sábado, 15 de agosto de 2009

Caminho das Índias - Complemento



Lucinha Peixoto, bom dia!!!

Antes de ligar a TV pra ver o “Bom dia Brasil” e me inteirar dos desmandos em Brasília ou das recomendações pra me proteger da “Suína”, abri o blog da CIT e li o seu escrito, ATÉ O FIM.
Sou fiel (não a Deus como o Edir Macedo) a “Caminho das Índias”, vejo a novela todos os dias, quando estou em casa. E para garantir não perder o fio da meada, nos dias que não posso ver, leio com antecedência o resumo dos capítulos no site da Globo, atchá!!!.
Sua narrativa de ir ao “comercio” me transportou para aquele tempo. Penso ser o mesmo vivido por mim, naquela época. Recordei de todos os personagens, inclusive o dono da padaria em frente ao coreto. Era seu Domingos Presideu, pai de um amigo de infância, José Domingos, que na época chamávamos Zé do Pão. No encontro dos papacaceiros de 2008 encontrei o Zé do Pão depois de quase cinqüenta anos que tínhamos nos visto pela última vez. Estudei com ele até o 2º ginasial no Ginásio São Geraldo e, também, se não me falha a memória tinha um Peixoto na nossa turma. Não recordo o primeiro nome, José? Talvez, deve ser o Alzheimer chegando, mas este não é problema, pelo menos para mim. Prefiro ter o Mal de Alzheimer do que o Mal de Parkson, com o primeiro esqueço de pagar a conta, pior é o segundo que eu derrubo o copo de cerveja. Bem, voltando às reminiscências, fui colega do filho do padeiro, Chico Cardoso, o “Totica.” Convivi, também, com todos os personagens da saudosa Bom Conselho que você recorda no texto, por isso, penso termos convivido na mesma época. Já tentei, tentei lembrar de você mas não consigo (olha o Alzheimer Roberto), me desculpe pela memória fraca. Ainda bem que sou capaz de lembrar que minha “mamadi” e Helena Tenório Luna, professora do Grupo Mestre Laurindo Seabra, e meu “nani” Alípio Luna, fazendeiro, portanto por descendência sou “braminho” e também “sudrinho”. Como adolescente fui “safadinho”, na vida adulta fui “professorzinho”, agora estou “aposentadozinho”. Se bem que agora, com os filhos “criados” e “despachados” gostaria de ser um “saniasezinho” da vida material. Mas o diabo é que nesses “tempos da Kaliuga” a pressão do meu joguinho de tênis diário (manhã e tarde) por um lado e o estímulo do Cleómenes para ler Richard Dawkins por outro, não tem me deixando ser um renunciante dedicado a vida transcendental (será meu “Gene egoísta”). Acho que só vou conseguir ser um “dalitizinho”, perdi minha casta por mau comportamento religioso. “Baguan Kelie”!!!!. “Ops” olha o Cleómenes aí!!!!
Are baba”, perdi o “Bom dia Brasil”, perdi meu treino de tênis da manhã, deve ser por culpa do Alzheimerzinho.
Lucinha, BELEZA de texto o seu. Obrigado por ter me feito recobrar um pouco da memória e me ter divertido muito, nessa manhã “auspiciosa”.
Atchá”!!!!!

Roberto Jose T. Lira - rjtlira@yahoo.com.br

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