suas atividades políticas. Aproveito o ensejo para me associar a Jacilda em sua homenagem a um grande homem, que honrou nossa terra e que há um ano nos deixou: Manoel Tenório Luna, no belo discurso pronunciado na Assembléia Legislativa e, em boa hora, transcrito neste número da A Gazeta.
Nossa, já escrevi demais. Chega por este número. A edição 242 será motivo de outra crônica. Espero que até lá o Zé Arnaldo ainda esteja dando sua contribuição valiosa à nossa terra como novo secretário municipal. Escreveremos sobre isto, afinal é o assunto da manchete da edição seguinte: Zé Arnaldo fortalece a administração.

Diretor Presidente
----------------------------
(*) - Colaboram Lucinha Peixoto e Zé Carlos (muito a contragosto).

Nenhum comentário: