terça-feira, 9 de junho de 2009

SOBRE O DIA DOS NAMORADOS




Cada vez mais se cria e é instituído um dia para comemorar-se algo. Temos dia do amigo, dia da amizade, dia do trabalhador, dia da sogra e como não podia ficar de fora temos também o dia dos namorados. Esse dia, a cada ano. Faz com que o comércio invista em campanhas promocionais e pelo visto só perde em termos de faturamento para o dia das mães.
Mas qual a origem deste curioso dia que faz com que as pessoas fiquem mais dóceis, apaixonadas e cheias de amor pra dar?
Não se tem ao certo a origem desse dia, mas tudo leva a crer que a comemoração desse dia seja uma lembrança dos antigos festivais de fertilidade das religiões pagãs,chamados Lupercália, festejados na Roma antiga,em honra ao Deus Lupercus, protetor dos rebanhos e pastores, juntamente com a deusa Juno. E veja que coincidência: surgiu na cidade de Roma, que se escrevermos invertido dá AMOR, bonito, não?.
Na Grécia antiga festejava-se a deusa Selene; no Egito existiam dois festivais em homenagem à deusa Ísis; e em todos os dias estabelecidos para esses festejos as pessoas enamoradas também festejavam. No ano 494D.C., a igreja católica proíbe a realização desses festivais, e institui o dia de São Valentim, padre romano morto em 270D.C.. A partir daí esse santo passou a ser considerado o protetor dos namorados e da fertilidade – da fertilidade, não sei porque, se era padre...!!!.
Na Grécia e Roma antigas, bem como em outras civilizações, os casamentos eram arranjados pelos pais dos noivos, visando à manutenção dos bens. O amor romântico e consciente só começou a se manifestar no início do Renascimento, quando as pessoas começaram a pontuar o significado maior de uma vida a dois. Uma das primeiras expressões de histórias românticas que contrariaram o desejo dos pais foi a de Romeu e Julieta.
Outra história verídica foi o amor de Abelardo e Heloisa. Conta à história que Pierre Abelard, nascido em 1079, filósofo e teólogo, ensinava na Catedral Escola de Santa Genoveva, quando conheceu Heloise, sobrinha do bispo Fulbert. Pois bem Abelard e Heloise vivenciaram um grande amor e tiveram um filho. Abelard foi castrado, tornando-se monge e Heloise foi enclausurada em um mosteiro. Mantiveram correspondência por muitos anos e suas cartas de amor foram consideradas umas das grandes obras da literatura universal.
No Brasil, o dia dos namorados surgiu, conta-se, com uma campanha publicitária de João Dória, da agência Standard Propaganda para a antiga Loja Clipper, a fim de melhorar as vendas de Junho que estavam fracas, criando o slogan: “Não é só com beijos que se prova o amor” A moda pegou!.
Desde então o dia dos namorados ficou sendo comemorado no dia 12 de Junho, véspera do dia de Santo Antonio, tradicional santo casamenteiro.
Pra este dia e todos os outros dias aqui vai uma reflexão que achei interessante:


A Constante Aventura do Amor


Essa é a alegria do amor: a exploração da consciência. Se você se relaciona, e não reduz isso a um relacionamento, então, o outro tornar-se-á um espelho para você. Descobrindo o outro, você estará descobrindo a si mesmo também. Aprofundando-se no outro, conhecendo seus sentimentos, seus pensamentos, seus mais profundos movimentos, você estará conhecendo suas mais profundas agitações também.
...Relacionem-se... Prossigam procurando um ao outro, encontrando novas maneiras de amar um ao outro, encontrando novas maneiras de estar um com o outro. E cada pessoa é um mistério tão infinito, tão inexaurível, insondável, que jamais será possível que você possa dizer, "eu a conheci”, ou , “eu o conheci”. No máximo você pode dizer, “eu tentei o melhor que pude, mas o mistério permanece um mistério”.
Na verdade, quanto mais você conhece, mais o outro se torna misterioso. Desse modo, o amor é uma aventura constante
”.
Osho: The Book of Wisdom


Vamos pensar nisso. Feliz Dia dos Namorados para todos!!

Gildo Póvoas
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(*) Fotos da Internet.

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