sexta-feira, 31 de julho de 2009

MARLOS URQUIZA



Não conheci pessoalmente Marlos Urquiza. Conheci de vista, como se diz em nossa terra. Diferença de idade, talvez, ou de propósitos, não sei. Conheci toda sua família. Seu pai seu Waldemar dentista, seus irmãos Marnes, Marluze, eterna Miss Bom Conselho, Marlene, Marleide e sua mãe, cujo nome não sai, culpa dessa memória já velha e traidora.
Lembro apenas ser uma das maiores cabeças que já vi, rendendo-lhe apelido, e que depois descobri que era grande nos dois sentidos, o físico e o intelectual. Muito antes da CIT existir, eu já ia no site de Bom Conselho me deliciar com as fotos do seu álbum de recordações, quem não foi? Eu estou em algumas delas com uma ? no nome. Mesmo assim relembrava, sonhava em voltar àquela vida alegre e pacata de nossa infância e adolescência. Posso dizer que Marlos pode e deve ser homenageado por muitas coisas mas, o principal seria o seu sentimento de “bomconselhidade”, um neologismo daqueles que devemos transformar em arcaísmo em nossa vidas, como filhos de Bom Conselho.
Lembro, quando ele elogiou nosso filmezinho onde mostrávamos Caldeirões dos Guedes, ele dizia:

Fiquei muito feliz quando recordei a minha infância quando vi Caldeirões que não via faz uns 60 anos. Recordo que estive na casa do Sr. Paulo Tenório e do Sr. Tide Tenório, pai da Dra. Joscelene, medica de uma grande capacidade profissional... Meu pai era amigo e parente dos citados senhores.
Todas as crises passam, o que não podemos perder é a vontade de vencê-las...
Um afetuoso abraço...
Marlos Urquiza

Quando começou a ler o Blog da CIT, também começou a nos enviar alguns dos seus artigos. Nunca dizia que eram para ser publicados. Lendo-os, e vendo sua beleza, profundidade e fidelidade aos seus princípios filosóficos, ficava com um pouquinho de raiva (coisa à qual ele era contrário) ao me perguntar, por que ele não autoriza logo a publicação? Então, mandava um e-mail, perguntando se podia publicar e ele respondia, com seguinte e longo texto:

- Autorizo!

E foi assim com todos eles. E coloco logo abaixo alguns links, para aqueles que estão em nosso Blog. Tenho certeza que, onde ele estiver, gostará de saber que continua sendo lido:

http://www.citltda.com/2009/03/uma-obra-de-arte-que-representa-criacao.html

http://www.citltda.com/2009/06/castigo-de-quem.html

Muito ainda tem que se escrever sobre vida e obra de Marlos. Aqui apenas expresso meu sentimento e daqueles que fazem a CIT pelo seu passamento. Para terminar, por que não o fazer com suas próprias palavras:

Por que tantas catástrofes? Por que tanta fome? Por que tanta brutalidade entre os homens e mulheres? Por que trocaram à delicadeza, o amor, a gentileza, o afeto, o carinho, a afabilidade, a generosidade, a doçura de um sorriso de felicidade, o sorriso dos próprios filhos, a gratidão por está vivo e de poder fazer o bem? Por algo que foi criado para facilitar e incentivar o comércio e todos os tipos de negócios que possam existir, a fim de movimentar de um modo construtivo, benéfico pelo incentivo à criação de novos materiais, de substâncias, etc., etc... O chamado DINHEIRO, tão importante, como já disse: - foi ao longo dos tempos, como foram também às crenças – substituindo os valores humanos, as virtudes que Deus deixou para que o homem desenvolvesse através da sua inteligência. O dinheiro substituiu algo DIVINO que existe amordaçada, sufocada dentro desse ser que quer ser considerado REI DA CRIAÇÃO: A SENSIBILIDADE. Ela equilibra a frieza da razão, dando ao saber a oportunidade de se transformar em sentimento para ser usado quando necessário, com equilíbrio.
Abraços nordestinos...
Marlos Urquiza“

Que “o Criador do Universo, que o chamamos de Deus”, o ilumine.

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com
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(*) - Fotos do site de Bom Conselho, do álbum de Marlos Urquiza.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

NÃO OLHAR PARA TRÁS



Narra o texto bíblico, em Gênesis, capítulo 19, que antes que o céu destruísse Sodoma e Gomorra, com uma chuva de fogo e enxofre, os anjos aconselharam Lot a fugir para as montanhas com a esposa e as filhas. Havia apenas uma condição para que toda a família se salvasse: ninguém olhasse para trás. Porém, a mulher de Lot desobedeceu às ordens e olhou por cima dos ombros para a cidade em chamas. Transformou-se, então, numa estátua de sal.

Esse fato nos remete à curiosidade nata das mulheres e, isso encontra respaldo até nas ciências exatas, que revelam terem as mulheres mais olfato, audição e sensibilidade que os homens. Entendo também, que nesse episódio bíblico funcionou a alta emotividade daquela mulher que não conseguiu deixar de sentir o cheiro de enxofre e de ouvir os gritos de agonia dos exterminados, voltando-se mesmo de soslaio, para o local das dores que certamente lhe consumia a alma.

Esse acontecimento pode servir de parâmetro para o comportamento do homem e da mulher, geralmente o macho é mais prático e a fêmea mais sensível. O homem também pode ser mais frio do que a mulher que por sua vez, é quase sempre, mais sentimentos.

Olhar para trás, talvez essa seja a razão de muitas pessoas estarem mergulhadas numa grande e profunda angústia. Tornamos prisioneiros de nós mesmos quando não libertamos de certas experiências negativas dos quais jamais tentamos significá-las ou extrair um bem para o tempo presente.

Já dizia um grande sábio: “Quando possuímos um objetivo, não devemos olhar nem para os lados, pois, andaremos em círculos.” Olhar para frente, também é olhar a própria vida e torná-la cada vez melhor.

Devemos sempre, olhar para frente. Mesmo quando a vida se encontra ameaçada, mesmo quando a miopia da esperança nos possibilita pensar que nada mais vale a pena. Porque, olhar para trás é querer ficar preso a falsas seguranças que nos impede de sermos pessoas humanas em sua plenitude.

A experiência de ser “estátua de sal” parece ser mais cômoda: não sente dor, não precisa fazer esforço, não se decepciona. Porém, não há luta, não há desafio, não há vida. Quando se quer muito uma coisa, o universo inteiro conspira a seu favor. Somente quem toma esse desafio, poderá desbravar mundo desconhecido.

Olhar para frente, terá a possibilidade de encontrar um lugar harmonioso, onde o sol da alegria aquece e a luz da esperança não deixa de brilhar e nos permite a concretização de nossos ideais. Portanto, não olhe para trás.

Ao meu leitor, um grande abraço.

Maria Caliel de Siqueira - mcaliel@hotmail.com
João Pessoa

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sport Club de Bom Conselho - Um Sonho



Todos sabem eu sou um apaixonado por futebol. Meus maiores sonhos foram sonhados quando eu jogava futebol. Minto, porque ainda hoje jogo porém, não sonho mais. Pelo menos não em ser convocado para Seleção Brasileira ou jogar pelo Náutico. Isto agora virou pesadelo. Não convocam mais nem brasileiros, só estrangeiros para a Seleção e o alvirrubro dos Aflitos, só perde.
Então voltemos a Bom Conselho e aos sonhos. Não me lembro de datas corretas em que os fatos que narrarei aconteceram e a ordem deles pode estar embaralhada pela expulsão de alguns neurônios do meu campo cerebral, sem um “banco” a altura para fazer as substituições adequadas.
Eu era bom de bola, na época. Pelo menos era o que diziam e eu não tentava desmentir ninguém. Certo dia, por esta fama, fui procurado por Seu Zé Sá Barrreto. Ela era filho de Seu Barretinho que morava numa casa lá no oitão da Igreja Matriz. Era irmão de Gracinha Sá Barreto, que eu achava linda mas, não era paro o meu bico. Ficava só olhando aqueles cabelos loiros, olhos claros e sorriso inconfundível. Faleceu jovem e, tenho certeza, a beleza do mundo diminuiu.
Seu Zé Sá Barreto era inconfundível. Alto, magro, alvo, pequeno bigode e um andar de Jeca Tatu que era reconhecido de longe. (E aqui vale um parêntese de esclarecimento. O tempo de verbo utilizado refere-se à época dos fatos e não às pessoas, que podem ainda estar vivas. Se o Seu Zé Sá Barreto não morreu, e eu espero que não, pode comprovar esta história). Certo dia ele me encontrou, quando eu ia para o trabalho, lá na Rua da Cadeia em frente aos Correios, onde estava seu Benone, a quem nós cumprimentamos antes de entabular nossa conversa. Disse ele:
- Oi Jameson, tudo bom? Quero falar com você. Tás com tempo agora?
- Claro Seu Zé, ainda não tá na hora do comércio abrir.
- É porque eu tenho uma proposta prá te fazer!
Como sabia que ele era muito ligado ao futebol, o alarme dos sonhos disparou, já pensando besteira. Será que algum time de fora falou com ele prá me levar? Como se fosse hoje em dia, vi-me já com meu brinco do tamanho do do Robinho, um aparelho nos dentes igual ao de Ciro, uma corrente de ouro como a do Romário e comprando uma casa prá minha avó. A conversa prosseguiu.
- Pode dizer, Seu Zé.
- Eu e mais algumas pessoas queremos fundar um time de futebol na cidade. Será o Sport. Sei que você não torce pelo Sport de Recife, mas, este será o Sport de Bom Conselho. E como você é o nosso maior meia-armador, quero lhe convidar prá fazer parte dele. Seu Clívio, conhece Seu Clívio, o professor, também está por trás disto. Queremos começar do zero prá fazer um time bom.
- E como ficaria minha situação com o outro time, em que jogo?
- No início, vai ser só para ir se entrosando, já falei com Jorge Torres e ele concorda.
- Bem, se é assim eu topo. Tem chuteira?
- Tem algumas mas estamos montando nosso padrão aos poucos. Posso esperar você então? Estamos fazendo alguns “individuais” lá no Centro. Pode aparecer.
Nos despedimos, fui para o trabalho e ele entrou na casa de Seu Vitinho.
Devo explicar que “individual” era como se chamavam alguns exercícios feitos sobre a orientação de um preparador físico, penso que ainda hoje é. Fui a alguns lá no Centro. Não me lembro mais de quem participava dos exercícios, lembro do Zé Carlos, do Seu Clívio, do Luciano, do João, do Adalberto e da presença, sem deles participar de Basto de Eulália, que era Sport “doente”, como se diz no mundo do futebol.
Na primeira vez em que se fez o “individual”, havia um exercício, no qual colocávamos as mãos cruzadas na nuca e tentávamos ficar de cócoras e levantar bem devagar. Digo tentávamos, porque nem todos conseguiam ir até embaixo e muito menos se levantar. O riso ecoava forte com o barulho feito pelas articulações dos “atletas”, quando baixava e levantava. Alguém de fora diria que todos os ossos estariam sendo quebrados, enquanto seu Clívio, que tinha um melhor preparo físico incentivava naquilo que podia: Vamos, vamos, amanhã dói menos!
Fizemos alguns treinos, contudo, o Sport nunca jogou oficialmente, acho que não. Pelo menos comigo não. Foi mais um destes projetos que levam os adolescentes a sonhar e morrem pelo caminho. No entanto, pensemos bem, a vida não é assim?

Jameson Pinheirojamesonpinheiro@citltda.com
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P.S. – Os neurônios do Diretor Presidente também trabalharam (pouco) neste texto.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bordejando pelo Mural



Durante este fim de semana fui dar meus bordejos (“ato ou efeito de navegar a esmo” – Houaiss, “ato de ir de um lado para o outro” – Aurélio. Os significados maldosos veem de mentes maldosas) pelo site de Bom Conselho, começando pelo Mural. Como sempre faço, vou descendo até chegar até onde li. Mural, pelas mazelas da eletrônica, devemos ler de cabeça prá baixo, isto é, de baixo para cima. Como não sabia até onde havia mergulhado antes, fui até o recado em que reproduzo o do Zetinho, sobre a missa do nosso conterrâneo Manuel Miranda.
Ai fui subindo, subindo e subindo. Vi que havia um diálogo entre minha amiga Maria Caliel e Alírio Cavalcanti (não me lembro dele) e ele falava em Dé Moisés. Seria o pai de Rui Silvestre e de Dona Eunice Silvestre, minha professora? Fui subindo. Entre uma e outra mensagem sobre o Dia do Amigo, Maria Caliel coloca uma frase linda, citando Alcides Carneiro, que reproduzo, sem nenhuma intenção de plágio mas, pela sua beleza:
"RECORDAR NÃO É VIVER. RECORDAR É VIVER DE LEMBRANÇAS E VIVER DE LEMBRANÇAS É MORRER DE SAUDADE".
Subindo, subindo. Passo por José Fernandes, que diz a verdade, e a quem já agradeci, passo pela amiga Ana Luna onde ela saúda a nova colônia papacaceira, o que também já fiz, e me agradece por ter lembrado a missa do seu e nosso Manezinho, o que nem precisava, era minha obrigação como cristã. Ainda subindo encontro outra vez o Sr. Alírio, que confessa os prazeres de ter lido os escritos de Ana Luna, dando pêsames pelo falecimento de dois homens de importância fundamental para Bom Conselho: Manuel Miranda e Manuel Luna. Ambos eram parentes de Ana mas, antes que a Shirley, a quem conheci menina, e única filha de Manuel Luna, descubra este inocente lapso do Sr (ou Dr.) Alírio, devo dizer, o pai de Ana Luna, outra figura notável de Bom Conselho, era Vanildo Luna, irmão de Manuel Luna.
Subindo..., O mural deu aquele solavanco, e encontro O Andarilho, respondendo a José Fernandes, pedindo para ele deixá-lo em paz. Isto é o que ele mais quer, para reinar solto na buraqueira da tergiversação. Voltaremos mais tarde a esta andar, do mural, e outros muitos, onde ele se encontra.
Não podemos aqui descrever todos os tópicos do mural e vocês sabem que a ideia não é esta. Há andares mais importantes outros menos importantes.
Encontrei num deles, o Sr. Paulo Dantas, grande jornalista e radialista de Bom Conselho, que penso representa a Rádio Papacaça, - ou, só seu programa? Fiquei em dúvida, mas de qualquer forma, já escrevi que é louvável seu intento de integrar os órgãos de comunicação e informação da nossa cidade. Fiquei satisfeitíssima com a resposta que o Zé Tenório deu à pergunta do Pedro Ramos. O Dr. Zé Tenório foi meu contemporâneo no Ginásio e faz tempo que não o vejo. Aqui na CIT, muitos já sofreram em suas mãos, eficientes mãos, ao tratar seus dentes com ele. O Diretor Presidente me disse que, ainda hoje, carrega na boca algumas de suas obturações. Não é o meu caso, nunca tratei os meus dentes com ele.
Mesmo não o fazendo, pelo que conheço dele, de sua família, de sua reputação em Bom Conselho, jamais passaria pela minha cabeça que o Zé Tenório, tivesse ficado com Pedro Ramos e Duênio Amaral (não conheço pessoalmente a ambos), fazendo as coisas que a mente do Pedro Ramos conseguiu captar, e conta num recado acima, do Mural. Pelo que sei dos três, ou mesmo pelo que não sei, mas sendo de Bom Conselho, eu só poderia ter pensado numa ação deles como sendo a de levar as mulheres deles a ter ciúmes e não àquela que o artigo do Andarilho levou Pedro Ramos a pensar. Pois, segundo o Pedro Ramos, foi a partir do artigo do Andarilho, que ele chegou a tal sandice. Senhores, os três, sou uma senhora de idade mas não sou “velha” e poderia, sem nenhuma maldade, pensar da forma que o Andarilho levou Pedro a interpretar o que escrevi, pois tenho minhas preferências sexuais mas respeito a de todos, no entanto, não o fiz. O que disse foi só que não me interessa o que vocês fizeram no apartamento do hotel, embora possa ter alguém que se interessa, como o Andarilho, para levá-los a pensar o que não devem, como é o seu hábito ou mais uma de suas artimanhas, elogiar alguns para atingir outros e com isto se beneficiar, e depois dizer, vejam o que escrevi. Como se alguém fosse capaz de ler tanta baboseira e ainda conseguir pensar alguma coisa.
Peço ao Pedro Ramos, antes de ler O Andarilho, sobre o que diz o Blog da CIT, veja antes o Blog da CIT. Do que disse não retiro uma só palavra. O que posso acrescentar, pelo que dizem os nossos colegas de trabalho, que conheceram o Dr. Zé Tenório em sua profissão, é que ninguém pode duvidar do senhor ao dizer que passou a noite ouvindo o Doutor Zé conversar com o Duênio Amaral, porque o Zé Tenório sempre falou pelos cotovelos. Mas não fala bobagens. O Andarilho é que escreve pelos cotovelos e só fala bobagens.
Nesta subida ainda encontrei um recado do Paulo Dantas dizendo que vai enviar a Pedro Ramos o som da entrevista da Prefeita Judith Alapenha. Não estou, certamente, na lista de contactos do Pedro Ramos, e penso que esta deferência de envio não é só para ele, pois isto interessa a todo Bom Conselho, e sei que seu interesse é que a cidade fique cada dia mais informada do que se passa no momento, pois você é um jornalista, e eu soube, de primeira linha. Peço então o obséquio de enviar para mim também este som ou para a CIT (cit@citltda.com) de forma que todos fiquem informados. Penso, e pode ser que o senhor não acesse nosso Blog, o que tem todo direito, mas, se for este o caso eu, oportunamente, usarei o mural do site de Bom Conselho para lhe pedir isto, com muita humildade.
Agora saiamos do mural, mas não do site. Apesar de O Andarilho pedir paz, se o deixarmos em paz, pode acontecer o que ele prever num dos seus artigos, onde me coloca num divã, e o cito para ele não apelar para o "leiam o que escrevi": “Quanto a contribuir com Bom Conselho, se V.Sa. der um descanso...Quem sabe consiga respirar e então possa contribuir? Quanto a ser esperado nos portões da cidade, com banda de música etc já pensou? Quem sabe o ilustre amigo Pedro Ramos e sua turma, resolvam fazer isso só pra pirraçar você?”.
E depois ele ri e ri mais ainda para que, com estes deboches, o deixemos em paz e aconteça o pior, Bom Conselho acreditar nas suas asneiras. E aqui vou a um ponto importante: O uso do site de Bom Conselho pelo Andarilho. Desde que ele chegou lá, balançando a pança e tentando comandar a massa, só se indispôs com muita gente. O Alexandre saiu, o Zé Arnaldo também, a CIT saiu toda. Agora vejo que, talvez, tenhamos cometido um erro. Digo talvez, porque aqueles que saíram, encontraram alternativas para se expressar e lutar pelas causas da nossa terra, de uma forma ou de outra. No entanto, deixamos O Andarilho correr livre com sua verborragia vazia e seu catolicismo de padaria. Nem todos tem a percepção do que ele realmente representa para nossa cidade. E aqui não estou falando por usar pseudônimo e nem saber se ele é homem ou é mulher. É pelo que escreve e pela forma como usa as "letras" para convencer as pessoas ou como ele diz, a: “Comunidade de Bom Conselho, representada pelos cidadãos e cidadãs de boa estirpe”, de que é uma pessoa da mesma estirpe e quer o bem da cidade. Quando na realidade, não passa de um megalômano que quer apenas se promover ou aparecer diante de seus conterrâneos, tentando incutir seus valores medievais aos incautos.
A partir de mais um recado, tive a curiosidade de verificar o que O Andarilho estava fazendo no Blog do Ricardo Kotscho. Era o que previa, escrevendo, escrevendo, escrevendo. Bobagens, Bobagens e Bobagens. E reproduzindo, quase tudo que lá escreve, no site de Bom Conselho. Abaixo eu dou os “links” de algumas de suas intervenções, para todos julgarem:

http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2009/07/15/agosto-vai-comecar-com-cpi-e-o-senado-no-chao/#comment-224399

http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2008/12/09/brickmann-e-rossi-entre-o-papel-e-a-net/#comment-134992

http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2008/11/18/o-preco-da-propina-r-18-milhoes-para-juizes-politicos-e-jornalistas/#comment-95231

http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2009/07/22/salvador-esta-mais-online-do-que-sao-paulo-voce-sabia/#comment-225373

Não há nada de novo nestes “links”, isto é, nenhuma bobagem que não conhecêssemos, e no último deles cita até o Blog da CIT, ao que agradecemos, pela parte que nos toca, mas, peço observem bem a data da postagem. Outra coisa que nos chama atenção é, no terceiro “link”, a censura ao Andarilho feita pelo dono do Blog. O nosso Diretor Presidente já havia me falado da dificuldade de censurar alguém em nosso Blog, lembrei do Saulo quando me tirou do ar e reconheço seus problemas e hoje, mais madura (mas, não podre), reconheço que exageros não podem ser tolerados. O texto mais significante do Kotscho é o seguinte:

Ao leitor que se apresenta como “O Andarilho”:
se você pudesse se apresentar com o próprio nome, seria melhor.
É complicado dialogar com pseudônimos.
Não se trata de censura, mas de manter um mínimo de critério e civilidade no blog, em respeito aos demais leitores.
Excluo apenas ofensas ou campanhas difamatórias que nada têm a ver com o texto do post.
Cada um que crie seu próprio blog.
Aqui não é espaço de aluguel para promover nem denegrir ninguém.
Ricardo Kotscho


Fiquei intrigado, porque não sei o que foi censurado. Será que O Andarilho tenha rezado um Pai Nosso, e o ateísmo do Kotscho, o levou à censura? Como poderia este homem que pretende chegar em nossa cidade acompanhado de banda de música, ser censurado neste site. Uma vez, muita gente foi censurada no site de Bom Conselho, e eu fui contra aquela censura. Será que não foi uma censura justa? Com a palavra o grande homem.
No entanto, o ponto mais importante para mim, é a associação que O Andarilho faz entre este seu pseudônimo e o site de Bom Conselho. No referido Blog, infelizmente, quem ver o O Andarilho, vai ao site de Bom Conselho, porque ele chegou ao ponto de colocar um “link” no seu nome, que remete ao site. Quem seguir o link vai pensar: Tudo que este homem diz vem de Bom Conselho de Papa-caça, e assim, ao invés de continuar, com toda justiça, como a cidade de Pedro de Lara (este sim, elevou o nome da terra), vai ser brevemente a cidade do Andarilho. E agora, como ele gosta de perguntar: Será que o povo concorda com isto? Eu na minha qualidade de povo diria: Mas nem morta!!!
Não seria o caso de sugerir ao Andarilho, como o fez Ricardo Kotscho, criar o seu próprio Blog? Hoje isto é facílimo de fazer e a CIT, por esta justa e desejada causa, poderá até lhe ajudar nesta tarefa.
Por enquanto, penso ser mais adequado mudar a máxima que citei em texto anterior para: “Bom-conselhense burro nasce morto.” Agora sei porque O Andarilho quer ser chamado de fantasminha: Ele já nasceu morto. E, para concluir por hoje, uso meu fraco Latim: “Quousque tandem abutere, Andarilho, patientia nostra”.

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com

sábado, 25 de julho de 2009

Rio, açude e lama

Lucinha: você escolheu um tema relacionado à água. Eu também sigo na mesma linha. Mas antes, você escolheu um verme inocente. Um verme ou um parasito fazem mal à saúde das pessoas, involuntariamente. Porque foi a natureza quem os trouxe para os rios, lagos e açudes. Assim, eu também escolhi como tema Rio, açude e lama, para não fugir dessa trilha comum de dois. A lama se forma sob as águas. Ás vezes, ela abriga vermes e parasitos. Mas a lama pode ser inofensiva. Algumas vezes, ela se presta para as crianças brincarem, embaladas na sua inocência. Pior do que a lama são muitas pessoas que costumam procurar lama onde não há lama.

Você disse muita coisa, quando trouxe o tema Schistosoma na barragem. Mas, se tempo e espaço lhe permitissem, você diria muito mais. Pois faltou dizer muitas outras verdades, quais sejam:

a) que nós não formamos dupla para o mal, nem para quaisquer outros fins; b) que não estamos em trincheiras, porque não há guerra, graças a Deus, nem em Bom Conselho, nem em nenhuma outra parte do Brasil, a não ser a guerra da violência e da ladroagem de muitos por este imenso país; c) que não buscamos notoriedade, escrevendo gracejos e ironias, além de outras coisas inúteis; d) que não precisamos bajular ninguém para ter algum espaço em algum lugar; e) que temos ocupações e não queremos, nem podemos passar o tempo todo escrevendo bobagens; f) que ficar rolando barras num Mural de recados, entupido de coisas bobas, para encontrar o horário de uma missa, ou outras notícias de interesse geral, consome o nosso tempo e causa perdas; g) que não temos preguiça de ler, apenas preferimos ser objetivos; h) que, quando um assunto comporta debates, nós o debatemos sem medo de censores trapalhões; i) que debate não é fofoca: é troca de idéias; j) que uma idéia que se troca, sempre dá lugar a várias idéias; k) que, quem tem medo de discutir um assunto, é porque sabe que algo de podre se esconde em torno desse assunto; l) que não cultivamos o hábito de mandar alguém seguir regras de bom comportamento; m) que discordar, quando se tem argumento, é traço de boa personalidade; n) que sempre dizer "sim, senhor!" é próprio dos covardes e bajuladores; o) que não sabemos fazer-nos de vítimas, para ganhar adeptos; p) que fé é sentimento, e, como tal, é um valor subjetivo e não se sujeita aos julgadores ocasionais; q) que megalomania é doença grave; r) que a ira e a raiva são péssimas companheiras; s) que, se não temos inveja de ninguém, por que iríamos ter de quem nada de bom tem para oferecer? t) que nunca pedimos, nem precisamos de conselhos de quem é vazio de mente e de espírito. - Aceitamos conselhos, sim, mas de quem os tenha para nos dar, de boa fé.

Não é necessário usar o alfabeto inteiro para enumerar esses trejeitos próprios do sujeito (*) de quem falamos, o qual deveria ser bem conhecido dos bom-conselhenses. Quem escreve pelo simples prazer de escrever e de levar adiante alguma contribuição, por mínima que seja, não precisa ser exibido (a) nas suas afirmações, tentando ser reluzente, sem ser. Pode-se usar um estilo próprio, até contundente, sem a preocupação de agradar ou desagradar. Desde que seja sua opinião verdadeiramente honesta.

Como todos temos mais de 18 anos de idade, somos responsáveis por atos, palavras e obras, que saiam da nossa boca ou do nosso teclado. Se um dia eu (agora falo por mim, e sei que você faria o mesmo) injuriar, caluniar ou difamar alguém, que esse alguém me processe e peça a reparação dos danos causados. Mas não me venha com indiretas, mentiras, artimanhas, deboches e achincalhes. Porque esses procedimentos são típicos de moleques.

Ficar insistindo que é educado, pai de família e outras loas, é querer passar a imagem de bonzinho, para enganar os tolos. E os outros, por acaso não são pais e mães de famílias? E quem de nós pode julgar quem é melhor ou pior ao nosso redor? JESUS perdoou Maria Madalena, e disse para a multidão: "Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra!" E todos os pretensos julgadores ali presentes, ficaram quietinhos.

Como é que eu, ante a minha insignificância humana, poderia querer dar lições de moral e de bons costumes? Quem somos nós, para alimentarmos essa pretensão cavilosa? Que direitos temos de retirar a lama do Açude da Nação ou do Rio Capibaribe, para jogar em cima de quem não gostamos?

Posto isso, digo: Lucinha, você não tem culpa de nada. Ninguém pode ser tido como culpado por dizer verdades. Ainda que essas verdades façam aflorar o ódio de algumas mentes doentias. Mais: O Mural da CIT e todos que o conceberam estão de parabéns por essa brilhante idéia. E pela feliz iniciativa. É isso./.

(*) Para os que são sabem, sujeito não é termo chulo, nem depreciativo.

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

sexta-feira, 24 de julho de 2009

NO LIMITE



Vi em algum lugar que está de volta esse programa.
Olhei uma vez para o anúncio, assim de soslaio.....nossa, que palavra mais bonita, parece até que fala o modo como é esse olhar....assim, ó....viu?
Pois bem, não dei muita atenção.
Ao programa, claro, mas.......
O que acontece com as pessoas ultimamente?
Parece uma corrida maluca para se testar, provar, desafiar, agredir?
Espetáculos ao vivo, 24 horas de super exposição, testes de coragem cujo prêmio é ele, claro, sempre ele: dinheiro. Não importa qual tipo de "teste", onde se pega, o que se pega,
a mãe acha lindaaa a filha nua na revista. O pai não viu as fotos mas, fechou olho porque é a realização da filha. Hipócritas! Fingidores baratos.
Nada contra a nudez. Juro.
A banalização é que dá nojo.
Não sou do tempo que mostrar o tornozelo era um frenesi, mas também, não vamos exagerar....
No limite estamos nós no emaranhado de nós que o comportamento das pessoas está assumindo. Tudo por dinheiro!!!!
Ser ou não ser deu lugar a ter ou não ter. Eis a questão.
Ter ou não ter respeito.
Ter ou não ter retidão.
Ter ou não ter............
Valores
. O que nos torna humanos.
Sofremos violências cada vez maiores e com mais constância.
Ela entra em nossa casa, muda nossa vida, nosso comportamento.
Quase um sintoma da sociedade que não tomou cuidado com os valores e acabou criando adultos sem referenciais de cidadania e respeito.
Estamos no limite sim.
Não de mais um programa sensacionalista do tudo por dinheiro. No limite do caráter, da justiça, do comprometimento com o certo, o justo, o correto.
Será sempre ético ter e ser ético.
Eclético no seu mérito.
Dê limite ao seu limite.
Responsabilidade, solidariedade .
Que venham todos os "ades".
Já que estamos no limite, que seja nossa missão: colaborar para a boa formação da nossa juventude.
Serão pessoas melhores.
Com princípios. Orientação.
Com limites.

boa semana
bjussssssss

ANA LUNA - anammluna@yahoo.com.br

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Schistosoma na Barragem



Sempre que vou ao site de Bom Conselho encontro uma inspiração para escrever. Seja para o bem seja para o mal. Em texto próximo passado tive os dois tipos juntos. Escrever sobre Seu Clívio foi para o bem e falar sobre os despautérios dos recados no Mural foi para o mal. Juro que quando começei a escrever pensava só no bem mas, o mal me venceu. O que chamo mal aqui é discordar das pessoas. Não deveria ser assim. Discordar nem sempre é desejar ou causar mal. No entanto, vá dizer isto àqueles que são contrariados por estas discordâncias! Para eles, é difícil de engolir.
Havia lido um recado do Zetinho sobre local e horário de uma missa em sufrágio da alma de Manuel Miranda, nosso conterrâneo recém falecido. Às vezes esqueço algum ponto, e nesta caso esqueci a hora. Aos críticos de plantão aviso logo, não é a idade. Ontem voltei lá para ver a hora. Do primeiro tópico, ao tópico onde estava a data da missa, contei 79 recados, sendo que 40 deles eram divididos entre aqueles do O Andarilho e os de Pedro Ramos. Ou seja, mais de 50% se a contagem estiver certa e a conta também, como já disse, não fui uma boa aluna de matemática do seu Clívio.
Entre os recados vi alguns que pareciam se referir a mim. Deixei-os lá, pois ao descobrir que a missa era 19:30, e de ontem mesmo, debaixo daquela montanha de recados, teria que botar o recado prá cima da pilha, colocar um recado, sobre a missa, no mural do nosso Blog e ainda ir à missa, como de fato fui. Fazia tempo que não ia à Matriz de Casa Forte e visto o Padre Edvaldo (a quem tive o prazer de ouvir dizer: ... ao nosso Bispo Fernando....). Não sei se porque não conheço mais ninguém ou por outro motivo, dentre as famílias enlutadas não encontrei a de Manuel para dar-lhe os pêsames. No entanto, esta é a parte social, a parte religiosa eu a cumpri, rezando por ele.
Voltei hoje lá, para o Mural de BC, para ver o que havia escrito, se realmente era sobre mim mesmo, quem escrevera, etc. Meu Deus! Era O Andarilho de novo. E confesso, nunca pensei que ele estivesse tão desequilibrado nas suas argumentações. Ele era melhor, mas, agora. Nossa Senhora! Eu penso que ele estava sobre o efeito das convulsões de que falei no texto anterior. Talvez. É a Síndrome da Abstinência Discursiva. Pelo menos tem todos os sintomas.
Ao ler suas diatribes, me senti poderosa. Primeiro porque agora sei, que mesmo para aqueles que mais criticaram nosso Blog, como ele, agora este Blog tornou-se sua leitura habitual. Meu artigo ainda estava quase no forno e O Andarilho já o lia sofregamente. Obrigada pela preferência. Segundo, me senti mais extremamente poderosa da forma como fui colocada, como censora, inimiga figadal de Caldeirões dos Guedes (tá vendo Jefferson!), minadora do Saulo, só nos primeiros 1000 toques. Nos 1000 toques seguintes, inventora do schistosoma em Caldeirões, usurpadora do papel de Saulo, “cassadora” dos direitos democráticos das colônias papacaceiras, cachaceira das brabas, e “lelé da cuca”, pois quem não sabe o que diz, o que é? Olha aí, Lucinha! Como és poderosa. Digo eu para mim mesmo. Se conseguisse ser tudo isto eu teria poder até para curar O Andarilho. Infelizmente não tenho.
Penso que minha crítica maior foi ao Pedro Ramos, que até agora não disse uma palavra, quem sabe, se pela sua inteligência, tenha despertado para o ditado: Dize-me com quem andas e eu te direi quem és? Sei que não é fácil se livrar desta doença do O Andarilho quando se convive com ele. O homem escreve pelos cotovelos. E na maioria das vezes fala muita bobagem. O que quis dizer e penso que o Pedro Ramos entendeu foi apenas que o uso do mural para fins particulares, quando exagerado, é mau para os outros participantes. A prática depende muito da sensibilidade das pessoas. Por exemplo, para mim não interessa o que o Pedro, Zé Tenório e Duênio Amaral, fizeram no apartamento do Hotel em Juazeiro, mas pode ter quem se interesse. Espero que o Zé Tenório tenha respondido este ponto que não consta do resumo da resposta dada pelo Paulo Dantas, num recado posterior. (Caro Paulo Dantas, louvei a iniciativa de perguntas pelo Mural e louvarei mais ainda se as respostas, como você fez com a do Pedro, forem dadas também. Se for assim espere minhas perguntas. Parabéns).
Neste ponto chego à intervenção do meu amigo José Fernandes. Já reconheci, e ele está cansado de saber que o fiz, que ele cultiva o estilo trator. Meu estilo não chega a tanto, talvez cultive o estilo carroça de burro, passa por cima e não mata. Mas desta vez não. Inicialmente o José Fernandes apenas concordou comigo. A culpada de tudo era eu. Mas, como “gato escaldado tem medo de água fria”, e O Andarilho já tomou tanta lambada e tombo nas discussões com José Fernandes, que logo saltou de banda, puxou as armas e começou a atirar a esmo. Inclusive falando a verdade, prá variar, dizendo que eu havia dito que os amigos dele os abandonaram no ostracismo que passou, quando foi censurado no site. Isto eu falei mesmo, chega dava pena. Agora está voltando como se nada tivesse acontecido e usando os mesmos métodos e artimanhas: Apelar para o que disse no passado, deturpar o significado de frases e atos, se fazer de vítima para despertar a pena nos amigos, pregar a paz e a harmonia, enquanto reine soberano, e espinafrando quem descobre que ele não está com esta bola toda e dele discorda e, outro que usará breve, dizer que os seus contendores estão desrespeitando a fé do povo de nossa cidade. Aí o José Fernandes voltou ao estilo trator, e sem ter procuração para defendê-lo, e nem ele tem minha, digo: ele está com a razão, mais uma vez.
Quanto a criação das colônias papacaceiras já disse e repito aqui. É salutar e saudável. Somos uma comunidade municipal, estadual, nacional e até internacional. Tenho certeza Bom Conselho está onde existe um de seus filhos. Por que não conversarem entre si? O que falei de mal, isto é, discordei de alguém, e talvez O Andarilho seja um deles, é que a interferência, sem a devida base nos fatos, por parte destas colônias que congregam Bom Conselhenses de fora, pode ser perniciosa para os que lá habitam e para todos, porque os que são de fora também sofrem com isto. Por exemplo, um médico Bom Conselhense, e como temos bons médicos, pode ir a Bom Conselho fazer consultas grátis. Mas se ele quiser fazê-lo numa época onde haja outros eventos, pode ser que não dê certo. Os que estão lá ou que estão programando estes eventos terão que ser consultados, e deverão ter a última palavra. Por mais brilhante que seja o médico, há outras prioridades. Isto se aplica à música, pintura, serviços sociais e mesmo religião. Não posso chegar na Igreja e dizer que cante uma música de Roberto Carlos, linda que ouvi ontem na Matriz de Casa Forte, quando o Monsenhor Nelson programou o “A nós descei divina luz....”.
Que as colônias existam, se façam, se unam, discutam e ajudem Bom Conselho, sem os personalismos exacerbados, ao ponto de alguns se sentirem ofendidos por que um ônibus quebrou ou a orquestra tocou mal, levando críticas aos planejadores dos eventos internos. Eu fui testemunha do sofrimento de duas filhas, publicamente declarado em carta, pela pressão de alguns sobre seu pai para modificar uma programação feita durante um ano inteiro, no último encontro de papacaceiros. Por isso o citei em meu texto anterior. Havendo até uma reunião proposta pelo O Andarilho para discutir assuntos que ele mesmo não sabia nem de longe o que representavam para a comunidade. Menos Andarilho, menos.
Isto não quer dizer que não possamos dar a nossa opinião. Podemos e devemos, mas na hora certa e no lugar certo, visando o bem estar da cidade e não ao culto de nossas vaidades, sejam elas provenientes do que quer que seja. Podemos e devemos ajudar o nosso site a ser mais dinâmico em termos de notícias, sua cooperação com outros órgãos de comunicação como jornais e rádio (e aqui não incluo o Blog da CIT cujo propósito básico é bem diferente nem de longe pode competir com eles mas, pode falar com eles e falar deles se for necessário). O site de Bom Conselho melhorou muito e pode melhorar ainda mais se alguns não se acharem seus donos. Não conheço Saulo pessoalmente, mas pelo que dele me falaram, se é verdade, jamais ele se sentiu dono do site. Por que ele sabe, com a decência que lhe é peculiar, que não é. No primeiro instante em que ele recebeu uma doação voluntária para administrar o site, o site não é mais dele. Cabe, isto sim, como bom administrador que se mostrou, até hoje, cuidar para que o site sirva Bom Conselho e não ao contrário, e principalmente, não deixar que o poder das contribuições voluntárias gere qualquer tipo de poder sobre suas políticas. Venham de onde vier, cheguem de onde chegar, principalmente se vierem de órgãos públicos, que usam meu dinheiro. Isto deve se aplicar a todos os órgãos de comunicação e não só ao site.
Não sei se respondi tudo e nem este era o meu intento. Minha intenção era dizer tudo para que as coisas fiquem mais claras. Caro O Andarilho, no início até que gostava dos seus escritos, depois vi que tudo que você escrevia era de uma megalomania irritante. Escrever para Ministros, Presidentes, Bispos, Senadores e ter uma solução para tudo, irritava, mas, podia se levar numa boa, como se diz. O que não deu para aguentar foi esta sua mania clara e evidente de tentar se julgar com maior capacidade do que os outros bom-conselhenses e que ninguém desta terra teria capacidade para acompanhá-lo em suas geniais argumentações, sugestões e soluções. Este pecado chama-se soberba. Quando você viu que existia gente inteligente (e eu nem me incluo entre eles) e capaz de lhe contra argumentar, apelou para outro pecado, a raiva.
Parece que você não desmentiu que mora na Bahia. Dizem, que baiano burro nasce morto, mas, você não nasceu na Bahia, infelizmente nasceu em Bom Conselho. Mesmo assim, você ainda pode ajudar Bom Conselho mas, não espere chegar e ser esperado nos portões da cidade com banda de música e tudo e ser carregado num andor. Você é que precisa do povo que está lá, e não o contrário. Isto se aplica a nós todos. Menos Andarilho, menos.
Estas linhas anteriores já estavam prontas, contudo, demonstrando tendências masoquistas, fui à coluna do Andarilho e encontrei um poema: Não! Não sofras Caldeirões. Por Deus. Caldeirões não merece isto. Chega a ser pior do que o schistosoma na barragem. Pelo menos encontrei um título para este escrito.

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O diretor presidente responde - 1



Monteiro Lobato, 127 anos, escritor, Taubaté (SP) – Eu penso que um país se faz com homens e livros. Gostei muito do Livro do Blog da CIT. Agora que estou conectado à Internet lá no Sítio do Pica Pau Amarelo, todos estão lendo o livro. Narizinho adorou os textos de Ana Luna mas tia Anastácia gostou mais dos de Lucinha Peixoto. Caro DP, é verdade que já existe uma versão do livro em CD ou DVD?
Obrigado por incentivar a leitura de nosso livro. Não há uma versão comercializável, ainda, em CD ou DVD dele. Fizemos uma versão em DVD, de forma ainda artesanal, e que foi distribuida gratuitamente na FENEARTE, no estande de Bom Conselho, magistralmente organizado por Bia Ferro, a quem agradeço por deixar pregar alguns cartazes que divulgam o livro. Enviamos também algumas destas cópias para o Rotary de nossa cidade, as quais foram distribuidas, na eleição do novo Conselho, para o qual foi eleita Marilene Fernandes, a quem damos os parabéns, e também agradecemos pela permissão dos cartazes. Quanto a isto soube que o Diácono Edjasme Tavares, por quem temos enorme respeito e admiração, foi vítima de pessoas inescrupulosas em Garanhuns que lhe venderam um DVD de forró no lugar de um de Michael Jackson, história por ele mesmo contada na Academia Pedro de Lara. Conta-se, que estes mesmos indivíduos estavam vendendo uma cópia pirata do nosso Livro. Mais uma vez alertamos, nosso livro não está à venda de forma tradicional. No entanto, se você cumpriu o contrato que a Lucinha Peixoto propôs e doou R$ 10,00 para caridade, não compre mais DVD pirata, mas se já o tiver comprado, use-o sem medo, e leia o livro.
Nosso livro pode ser obtido, legalmente, no nosso Blog ou clicando no link:




Mas, cuidado. Soube de alguns bom-conselhenses que tentaram lê-lo de uma só vez e tiveram que ir ao Dr. Daniel no outro dia, com os olhos muito vermelhos. Aviso: Da mesma forma que orientamos para ver nossos filmes, dizemos que leiam com moderação.

Carlos Drummond de Andrade, 107 anos, escritor, Itabira (MG) – O que devemos fazer quando encontrarmos uma pedra no meio do caminho?
Caro Carlos, depende do tamanho da pedra. Se for uma pedra enorme como a Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, é melhor dar a volta e passar ao redor. Pedras grandes e bonitas como aquela devem ser preservadas, principalmente para fins turísticos. Não deves fazer um caminho que passe por ela. Sejas previdentes. Evitai as grandes pedras. Se for inevitável passar por ali, faça um túnel com carinho. Temos certas pedras que além de grandes são feias e inúteis. Dizem que em Brasília tem um monte destas. No Senado então!!! Temos que detoná-las nas próximas eleições e tirá-las do nosso caminho de uma vez. Lembrei de um fato que vivenciei em Bom Conselho quando era quase menino indo para a adolescência. Bem defronte do Hotel na Rua da Cadeia, dia de feira, tinha alguns amigos que usavam suas carroças (carrinhos de mão) para levar as feiras das famílias mais abastadas (se isto realmente era abastança a minha família era abastada mas, havia outras muito mais abastadas do que a minha) e ficava aquele monte de carroças lá. Eu, como abastado, não tinha carroça mas ficava com uma inveja!!! Depois de um grande serviço feito para colocar uma nova encanação na cidade, o cimento utilizado formou uma protuberância no calçamento, mais ou menos, do tamanho de uma laranja. Nossa diversão era ficar, sentados nas carroças, vendo quem tropeçava naquela pedra. Era realmente uma pedra no caminho de muita gente e esta nos fazia rir. Que crueldade. Lembro do Jameson, que tinha uma carroça e, quando eu falava em tirar aquela pedra do meio do caminha, ele dizia: E nossa diversão? Aquela pedra ficou um bom tempo por lá. Quem sofria mais eram os mais pobres que andavam descalços, muitas vezes. Ninguém se importava. Ela foi retirada no dia que o Tenente Caçula tropeçou. Neste dia nós não rimos. Quando ele se equilibrou, todos nós dissemos, com sempre o fazíamos: “A bênção Tenente Caçula!”.

Emídio Dantas Barreto, 159 anos, político, Bom Conselho (PE) – Ao ler o mural do site de Bom Conselho, que, depois do que fizeram com minha mãe, era a única coisa que de tinha interresse na cidade, antes de ler o Blog da CIT, soube que o Zé Arnaldo saiu do governo da prefeita Judith Alapenha, o que o senhor achou disto?
Já escrevi alguma coisa sobre o Zé Arnaldo aqui mesmo neste Blog. Agora, para responder à sua pergunta, reli o que escrevi (http://www.citltda.com/2009/06/gazeta-2.html). Não tenho muita coisa a acrescentar a aquele texto. Com o nível de informação que tenho sobre sua saída, seria temeroso, e talvez irresponsável ou injusto emitir quaisquer juizos de valor sobre o caso. Como dizia um dos nossos políticos: “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.” Mas, os políticos não são como nuvens, ou pelo menos não deveriam ser. Espera-se deles, como esperamos dos outros, certa consistência e coerência de idéias para que possamos pelo menos identificá-los. Sem propor, no entanto, que eles sejam imutáveis do nascimento à morte, o que seria bisonho, a máxima de que evoluir é variar, deveria vir sempre acompanhada pelo fato de que involuir também é. No entanto, é a mudança que sempre nos traz mais esperanças do que a estagnação. Só posso falar, por enquanto, de desejos, como falei antes, que a História não diga que o Zé Arnaldo enfraqueceu a administração da prefeita. Pelo que conheço dele estou certo que não. Mais uma vez, para onde ele for, só posso dizer de novo: Sucesso Zé.

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com


P.S. - Qualquer pessoa pode enviar perguntas ao Diretor Presidente. No entanto, não podemos garantir que a resposta seja imediata devido ao grande número de perguntas que já nos chegaram. Perguntas podem ser feitas também a outros funcionários da CIT, que aqui responderão, assumindo inteira responsabilidade pelas respostas. Agradecemos também ao nosso Presidente Lula, por nos dar este exemplo de responder aos nossos cidadãos, e que o seguimos, mesmo correndo o risco de sermos chamados de imitadores. Mas, boas ações como esta do nosso Presidente devem ser seguidas e copiadas.

DP.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Seu Clívio



Hoje assim que cumpri minhas obrigações, quase intermináveis, na CIT fui fazer algo que gosto: Bordejar pelo site de Bom Conselho. Se o tempo não fosse tão escasso eu iria lá todo dia.
Não sei se havia notado antes ou só notei agora ou, ainda, é novo mesmo. A página inicial está ficando mais bonita, além de mais funcional, o que já era antes. As notícias estão se tornando mais ágeis e dinâmicas, embora menos do que desejamos, para ter notícias mais “frescas” de Bom Conselho. Talvez uma união maior com A Gazeta, formando, A Gazeta On line, seja a solução. A Rádio Papacaça, apesar de alguns esforços, não vem nem até Recife, cansa antes de chegar a Garanhuns. O Blog da CIT não tem este propósito noticioso. A Gazeta é apenas quinzenal. E nós aqui de fora, se não fosse o Paulo Dantas, que não conheço pessoalmente, não saberíamos nem que o Zé Arnaldo saiu do governo Judith.
Aproveito o ensejo para me comunicar com o nobre radialista, Paulo Dantas. A idéia de transmitir notícias pelo Mural é meio caminho andado para uma rádio on line. Não é barata, pois sei das dificuldades que Bom Conselho passa com a ausência de serviços velozes em relação à Internet. Garanto que se você der uma notícia nova por dia (por exemplo, o Zé Arnaldo foi substituido por fulano, etc.) eu faria um esforço e iria todo dia ao Mural. E por ai começaria, levando os políticos a sentirem como é grande a influência das comunicações, mudando um pouco as suas prioridades orçamentárias. Comunicação pode ser Educação. A CIT não tem estrutura para fazer isto, porque só tem notícias novas de Caldeirões dos Guedes e lá isto não acontece frequentemente. Pegar esquistossomose na barragem não é mais notícia. Caro Paulo, desculpe a ousadia de uma pessoa com alguns anos a mais do que você (não muitos). Se precisar de mais de 1000 toques, o nosso Diretor Presidente diz aqui, que está às suas ordens.
Depois de ver isto eu fui ao Mural do Site. Procurei, procurei, procurei mas não foi fácil encontrar outra coisa, a não ser um diálogo cordial e fraterno entre os amigões O Andarilho e Pedro Ramos. Fui descendo, descendo, descendo e, lá embaixo, encontrei uma postagem de Ana Luna, dizendo mais ou menos: Me acudam que não estou entendendo nada. Me deu vontade de ler para ver se entendia. Parece que estão querendo fundar uma Colônia Papacaceira na Bahia, ou já fundaram. O Andarilho, parece-me morar na Bahia ou coisa assim. Só poderia ser, com aquele roteiro de filme, que encontrei num seu artigo, protagonizado por nossa colega Eliúde Villela, só pode estar na terra de Glauber Rocha. Ainda vou contar prá ela, se a conheço ficará eufórica e já sonha com os aplausos.
No entanto, o que tinha pra dizer, sobre o resto que li, resume-se nisto: A idéia de formar Colônias Papacaceiras por todo o país, e porque não dizer pelo mundo, é muito boa e deve ser incentivada mas, existem coisas que deveriam ser tratadas através de seus e-mails privados. Por exemplo, para dizer ao Dr. José Tenório que veja um link no Site, não é preciso usar o Mural. Se o Dr. José Tenório, que foi meu contemporâneo de Ginásio, não tiver e-mail, o que duvido muito, pois ele é um dos caras mais “antenados”, como dizem meus filhos, de Bom Conselho, peça a alguém para dar o recado ou outra forma qualquer, menos o Mural.
Não conheço Pedro Ramos pessoalmente, mas a pessoa, que dele me falou, só tem elogios, e por isso me desculpe se estou sendo impertinente, mas o Mural é lugar público e, apesar de poder ser usado, algumas vezes, para mensagens particulares, o excesso deve ser evitado. Quanto ao O Andarilho, este não tem jeito mesmo. Se parar de escrever deve ter convulsões. Mas quando um não quer, dois não conversam. As mensagens que louvo no Mural são aquelas de interesse social, empregos, parentes desaparecidos, debates interessantes (de um dos quais participou, rápidamente a Dra. Ana Almeida, que parece será a primeira dama da Colônia de Salvador) e até parabenizações e pêsames em certos casos, mas sempre assuntos de interesse geral da comunidade, como poderiam ser as notícias do Paulo Dantas ou de qualquer outro que se qualifique para tal. Se as mensagens muito particulares continuarem vou pedir ao Jessier Quirino para, usando o mural, contar o filme que assistiu na capitá dizendo: “Num sei o que lá, num sei o que lá, num sei o que lá....” Ninguém entenderá nada mas, pelo menos, sorrimos.
Ainda sobre as colônias, o que se deve ter cuidado, é sobre suas inevitáveis interferências nas decisões que afetam a cidade, sem a devida proximidade dos fatos. Eu entendi, quando nosso Diretor Presidente, num artigo que pretendia discutir algumas opiniões políticas do meu amigo José Fernandes, e o intitulou (o artigo) de uma forma pouco criativa, penso eu, de “É necessário voltar”. Para mim, o que ele queria dizer era: Antes de propor, se informe e analise a situação (sem querer entrar naquele mérito). E muitas vezes para os que lá moram, a situação é muito diferente. Vem aí o Encontro de Papacaceiros.
Não era para escrever nada disto mas, já foi. O que me levou a sentar aqui foi ainda um bordejo geral pelo site de Bom Conselho, mas num link específico, onde encontrei sobre o que queria falar. Fui virtualmente numa festa do Rotary Club de Bom Conselho e vi as fotos. Belo trabalho. Revi pessoas que conheci mais jovens e ainda as reconheço, menos jovens mas, ainda jovens, e, não direi de espírito, porque se os quisesse chamar de velhos o faria diretamente. Numa eu parei: Seu Clívio.
Começo pedindo-lhe perdão, professor, por não me lembrar do seu nome completo. Tenho certeza se a situação fosse ao contrário, se fosse ele que estivesse me vendo com a inteligência prodigiosa que sempre teve, lembraria do meu nome completo. Mas, para mim será sempre Seu Clívio. Um dos homens mais bonitos que conheci. Alto, magro, impecável na vestimenta, porte atlético, um galã enfim. Minhas colegas suspiravam, e eu com elas, na sua entrada em sala de aula. Foi um dos professores melhores que tive, incluindo os de fora de Bom Conselho. Tive outro tão bom quanto, mas era padre (nada contra) e feio que doía, o frei Romeu Perea, meu professor de religião e estudos sociais. Mais bonito, só Leninho. O resto foi resto.
Ele, Seu Clívio, foi meu professor várias vezes no Ginásio São Geraldo. Inglês, Desenho, Matemática, das que me lembro. Em várias séries. Lembro de vários casos que o envolve e a mim, direta ou indiretamente.
Certa feita, na displina de desenho, parece-me no primeiro ano ginasial, para a qual usávamos dois livros textos um grande (em tamanho) e outro pequeno. Os meus já estavam muito usadinhos mais eram bonitos ainda. Devo antecipar que em matéria de desenho sou uma negação. Mesmo hoje a minha linha reta não é a menor medida entre dois pontos, coitado do Euclides se me tivesse como assistente. Logo devo dizer que isto não foi por causa do Seu Clívio. Minhas colegas aprenderam muito com ele. Desculpem-me, voltando ao ponto, nesta disciplina houve uma prova. Eu sempre fui estudiosa mas, esta matéria me cansava, a tendência para as artes plásticas era nula. Numa questão dela, tive que pedir ajuda de uma colega, não vou dizer o nome para não envolvê-la nesta história de baixo nível moral, mas, se ela lembrar, devo dizer aqui, ela não usava as “coxas” para colar, era uma das mais estudiosas da sala. Para encurtar a história, na passagem de papéis entre nós duas, fomos flagradas pelo Seu Clívio. Sua ação foi imediata, tomou a prova das duas. Até hoje me sinto mal em ter prejudicado a colega, no entanto a dor maior é não ter falado para o Seu Clívio que ela não tinha culpa de nada, e sim eu. Não sei o que vem primeiro, se a consciência ou a idade, no meu caso foi a idade, hoje me sinto pior ainda.
Outro fato, não é bem um caso e sim uma constatação, meu perdoe outra vez nobre professor, mas quase não conseguia assitir a suas aulas de Inglês. Sempre ria quando tinha que repetir, do livro, a palavra “pupil” que significa aluno. E no livro adotado tinha umas cem vezes esta palavra. Era o Seu Clívio falar “pupil” e me dava ataques de riso. Não sei se ele notou. Penso que não, pois se o fizesse eu teria ido para diretoria umas dez vezes.
O mais interessante caso, envolve matemática e desenho, eu penso que já lá pelo terceiro ano, pois o assunto era coordenadas cartesianas, maravilhosamente explicado pelo brilhante professor. Não sei se matemática era sua matéria preferida mas, para mim era em que ele era o melhor. Para pessoas não geniais como eu as matérias mais abstratas como a matemática, não entram muito depressa. Quando Seu Clívio desenhou aqueles dois eixos e mostrou que para direita e para cima se contavam os números positivos, e para esquerda e para baixo se contavam os negativos, eu não entendi nada. Tive a ousadia de perguntar para que servia aquilo na prática. Era ousadia sim, porque naquela época minha prática não era das mais complexas. Ele, depois de me olhar de cima abaixo com aquele ar de superior, o que era de fato, naquela ocasião, me deu uma explicação envolvendo a posição de um navio em alto mar. Não entendi muito o exemplo mas aprendi que muitas coisas, que pensamos estar longe de nossa prática cotidiana, podem servir-nos muito quando bem utilizadas.
Eu não sou uma rotaryana, no entanto, só ao ver tantas pessoas que conheci e outras de quem só ouvi falar, como o Saulo, o Luiz Clério (não sei porque não me lembro dele mais jovem, pelos cabelos, deve ser meu contemporâneo, mas os meus são um pouco mais pretos, ao natural é claro) e outros, já começo a apreciar o Rotary. Não sei também o que é o Conselho focalizado na comemoração mas, tendo uma mulher como Presidenta, mesmo não me lembrando dela, ninguém segura o Rotary de Bom Conselho. Parabéns, Marilene (não uso dona pois, pelo que mostram as fotos você deve ser mais nova do que eu).

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
P.S. - As fotos são do Site de Bom Conselho. Não conhecemos a bela jovem da segunda foto, será que é neta do Seu Clívio?

domingo, 19 de julho de 2009

A Eliúde e suas andanças

Li as duas crônicas da Eliúde. Li e gostei de ambas. Desde que ela escreveu uma nota no Mural da CIT, eu sugeri que continuasse escrevendo. Porque ela leva jeito. E disse também que lesse, sempre que possível. E ela mesma confirmou isso na segunda crônica. Prefiro chamar de crônicas, em vez de artigos, por se tratar de uma sucessão de fatos narrados. Artigo ou crônica, o certo é que a Eliúde agora é ponto com (.com), isto é, ganhou um "imeio". Por mim, ela teria ganho dois ou mais, em vez de um e meio.

Mas deixo aqui logo a ressalva sobre uma afirmação dela: eu não faço parte dessa "muita gente" que gostava do Pau Grande. Nem gosto de nenhum pau. Por falar nisso, notei que a Eliúde, em sua infância e juventude, esteve sempre envolvida com paus. Ora era o Pau Grande, ora o pau-de-arara. Em outras horas, eram os paus das árvores que a rodeavam. E ainda havia um banco de madeira, bem lisinho de tanto as pessoas esfregarem os traseiros nele. Devia ser um banco tosco, de pau duro mesmo. Não me custa crer que, nas brincadeiras de menina sapeca, a Eliúde tenha tentado subir num pau-de-sebo, bem lisinho, em dias de festas populares. Lembro à Eliúde que o rodo da casa de farinha também é atrelado a um pau grande que vai e vem.

De casa de farinha, eu entendo um pouco. Sempre que ia ver o meu avô paterno, João Fernandes da Costa, no Sítio São José - Palmeira dos Índios - visitava a casa de farinha que ficava ao lado da casa-sede. E o meio avô João, também plantava a mandioca sítio afora. À noite, na casa dele, juntava gente pra ver seu João ler poesias e contar histórias. As poesias eram, de fato, muitos livrinhos de cordel, coisa de que sempre gostei e ainda gosto. Esse meu avô era o maior festejador das noites do São João, naquelas redondezas. Era, ainda, caçador e pescador incorrigível. Donde se depreende que mentia pra caramba. Mas, se mentia, fazia com muita graça, porque o povo ria pra se lascar. Essa é uma das diferenças entre o meu avô e o pai da Eliúde.

A outra diferença é que ele fez treze meninos na primeira mulher. Nem sei se, no meio de tanta gente, havia mais mulheres do que homens. Era uma misturada da macaca, que eu nem podia decorar os nomes de tantos tios e tias. Em cada casa que eu chagava, tinha mais primos e primas do que formigas em formigueiros. Por conta desse exagero, na segunda mulher o velho não fez mais nenhum menino. Já casou com 73 anos de idade, o que faz supor que o passarinho já estava depauperado. Ou mesmo o velho João Fernandes já estava de pau pelado, como se diz nas rodas de safadezas.

Quando a Eliúde falou da "espinhela caída", lembrei-me da minha avó materna, Aurora Ferro. Aquela velhinha era a melhor avó do mundo. Também pariu adoidamente. He-he povo danado pra saber fazer menino. Não havia TV, CD, DVD, nem a Banda da Calcinha Preta. A única banda que aquela gente conhecia era banda de tijolo. Calcinha preta, então, nem pensar! Era calçolão, quase sempre branco, que ia da cintura à metade de cada coxa. E haja menino saindo por todos os buracos. Não havia calçolas que impedissem a brincadeira.

Mas, voltando à vaca fria: se a Eliúde viesse morar em Paulista, Região Metropolitana de Recife, possivelmente escolheria viver em Pau Amarelo, por ser praia. Pois essa menina é pau pra toda obra. Tanto que deu com os costados em Guarulhos e São Paulo. E hoje está na CIT, escrevendo para o mundo. Quem sabe, nas suas andanças pelo Sudeste, ela sentiu saudades do Pau Grande! E, por isso, voltou. Porque a Eliúde mesmo atesta que era feliz no Pau Grande, mas só veio sentir tamanha felicidade, agora, depois de alguns anos pelas costas.

Se vocês acham muito eu dizer que ela escreve para o mundo, a mim não parece. Pois o Luiz Clério já a intimou para mandar suas histórias do Pau Grande e outras, para serem publicadas n'A Gazeta. E, de salto em saldo, ela chega lá. Comovida com a repercussão do Pau Grande, ela aceitou o convite do Luiz Clério e lhe agradeceu. Proclamou-se uma ex-flagelada que ama o Pau Grande. E disse que conta com os incentivos dos seus leitores. E eu, tanto vou ler tudo que ela escrever, como sempre vou estimulá-la, no bom sentido, claro. Até porque não existe mau sentido nessa história. Com tanto entusiasmo que vemos e sentimos nela, nem sabemos se ela deixou o Pau Grande pra valer. Ou se, vez por outra, vai lá procurar o banquinho de madeira para nele dar uns cochilos vendo estrelas, aliás, vendo as abelhas. Notem que ela mesmo confessou que "está trepada naquele caminhão era melhor do que trepar no pé de manga no Paulo Grande"

E diz ela que "Cleómenes, o safado" (sic), deu um livro pra ela ler. Coisa de ateu, acrescenta. Creio que essa crença de que é coisa de ateu é porque o livro cuida do evolucionismo. Pela teoria do autor, os indivíduos são apenas depósitos para a sobrevivência dos genes. Essas coisas que os "religiosos" não querem admitir, nem que vejam um boi voando sobre as torres das igrejas. Mas entendemos por que os "religiosos não querem nem ouvir falar nessas teorias dos genes. Pois é por causa dos genes egoístas e sem-vergonha, que nós também somos egoístas e sem-vergonha.

Por outro lado (novamente com a licença do finado Carlos Lacerda), se o Cleómenes é safado, não sei. Mas já sabia que ele é ateu. E não vejo mal em ser ateu. Cada qual deve saber o que lhe convém. Como costuma dizer uma senhora que não pode ver um microfone parado, que ela vai lá e se atraca com ele: nessa vida cheia de "tubulações" (sic), a gente nem sabe mais se ser ateu é pecado cabeludo. Digo pecado cabeludo, porque existem também os pecados depilados. Aliás, ainda segundo o filósofo dom Dedé, o vingativo, há pecados para todos os gostos. E os pecados depilados estão mais sujeitos à excomunhão, porque são cheios de vaidades em cada cantinho. Confesso que comecei a tergiversar. Em tempo: essa história de pecados cabeludos e depilados nos cantinhos, eu não ouvi de dom Dedé, não. Foi coisa que me contaram. Portador não merece pancadas. Mesmo assim, não me confesso a dom Dedé.

Com tantas e tantas tergiversadas, peço desculpas à Eliúde, ao tempo em que a parabenizo. Parabéns que saem do coração. E recomendo que ela, com ou sem Pau Grande, vá em frente por essa trilha, porque, história pra contar, não vai faltar. E se faltar ela inventa. E se souber inventar boas histórias, cai no campo da ficção, dos romances etc. Aí o que vai haver de editoras atrás dela, não está no gibi. É isso./.

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br - Recife

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Blog da CIT - 10.000 Visitas



No dia 27.11.2008 recebíamos o seguinte e-mail:

aMIGOS: não sei se é motivo de comemoração, mas senti esta vontade. Espero que gostesm, pois adorei ter recebido no meu BLOg mais de mil visitantes.
Obrigado,
carlos sena


http://ca.sena.zip.net/arch2008-11-01_2008-11-30.html#2008_11-27_00_10_37-128348707-0

Ao qual respondemos:

Caro Carlos Sena,
Parabéns pelo milésimo gol. Esta semana colocamos um contador no Blog da CIT. Esperamos bater sua marca lá pelo ano 2020. Mas com sua visita a atingiremos logo porque você vale por 1000 (mil)


http://www.citltda.com/

Saudações
Diretor Presidente e Lucinha Peixoto que está aqui eufórica com o seu feito.


Ainda recebemos este incentivo:

Não será pela falta de qualidade. Espero que vcs ultrapassem em muito os mil acessos. Obrigado pela atenção. A gente vai se encontrar.
abraços
csena


Estamos com nossas caixas postais cheias de mensagens eletrônicas. Como tenho medo de deletá-las! As mensagens acima são o motivo de tal comportamento cauteloso. As vezes elas são premonitórias e estimulantes.
Caro Carlos Sena, não precisou chegar 2020, mas tenho certeza que ultrapassarmos os 1000 acessos, em grande parte deve-se a você, a quem temos a honra de receber em nosso Blog, pois cada seu acesso agora vale mais que 1000. Obrigado. Um dia nos encontraremos.


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Hoje Lucinha me procurou e disse:

- Caro DP, ou agora posso lhe chamar de Citeiro, como sugeriu o Carlos Sena? Que tal Citeiro Ferreira da Silva? Deixa prá lá, depois você decide. Te procurei para olhar o nosso contador, o contador do nosso Blog.
- Gostei do Ferreira da Silva, mas depois vão dizer que quero ser parente do Lula. Pera aí! Agora lembrei, sabe Zé Carlos, nosso ex-diretor presidente, sua mãe se chamava Flora Ferreira, lembro dela quando brincava com Zé Carlos lá na rua da Cadeia. Ele contava que ela era analfabeta, mas lutava feito uma leoa para que os filhos não fossem. Por que não homenageá-la, o vovô Zé Carlos até que vai gostar. Ele me disse que um dia, Dona Flora queria que ele estudasse no São Geraldo mas, Seu Carlos, o marido dela, que era cego e trabalhava na padaria, não tinha condições de pagar. Ela pegou Zé Carlos pelo braço entrou na Prefeitura e enfrentou, com o seu linguajar simples, o Dr. Raul, que era o prefeito. Ele não sabe como, mas seu Waldemar Gomes, arranjou uma bolsa e ele conseguiu estudar no Ginásio. Então o Ferreira pode vir de Dona Flora e o da Silva pode ser só charme mesmo. Pensarei seriamente na ideia. Por enquanto é só uma ideia. Mas, voltando ao ponto, e o negócio do contador, vamos ver? Nossa!!! 10.110 acessos? Em menos de 8 meses. Bom Conselho aprendeu a ler!
- Tu estás lembrado daquelas mensagens do Carlos Sena que dava o link para aquele artigo sobre os 1000 acessos do Blog dele?
- Estou sim, será que ainda temos aqueles e-mails. Procura Lucinha!!!
- Tá certo mas se for escrever qualquer coisa a respeito, estou dentro.
- Fechado!!!

Deste diálogo e da pesquisa de Lucinha, apareceram os e-mails citados no início. O nosso assunto principal é que tivemos mais de 10.000 acessos. Não vamos fazer comparações com outros Blogs ou sites e sim rezar para que pelo menos metade destes visitantes tenham lido o que lá foi escrito por nossos participantes. E quando digo nossos, me refiro, principalmente, aos nossos colaboradores. Os que escrevem, aqueles que escreveram e, por algum motivo deixaram de escrever, e os que pensam um dia escrever, que também leem o Blog, e que serão bem-vindos. O que nos estimula é a esperança de que seja verdade que estamos levando nossa terra a ler, pensar, refletir, discutir, brigar, sentir, amar e, em resumo, se emocionar e buscar a felicidade. Se for verdade valeu nosso esforço.
Deveríamos ir comemorar na casa de Zé Carlos. Ele é meio leso mais foi quem começou isto. Aproveitarei para falar-lhe sobre uma possível mudança de pseudônimo. Mas, vou telefonar antes. Será que já chegou a Gazeta nova?

Diretor Presidente – diretorpresidente@citltda.com
Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Minha saída do Pau Grande



Quando escrevi meu primeiro artigo fiquei com medo. Apesar de toda a força que os amigos me deram e mesmo a repercussão que falaram dele, pensava ter terminado minhas ideias. O Zetinho dizia vá em frente, o Zé Fernandes disse leia muito. Fiquei também surpresa que muita gente gostava do Pau Grande. Alfredo Camboim, Beto Guerra e outros se divertiram nele, e eu pensando, feito boba de que quem só sonhava com ele era eu. Agradeço a todos o incentivo. Inclusive do Diretor Presidente que me deu um e-mail. Estou ficando estilosa, como se diz.
O problema não era de incentivo, era meu mesmo, não tinha mais ideias além das abelhas uruçus. Contei a Lucinha, ela disse: preocupa não, isto acontece quando menos espera você tem uma ideia boa. Li um bocado de coisa. Cleómenes, o safado, me deu um livro chamado “O Gene Egoísta”, dizendo que ele explicava o que somos, comecei e logo no início o autor diz que a gente é feito de uma coisa que tem em todo lugar e que somos igual a um caramujo, um veado, um macaco, um elefante, ele diz que é por causa do gene egoísta que fica brigando dentro da gente, e que o vencedor leva, e tenta dizer que pensamos por causa disto. Coisa de ateu mesmo. Não cheguei nem no segundo capítulo.
Comecei a ler o que está se publicando no Blog agora, só dar política, Lucinha diz que gosta também, eu pensei que ela só gostasse de religião. Ela disse que eu tinha que começar a gostar para melhorar o “pedigree” da raça feminina, dizendo, o que eu já sabia que em Bom Conselho agora tem uma prefeita e que está passando a perna em muito marmanjo. Li algumas coisas, mas é igual a religião e aos genes do livro, brigam o tempo todo.
Perguntei então por que saí do Pau Grande? Resolvi então contar porque sai de lá, daquela vida tão boa que contei antes, cercada de abelhas e pés de café. Naquela ocasião não contei algumas coisas. Éramos pobres, meu pai falava. Isto para mim significava alguma coisa apenas quando, já na sexta-feira acabava o feijão, comprado na feira de Bom Conselho no sábado anterior. A carne acabava no domingo mesmo e a farinha sempre chegava, pois meu pai plantava mandioca e fazia, ele mesmo nossa farinha. No Pau Grande tinha uma Casa de Farinha, esqueci de dizer antes. Lembro bem, era uma casa perto da nossa, de taipa, eu penso que todo mundo sabe o que é. De um lado tinha uma roda grande na qual passava uma corda por suas beiradas e formando um círculo achatado ia diminuindo o diâmetro e se ligando a uma rodinha muito pequenininha ligada ao caititu, não explicarei o que é porque já tem no dicionário, fui olhar, resumindo ele servia para ralar a mandioca, já descascada por mim e por por meus irmãos e também por minha mãe quando terminava de aprontar o almoço. Fico pensando agora o que foi a vida de minha mãe naquele sítio, enquanto meu pai cuidava do Pau Grande, ela varria a casa, lavava roupa, fazia a comida e tinha meninos. Um bocado deles, inclusive eu. Quando podia ir para Casa de Farinha era uma alegria, descascava mandioca, botava lenha no forno e ainda usava o rodo para mexer a farinha quando tava torrando. Nos tempos de hoje penso sempre nela quando toda semana tenho que ir no supermercado, para mim é uma alegria.
Vocês já devem estar pensando que comi muita farinha seca na sexta-feira. Advinharam mesmo. Para meu pai isto era triste mas era melhor do que na cidade, que ao invés da farinha, tinha que fazer o fiado na venda pra gente comer, como ele contava. Mas, não foi por isso que saímos do Pau Grande. Um dia chegou lá um compadre de meu pai, vinha de São Paulo. Bem vestido, bem falante, era pedreiro como meu pai, agora, porque quando foi prá São Paulo era ajudante de meu pai. Ele era padrinho de um irmão meu, o Eraldo, que depois falarei dele. Como se diz hoje, o cara terminava de almoçar o feijão com ovo que minha mãe fazia e dava um arrôto de caviar, que até hoje também só conheço do samba do Zeca Pagodinho. Contava todas as vantagens do mundo. Só quem ouvia aquelas estórias dele, poderia concluir, porque tantos foram parar na terra da garoa. Meu pai ficava de boca aberta ouvindo e sonhando. Eu não entendia bem, a não ser quando ele dizia que a filha dele, um pouco mais nova do que eu, tinha uma escola quase na frente de casa. Não pensem que ficava toda excitada querendo ir para escola, com aquela ânsia de aprender, não, eu queria mesmo era saber o que era uma escola. Aqui eu tinha as mangueiras e o cafezal, pra que mais?
Chegou um belo ou um feio dia e ouvi meu pai dizer a minha mãe:
- Berenice, já resolvi, vamos pra São Paulo.
- O que?
- Vamos prá São Paulo, tu não visse o que o compadre Caetano falou? Lá podemos trabalhar e sair desta vida, dar melhor condições a nossos filhos. O compadre disse que lá eu não esquento canto, sendo pedreiro, é emprego certo e podemos ficar na casa dele até nos acertarmos.
- Tu tás é doido homem! E os meninos, será que eles vão querer ir? Eles já são grandinhos, e eu ainda por cima tou atrasada há dois meses.
- Deixe os meninos por minha conta, eu sou o pai ou não sou? É pro bem deles, eles vão entender quando eu explicar tudo.

Ouvi o diálogo e fui correndo contar a Eraldo, que era mais velho que eu, e estava trepado num pé de manga rosa, agarrado com uma manga que só não parecia com uma jaca pela cor, mas no tamanho... Ele ouvi minha história e acreditou, tanto acreditou que, logo depois meu pai chamava todos os filhos para a reunião oficial, e cadê Eraldo? Eraldo sumiu. Meu pai contou a todos os seus planos, éramos meninos, e todos pequenos ainda para concordar ou discordar daquilo. Eu mesma, nem pensei que depois de alguns anos pelas costas andaria a tentar escrever estórias sobre como era feliz no Pau Grande, isto só vi depois. Naquele momento eu era indiferente. Mas o Eraldo não, só foram encontrar ele outra vez, dois dias depois, escondido na casa de um vizinho. Só foi forçado, não o vi amarrado mas se ele resistisse mais meu pai botava ele no saco.
Pra levar todo mundo do sítio, mais algumas coisas que dar vontade de dizer que “a mala era um saco e um cadeado era um nó”, como na música de Luis Gonzaga, mas realmente tínhamos umas duas ou três malas pequenas bem simples, que foram levadas por um jeep que as vezes passava lá, vi meu pai pagando ao dono, lá em Bom Conselho.
Dormimos na casa de minha avó e no outro dia nos despedimos e o caminhão estava a nossa espera.
Era o que hoje chamamos Pau-de-Arara. Não preciso descrevê-lo porque era igual ao que Dona Lindu, mãe de Lula, foi. Agora todo mundo conhece. Se ela era como minha mãe Lula deve ter levado uns bons cascudos na viagem. Menino só quer brincar, não sente a bunda doer nem se importa com o tempo, para mim tendo o que comer e onde descomer, tudo tava bom. Os adultos é que complicam. Mas se hoje eu fosse presidente eu contaria uma estória da minha viagem que seria emocionante, pelos seus aspectos de miséria e sofrimento. Foi nada, me diverti a valer, está trepada naquele caminhão era melhor do que trepar no pé de manga no Pau Grande. Tudo era novidade, até a poeira era diferente daquelas que os cavalos faziam nas estradas do sítio. Meu irmão Eraldo ficou emburrado um tempo, até começar a conversar com uma menina que vinha também no Pau-de-Arara, eu não sabia porque, hoje sei, aquilo era um safado!
Depois de alguns dias e alguns perrengues, como o do pai da menina proibir dela ficar perto do Eraldo, e meu pai ir tirar satisfação com ele, e meu pai para supresa nossa, dar uns tabefes em Eraldo mas, com aquele ar de riso de macho conivente, chegamos a São Paulo. Nunca vi tanta casa junto, só em Bom Conselho, mas era muito, muito mais. Era de perder de vista. Depois eu soube que não era São Paulo, era Guarulhos. Minha vida mudou pelo avesso, mas isto eu conto depois, senão não terei assunto para outros artigos.

Eliúde Villelaeliude.villela@citltda.com
P.S. – Gostaram do meu e-mail? Agora sou ".com", contactem-me.

terça-feira, 14 de julho de 2009

TRANSVERSALIZANDO 3



Adorei a mistura fina de Roberto Carlos no viés da nossa política local. Igualmente adorei a utilização da transversalidade num contexto extremamente coerente. Confesso que gostei mais do enfoque sobre Roberto Carlos, não porque o texto em si não tenha méritos, pois os tem e muito. É QUE Roberto Carlos cantando o amor, canta tudo. É porque o CITEIRO ao dizer do seu choro e do amor que o levou a retirar da sala de aula sua namorada, revela-se o ser responsável, instigador, legítimo defensor do que acredita. Até porque poucos dizem que gostam de Roberto, pelo menos até o espetáculo da Globo. Talvez esse show tenha desmistificado a conceituação de BREGA, ou de BRAGA? Afinal o Rei é Braga e se o que faz for brega, prefiro também assim ser.
No sentido pejorativo, Brega deveria ser a fome, a injustiça, o "levar vantagem em tudo", e outros derivados. Por isto gostei do foco que Roberto se estabelece. Porque amar é maravilhoso, mas poucos o dizem. Ou o dizem "debaixo dos caracóis dos cabelos, ou nos lençóis macios onde amantes se dão" e isto também é bom. Eu, particularmente, quando amo digo baixinho e no alto falante.
Quanto ao "lixo" - questão central do atual governo João da Costa em Recife, penso ser uma questão de tempo. Não domino muito os assuntos que envolvem licitação, contratos, etc., mas creio que essa parada já está revista. Afinal, a boa intenção não serve sozinha no viés da lei e do estado de Direito. As duas têm que se afinarem, sob a pena de se instalar a lógica do capital selvagem, ainda tão forte na nossa América Latina e alhures.
Portanto, são "detalhes pequenos" que não invadem nossas "emoções", nem podem tirar o apetite do "café da manha", até que a gente não veja mais "o menino correndo, nem o tempo correndo ao redor daquele menino". Abro os botões da minha blusa e deparo-me com Chico Buarque: "Ouça um Bom Conselho, eu lhe dou de graça" e eu completo: sou de Bom Conselho de Papacaça, graças a Deus.
Obrigadão.

Carlos Sena - csena51@hotmail.com

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Roberto Carlos em Ritmo de Aventura



Ontem fui dormir mais tarde do que o normal. Fiquei vendo, na TV, o show de Roberto Carlos. Aquela frase de uma de suas músicas parece que era dirigida a mim: “...por muito tempo em sua vida eu vou viver...”, e não é que o cara ainda me balança, fazendo eu colocar para fora tudo que é nostalgia, alegria, tristeza, saudade, e sentimentos outros que compõem os seres humanos, resumido em “emoções”.
São 50 anos ouvindo-o. Desde minha infância em Bom Conselho, quando dançava o Twist na casa de Ives Crespo, isolado num quarto e olhando os outros dançarem, pela fresta da porta, sem que minha timidez permitisse participar daquele ajuntamento. Preferia o Roberto Carlos. Desde o “Quero que tudo mais vá pro Inferno”, a qual, o boato de que o Padre proibira que tocasse tal música incentivadora do pecado, levou a uma procura acentuado por ela, até as mais recentes que tentam nos trazer de volta à religião como “Nossa Senhora”.
Aquele que nunca cantou com sentimento e emoção: “Estou amando loucamente a namorada de um amigo meu...” mesmo sabendo que estava errado e não soubesse o que aconteceu, atire a primeira pedra. Lembro de todos os “detalhes” ainda. Os sonho de andar no “Cadillac, fon, fon” com a “garota papo firme”. Naquela época não pensávamos nem nos botões da blusa, que ela não pensava nem em desabotoar. O platonismo era um modo de ser feliz, como hoje só se é feliz se o “côncavo” estiver bem pertinho do “convexo”.
Já fora de Bom Conselho, deixei lá uma namorada, paixão das brabas, que nos impulsionava na vida em todos os setores mas, também nos levava ao mundo da fantasia e loucuras. Lembro certa vez, estudante e trabalhando numa cidade próxima, ouvi uma radiola tocando: “...cartas já não adiantam mais, quero ouvir a tua voz, vou telefonar dizendo, que estou quase morrendo de saudade de você...” Não tive mais dúvida, ainda liso, sem poder ir a uma cabine telefônica, implorei a meu chefe, mentindo que havia urgência em telefonar (o amor também faz mentir), que se mostrou benevolente e cedeu o telefone do escritório. Pois não é que tirei minha amada da sala de aula em Bom Conselho prá falar com ela. Ela pensou que tinha morrido alguém. Não era verdade, mas eu estava quase morrendo de saudade dela, igual na música. Ainda tive vontade de dizer: Eu tenho tanto pra lhe falar, mas com palavras não sei dizer, com é grande o meu amor por você; e não há nada pra comparar, para pode lhe explicar como é grande o meu amor por você; nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar ou o infinito, não é maior que meu amor, nem mais bonito; me desespero, a procurar, alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você; nunca se esqueça, nem um segundo, que eu tenho o maior amor do mundo, como é grande o meu amor por você. Mas minha timidez me fez perder este momento lindo, antes que a vida nos separasse.
Dizem, quando a idade vai passando, diminui o nível de testosterona no sangue e vamos ficando mais emotivos. Ontem tenho certeza, ela foi a zero. Chorei qui só.


Agora passemos ao ritmo de aventura. E que aventura, falar de política. O nosso debate político já gerou muitos textos e opiniões que merecem nossos comentários.
Começando pelo excelente texto de Alexandre Tenório, que inicialmente nos chama a atenção para o “perigo” em enveredar pelo tema da política municipal em Bom Conselho. Temos duas considerações a fazer. Inicialmente, que eu vivi em Bom Conselho e o que ele fala, eu presenciei. Não só não se comprava nas lojas dos adversários quanto os adversários eram sempre os culpados e perseguidos. Nós que fazemos a CIT estamos conscientes destes perigos. Por isso nossa política é de abrir nossa "loja" para todos, mostrando com muita clareza, honestidade, sinceridade e sentimento pela terrinha, qual o nosso produto. O Blog virou mais um supermercado onde muitos vendem e muitos compram e todos são bem-vindos. Quando houver contrariedade de interesses, tentaremos resolver, resguardando o que achamos ser o bem de nossa terra. Mesmo aqueles que ficam em cima do muro também correm o risco de cair. Agradecemos o conselho ao Alexandre, e que Deus nos proteja.
O próprio Alexandre, não segui o seu conselho, mostrando, como outros aqui, que o muro não é o seu lugar, e escreveu, em seu ponto mais importante, a denúncia de nepotismo por parte de prefeita Judith Alapenha, comentada pelo Felipe Alapenha, e, sobre isto, eu tenho algumas poucas coisas a dizer, que abrange a ambos.
Nepotismo, em essência, significa favorecimento. No presente caso, refere-se à conduta dos agentes públicos que abusivamente fazem concessões aos seus familiares. No texto há duas acusações. Uma de descumprimento de promessa de campanha e outra da prática de nepotismo em si. Quanto à primeira que os eleitores julguem. Quanto à segundo tenho apenas a dizer, que, a inclusão de nomes com sobrenomes Alapenha na administração, como secretários, não configura nenhum crime (li em algum lugar que através de uma súmula vinculante o STF proibiu a contratação de parentes com exceção para ministros de Estado, secretários estaduais e municipais), do ponto de vista legal, no entanto, no plano político e moral, somente aumenta a responsabilidade da prefeita. Um grande político brasileiro, Ulysses Guimarães, escreveu: “É indecoroso fazer política uterina, em benefícios dos filhos, irmãos e cunhados. O bom político costuma ser mau parente”. A meu ver, pode-se ser ainda um bom político sendo um bom parente mas, somente os agentes públicos que ostentem grande equilíbrio e retidão de caráter conseguem manter incólume a dicotomia entre o público e o privado, impedindo que sentimentos de ordem pessoal contaminem e desvirtuem a atividade pública que se propuseram a desempenhar. Isto esperamos que a prefeita tenha. Não temos porque duvidar (para aqueles mais pacientes com termos jurídicos sobre nepotismo, além de uma consulta ao José Fernandes pode ver http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=4281).
Em outro texto (http://www.citltda.com/2009/07/e-necessario-voltar-complemento.html) José Fernandes, com sua maestria de escritor, já reconhecida por todos, toca num ponto que merece um singelo comentário, e como o Felipe Alapenha também toca no assunto (http://www.citltda.com/2009/07/e-necessario-voltar-complemento-2.html) , o comentário serve para os dois autores. Ele diz respeito ao meu texto, no que se refere ao vereador Gilmar Aleixo. Eu digo que a prefeita deveria agradecer ao vereador por ter comparado suas mudanças ao que estava dentro de um caminhão da Granero. Confesso que foi no trecho relativo a este episódio onde dei um sorriso. Para mim a paródia tinha graça. Será que eu tenho tendência para a oposição? Será que minha neutralidade ou tentativa de, não poderá se manter? Penso que não se manterá se souber que a prefeita Judith tenha ficado chateada pela forma desta crítica. Não devemos confundir seriedade com sisudez, nem paródias com deboche. Um dos programas de TV mais sérios de hoje, onde já vi entrevistas sérias, maravilhosas e importantes na formação da opinião brasileira é o Programa do Jô. Como era, talvez Felipe não tenha alcançado mas, José Fernandes certamente, o Chico City de Chico Anísio, ou Viva o Gordo com o Jô Soares. Entre uma risada e outra aprendíamos muito sobre este país, que alguns dizem ser o país da piada pronta. O Coronel Limoeiro, O Capitão Gay, A Salomé de Passo Fundo, entre outros nos acompanharam em nossa adolescência e foram perseguidos pelos nossos sisudos de plantão. Oposição precisa ser séria mas, não sisuda. O amigo José Fernandes ainda questiona: “Como admitir que um vereador de oposição, vá a uma emissora de rádio fazer gracejos com a administração da prefeita, que, acredito, não lhe dá essa liberdade?” Se alguma dia a Judith não der esta liberdade a um vereador, e mesmo a um cidadão comum, por causa de críticas deste tipo, minha neutralidade será quebrada, pois, certamente, não haverá mais Judith como prefeita e sim o “Major Zé Pedro”, prefeito na época do Estado Novo. Espero manter a minha neutralidade para o bem de nossa terrinha e da Terra de Vera Cruz. (Quis colocar Santa Cruz mas poderiam dizer que estava fazendo piada sobre o nosso país, dizendo que ele está na série D, preferi o nosso antigo time lá do Alto do Zé Freixeiras).
O Gilmar Aleixo rendeu muitas letras. No nosso Mural o José Fernandes orienta o vereador sobre o processo de impeachment de um prefeito e ainda diz que para tanto não precisa de telefonemas inventados. Eu também dei uma deslizada no meu artigo e coloquei “recebeu” entre aspas, tentando indicar que, acreditando no Felipe, estes telefonemas possam ter sido forjados. Já me arrependi disto. Vendo agora nosso Presidente Lula criar um Blog e manter uma coluna semanal nos jornais: O Presidente Responde, resolvi lançar uma no Blog: O Diretor Presidente Responde, e não posso admitir que digam que as perguntas sejam forjadas. Será que as do Lula são?
Outras questões virão com o tempo e cada vez mais aumentarão em número. Aqui só tenho mais uma, depois que li o artigo do grande escritor Carlos Sena, a que demos o título de Transversalidade e que ele gostou, graças a Deus. Sou um eleitor de Recife mas, não de João da Costa, e já estou, como povo, apressadinho com a história do lixo. Desculpa amigo Sena, mas nosso prefeito ainda não transversalizou.
Perdoem, só mais esta: Caro João Nelson, adorei sua nota que está em nosso Mural e concordo num ponto, quando você diz que "nosso grito alcança pouca gente". É uma pena, mas, para os políticos que não transversalizarem eu sou terrível e é bom parar, com esse jeito de provocar. Você não sabe de onde venho, o que eu sou nem o que tenho. Eu sou terrível vou lhe dizer, que ponho mesmo pra derreter. Estou com a razão no que digo, não tenho medo nem do perigo, ... eu sou terrível, eu sou terrível. Roberto Carlos continua por aí, e eu ainda choro.

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

TRANSVERSALIZANDO 2




Felipe Alapenha, José Fernandes, Alexandre Tenório, Luiz Clério - pelo que pude perceber, todos envolvidos nesse tema tão outroramente reservado às castas oligárquicas da nossa terra. Uns moram lá, outros cá, mas todos com o sentimento de amor à terra em que nasceu. Quão isto é bom. Principalmente porque confirma o sinal dos nossos tempos em que não basta a intenção, mas os fatos; não basta a teoria, mas a prática, como não bastam nem só o riso, nem só a dor. Bastará a todos o SENTIR. A consciência do "não calar", em plena era da comunicação, em plena era do conhecimento em que este se transforma em forte poder para o bem e para o mal.
Com sabemos, a discussão é boa e salutar. A política no seu sentido maior é tudo de bom e nos envolve acometendo-nos, nalguns momentos, de verdadeira paixão pelos seus conceitos. Diante disto, lembro quando estudante no São Geraldo, que a gente não podia nem dar um "piu" que era comunista, terrorista e outros "istas". Hoje sabemos que fazia parte daquele momento negérrimo da nossa sociedade e que tão bem soubemos dar o troco. Por isto, fico feliz com esses embates positivos envolvendo tantos conterrâneos ativos, inteligentes e bons escritores, o que é melhor. Porque, guardadas as devidas excessões, a geração "self service", Hamburger, Fashion, escreve muito ruim e, pelo andar da carruagem, deve pensar igualmente. Afinal, nossa terra tem o diferencial do conhecimento, da escrita, do bem falar e escrever e disto muito me orgulho. E quando o viés é o da polítcia, tudo ganha um trato melhor, pois não basta falar e escrever, mas conceituar e isto requer leitura, reflexão, sentimento do mundo e consciência cidadã.
Daqui, neste domingo xoxo (chove, mas não chove), prefiro me enfronhar nesse "debate" como prova de que "longe é um lugar que não existe", pois a gente sai da nossa terra e jamais se desliga dela. É qualquer coisa meio visceral, meio mãe mesmo, que nos faz ficar plugados nos acontecimentos e neles interferindo quando a possibilidade existir.
Nessa hora, provavelmente, a missa da matriz já tenha começado. É uma das minhas lembranças mais bonitas dos meus tempos. Outra é "Caldeirões dos Guedes", que ouvia chamarem de "Carderão dos Guede", mas em qualquer uma me identifica o sentimento de longe ou perto. Sempre que a gente queria dizer de um lugar longe dizia é como daqui em "Carderão dos Guede". Isto mostra a questão dos conceitos, pois os nossos referenciais eram aqueles que estavam perto, alí, ao alcance da mão. Podem dizer: mas estavas falando de política. E continuo, posto que o sentimento de amor a terra é político, antes de ser geográfico. É como o "Buraco do Bulandin" que percorreu meus medos de criança e minhas fantasias de adolescente. Esses dois exemplos mostram no meu espelho os meus ontens, ou seja, são reais, posto que permanecem lúcida e ludicamente.
E como hoje é domingo, podemos nos permitir ao "vale a pena viver de novo". Por isto, Judite, Felipe, José, Luiz, Alexandre, todos, continuemos em ciranda, de mãos dadas. Prova que saimos do imobilismo das filas indianas em que um fica atrás do outro e o mundo fica sendo visto apenas pelo primeiro. A lógica é a da ciranda mesmo; é da roda de conversa mesmo; é a da verbalização mesmo. Mas é a da concretude também, posto que "nada mais prático do que uma boa teoria". Pela crença de que no final tudo dá certo e que, quando não dá certo é porque não chegou ao final, finalizo. Pode ser que volte... Ou não. Pode ser que re-volte, ou não. Pode ser que... E que venha logo um novo bispo. Porque faz tempo que eu não desejo mal a niguém, mandando "reclamar ao bispo".
Um bom domingo.

Carlos Sena - csena51@hotmail.com