quarta-feira, 26 de agosto de 2009

PEDRO NOSSO - COMPLEMENTO



Li o artigo da Ana Luna que, como sempre, é um primor. Ela sabe colocar as letras nos lugares certos e dar o tom correto ao conteúdo, o que nos leva ao prazer de ler. Em suma, escreve certo por linhas certas. Entretanto, a meu ver, faltaram alguns Pedros no artigo. E aqui não vai nenhuma crítica, porque seria uma besteira inigualável querer que ela conhecesse todos os Pedros ligados a nossa cidade.

Igual àquela música cantada por Jackson do Pandeiro que diz:

“Ah! Como tem Zé, Zé de baixo Zé de riba,
Te esconjuro com tanto Zé,
Como tem Zé lá na Paraíba!”

Em Bom Conselho, acontece o mesmo com os Pedros, embora tenha uma rima muito mais difícil. Não falarei de todos os Pedros de nossa terra. Mas, alguns são importantes para mim e, espero, para alguns bom-conselhenses. É um simples complemento ao brilhante artigo da Ana.


O primeiro de quem me recordo, talvez seja o menos conhecido de todos, por ser um habitante do nosso planeta futebol, em Bom Conselho, é o Pedro “Muiádo”. O melhor goleiro que a cidade já teve. Era irmão do Adalberto, jogador de todos as posições e coringa do técnico Jorge Torres na época da ABA. Pedro “Muiádo”, seguia os sábios que orientavam as pessoas dizendo: Nesta vida temos que “ser” e “aparecer”, quando só usamos um destes verbos, somos santos ou charlatões. O Pedro “Muiádo” era um bom goleiro e gostava de aparecer. Não é exagero dizer que muita gente ia ao campo de futebol para ver suas defesas em forma de “ponte”, que só os iniciados no valoroso esporte anglo-saxão, sabem do que se trata. E naquela época não se usava todo este aparato protetor dos goleiros modernos. No máximo uma joelheira que na maioria da vezes o time não podia comprar. Mesmo assim, se as comunicações fossem tão desenvolvidas como hoje, e o Vicente Feola tivesse acesso, através da TV de alta definição, como hoje temos, às atuações do Pedro, tenho certeza, a seleção brasileira de futebol de 1958, começaria assim sua escalação: Pedro “Muiádo”, Di Sordi, Belinni, Nilton Santos e Orlando... Não sei por onde anda este Pedro Nosso.


O segundo Pedro Nosso que lembro, está vivo, feliz, trabalhando, pelo menos no que me consta. É o Pedro irmão de Zé do Foto. Chamavam-lhe as vezes de Pedro do Burro, ou Pedro de Mané Severino, seu pai. O primeiro apelido foi devido a sua atividade principal durante muito tempo, que era fazer carreto com uma carroça de burro. O Pedro teve poliomielite na infância, anda com dificuldade mas, ninguém anda tanto quanto ele. O que lembro dele é sua altivez e determinação, além de sua capacidade de trabalho. Um grande cidadão de Bom Conselho. Não sei se continua na mesma atividade, mas seja ela hoje qual for, ele, tenho certeza, a fará com a dedicação que sempre usou conduzindo o burro.


Finalmente, talvez o nosso grande Pedro Nosso: Pedro de Lara. Este sozinho daria artigos e artigos. Foi um grande artista. Homem de fibra e colocou Bom Conselho nas alturas, divulgando-o por todo o Brasil. Se o sonho, de Bom Conselho ter sua Academia, de Lucinha e Zetinho, um dia se realizar, o povo de nossa terra já o escolheu como seu patrono. Um lugar merecedíssimo para o nosso ex-gaita de padaria, na época conhecido como Pedro Rabo Branco. Bom Conselho deve muito a ele e Ana Luna, certamente, sabe mais dele do que eu.


Ainda fico devendo algumas palavras para Pedro Correia Ferro (Pedrinho), Pedro de Chico Antunino (Pedrão), Pedro Crescenço, Pedro Póvoas (pai ou tio de Zé Povoas?), Pedro Mico (o melhor funcionário que o Banco do Brasil já teve ou tem, não sei se ele já se aposentou), Pedro Vela Branca, Pedro Torres e tantos outros Pedros de quem não me lembro agora. E se for falar dos Zé Pedros, João Pedros, etc. haja espaço...

Jameson Pinheiro – jamesonpinheiro@citltda.com

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