sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Os Contrastes da Vida (Mel e Fel)



A vida é feita de contrastes. Ela é como uma mesa de vários sabores, não apenas diferentes, antagônicos também. Na verdade, os contrastes fazem parte da nossa vida.

Assim é o nosso quotidiano, um encontro de contradições, uma grande encruzilhada. Mel e fel sobre a mesma mesa. Ora doce, ora amargo e, não raro, doce e amargo ao mesmo tempo. Com freqüência, uma oscilação entre alegria e tristeza, esperança e desespero, prazer e dor. São essas alternâncias que melhor refletem o cronograma da nossa existência.

Vista por este prisma, a vida parece uma grande incoerência. Uma insensatez. Por que temos que conviver com tantos contrastes? Os contrastes da vida possuem sua dimensão pedagógica ao permitir que provemos de paladares tão díspares: a doçura do mel e o amargo do fel. E somente pela oposição de duas coisas, que uma delas se define.

A diversidade enriquece a vida. Se tudo ao nosso redor fosse somente mel, logo, a nossa existência ficaria enfastiada. O tédio é a doença da fartura. A vida fica sem graça quando tudo é muito fácil. O sábio Salomão escreveu com muita propriedade: ”Comer muito mel não é bom.”

Outra vantagem na diversidade dos sabores da vida, é que sendo mel e fel, ela é uma encruzilhada diante da qual somos levados a escolher caminhos. Vida é opção. O homem é responsável pela opção que faz, e não Deus. Deus põe em nossas mãos a receita, aceitá-la ou rejeitá-la é uma decisão nossa.

Na vida humana, o fel vem de dentro. De dentro do homem, pois ele é produzido pelo próprio homem. São os seus pensamentos negativos, os sentimentos mesquinhos, as atitudes danosas à vida. É quando o coração transforma-se numa bolsa de fel, tal qual o fígado segregando a bílis.

Para drenar o coração é preciso saber escolher entre o mel e o fel, entre o doce e o amargo. Esse equilíbrio é que dará a dose exata dos sabores da vida. EIS A GRANDE ENCRUZILHADA DA NOSSA EXISTÊNCIA.

Maria Caliel de Siqueira - mcaliel@hotmail.com - João Pessoa - PB

Respostas a alguns leitores



Hoje cheguei na CIT cedo e disposta a lançar mais dois vídeos que produzimos e dormem nos computadores dos nossos funcionários, que agora só pensam em escrever no nosso Blog. Daqui a pouco, alguns podem pensar ser esta a nossa principal finalidade, quando não é.
Embora, pensando bem, mesmo escrevendo estamos produzindo risos e emoções. Minhas andanças no site de Bom Conselho (SBC - obrigada, Roberto, pela sigla), as andanças da Eliúde por São Paulo, as andanças de Zé Andando por Caetés, parecem ser lidas por algumas pessoas e, se não produzimos risos, produzimos outros tipos de emoções, sempre esperando, que sejam boas emoções.
Os vídeos continuam a esperar um pouco, porque fui ver meus e-mails e ler o Blog da CIT. Lá chegando havia dois Complementos. - Um pequeno parêntese dirigido aqueles que não lidam com estes troços modernos de Blogs, e mídia eletrônica. Publicamos nossos textos, normalmente as 6:00 horas da manhã. Isto foi decidido porque, como todos sabem, O Andarilho é o primeiro a ler nossas publicações e ele acorda muito cedo. Descobrimos agora que o Dr. Alírio Cavalcanti, tem também o mesmo hábito. Quando chegou o aviso propagandístico do Diretor Presidente, ele já estava nos lendo. O nosso DP não tem os seus hábitos. Caro Dr. Alírio, continue com este hábito de acordar cedo e também o hábito de ler nosso Blog cedo. Eu os tenho também, e agradeço ao senhor por ler-nos. Aqui é quase tudo preguiçoso, só acordam tarde e quem está de plantão programa as postagens para sair de manhã cedo. Portanto, quando vocês estiverem lendo estas linhas, eu talvez já esteja em Caldeirões (quem me dera!). Mas, fim do parêntese. - Fui ao Blog e já temos mais duas postagens. Além disso fui ao nosso Mural e lá estavam alguns comentários ao meus textos.
Logo chegou o Diretor Presidente e foi ao computador dele, que ele não cansa de repetir, romanticamente, para ele: "...muitos computadores mas um só IP". Ele diz que é uma paráfrase da frase, "...muitas cabeças mas um só coração", em que eu não vejo romantismo algum. Um dos seus interesses é ver quantas pessoas leram o nosso Blog no dia anterior. Hoje eu tive interesse de ver isto também, no dia em saíram meus textos. Foram 122 acessos. Quase um recorde diário. Quis ficar alegre, mas a realidade se sobrepôs. Tenho certeza que foram 100 acessos ao brilhante artigo de minha amiga Ana Luna, e 22 ao meu. Como eu reli meu texto umas 5 vezes, meu marido uma (cobro dele uma discussão do artigo, senão eu não discuto com ele se o Shankar está certo ao tentar ser um Saniaze), e aqui na CIT alguns acessaram, e mais Roberto Lira, o Etiene Miranda, o Dr. Alírio, o Gildo, O Andarilho e alguns outros "firanghi - estrangeiros" que formaram os 22, como aqueles “22 do forte que tombaram”. Respondo a estes que tombaram. A ordem é o da chegada dos e-mails.

Caro Alírio Cavalcanti, tenho poucas coisas a lhe dizer. Quanto ao seu orgulho em ser comparado ao O Andarilho e o vice-versa, só nos comprova a tese da santíssima trindade (coloquei em minúscula porque O Andarilho, que depois do exorcismo já escreve para os mortos, não confunda com o nosso Santo Mistério, e comece a brigar para ser o Pai). Quanto à afluência de bom-conselhenses à festa, quis dizer apenas que não vi ninguém conhecido nas fotos. Não vi também o Rui Barbosa, será que o Cardeal Primaz do Brasil proibiu a sua entrada, por algumas ideias anti-clericais? Ainda bem que não era o Dom José, pois aí o ponto máximo da festa seria a distribuição de excomunhões. “Quem diz que todo bispo presta?” Quem pergunta não sou eu, é Dom Clemente Isnard, que, pela nosso conhecimento e prática do credo católico, todos conhecemos como um monge beneditino de 92 anos. A pergunta é feita no seu livro “A experiência ensina o bispo”, que todos nós católicos responsáveis e não fundamentalistas, deveríamos ler (o link para uma entrevista do monge ao Diário de Pernambuco de 25/08/2009 está no fim deste texto). A Colônia Papacaceira é que tem de julgar sobre o Cardeal. O que penso é, se O Andarilho preponderar na trindade, criticando autoridades de Bom Conselho por não fazer louvações à colônia (ver sua coluna no SBC), como se as autoridades não tivessem mais nada o que fazer, qualquer brilho de festa ficará empanado por suas ideias mirabolantes. Então, usem água benta baiana, dizem que é da melhor espécie, pois também é abençoada pelos Orixás. Saravá!

Caro Etiene Miranda, sempre li seus artigos e eles fazem falta à Academia. Você captou a mensagem que com duas palavras pode-se dizer muita coisa, e quase tudo para um escritor: “escrevem bem”. Uma certa época estive conversando com o Jameson Pinheiro, nosso colega, sobre o Zé Mole, que você descreve tão bem em uma de suas crônicas. É disso que Bom Conselho precisa, resgatar seus valores do passado para que eles sirvam aos valores do futuro (Desculpe se a frase soou como discurso de candidata a vereadora, quem sabe em 2012, se Ana Luna ainda não for cidadã de Bom Conselho, como diz o José Fernandes, promessa é dívida). Agora com os problemas “internetais” resolvidos, esperamos a sua volta.

Caro Roberto Lira, eu e o Oliveira (é assim que chamamos o nosso ateu Cleómenes aqui) temos conversado muito, e ultimamente, o assunto é você. Ele já era meio doido, mas agora só não atira pedra se não encontrar. Inventou um tal de diálogo com você, que li o que foi publicado, e agora só vejo ele com os livros do ateu mor, Dawkins, querendo acompanhar o seu pique. Eu digo a ele: "Oliveira tu não vás agüentar, o Roberto é um bicicleteiro, pense no fôlego e na saúde que ele tem. Tu, com este físico de tísico que parou o tratamento, não vás muito longe."
Este é o nível de conversa que as vezes tenho com o Cleómenes. Discordamos quase sempre em matéria de religião ou não religião, mas concordamos em um monte de coisas da vida. Pelo que li de você, pela sua sensatez de candidato a saniaze, faço uma ilação que me leva à pergunta: Será que todo cara que é não religioso tem o caráter e a bondade do Oliveira e do Roberto? Meu não fundamentalismo vem, em parte, daí. Quero ir para o céu, e estar sentada a mão direita do Pai, quando morrer, mas para isto não preciso levar ninguém comigo, à força. Não preciso batizar índio na porrada, nem dizer que escravo não tem alma, por que não é católico. Simplesmente acho que quem não é batizado não vai para céu quando morrer, mas tem muitos batizados que também não irão e não merecem ir, além de acreditar que podem existir outros céus que não o meu.
Escrevi alguma coisa para o Cleómenes quando ele me mostrou um seu e-mail, que queria participar do diálogo de vocês. O problema é tempo. E o dele também. Mas, no diálogo, é muito bom mesmo que estejamos em lados opostos ou, para ser mais realistas, em lados diferentes. Com você eu discutiria somente a não-religiosidade e com nosso ateu deveria ir mais além, e discutir a não existência de Deus, o que você diz e com razão, num dos seus artigos, que para isto deveríamos definir Deus, para saber do que estamos falando, e aí o papo já seria outro. Pois digo a ele, e o cabeça dura não compreende que, se não concordamos com o que estamos falando, ou quando um Deus de um é uma coisa e Deus de outro é outra coisa, entramos numa discussão estéril e inútil. Torna-se uma questão de preferência: Sou ateu graças a Deus, creio em Deus graças a Deus. Portando pulemos esta parte, para quando você, com quem converso agora, se tornar ateu, igual ao Cleómenes. Que Deus te livre! Deus existe e revogam-se as disposições em contrário.
Voltamos às religiões, da idade da pedra, primitivas e modernas. Todas falam em Deus e se não falam não são das religiões que estamos falando. São doutrinas filosóficas e doutrinárias que não serão levadas em conta aqui, sem nenhum desmerecimento. Qual o verdadeiro Deus? Para mim é o Deus de Abraão, Isaac e Jacob. Aquele mesmo do Velho Testamento, que você diz ter deixado de acreditar desde muito tempo, que ditou para os seus profetas e santos as Sagradas Escrituras, e nos enviou o seu Filho, para dar-nos a salvação, se quisemos sermos salvos, e que através dele nos deixou as palavras certas para construirmos um mundo de fraternidade e amor aqui na terra, e para quem nele crer não pereça mas tenha a vida eterna.
O bom destes diálogos é que devemos voltar a ler, nem que seja à força. Fui reler meus gurus, estou longe de terminar, nem sei se vou, mas aqui cito um deles a quem depois voltarei se decidir entrar nesta conversa de vocês (Será que estou ficando maluca? “Hare baba!”). É o Francis S. Collins. É um cara que começou físico, foi ser biólogo e parece que agora é médico e matemático, e seu principal cacife nesta matéria é ter sido o Diretor do Projeto Genoma e é um crente. Em seu livro A Linguagem de Deus, penso que você conhece, e eu estou procurando um .pdf na rêde para indicá-lo à nossa biblioteca, ele tem uma pergunta central:

“... nesta era moderna de cosmologia, evolução e genoma humano, será que ainda existe a possibilidade de uma harmonia satisfatória entre as visões de mundo científica e espiritual? Eu respondo com um sonoro sim! Em minha opinião, não há conflitos entre ser um cientista que age com severidade e uma pessoa que crê num Deus que tem interesse pessoal em cada um de nós. O domínio da ciência está em explorar a natureza. O domínio de Deus encontra-se no mundo espiritual, um campo que não é possível esquadrinhar com os instrumentos e a linguagem da ciência; deve ser examinado com o coração, com a mente e com a alma - e a mente deve encontrar uma forma de abarcar ambos os campos.”

É com este espírito que talvez entre na conversa, tentando mostrar que as religiões organizadas tem um relevante papel na busca de respostas que são imanentes ao ser humano e, que o Deus de Einstein, que criou tudo e depois foi descansar e, talvez, viver com o auxílio do Bolsa Família, não é a explicação cabal para a Lei Moral que existe dentro de cada um de nós, e que a fé no Deus completo, com que elas lidam desde o primeiro humano, parece mais racional do que parece. Por acaso, coincidência ou mesmo pela vontade de Deus nasci católica, e penso mostrar, quanto esta religião pode ser importante, assim como todas as outras, na resposta de nossas indagações. Entretanto, temos que discutir com a religião católica que acreditamos esteja dentro de nós. Fatalmente não é mesma de certos bispos e mesmo papas, que pensam que a Lei Moral se aplica de fora para dentro e não o contrário. Será que terei tempo de me explicar antes de antes de morrer? Aviso: Não quero ser bispa em Rainha Isabel, prefiro Caldeirões.

Caro Gildo Póvoas, agradeço demais sua leitura de minhas tortuosas linhas. Sou também sua leitora assídua, quando você publica aqui em nosso Blog principalmente. Mas, mesmo quando só publica no site, quando vou lá não deixo de ler os seus textos. Aproveitando o ensejo devo dizer que me lembro de sua irmã Mercês, lá no Vuco-Vuco de seu Joaquim. Arrastei muito o meu sári lá comprando colchetes prá minha mãe. Obrigada.

Estes foram meus leitores. Enquanto convencia o nosso Conselho Editorial a publicar estas respostas no Blog, porque ficou muito grande para o nosso Mural, vi mais um artigo que comenta algumas notas minhas lá. Era o meu amigo José Fernandes (http://www.citltda.com/2009/08/proposito-de-propositos.html) pagando uma dívida que eu nem lembrava mais, de fazer uma comentário sobre elas. E sei, gente como ele não vai para SPC nem para SERASA. Seu texto é maravilhoso, como se diz, vai aos pontos e ainda os coloca nos “i”s. Além disto, a parte relativa aos homossexuais é a seriedade com humor. Você diz que pode discordar de mim a qualquer tempo, e isto é salutar, mas não vá ficar zangado com o que vou confessar aqui.
Não gostei quando mudaram a imagem do SBC em sua página inicial, trocando aquela vista aérea lindíssima por aquela do caçador. A partir do seu artigo já a estou vendo com outros olhos, pois agora sei que aquele cara atirando no “bambi” só pode ser você, ou um seu ancestral. Será que sobrou algum "bambi" em Papacaça? Se sobrou, amigo, se cuide no próximo encontro de papacaceiros, algum pode querer vingar aquela morte cruel. Obrigada, amigo e desculpe as minhas jocosidades (de onde fui tirar esta palavra? Cruzes!).

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com
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Links para matéria do Diário de Pernambuco

http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/25/viver1_0.asp
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/25/viver1_1.asp
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/25/viver1_2.asp

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A propósito de propósitos



Há dias, estou pra fazer este comentário. E o tempo passando. Pois vamos lá. Em fins de julho passado, a Lucinha Peixoto escreveu e escreveu. Falou de coisas e coisas. Eu li e reli. E prometi fazer breve comentário. E a Lucinha diz logo que a sua autonomia de vôo é menor do que a atribuída a ela por mim. E que, mesmo assim, precisa reabastecer durante o percurso. Aí há um pouco de modéstia.

E como eu havia falado que logo, logo, seria criado o dia das bichas, ela me dá o mote do Luiz Mott. Desse mote, falarei mais adiante. Mas o Luiz Mott já antecipou que existe o dia dos homossexuais: 28 de junho. Disso, eu não sabia. Até porque, não me interessa.

De logo, peguemos o outro tema. A Lucinha falou de quem escreve bobagens. Dos que não sabem o que dizem e pensam que sabem. Ou tentam iludir os menos avisados, para lograrem proveito. Mas, ao final, acabam por receberem pressão dos "amigos", para retirar de circulação as sandices que escreveram. Isso acontece com quem pensa em ganhar destaque e notoriedade só para alimentar vaidades. E para falar, debochadamente, em fraternidade. Essa alegada fraternidade, se existe, é de mão única. Isto é, serve só ao próprio, porque só ao próprio convém.

Em suas lúcidas palavras, a Lucinha NÃO estava referindo-se a mim. Nas vezes em que ela citou o meu nome, foi pelas coincidências que nos aproximaram. Felizes coincidências. Um certo dia, nós, eu e a Lucinha, discordamos um do outro. Coisa muito natural e salutar. E eu só tenho que agradecer à Lucinha. Agradeço pelas nossas discordâncias e pelas coincidências que nos chegaram em boa hora. E não quer isso dizer que nunca mais tenhamos discordâncias. Ah, isso não. Porque, se assim fosse, estaríamos formando "igrejinha", coisa que não é do nosso feitio. Panelinha ou igrejinha não formam com o nosso caráter.

De outro modo, é certo que nunca tive motivos para lançar-me nos caminhos da vaidade boba. Talvez por isso nunca recebi recomendação de quem quer que seja, para retirar de algum meio de comunicação, algo que eu tenha escrito. NUNCA precisei engolir palavras ditas ou escritas.

Também, nunca perturbei, propositadamente, a paz de ninguém. Se o fiz, algum dia, foi involuntariamente. Assim sendo, não vejo razão para que alguém me peça para deixá-lo em paz. Quem se sente com a paz ameaçada por minhas palavras, não sabe quanto custa a perda da paz, propriamente dita. Tampouco recomendei alguém ler o que escrevi em tempo algum. Não sei ser presunçoso.

E essa história de cidadão de boa estirpe, homens de bem, religiosos fervorosos e outras perfumarias, merece um adendo: se houver inferno fora daqui da terra, esse inferno deve estar cheio de homens de bem, senhoras da alta sociedade, gente da melhor estirpe, pessoas carregados com as melhores intenções etc. Como não me é dado saber se há o inferno de que tantos falam, também não sei se há lugar especial para essas pessoas, que seja diferente do lugar reservado aos simples mortais.

Há gente que, de tão empolgada com a vontade de experimentar o mel, lambuza-se mesmo sem comer do mel. Assim, vez ou outra, essa gente recebe, além de pressão dos "amigos", algumas gotas de semancol ou desconfiômetro. Por isso que o jornalista Ricardo Kotscho mandou umas doses de semancol para determinada pessoa que imaginava estar fazendo o maior sucesso nos domínios do Ricardo Kotscho. Civilizadamente, o Kotscho pôs as coisas no devido lugar, com estas palavras: "Aqui não é espaço de aluguel para promover nem denegrir ninguém". Sábias palavras do Ricardo Kotscho!

2. Agora, vamos ao outro mote que me foi dado pela Lucinha Peixoto: o mote do Luiz Mott, o chefe dos homossexuais da Bahia. Das bibas, segundo o filósofo Zé Simão. Que são todos e todas que saem na disparada gay (ops!, Parada Gay), na Av. Paulista, em São Paulo. E também os que não saem na disparada gay, mas assumem essa condição, com bravura e destemor. Mas o Zé Simão também é biba. A diferença é que ele não está nem aí. E ele, o Macaco Simão, diz que não vai pra disparada gay. E, conforme as línguas afiadas, o prefeito Gilberto Caçamba, aliás, Kassab, também é biba. Isso é dito pelas línguas ferinas. E a Marta Suplício não disse, mas insinuou na última campanha política. Então, com o prefeito Caçamba, a Marta Suplício, o Macaco Simão e a disparada gay, São Paulo está fazendo furor. Só falta, lá, o Luiz Mott. Quanto à Marta, suponho que ela é bainha. Apenas fica do lado das bibas, dando apoio moral. É aquela história de defender o direito das minorias. Contudo, isso é lá com a Marta. Suposição, quase sempre, confunde-se com achismo.

Porém, faço logo uma justa ressalva: a Lucinha tem "bons amigos que não são nem bainha, nem espada, mas são excelentes pessoas." Isso é ótimo. Não vamos julgar como má pessoa, o cristão ou não-cristão que fica em cima do muro, quanto à sua opção sexual. Ainda mais porque, melhor que ele fique em cima do muro do que em cima da espada. Então, minha amiga Lucinha: nada contra esses seus amigos ou amigas suas. É ótimo que existam pessoas boas, independentemente das opções que tenham feito ao longo da vida.

Contudo, convenhamos: o Luiz Mott e quem mais queira têm o direito de defender os gays. Eu é que não tenho obrigação de defender. Nem devo acusar. Mas tenho o direito de não aceitar o acasalamento de pessoas do mesmo sexo, isto é, dos homossexuais. E aos que dizem que a homossexualidade não é antinatural, eu digo que é, sim, antinatural. Porque Deus fez a mulher e o homem para se complementarem. Por isso mesmo, o Criador fez cada qual com sua fisiologia e anatomia próprias e adequadas para um receber o outro. Assim, defendo que se deve fazer sexo com parceiro de sexo oposto, sim. E fazer com prazer e na busca do prazer, porque é gostoso. Quem faz sexo com vistas a reproduzir, são os irracionais. Porque, com pequeninas exceções, as fêmeas irracionais, só aceitam o macho, quando entram no cio. E o fim é a reprodução.

Entretanto, a moda da vez é alegar os direitos das minorias. Mas, e o direito das maiorias, onde fica? Uma coisa é certa: o direito de um termina onde começa o direito do outro. Já que peguei o mote de São Paulo, lá, o Shopping Frei Caneca é o paraíso dos homossexuais. É marmanjo se beijando com marmanjo nas balaustradas das escadas, nas praças de alimentação e onde mais queiram; assim também, mulher com mulher. Então, pergunto: e a grande maioria que vai com as suas crianças e adolescentes passear num shopping, vai se sentir bem, vendo aquele agarra-agarra? Pra que exibição de homossexualidade? Se é livre a opção sexual, isso não significa que essa opção tenha de ser exibida nos centros públicos de compras e de lazer, para constranger uma maioria que optou pelo outro caminho, na preferência sexual. Caminho este que, havemos de convir, é o que podemos considerar natural.

A mesma Constituição que dispões sobre a liberdade de sexo e crença, garante outros direitos às pessoas, entre estes, a liberdade de ir e vir, sem serem molestadas. Eu entendo que o homem nasceu para a mulher e vice-versa. Não consigo entender uma relação sexual de dois barbudos. Quando se trata do lesbianismo, isso não me choca tanto. Talvez, pela suavidade das mulheres, eu entenda que duas mulheres se beijando, abraçando-se, acariciando-se na busca de satisfação sexual, uma com a outra, é bem tolerável. Porque a mulher traz a suavidade em suas formas. Também, nos gestos, no tato, na sensibilidade etc. Os contornos da mulher são belos. Suas curvas, a maneira de andar, tudo enfim, é admirável na mulher. Os seus órgãos genitais são planos, macios e aveludados. Seus seios são cheios de beleza e de singular nobreza.

Notem que o homem, ao abraçar uma mulher, no ato sexual, percorre com as mãos, todo o corpo dela. E se delicia com a maciez da sua pele, com o cheiro do seu corpo. Até o cabelo da mulher é excitante. Porque, nessa busca de amor heterossexual, a gente acaricia desde a planta do pé até os fios dos cabelos da parceira. É nessa hora que os opostos mais se atraem e com maior intensidade. Para isso que existem a bainha e a espada. Para aquela servir de abrigo a esta. E esta preencher o espaço próprio daquela, num ato de amor e prazer. Admiro os dotes femininos e a estética da mulher.

Quem souber, que responda: quando se trata de dois marmanjos, infelizmente, se acariciando, isso é deleite ou pura repugnância. Falo por por mim: tal propósito, só em pensar, repugna-me.

Agora, o ponto final deste tópico (não confundam com o ponto G). O final, aqui, pelo que disse a Lucinha Peixoto, é a minha opinião sobre os GLSs (gays, lésbicas e simpatizantes) ou melhor, sobre o homossexualismo. Já disse que não condeno ninguém. Mas sou radicalmente contrário à união esdrúxula de dois elementos que, ao nascerem, alguém disse que eram homens. Venham eles de onde vierem. Alguns vão dizer que é preconceito meu contra o homossexualismo masculino. A bem da verdade, não sei se é ou não. A critério do leitor!

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

CHIQUINHO DO CINEMA



Um dos mais importantes bom-conselhenses das décadas 60,70 e 80, pois foi através do seu trabalho que ele nós proporcionou uns bons momentos nas nossas vidas.
Nós tínhamos no cine Brasília a nossa segunda casa, pois foi ali que nós namoramos, assistíamos os gols do futebol que tinham acontecido no Rio e São Paulo através do canal 100 , tínhamos contato com as novidades do mundo, e foi Chiquinho manipulando o projetor que tudo isto se concretizava.
Chiquinho além de projetista do cinema era alfaiate, como o seu irmão Zezinho. Chiquinho sempre foi aquela criatura descansada, por ser descansado não levava muito a sério os compromissos com a profissão de alfaiate, muitas vezes era necessário que o cliente ficasse no seu pé o dia inteiro para ele entregar a peça de roupa, o seu irmão Zezinho era do mesmo jeito.
Certa feita Chiquinho pega um terno para fazer de um rapaz do sitio, o rapaz já sabendo da maçada que ele dava levou-o com antecedência, o terno era para o seu casamento, passado certo tempo o rapaz vai olhar como se encontra o feitio e para sua supressa ele não tinha feito nada, mais disse que estava terminando outro terno para pegar no dele, e como tinha muito tempo ele não se preocupasse que no dia do casamento ele entraria na igreja com o referido terno, daí por diante quase toda semana o rapaz ia ver como o terno estava, e quando ele chegava Chiquinho pegava no terno e quando ele sai Chiquinho ia fazer outra coisa, para encurtar a conversa faltando dois dias o rapaz chega à casa de Chiquinho e ele se esconde atrás da porta, é quanto o rapaz pergunta a dona Celeste por ele e ela diz que ele tinha saído, é quando o rapaz olha para um espelho grande que tinha em frente a porta e ver refletido pelo o espelho a imagem de Chiquinho detrás da porta, ai pergunta a dona Celeste se aquele que esta detrás da porta não é Chiquinho, sem ter o que dizer sai Chiquinho com a cara mais cínica do mundo dizendo que estava concertando uma dobradiça na porta, para resumir a conversa o rapaz se aboletou na casa de Chiquinho e só saiu quando ele terminou o terno.
Outra atividade dele era consertar e alugar bicicleta, certa feita ele alugou uma bicicleta para Ubirajara ( filho de seu José Quirino). Ubirajara era cheio de fazer presepada, pegou a bicicleta de Chiquinho e quando chegou foi só com os cacos da bicicleta, ai Chiquinho com aquela paciência que deus lhe deu, disse Celeste vem ver o que Ubirajara fez com minha bicicleta, ele desmontou ela todinha Celeste, nunca mais empresto bicicleta a este menino.
Para Chiquinho perder a paciência era necessário que o individuo tivesse feito uma traquinagem grande, pois bem Wilson seu filho ( o mesmo que escrevi sobre ele há pouco tempo) fez uma destas traquinagens e Chiquinho não teve duvida pegou Wilson e o pendurou pela a gola da camisa num armador de rede e o deixou-o ali por um bocado de tempo.
Talvez ele tenha sido a pessoa que mais recebeu impropérios em nossa cidade, pois quando estávamos no bem bom, dando um selinho na namorada a fita quebrava-se e se acediam as luzes, ou no melhor do filme quebrava-se a fita, eram assovios, cadeira sendo batida a algazarra era total, e o pobre de Chiquinho era quem pagava por terem trazido filmes velhos.
Um dos últimos filmes que o cine Brasília passou, foi SANTOS O MASCARADO DE PRATA, Santos era um herói mexicano, que nós garotos passamos a ter como ídolo, pois bem o ultimo filme dele Chiquinho errou na colocação da fita e colocou o meio no fim e com isto santos matou o bandido e logo depois o bandido apareceu de novo, isto foi uma verdadeira revolução no cinema.
Para finalizar o nosso artigo, levo aos senhores uma triste noticia além da morte de Chiquinho, chegou ao nosso conhecimento que o governo municipal levou na ultima semana para leilão os projetores do cine Brasília, no qual foi arrematado por uma quantia irrisória, para ser desmanchado na aço norte, esses projetores estavam no porão do cine Brasília quando o prefeito Daniel Brasileiro o recuperou e colocou na casa de cultura Gervásio Pires, ele foi leiloado juntamente com alguns carros, digo aos senhores se tivesse conhecimento disto, eu teria arrematado estes projetores até por mais dinheiro e teria guardado para que no dia em que nossa cidade tivesse um museu faria a doação dele, com isto esta encerrado definitivamente os bens materiais do cine Brasília.

Alexandre Tenório Vieira - tenoriovieira@uol.com.br

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PEDRO NOSSO - COMPLEMENTO



Li o artigo da Ana Luna que, como sempre, é um primor. Ela sabe colocar as letras nos lugares certos e dar o tom correto ao conteúdo, o que nos leva ao prazer de ler. Em suma, escreve certo por linhas certas. Entretanto, a meu ver, faltaram alguns Pedros no artigo. E aqui não vai nenhuma crítica, porque seria uma besteira inigualável querer que ela conhecesse todos os Pedros ligados a nossa cidade.

Igual àquela música cantada por Jackson do Pandeiro que diz:

“Ah! Como tem Zé, Zé de baixo Zé de riba,
Te esconjuro com tanto Zé,
Como tem Zé lá na Paraíba!”

Em Bom Conselho, acontece o mesmo com os Pedros, embora tenha uma rima muito mais difícil. Não falarei de todos os Pedros de nossa terra. Mas, alguns são importantes para mim e, espero, para alguns bom-conselhenses. É um simples complemento ao brilhante artigo da Ana.


O primeiro de quem me recordo, talvez seja o menos conhecido de todos, por ser um habitante do nosso planeta futebol, em Bom Conselho, é o Pedro “Muiádo”. O melhor goleiro que a cidade já teve. Era irmão do Adalberto, jogador de todos as posições e coringa do técnico Jorge Torres na época da ABA. Pedro “Muiádo”, seguia os sábios que orientavam as pessoas dizendo: Nesta vida temos que “ser” e “aparecer”, quando só usamos um destes verbos, somos santos ou charlatões. O Pedro “Muiádo” era um bom goleiro e gostava de aparecer. Não é exagero dizer que muita gente ia ao campo de futebol para ver suas defesas em forma de “ponte”, que só os iniciados no valoroso esporte anglo-saxão, sabem do que se trata. E naquela época não se usava todo este aparato protetor dos goleiros modernos. No máximo uma joelheira que na maioria da vezes o time não podia comprar. Mesmo assim, se as comunicações fossem tão desenvolvidas como hoje, e o Vicente Feola tivesse acesso, através da TV de alta definição, como hoje temos, às atuações do Pedro, tenho certeza, a seleção brasileira de futebol de 1958, começaria assim sua escalação: Pedro “Muiádo”, Di Sordi, Belinni, Nilton Santos e Orlando... Não sei por onde anda este Pedro Nosso.


O segundo Pedro Nosso que lembro, está vivo, feliz, trabalhando, pelo menos no que me consta. É o Pedro irmão de Zé do Foto. Chamavam-lhe as vezes de Pedro do Burro, ou Pedro de Mané Severino, seu pai. O primeiro apelido foi devido a sua atividade principal durante muito tempo, que era fazer carreto com uma carroça de burro. O Pedro teve poliomielite na infância, anda com dificuldade mas, ninguém anda tanto quanto ele. O que lembro dele é sua altivez e determinação, além de sua capacidade de trabalho. Um grande cidadão de Bom Conselho. Não sei se continua na mesma atividade, mas seja ela hoje qual for, ele, tenho certeza, a fará com a dedicação que sempre usou conduzindo o burro.


Finalmente, talvez o nosso grande Pedro Nosso: Pedro de Lara. Este sozinho daria artigos e artigos. Foi um grande artista. Homem de fibra e colocou Bom Conselho nas alturas, divulgando-o por todo o Brasil. Se o sonho, de Bom Conselho ter sua Academia, de Lucinha e Zetinho, um dia se realizar, o povo de nossa terra já o escolheu como seu patrono. Um lugar merecedíssimo para o nosso ex-gaita de padaria, na época conhecido como Pedro Rabo Branco. Bom Conselho deve muito a ele e Ana Luna, certamente, sabe mais dele do que eu.


Ainda fico devendo algumas palavras para Pedro Correia Ferro (Pedrinho), Pedro de Chico Antunino (Pedrão), Pedro Crescenço, Pedro Póvoas (pai ou tio de Zé Povoas?), Pedro Mico (o melhor funcionário que o Banco do Brasil já teve ou tem, não sei se ele já se aposentou), Pedro Vela Branca, Pedro Torres e tantos outros Pedros de quem não me lembro agora. E se for falar dos Zé Pedros, João Pedros, etc. haja espaço...

Jameson Pinheiro – jamesonpinheiro@citltda.com

Voltando ao Site de Bom Conselho - Complemento


Conterrânea Lucinha Peixoto, um bom dia!!!!

Quando cheguei em casa, depois de um treinozinho, vi você voltando ao Site de Bom Conselho (SBC). Que bom! Que bom que você voltou lá. Mais ainda, que bom que você voltou lá pra nos ocupar com a leitura do seu texto.. Não vou aqui “rasgar seda” (ou é “encomiar?) porque, segundo a Ana Luna, quem “rasga seda” é da casta dos “Vaishias”. Se tentar “rasgar a seda” é bem provável que ela esfiape. Não descendo dos “Vaishias”. Lembra que por descendência sou “braminho” e/ou “sudrinho”. Embora, até agora só consegui mesmo é ser um “dalitizinho”.
Depois de acompanhar sua andança no SBC ia continuar a leitura de um livro do Capra (“Sabedoria Incomum” – onde ele expõe idéias contemporâneas sobre ciência, metafísica, religião, filosofia e saúde). Então, fiquei pensando, por que não acompanhar a Lucinha na sua andança no SBC, pelo menos nos trechos onde ela se referiu a mim. Deixa o Capra pra depois. RESOLVI, VOU ACOMPANHAR A LUCINHA.
Lucinha, vou começar pela nota zero que você me deu em religião. Pra mim, nesse caso, o menos é mais. E assim sendo, você vai ter que me dar uma nota menor que zero se a profecia do Cléomenes se concretizar: “ser ateu quando eu acabar de ler o Livro de Dawkins (Deus, um delírio)”. Ainda não sou um ateuzinho, mas quem sabe algum Deus me ilumine e eu chegue lá. De verdade mesmo é que antes de ser ateu, ateuzinho, incrédulo ou “dalitizinho”, sou um serzinho que adora todos os serzinhos desse mundão de qualquer Deus. Por isso, vamos nos juntar e acender todas as lamparinas dos nossos juízos, independente do gás que vamos usar.. Obrigado de coração pelas boas vindas.
Não liga por eu e o Cléomenes sermos conspiradores de todas as religiões. Na verdade o que gostaríamos mesmo de ser (falo por mim, mas tenho certeza que o Cléomenes vai consentir) é inspiradores. Mesmo que não consigamos inspirar ninguém, pelo pelos vamos transpirar buscando novas idéias sobre ciência, metafísica, religião, filosofia e o escambao. Como estou certo que você não apela para nenhum fundamentalismo, fico esperançoso que logo você esteja participando dos diálogos que tenho feito com o Cléomenes. Quem sabe a nossa não-religiosidade esteja equivocada e a sua crença esteja certa? Penso que o importante é estarmos lúcidos, sem preconceito buscarmos compreender a Teia Vida ou a Deus, ou pelo menos conhecermos a nós mesmos.
Quanto a escrever bem, nessa você errou feio. Já manifestei outro dia que quando adolescente era bom em matemática e em português só passava se colasse. Hoje sou ruim nos dois. O que ameniza o vexame é o corretor de ortografia e gramática do Word. Como sou “vagabundão” tenho tempo pra redigir, vagarosamente e com muita transpiração, os meus e-mails no Word e só depois passo para “Yahoo.mail”. Pra você ter uma idéia, aquele texto da “Saga do bicicleteiro” levei uns três dias para escrever. E quando eu o lia e em seguida lia a beleza de redação do texto da Eliúde Villela, para me espelhar. Pensava em desistir de enviá-lo para publicação. Só não desisti porque pensei ser covardia ou que o meu ego-eu queria era aparecer.
Quanto a ir na “onda” do Cleomenes. Não preocupa não. Quando eu morava aí no (a)Recife eu me virava bem nas ondas com o Windsurf. Agora, aqui no serradão de “Berlândia” continuo surfando, só que agora nas “ondas mentais”. Vou sobrevivendo na crista destas, o importante não é chegar na “praia”, o importante é o surfar. É ter companhia para surfar. É cada um pegar a onda do seu jeito. Eu vou surfando minhas ondas o Cléomenes vai surfando as dele e juntos vamos melhorando o nosso surfe. Você que gosta de surfar nas parábolas cristãs, aprecie esta onda do Zen-Budismo:

"Um monge perguntou a Tung-shan se este concordava com todos os ensinamentos de seu mestre, responde ele: - ’Eu aceito metade e rejeito metade.’ Então o monge volta a perguntar: - ‘Porque não aceitar tudo?’ e Tung-shan responde: - ‘Se assim fizesse, seria indigno do meu mestre.’ "

Continuo te aguardando para passeamos juntos (Eu, você, o Cléomenes e quantos queiram), vamos surfar nas ondas dos diálogadores. Obrigado por ter me feito surfar, no SBC, nessa manhã “auspiciosa”. ”Atchá”!!!!!

Roberto Lira - rjtlira@yahoo.com.br

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Voltando ao Site de Bom Conselho



A algum tempo não vou ao site de Bom Conselho. Ontem, eu falei, vamos ver como lá estão as coisas. Já disse, de outra vez, que o visual da página inicial está primoroso, pelo menos para o que era há algum tempo atrás. Este foi um dos efeitos colaterais do Blog da CIT. Nosso Diretor Presidente já disse, e eu concordo com ele que o nosso Blog não é um concorrente do site de Bom Conselho, todas as pessoas inteligentes e de boa fé já enxergaram isso. No entanto, há sempre conexões e intersecções que são difíceis de evitar. Uma delas é mudar as aparências para melhor dos dois. Claro que as influências são recíprocas e o nosso Blog tenta seguir o que ocorre de bom no site. Por exemplo, demos um espaço àqueles que querem escrever, mas não usam do recurso verborrágico como estilo, o que eu faço sempre e peço desculpas. Criamos um Mural e muita gente já escreveu nele. Embora, mesmo no mural, evitemos concorrer com o site de Bom Conselho. Quando chegam mensagens de aniversário, pedidos de empregos e procura de desaparecidos, enviamos para o site, pois nisto o Mural de lá é imbatível. Quanto a outros meios, que normalmente dependem de recursos financeiros, como publicação de fotos, neste somos também batidos vergonhosamente. Não usamos reais. Mas, usamos as fotos em nosso Blog e normalmente agradecemos aos autores, que são excelentes fotógrafos: Alfredo, Niedja, José Maria, Saulo e outros de quem não me lembro.

Comecei meu passeio pelo Mural, usando o mesmo método que uso sempre, indo ao fundo e voltando. O fundo do meu poço, desta vez, foi uma mensagem minha para o Paulo Dantas, cumprimentando-o por seu cavalheirismo em responder a minha sobre os seus programas de rádio e sua possível distribuição. Penso que todos esperamos pela Rádio Digital. Seria um “arraso”.

Na página seguinte vejo que, cada vez mais, tenho que admirar o Pedro Ramos. As pessoas que sofrem muito merecem admiração e compreensão de todos. Imaginem que ele é um torcedor do Santa Cruz. O Pedro merece todos os nossos encômios como qualquer sofredor. Antecipando algumas páginas na frente, também transmito meus parabéns pelo seu aniversário. Por falar em aniversário, minha tarefa hoje de andar pelo Mural foi muito facilitada pelas três ou quatro páginas de parabenização ao administrador do site, o Saulo. Quis ainda colocar lá também meus parabéns a ele, pois ele merece, mas tive medo de iniciar outra onda de parabéns, que apesar de merecidos, já seriam em demasia. Antes de trocar de página me fixei num tópico que vejo nesta. O Pedro Ramos também parabeniza o Saulo pela criação de uma coluna na Academia Pedro de Lara para o Roberto Lira. Ninguém melhor para substituir o Marlos do que o Roberto. Os dois são muito parecidos em termos de princípios filosóficos, eles dão nota zero para qualquer religião. Com as minhas discordâncias destes princípios, seja bem-vindo.

Em nosso Blog, depois de uma discussão que está apenas começando, o nosso ateu Cleómenes de Oliveira, conseguiu que fosse publicado um diálogo, com o Roberto Lira, que nada mais é do que uma conspiração contra todas as religiões. Todos sabem, eu sou católica e me orgulho de sê-lo mas, não fundamentalista. Respeito as outras religiões e até critico a minha que é composta por homens e mulheres (das quais defendo uma maior participação na Igreja) falíveis, e que devem ser criticados por nós quando erram, sem insistir na apologia da infalibilidade até para diáconos. O que não dar para permitir é que em nome de não se discutir religião ou política, como alguns defendem, não se diga nada sobre determinadas posições intelectuais que tem um apelo fácil ao ateísmo e à não-religiosidade, enquanto nós, crentes, enfiamos a cabeça no chão como avestruzes. Esta discussão pode ser feita sem apelar para o fundamentalismo de alguns que usam a fé para se transportar em montanhas de soberda e de vaidades. Colocarei minhas posições no seu devido tempo. O que me estranhou, nesta página do Mural, foi o fato do cumprimento do Pedro Ramos a Saulo pelo novo colunista, logo quando chegou de uma romaria para reverenciar o Padre Cícero. Este deve está se virando no túmulo.

Subindo a página, encontro O Andarilho. Mais comportado e calmo, participando outra vez de sua “mesa” virtual dentro da harmonia e concórdia, até a primeira discordância, que espero não seja esta. Recebi um e-mail, esta semana, perguntando porque eu nunca mais tinha falado no O Andalirio. Pensei inicialmente ser um erro de digitição mas não era. O missivista grafa O Andalirio várias vezes. Me embatuquei. Foi neste passeio pelas páginas que descobri o motivo da grafia. Os estilos do Dr. Alírio Cavalcanti e do O Andarilho são tão parecidos, que, juntando o Pedro Ramos, poderíamos ter o Mistério da Santíssima Trindade. Mesmos objetivos, mesma religião, penso que mesma cidade, será que são irmãos gêmeos? E, antes que algum fundamentalista católico se apresente para criticar a citação do nosso valoroso dogma da Trindade Santa, devo dizer que, considero os três a quem citei como pessoas de bem e dignos de entrarem no mistério. Eu não formaria uma santíssima trindade com três senadores. Quanto a um dos três, O Andarilho, já antecipando um pouco a minha visita à Academia Pedro de Lara, “baguan kaliê”, agora, depois de escrever para todos os viventes, está escrevendo aos mortos. Eu até concordo com ele que Marlos pudesse crer em Deus, embora de uma forma diferente, pelos seus textos. Agora, receber cartas do O Andarilho é demais. Será que o carteiro foi o nosso Adel Carteiro? E eu, pensando não mais encontrá-lo, não trouxe a água benta. Ainda referente a este tópico, foram tantas as louvações ao primeiro encontro papacaceiro da colônia baiana, que fui olhar as fotos. Espero que o próximo seja mais animado e tenha pessoas de Bom Conselho além dos anfitriões. Confesso não conhecer os Lustosas, mas seria uma prazer fazê-lo. Para fechar o parágrafo só uma pergunta ao Saulo: Que influência tem o O Andarilho sobre a Academia Pedro de Lara? Espero em Deus que nenhuma. Pois, do contrário, é melhor fechá-la. Se o fundamentalismo católico deste senhor se espraiar pela Academia, onde o Marlos publicaria seus textos? E agora o Roberto? Que escreve muito bem, apesar dele discordarmos. E o Milton Cavalcanti? Caro Saulo, os critérios para pertencer à Academia Pedro de Lara devem ser bem explicitados. Quem influi e quem não influi para todos julgarmos a pertinência desta influência. Uma vez proclamei que este seria um embrião de uma Academia não virtual em Bom Conselho mas, se houver influência de o O Andarilho nas indicações ou vetos, a nossa Academia não passará da sacristia.

Depois de três páginas de parabéns pelo aniversário de Saulo, e provavelmente, o mesmo número para o Pedro Ramos, eu chego á tona. Ainda boiando em cima d’água no Mural, uma notícia pelo nosso cavalheiro jornalista Paulo Dantas, que vai ser uma canja para o nosso Diretor Presidente escrever sobre: “Mais uma baixa no Governo Judith”. Eu não sei muito sobre política mas sou ligada e defendo que se discuta como defendo se discutir religião. Nossas posições tanto num campo como no outro podem ser discutidas, desde que haja civilidade. Deixemos esta notícia com o Diretor Presidente. Sobre política, eu gostava de ler o Felipe Alapenha, aquele seu amor filial me emocionava. Um jovem brilhante e bom escritor. Mas fica a pergunta do Paulo Dantas: quem será o próximo? Eu não sou!

Fiz ainda uma incursão na Academia Pedro de Lara, como ficou claro acima e comento agora o que vi por lá.

Zetinho, como sempre, escrevendo muito bem até quando o assunto é fofoca. Ainda estou devendo algumas considerações sobre seu sonho, e ainda o meu, sobre a Academia de Bom Conselho. Caro Zetinho, sei que você é católico como eu, e temos nossas discordâncias, mas não deixe que nossa tão sonhada Academia não tenha lugar para Augusto dos Anjos. Para o Cleómenes, este nosso ateu, sei que não pode ter, mas não por ele ser ateu, mas, porque escreve mal (desculpa, Oliveira).

Ana Luna, minha amiga, que também publica em nosso Blog, mostrando a artista das letras que é, ao divulgar sua arte, sem preconceitos sobre os meios de informação, eu seria suspeita para falar. Gostaria de chamá-la de conterrânea da gema mas, parece que os vereadores não lêem o nosso Blog, ou estão com as lamparinas do cérebro sem querosene Jacaré.

Jordalino Neto e Robson Emanoel, por onde andam eles? Sempre precisamos de historiadores e poetas. Onde está o Manuel Galdino? Se fosse para influir nos critérios de escolha dos acadêmicos eu falaria com o Geraldo Guedes e publicaria toda a obra (post mortem) do Expedito Guedes. Eu coloquei uma poesia dele na Biblioteca Virtual do nosso Blog (http://www.citltda.com/2009/04/biblioteca-esta-e-um-biblioteca-virtual.html ).

Sebastião Fernandes sempre com seu estilo calmo e incisivo. Uma vez que fui a Bom Conselho, presenciei ao lançamento do seu livro A Leveza do Ser, na Casa da Cultura de Bom Conselho. Mesmo não sendo uma ideia original tranformar cadeia em casa de cultura, foi louvável para Bom Conselho.

Carlos Sena e José Fernandes, demoram a escrever para a Academia mas, quando escrevem, são arrasadores no bom sentido literário. Ambos colaboram com o nosso Blog. Estou com saudade do José Fernandes.

O José Tenório de Medeiros, este eu já falei dele outras vezes e está na minha Academia dos sonhos. Literatura pura.

Era o Marlos, agora o Roberto Lira. Ambos comungam princípios filosóficos dos quais discordo, mas a coluna tanto antes como depois, do ponto de vista literário, e isto é o que importa aqui, foi e é excelente. Roberto seja bem-vindo e pelo amor de Deus, não vá muito na onda do Cleómenes.

O Milton Cavalcanti, que era a alegria do Cleómenes na Academia, por se confessar ateu, como ele, faz tempo que não escreve o que acontece também com o Augusto Gomes que exaltou Bom Conselho e sumiu.

O Andarilho, quem um dia defendi ficar na Academia Virtual mas, quando se revelou o escritor que é, penso que ele deveria ficar escrevendo no Blog do Ricardo Kotcho.

Edjasme Tavares, a quem muito admiro, apesar de algumas discordâncias pontuais, mantém o seu estilo diaconal e interessado sobre nossa terra. Mesmo “en passant” também colaborou com nosso Blog. Foi responsável por um dos melhores textos escritos na Academia, quando contou a estória de como caiu no conto do DVD pirata. Nele mostrou que é mestre na narrativa, alertando os leitores para o fato, e se penitenciando pelo pequeno pecado de ter sido pirata por um dia. Certas coisas é bem empregado!...

João Nelson escreve pouco para site e já colaborou com nosso Blog, certas poucas vezes. Como gostaríamos que escrevesse mais. Seu estilo é único e lembro muito bem o seu texto em nosso Blog sobre Policarpo Quaresma e Lima Barreto (http://www.citltda.com/2009/01/sonhei-complemento-2.html) onde a irreverência e argúcia se juntam para falar desta bela figura de nossa literatura.

Finalmente o Etiene Miranda e Celina Ferro, que escrevem bem, mas não comparecem com frequência. Além da minha amiga Maria Caliel, com seu conhecido estilo de pétala de rosas e que não nos deixa olhar para trás para não perdermos a paz perfeita. Temos todo o prazer de também contar com sua colaboração em nosso Blog.

Fomos ver, para não sermos injustas, se havia esquecido alguém, ou melhor, pulado alguém pois nenhum imortal pode ser esquecido. Pulamos o Gildo Póvoas, que também colabora conosco e publica excelentes escritos, mostrando que se vive e se morre, mesmo que estejamos com a turma na rodoviária, embarcando nossa bagagem.

Digo, é sempre um prazer fazer estes passeios, mas já estou me alongando. Outros assuntos ficam para outros tantos pelo nosso querido site.

Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PEDRO NOSSO



São Pedro, o Fundador da Igreja Católica,
o Apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi Apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro Papa.
Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho, com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.
Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no paraíso, é necessário que o santo abra suas portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Grande São Pedro !
Outro Pedro famoso, aquele do nosso descobrimento, ou melhor do descobrimento do Brasil, Pedro Álvares Cabral, nasceu em 1467 em Belmonte.
O Brasil foi descoberto por um homem de cultura, descendente de uma familia nobre, educado na corte. Alí recebeu instrução histórica, científica, aprendeu lidar com as armas. Houve um desentendimento com o Rei e Cabral foi afastado e ficou completamente esquecido......coisas dos homens....
Pedro I, Imperador do Brasil e Rei de Portugal, nasceu em Lisboa em 1798. Com a invasão de Portugal, pelos franceses, ele veio para o Brasil com apenas 9 anos. Principal responsável pela nossa Independência , tinha uma grande intimidade com a música, sendo o compositor do Hino à Independência do Brasil. Morreu jovem demais, aos 36.
O nome Pedro em grego e latim, significa ROCHA, PEDRA.
Queria homenagear de alguma forma o nosso PEDRO, o Dodó, que hoje, 24 de Agosto festeja mais um ano de vida!
Pensei nos Pedros famosos, dei uma pincelada na vida deles........é há tantos outros Almodovars da vida...........na vida.......sem esquecer o Pedro Papa Caça....mas temos também o
PEDRO NOSSO de cada dia!
Pedro Ramos.
Já repararam como ele é quase unanimidade? Ainda bem que quase, porque a unanimidade nunca é legal.
Não gosto.
Mas do Pedro, o Dodó, eu gosto.
Ele pertence aos raros seres que ouvem o que você fala. Ouve, responde, acaricia, é duro quando precisa ser, doce, artista, espírito e carne!! Tu és , Pedro !!!
Gosto de aprender com as pessoas e no curso da vida, você, Pedro, Dodó, me ensinou muito. Sou grata. Que bom ter encontrado você nessa vida tão louca!!!
Parabéns, Irmão!!! Assim como o Pedro Papa, você nos cativa pela sua estória.
Você é um vencedor !

bjusssssssssss

Ana Luna - anammluna@yahoo.com.br

domingo, 23 de agosto de 2009

A Saga de Um Bicicleteiro e o Causo "A Bicicreta" de Geraldinho de Goiás



Inspirado num causo, contado por Geraldinho de Goiás, é que resolvi escrever essa prosa. Após alguns meses que eu tinha aderido ao ciclismo de montanha, um amigo me deu uma cópia do CD com causos contados pelo Geraldinho de Goiás (procurei o original pra comprar, mas nunca achei). Nesse CD, entre outros, ele conta o causo “A Bicicreta”. Este causo, várias vezes, me fez sentir muita dor, mas, era dor no abdome de tanto rir. Se alguém gosta de sentir dor no abdome, e já viveu alguma aventura numa bicicleta, com certeza vai se interessar em escutar esse causo e, espero, tenha muita dor no abdome. Para isto, não é necessário ler o que segue logo abaixo, relativo à saga do bicicleteiro. Pode ir direto para o link disponibilizado no final do texto, que vai dar risada do mesmo jeito.

A Saga de um Bicicleteiro:

Outro dia, faz uns cinco anos , numa visita que fiz a uma filha que mora em São Paulo, ganhei de presente dela uma bicicleta. Era uma bicicleta que ela tinha dado de presente de Natal ao marido, fazia uns dois anos. Ele, no dia que recebeu o presente, montou na “magrela”, deu uma voltinha dentro da garagem do prédio e pendurou-a na parede, e ali ela permaneceu. Na referida visita, minha filha disse: – “Pai, o Nagamine não usa essa bicicleta, faz dois anos que ela está pendurada na garagem. Leva ela para Uberlândia, lá a “coitadinha” tem mais chance de dar umas voltinhas.” Trouxe a “coitadinha” pra ela poder dar umas voltinhas aqui em “Berlândia” (como dizem os mineiros). Mas, a “coitadinha da magrela” passou mais dois anos esquecida em um canto no meu “apê”.
Tenho outro genro, que mora em “Berlândia”, o Thiago, que é fanático por mountain bike. Todo sábado e domingo ele saia com os amigos para pedalar pelas trilhas da região. Um dia, pensando em melhorar minha condição física, visando uma melhoria no meu jogo de tênis, falei pro Thiago: Thiago, quando você for pedalar com uma turma mais “fracotinha” me avisa que eu vou com você. Quero dá umas pedaladas para melhor a minha resistência física. Ele falou: – “Seu Roberto, domingo nós vamos na cachoeira de Sucuripa. Fica perto e o senhor vai dar conta de nos acompanhar, numa boa.” Lá fui eu. O percurso era um estradão, sem muita subida. Fui apreciando a paisagem e a turma de vez em quando dava uma maneirada me esperando. Aguentei beleza.
No domingo seguinte, incentivado pelo genrinho, lá fui eu de novo. Dessa vez a trilha era conhecida por “Trilha da Serrinha”. Depois de pedalarmos uns 20 km chegamos na tal da “Serrinha”; aí a coisa ficou preta. Pra mim, não tinha nada de serrinha; era uma subida de uns 3 km e empinada pra dedeu. Logo no inicio da subida eu já tinha descido da “magrela” e começado a empurrá-la. Passou um casal por mim, olhou de lado e disse: – Eu acho melhor o senhor montar e pedalar, porque falta muito pra chegarmos lá em cima. Como eu não tinha nenhum santo para me acudir, o primeiro pensamento que me acudiu foi ligar pra filha “namorida” do Tiago e pedir pra ela me resgatar. Sacudi a cabeça, para espantar esse pensamento, cerrei os dentes e falei pra mim mesmo: só vão me resgatar no diabo dessa serrinha se eu desmaiar. Continuei devagarzinho, respirando fundo. Nos trechos onde a inclinação era mais suave, montava e dava umas pedaladas. Enfim, consegui chegar ao final da tal “Serrinha”. A turma estava toda me esperando, deviam estar sentado na sobra de uma árvore há um tempão. Achei que eles iam tirar um sarro da minha cara. Que nada, me deram a maior força. Tenho certeza que o que eles queriam era me fisgar para fazer parte da turma.
Durante a semana, recordando das conversas que escutei durante o percurso, cheguei a seguinte conclusão: meu desempenho nas trilhas só poderia melhorar com uma bicicleta mais leve, com uma geometria que favorecesse nas subidas, etc. Aquelas conversas de bicicleteiro metido a besta. Não pestanejei, chamei o genrinho pra me orientar na escolha, fui numa loja e comprei uma bicicleta “decente”. Aproveitei a empolgação e comprei, também, sapatilha, pedal com “clip” e outros penduricalhos. A loja abocanhou quase o salário de um mês, mas divididinho em 6 parcelas, falei: que seja. Passei a acompanhar a turma do Thiago, todo domingo. Um tempo depois todo sábado e todo domingo. Se ele não fosse eu ia assim mesmo encontrar a turma A essa altura, meu interesse pelo jogo de tênis, que era o motivo para ter ido dar as primeiras pedaladas, já tinha ido pras cucuias.
Depois de uns seis meses, já era um “veinho” bom de pedal nas subidas, assim diziam os mais novos, mas era covarde nas descidas. De novo, escutando aquelas conversas dos “bikers” (biker é o nome chique para bicicleteiro metido a besta) conclui que para acompanhar a turma nas descidas precisava de uma bike full suspension (suspensão na frente e atrás), com freio a disco e o escambao. Pimba, o vírus dos bicicleteiros tinha me contaminado. Resolvi montar uma mountain bike com tudo que tinha direito: suspensão top na frente, suspensão com “brain” atrás. É, ela tinha um dispositivo inteligente na suspensão traseira para ler o terreno, já pensou, freio a disco e o escambao. Me endividei até a alma. Tinha sido muito mais barato ter comprado um carrinho popular, mas fazer o quê? A essa altura, já estava possuído pelos “virus” dos bicicleteiros. Estava mesmo fissurado pela “tar bicicreta”.
Depois de algumas trilhas com a bike dos sonhos, comecei a ficar afoito nas descidas. As danadas das suspensões “engoliam” tudo que era buraco, pedra, pau, o que tivesse na frente e quando precisava diminuir a toada, o danadinho do freio a disco não me deixava na mão. Se bem que, de vez em quando tomava uns “capotes”, caía num “mata burro”, batia com cabeça numa árvore em arvore (ainda bem que eu usava capacete, não era igual ao do Felipe massa, mas evitava o pior) e outras cacetadas mais. De vez em quando chegava em casa todo esfolado, mancando. Aí a patroa e as filhas só não me chamavam de santo (ainda bem), mas maluco, irresponsável e palavrões assemelhados, ouvia tudo. Nesses momentos, o Thiago se escafedia com medo que a tropa de choque lá de casa (a mulherada) o culpassem por ter me desencaminhado do tênis.
Além da turma do Thiago, me enturmei com outros bicicleteiros. Num feriadão, com essa nova turma fui pra Serra da Canastra – Sonho de consumo de qualquer trilheiro: biker, motoqueiro, jipeiro, cavaleiro, andarilho e outros bichos mais. Chegamos à noite, no dia seguinte cedinho, com o grupo todo reunido no pátio da Pousada da Vanda, o organizador da viagem falou: Vocês que estão acostumados nas trilhas de Uberlândia esqueçam aquilo lá, esqueçam Serrinha, Serrão, Trilha das Pedras e outras mais. Aqui é CANASTRA. CANASTRA, AQUI O BICHO PEGA..
Outro dia eu conto o resto dessa Saga do Bicicleteiro. Agora tenham um boa dor no abdome a custa do Geraldinho de Goiás. É só clicar no link do site abaixo. Agora fui ... jogar tênis.

http://recantodasletras.uol.com.br/audios/humor/12642

Roberto José T. Lira - rjtlira@yahoo.com.br

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Os Trancos e os Barrancos



Continuo escrevendo. Dentro da minha cabeça está tudo em desordem pois pensei agora em nossa chegada. Não na nossa chegada na chuva e na descida do caminhão mas naquela mais longa e demorada que vai entrando em nós de mansinho.
Ficamos na casa do “cumpadre” Caetano aquele mesmo que já falei sobre ele. Lá no sítio ele comia feijão com ovo e arrotava caviar. Aqui em São Paulo (quando falar São Paulo entendam Guarulhos, São Paulo parece dar mais importância à minha viagem) ele comia feijão com ovo também, não tão bom como o que minha mãe preparava mas o arroto era de feijão com ovo, e pelos outros sons e odores, os ovos pareciam que estavam podres. Meu pai estranhou a casa, os móveis, as redondezas tudo diferente das pabulagens do “cumpadre” mas agora era tarde, se pensasse em voltar choraria, pela impossibilidade.
Eu não sofri tanto, para mim era tudo novo, não sei porque tudo que é novo parece bonito, menos o Parque Dona Lindu, aqui no Recife, que uns colegas me chamaram para ver e quando olhei, pensei que era mais um depósito de combustível. Lá não, o novo era bonito. Ao invés de andar de queixo caído, andava olhando prá cima com a boca aberta olhando umas casas altas parecendo um favo de mel das abelhas uruçus do Pau Grande. Na minha infantilidade ainda me perguntava como colheriam tanto mel. Será que era deste mel que falavam quando diziam que o futuro estava em São Paulo?
Entretanto nem tudo que era novo era motivo para diversão. A casa para aonde fomos é claro que não era uma mansão. Mal dava para a família do “cumpadre” e éramos seis. Eu, minha mãe, Eraldo, uma irmã mais velha, a Ivete, e dois mais novos, ainda produzindo bombas de cocô. À noite, alguns foram para o chão e eu fui, talvez por ser criança para uma cama que tinha um colchão bem lisinho, quase igual ao banco do alpendre no sítio, mas bem macio. O problema era que era uma em cima da outra. Oxente, disse eu, igual as casas, tudo em cima da outra. Hoje sei que era um beliche, naquela época fiquei foi preocupada como subir e como não cair dali já que me deram a parte de cima. Embaixo ficou minha mãe com a segurança que tinha que eu não fazia mais xixi na cama.
A filha de Caetano era mais ou menos da minha idade. Meu pai, lembro bem tomou o cuidado de tirar o peste do Eraldo de perto dela. Será que ele achava que o filho era um tarado em potencial? Tenho um colega de trabalho que diz que um tarado é um homem normal pego em flagrante, talvez meu pai também pensasse assim, sei lá o que ele aprontou antes. Durante o período que passamos na casa, devo ser correta, o Eraldo nunca aprontou pra cima de Lidinha, como chamavam a menina, nunca soube o nome dela de verdade.
Esta questão de nomes nos causou problemas. Um dia fomos a uma casa onde, me lembro bem, havia uns livros do tamanho de uma porta de igreja e um monte de gente escrevendo. Hoje sei era um Cartório e sei o que se passou. Lá no Pau Grande todos tínhamos nome e todo mundo sabia quem era quem. Lá em São Paulo, duvidaram deles. Meu pai dizia que era Antonio Villela e o homem parecia dizer: prove! Idade de 52 anos: prove! Nasci em 1908: prove! Vendo esta semana na TV uma senhora toda elegante dizer que teve um encontro com uma ministra onde ela pediu para fazer umas coisas lá, e alguém dizia: prove! Lembrei daquela época. Na realidade, o único documento que meu pais tinha era o batistério, que a única coisa que provava é que ele era cristão e se chamava Antônio, e isto para aquele mundo era pouco. Sei que depois de idas e vindas e não me lembro dos procedimentos minha família ganhou nome e eu também, Eliúde Villela, esta que vos escreve, a seu dispor. Até minha mãe ficou Berenice Villela, e é assim que eu hoje sou uma Villela da gema, por parte de mãe e de pai.
Uma das coisas mais importantes que aconteceu em minha vida nesta época começou no seguinte diálogo entre meu pai e Caetano:

- Cumpadre Antônio o que é isto nos olhos de Eliúde?
- Cumpadre, faz muito tempo que ela tem isto. Parece não incomodar muito pelo menos ela não se queixa.
- Qualquer dia desses vamos levá-la a um posto de saúde para o doutor olhar isto.

Ouvi aquilo estupefata pois nunca tinha me dado conta que tinha algo nos olhos. Saber eu sabia que meus olhos ficavam o tempo todo cheios de remela e vermelhos. Meus cílios, que na época eram pestanas (como estou chique!) viviam sempre molhados e às vezes coçavam. Eu achava até bom coçar com o dedo mindinho, quando não tinha o que fazer. Será que era por isto que alguns meninos não chegavam muito perto. Não... Era muito pequena para esta interpretação de adulto. O importante para mim foi que a partir daí, meu pai resolveu me levar ao médico. Não é pra fazer chorar nem para disseminar pieguice que digo que até aquela época não sabia o que era um. Lembro de um homem de branco, com um uns fios no ouvido e que hoje eu diria que era parecido com um fone de ouvido de um aparelhinho MP3 e sei que é um estetoscópio. É o símbolo da Medicina, aquela serpente é apenas um estetoscópio estilizado. Me ouviu me apalpou e receitou. Disse que eu tinha muitos e muitos vermes, vermes a mancheias como dizia um livro que li muito tempo depois. Aquela barriga grande não era sinal de fartura mas de verminose. Mandou-me para outro médico que me mandou olhar uma luzinha e ver umas coisas numa parede, que não soube o que significavam, enquanto ele perguntava à minha mãe:


- Esta menina é alfabetizada?


Diante da resposta negativa, mostrou uns bichinhos, que também tive dificuldade de saber o que eram, até aquele momento nunca tinha visto um bicho com um pescoço tão grande nem um com uma tromba que parecia uma mangueira no Pau Grande. No final ele disse prá minha mãe:


- É blefarite!


Não pensem que eu entendi tão claramente assim naquela época. O som era parecido. Muito tempo depois, já indo normalmente, pela idade ao oculista contando a história e resmungando este nome, ele me disse o correto, complementando: é uma inflamação do bordo externo das pálpebras. Passou um colírio e uma pomada e hoje tenho dois olhos claros e bonitos. Hoje eles servem para paquerar sem constrangimento, naquela época, sem eles sadios não poderia arranjar o emprego de doméstica, meu primeiro emprego. Como estão perto a diversão e a sobrevivência pelos mesmos motivos. Blefarite nunca mais!!!
Tenho vontade de contar sobre a escola, já que disse acima que era analfabeta. Quando olhei prá cima do texto, penso que ele ficaria grande demais e aí ninguém lê. Conto outro dia com os trancos e barrancos da cidade grande.

Eliúde Villela – eliude.villela@citltda.com

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Cidade Digital



Todos sabem que a CIT é uma empresa da era digital. Diante do avanço desta tecnologia, em todos os setores, isto não é vantagem nenhuma. Estamos apenas acompanhando nosso tempo. Mais moderno do que a era digital é a Internet, ou Rede Mundial de Computadores. Começamos divulgando nosso produto em DVD de uma forma precária, mas acentuando o uso de computação gráfica em nossos filmes. Usando a Internet, o YouTube foi nossa primeira abertura para sua maior divulgação. Ampliamos nossas atividades para o Blog da CIT, que ainda se encontra na adolescência, no entanto, com grandes chances de crescer e se tornar um adulto sadio e um contribuinte para melhorar a vida das pessoas. Resolvemos dirigir uma parte da nossas atividades para Bom Conselho, a terra onde nascemos. Qualquer coisa em relação à terrinha nos interessa. E mais ainda quando sabemos que algo pode afetar a entrada do nosso produto no “mercado” da cidade.
Semana passada eu estava lendo um jornal do nosso Estado e deparei-me com uma matéria da jornalista Micheline Batista (Diário de Pernambuco – 09/08/2009), cujo título era: Arcoverde vai virar cidade digital. Minha vista parou no nome da cidade e meu desejo começou a transformá-lo, como naqueles efeitos de imagem onde um nome se transforma no outro, já bastante usados em campos de futebol. Arcoverde – Bom Conselho – Arcoverde – Bom Conselho... E assim por diante. Ah! Como eu gostaria que este efeito parasse em Bom Conselho sem ser um engano de minha mente. Isto não aconteceu.
Li a matéria. Lá estava escrito, em resumo que um projeto vai integrar órgãos municipais e disponibilizar acesso gratuito à internet sem fio para a população do município de Arcoverde, inclusive áreas rurais. E vai além dizendo que o investimento vai ser feito com recursos próprios, mas que existem linhas de financiamento específicos para isto, inclusive de um fundo, criado em 1997 (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações – Fust), cujo objetivo básico é fazer chegar as telecomunicações para as áreas de educação, saúde e segurança pública, e, pasmem, para acesso à internet em localidades remotas. A matéria vai mais longe ainda ao dizer que este fundo tem dinheiro que vem sendo retido ou contingenciado pelo Governo Federal e citando alguém que diz: “O contingenciamento do Fust é uma vergonha nacional. Esse dinheiro poderia estar sendo utilizado para promover a inclusão digital em municípios como Arcoverde”. Eu acrescentaria, como Bom Conselho também.
A matéria pode ser vista completa nos links fornecido no final deste texto, e é muito importante que os bom-conselhenses a leiam. Para nós da CIT, ter Bom Conselho como uma "cidade digital" é um desejo. Ter pontos de internet gratuitos em todo o seu território é um sonho e a disponibilização dela para toda população, em todas seus segmentos, seria um paraíso. Seria mais do que a universalização da Educação ainda tão sonhada por nós e que deve ser um passo anterior. Seria a universalização da Informação. De nada adianta aprender a ler se não temos o que ler. Penso, e não seria difícil para os especialistas saberem se estou certo ou errado, que o custo hoje de uma biblioteca convencional é maior do que o de uma biblioteca virtual. E não adianta querermos aprofundar a cultura democrática em nossos cidadãos se eles não tem informação suficiente para pensar e decidir.
Lembro, em minha infância, quando chegou para nós o sinal de TV, ou pelo menos algo que pudesse se chamar assim. Meu pai comprou um aparelho em Garanhuns. Aquela coisa enorme, cuja imagem em preto e branco, parecia mais chapa de raio X de pulmão de tísico. Mesmo assim o rádio ficou um pouco esquecido. A imagem mesmo ruim, valia mais do que mil palavras somente ouvidas. Lá em casa, por sorte, por Deus ou pelo destino, todos eram alfabetizados e tínhamos um nível de informação, para aquela época, relativamente alto. Os capítulos da novela O Direito de Nascer só tinham uma defasagem de 3 dias em relação ao sul, mas ninguém reclamava por isto. Entretanto, ao longo do tempo, a influência da TV foi muito grande para pessoas, mesmo sendo analfabetas. Presenciei um dia uma mulher inteligente mas, analfabeta, dizer: Vi hoje na televisão que vai ter um programa que vai ensinar a ler e escrever (devia ser o MOBRAL), vou me matricular e aprender a assinar meu nome prá votar em quem for contra aquele “bode velho” (desconfio quem era o bode velho, mas só desconfio...). Hoje ela poderia votar sem assinar o nome, e desbancar o “bode velho”, mas ainda não pode se informar pelos meios digitais ou por outros meios para ser uma eleitora consciente e uma cidadã completa. Enquanto isto, os “bodes novos” deitam e rolam.
Com a internet será assim. Já está sendo para a parte abastada da população que pode pagar pelo acesso, embora muito lento. Estou pensando no amigo Ivan Crespo que, tenho certeza nos ler mas não temos seu e-mail. Gostaríamos de tê-lo mas, não só dele e sim também do “Tonho” Fernandes, para ele me contar a estória da descoberta de petróleo na caverna do Bulandi. E quantos outros “causos”, quantos outros poemas, quantos outras imagens e filmes e quantos outros votos conscientes, Bom Conselho poderia ter com a inclusão digital.
Na referida reportagem, o diretor da empresa encarregada do projeto diz que para conectar 10.000 pessoas, o custo giraria em torno de R$ 200 mil. Como já dissemos antes, mas não custa repetir, nossa informação não é suficiente para concluirmos com juízos valorativos sobre determinados fatos que ocorrem no município ou sobre algumas decisões de órgãos governamentais de âmbito municipal, como rubricas de Orçamento, por exemplo. Com esta restrição, agora lembramos da A Coluna do Zé, na A Gazeta, na qual seu autor comenta, no número recém lido por mim, suas predileções por festas e eventos sociais. Lá ele comenta sobre o Forrobom. Coincidentemente, eu havia feito uma crônica sobre o mesmo evento (http://www.citltda.com/2009/06/divagando-pelo-forrobom.html), sem ser detalhista quanto a gastos, pela distância que estou deles. No entanto, relacionando-o ao assunto de hoje, posso terminar citando a Coluna do Zé: “A propósito: quanto foi gasto pelo governo de Pernambuco e o de Bom Conselho nestas últimas juninas aqui levadas a cabo?”. Quando estive no Forrobom não esperei para ver se o Dominguinhos também estava muito cansado e basta isto para mostrar que eu não sou o Zé Arnaldo, antes que alguém levante esta hipótese, que só me honraria.
Mas, se Arcoverde pode, por que não podemos nós? Espero brevemente a A Gazeta com a manchete dos sonhos da CIT: Bom Conselho vai virar cidade digital.

Diretor Presidente – diretorpresidente@citltda.com
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Links para matéria do Diário de Pernambuco:

http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/09/economia5_0.asp
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/09/economia5_1.asp
(*) Fotos da Internet.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Dialogando Francamente - 1



Com a autorização do Conselho Editorial da CIT, que é composto por pessoas de várias religiões e crenças, inclusive eu, que não tenho nenhuma, faço o intróito deste artigo, para dizer que, apesar de meu argumento de defesa para sua publicação, que alegava ser o conteúdo do diálogo abaixo, de utilidade pública, não ter sido completamente aceito, eu agradeço a todos que o discutiram, crentes, não crentes e titubeantes. Penso que o diálogo, mesmo não sendo dirigido para Bom Conselho, uma das alegações na reunião para vetá-lo, ele não foge da cidade pois esse é um tema nela recorrente em seu cotidiano e no que se escreve sobre ela. Haja vista o debate travado pela nossa colega, bom-conselhense da gema, Lucinha Peixoto, tempos atrás, sobre o que fazer com um Bispo “excomungador” e sobre a prática do exorcismo utilitário.
O diálogo entre eu (bom-conselhense só de coração) com o bom-conselhense Roberto Lira teve origem num fato triste: a morte de Marlos Urquiza. E achamos que ele é uma homenagem a este “papacaceiro”, que tinha, e queremos que continue a ter o mais afetuoso “abraço nordestino”. Este diálogo é uma continuação da leitura de suas obras, que não terminam onde sua mão parou de escrever, mas continuam... e continuam...
Como dizem os francesistas, en passant, enquanto travava-se esta discussão sobre nosso diálogo, o Conselho aprovou um artigo de Alexandre Tenório onde ele diz que “devemos deixar de lado artigos sobre política, e religião e também artigos raivosos, [e que] devemos publicar artigos gostoso de ler,...”. Se não fosse ateu eu daria graças a Deus por terem aceito publicar o artigo do Alexandre que fala de religião (Santa Isabel) de política (Brasil Foods) e é um pouco raivoso quando diz que “nossa vida já é tão dura para estamos perdendo tempo com conversa mole que cause discussão e que na realidade não levam a nada.” Espero que o diálogo de número 1, não seja só conversa mole mas que leve à uma discussão proveitosa, e além disto seja gostoso, por que não?

Cleómenes Oliveira

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Caro Roberto,

Obrigado por ler o meu texto e comentá-lo. Eu só conhecia o Marlos pelos seus escritos e por ouvir falar dele aqui na CIT. Li seus comentários, talvez tenha alguns para fazer sobre eles, é assim que os homens crescem, dialogando. Se encontrar um comentário que acrescente o farei depois. Por enquanto, o Diretor Presidente está aqui me aporrinhando (desculpe se você for muito formal e não gostar destes termos mundanos) para publicar o seu comentário, como um complemento (sem nenhuma conotação de valor, mas sim como um procedimento que adotamos quando os textos estão vinculados) ao meu texto. Como penso que o seu escrito interessa a todos, estou autorizando a publicação do seu e-mail a mim dirigido. Se pequei, tenho certeza nenhum de nós ficará com medo de ser castigado por Deus. Sinto que estamos próximos. Um abraço e meus agradecimentos mais uma vez.

Cleómenes Oliveira

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Prezado Cleómenes Oliveira, bom dia!!!!

Esta semana, assisti na TV uma entrevista do Jornalista Silio Boccanera com o biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins, conhecido como “o maior ateu do mundo”, pimba, lembrei de você!!!! Nessa entrevista o Dawkins respondeu perguntas sobre suas obras literárias, em especial “Deus, um delírio”. Apesar de não ligar muito para se Deus existe ou não, mesmo assim fiquei curioso e fui procurar umas resenhas sobre essa publicação. Achei que o conteúdo do livro seria muito interessante, mas quando percebi que tinha que encarar 528 páginas desisti da ideia de ler tamanho tratado. Como não sou um ateu convicto como você pensei vou ler alguma coisa mais “ligth” (não fala pro José Fernandes que eu grafei a palavra “leve” como “ligth”, se não ele vai me dar o maior sermão pelo estrangeirismo), então reli dois “textozinhos” do Krishnamurti. Nessa re-leitura pensei: porque não enviar esses “textozinhos” para o Cleómenes se divertir. Tenho certeza que ele não vai achar que estou fazendo proselitismo. Então decidi, VOU MANDAR. Pensei, novamente, e a minha responsabilidade de estar encaminhando alguma coisa pecaminosa, como fica? Escutei uma voz que disse: “não liga não, tenho certeza que ele não ficará com medo de ser castigado por Deus”. Mesmo assim, para garantir minha isenção, estou enviando os textos como anexos do e-mail (olha o estrangeirismo de novo Roberto), então, ele só os lerá se quiser. A bola agora é tua, segura Taffarel (desculpe se você for muito formal e não gostar de gracejos – também já ouvi isso antes).

Um grande abraço.
Roberto José T. Lira
Links para os textos de Krishnamurti:

http://dl.getdropbox.com/u/890669/religiao/ACrencaEmDeus.pdf
http://dl.getdropbox.com/u/890669/religiao/ExisteOuNaoExisteDeus.pdf



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Caro Roberto, bom dia!!!

O tempo que passo para responder este seu e-mail foi o que levei para ler os textos do Krishnamurti (confesso copiei e colei para não errar o nome). Muito tempo atrás li alguma coisa dele, quando ainda tinha dúvidas a respeito da existência de Deus. A Bíblia e alguns livros ocidentais eu já tinha passado por eles. O problema com os indianos, não sei se posso dizer gurus indianos, ou é a tradução de suas obras ou é mesmo o seu linguajar enrolado. Dar a impressão que eles querem nos vencer pelo cansaço. Ou talvez não tenha sabido escolher suas obras pela falta de orientação, agora tenho a sua e li os dois textos.
Pelo que entendi deles, nesta leitura rápida “o maior ateu do mundo” não é o Richard Dawkins, é Krishnamurti. E você tem a grandeza, sendo um pesquisador nesta área, de entender que não o estou xingando. Muito pelo contrário.
Este nosso “papo”, depois que Marlos partiu, me fez interessar em ler outra vez o Richard Dawkins, que não é o meu único “guru”, mas é um deles. Não vi esta entrevista, nossos jornalistas aqui só entrevistam bispos com medo de serem excomungados, mas gostaria de tê-la visto. Comecei minha revisão pelo seu “O Gene Egoísta”. Quase que ia dizendo: Se você quiser se tornar ateu, comece por este. Refreei-me pois lembrei do Krishnamurti, que diz, como o Zeca Pagodinho (desculpe-me), “deixe a vida te levar”. Mas este é o começo. Sem dúvida passarei para o mais moderno “Deus, um delírio”, que já apela um pouco pela fama que teve o primeiro, mas penso ser verdade o que ele promete no prefácio: “Se este livro funcionar da maneira como pretendo, os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando terminarem”. E, penso eu para quem está em dúvida é preciso ser “macho” para continuar acreditando em Deus e principalmente numa religião, depois disto. Vou ver se encontro este livro na Internet e tentar, junto ao nosso Conselho Editorial da CIT, formado por religiosos de todos os matizes, inclusive carolas, para colocá-lo no Blog. Quem sabe se você se aventura nas 528 páginas, vale à pena.
Uma coisa interessante deste livro é sua argumentação contra educação religiosa para crianças. Ele diz que a denominação “criança católica”, “criança evangélica”, “criança judia” dar a mesma impressão dos termos “criança comunista”, “criança liberal”, “criança conservadora” e, já pensou, “criança petista”? E, não sei você, eu fui uma “criança católica”, por muito tempo. Fui até coroinha. Fico pensando quanta energia despendi para me livrar do conteúdo e do rótulo. Mas, havia um político em nossa cidade que dizia: “O feio não e nascer pobre, o feio é morrer pobre”. Sem julgar os valores morais ou imorais contidos nesta sentença apenas usada aqui para dizer: “O feio não é nascer católico, o feio é morrer católico”. E muitos morrem pobres e também morrem católicos. Não recomendaria o livro para crianças, a não ser a partir do 12 anos, mas, os pais deveriam ler antes.
Caro Roberto, agora vou deixar a vida me levar, enquanto o Diretor Presidente não descobre estes e-mail e tenta publicá-los, e se o conselho aprovar cumprirei o meu dever cívico em autorizar a publicação. Vou ver também como disponibilizo os textos do Krishnamurti. Já disse antes, que o seu conterrâneo o Diácono Edjasme Tavares, termina suas mensagens com as palavras: “Com a graça de Deus”. Se soubesse que não seria processado por plágio reverso eu terminaria as minhas com:
Sem a graça de Deus, um abraço

Cleómenes Oliveira.

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Prezado Cleómenes, bom meio-dia!!!!

Após enviar o e-mail para você, fui fazer minha obrigação matinal, correr atrás de uma bolinha amarela, treinar tênis. E assim que cheguei do treino, fui ver se você me tinha “recebido bem”. Como parece que sim, vou sacar novamente, segundo “serviço”!!!!!!!
Quanto às palestras do Krishnamurti (ele não se dispunha escrever, o que foi editado dele, geralmente, são palestras que ele realizou mundo afora) eu também consinto com você, a comunicação como ele muitas vezes se torna pouco compreensível, é como você diz: “um linguajar enrolado”. Eu levei muito tempo para assimilar alguns dos seus ensinamentos (Não fala pro Krishnaji que eu disse “ensinamentos”, ela não gosta. Agora, chamá-lo de guru ele te atira no fundo do poço ou no rio Ganges com uma pedra no pescoço). Quanto a ele ser ateu isso eu não tenho certeza, mas, com certeza ele acha a maior estupidez os pais, ou os adultos, inculcarem crenças nas crianças. Ele entende que o condicionamento promovido por crenças religiosas ou de outras ideologias embota a mente do ser humano. E é lógico que uma criança com a mente em formação, fica muito mais difícil, quando adulta, se livrar desse condicionamento. Eu também nasci católico, não graças a Deus, mas, graças aos meus pais e, não sei graças a quem, não tive o azar de ser coroinha, como você. Não sei se tinha um “gene egoísta”, com certeza tinha um “gene transgressor”. Livrei-me rapidinho, do meu jeito, e graças a muitos, dessas ilusões. Com certeza não vou morrer católico, nem mesmo cristão.
Quanto à entrevista com o Richard Dawkins, eu a assisti em um programa da TV Globo News, ele tem sido reprisado. Não sei se ainda vão reprisar. Achei um filme-zinho do youtube com a entrevista. http://www.youtube.com/watch?v=0hxUQhRArtY Não tive tempo de ver se esta completa .

Com a nossa graça, um grande abraço.

Roberto José T. Lira

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Prezado Cleómenes, bom começo de noite!!!!!

Se é que és da noite. Eu não sou, durmo com as penosas, mas antes de ir para o meu poleiro, resolvi baixar no (ar)Recife, como aqueles que baixavam no Porto de Galinhas, na calada da noite !!!!
Por falar em baixar, baixei da internet os dois livros que comentamos do Dawkins: “O Gene Egoísta” e “Deus, um delírio”. Dando uma olhada no índice deste último, para ver se me animava a ler, me deparei com o subtítulo: “A pobreza do agnosticismo”. OPA, LA VEM FERRO!!!!! Como nunca tinha visto qualquer referencia depreciativa sobre o conceito do agnosticismo (no primeiro e-mail que te mandei, mencionei que às vezes pensava em me rotular de Agnóstico, como definido por Thomas Henry Huxley), então, decidi ver o que o homem falava dos que se dizem agnóstico. A primeira coisa que me chamou a atenção foi à classificação dos agnósticos em dois tipos: Agnóstico Temporário na Prática (ATP) e Agnóstico Permanente por Princípio (APP); entendi que os dois são como os tucanos da era FHC, ficam em-cima-do-muro (se fosse mulher a essa altura já estaria com TPM). Em seguida ele propõe a “ideia do espectro de probabilidades”, aí amenizou um pouco a pressão. Fiquei pensando, se me encaixava em algum dos sete marcos. Pensei, pensei e cheguei à conclusão que estou como os tucanos das antigas, em cima do muro. Ou seja, por enquanto, sou candidato ao marco 3 e também ao marco 4 (3:- Maior – probabilidade – que 50%, mas não muito alta. Tecnicamente agnóstico, mas com uma tendência ao teísmo. "Tenho muitas incertezas, mas estou inclinado a acreditar em Deus."; 4: Exatamente 50% – de probabilidade –. Agnóstico completamente imparcial. "A existência e a inexistência de Deus têm probabilidades exatamente iguais."). Desse modo, penso estar me rotulando de ATP ou é, simplesmente, agnóstico “em-cima-do-muro”. Sei lá, acho mais fácil me rotular de infiel, descrente, ou simplesmente que não acredito em JC.
No tênis, geralmente venço os meus parceiros pelo cansaço e agora parece que estou aprendendo a enrolar o linguajar, como os gurus indianos, para vencer pelo cansaço quem estiver me lendo. Antes que isso se consolide vou me preparar para dormir e, amanhã cedinho, deixar a preguiça mental de lado para iniciar a leitura da obra de Dawkins. Vou começar pelo “O Gene Egoísta” como você sugeriu, mas, principalmente porque só tem 121 páginas. Talvez depois dessa leitura eu saia de cima do muro, ou pelo menos possa ficar em cima de um muro mais baixo. Nunca tive medo de mudar de cidade, de emprego, de namorada, de esporte ou de compreensões sobre a vida. Só não mudei, ainda, de esposa e com uma “estabilidade” de quase quarenta anos essa mudança me parece agora difícil. Quanto aos novos conceitos que a leitura vai me oportunizar não sei se vou incorporá-los, mas, com certeza, vou me inteirar das novas ideias despido de qualquer preconceito.

Saudações “genesicamente egoístas”.

Roberto José T. Lira

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Caro Roberto, Bom dia!!!

Fiquei alegre por você ter baixado os livros do R. Dawkins. Estou começando a reler o “Gene Egoísta”. Podemos trocar figurinhas a respeito. Só não sei em que ritmo de tempo poderei ler. Mas isto não é importante, o Universo levou centenas de bilhões de anos para chegar até aqui e se estamos falando sobre Deus, temos que entrar no tempo dele, pois como Raul Seixas, parece que eu nasci há 10.000 anos atrás e não há nada neste mundo que eu não queira saber demais, e parece que você também é assim. Vamos em frente, quem sabe eu reencontre Deus e você o perca? Marchemos ao inesperado, enquanto isto vivamos.
Naquela classificação sobre agnosticismo penso está no 6 – Probabilidade muito baixa, mas que não chega à zero. “Não tenho como saber com certeza, mas acho que Deus é muito improvável levo minha vida na pressuposição que ele não está lá.” Seguindo aquele link do YouTube que você me enviou, vi a entrevista e aproveitei para ver outros vídeos com R. Dawkins. Num deles, ele se classifica com a nota 6,9, na escala de 1 a 7, e justifica que um cientista nunca deve descartar totalmente uma hipótese. Penso que o meu 6, é por não ser um cientista e por ter sido uma “criança católica”, não quero que meus parentes e amigos, ao morrer, pensem que eu fui direto para o inferno, sem direito a “sursis”. Quanto a isto, em outro vídeo ele diz que quando estiver morrendo vai exigir um gravador para não inventarem, como inventaram para o Charles Darwin, que ele se arrependeu no leito de morte. O 6 me garante que não chegarei a tanto, talvez uma “webcam” resolva.
Abraços

Cleómenes Oliveira.
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Cleómenes Oliveira - cleomenesoliveira@citltda.com
Roberto Tenório de Lira - rjtlira@yahoo.com.br

sábado, 15 de agosto de 2009

Caminho das Índias - Complemento



Lucinha Peixoto, bom dia!!!

Antes de ligar a TV pra ver o “Bom dia Brasil” e me inteirar dos desmandos em Brasília ou das recomendações pra me proteger da “Suína”, abri o blog da CIT e li o seu escrito, ATÉ O FIM.
Sou fiel (não a Deus como o Edir Macedo) a “Caminho das Índias”, vejo a novela todos os dias, quando estou em casa. E para garantir não perder o fio da meada, nos dias que não posso ver, leio com antecedência o resumo dos capítulos no site da Globo, atchá!!!.
Sua narrativa de ir ao “comercio” me transportou para aquele tempo. Penso ser o mesmo vivido por mim, naquela época. Recordei de todos os personagens, inclusive o dono da padaria em frente ao coreto. Era seu Domingos Presideu, pai de um amigo de infância, José Domingos, que na época chamávamos Zé do Pão. No encontro dos papacaceiros de 2008 encontrei o Zé do Pão depois de quase cinqüenta anos que tínhamos nos visto pela última vez. Estudei com ele até o 2º ginasial no Ginásio São Geraldo e, também, se não me falha a memória tinha um Peixoto na nossa turma. Não recordo o primeiro nome, José? Talvez, deve ser o Alzheimer chegando, mas este não é problema, pelo menos para mim. Prefiro ter o Mal de Alzheimer do que o Mal de Parkson, com o primeiro esqueço de pagar a conta, pior é o segundo que eu derrubo o copo de cerveja. Bem, voltando às reminiscências, fui colega do filho do padeiro, Chico Cardoso, o “Totica.” Convivi, também, com todos os personagens da saudosa Bom Conselho que você recorda no texto, por isso, penso termos convivido na mesma época. Já tentei, tentei lembrar de você mas não consigo (olha o Alzheimer Roberto), me desculpe pela memória fraca. Ainda bem que sou capaz de lembrar que minha “mamadi” e Helena Tenório Luna, professora do Grupo Mestre Laurindo Seabra, e meu “nani” Alípio Luna, fazendeiro, portanto por descendência sou “braminho” e também “sudrinho”. Como adolescente fui “safadinho”, na vida adulta fui “professorzinho”, agora estou “aposentadozinho”. Se bem que agora, com os filhos “criados” e “despachados” gostaria de ser um “saniasezinho” da vida material. Mas o diabo é que nesses “tempos da Kaliuga” a pressão do meu joguinho de tênis diário (manhã e tarde) por um lado e o estímulo do Cleómenes para ler Richard Dawkins por outro, não tem me deixando ser um renunciante dedicado a vida transcendental (será meu “Gene egoísta”). Acho que só vou conseguir ser um “dalitizinho”, perdi minha casta por mau comportamento religioso. “Baguan Kelie”!!!!. “Ops” olha o Cleómenes aí!!!!
Are baba”, perdi o “Bom dia Brasil”, perdi meu treino de tênis da manhã, deve ser por culpa do Alzheimerzinho.
Lucinha, BELEZA de texto o seu. Obrigado por ter me feito recobrar um pouco da memória e me ter divertido muito, nessa manhã “auspiciosa”.
Atchá”!!!!!

Roberto Jose T. Lira - rjtlira@yahoo.com.br

RAINHA SANTA ISABEL - COMPLEMENTO



Amigos do blog, estava um pouco ausente porem não deixava de ler os artigos aqui publicados, quanto ao artigo de Aninha Luna devo complementar algumas informações.

O nosso distrito de RAINHA ISABEL, teve como seu primeiro nome o de “TAQUARI”, depois passou a se chamar PRINCESA ISABEL, em homenagem a nossa libertadora dos escravos, deve-se a isto ter tido a região de Rainha Isabel um quilombo, fato este historiado pelo o nosso amigo Manuel Galdino no seu livro sobre PEDRO CAPACAÇA.

No estado da Paraíba tem uma cidade com o nome de PRINCESA ISABEL, naquela época o nosso correio nacional não tinha a eficiência que tem hoje, e por muitas vezes correspondências de uma cidade era trocada por outra, diante deste fato o distrito resolveu mudar o nome para RAINHA ISABEL, com isto foi promovida a nossa princesa a rainha, porém continuou a sua padroeira SANTA ISABEL DA HUNGRIA, festa que é celebrada no mês de novembro, e sem sombra de duvida a melhor de todas as festas dos distritos.

O artigo da nossa amiga Lucinha foi um dos melhores artigos que já foi publicado no nosso blog, a sua analogia dos personagens da novela indiana com os nossos bom-conselhenses foi ótimo. São artigos como estes dois, que deveram mais vezes serem escritos, devemos deixar de lado artigos sobre política, e religião e também artigos raivosos, devemos publicar artigos gostoso de ler, pois a nossa vida já é tão dura para estamos perdendo tempo com conversa mole que cause discussão e que na realidade não levam a nada.

Para finalizar quero dar uma boa noticia, o CADE o órgão que fiscaliza e aprova a fusão de empresas no nosso país, deixou bem claro a BRASILFOODS, só aprova a fusão da perdigão com a sadia se elas preservarem os investimentos previstos, terem contabilidades independentes, não compactuarem informações privilegiadas que venham a prejudicar a concorrência, não fecharem fabrica por terem uma perto da outra etc. Com isto o nosso investimento esta garantido, porem devera ser em passos lentos, com isto o nosso complexo industrial esta garantido.

Alexandre Tenório - tenoriovieira@uol.com.br