sábado, 4 de julho de 2009

É necessário sair



O editorial e as notas do Luiz Clério, n'A Gazeta nº 244, de 16 a 30.5.2009, remete-nos a vários questionamentos.

Temos um presidente da República, que saiu num pau-de-arara para o Sudeste, em busca de oportunidades. O itinerário do retirante Luiz Inácio, é de todos conhecido. Dispensa comentários.
Mas nessa procura de melhora, no rol das oportunidades buscadas, as pessoas visam a muitas coisas: especialmente, querem enxergar mais um pouco adiante da linha dos seus narizes.

Quem fica circunscrito a um raio de 300 km, continuará pensando pra dentro dos seus umbigos. É nesse raio que se formam os egoístas e pessimistas de carteirinha. Os pessimistas que dizem que Bom Conselho só pode crescer pra baixo que nem rabo de cavalo.

Esses egoístas traçam perfis à sua maneira. Como um desses ilustres, que escreveu n'A Gazeta anterior, dizendo isso e aquilo, inclusive a respeito das propostas da Perdigão. Segundo aquela mente estreita, a Perdigão estacionou na indústria de laticínios e esqueceu da parte de embutidos.

Essa é a visão do atraso. É o formato de quem está bem e se lixa para quem está lutando por coisas melhores. Creio que nenhum dirigente da Perdigão tenha dito que os projetos da empresa haviam sido alterados. O certo é que houve e ainda há uma crise internacional, que nos atingiu, e, enquanto isso, as empresas tiveram e têm de reavaliar suas metas e seus riscos.

Por outro ângulo, ainda dentro dos enfoques d'A Gazeta, os nossos políticos em geral, torcem para que os seus sucessores, sendo adversários, fracassem na administração do bem público, para que, no outro pleito, eles tomem conta da situação. E assim se possam apropriar do que restou, para distribuir com os seus, aí incluindo os apaniguados e toda a família do eleito. Isso não deve ser novidade, também, para os bom-conselhenses.

Neste instante, peço à prefeita Judith Valéria, que mantenha os olhos sempre abertos, e procure fazer tudo que seja possível, para o bem dessa comunidade que, em dado momento, viu acender-se um facho de esperança, quando a elegeu, juntamente com a representação parlamentar do município.

Faça de tudo que possa, dª Judith, para que os que lhe puxam para trás, não voltem tão cedo. E, melhor ainda, que não voltem nunca mais. Para que floresça outra mentalidade no nosso município, que tanto espera e precisa de melhoras.

Recentemente, visitei uma obra de grande valor cultural, numa capital do Nordeste, onde o prefeito já está no segundo mandato, porque foi reeleito. E ele tem sido muito bom administrador para os cidadãos de lá.

O feito é um conjunto arquitetônico, com museus, auditórios, centro de convenções etc. Dotado de infra-estrutura completa, tudo compatível com o porte daquela cidade.

Conversei com algumas pessoas que nos receberam naquele complexo, e os parabenizei por terem um centro cultural e comercial tão bem projetado e igualmente bem cuidado.

Mas saí dali pensando na maldade dos nossos políticos. Sempre com a mesma interrogação: se fulano não fizer o seu sucessor, possivelmente o que for eleito deixará aquilo tudo cair no abandono, para que o povo se esqueça logo do criador daquele parque. Porque esse povo tem memória curta.

Além de ter memória curta, o povo costuma ser muito apressadinho. Exemplo: um prefeito toma posse hoje, recebe tudo na maior desorganização, as finanças do município em pandarecos: nem um centavo fica em caixa. Ao contrário, ficam montes de dívidas para serem pagas.

Mas a maioria da população quer que tudo seja resolvido imediatamente. Quer que se refaça, num passe de mágica, tudo quanto foi destruído. E que logo também se faça o que deixou de ser feito em vários anos de desmandos. Se isso não for executado em noventa dias, já começa a chiadeira. Mas assim é impossível e desestimula quem pretende fazer o melhor possível.

Portanto, amigos e amigas, tenhamos paciência e ajudemos no que pudermos aos que estão no comando dos destinos do município de Bom Conselho. Assim como, quem esteja administrando bem, qualquer outro município, estado e o país.

O título deste artigo, foi pinçado das notas d'A Gazeta. E relembrando o que foi dito no início: é necessário sair desse mundo miudinho que circunda curtos espaços ao nosso redor, para adquirirmos conhecimentos e visão de mundo. Depois, quem puder, volta. Quem não puder voltar, colabora com idéias e com o que mais possa. É isso./.

José Fernandes Costa - jfc1937@oi.com.br

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