sábado, 26 de setembro de 2009

Lula e a Academia



Faz algum tempo que não venho por estas bandas do Blog. Leio-o quase todos os dias, quando minha conexão em Caetés não cai. Vídeos do YouTube, nem pensar. Quando quero ver algum, tenho que rodar muito pela cidade, enquanto o meu computador o downlouda.
Hoje estou aqui por um motivo especial. Li, no nosso Blog, mais específicamente em seu Mural, uma postagem de Zetinho para Lucinha, onde ele elogia seu artigo sobre o Ginásio, e aqui eu também o faço (ela fez um bom curso comigo, quando criamos o Manual de Redação da CIT), parabéns Lucinha. Porém, o que mais me chamou a atenção foi a lembrança dele da Academia lá de Bom Conselho. De vez em quando, eu e Lucinha trocamos idéias sobre um empreendimento deste porte. Além da falta do que fazer na CIT, pois ninguém aceitava mais meus conselhos editoriais, um tanto radicais, reconheço, o que me levou a fixar-me mais ao meu torrão natal, Caetés, foi a esperança de que pudesse aqui também fundar uma Academia: Academia Caeteense de Letras.
Ainda hoje não desisti totalmente da ideia. Mas, está difícil. E os problemas que temos ao tentar fazer isto, são muito parecidos com aqueles que presenciei e sei de Bom Conselho, que apesar de se chamar Cidades das Escolas, nos últimos tempos, os enlatados e embutidos parece que venceram. Por isso, tenho o dever, pela a acolhida que sempre tive naquela cidade, de relatar minha experiência aqui em Caetés, com o intuito de ajudá-los.
Em primeiro lugar, a cidade não tinha epítetos, ao contrário de Bom Conselho. Hoje tem: É a Cidade do Lula. Isto foi bom e, ao mesmo tempo, não foi, para o nosso empreendimento da Academia. Foi bom porque, de repente, nos vimos no noticiário nacional e até internacional, como terra do presidente, embora, muitos vezes, nos confundam com Garanhuns, do qual fomos emancipados, já faz um tempo. E foi muito ruim, porque Lula ainda não morreu, e não podemos fazer a a ele a homenagem, muito justa por sinal, que Bom Conselho fez ao Pedro de Lara, colocando-o como patrono da Academia de lá. Já tive vontade até, que o Lula morresse para não termos este problema, e o colocarmos como o patrono da nossa, pois patrono só morto. Mas estou só pensando alto. Deus me livre de sua morte, porque temos uma solução mais adequada, embora muito mais difícil: O Lula escrever um livro e ser um dos membros da Academia. Obviamente sua cadeira seria a de número 13, por motivos óbvios. Seria uma solução “a la Getúlio Vargas”. Getúlio entrou na Academia Brasileira de Letras com o único livro: “A Nova Política do Brasil (discursos reunidos)”. Ainda hoje procuro alguém que o leu mas, isto não tem importância, temos a CLT. O livro do Lula poderia ter até o mesmo nome, pois teríamos o Bolsa Família e o Pré-sal, para garantir sua eleição. Uma solução igual foi aplicada em Alagoas. O ex-presidente Collor foi convidado para ser um membro da Academia Alagoana de Letras, por um livro que ainda vai ser publicado. Parece que o título do livro será: “Não me deixem só”. Como agora o Lula e o Collor são amigos íntimos, esta solução poderia ser adotada para Lula. Basta apenas ele prometer que vai escrever um livro, e pronto. Minha sugestão para o título seria: “Minha Infância com o Zezinho em Caetés”. Sei que Bom Conselho não tem este tipo de problema, pois lá há muitos mortos para serem patronos das cadeiras, e vivos, não há nenhum com a importância do nosso futuro imortal, Lula, no entanto, quem sabe um dia?
Em segundo lugar, temos pessoas que escrevem e tem interesse na fundação de uma academia, mas quase todos moram fora da cidade e, os que cá moram não tem muito interesse. Quando me vêem passar na rua, dizem logo:

- Lá vem o Zezinho com aquela ideia maluca de Academia!

Talvez isto não ocorra com Zetinho, lá em Bom Conselho, mas vai terminar ocorrendo, se ele insistir, como eu, na ideia. Entretanto, “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. E eu também continuo insistindo no assunto. Se me chamam de doido, nem ligo e passo ao largo.
Alguns dias atrás, sabendo que o Presidente Lula estava em Ipojuca para batizar um navio, pois com o seu prestígio, ele agora “casa e batiza” até navios, fui lá. Eu o conheci no tempo de criança, o Lulinha, filho de D. Lindu. Brincamos muito, juntos, mesmo sendo minha família de mais posses do que a dele naquela época. Como o mundo gira! Hoje eu daria tudo para falar com ele, ou quase tudo. Mas em Ipojuca não pude chegar nem perto dele. Quando ele vier a Bom Conselho inaugurar a fábrica de salsicha eu serei mais agressivo. Será que ele ficará no Hotel Raízes? Hospedei-me lá várias vezes, mas não foi na suíte presidencial. De qualquer forma ficarei escondido, ali pela Igreja de Santo Antônio e pularei pelo o muro do Cuscuz assim que ele aparecer.
Não quero nada para mim, só penso em Caetés e no possível apoio que ele, apesar de não gostar muito da vida literária, pode dar à nossa Academia. E além daquele abraço de amigo de infância, no qual ambos pensamos que o que fizemos é coisa do passado e não se deve falar tudo, diria a ele dos meus planos de torná-lo imortal.
Quanto a Academia Bom-conselhense de Letras, só posso dizer a Lucinha e ao Zetinho, não desistam da ideia, continuem firme. Mesmo não tendo um Presidente da Republica entre os seus filhos, vocês tem um Diretor Presidente. Ele, de vez em quando, escreve alguma coisa, já merece uma cadeira lá. Soube que o Livro do Blog da CIT – Volume 2, está sendo editado, então, quem não tem Presidente caça com o Diretor Presidente.

José Andando de Costas – jad67@citltda.com

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