segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Voltando ao Site de Bom Conselho (SBC)



Saí viva do Dia de Finados e neste fim de semana voltei ao SBC. Sempre é um prazer perambular por aquelas páginas, agora recheadas de notícias quentes e precisas. Tenho restrições à foto da página inicial, não só pela resolução que não faz jus ao grande site, mas porque tenho uma ordem de prioridade já definida, e as prioridades de gente na “boa idade”, só se modificam no Santa Marta. Sem querer fazer nenhuma sugestão ao Saulo, pois não quero ensinar Padre-Nosso a vigário, eu optaria pela foto aérea, depois pela do “bambi”, retirando o avô do Zé Fernandes, com aquela maldita espingarda. “Bambi” também é gente.
Voltemos à viagem, sempre prazerosa pelo nosso portal. Instintivamente enveredamos para o Mural mas nos refreiamos e antes passamos a vista nas notícias de primeira página.
No topo da lista noticia-se a ida do nosso presidente a Bom Conselho. Minhas fontes já me haviam dito isto, eu as publiquei, e o meu professor Zé Andando comentou no Blog de ontem. Em relação ao Zezinho, agradeço a ele e ao amigo Zé Fernandes, os “puxões de orelha”, no bom sentido, que me deram quanto aos plurais e outras coisas. Parafraseando meu pai, que dizia: “quem tem padrinho não morre pagão”, eu diria que, “que tem professores assim não escreve errado”. Obrigada, inclusive pelos leitores, aos dois.
Havia um link sobre Ana Luna na TV. Fui lá e vi as fotos. Minha amiga Ana, me conte, em segredo, qual a sua receita para esta forma maravilhosa. Gostaria de vê-la ao vivo, como o Pedro Ramos lhe viu, mesmo que você não me elogiasse, mas a nossa conexão aqui é igual a uma tartaruga com reumatismo. Nunca consegui vê-la. Por falar em você, amiga, o Jameson adorou, mais do que todos, o seu artigo: “Minha avó comia pés de galinha”, porque conheceu sua avó, D. Mariazinha, além de outras pessoas que habitavam aquela casa da Rua da Cadeia onde ele passava todo dia. Ele visitou o SBC e o artigo não estava em sua coluna, me perguntou o que aconteceu. Eu não sabia mas, fui ver com os meus próprios olhos, havia um link, mas não chegava ao artigo. Será que o Saulo comeu os pés de galinha? Eu, como mulher e chegada a uma iguaria de boa estirpe, clamo aqui: Saulo, devolva os pés de galinha! Amiga, desculpe minhas jocosidades. Este plantão me deixa com os meus pés de galinha enormes.
Soube ainda que foi descoberto mais um bom-conselhense ilustre: Frei Pacífico. Na matéria sobre ele, o autor diz que ele entrou na vida religiosa em 1955, dando a entender que ele era frade, pelo nome. Logo em seguida diz que ele é casado e tem quatro filhos. Nada contra, inclusive, eu sou católica mas não sou das mais tradicionais, no entanto não entendi bem, devido ao nosso Código canônico não permitir, ainda, o casamento de sacerdotes. Só recentemente, aceitou alguns padres da Igreja Anglicana, onde os padres são casados, e ser a mulher do padre ou filho do padre não é ofensa. Apesar do nosso Código, seja bem-vindo o novo ilustre bom-conselhense.
Quase todas as outras notícias são relativas à Colônia Papacaceira do Rio de Janeiro, que continua incansável. Se eu for um dia ao Rio de Janeiro, quero ser recebida na Igreja da Penha e exijo a presença do meu amigo Gildo.
Numa das fotos que abrilhantam a página inicial, vi uma que dizia: “Diácomo Poul Anderson”. Pensei logo, isto acontece tanto aqui no Blog da CIT, erros de digitação. Deve ser: “Diácono Paul Anderson”. Fui ver a matéria. Me deliciei com as belas fotos de Niedja Camboim e com a beleza da solenidade e a relembrança de nossa sempre bela Igreja Matriz. São coisas que nunca esqueceremos. Parabéns ao nosso novo diácono. Atualmente, com a caduquice das principais leis de nossa Igreja, um jovem seguir a carreira de sacerdote é motivo de encômios. Ainda bem Poul, porque os Maicons preferiram o futebol. Que Deus te proteja nesta nobre missão.
Não suportei mais e fui ao Mural. Mergulhei e fui até onde o Petrúcio Ferro agradece a acolhida no Rio e do que me lembro, há um belo soneto do José Fernandes, cinco elogios à afabilidade do Pedro Ramos (e os agradecimentos), um agradecimento de Valfrido Curvelo pela acolhido do seu filho no Rio e mais um agradecimento do Pedro. Não tem tido muito movimento o Mural, tá quase igual ao Mural do Blog da CIT.
Dirigi-me então para a Academia Pedro de Lara. Percorri de cima a baixo, como sempre faço, o que é uma forma ineficiente a meu ver, para quem está ansiosa para ver as coisas novas publicadas na Academia.
O que notei é que muitos dos nossos acadêmicos renunciaram à “imortalidade”. Morreram dentro da Academia. Jordalino Neto, Jobson Emanoel, Milton Cavalcanti, Augusto Gomes, João Nelson e Celina Ferro, desde que me entendo como frequentadora da Academia, não escrevem mais. O Jordalino parou no Obama, será que foi pego pela Alcaida? Volte Jordalino, você ainda é minha referência para Dantas Barreto. O Jobson parou em “Alguém”. Belo poema. Volte e nos explique o que é o amor, se já descobriu. O Milton Cavalcanti, o colega ateu do Cleómenes, que agora tem um colega na Academia, o Roberto Lira, ficou preso sob o Guardião da Fronteira há muito tempo. O Augusto Gomes exaltou Bom Conselho, se expôs à garoa e parou. O João Nelson parou com o nosso querido e pranteado conterrâneo Marlos Urquisa. A Celina Ferro nos brindou com uma narrativa geográfica, que lendo lembrei do meu professor de Geografia no Ginásio São Geraldo: Gilvan de Abreu. Sempre a leio na A Gazeta, onde agora, também escrevo, mas nem chego aos pés dela.
Não sei o que aconteceu, mas todos deveriam voltar a escrever. Aliás, para incentivo ao retorno, o Saulo deveria criar um prazo de validade para “imortalidade”. Passado este prazo, não escreveu mais, já não estaria mais imune à morte. Talvez um ano seja um bom tempo.
Quantos aos outros, começando do começo, Zetinho, que também já contribui com nosso Blog, teve a magistral ideia de reviver alguns momentos marcantes do nosso noticioso de papel: A Gazeta. Que bom ler Luiz Clério falando sobre coisas nossas que se foram e o Zé Milton, ainda o maior memorialista de nossa cidade. Caro Zé Milton “vem pro Blog você também”. Caro Zetinho, o Gabriel Vieira Belo, era o “Guiga”?
Ana Luna, nossa amiga e colaboradora do nosso Blog, sempre curtindo a imortalidade e sem pés de galinha.
Sebastião Fernandes, talvez seja o imortal mais produtivo no papel, e um excelente poeta, embora ultimamente tem escrito mais como um profeta. Talvez seja uma fase mística.
Carlos Sena mais imortal do que nunca, e se o amor tivesse lógica, ele seria, o mais amado.
José Fernandes meu amigo que, se algum dia for fundada a Colônia Papacaceira do Recife, será meu candidato a presidente. Se aceitar, tenho certeza, esta não será como a colônia bahiana, que surgiu e tomou “doril”.
O José Tenório é quem podemos chamar de Imortal por excelência. Seu conto, O Mentiroso, me fez lembrar de que, igual ao que fizeram com o velho Praxedes, precisamos dar um susto em alguns “pabuleiros” e mentirosos que de vez em quando aparecem no SBC.
Quanto ao novo imortal Roberto Lira. Concordo com o Beto Guerra quando disse, em nota em nosso Mural, que não concordava com as ideias dele e do Cleómenes, mas os achava inteligentes. O Roberto é mais. Pena que ambos sejam “toupeiras” e não vejam com tanta clareza a importância de Deus em nossas vidas. Mesmo assim, sem sectarismo tacanho, o SBC e a Academia Pedro de Lara se engrandeceram com sua presença.
Quanto ao O Andarilho, nem fui lá, pois o considero “exorcizado”, isto é, o que escreve fica no limbo, embora ainda tenha água benta estocada, para o caso de aparecimento de alguma poesia dele.
O Gildo, que também nos honra publicando no nosso Blog, apesar de não combinarmos muito quanto às vestimentas, sou seu assíduo leitor.
Quanto ao Diácono Edjasme Tavares, de quem já falei tanto e discordamos tão pouco, escreve sobre um tema que para mim é também chocante: A crueldade com os animais. Caro Di, concordo com você em tudo, inclusive com seu apelos aos nossos vereadores, o que serve também como um alerta para alguns deles, não todos e talvez não a maioria, cujo lugar seria na carrocinha junto com os pobres animais.
Quanto ao Etiene Miranda, não escreve muito, mas quando escreve temos sempre uma bela caminhada literária pela frente.
A Maria Caliel, que colabora conosco, e que perfuma, com o odor de pétalas de rosas, aquilo que escreve, é imortalíssima.
Feita esta incursão ou excursão pela Academia Pedro de Lara devo dizer que sou sua fã. Não só pelo seu nome, Pedro de Lara, que será um dia patrono de nossa Academia de tijolo e cal, com que Zetinho e eu tanto sonhamos, mas porque é um espaço para expressão e comunicação de nossa gente, com pendores literários. O nosso Blog da CIT também tem este como um dos seus propósitos. É pena que não possamos prometer a imortalidade, como numa Academia, mas, fora isto ele está à disposição de todos para lá se manifestarem.
Termina aqui mais um plantão que se tornou agradável pelo meu “tour” no SBC.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

Nenhum comentário: