quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A propósito de propósitos



Há dias, estou pra fazer este comentário. E o tempo passando. Pois vamos lá. Em fins de julho passado, a Lucinha Peixoto escreveu e escreveu. Falou de coisas e coisas. Eu li e reli. E prometi fazer breve comentário. E a Lucinha diz logo que a sua autonomia de vôo é menor do que a atribuída a ela por mim. E que, mesmo assim, precisa reabastecer durante o percurso. Aí há um pouco de modéstia.

E como eu havia falado que logo, logo, seria criado o dia das bichas, ela me dá o mote do Luiz Mott. Desse mote, falarei mais adiante. Mas o Luiz Mott já antecipou que existe o dia dos homossexuais: 28 de junho. Disso, eu não sabia. Até porque, não me interessa.

De logo, peguemos o outro tema. A Lucinha falou de quem escreve bobagens. Dos que não sabem o que dizem e pensam que sabem. Ou tentam iludir os menos avisados, para lograrem proveito. Mas, ao final, acabam por receberem pressão dos "amigos", para retirar de circulação as sandices que escreveram. Isso acontece com quem pensa em ganhar destaque e notoriedade só para alimentar vaidades. E para falar, debochadamente, em fraternidade. Essa alegada fraternidade, se existe, é de mão única. Isto é, serve só ao próprio, porque só ao próprio convém.

Em suas lúcidas palavras, a Lucinha NÃO estava referindo-se a mim. Nas vezes em que ela citou o meu nome, foi pelas coincidências que nos aproximaram. Felizes coincidências. Um certo dia, nós, eu e a Lucinha, discordamos um do outro. Coisa muito natural e salutar. E eu só tenho que agradecer à Lucinha. Agradeço pelas nossas discordâncias e pelas coincidências que nos chegaram em boa hora. E não quer isso dizer que nunca mais tenhamos discordâncias. Ah, isso não. Porque, se assim fosse, estaríamos formando "igrejinha", coisa que não é do nosso feitio. Panelinha ou igrejinha não formam com o nosso caráter.

De outro modo, é certo que nunca tive motivos para lançar-me nos caminhos da vaidade boba. Talvez por isso nunca recebi recomendação de quem quer que seja, para retirar de algum meio de comunicação, algo que eu tenha escrito. NUNCA precisei engolir palavras ditas ou escritas.

Também, nunca perturbei, propositadamente, a paz de ninguém. Se o fiz, algum dia, foi involuntariamente. Assim sendo, não vejo razão para que alguém me peça para deixá-lo em paz. Quem se sente com a paz ameaçada por minhas palavras, não sabe quanto custa a perda da paz, propriamente dita. Tampouco recomendei alguém ler o que escrevi em tempo algum. Não sei ser presunçoso.

E essa história de cidadão de boa estirpe, homens de bem, religiosos fervorosos e outras perfumarias, merece um adendo: se houver inferno fora daqui da terra, esse inferno deve estar cheio de homens de bem, senhoras da alta sociedade, gente da melhor estirpe, pessoas carregados com as melhores intenções etc. Como não me é dado saber se há o inferno de que tantos falam, também não sei se há lugar especial para essas pessoas, que seja diferente do lugar reservado aos simples mortais.

Há gente que, de tão empolgada com a vontade de experimentar o mel, lambuza-se mesmo sem comer do mel. Assim, vez ou outra, essa gente recebe, além de pressão dos "amigos", algumas gotas de semancol ou desconfiômetro. Por isso que o jornalista Ricardo Kotscho mandou umas doses de semancol para determinada pessoa que imaginava estar fazendo o maior sucesso nos domínios do Ricardo Kotscho. Civilizadamente, o Kotscho pôs as coisas no devido lugar, com estas palavras: "Aqui não é espaço de aluguel para promover nem denegrir ninguém". Sábias palavras do Ricardo Kotscho!

2. Agora, vamos ao outro mote que me foi dado pela Lucinha Peixoto: o mote do Luiz Mott, o chefe dos homossexuais da Bahia. Das bibas, segundo o filósofo Zé Simão. Que são todos e todas que saem na disparada gay (ops!, Parada Gay), na Av. Paulista, em São Paulo. E também os que não saem na disparada gay, mas assumem essa condição, com bravura e destemor. Mas o Zé Simão também é biba. A diferença é que ele não está nem aí. E ele, o Macaco Simão, diz que não vai pra disparada gay. E, conforme as línguas afiadas, o prefeito Gilberto Caçamba, aliás, Kassab, também é biba. Isso é dito pelas línguas ferinas. E a Marta Suplício não disse, mas insinuou na última campanha política. Então, com o prefeito Caçamba, a Marta Suplício, o Macaco Simão e a disparada gay, São Paulo está fazendo furor. Só falta, lá, o Luiz Mott. Quanto à Marta, suponho que ela é bainha. Apenas fica do lado das bibas, dando apoio moral. É aquela história de defender o direito das minorias. Contudo, isso é lá com a Marta. Suposição, quase sempre, confunde-se com achismo.

Porém, faço logo uma justa ressalva: a Lucinha tem "bons amigos que não são nem bainha, nem espada, mas são excelentes pessoas." Isso é ótimo. Não vamos julgar como má pessoa, o cristão ou não-cristão que fica em cima do muro, quanto à sua opção sexual. Ainda mais porque, melhor que ele fique em cima do muro do que em cima da espada. Então, minha amiga Lucinha: nada contra esses seus amigos ou amigas suas. É ótimo que existam pessoas boas, independentemente das opções que tenham feito ao longo da vida.

Contudo, convenhamos: o Luiz Mott e quem mais queira têm o direito de defender os gays. Eu é que não tenho obrigação de defender. Nem devo acusar. Mas tenho o direito de não aceitar o acasalamento de pessoas do mesmo sexo, isto é, dos homossexuais. E aos que dizem que a homossexualidade não é antinatural, eu digo que é, sim, antinatural. Porque Deus fez a mulher e o homem para se complementarem. Por isso mesmo, o Criador fez cada qual com sua fisiologia e anatomia próprias e adequadas para um receber o outro. Assim, defendo que se deve fazer sexo com parceiro de sexo oposto, sim. E fazer com prazer e na busca do prazer, porque é gostoso. Quem faz sexo com vistas a reproduzir, são os irracionais. Porque, com pequeninas exceções, as fêmeas irracionais, só aceitam o macho, quando entram no cio. E o fim é a reprodução.

Entretanto, a moda da vez é alegar os direitos das minorias. Mas, e o direito das maiorias, onde fica? Uma coisa é certa: o direito de um termina onde começa o direito do outro. Já que peguei o mote de São Paulo, lá, o Shopping Frei Caneca é o paraíso dos homossexuais. É marmanjo se beijando com marmanjo nas balaustradas das escadas, nas praças de alimentação e onde mais queiram; assim também, mulher com mulher. Então, pergunto: e a grande maioria que vai com as suas crianças e adolescentes passear num shopping, vai se sentir bem, vendo aquele agarra-agarra? Pra que exibição de homossexualidade? Se é livre a opção sexual, isso não significa que essa opção tenha de ser exibida nos centros públicos de compras e de lazer, para constranger uma maioria que optou pelo outro caminho, na preferência sexual. Caminho este que, havemos de convir, é o que podemos considerar natural.

A mesma Constituição que dispões sobre a liberdade de sexo e crença, garante outros direitos às pessoas, entre estes, a liberdade de ir e vir, sem serem molestadas. Eu entendo que o homem nasceu para a mulher e vice-versa. Não consigo entender uma relação sexual de dois barbudos. Quando se trata do lesbianismo, isso não me choca tanto. Talvez, pela suavidade das mulheres, eu entenda que duas mulheres se beijando, abraçando-se, acariciando-se na busca de satisfação sexual, uma com a outra, é bem tolerável. Porque a mulher traz a suavidade em suas formas. Também, nos gestos, no tato, na sensibilidade etc. Os contornos da mulher são belos. Suas curvas, a maneira de andar, tudo enfim, é admirável na mulher. Os seus órgãos genitais são planos, macios e aveludados. Seus seios são cheios de beleza e de singular nobreza.

Notem que o homem, ao abraçar uma mulher, no ato sexual, percorre com as mãos, todo o corpo dela. E se delicia com a maciez da sua pele, com o cheiro do seu corpo. Até o cabelo da mulher é excitante. Porque, nessa busca de amor heterossexual, a gente acaricia desde a planta do pé até os fios dos cabelos da parceira. É nessa hora que os opostos mais se atraem e com maior intensidade. Para isso que existem a bainha e a espada. Para aquela servir de abrigo a esta. E esta preencher o espaço próprio daquela, num ato de amor e prazer. Admiro os dotes femininos e a estética da mulher.

Quem souber, que responda: quando se trata de dois marmanjos, infelizmente, se acariciando, isso é deleite ou pura repugnância. Falo por por mim: tal propósito, só em pensar, repugna-me.

Agora, o ponto final deste tópico (não confundam com o ponto G). O final, aqui, pelo que disse a Lucinha Peixoto, é a minha opinião sobre os GLSs (gays, lésbicas e simpatizantes) ou melhor, sobre o homossexualismo. Já disse que não condeno ninguém. Mas sou radicalmente contrário à união esdrúxula de dois elementos que, ao nascerem, alguém disse que eram homens. Venham eles de onde vierem. Alguns vão dizer que é preconceito meu contra o homossexualismo masculino. A bem da verdade, não sei se é ou não. A critério do leitor!

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

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