quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Cidade Digital



Todos sabem que a CIT é uma empresa da era digital. Diante do avanço desta tecnologia, em todos os setores, isto não é vantagem nenhuma. Estamos apenas acompanhando nosso tempo. Mais moderno do que a era digital é a Internet, ou Rede Mundial de Computadores. Começamos divulgando nosso produto em DVD de uma forma precária, mas acentuando o uso de computação gráfica em nossos filmes. Usando a Internet, o YouTube foi nossa primeira abertura para sua maior divulgação. Ampliamos nossas atividades para o Blog da CIT, que ainda se encontra na adolescência, no entanto, com grandes chances de crescer e se tornar um adulto sadio e um contribuinte para melhorar a vida das pessoas. Resolvemos dirigir uma parte da nossas atividades para Bom Conselho, a terra onde nascemos. Qualquer coisa em relação à terrinha nos interessa. E mais ainda quando sabemos que algo pode afetar a entrada do nosso produto no “mercado” da cidade.
Semana passada eu estava lendo um jornal do nosso Estado e deparei-me com uma matéria da jornalista Micheline Batista (Diário de Pernambuco – 09/08/2009), cujo título era: Arcoverde vai virar cidade digital. Minha vista parou no nome da cidade e meu desejo começou a transformá-lo, como naqueles efeitos de imagem onde um nome se transforma no outro, já bastante usados em campos de futebol. Arcoverde – Bom Conselho – Arcoverde – Bom Conselho... E assim por diante. Ah! Como eu gostaria que este efeito parasse em Bom Conselho sem ser um engano de minha mente. Isto não aconteceu.
Li a matéria. Lá estava escrito, em resumo que um projeto vai integrar órgãos municipais e disponibilizar acesso gratuito à internet sem fio para a população do município de Arcoverde, inclusive áreas rurais. E vai além dizendo que o investimento vai ser feito com recursos próprios, mas que existem linhas de financiamento específicos para isto, inclusive de um fundo, criado em 1997 (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações – Fust), cujo objetivo básico é fazer chegar as telecomunicações para as áreas de educação, saúde e segurança pública, e, pasmem, para acesso à internet em localidades remotas. A matéria vai mais longe ainda ao dizer que este fundo tem dinheiro que vem sendo retido ou contingenciado pelo Governo Federal e citando alguém que diz: “O contingenciamento do Fust é uma vergonha nacional. Esse dinheiro poderia estar sendo utilizado para promover a inclusão digital em municípios como Arcoverde”. Eu acrescentaria, como Bom Conselho também.
A matéria pode ser vista completa nos links fornecido no final deste texto, e é muito importante que os bom-conselhenses a leiam. Para nós da CIT, ter Bom Conselho como uma "cidade digital" é um desejo. Ter pontos de internet gratuitos em todo o seu território é um sonho e a disponibilização dela para toda população, em todas seus segmentos, seria um paraíso. Seria mais do que a universalização da Educação ainda tão sonhada por nós e que deve ser um passo anterior. Seria a universalização da Informação. De nada adianta aprender a ler se não temos o que ler. Penso, e não seria difícil para os especialistas saberem se estou certo ou errado, que o custo hoje de uma biblioteca convencional é maior do que o de uma biblioteca virtual. E não adianta querermos aprofundar a cultura democrática em nossos cidadãos se eles não tem informação suficiente para pensar e decidir.
Lembro, em minha infância, quando chegou para nós o sinal de TV, ou pelo menos algo que pudesse se chamar assim. Meu pai comprou um aparelho em Garanhuns. Aquela coisa enorme, cuja imagem em preto e branco, parecia mais chapa de raio X de pulmão de tísico. Mesmo assim o rádio ficou um pouco esquecido. A imagem mesmo ruim, valia mais do que mil palavras somente ouvidas. Lá em casa, por sorte, por Deus ou pelo destino, todos eram alfabetizados e tínhamos um nível de informação, para aquela época, relativamente alto. Os capítulos da novela O Direito de Nascer só tinham uma defasagem de 3 dias em relação ao sul, mas ninguém reclamava por isto. Entretanto, ao longo do tempo, a influência da TV foi muito grande para pessoas, mesmo sendo analfabetas. Presenciei um dia uma mulher inteligente mas, analfabeta, dizer: Vi hoje na televisão que vai ter um programa que vai ensinar a ler e escrever (devia ser o MOBRAL), vou me matricular e aprender a assinar meu nome prá votar em quem for contra aquele “bode velho” (desconfio quem era o bode velho, mas só desconfio...). Hoje ela poderia votar sem assinar o nome, e desbancar o “bode velho”, mas ainda não pode se informar pelos meios digitais ou por outros meios para ser uma eleitora consciente e uma cidadã completa. Enquanto isto, os “bodes novos” deitam e rolam.
Com a internet será assim. Já está sendo para a parte abastada da população que pode pagar pelo acesso, embora muito lento. Estou pensando no amigo Ivan Crespo que, tenho certeza nos ler mas não temos seu e-mail. Gostaríamos de tê-lo mas, não só dele e sim também do “Tonho” Fernandes, para ele me contar a estória da descoberta de petróleo na caverna do Bulandi. E quantos outros “causos”, quantos outros poemas, quantos outras imagens e filmes e quantos outros votos conscientes, Bom Conselho poderia ter com a inclusão digital.
Na referida reportagem, o diretor da empresa encarregada do projeto diz que para conectar 10.000 pessoas, o custo giraria em torno de R$ 200 mil. Como já dissemos antes, mas não custa repetir, nossa informação não é suficiente para concluirmos com juízos valorativos sobre determinados fatos que ocorrem no município ou sobre algumas decisões de órgãos governamentais de âmbito municipal, como rubricas de Orçamento, por exemplo. Com esta restrição, agora lembramos da A Coluna do Zé, na A Gazeta, na qual seu autor comenta, no número recém lido por mim, suas predileções por festas e eventos sociais. Lá ele comenta sobre o Forrobom. Coincidentemente, eu havia feito uma crônica sobre o mesmo evento (http://www.citltda.com/2009/06/divagando-pelo-forrobom.html), sem ser detalhista quanto a gastos, pela distância que estou deles. No entanto, relacionando-o ao assunto de hoje, posso terminar citando a Coluna do Zé: “A propósito: quanto foi gasto pelo governo de Pernambuco e o de Bom Conselho nestas últimas juninas aqui levadas a cabo?”. Quando estive no Forrobom não esperei para ver se o Dominguinhos também estava muito cansado e basta isto para mostrar que eu não sou o Zé Arnaldo, antes que alguém levante esta hipótese, que só me honraria.
Mas, se Arcoverde pode, por que não podemos nós? Espero brevemente a A Gazeta com a manchete dos sonhos da CIT: Bom Conselho vai virar cidade digital.

Diretor Presidente – diretorpresidente@citltda.com
----------------
Links para matéria do Diário de Pernambuco:

http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/09/economia5_0.asp
http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/08/09/economia5_1.asp
(*) Fotos da Internet.

Nenhum comentário: