sexta-feira, 31 de julho de 2009

MARLOS URQUIZA



Não conheci pessoalmente Marlos Urquiza. Conheci de vista, como se diz em nossa terra. Diferença de idade, talvez, ou de propósitos, não sei. Conheci toda sua família. Seu pai seu Waldemar dentista, seus irmãos Marnes, Marluze, eterna Miss Bom Conselho, Marlene, Marleide e sua mãe, cujo nome não sai, culpa dessa memória já velha e traidora.
Lembro apenas ser uma das maiores cabeças que já vi, rendendo-lhe apelido, e que depois descobri que era grande nos dois sentidos, o físico e o intelectual. Muito antes da CIT existir, eu já ia no site de Bom Conselho me deliciar com as fotos do seu álbum de recordações, quem não foi? Eu estou em algumas delas com uma ? no nome. Mesmo assim relembrava, sonhava em voltar àquela vida alegre e pacata de nossa infância e adolescência. Posso dizer que Marlos pode e deve ser homenageado por muitas coisas mas, o principal seria o seu sentimento de “bomconselhidade”, um neologismo daqueles que devemos transformar em arcaísmo em nossa vidas, como filhos de Bom Conselho.
Lembro, quando ele elogiou nosso filmezinho onde mostrávamos Caldeirões dos Guedes, ele dizia:

Fiquei muito feliz quando recordei a minha infância quando vi Caldeirões que não via faz uns 60 anos. Recordo que estive na casa do Sr. Paulo Tenório e do Sr. Tide Tenório, pai da Dra. Joscelene, medica de uma grande capacidade profissional... Meu pai era amigo e parente dos citados senhores.
Todas as crises passam, o que não podemos perder é a vontade de vencê-las...
Um afetuoso abraço...
Marlos Urquiza

Quando começou a ler o Blog da CIT, também começou a nos enviar alguns dos seus artigos. Nunca dizia que eram para ser publicados. Lendo-os, e vendo sua beleza, profundidade e fidelidade aos seus princípios filosóficos, ficava com um pouquinho de raiva (coisa à qual ele era contrário) ao me perguntar, por que ele não autoriza logo a publicação? Então, mandava um e-mail, perguntando se podia publicar e ele respondia, com seguinte e longo texto:

- Autorizo!

E foi assim com todos eles. E coloco logo abaixo alguns links, para aqueles que estão em nosso Blog. Tenho certeza que, onde ele estiver, gostará de saber que continua sendo lido:

http://www.citltda.com/2009/03/uma-obra-de-arte-que-representa-criacao.html

http://www.citltda.com/2009/06/castigo-de-quem.html

Muito ainda tem que se escrever sobre vida e obra de Marlos. Aqui apenas expresso meu sentimento e daqueles que fazem a CIT pelo seu passamento. Para terminar, por que não o fazer com suas próprias palavras:

Por que tantas catástrofes? Por que tanta fome? Por que tanta brutalidade entre os homens e mulheres? Por que trocaram à delicadeza, o amor, a gentileza, o afeto, o carinho, a afabilidade, a generosidade, a doçura de um sorriso de felicidade, o sorriso dos próprios filhos, a gratidão por está vivo e de poder fazer o bem? Por algo que foi criado para facilitar e incentivar o comércio e todos os tipos de negócios que possam existir, a fim de movimentar de um modo construtivo, benéfico pelo incentivo à criação de novos materiais, de substâncias, etc., etc... O chamado DINHEIRO, tão importante, como já disse: - foi ao longo dos tempos, como foram também às crenças – substituindo os valores humanos, as virtudes que Deus deixou para que o homem desenvolvesse através da sua inteligência. O dinheiro substituiu algo DIVINO que existe amordaçada, sufocada dentro desse ser que quer ser considerado REI DA CRIAÇÃO: A SENSIBILIDADE. Ela equilibra a frieza da razão, dando ao saber a oportunidade de se transformar em sentimento para ser usado quando necessário, com equilíbrio.
Abraços nordestinos...
Marlos Urquiza“

Que “o Criador do Universo, que o chamamos de Deus”, o ilumine.

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com
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(*) - Fotos do site de Bom Conselho, do álbum de Marlos Urquiza.

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