quinta-feira, 23 de julho de 2009

Schistosoma na Barragem



Sempre que vou ao site de Bom Conselho encontro uma inspiração para escrever. Seja para o bem seja para o mal. Em texto próximo passado tive os dois tipos juntos. Escrever sobre Seu Clívio foi para o bem e falar sobre os despautérios dos recados no Mural foi para o mal. Juro que quando começei a escrever pensava só no bem mas, o mal me venceu. O que chamo mal aqui é discordar das pessoas. Não deveria ser assim. Discordar nem sempre é desejar ou causar mal. No entanto, vá dizer isto àqueles que são contrariados por estas discordâncias! Para eles, é difícil de engolir.
Havia lido um recado do Zetinho sobre local e horário de uma missa em sufrágio da alma de Manuel Miranda, nosso conterrâneo recém falecido. Às vezes esqueço algum ponto, e nesta caso esqueci a hora. Aos críticos de plantão aviso logo, não é a idade. Ontem voltei lá para ver a hora. Do primeiro tópico, ao tópico onde estava a data da missa, contei 79 recados, sendo que 40 deles eram divididos entre aqueles do O Andarilho e os de Pedro Ramos. Ou seja, mais de 50% se a contagem estiver certa e a conta também, como já disse, não fui uma boa aluna de matemática do seu Clívio.
Entre os recados vi alguns que pareciam se referir a mim. Deixei-os lá, pois ao descobrir que a missa era 19:30, e de ontem mesmo, debaixo daquela montanha de recados, teria que botar o recado prá cima da pilha, colocar um recado, sobre a missa, no mural do nosso Blog e ainda ir à missa, como de fato fui. Fazia tempo que não ia à Matriz de Casa Forte e visto o Padre Edvaldo (a quem tive o prazer de ouvir dizer: ... ao nosso Bispo Fernando....). Não sei se porque não conheço mais ninguém ou por outro motivo, dentre as famílias enlutadas não encontrei a de Manuel para dar-lhe os pêsames. No entanto, esta é a parte social, a parte religiosa eu a cumpri, rezando por ele.
Voltei hoje lá, para o Mural de BC, para ver o que havia escrito, se realmente era sobre mim mesmo, quem escrevera, etc. Meu Deus! Era O Andarilho de novo. E confesso, nunca pensei que ele estivesse tão desequilibrado nas suas argumentações. Ele era melhor, mas, agora. Nossa Senhora! Eu penso que ele estava sobre o efeito das convulsões de que falei no texto anterior. Talvez. É a Síndrome da Abstinência Discursiva. Pelo menos tem todos os sintomas.
Ao ler suas diatribes, me senti poderosa. Primeiro porque agora sei, que mesmo para aqueles que mais criticaram nosso Blog, como ele, agora este Blog tornou-se sua leitura habitual. Meu artigo ainda estava quase no forno e O Andarilho já o lia sofregamente. Obrigada pela preferência. Segundo, me senti mais extremamente poderosa da forma como fui colocada, como censora, inimiga figadal de Caldeirões dos Guedes (tá vendo Jefferson!), minadora do Saulo, só nos primeiros 1000 toques. Nos 1000 toques seguintes, inventora do schistosoma em Caldeirões, usurpadora do papel de Saulo, “cassadora” dos direitos democráticos das colônias papacaceiras, cachaceira das brabas, e “lelé da cuca”, pois quem não sabe o que diz, o que é? Olha aí, Lucinha! Como és poderosa. Digo eu para mim mesmo. Se conseguisse ser tudo isto eu teria poder até para curar O Andarilho. Infelizmente não tenho.
Penso que minha crítica maior foi ao Pedro Ramos, que até agora não disse uma palavra, quem sabe, se pela sua inteligência, tenha despertado para o ditado: Dize-me com quem andas e eu te direi quem és? Sei que não é fácil se livrar desta doença do O Andarilho quando se convive com ele. O homem escreve pelos cotovelos. E na maioria das vezes fala muita bobagem. O que quis dizer e penso que o Pedro Ramos entendeu foi apenas que o uso do mural para fins particulares, quando exagerado, é mau para os outros participantes. A prática depende muito da sensibilidade das pessoas. Por exemplo, para mim não interessa o que o Pedro, Zé Tenório e Duênio Amaral, fizeram no apartamento do Hotel em Juazeiro, mas pode ter quem se interesse. Espero que o Zé Tenório tenha respondido este ponto que não consta do resumo da resposta dada pelo Paulo Dantas, num recado posterior. (Caro Paulo Dantas, louvei a iniciativa de perguntas pelo Mural e louvarei mais ainda se as respostas, como você fez com a do Pedro, forem dadas também. Se for assim espere minhas perguntas. Parabéns).
Neste ponto chego à intervenção do meu amigo José Fernandes. Já reconheci, e ele está cansado de saber que o fiz, que ele cultiva o estilo trator. Meu estilo não chega a tanto, talvez cultive o estilo carroça de burro, passa por cima e não mata. Mas desta vez não. Inicialmente o José Fernandes apenas concordou comigo. A culpada de tudo era eu. Mas, como “gato escaldado tem medo de água fria”, e O Andarilho já tomou tanta lambada e tombo nas discussões com José Fernandes, que logo saltou de banda, puxou as armas e começou a atirar a esmo. Inclusive falando a verdade, prá variar, dizendo que eu havia dito que os amigos dele os abandonaram no ostracismo que passou, quando foi censurado no site. Isto eu falei mesmo, chega dava pena. Agora está voltando como se nada tivesse acontecido e usando os mesmos métodos e artimanhas: Apelar para o que disse no passado, deturpar o significado de frases e atos, se fazer de vítima para despertar a pena nos amigos, pregar a paz e a harmonia, enquanto reine soberano, e espinafrando quem descobre que ele não está com esta bola toda e dele discorda e, outro que usará breve, dizer que os seus contendores estão desrespeitando a fé do povo de nossa cidade. Aí o José Fernandes voltou ao estilo trator, e sem ter procuração para defendê-lo, e nem ele tem minha, digo: ele está com a razão, mais uma vez.
Quanto a criação das colônias papacaceiras já disse e repito aqui. É salutar e saudável. Somos uma comunidade municipal, estadual, nacional e até internacional. Tenho certeza Bom Conselho está onde existe um de seus filhos. Por que não conversarem entre si? O que falei de mal, isto é, discordei de alguém, e talvez O Andarilho seja um deles, é que a interferência, sem a devida base nos fatos, por parte destas colônias que congregam Bom Conselhenses de fora, pode ser perniciosa para os que lá habitam e para todos, porque os que são de fora também sofrem com isto. Por exemplo, um médico Bom Conselhense, e como temos bons médicos, pode ir a Bom Conselho fazer consultas grátis. Mas se ele quiser fazê-lo numa época onde haja outros eventos, pode ser que não dê certo. Os que estão lá ou que estão programando estes eventos terão que ser consultados, e deverão ter a última palavra. Por mais brilhante que seja o médico, há outras prioridades. Isto se aplica à música, pintura, serviços sociais e mesmo religião. Não posso chegar na Igreja e dizer que cante uma música de Roberto Carlos, linda que ouvi ontem na Matriz de Casa Forte, quando o Monsenhor Nelson programou o “A nós descei divina luz....”.
Que as colônias existam, se façam, se unam, discutam e ajudem Bom Conselho, sem os personalismos exacerbados, ao ponto de alguns se sentirem ofendidos por que um ônibus quebrou ou a orquestra tocou mal, levando críticas aos planejadores dos eventos internos. Eu fui testemunha do sofrimento de duas filhas, publicamente declarado em carta, pela pressão de alguns sobre seu pai para modificar uma programação feita durante um ano inteiro, no último encontro de papacaceiros. Por isso o citei em meu texto anterior. Havendo até uma reunião proposta pelo O Andarilho para discutir assuntos que ele mesmo não sabia nem de longe o que representavam para a comunidade. Menos Andarilho, menos.
Isto não quer dizer que não possamos dar a nossa opinião. Podemos e devemos, mas na hora certa e no lugar certo, visando o bem estar da cidade e não ao culto de nossas vaidades, sejam elas provenientes do que quer que seja. Podemos e devemos ajudar o nosso site a ser mais dinâmico em termos de notícias, sua cooperação com outros órgãos de comunicação como jornais e rádio (e aqui não incluo o Blog da CIT cujo propósito básico é bem diferente nem de longe pode competir com eles mas, pode falar com eles e falar deles se for necessário). O site de Bom Conselho melhorou muito e pode melhorar ainda mais se alguns não se acharem seus donos. Não conheço Saulo pessoalmente, mas pelo que dele me falaram, se é verdade, jamais ele se sentiu dono do site. Por que ele sabe, com a decência que lhe é peculiar, que não é. No primeiro instante em que ele recebeu uma doação voluntária para administrar o site, o site não é mais dele. Cabe, isto sim, como bom administrador que se mostrou, até hoje, cuidar para que o site sirva Bom Conselho e não ao contrário, e principalmente, não deixar que o poder das contribuições voluntárias gere qualquer tipo de poder sobre suas políticas. Venham de onde vier, cheguem de onde chegar, principalmente se vierem de órgãos públicos, que usam meu dinheiro. Isto deve se aplicar a todos os órgãos de comunicação e não só ao site.
Não sei se respondi tudo e nem este era o meu intento. Minha intenção era dizer tudo para que as coisas fiquem mais claras. Caro O Andarilho, no início até que gostava dos seus escritos, depois vi que tudo que você escrevia era de uma megalomania irritante. Escrever para Ministros, Presidentes, Bispos, Senadores e ter uma solução para tudo, irritava, mas, podia se levar numa boa, como se diz. O que não deu para aguentar foi esta sua mania clara e evidente de tentar se julgar com maior capacidade do que os outros bom-conselhenses e que ninguém desta terra teria capacidade para acompanhá-lo em suas geniais argumentações, sugestões e soluções. Este pecado chama-se soberba. Quando você viu que existia gente inteligente (e eu nem me incluo entre eles) e capaz de lhe contra argumentar, apelou para outro pecado, a raiva.
Parece que você não desmentiu que mora na Bahia. Dizem, que baiano burro nasce morto, mas, você não nasceu na Bahia, infelizmente nasceu em Bom Conselho. Mesmo assim, você ainda pode ajudar Bom Conselho mas, não espere chegar e ser esperado nos portões da cidade com banda de música e tudo e ser carregado num andor. Você é que precisa do povo que está lá, e não o contrário. Isto se aplica a nós todos. Menos Andarilho, menos.
Estas linhas anteriores já estavam prontas, contudo, demonstrando tendências masoquistas, fui à coluna do Andarilho e encontrei um poema: Não! Não sofras Caldeirões. Por Deus. Caldeirões não merece isto. Chega a ser pior do que o schistosoma na barragem. Pelo menos encontrei um título para este escrito.

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com

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