segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O diretor presidente responde - 2



Rui Barbosa, 159 anos, jurista de Salvador (BA) – O que disse algum tempo atrás, infelizmente, ainda é a nossa realidade, e poderia bradar novamente que, de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. Entretanto, de quando em vez surge uma luz parecendo ofuscar a sem-vergonhice nacional, deixando-a cega e inerte por algum tempo. Refiro-me à criação da Colônia Papacaceira de Salvador, em cuja inauguração estarei para brindar com os nobres originários de Bom Conselho de Papa-caça, a aparição desta divina luz. Caro Diretor Presidente, nascer naquela cidade é uma honra que gostaria de ter tido, e V. Sa. teve, por isso acho oportuno inquirir-lhe sobre o que pensa desta nova iniciativa dos seus conterrâneos?

Caríssimo Rui, permita-me assim chamar-lhe, embora não sendo da mesma idade, comungamos de alguns ideais tão necessários à sobrevivência de nossa nação brasileira. A criação de Colônias Papacaceiras é um deles. Quem pensou mais sobre isto, foi nossa colega Lucinha Peixoto. Igual ao nosso Presidente Lula, quem já está vindo a Pernambuco outra vez proximamente e esperamos que passe em Bom Conselho para inaugurar oficialmente a Perdigão, como haviam prometido, gosto de responder as perguntas do próprio punho, mas esta não vai ser possível e pedi para nossa colega Lucinha responder. Ela é ,“mutatis mutandi”, minha Dilma. No entanto, devo salientar que, quando isto ocorrer, isto é, pedir que alguém responda, a responsabilidade de escolher é minha mas, o que é dito é de responsabilidade de quem escreve. Penso que é melhor avisar antes do que depois dizer que não sabia de nada. Daqui prá frente escreve Lucinha:

“Já disse e repito que a criação de colônias papacaceiras é um fato muito auspicioso. Você já pensou uma em cada estado ou cidade? Em alguns artigos que escrevi em nosso Blog já expressei minha opinião que aqui resumo. Qual seria o principal objetivo em criar estas colônias? Seria, ou deveria ser, a interação entre as pessoas que nasceram em Bom Conselho. Há centenas de formas de fazer isto, inclusive, sem colônias como foi feito até hoje. No entanto, quando há liderança para construí-las como foi feito no Rio de Janeiro, é muito salutar. E o funcionamento delas depende, como sempre, das lideranças. Por isso qualquer generalização, como estamos fazendo, merece cautela.
Não conheço as pessoas envolvidas, até agora, com a Colônia de Salvador. Espero que suas lideranças conduzam a Colônia para o bem estar da maioria dos bom-conselhenses, estejam eles onde estiver. Sem formação de grupos que se jactam de serem os donos da verdade e que não enxergam uma palmo à frente do nariz, por não existir nariz tão grande que possam impor qualquer coisa sobre os destinos de Bom Conselho, sem discussão e sem discordâncias. Sei da minha responsabilidade aqui em responder a tão nobre baiano, Rui Barbosa, e minha esperança é que sobre esta colônia, jamais V.Sa. possa repetir o que bradou em sua pergunta, sobre o Brasil em geral e sobre o Senado em particular,
Hare Baba!!!
Minha mania de parafrasear é quase irrefreável e posso dizer para todas as colônias, existentes e para aquelas que um dia existirão: Não perguntem o que Bom Conselho pode fazer por você, ele já fez muito, perguntem o que vocês podem fazer por Bom Conselho, não fizemos quase nada. Que as colônias não tentem colonizar Bom Conselho, e sim, ajudá-lo com o que adquirimos fora a melhorar a vida do seu povo, sem vaidades, sem personalismos exacerbados, sem imposições descabidas, etc.etc. etc. Que venham mais colônias. “



Oswaldo Cruz, 137 anos, médico do Rio de Janeiro (RJ) – Semana passada, ao ler A Gazeta, jornal que leio sempre e recomendo sua assinatura, deparei-me com uma nota do meu colega Daniel Brasileiro. Entre outras coisas dizia que foi desrespeitado pela atual administração municipal, ao ser obrigado a entregar o seu local de trabalho a outro colega, segundo ele, o Dr. José Alípio. Caro Diretor Presidente, sei que V. Sa. é de Bom Conselho e talvez conheça melhor o caso. Por isso pergunto será que nosso colega Daniel está correto quando afirma na nota que tudo não passou de “politicagem”?

Caro Dr. Oswaldo, é um terrível engano pensar que eu, mesmo morando mais perto do que você, tenha melhor conhecimento do caso. Coincidentemente recebi a A Gazeta também e a nota, da mesma forma, me chamou atenção. Li o número anterior para reler a nota do nosso jornalista de escol, o Luiz Clério. Defendi em artigos anteriores que é preciso está perto dos fatos para ter um julgamento mais preciso sobre eles, de forma imparcial e sem incorrer na mesma possível “politicagem” daqueles envolvidos. E aqui, nobre "Terror dos Mosquitos", não falo de distância física. Falo de distância “informacional”. Pude julgar melhor porque o Sarney não renuncia à presidência no Senado, ao vê-lo discursar, pela TV, e o comportamento dos senadores que o rodeiam, do que o faria, se estivesse em Brasília conversando com um dos seus assessores. Devido a esta crença é que, aqui na CIT, lutamos para que o haja um fluxo de informação melhor entre os bom-conselhenses, tanto de fora com de dentro dos seus muros. Nunca haverá perfeita informação mas, sua ausência pura e simplesmente é “o fim da picada”. Entre estes dois limites deve existir o interesse daqueles que cuidam da coisa pública, e aqui incluo governos constituídos, associações civis e religiosas, além dos meios de informação (rádio, jornais, sites, comunidades virtuais e mesmo Blogs), em ajudar a melhorar o nível de informação permitindo um mínimo de participação cidadã.
Neste episódio, sem querer entrar em detalhes, para não incorrer em erro que critiquei, A Gazeta mostrou sua opinião, através da coluna do Luiz Clério, deu direito de resposta ao Dr. Daniel, este tentou esclarecer, e a julgar pelos seus esclarecimentos, nem mesmo V. Sa., Dr. Oswaldo, continuaria clinicando no município, pois não teria local adequado para fazê-lo. Isto quer dizer que o Dr. Daniel está certo, em sua atitude? Julgando de longe, parece que sim. No entanto, para termos um julgamento mais preciso e talvez mais justo, precisamos de mais informação. Como poderia obtê-la? Talvez no próximo número da A Gazeta tenhamos uma nota do Dr. José Alípio, ou da Secretária de Saúde dando as versões deles. Isto já pode até sido feito pelo rádio, TV, ou internet, não sabemos. E aí poderíamos ter outra opinião.
Alguns acham que isto só prejudica um político ou outro, que perdeu alguns votos ou ganhou outros, mas não é só isto. Prejudica também a imagem da cidade caso o volume de informação não seja suficiente para se tirar conclusões justas e verdadeiras. Se as informações pararem onde pararam, seria uma pena, mas teria que responder afirmativamente a sua pergunta sobre “politicagem”. Porém, penso que, pelo nível e dignidade das pessoas envolvidas nas notas, o caso é mesmo de interesse pela saúde do município e bem estar do seu povo, e nos falta apenas mais informação. Esperamo-las, ansiosamente.

Diretor Presidente – diretorpresidente@citltda.com
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P.S. – A Lucinha Peixoto não gostou da comparação com a Dilma mas aceitou que a mantivéssemos com ênfase no “mutatis mutandi”.

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