quinta-feira, 30 de julho de 2009

NÃO OLHAR PARA TRÁS



Narra o texto bíblico, em Gênesis, capítulo 19, que antes que o céu destruísse Sodoma e Gomorra, com uma chuva de fogo e enxofre, os anjos aconselharam Lot a fugir para as montanhas com a esposa e as filhas. Havia apenas uma condição para que toda a família se salvasse: ninguém olhasse para trás. Porém, a mulher de Lot desobedeceu às ordens e olhou por cima dos ombros para a cidade em chamas. Transformou-se, então, numa estátua de sal.

Esse fato nos remete à curiosidade nata das mulheres e, isso encontra respaldo até nas ciências exatas, que revelam terem as mulheres mais olfato, audição e sensibilidade que os homens. Entendo também, que nesse episódio bíblico funcionou a alta emotividade daquela mulher que não conseguiu deixar de sentir o cheiro de enxofre e de ouvir os gritos de agonia dos exterminados, voltando-se mesmo de soslaio, para o local das dores que certamente lhe consumia a alma.

Esse acontecimento pode servir de parâmetro para o comportamento do homem e da mulher, geralmente o macho é mais prático e a fêmea mais sensível. O homem também pode ser mais frio do que a mulher que por sua vez, é quase sempre, mais sentimentos.

Olhar para trás, talvez essa seja a razão de muitas pessoas estarem mergulhadas numa grande e profunda angústia. Tornamos prisioneiros de nós mesmos quando não libertamos de certas experiências negativas dos quais jamais tentamos significá-las ou extrair um bem para o tempo presente.

Já dizia um grande sábio: “Quando possuímos um objetivo, não devemos olhar nem para os lados, pois, andaremos em círculos.” Olhar para frente, também é olhar a própria vida e torná-la cada vez melhor.

Devemos sempre, olhar para frente. Mesmo quando a vida se encontra ameaçada, mesmo quando a miopia da esperança nos possibilita pensar que nada mais vale a pena. Porque, olhar para trás é querer ficar preso a falsas seguranças que nos impede de sermos pessoas humanas em sua plenitude.

A experiência de ser “estátua de sal” parece ser mais cômoda: não sente dor, não precisa fazer esforço, não se decepciona. Porém, não há luta, não há desafio, não há vida. Quando se quer muito uma coisa, o universo inteiro conspira a seu favor. Somente quem toma esse desafio, poderá desbravar mundo desconhecido.

Olhar para frente, terá a possibilidade de encontrar um lugar harmonioso, onde o sol da alegria aquece e a luz da esperança não deixa de brilhar e nos permite a concretização de nossos ideais. Portanto, não olhe para trás.

Ao meu leitor, um grande abraço.

Maria Caliel de Siqueira - mcaliel@hotmail.com
João Pessoa

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