segunda-feira, 6 de julho de 2009

A Função Social da Empresa e o Plano Real



No mundo moderno e no Brasil, principalmente depois da Constituição de 1988, passou-se a dar mais ênfase à função social de todas as instituições e em particular à função social das empresas, nas quais reinava o princípio extremamente individualista do lucro pelo lucro. Depois do reconhecimento do processo de globalização irreversível e seus efeitos sobre o “bem estar” das nações e indivíduos, maximizados pelas consequências da presente crise, todos concordam que a intervenção de entes públicos é necessária para preservar os valores essenciais do ser humano, inclusive de sua própria vida. Esta intervenção, muitas vezes, se dá pelo incentivo formal ou informal às funções sociais de cada instituição.
Isto é o que se chama de “nariz de cera”, ou seja, quando queremos começar algo e não sabemos por onde, sofisticamos as palavras, encompridamos as frases e, fingindo está entendendo tudo, começamos o artigo. Neste caso, o que queremos dizer é que estivemos de férias, curtimos “adoidadamente” e quando chegamos, jogam em cima de nós problemas que foram discutidos por outros, por muito tempo. Vendo alguém chegar das férias, logo jogam a cangalha nela. Mas, vamos ao ponto.
O Diretor Presidente me procurou e disse, com o ar de superioridade que as vezes o ataca:

- Lucinha, a CIT vai lançar um livro. Já escreveram muito no nosso Blog, já há matérias suficiente para colocarmos aquele projeto, que, certa vez, propusemos ao site de Bom Conselho, para fazer um livro do que lá fosse publicado. Como você participou mais daqueles acontecimentos, queria que você ficasse responsável por ele.
- Caro DP, peraí!!! E quem vai me ajudar nisto, já não dou conta nem do meu trabalho normal, mais o Mural e agora mais isto. Assim não pode... assim não dá.
- Calma, Lucinha. A Eliúde quer ajudar também, e o Jameson. Você soube que a Eliúde escreveu um artigo que “bombou”? Já a estão chamando de “musa” da ecologia de Bom Conselho.
- Eu vi, foi sorte de principiante. E o que vocês pensaram até agora?
- Bem, resolvemos lançar o Livro em vários volumes. Um volume só, ficaria muito pesado para o nosso mundo virtual. Será lançado no formato “PDF”, aquele que todo mundo, se tiver um computador pode ler, você sabe! O primeiro volume vai do início do Blog até o fim do mês de março de 2009 e assim por diante. Este primeiro já está pronto. O seu trabalho é a distribuição. Junte quem tiver interessado em lhe ajudar e mãos à obra.

Agora estou com as mãos na “obra”, para não usar outro termo. O jeito mais fácil de fazer isto, distribuir um arquivo, é mandar por e-mail ou disponibilizá-lo num endereço onde alguém possa acessá-lo. Em reunião, decidimos pelo primeiro método, enviá-lo por e-mail. Surgiu a pergunta óbvia: Para quem? Para todos de nossa pequena lista talvez fosse a solução mas, será que todos estão interessados em receber, baixar o artigo e lê-lo? Talvez não. Resolvemos então só enviar o livro para aqueles que nos solicitarem. Muito simples. Aí surgiu a ideia que me levou a escrever este artigo, com o “nariz de cera” horroroso.
Hoje as empresas tem uma função social. Rigorosamente, sempre tiveram no passado mas agora virou moda e quase obrigação. Vejam a Brasil Foods em Bom Conselho, ainda nem funciona mas, já cuida da ecologia e da educação, pelo menos é o que está lá no site deles. Resolvemos dar uma função social à CIT também.
A CIT sempre pensou, exclusivamente, em obter lucros em RE$ (Risos e Emoções), sem proporcionar nenhum benefício mais materialista àqueles que consomem os seus produtos. Agora descobrimos que risos e emoções não enchem barriga. O que enche barriga só se compra com reais, nossa moeda, hoje mais respeitada no mundo do que o Dólar de Obama. Então, por que não vendermos nosso livro em reais e exercermos nossa função social ajudando alguém, materialmente, com mais do que com risos e emoções?
Depois de quebrarmos a cabeça e fazermos audiências públicas com vários luminares das áreas econômica e financeira, chegamos ao que chamamos de Plano Real. Não pensem que é aquele que houve há mais de quinze anos passados, o mesmo nome só foi dado para lembrar quão foi ele importante para o Brasil. O que é então o nosso Plano Real?
Quem de Bom Conselho nunca ouviu falar da Casa da Caridade? Eu a conheci na Rua do Caborje, e era uma grande obra de assistência social organizada pela paróquia de Bom Conselho e que recebia o auxílio de todos. Lembro-me muito bem, ninguém queria morrer na Casa da Caridade, mas muitos morriam lá e eram enterradas num caixão, que nunca desceu a uma cova. Isto já foi motivo de escritos de alguns conterrâneos (lembro Alexandre Tenório e José Póvoas). Não sei em que formato, financiada por quem, mas penso ainda existe. Se não existir, não importa para implementação do nosso Plano Real, pois qualquer entidade com os mesmos propósitos de ajuda aos necessitados servirá para que o plano funcione. Então daqui para frente a Casa da Caridade pode ser qualquer uma destas entidades assistenciais, podendo ser de Bom Conselho ou não.
Assim, decidimos que o livro da CIT será vendido em reais(R$) e toda sua renda irá para uma instituição tipo Casa da Caridade. O processo que adotaremos será exposto a seguir de uma forma extremamente simples.
Eu me baseei em algo que vi num país europeu, não muito comparável ao nosso mas que me deixou com inveja. Vi uma banca de livros e jornais funcionar sozinha. As pessoas chegavam lá escolhiam o que queriam, viam o preço, deixavam o dinheiro num depósito existente para isto, pegavam o que escolheram e iam embora. Inclusive tirando um troco quando a quantia depositada não era a mesma indicada no livro ou jornal. Para quem vive naquele país isto deve ser uma rotina. Talvez a surpresa, para eles, fosse a existência de alguém, perdendo seu tempo, olhando com o olhar desconfiado, para ver se os clientes pagavam a quantia correta e mesmo de olho no quiosque da polícia para evitar procedimentos imorais. Ali eu presenciei mais uma vez porque são importantes os valores religiosos e morais na vida de todos.
Antes que alguém venha com críticas, levando em conta a diferença cultural, educacional, econômica e sociológica entre as duas realidades, produzindo valores e princípios morais distintos, eu digo, existem certos princípios morais que são essenciais em todas lugares e culturas. Sei que não são todos eles e nem poderemos nominá-los aqui. Quando os Dez Mandamentos preconizam: não matarás, gera um princípio moral quase universal e válido para todas as culturas e povos, tanto que quase todas religiões o adotam. Mas, mesmo na Bíblia, vemos situações nas quais matar é uma necessidade. O absolutismo moral extremo é tão ruim quanto o relativismo moral banalizado.
Para nossos fins no momento estamos apenas supondo que uma venda, seja ela qual for, envolve um contrato, no qual alguém compra uma mercadoria dando um montante de dinheiro em troca, e alguém vende esta mercadoria recebendo dinheiro em troca, transação na qual o contrato é cumprido. Isto era o que se passava na banca de jornal mencionada acima. O cumprimento de um contrato e os valores e princípios nele envolvidos.
Divido estes princípios entre religiosos e morais porque eles andam, certas vezes, juntos mas, às vezes, se chocam. Aqui no caso, é só para dizer que a qualidade de vida humana depende muito menos de princípios legais e coercitivos do que do cumprimento de princípios morais simples. O valor do gesto de pagar livros e jornais, sem querer exercitar alguns maus princípios da “experteza”, vale por um batalhão de policiais. Por isso a formação moral e religiosa é tão importante de onde quer que se olhe, porque deles depende a sobrevivência dos seres humanos, com dignidade. Os pais que criam os filhos querendo que eles sejam “expertos” para se darem bem, sem levar em conta a vida dos outros poderá ter até filhos ricos mas seus netos provavelmente serão mais pobres do que se eles os educassem dentro de princípios de moralidade.
Antes que digam que fui da UDN, passo a descrever a natureza do contrato que está sendo feito entre a CIT e aqueles que quiserem adquirir os seus Livros.

a) Terá direito a um exemplar do livro do Blog da CIT (Volume 1) aquele que doar R$ 10,00 (dez reais) ou mais, a um instituição de caridade de sua preferência (sugerimos a Casa da Caridade de Bom Conselho).

b) Feita a doação, envie-nos um e-mail (
lucinhapeixoto@citltda.com) requisitando o seu exemplar.

c) Nós enviaremos um exemplar do livro no formato pdf (para ler um arquivo pdf você precisa do Adobe Reader que pode ser baixado pela Internet, gratuitamente, no endereço:
http://www.adobe.com/br/ ).

d) Aquele que o pedir sem haver feito este depósito, incorrerá nas seguintes penalidades:

e) Se for religioso, será punido de acordo com sua religião. Por exemplo, se for católico, incorrerá em pecado mortal, talvez não passível de excomunhão porque o Arcebispo atual já é o D. Fernando, mas dificilmente o pecador entrará no reino dos céus, sem arrependimento, que é caracterizado pelo depósito, mesmo depois. Se for Mulçumano, dificilmente encontrará as virgens no paraíso. Se for Hinduísta, reencarnará como um sapo barbudo, e assim por diante.


f) Se não for religioso, e seus princípios morais não permitirem a desonestidade, perderá noites e noites de sono, e levará a sociedade no futuro a sofrer mais e mais, inclusive seu filhos e netos.


g) Caso não tenha nenhum principio nem religioso nem moral, aconselhamos: por favor não leia o livro da CIT, ele não foi escrito para pessoas como você.

Em resumo o livro será dado a quem nos pedir, tendo seguido as cláusulas contratuais. Aquele que o receber pode repassá-lo para outrem desde que o contrato acima seja levado em conta. Esperamos que o nosso Plano Real lance a CIT no mundo social das empresas. Estamos aguardando o seu pedido.

Lucinha Peixoto - lucinhapeixoto@citltda.com

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