quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A Noviça Rebelde



Todos aqueles que são habitué de cinema já assistiram ao filme A Noviça Rebelde. Alguns viram uma vez, outros duas, e tem aquelas, como eu, que devem ter visto umas cinquenta vezes, embora só umas poucas iguais a mim, choraram todas as vezes. A beleza das paisagens alpinas e as músicas me levam ao êxtase em todas as ocasiões que estou diante da exuberante Maria e seu, não menos charmoso, o Barão Von Trapp.

Há uma cena, no final do filme, onde a família Trapp está ameaçada de se desfazer, por ordem do Terceiro Reich de levar o Barão para reforçar a Marinha alemã, na Segunda Grande Guerra. Num festival de música, o apresentador anuncia o Barão dizendo ser esta a última apresentação dele, pois foi convocado para a guerra, por um longo tempo. O Barão entre e canta Edelweiss. Atualmente, antes dele começar a cantar, eu já estou chorando.

Pedi para me deixarem escrever este texto, porque fui convocada, junto com meus companheiros Jameson, Cleómenes e Sandoval (Diretor Presidente vai em seguida) para reforçar o esforço de guerra da CIT, contra nossa ignorância em Computação Gráfica e Multimídia. O “front” desta guerra se travará na cidade de Belém, mais especificamente na Universidade Federal do Pará. Sinto-me como o Barão Von Trapp, não quero ir mas tenho que ir, e ao contrário da situação dele, aqui é por uma boa causa, pelo menos é o que promete a CIT para nós.

Estes cursos terão a duração mais ou menos de um mês, a partir do dia primeiro de dezembro. Portanto, poderia dizer como o Barão, este meu texto será o último por um longo tempo. Entretanto, isto só seria verdade se no Pará só tivesse Carimbó e não Internet. Não é o caso, escreverei de lá. De dentro da Floresta Amazônica, tentando salvá-la como fará Marina Silva na presidência se o Lula não lançar o Eduardo. Isto se aplica a todos. Cleómenes prometeu até maneirar um pouco no ateísmo, diante daque exuberância verde.

O que todos prometemos, e por isso aceitamos partir, é que este exílio, não poderá ultrapassar o mês de janeiro, porque eu já me comprometi com os organizadores da Papacagay no 10º Encontro de Papacaceiros, e não posso faltar, como simpatizante que sou. Aproveitando, quanto a este tema, soube que o grupo Amigões do Andarilho, não sairá mais. Só houve um inscrito e a comissão organizadora não aceitou.

Igual ao Barão Von Trapp tive a sorte de poder me despedir com música. Não eu cantando, porque uma gralha com gripe suína cantaria melhor do que eu. Para colocar música nesta despedida peço socorro ao Grupo Uva Passa. Explico. Ontem chegou a CIT um endereço de vídeo no YouTube, deste grupo, enviado por minha amiga Ana Luna. Ao vê-lo senti as mesmas emoções que tinha quando assistia à Noviça Rebelde, mas, com a ênfase de nossa modernidade. O Grupo todo está de parabéns.

A Neide Pipokinha, a Ana Luna e a Marcix estão divinas e cantam divinamente o belo som que nos remete e lembra nossa idade sem culpa nem remorsos. Como elas dizem com muita graça, e eu complemento: “o que não me falta é pressão alta”. Em mim o calor já passou.

Amigas Ana e Neide me perdoem, mas a Marcix é a minha preferida, porque demonstra na prática que eu, com meu físico, ainda posso cantar, obrigada Marcix.

Vejam o vídeo abaixo. Ao conterrâneos que só tem Banda Estreita em nossa cidade (que vergonha) vale a pena esperar um pouco, e vê-lo.



Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

P.S. Amiga Ana, vi agora no nosso Mural, as notas de Gildo e do Diretor Presidente sobre você. Continuo dizendo, se alguém não propuser a concessão do Título de Cidadã Honorária para você, eu o farei em 2013, porque serei candidata a vereadora em 2012, e sei, que não tem prá ninguém. Falarei com Zé Arnaldo para me assessorar sobre um bom partido político. Parece que ele agora está com um pé no PV.

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