quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Saudando a esperança

Saúdo a amiga que vem chegando

Ainda que chegue sem avisar

Seja bem-vinda, venha vindo e vá entrando

Nem precisa nos dizer que vai chegar.


Batam palmas para a nossa visitante

E vamos todos a ela cumprimentar

Salve a luz que se instala nesse instante

Nesse colo que lhe acolhe sem pensar.


Que seja longa essa visita desejada

E duradoura como se é de esperar

Nos domínios dessa estrada encontrada

É esperada a presença a nos prezar.


Não te faltam acolhidas verdadeiras

E clarões que não cansas de mostrar

Tua vinda é bem-vinda, companheira

És alento, alegria e bem-estar.


Onde chegas, tu dominas o lugar

Que te acolhe sem de ti nada querer

Permito-me um nome a te nomear

Esperança é o nome que vais ter.


Esperemos que a esperança nunca suma

Dessa terra de tantas decepções

Onde o bem passa rápido como espuma

E o mal faz morada sem senões.


É possível que alguém assim não veja

E entenda haver aqui desilusões

Se assim fosse, eu diria assim seja

E cantaria contente mil canções!


CANÇÕES DE AMOR! SIM, SENHOR!


José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Natal de Belém

Há um ano atrás eu escrevi sobre o Natal (http://www.citltda.com/2008/12/bodas-de-ouro-e-festas-natalinas.html). Tanto os maus escritores, como eu, quanto os bons como a Maria Caliel e o José Fernandes, escrevem neste período sobre este tema tão importante para a civilização cristã. Hoje estou em Belém. Igual ao que acontece em todo lugar, as atividades vão parando aos poucos, na mesma proporção que sobe o burburinho nos shoppings center, lojas, feiras e comércio em geral. Aqui em Belém parece que até a chuva de meio dia atrasa. Ou será devido ao efeito estufa? Não estando a fim de entrar no burburinho natalino, nos resta ler o Blog da CIT e escrever para ele sobre a data.

Para aqueles que têm uma fé muito grande em Jesus Cristo, o que escrevo a seguir não tem muita importância, para mim, cuja fé é derivada dos meus pais e é mantida sem aquela convicção da Lucinha, o que vou dizer talvez faça sentido: Não sabemos ao certo a data do nascimento de Jesus.

Esta data é tão importante para a cristandade que os historiadores a procuram de forma especial, embora isto, como disse, pouco importe para os verdadeiros cristãos. Não há dúvidas de que Jesus nasceu em Belém ou nos seus arredores, uma pequena cidade do sul da Judeia. Era época de recenseamento romano na região, igual será aqui no Brasil no próximo ano.

José e Maria foram a Belém, para fazer este censo, a que eram obrigados a participar, da mesma forma que hoje o somos, por lei, a receber o agente do IBGE e responder às suas perguntas. Diga-se de passagem, que o objetivo deste inquérito, em Belém, era o mesmo do de hoje, direta ou indiretamente, a cobrança de impostos. Na viagem, aos chegarem aos arredores da cidade, Maria começou a sentir as dores do parto, e não tendo tempo de chegar à maternidade mais próxima, deu à luz numa manjedoura, cercada de pastores e animais.

Os historiadores ainda dizem que, devido à resistência do povo judeu em se submeter a este recenseamento, pois ninguém gosta de pagar imposto, inclusive judeus como Maria e José, este recenseamento teria ocorrido um ano depois daquele do Império Romano em geral, lá pelo ano 7 antes de Cristo (a.C). E ocorreu no oitavo mês deste ano, ou seja no mês de agosto. De acordo com o que é relatado pelos textos bíblicos, no dia seguinte ao nascimento de Jesus, José fez o recenseamento da sua família, pois Maria enviou uma mensagem a Isabel relatando o acontecimento. Pela tradição judia, a apresentação dos bebês no templo teria que ocorrer até 21 dias após o parto. Sabe-se ainda que Jesus foi apresentado no templo de Zacarias, de acordo com os registros locais, no mês de setembro, num sábado. Como se pode ver num calendário do tipo que a Ana Luna nos enviou outro dia (embora este só vá até 1900), o mês de setembro do ano 7 a.C. teve quatro sábados: 4, 11, 18 e 25. Ora, se os censos, em Belém, ocorreram entre 10 e 24 de agosto, o sábado de apresentação seria o dia 11. Então, se todas as contas estiverem certas, Jesus teria nascido depois de 21 de agosto do ano 7 a.C. Eu, sem querer com isto mudar toda a dinâmica capitalista em torno da data, diria que foi no dia 22 de agosto, pois este era o dia de aniversário de minha mãe.

A pergunta relevante seria: Muda isto alguma coisa? Jesus seria mais importante ou menos importante para o mundo se o Natal fosse no dia 22 de agosto? Ao pensar em responder isto me deparo com um conjunto de dúvidas filosóficas, que tive vontade de falar com o Cleómenes Oliveira antes de escrever. Ao ter certeza de que, ao contar o que estava pensando, ele perguntaria, em tom de blague: quem é Jesus? Eu resolvi me coser com minhas próprias linhas, embora não saiba se elas são suficientes.

Dias atrás escrevi um artigo que teve como inspiração um filme (http://www.citltda.com/2009/12/quo-vadis-domine-eu-vou-pra-copenhague.html). Ao saber disso, pensando, com uma certa razão, que eu era um cinéfilo, uma das funcionárias do hotel me convidou para assistir a outro filme numa sala, própria para este fim. Nem é necessário dizer que chamei a “gangue da CIT” para o evento. O Jameson e o Oliveira foram. O Jameson saiu na primeira meia hora, eu e o Oliveira aguentamos o tranco.

O filme era: O Curioso Caso de Benjamin Button. Depois comentamos: põe curioso nisto. Era do tipo que passava no Cine Coliseu no Recife, em minha juventude, e que íamos porque dava “status”. O Coliseu era o Cinema de Arte. Assisti ao O Processo lá e, até quando me lembrava dele, nunca o entendi. O roteiro, do filme que comento agora, é, para dizer o mínimo, intrigante, além de fantasioso. Em resumo, o Benjamin Button nasce com 80 anos e morre com menos de um ano de idade. O filme é “assistível” pela angústia que nos causa, ao nos colocarmos na pele do protagonista. Ao mesmo tempo em que fica menos velho e mais forte fisicamente, ele se torna cada dia mais sózinho pela velhice e morte daqueles que o rodeiam.

Enquanto todos nós temos um prazer enorme de pensar no passado, de relembrar a nossa mocidade, o fato de nos tornarmos jovens, quando sozinhos, pode nos levar ao extremo sofrimento. Estaríamos na contra mão da vida. Aí temos que pensar: como é bom envelhecermos juntos! Entretanto, pensando bem, o bom mesmo é se pudéssemos rejuvenescermos juntos, todos viajando para o nascimento e não para a morte. Será isto possível? Talvez sim. Basta voltar ao passado com o espírito de que as pessoas que estão lá hoje, são iguais ao que fomos lá um dia, merecendo nosso respeito, e que, o que se faz lá, deve ser feito prioritariamente para eles, e não para nós. Dancemos com eles, cantemos para eles, toquemos para eles, nos comportemos para eles e aproveitemos o Natal, para vermos que, quando nos despimos da vaidade, do egoísmo, do preconceito, nos tornamos mais jovens, mesmo que o Natal seja no dia 22 de agosto. A data de nascimento de Jesus, assim, não teria muita importância, se estas premissas fossem satisfeitas.


Agora eu lembro, o Encontro de Papacaceiros seria em setembro, mas, mesmo sendo em janeiro, vamos tentar colocar em prática as premissas. Só assim poderemos ser mais otimistas do que o José Fernandes.
Um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo de 2017 d.C.

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com
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(*) As fotos são da CIT, com arte de Lucinha Peixoto, feitas para cumprir as obrigações para com seu curso em Belém.
(**) Quando falamos do José Fernandes, nos referimos a uma nota dele no nosso Mural (22.12.2009).
(***) As datas e cálculos de dias foram foram obtidos da Internet, acreditem quem quiser.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

POR QUE É NATAL?




O tempo passou tão depressa, não foi? Que nem nos demos conta de que amanhã já é Natal outra vez. Foram tantas as lutas, tantas correrias, que o tempo passou e nem vimos.

Você certamente teve problemas, trabalhou, sofreu, acendeu a chama da esperança e depois sorriu como todo mundo e nem percebeu que amanhã já é Natal.

Obstáculos não faltaram, mas as forças que nos vêem de Nosso Senhor, sempre nos momentos certos, nos permitiram superá-las e amanhã já é Natal, outra vez.

E por que amanhã é Natal? Porque é tempo de confraternidade, perdão, solidariedade. Para não só comemorarmos o nascimento de Nosso Senhor Jesus, mas também, para que lembremos sempre do exemplo que Ele nos deixou “amar uns aos outros como Ele nos amou”. É também, um momento de reflexão, para que arrebentemos os laços da discórdia que por ventura haja entre os familiares e amigos.

A verdadeira beleza do Natal não consiste na contemplação das luzes que brilham diante de nossos olhos. Consiste tão somente no brilho e na beleza da Luz da vida, Jesus Cristo, adorando com sua presença tudo ao nosso redor.

Tudo isso se coloca na contramão de Jesus Cristo, despojado de si próprio, pobre, casto, obediente, serviçal, humilde. Sua missão e vida se destinam à reunião dos filhos de Deus dispersos ou divididos entre si, exatamente pela reprodução das atitudes de egoísmo, de disputa pelo poder, de obsessão pelas riquezas materiais.

Se Jesus Cristo nascesse hoje, onde nasceria? Permita caro leitor, que seja na sua casa, no abrigo do seu teto, mas precisamente em você. Assim poderá haver Natal.

Ao meu leitor,
Um Feliz Natal e um Ano Novo de muita Paz.

Maria Caliel de Siqueira - mcaliel@hotmail.com

sábado, 19 de dezembro de 2009

O CANDIDATO

Nas eleições de 2000, quando foi eleito Dr. Daniel e Dr. Zenício respectivamente prefeito e vice, a chapa tinha 13 candidatos a vereadores, entre eles o Guilherme da compesa, assim chamado por trabalhar na referida empresa, Guilherme é filho de Expedito do sol (in-memoria), que alguns dos senhores conheceram, Expedito era relojoeiro e também armeiro, toda vez que o relógio da matriz dava problema era Expedito quem ia concertar. Expedito do sol, não era o que podemos chamar de um homem bonito, ele estava mais para feio, e o mesmo não fazia nada para melhorar a sua aparência, pois usava aquela barba por fazer, um eterno cigarro no canto da boca e um chapéu que já era para ter ido ao lixo ha muito tempo e ele não tinha dado a devida atenção, o filho tinha puxado muito o genótipo do pai.

O nosso candidato fez um feito inédito em nossa cidade, durante os três meses que esteve de licença da compesa para concorrer às eleições, percorreu todo município de Bom conselho, casa por casa, sitio por sitio.

Uma vez indo para o setor de Caldeirões dos Guedes, enveredou pelos sítios, Rosilho, Japicanga, Mandacaru e Cajueiro, ao chegar ao sitio Cajueiro, lá pelas 7 da noite, vai bater na porta da casa de seu Zé Napoleão, o mesmo abre a porta e encontra aquele homem meio estranho, não era uma coisa muito bonita de se ver naquela hora da noite, ele se identificou e foi prontamente foi acolhido, passando ali toda noite.

Logo de manhã ele sai para pedir voto, e lá vai Guilherme, de fazenda em fazenda, casa em casa, quando já era quase meio dia, ele para numa casa que ficava depois do sitio Munguba, e ao se apresentar como sendo candidato a vereador e que tinha o nome de Guilherme da compesa, pois trabalhava na COMPESA empresa de água, recebeu da dona da casa, a seguinte indagação, meu amigo aqui a empresa de água se chama CASAL, e o rapaz que trabalha no posto daqui se chama Arnaldo, aqui é alagoas, é quando ele percebe que já estava pedindo votos no estado das Alagoas.

Chegada às eleições o nosso amigo teve pouco mais de 30 votos, e ficou decepcionado com o povo, pois não é brincadeira percorrer 1040km2, pedir votos para todos os eleitores do município e só ter 30 e poucos votos, é de lascar.

Alexandre Tenório Vieira - tenoriovieira@uol.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

NO TEMPO DA COMPREENSÃO

Adoro as pessoas.

Crescer com elas.
Há sempre algo a se aprender.
Na maturidade podemos observar mais.
Ponderar mais. Discernir mais .
Parar e refletir.
Conhece a Valdete Cordeiro? Eu também não!
Mas.....Aprendi com ela.
Sei quem ela é o que faz.
Vi em um documentário.
Fundou o grupo, “ Meninas de Sinhá", de Belo Horizonte.
Êta mineirinha danada...
Vou comer mais queijo...
Dona Valdete emocionou a todos narrando como nasceu o grupo.
Vejam notícia:
“As meninas de Sinhá visitaram o coral da lavadeiras”.
Os dois grupos têm muito em comum: são mulheres que souberam dar uma guinada no destino individual a partir de ações coletivas, fazenda da expressão artística um caminho para a vida. A maioria delas está na chamada "terceira idade" e construíram uma ponte para a saúde, auto-estima e inclusão social através da arte popular, expressa em cantigas, rodas e batuques.
Mulheres negras, idosas e pobres que tinham tudo para viver uma realidade de opressão, machismo e exclusão social. Ao contrário, elas conseguiram resgatar a dignidade com música e dança. Essas são as Meninas de Sinhá, um grupo de 50 mulheres de três bairros da periferia de Belo Horizonte (MG), que há quase 20 anos canta cirandas, cantigas de roda e faz brincadeiras infantis para recuperar a auto-estima.
O grupo surgiu em 1989 a partir de reuniões que discutiam problemas familiares em um hospital público da cidade. As Meninas têm entre 42 e 89 anos, mas “muita disposição para cantar e dançar”, diz a fundadora do grupo, Valdete Cordeiro. Ela tem 68 anos, quatro filhos e 18 netos. “Resgatamos a infância com o grupo. Formamos a roda de ciranda e as mulheres que passam por problemas em casa, que são tímidas ou se sentem humilhadas por diferentes agressões no dia-a-dia aprendem a contar umas com as outras”, assinala a fundadora.
E que competência!!!! Quem diria! Dona Valdete entende tudo do ser humano, corpo, psique e espírito!! Tem mais, veja,
"As Meninas tiveram um início conturbado. “Vendo a depressão das mulheres que procuravam o hospital de Alto Vera Cruz, em 1989, vítimas de machismo em casa ou no trabalho, notei que o tratamento dado pelos médicos não era suficiente. Eles receitavam anti -depressivos, mas não ouviam os problemas delas”, afirma Valdete, que é funcionária pública em um programa para jovens e adolescentes de Belo Horizonte."
Naquele ano, a funcionária pública formou um grupo para debater problemas familiares e aplacar a solidão e angústia daquelas mulheres. Verificou que as conversas não evoluíam, mas que as aulas de Expressão Corporal que ela realizava semanalmente poderiam ser adaptadas para brincadeiras de infância e levadas para as mulheres. Nascia o grupo.
Se você interessou pelas “Meninas de Sinhá”, de Belo Horizonte, pode escrever para a representante delas:
Tatiana , no endereço eletrônico
:
tatiana@duo.inf.br.

No tempo da compreensão, é esse o tempo que estamos passando, entrando ou completamente atolados nele. Essas pessoas, suas estórias são simplesmente encantadoras. Pessoas boas o são.
Mais que isso, incentivadoras.
Como precisamos de incentivo!!!
Desde a tenra idade até nosso findar....
Incentivo é tudo!!!
Lembra do momento de ensinar o filho a andar de bicileta?
- Vai filho!!!
Lembra daquele campeonato de natação?
- Vai filho, você consegue!
Você consegue sim. Você consegue tudo.
Lembro quando eu incentivava minha mãe já velhinha e doente e ela me agradecia com aquele sorrisinho doce que as mães têm... E comia, caminhava, fazia os exercícios, lutava pela vida!
Incentivo.
Cada um fazendo a sua parte, conseguiremos sim um lar melhor, uma escola, uma vizinhança, um bairro, um planeta melhores!!!
O nosso grupo "Uvapassa" também tem o propósito da alegria, do otimismo, bem estar...
Ter sucesso é realizar algo e temos a certeza que a resposta será assim.
Você critica mais que elogia?
Você é um incentivo para alguém?
Mire-se,olhe à sua volta e ouse também.
Da vida não se leva nada...
Mas pode se deixar...

Um Santo Natal!!!!
Um 2010 DEZ .
Bjussssss

Ana Luna - anammluna@yahoo.com.br

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Lula e Eu



Pensei muito no título acima, era para ser “O Rei e Eu”. É o mesmo título de um filme que vi em São Paulo muito tempo atrás. Revi na TV. Era com o Yul Brinner e Débora Kerr, aquela mesma de Quo Vadis de que falou o Diretor Presidente outro dia. Não vou contar o roteiro e nem falar sobre ele, pois não tem muita coisa a ver com o que quero escrever, só o título. Resolvi mudar para ser mais direta.

Quando sentei aqui, e abri meu possante laptop, doação da CIT, com usos e frutos, o fiz só pensando em responder a nota da amiga Maria Caliel, cuja cortesia para comigo é quase infinita. Sempre incentivando e perdoando os erros do meu português ruim. Mas, como nada vive sozinho neste mundo de meu Deus, as ideias começaram a querer sair da cabeça.

Dizem que elogio em boca própria é vitupério, não sei se repetir elogios que outros fizeram a gente também é. Se for, correrei o risco de me vituperar (fui no dicionário, palavra feia e difícil). A Maria Caliel falou para as amigas dela que eu era escritora. Elas duvidaram (“O que? Não acredito! Uma menina que viveu num sítio no interior de Pernambuco, viajou de Pau-de-Arara pra São Paulo pra tentar a sorte, comeu o pão que o diabo amassou e hoje é escritora? Não acredito!!”). Caliel retruca e diz: “Quem viver verá.” Me arrepiei todinha ao ler a mensagem.

Não foi só pelo incentivo porque este já vem de antes e agradeço todos os dias, embora não reze tanto quanto a Lucinha, em minhas orações para o Santo Anjo, a ela e aos outros que me fizeram cada dia mais feliz neste impulso para escrever. O que me emocionou também foi a minha associação de ideias com a trajetória de outro pernambucano, que também saiu daqui num Pau-de-Arara e que, talvez por ser mais inteligente do que, não quis ser escritor. Foi ser Presidente da República. Hoje sou tão feliz sendo considerada escritora que nem o invejo. Quem sabe algum dia escreverei por ele como faz o Franklin Martins?

Pelo menos de uma coisa estou certa: os amigos de Caliel, hoje, jamais duvidariam que alguém, que saiu de Pau-de-Arara de um sítio no interior e que comeu o pão que o diabo amassou hoje seja Presidente da República. O Lula foi. Dizem que neste mundo coincidências ocorrem só quando Deus está dormindo. Ontem ele estava e uma aconteceu. Ao mesmo tempo que recebia a gentil mensagem de minha amiga, havia acabado de enviar o presente de amigo secreto, que este ano, o meu foi o José Andando, nosso Zezinho de Caetés.

Explico. Aqui na CIT, como em todo o país pelo Natal, fizemos o sorteio dos amigos secretos. Este ano, mesmo estando longe uns dos outros, isto também foi feito. Para quem estivesse longe, até o dia 25, os correios seriam usados para envio dos presentes. Eu tirei o José Andando, pronto não é mais segredo para todos que nos lêem. Espero que lá em Caetés a conexão tenha caído até a chegada do presente para ele não ler este texto. Pela lentidão dos correios hoje em dia, cujos efeitos observo quando o Diretor Presidente fica suando frio querendo ler a A Gazeta, o presente só chegará lá pelo Natal mesmo, e A Gazeta, lá em Belém só deve chegar em fevereiro.

Adivinhem o que havia enviado para o Zezinho, como meu amigo secreto! E aí é o ápice (desculpe Lucinha) da coincidência. Foi o livro da Denise Paraná: A História de Lula Filho do Brasil, que deu origem ao filme do qual ele falou tanto e vituperou tanto o Lula por não ter ido fazer sua estreia na cidade deles. Hoje leio até jornal de Paudalho. Por que não iria ler o livro antes de enviar? Desculpe, Zé, mas o li. Quem sou eu para julgar? Mas, eu gostei do livro e acho que ele vai adorar. Penso até que ele vai se ver junto das crianças brincando com Lula.

Não há como ler este livro sem comparar nossa trajetória de retirantes. Sexos e idades à parte, tudo foi muito parecido mesmo. Lula deve ter tido um papagaio que poderia se chamar Coronel, ao invés de Tenente, tinha um cachorro, o Lobo, que era do pai (um pai como aquele, ninguém merece), embora o livro não diga se ele morreu de veneno e, tenho certeza, teve a mesma tristeza que eu tive, e todos tem, de deixar sua terra para trás. Pensando bem, se colocar a idade e o sexo na comparação, tirando as aparências físicas, o Lula poderia ser o Eraldo, meu irmão, e vice-versa. Ambos foram sequestrados para São Paulo, eram analfabetos e pobres, ambos foram sindicalistas, e militaram pelo PT. Começo a pensar, por que o Eraldo não foi Presidente da República, ou pelo menos um bom candidato?

Como o professor José Andando me ensinava: quando a gente escreve, Eliúde, tem que deixar a cabeça solta e livre, o que fica no chão são os pés para sustentar a cabeça, se ela quiser fugir muito do assunto. Lembrando disso comecei a pensar, se foi bom para o nosso país que uma pessoa, como meu irmão, ter chegado ao seu posto político máximo. Ouvi uma vez o Lula dizer, que renovou a esperança de milhares de jovens sem estudos e trabalhadores, mostrando que eles poderiam chegar lá. Por que o Eraldo não chegou? Veio a minha mente então o monte de meninos que hoje jogam futebol com o olho em Ronaldinho. Por que tantos não chegaram lá? Eu, quando encontro um menino jogando futebol, eu digo o que minha mãe e dona Lindu diziam: Vai estudar, menino!!!

Não tenho muitas opiniões políticas mas leio muito, pois o professor José Fernandes me disse que isto é fundamental para ser escritora. Não sei avaliar se o Lula está sendo um bom Presidente ou não, mas ao observar a vida depois que comemos o pão que o diabo tentou amassar, como aconteceu com nós dois, eu apenas diria a ele, e pedirei a Zezinho que diga se algum dia ele o receber de novo:

Lula, não tente sómente dar o pão às pessoas, tente matar o diabo que o amassa. E este “diabo” presidente, é o analfabetismo e a falta de educação igual para pobres e ricos. Este país será um país muito melhor se, ao invés de toda criança pensar em ser Presidente da República, pensar em ser escritor, em primeiro lugar, depois ele poderá pensar se aceita ou não uma função pior na sociedade.”

Aviso logo, antes que a Lucinha diga que este discurso é dela, que não tenho vontade de ser presidente, mas, me perdoe Lula, eu seria uma indicação melhor do que a mulher que você anda indicando. Se quiser indicar uma mulher, pense na Marina, ela é das nossas, se alfabetizou com 16 anos, escreve melhor do que eu, e ainda defende o meio ambiente.

Vejam como é. Vejam em que minha nota de agradecimento a Maria Caliel se transformou. E hoje ainda tenho de agradecer ao Gildo pelos seus parabéns, e com muito cuidado para não escrever uma coisa e querer dizer outra, e eu nem pensava que era uma diplomata.

Eliúde Villelaeliude.villela@citltda.com

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

EXPEDITO GUEDES (O IRÔNICO)

Poucas pessoas em nossa cidade foram tão irônico como meu tio Expedito Guedes. Neste mês de julho nós o perdemos para a outra esfera, ele foi durante 30 anos tesoureiro de vários prefeitos, entrava prefeito saia prefeito, e ele era o tesoureiro destas administrações, isto acontecia pelo simples fato de ser ele um homem de bem, totalmente incorruptível, só deixou a prefeitura quando chegou seu tempo de se aposentar, também foi professor de inglês e moral e cívica, foi comerciante e também fazendeiro, e nas horas vagas era poeta, só escrevia sobre coisa interessante, fazendo ironia com a política local e nacional.

No nosso livro a tenda de Zé bias que será lançado brevemente, temos uma crônica sobre Abel caga birô, e ele tem um poema sobre Abel caga birô.

“bêbado inveterado com o rabo
Cheio de aguardente
Parece um inocente
Quando está embriagado
Foi no carnaval passado
Que ele se embriagou
Me disse um camarada
Abel cagou no birô


Certa feita estava ele na área de sua casa quando parou um grupo de testemunhas de Jeová, e perguntaram se ele tinha religião, prontamente ele disse que tinha religião, e elas perguntaram qual era, então ele com a cara mais seria do mundo diz, A MINHA RELIGIÃO É ADORADORES DE SATANÁS, meus amigos dentro de 1 segundo desapareceu as testemunha de Jeová, e ele na sua gaiatice deu uma bela gargalhada.

Acreditava no ser supremo, que ele chamava de arquiteto do universo, no mais tudo para ele era mentira, Jesus, Maria, religião, padre, freira, pastor, tudo era uma forma de ganhar dinheiro.

Certa feita no colégio estadual frei Caetano de Messina, dando ele dava aula de moral e cívica, ao segundo ano científico, no qual eu fazia parte, o nosso colega João da porca ( que por sinal era meio azoado) disse professor eu quero sair para tirar água do joelho, então ele bem sério diz pode sair João e fique 30 dias tirando água deste joelho, a anarquia na classe foi total.

Tio Expedito foi um homem criado na roça, estudou, se formou, foi professor e educou uma família de 4 mulheres e 3 homens todos dignamente criados e cumpridores dos seus deveres, foi um vitorioso nesta vida, vai aqui do seu sobrinho estas poucas linhas, sobre a sua vida.

Alexandre Tenório vieira - tenoriovieira@uol.com.br

domingo, 13 de dezembro de 2009

A Morte do Meu Pai



Eu tinha uns 16 prá 17 anos. Já estava me habituando àquela vida da cidade. Hoje sei que não tem Pau Grande que resista ao tempo, quando ele nos é curto até para recordar. Estudava mas continuei nos empregos de doméstica. Uma doméstica que sabia ler. E me atrevo a dizer, sabia até pensar. Lia muito e de tudo e enfrentava até as patroas, que não eram um primor em matéria de conhecimentos. Uma delas, D. Zélia, se gabava de saber qual era a capital da Argentina. Se perguntassem qual era a da Venezuela, ela poderia ter um desmaio, por cansaço cerebral.

Não foi inútil o período que passei como doméstica. Era quase tempo integral, pois quando pensava que estava livre dos pestinhas, tinha que cuidar dos meus irmãos. Aprendi a lidar com crianças, e quando voltei a Pernambuco minha primeira tentativa de sobrevivência foi montar uma creche. Mas isto eu conto depois. Em São Paulo elas me ensinaram que, ao nos responsabilizarmos por elas, estamos cuidando do futuro da humanidade. Como o futuro da humanidade era um fardo muito pesado para carregar, terminei deixando as creches e nunca tive filhos. Fico com medo, ao escrever, que meu público leitor, onde há um monte de jovens casadoiras, siga meu exemplo e o mundo fique despovoado.

Dei estas voltas para me concentrar e escrever sobre um fato triste. Talvez o mais triste da minha vida: a morte de papai, o velho Antônio Villela.

O amor das filhas pelos pais é uma coisa complexa. Pelo pai então é inexplicável. Nos momentos alegres agradecemos a ele por nos ter proporcionado a vida tão feliz. Nos momentos tristes o culpamos por nos colocar no mundo. Entre estes dois extremos ficamos bem cientes de que ele faz parte indissociável (esta eu fui no dicionário, meu pai merece) de nossa vida. Como se diz nas cerimônias de casamento, que nunca enfrentei, “na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe”.

Atualmente, feliz da vida, pois escrevo e tenho mais de dois leitores (Caliel, Gildo, Diretor Presidente, e eu mesma, são os certos), vejo que meu pai foi de uma importância enorme em minha vida. Tanto em Bom Conselho como no Pau Grande o meu contacto com ele foi pequeno, e muito menor do que com a minha mãe. Na época de minha formação isto era absolutamente natural. O pai ia buscar o sustento na rua e a mãe e os filhos comiam o sustento em casa. Em São Paulo houve uma mudança pelas condições em que vivíamos e tínhamos que enfrentar. Eu fui a primeira a me alfabetizar e poder andar na cidade, lendo os letreiros dos ônibus. Lembro ele dizendo nos pontos de ônibus:

- Eliúde, será que este vai passar mesmo em Vila Augusta? Olha que é da mesma cor do que vai prá Maia!
- É, pai, eu li, não tou doida
!

E lá íamos nós para a Vila Augusta, e muitas vezes me enganava e ia bater em Macedo.

- Sabe ler, né!? Não sabe de nada!

Voltávamos e eu com a cara mais lavada, ainda sorria, enquanto ele perguntava, enfezado, a outras pessoas como voltar prá Tranquilidade.

O fato mais marcante que me lembro do meu pai foi quando ele matou um dos nossos cachorros no Pau Grande. Como se diz hoje foi um assassinato culposo, sem intenção de matar. Havia formigas no sítio. Comiam de tudo e faziam aqueles buracos enormes, formando os formigueiros que pareciam castelos de areia na praia, que vi pela primeira vez em Santos. Não havia folha que escapasse. Meu pai comprou veneno em Bom Conselho e chegou lá com uns pacotes dizendo a minha mãe:

- Berenice, isto é veneno prás formigas. Guarda bem direito para as crianças não chegarem nem perto!

No outro dia pegou os pacotes e partiu para o mato. Fez o que devia fazer e voltou, antes tendo lavado as mãos com um balde para não ficar nelas, vestígios do veneno. Disse se jactando do feito:

- Quero ver agora danadas, se vocês vão comer mais minha roça!

No outro dia, ao dar comida aos cachorros, que nada mais era do que o resto de feijão com farinha que nós, humanos privilegiados, comíamos antes, Capeta não apareceu, só Zica. Até a quarta ainda tinha um molhinho de carne, eles adoravam, de quinta em diante, igual a nós, comíam por que o bucho estava roncando. Era segunda e nada deles aparecer.

Meu pai, talvez desconfiando do que acontecera, chamou eu e o Eraldo para procurar o cachorro. Não deu outra. Ele estava estirado e duro perto de um formigueiro. Deduzimos logo o autor daquele duplo assassinato: meu Pai. Eu era bem pequena mas gostava muito do Capeta. Lembro de Eraldo chorando, meu pai parado como estátua e eu sem saber o que fazer.

Eu pensei naquela época que este fosse o dia mais triste da minha vida. Não sabia eu que, com a devida mudança em nossas circunstâncias eu passaria por emoções iguais, numa cena bem parecida. Ao chegar em casa um dia, vinda do trabalho, presenciei Eraldo chorando, meu pai parado como estátua e eu sem saber o que fazer. A diferença é que meu pai jazia inerte sobre a cama e havia outras pessoas no recinto. Meu pai tinha morrido. Entretanto, não deu para deixar de comparar as duas situações, tão distantes no tempo.

Quando hoje lembro das duas cenas, e ao percorrer a vida por longos anos, me sinto tão pequena quando lembro das minhas emoções no leito de morte do meu pai. Por muito tempo me achei um monstro quando cheguei a pensar que havia sentido o mesmo nas duas ocasiões. Como posso ser tão má ao ponto de sentir a mesma coisa pela morte de Capeta e do meu pai?
Hoje racionalizo, recorrendo à minha infância e adolescência como culpadas pela minha monstruosidade, dizendo para mim mesmo:

- Se fosse hoje, as emoções seriam diferentes. Jamais iria sentir, na morte de um ente querido, o que senti por Capeta!

Minha cabeça dá voltas e eu me pergunto se Capeta também não seria também um ente querido. Divago, como só é permitido aos escritores fazerem, e penso numa frase que minha mãe gostava de dizer, quando se irritava com nossa situação:

- Gente pobre e cachorro é tudo a mesma coisa!

Não sei se ela estava certa mas, lembro sempre desta frase quando alguém me diz que estou precisando de terapia. Economizo com o psicanalista e ainda faço o que ele mandaria fazer: escrevo sobre minha vida. Acreditem, é mais barato e mais eficiente.

Se a vida do meu pai me influenciou, sua morte me influenciou mais ainda. Com ele morria uma parte de nossa comida e de nossas roupas e de minha escola. Só a partir deste triste dia tive que ir à luta de verdade. A escola, os empregos de doméstica, as brincadeiras de infância tardia na cidade grande, se não ficaram para trás, estavam mais distantes. Algumas pessoas agora precisam não só de mim, dos meus carinhos e meus afagos e sim do meu dinheiro. Tenho certeza, meus irmãos e minha mãe sentiram tanta falta de mim, quanto eu sentia do meu pai, certas horas. Hoje sei porque: Ele é que trazia o dinheiro e muitas vezes, ao procurá-lo não sobrava tempo para coisas mais agradáveis. Como eu queria tê-lo visto envelhecer e lhe proporcionar tempo para me fazer carinho. Não pude. É a vida de pobre.

Eliúde Villelaeliude.villela@citltda.com

sábado, 12 de dezembro de 2009

Patrimônio Cultural Imaterial



Hoje, dia de folga, fui ao SBC, e desta vez fui ao Mural. Parei na primeira postagem. Soube que há um projeto na Câmara de Vereadores de Bom Conselho para tornar o Encontro de Papacaceiros em Patrimônio Cultural Imaterial e que o Zé Quirino é contra. Eu nem conheço o projeto, nem o vereador Carlos Alberto e nem mesmo o Zé Quirino. Fiquei triste, tristíssima. Quando me preparo para ir a este encontro e encontrar uma urna para votar no próximo organizador, que pode muito bem ser o próprio Zé Quirino, já sinto cheiro de brigas e golpes.

Eu até concordaria com o Zé Quirino em achar que o projeto é um pouco precipitado, pois o evento é muito novinho, historicamente, para a homenagem. Mas ele também se precipita em dizer que há gente, por trás disso, para derrubá-lo, se é verdade o que o vereador escreve em sua nota. Isto tem uma grande chance de ser verdade, pois, desde quando na história do nosso país, digo município, houve unanimidade sobre alguma coisa? Neste ponto, nossa gente está longe de ser o “burro” do Nelson Rodrigues.

Mesmo porque, no 9º Encontro já houve toda aquela celeuma em torno da eficiência da sua coordenação. Sugeri na época, junto com alguns colegas, que, para evitar qualquer tentativa de golpes e contra-golpes, houvesse eleições para a coordenação do próximo encontro. Penso que nada foi feito a respeito, pelo menos eu não soube de nada.

Da mesma forma que defendi a permanência do Zé Quirino naquela ocasião e critiquei aquela reunião, cujo mentor intelectual graças a Deus já nos deixou e neste momento deve estar andando por outras plagas, agora critico o Zé Quirino, por não ter planejado uma forma adequado de julgar sua coordenação (como uma eleição, por exemplo), e assim evitar, o que ele mesmo diz, que estão querendo tomar o lugar dele. Caro Zé Quirino eu tenho certeza que a pessoa, ou pessoas, que estão querendo tomar o seu lugar existem. É só usar a lógica das tramas políticas: o Encontro já cresceu o suficiente para influenciar o poder de alguns, de alguma forma. Se você pisar na bola vem alguém e derruba, ao invés de ajudá-lo.

Eu repito, estou tristíssima, pois sabemos que nem tudo que começa mal termina bem. E tudo pode dar errado outra vez. Pela Lei de Murphy (“Se alguma coisa pode dar errado, fatalmente dará”), que é implacável, devemos agir rápido e construir um mecanismo transparente de sucessão. Como o evento já está bem “grandinho” a eleição é o melhor sistema. Se você partir na frente, mesmo que o Encontro se transforme em Patrimônio Cultural Imaterial, você sairá ganhando, continuando na sua coordenação ou em sua história.

Existe até um Decreto Federal que regulamenta isto (Decreto 3.551/2000). Nele, é prevista a abertura de Livros onde serão registrados os eventos culturais. Por exemplo, no Livro de Registro dos Saberes, serão inscritos conhecimentos e modos de fazer enraizados no cotidiano das comunidades, no qual caberia o legado cultural do Ginásio São Geraldo e do Colégio N. S. do Bom Conselho. O Livro de Registro das Formas de Expressão, onde serão inscritas manifestações literárias, musicais, plásticas, cênicas e lúdicas onde teríamos obras de diversos artistas de Bom Conselho, inclusive os escritores, sem incluir os do Blog da CIT, porque o projeto não passaria no IPHAN. O Livro de Registro dos Lugares, onde seriam inscritos mercados, feiras, santuários, praças e demais espaços onde se concentram e reproduzem práticas culturais coletivas, no qual estariam nossa Praça Pedro II, Praça do Colégio, Igrejas, etc. E o Livro de Registro das Celebrações, onde seriam inscritos rituais e festas que marcam a vivência coletiva do trabalho, da religiosidade, do entretenimento e de outras práticas da vida social.

Será que, neste último livro poderíamos já incluir o Encontro de Papacaceiros? Junto com o 7 de setembro, a festa da Sagrada Família, a festa de São Sebastião, a procissão da Semana Santa, o Paga-Nada do Brás, o Bola de Ouro do Zé Pelo Sinal, o Amigo da Onça etc? Eu pensava que era cedo para isto. Agora digo que, se continuar esta “brigalhada” toda para pegar um cargo ou brigas geradas pela vaidade de alguns, que pensam até que irão para o céu se aparecerem no encontro, o projeto do vereador, ou qualquer outra iniciativa para que ele seja um patrimônio imaterial, não passaria de um engodo. Pois não saberemos, por muito tempo o que será o Encontro de Papacaceiros.Todos os bom-conselhenses perderemos.

É pena que esteja tão longe e tão assoberbada de trabalho para dar maiores e melhores sugestões. Agora mesmo estou fechando meu laptop aqui em Belém e partindo para Icoaraci, para me prover de cerâmicas maravilhosas. Para finalizar, digo que o Forróbom, A Exposição de Animais, a Festa da Casa da Caridade, ainda são atividades culturais recentes, o que se aplica ao Encontro dos Papacaceiros, para participar de algum dos livros de Registro.Isto se aplica mesmo que a Papacagay, que existiu na informalidade mesmo antes dos encontros, fosse permitida desfilar oficialmente.

Para não perder o epíteto de prolixa, vi o Blog do vereador Carlos Alberto e gostei da iniciativa. Parabéns vereador. Dar-lhe-ei parabéns outra vez quando o senhor apresentar um projeto que dê o título de cidadã honorária á amiga Ana Luna, ela merece e este será um projeto do qual, tenho certeza, nem o Zé Quirino reclamará.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com
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P. S. - Não é verdade o boato de que outro vereador quer propor o título de Patrimônio Cultural Imaterial para a CIT Ltda. Talvez daqui uns 10 anos, seja conveniente.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

COMPLEMENTO DO RESCALDO...



Caro Dialogador-Ouvidor-Compartilhador – Cleómenes (DOC.C), BONS DIAS!!!!

Após alguns dias de atenção passiva, a beira do caminho para Recife, voltado para suas últimas manifestações sobre os genes egoístas/imortais, o calor refletido dessa reflexão está queimando os poucos neurônios que utilizo procurando um sentido para a vida. Por isso, sinto a necessidade de continuar o rescaldo desse incêndio tentando salvar, se é que é possível, alguma coisa dessa realidade, para mim desoladora, que você me apontou sobre nossa máquina de sobrevivência.

Antes de qualquer coisa, obrigado pelo seu esforço em tentar me fazer entender, com suas didáticas explicações, a essência da evolução da espécie pela seleção natural, através dos genes e assim sossegar minha inquietação de encontrar o sentido da vida. Obrigado mesmo e por favor – já ia dizendo “pelo amor de Deus”, ainda bem que lembrei em tempo que você é ateu e eu aprendiz de ateu e não pega bem socorrer a Ele – continue tentando abrir essa minha cabeça dura com seus oportunos esclarecimentos. Se você não conseguir esse feito lhe resta o consolo de estar ajudando a outros que nos lêem e possuem a cabeça menos dura que a minha. Com certeza, minha cabeça dura é devido ao (d)efeito que ocorre nos bu(cé)falos que só pensam em jogar tênis para endurecer a cabeça.

Alegria, alegria, alegria !!!! Algumas fendas podem estar se abrindo em minha cabeça, talvez, mais para deixar escapar meus sonhos do que para enxergar a realidade. Vou começar pelo princípio. A idéia da “sopa original” de Dawkins para mim é perfeita, desde que nela ninguém necessite se tornar um Caim. Em meus sonhos, no “panelão de sopa” da mãe Gaia, que é inicial e continuará ad infinitum, não faltará comida pra ninguém. Todos sobrevivem sem precisar matar ninguém, pois a sopa não é de “letrinhas”, não há individualidades. Nós seremos NADA, em compensação formaremos o TODO. Sei que essa idéia amedronta muitos que pensam em, na eternidade, continuar a ser alguém. Ninguém sentará a direita ou a esquerda do Deus da Lucinha, nem fará companhia ao “Anjão caído”. Esse é o meu paraíso. Para garantir minha vaga nele, já tomei minhas providências. Solicitei aos meus filhos à garantia que vou ser cremado e as cinzas jogadas no mar de Recife ou aqui mesmo em Bêrlandia, no rio Uberabinha. Não quero ser enterrado e voltar ao pó, como muitos profetizam. Quero após virar cinzas ser adicionado em água para voltar a compor a “sopa inicial”. Essa volta é para mim a verdadeira religião – religare, ou seja, ligar-me novamente com as origens. Se Deus não existir assim será e que a amiga Lucinha diga AMÉM!!!!

“Determinismo Genético”. Oh !!!!!! A luta começou. Aves que usam os ninhos dos outros para sobreviver e matam os filhotes do hospedeiro. Focas distraídas que caem na água, ou são empurradas, para salvação de outras. Leoas defendendo seus leônculos sabe-se lá a custa de que. E ainda, muitas mães pátrias protegendo seus filhos de filhos de outras mães pátrias, ou de filhos da mãe, sonegando a grana e mandando muita bala ou disseminado ébola. É só desolação, desolação, desolação. Enquanto não me torno um religado com as origens – no “sopão” da mãe Gaia –, vou deletar esses fatos do meu software antes que eles se tornem uma versão capaz de rodar no meu sonhador hardware. Se ele arrebentar nem o Rubem Alves pode me dá um alento.

Amigo DOC, não querendo ser desperto dos meus sonhos pelo determinismo genético, escutei uma voz incipiente que me diz: – Roberto, você não precisa ficar assim tão desconsolado com o “determinismo genético”, pode ser que em alguns pontos ele possa ser questionado, quem sabe até contraditado. Leia com um pouco mais de atenção o capítulo 6 do livro “As Conexões Ocultas”, de Fritjof Capra. O livro está disponível na biblioteca da CIT e nesse capítulo intitulado “A biotecnologia em seu ponto de mutação” são apresentados vários argumentos que estão forçando os biólogos moleculares a questionar muitos dos conceitos fundamentais sobre os quais baseavam-se originalmente todas as suas pesquisas. Só para diminuir um pouco essa sua desconsolação, veja esse trechozinho do referido capítulo:

A constatação da redundância genética contradiz frontalmente o determinismo genético e, em particular, a metáfora do "gene egoísta" proposta pelo biólogo Richard Dawkins. Segundo Dawkins, os genes se comportam como se fossem egoístas, competindo constantemente uns com os outros, através dos organismos que produzem, para deixar mais cópias de si mesmos. A partir desse ponto de vista reducionista, a disseminadíssima existência de genes redundantes não tem um sentido evolutivo. Já do ponto de vista sistêmico, reconhecemos que a seleção natural não se faz valer sobre os genes individuais, mas sobre os padrões de auto-organização do organismo. Como diz Keller, ‘É a própria permanência do ciclo de vida que... se tornou o objeto da evolução’.”

Caro DOC, fique certo que a interferência dessa voz(inha), ao apontar a possibilidade de contraditar o ‘determinismo genético” e eu poder seguir vivendo a vida menos desolado, ainda assim, continuo sem compreender o sentido da vida. Penso que, talvez, a vida só faria sentido se fosse para ser vivida na Ilha de Pala – ilha descrita por Aldous Huxley, em seu último romance. Na utopia criada por Huxley, aglutina-se o melhor realizado em todas as culturas e as potencialidades ainda não realizadas, um misto de filosofia budista, teorias de ciências biológicas é éticas. Lá, a religião é professada como uma forma de auto-conhecimento onde os deuses perdem a onipotência: “Os deuses são todos forjados pelo Homem e somos nós quem lhes puxa os cordelinhos e lhes confere, com esse ato, o direito de puxarem pelos nossos”. Entre outras favorecimentos, os habitantes da ilha são constantemente despertos pelos “minas”, pássaros que gorjeiam frases como “atenção” e “aqui nesse momento”, nos fazendo lembrar a importância de estar atento a todo instante ao momento presente. A sociedade na ilha de Pala é a antítese da sociedade opressora e mecanizada de “Admirável Mundo Novo” obra, também, de autoria de Huxley.

Amigo DOC, amigos uberlandenses dizem que eu tenho, como o John Lennon, uma (Yoko)Kayo. Eles estão enganados, eu não TENHO a (Yoko)Kayo, eu vivo a vida com a (Yoko)Kayo. O que eu tenho é o sonho que John Lennon imaginou.

Imagine (John Lennon)

Imagine que não exista paraíso,
É fácil se você tentar.
Nenhum inferno abaixo de nós,
Sobre nós apenas o céu.
Imagine todas as pessoas
Vivendo pelo hoje...

Imagine que não existam países,
Não é difícil de fazer,
Nada porque matar ou morrer,
Nenhuma religião também.
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz...

Imagine nenhuma propriedade,
Eu me admiro se você conseguir.
Nenhuma necessidade de ganância ou fome,
Uma fraternidade de homens.
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo.

Você pode dizer que sou sonhador,
Mas eu não sou o único.
Eu espero que algum dia você se junte a nós,
E o mundo viverá como um só.

Um abração, e vamos compartilhar esse sonho.

Roberto Lira - rjtlira@yahoo.com.br

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quo Vadis, Domine? Eu vou prá Copenhague.



Aqui em Belém não é só trabalho, felizmente. Recentemente, descobrimos, eu e o Jameson, que é meu companheiro de quarto de hotel, um aparelho de vídeo-cassete ligado à TV de nosso não tão confortável aposento. A TV fica enjaulada numa grade a quase 3 metros do chão de modo que você só a possa ver deitado, se não quiser ficar com um torcicolo dos brabos. Junto com ele estava uma fita do filme Quo Vadis. Pela a história deste filme não pude deixar de vê-lo. Meu pai dizia que o assistiu no Cine Rex, tão falado, encantado e decantado por todos os Bom-conselhenses saudosistas como eu. Eu o assisti depois, não me lembro onde, a primeira vez.

A expressão “Quo Vadis, Domine?” (Aonde vais, senhor?) é atribuída a São Pedro quando fugia de Roma para evitar ser morto pelos perseguidores dos cristãos. Na fuga encontrou Jesus carregando uma cruz e usou a expressão, à qual teve como resposta que estava indo à Roma para ser crucificado novamente, já que São Pedro o tinha abandonado e aos seus seguidores. Arrependido, São Pedro voltou a Roma unindo-se aos cristãos, sendo crucificado.

Quo Vadis é um filme baseado num romance polonês, cuja história se passa na Roma Antiga. No fundo é uma história de amor. Amor humano e amor divino. O amor humano é vivido por Lygia (Deborah Kerr) uma cristã que se apaixona por um centurião romano, o Marcus Vinicius (Robert Taylor). Nesta época, Nero (Peter Ustinov) era o imperador de Roma, e ateou fogo à cidade, culpando os cristãos pelo ato. O amor divino, é a fé dos cristãos no seu Deus enfrentando Nero e seus leões, morrendo como São Pedro ou sobrevivendo como os protagonistas do romance ou do filme.

A queimação de Roma enquanto Nero tocava sua lira e chorava menos por Roma e mais pelo grande artista que ela iria perder, é a cena mais tocante e inesquecível. No mundo moderno, talvez imitando Nero, resolvemos colocar fogo no nosso planeta. Será que poderíamos culpar os cristãos também? Se fizéssemos isto talvez estivéssemos sendo mais justos e corretos, com nossa acusação, do que Nero o foi.

A partir do século XV, a chamada civilização cristã ocidental começou a pensar que podia ser hegemônica ou em termos mais simples e rasteiros, que era a “dona da carne seca” e, em nome do cristianismo expansionista, cometeu todo tipo de crimes contra outras civilizações para impor seu estilo de vida. Quase conquistou o mundo pela sua presença em todos os continentes. Escravizando outros povos que não se rendiam ao império dos Neros modernos. Depois de pilhagens e mais pilhagens, o colonialismo gerou frutos e vítimas suficientes para alimentar a Revolução Industrial, que proporcionou a faca e o queijo para um padrão de vida nunca visto, e ao mesmo tempo criou condições tecnológicas para queimar o planeta.

Os mesmos cristãos que foram culpados por Nero de forma injusta, pelo incêndio de Roma, em nome de Jesus deram início ao incêndio do nosso planeta. O padrão de vida que foi gestado com os frutos da Revolução Industrial, que surgiu no centro econômico do mundo no século XVIII, é, em grande parte, culpado pelo que hoje se chama de “aquecimento global”, “efeito estufa” ou, mais precisamente, incêndio planetário, e que foi exportado para todo mundo. Atualmente, neste aspecto, podemos dizer que todos somos “cristãos”. Qual o país do mundo de hoje que não quer imitar o padrão de vida europeu-americano, que agora pode se dizer que é europeu-americano-japonês-chinês? Todos estamos queimando Roma, digo, a Terra.

Quando vemos um dos nossos índios, talvez da tribo fulniô para ficarmos pertos de Bom Conselho, com um câmera na mão e, não necessariamente, uma ideia na cabeça, nem imaginamos que é por ali que o planeta está sendo queimado. Basta ver quanto tem de petróleo envolvido na produção de tão útil apetrecho fotográfico. Ou quando vemos um filme como Quo Vadis a partir de uma fita de vídeo que teve sua contribuição para o aumento da temperatura global. Sem contar com a geladeira, liquidificador, o aparelho de ar condicionado, tudo produto da nossa civilização cristã ocidental que agora é mundial.

Estamos sim queimando o planeta. E a consciência disto está levando os governos a Copenhague, capital da Dinamarca. É a chamada COP-15, ou 15ª Conferência de Copenhague que, reunindo 193 nações, é considerado o mais importante encontro da história recente dos acordos envolvendo questões ambientais incluindo o problema do aquecimento global e mudanças climáticas. Aparecem aí questões como o impasse entre países desenvolvidos e em desenvolvimento para se estabelecer metas de redução de emissões e as bases para um esforço global de mitigação e adaptação por todos os países envolvidos. Como era de se esperar, os países desenvolvidos, com ênfase para os Estados Unidos, e agora para a China, com padrões de vida extremamente incendiários, ou prestes a tê-los, são os que mais reagem a mudanças. Não seria exagero cognominar o ex-presidente americano, George Bush de o Nero moderno e o Deng Xiaoping um sério candidato. O que seria injusto seria culpá-los sozinhos pelo incêndio do Planeta.

Quase todos os governantes com padrão de vida similar ao americano ou aqueles que querem chegar a ele, como Rússia, Japão, Brasil e Índia, para citar os maiores, tem sua parcela de culpa no incêndio, e o grande objetivo desta conferência é mostrar que as labaredas estão quase fora de controle neste incêndio. Cada um tem que fazer a sua parte, e embora seja um tanto injusto para aqueles que não aproveitaram os frutos do padrão de vida suicida dos mais desenvolvidos, a questão é secundária. Se o fogo ficar fora de controle morreremos todos queimados, pois ainda não produzimos nenhum organismo politicamente habilitado para fazer justiça em nível mundial. A ONU é um embrião cujo desenvolvimento é determinado pelos maiores poluidores do planeta, e sonhar com a ficção científica da chegado de um ser extraterrestre, para colocar ordem e impor justiça, é sonhar em vão. O engajamento e sacrifício de todos é a solução.
Em artigo neste Blog, tempos atrás, o nosso colega Cleómenes Oliveira (http://www.citltda.com/2008/12/bom-conselho-e-ecologia-por-quase-todo.html) dizia, referindo-se a Bom Conselho:

Foi a fase onde um colega meu aqui na empresa me contou a história de um fazendeiro que destruía todas as árvores de suas terras para plantar capim. Uma árvore morta dava para criar mais um boi. Perguntado se não poderia estar comprometendo suas terras no futuro, com a desertificação, altas temperatura, e comprometendo a vidas dos filhos, ele respondeu: Eles que cuidem dos filhos deles como eu cuidei dos meus. Será que conseguirão?

Apesar de achar o Cleómenes muito mais versado do que eu nesta questão, tenho que dizer que o colega citado era eu, e ainda não quero dizer o nome do fazendeiro. Por um motivo simples. São quase todos. E talvez este padrão de comportamento se repita em cada lar das zonas rurais e urbanas em todo planeta. A resposta seria a mesma para as perguntas: Comprar um automóvel, fraldas descartáveis, filmadoras, geladeiras, viagens, plásticos em geral, televisores, etc? Já pensaram o que acontecerá, se a posse de um automóvel, se transformar num símbolo de “status” como o é no ocidente, para todo o mundo, em nome deste louco padrão de vida? Todos os chineses, e com toda razão e justiça, quererão um automóvel. Nos padrões tecnológicos de hoje, teríamos um desastre de proporções gigantesca.

Nós, do Brasil, contribuímos pouco na tarefa de colocar fogo no planeta. Não tivemos o padrão de vida americano, nem acabamos totalmente nossas florestas, como eles fizeram. No entanto, nos últimos anos, em ritmo de Brasil Grande, riscamos muitos fósforos por aí. Pior de tudo, hoje estamos brigando pelos recursos do Pré-Sal. E esta é nossa grande contradição ao adotar também, o automóvel como símbolo de civilização. Se tivermos êxito em apagar o incêndio no planeta, o petróleo pode ficar inviável como base da energia mundial. Não adianta o Hans e o Fritz aperrearem a Mama e o Capitão (http://www.citltda.com/2009/11/os-sobrinhos-do-capitao-e-o-pre-sal.html) pelos recursos do Pré-Sal, eles não existirão.

Não há outra forma de resolver este imbróglio criado pelos “cristãos”. Temos todos que fazer o dever de casa. Isto envolve um esforço de auto-educação imenso pelo tempo que nos resta de vida e um maior esforço ainda da educação dos nos descendentes. Para nos salvar alguns tem que ser crucificados em Copenhague. Todos esperamos que sejam os “cristãos” verdadeiramente culpados. Será que eles encontrarão Jesus carregando uma cruz, como São Pedro, e o Obama perguntará: "Quo Vadis, Domine?" Mesmo que encontre e Jesus responda a mesma coisa que respondeu a São Pedro, será que ele voltará para ser crucificado? Pode ser. Talvez ele não queira, no que sobrar do planeta, ser lembrado, em algum filme ou romance, como o primeiro afro-descendente a ser chamado de Nero, tocando lira e chorando por não ser o mesmo artista que o verdadeiro Nero pensava ser.

O Cleómenes, ao ler isto, disse secamente: “Eu já comprei uma esteira de praia para pegar um bronze lá em Caldeirões dos Guedes.”

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com
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P.S. - Independentemente das associações, espúrias ou não, entre o incêndio de Roma e o aquecimento global feitas acima, o filme Quo Vadis deve ser visto, como um clássico do cinema, que é. Talvez, também, pela a constatação, no final, de que Nero, mesmo depois de incendiar Roma e colocar a culpa nos cristãos, ou seja sendo incendiário e mentiroso, detinha um índice de popularidade de mais de 80%, pelo que se viu no Coliseu, sem estimativas das margens de erro.

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Papagaio Tenente



Recentemente o nosso Blog tem se esmerado em publicar artigos relacionados a animais e bichos de todas as espécies. Inspirada pelo artigo do José Fernandes (http://www.citltda.com/2009/12/crimes-contra-fauna-etc.html), eu aproveitarei esta onda. Olhem bem para trás, o Diretor Presidente escreveu sobre Avestruz, Macaco e Jacaré (http://www.citltda.com/2009/11/o-avestruz-o-jacare-e-o-macaco-viva.html), a Ana Luna atacou de Juca Pato que não era bicho mas de qualquer forma é pato (http://www.citltda.com/2009/12/juca-pato.html) e já mexeu com os pés das galinhas (http://www.citltda.com/2009/10/minha-avo-comia-pes-de-galinha.html). No artigo citado acima, o José Fernandes pegou logo a fauna toda chamando atenção para os papagaios e tartarugas e não esqueçamos suas brigas com a Lucinha onde se discutia a vida dos “bambis”, que também são bichos.

Quando escrevia, deste espinhoso cargo de Diretora-Presidente Porcina, aquela que era sem nunca ter sido, para recomendar aquele artigo, lembrei que minha família tinha um papagaio que, hoje digo, curti muito naquela época de infância. Fiquei com medo de escrever porque já fui muito criticada por estas coisas de cacófatos e outros crimes linguísticos e gramaticais, se alguém quisesse insinuar que o meu papagaio era um perequito. Quando vi o autor dizer que a maldade humana não tem limite nem na lei, que às vezes é perversa, resolvi enfrentar os maus insinuadores e escrever sobre meu humilde animalzinho.

Lembro como se fosse hoje, quando meu pai chegou com um bruguelinho de papagaio quase sem penas, que ele comprou na feira de Bom Conselho. Naquela época este negócio de IBAMA nem existia. Bom Conselho era como a Pasárgada de Manuel Bandeira, e eu podia dizer: “...eu tenho o passarinho que quero, na gaiola que escolherei” (Achei esta citação poderosa, Lucinha vai dizer que é brega).

Quando chegava um destes em qualquer casa, mesmo engaiolado, era uma verdadeira festa para molecada. Neste caso fiquei temerosa, se é que criança tem este sentimento, pois ele era muito pequenino e peladinho, pensava que ele ia morrer. Minha mãe, apesar de reclamar por mais um trambolho dentro de casa cuidou dele. Preparou um mingau, que não sabia bem de que era, e deu pro bichinho. Alegria geral, ele comeu com uma vontade maior do que a de político para ganhar eleição. Meu temor foi passando e vi que ele viveria.

A vida é muito engraçada mesmo. Vendo de longe no tempo, de vez em quando sinto um temor como aquele quando vejo a esculhambação nestes governos e que não entendo bem mas leio, vejo e ouço sobre corrupção, violência e miséria. Temo pela vida deste Brasil, e não vejo ninguém que possa fazer um bom mingau. Pena que não tenha pego a receita do mingau de Dona Berenice.

Com o tempo, surgiram as peninhas e ele foi ficando mais esperto. Vivia numa gaiola onde meu pai criava um Galo de Campina que fugiu. Se fosse hoje ele, meu pai, pegaria uns trinta anos de cadeia, pois tinha criado canários, extravagantes, “pintasilvas”, ferreiros e outros. Teria que contratar um bom advogado e advinhem que eu contraria? Nesta gaiola tinha um poleiro e ele ficava lá enquanto eu não o tirava para ele andar pela casa com aquele andar desengonçado, típico dos papagaios e dos bêbados. Meu pai comprou uma gaiola de papagaio para ele. Ele já estava bem lindinho.

Até este ponto nós o chamávamos de louro, ou meu louro, que é o tratamento genérico para papagaio. Vem louro! Me dá o pé meu, louro! E ele dava, começou a dar o pé cedo. Meu irmão Eraldo disse um dia:

- Ôxe! Este papagaio não tem nome não? O da casa de seu Agripino chama-se Plínio!

Isto nos despertou para necessidade de dar um nome ao louro. Hoje talvez corrêssemos o risco, com esta onda de TV, de chamá-lo de Louro José, ainda bem que foi muito antes. Foi na época em que passava quase todos os dias pela frente da nossa casa em posição de caminhada o Tenente Caçula. Não farei aqui uma biografia dele, mas parece que ele foi prefeito de Bom Conselho e era uma pessoa influente, pois o diálogo que eu ouvia todo dia entre ele e os meninos que brincavam na rua, e algumas vezes comigo era:

- A bênção Tenente Caçula!
- Deus te abençoe!

Dizíamos isto todos com as mãos levantadas. Não sei qual era o poder do Tenente Caçula com as hostes divinas mas, eu me sentia abençoada o dia inteiro, o Eraldo também porque o ritual era repetido quase todos os dias. Talvez o Tenente também se sentisse recompensado por aquela alegre e espontânea demonstração de respeito. Em homenagem a ele o nosso papagaio foi batizado de Tenente. Não sei se ele aprovaria se soubesse mas, tenho certeza que ele gostaria mais do que se o chamássemos de Louro Caçula.

Deste dia em diante era Tenente prá cá e Tenente prá lá. Ele entendia ou parecia entender pois dava o pé quando se dizia: me dá o pé, Tenente! Neste ínterim (esta foi para arrasar, sempre quis escrever isto) fomos para o Pau Grande e conosco foi o Tenente. Para ele não mudou muito. Continuava sendo alimentado pela nossa mãe e brincando com a gente. Agora até já se aventurava em subir numa trepadeira que havia no alpendre. E continuava mudo feito o Armando Falcão. Tentávamos de todas as formas conversar perto dele e nada, ele não falava, nem mesmo dizia: “nada a declarar!”

Associando ideias, algum tempo atrás usei a expressão: “Papagaio come o milho e perequito leva a fama”. Sempre eu a usei para dizer que alguém está pagando por outro, mas fui verificar se significava isto mesmo. Então eu fui ao “pai dos burros” que antes era o Dicionário e hoje é a Internet, e procurei saber a origem da expressão. Alguém imaginoso escreveu:

Provém da cultura Asteca, onde havia um guerreiro famoso conhecido por Papagaio. Apesar de ser grande guerreiro ele era mudo. Ele tinha um colega de nome Periquito. Nos combates era o guerreiro Papagaio quem derrotava seus oponentes, porém como era mudo não conseguia falar para o cacique o que havia acontecido. Quem fazia o relato era o seu amigo Periquito, que se aproveitava da situação para convencer o cacique que o triunfo na batalha se devia ao seu próprio combate.”

Se tivesse lido isto naquela época arranjaria um periquito para ser o porta-voz, do Tenente, e talvez o chamasse, o perequito, de Sargento. Na certa ele iria descrever em detalhes todas as tramóias que o Eraldo praticava e eu temeria pela vida do Sargento, todos os dias. Mas, era realmente angustiante conviver com o Tenente sem que ele exercitasse a função que o destacava entre os animais: a fala. Era como um professor que não dá aulas, um engenheiro que não constrói, um político que não quer o bem do povo, um funcionário público que não aparece na repartição, um padre que não reza, um médico que não se importa com os doentes, e outras tantas coisas que vemos todos os dias, mas nunca nos acostumamos com elas e nestes casos, realmente, o Sargento levaria a fama. E haja Sargentos.

Para concluir, o Tenente passou todos os seus dias, no Pau Grande, mudo e nos fazendo felizes, até que um dia desapareceu. Quando eu acordei, em um não belo dia, não o encontrei na gaiola ou em lugar nenhum. Procura aqui, procura acolá, culpa fulano, culpa beltrano e nada. O Tenente escafedeu-se. Soube um tempo depois que apareceu um papagaio morto no sítio vizinho. Eu não fui reconhecer o corpo do Tenente, nunca tive certeza se era ele mesmo, e não seria agora que ele iria dizer. Retiro deste episódio uma lição: Quando não falamos enquanto estamos vivos, depois de morto ninguém liga. Por isso hoje escrevo sobre a vida do Tenente, não por ele mas, por mim.

Sei que estou confessando um crime e nem sei se ele já prescreveu. Me penitencio junto à sociedade mas, não me arrependo de ter cuidado do Tenente. Antes que alguém venha me prender digo, na época do crime eu era menor, outros criminosos, meu pai e minha mãe já faleceram. Temo pelo meu irmão Eraldo se o crime for imprescritível. Sei que Caixa Dois prescreve rápido, ter um Tenente em casa não sei. De qualquer forma avisarei a ele que escolha rapidamente um Sargento para levar a fama.

Depois de ler o Mural de ontem, também aconselho a amiga Maria Caliel a arranjar um Sargento paraibano, dizem que são os melhores para ajudar no trabalho comunitário. E só para dizer algo que aprendi em São Paulo e o tenho “entalado na garganta” para escrever: Dura Lex sed Lex, no cabelo só Gumex. Desculpem, os não chegados ao latim, mas penso que não teria outra oportunidade de escrever isto, nesta vida.

Eliúde Villelaeliude.villela@citltda.com
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(*) - Fotos da Internet.

sábado, 5 de dezembro de 2009

JUCA PATO

Ano passado escrevi sobre o maravilhoso momento vivido na entrega do troféu Juca Pato e de uma certa forma comparando o mundo diversificado na cultura de um mesmo povo.
Se você o leu, rememore ou passe adiante ou passe os olhos ou dê apenas uma espiadinha....

Quarta-feira , 20 de agosto de 2008

Troféu Juca Pato

Fui convidada para assistir a entrega do troféu Juca Pato, no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo , no Largo de São Francisco. O prêmio para o intelectual do ano tem esse nome tirado da figura de Juca Pato, personagem criado pelo jornalista Lélis Vieira e imortalizado pelo cartunista Benedito Bastos Barreto. O Juca Pato era inteligente, careca, mal vestido num fraque e sempre se defendendo dos apertos, tal qual a maioria dos escritores que ganham pouco e lutam bastante para publicar seus livros. Era figura bem humorada e esperada. A escritora Helena Silveira , exercendo a presidência da UBE, união brasileira dos escritores , arrumou o patrocínio para a estátua de bronze que representava exatamente o tipo do Juca Pato.....que continua até hoje. Entrei no salão da faculdade....pé direito altíssimo, as cortinas de veludo vermelho, as placas em bronze dos nossos imortais .......Vicente de Carvalho, Paulo Eiró, Castro Alves, Jorge Amado e muitos, muitos mais......
Encontrei minha amiga , a doce e competente escritora Nilza Amaral, vice-presidente da UBE. Feliz, recebendo os convidados ilustres.....que foram chegando......o presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, Rute Guimarães, Sergio Mambertti,Yara Stein ....e muitos outros ! A cadeira imponente abrigava o franzino corpo do homenageado, o intectual do ano , o merecido ganhador do Juca Pato: o crítico literário, ANTONIO CÂNDIDO. Em seu discurso leve e com uma pitada de bom humor, disse: " não basta sentir , é preciso saber esprimir seu sentimento" e salientou também a personalidade do autor através da sua obra. Fiquei alí, quietinha , ouvindo os breves e bons discursos, respirando o mesmo da ar dos intelectuais brasileiros e fui passando os olhos um a um.....rostos desconhecidos em sua maioria e com nomes famosos, cabeças ilustres, vários pensadores, predestinados da missão de sentir e passar a mensagem , homens e mulheres quase que imortais. Esse é o termo: imortais. Parei por instantes em Lígia FagundesTelles....e não sei porque pensei nesses artistas de agora, dessas danças ....do créu.....dessa super exposição da mulher com o nome das frutas....que nunca vão frutificar. Alí, pertinho de mim, a Ligia, será que ela sabe que eles existem? Mas o pior é o contrário.....será que eles sabem que a Ligia existe? Pensei em quantos livros o brasileiro lê por ano e....quantos litros de cachaça são bebidos por ano....pensei em tanta coisa, viajei como se diz.....e olhava para eles tão lindos, tão cultos, esclarecidos.....e pensei .....será que o créu sabe o que é um bacharel???
Momento único : respirei com os imortais.
Obrigada querida Nilza Amaral



Bem.............no último dia 30 de novembro fui novamente convidada a assistir a entrega para nada mais nada menos que
Ligia Fagundes Telles.
No mesmo local, no Largo de São Francisco, no salão nobre da Faculdade de Direito de São Paulo. Nobre? É pouco.
A maior concentração de nomes de ruas que já vi....tudo realmente cheira a cultura.
A simplicidade dos intelectuais impactua.
Os discursos não longos , na medida certa, parecem expor que eles não precisam aparecer,
pegar no microfone como popularmente falamos e nunca mais largar. Eles, simplesmente,são.
Cada palavra do ganhador do troféu do ano passado, Antonio Cândido refletia o carinho com que a doce e forte LÍGIA é vista.
Na hora do discurso dela, não foi necessário bocejar e nem recorrer a DEUS.
A sala silenciou para ouvir o que dizia Ligia.
Pouco e tudo. Parabéns.
Fico feliz ao passar essa experiência a vocês.
Feliz ao incentivar a leitura.
Os livros libertam.
Seja livre.
Adeus créu sou mais bacharel.

boa semana bjusssssssssss

ANA LUNA - anammluna@yahoo.com.br

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Crimes contra a fauna etc.




Há alguns dias, soube que uma senhora humilde foi autuada pelo Ibama, porque criava um papagaio, solto em seu quintal. O Ibama levou o papagaio e conduziu a mulher a uma delegacia de polícia, para ser lavrado o flagrante. E assim foi feito. Na notícia, foi dito que ela não tinha dinheiro para pagar a fiança para ir pra casa. E por isso poderia ficar engaiolada, como se fosse o próprio papagaio. Não sei se ficou detida. Pelo que me contaram, o delegado sugeriu que ela fosse prestar serviços comunitários. Mas delegado não pode sugerir quase nada. Precisa cumprir a lei. Quem fixa pena, é juiz. Mas o certo é que a mulher se pôs a chorar porque perdeu o periquito, aliás, o papagaio, e ainda iria responder processo.

Não faz muito tempo, um miserável caçador, lá para as bandas do Sertão do São Francisco, ficou preso um tempão, porque matou um tatu pra comer. E só foi solto porque um promotor de Justiça se compadeceu daquela situação e pediu ao juiz que o soltasse. O juiz acatou o parecer do promotor e mandou o desinfeliz pra casa, para que a sua família não morresse de fome mais rápido. No entanto, a humilhação nunca foi reparada.

Pergunto: o que me diz o Ibama com respeito aos animais que estão nos zoológicos, passando fome e sendo maltratados? E quanto aos animais dos circos, que são mais ainda submetidos à fome e aos maus tratos do que os dos zoológicos? E são muitos e muitos nessas condições, Brasil afora. Vejam o que preconiza o § 1º, do art. 25 da Lei 9.605, de 12.12.1998: "Os animais serão libertados em seu habitat, ou entregues a jardins zoológicos etc., etc., desde que fiquem sob a responsabilidade de técnicos habilitados". - Outra pergunta: quantos jardins zoológicos têm esses técnicos habilitados? E mais: se um papagaio for para um jardim zoológico, deve ficar numa gaiola. Será que nessa nova jaula vai haver comida e alegria para ele, como havia no quintal da casa daquela senhora humilde?

Agora, voltemos à fiança. Os endinheirados que cometem crimes de todo tipo e a toda hora, como é notório, pagam fiança e saem fagueiros para as suas casas. Vamos a um só exemplo: no último 22 de outubro, o belga Olivier Albert, residente e comerciante aqui em Recife (irregularmente), dirigindo um bugre, com habilitação também irregular, atropelou e matou uma dona de casa de 27 anos de idade. E ainda feriu mais quatro pessoas, incluindo aí a filha da vítima de morte, de 7 anos, que foi levada para o hospital da Restauração e ficou internada, pelo que sei, por período não inferior a oito dias.

Esse belga foi preso em flagrante e no seu carro havia maconha. Ele disse ao delegado que havia bebido uma cerveja. Será que só bebeu mesmo uma cerveja? Iria ele dizer ao delegado que tomou dez cervejas? Entretanto, apesar da maconha, da cerveja, da falta de habilitação para conduzir veículos, da morte da mulher e das lesões corporais em outras quatro pessoas, o delegado não viu motivos para deixá-lo nas grades. Mesmo tendo sido crimes contra a vida. E não importa que o crime de morte tenha sido culposo. Importa que o criminoso estava embriagado, portando drogas ilícitas no carro, afora outros agravantes.

E existem leis especiais para punir quem dirige carro embriagado. Assim como, para quem carrega drogas ilícitas. Mesmo que os infratores não tenham matado ninguém, nem cometido outro crime. Basta que estejam com determinada quantidade de álcool no sangue, conduzindo um veículo. Bem assim, os que são pegados com drogas ilegais. Mas o tal delegado nem sequer o encaminhou para fazer exames de alcoolemia! Tampouco sabemos se apreendeu a maconha. Mas, como era de se esperar, o belga jurou de mãos postas que não era consumidor de drogas. Naturalmente estava levando aquela maconha para o padre da freguesia (!). Com tudo isso e apesar de tudo isso, foi embora pra casa.

Assim procedeu o delegado: arbitrou fiança de R$1.000,00 (um mil reais); o belga pagou e foi dormir em casa, que ninguém é de ferro. No entanto, ainda que por alguns dias, houve uma tentativa de fazer o bom senso prevalecer. Diante do clamor das pessoas que tomaram conhecimento desses absurdos cometidos pelo belga e pelo tal delegado, o juiz substituto, Élvio Marques, decretou a prisão preventiva do criminoso, no dia 31 do mesmo mês. E no dia seguinte, ele foi recolhido ao Cotel.

O belga, já foi dito, está em situação irregular no Brasil. Seu passaporte se encontra vencido há um ano e tanto. E, logo após o crime, ele já estava planejando fugir do país. Por isso, teve a prisão decretada. Contudo, sempre há vários contudos. Mesmo ele não tendo sido encontrado no endereço fornecido, já que estava respondendo a processo em liberdade, e com todos os agravantes descritos, outro juiz, Evanildo Coelho Filho, no dia 11 deste mês de novembro, revogou a sua prisão. Alegou que não havia motivos para mantê-lo preso. Que não ser encontrado no endereço onde se comprometera a permanecer, não caracterizaria quebra de fiança. E mais: segundo esse juiz, os argumentos da Polícia Civil não eram, nem são suficientes para manter o estrangeiro preso. Assim, como dizem os cariocas, é mole, pô?!

Deixemos o belga livre para fugir quando bem queira, e cumpra-se a decisão do senhor juiz Evanildo. Aliás, esta foi cumprida logo no dia seguinte, 12.11. Então, voltemos aos crimes ambientais. A Lei 9.605, já citada acima, prevê em seu art. 14, inciso I, que "O baixo grau de instrução ou a pouca escolaridade do agente do crime", são circunstâncias atenuantes da pena. E mais: o § 2º, Art. 29, da mesma Lei 9.605 referida, faz a seguinte ressalva: "No caso de guarda doméstica de espécie silvestre não considerada ameaçada de extinção, pode o juiz, considerando as circunstâncias, deixar de aplicar a pena". Assim, convenhamos: se essa senhora do papagaio apreendido, tiver a sorte de ser julgada por um juiz sensato, ela ficará isenta do cumprimento de penalidade. Note-se que a pena para esse presumido crime, é detenção, de seis meses a um ano, mais multa.

Ora, se um papagaio solto num quintal, subindo nas árvores do próprio quintal e nelas passeando; e ainda, falando e aprendendo a falar, brincando e aprendendo a brincar, com crianças e outros circunstantes, sejam ou não da casa, é considerado tão fora do seu habitat, a ponto de sujeitar o seu dono à detenção e multa, o que dizer dos animais dos circos e dos zoológicos, como citei linhas acima?

De outra forma, como o disposto no inciso I, do art. 14, da Lei 9.605 (baixo grau de instrução etc.), socorre a senhora periquito, aliás, do papagaio, por que não foi ele invocado em favor do senhor miserável que matou o tatu pra comer e levar comida para os seus filhos? Ademais, quando se sabe que a prática da caça como esporte, feita por quem pode ser esportista das caçadas, é tolerada sob as vistas finas ou grossas das ditas autoridades.

Isso é ou não motivo para nos causar grande espanto? Por tudo o que foi dito, qual a lição que se infere desses graves contrastes? - Que de cabeça de juízes e de bunda de recém-nascidos, não se sabe o que pode vir! Teria aquele infeliz caçador, instrução e escolaridade que justificassem o tempo que ele, desafortunada e injustamente, mofou na cadeia? Hipocrisia deve ter limites, não?.//.

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

RESCALDO DO QUE FOI SALVO DE NOSSOS OLHOS



Caro DOC, bons dias, tardes e noites para quem está quase acima da linha do Equador.

Eu, ainda estou aqui em Berlândia, com certeza bem abaixo da linha do Equador e sem comer caruru, tacacá ou pato no tucupi, como vocês citeiros aí em Belém. Eu também vou me mandar, já já, vou ficar a beira do caminho de Bom Conselho (Recife) esperando o Encontro dos Papacaceiros onde, com certeza, vamos degustar juntos a tal loura suada. Vou tentar que essa espera ocorra sem meditação transcendental e sim com uma atenção passiva (refletir sem tentar logo de saída pôr ordem à confusão que muitas vezes surge em nossa mente ao contato com idéias novas, como essas sobre nossos genes imortais que você, em nossos diálogos, vem me ajudando na compreensão). Essa atenção passiva, penso ser necessária por entender que o cérebro é um sistema autopoiético e a não-interferência imediata em seus processos (evita os automatismos concordo/discordo) permitirá que eu me beneficie dos frutos dessa auto-regulação, que é sistêmica e acontece quando conseguimos que nossa mente fique quieta.

Tenho utilizado em nossos diálogos termos como autopoiese, sistema autopoiético, sistema de gaia, etc. Sei que às vezes eles podem não ser inicialmente compreendidos, principalmente fora do contexto de quem estar lendo a respeito. A minha expectativa é que o interesse pelo assunto possa levar a uma familiaridade com estes termos. Para isso, a quem possa se interessar, os livros de Fritjof Capra disponíveis na biblioteca do Blog da CIT são um bom começo para essa familiaridade. Aproveito a oportunidade e suplico que não me vejam (não por você amigo DOC, mas por outros que possam nos ler) como alguém que quer aparentar alguma erudição, até porque, eu NÃO A TENHO MESMO, sem falsa modéstia. Amigo DOC, você é testemunha que, como já manifestei anteriormente, nossos diálogos têm como principal objetivo a nossa superação/forma(ta)ção pessoal. Publicar nossos diálogos é uma conseqüência, ou melhor, um objetivo adicional, na expectativa que outros compartilhem das nossas inquietudes. Voltando aos referidos termos e tendo em vista, como bem lembrado por você, que “outras pessoas nos lêem” vou tentar trazer uma conceituação, mesmo que superficial, para alguns desses termos se bem que, como neófito (pricipiante e não cristão-novo) nos estudos epistemológicos, sei que vou deixar a desejar.

Como observado acima, podemos nos familiarizar com esses termos na leitura de alguns livros de Capra que, ao meu juízo, são de fácil e agradável leitura. Os conceitos, abaixo apresentados, foram extraídos de http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal – onde a verificação e/ou familiarização pode ser mais rápida.

“Autopoiese ou autopoiesis (do grego auto "próprio", poiesis "criação") é um termo cunhado na década de 70 pelos biólogos e filósofos chilenos Francisco Varela e Humberto Maturana para designar a capacidade dos seres vivos de produzirem a si próprios. Segundo esta teoria, um ser vivo é um sistema autopoiético, caracterizado como uma rede fechada de produções moleculares (processos), onde as moléculas produzidas geram com suas interações a mesma rede de moléculas que as produziu. A conservação da autopoiese e da adaptação de um ser vivo ao seu meio são condições sistêmicas para a vida. Por tanto um sistema vivo, como sistema autônomo está constantemente se autoproduzindo, autorregulando, e sempre mantendo interações com o meio, onde este apenas desencadeia no ser vivo mudanças determinadas em sua própria estrutura, e não por um agente externo. De origem biológica, o termo passou a ser usado em outras áreas por Steven Rose na neurobiologia, por Niklas Luhmann na sociologia, e por Gilles Deleuse


“A hipótese de Gaia, também denominada como hipótese biogeoquímica, é hipótese controversa em ecologia profunda que propõe que a biosfera e os componenetes físicos da Terra (atmosfera, criosfera, hidrosfera e litosfera) são intimamente integrados de modo a formar um complexo sistema interagente que mantêm as condições climáticas e biogeoquímicas preferivelmente em homeostase. Originalmente proposta pelo investigador britânico James E. Lovelock como hipótese de resposta da Terra, ela foi renomeada conforme sugestão de seu colega, William Golding, como Hipótese de Gaia, em referência a Deusa grega suprema da Terra – Gaia. A hipótese é frequentemente descrita como a Terra como um único organismo vivo. Lovelock e outros pesquisadores que apoiam a ideia atualmente consideram-a como uma teoria científica, não apenas uma hipótese, uma vez que ela passou pelos testes de previsão.
O cientista britânico, juntamente com a bióloga estadunidense Lynn Margulis analisaram pesquisas que comparavam a atmosfera da Terra com a de outros planetas, vindo a propor que é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem.


Vista com descrédito pela comunidade científica internacional, a Teoria de Gaia encontra simpatizantes entre grupos ecológicos, místicos e alguns pesquisadores. Com o fenômeno do aquecimento global e a crise climática no mundo, a hipótese tem ganhado credibilidade entre cientistas.”

Após esse arremedo de conceituação dos temos Autopoiese e hipótese de Gaia, fico na expectativa que nossos diálogos possam estar nos autoproduzindo, autorregulando e, quem sabe, venham a interagir com outros seres vivos de Papacaça ou d’alhures.

Um abração autopoiético,

Roberto Lira - rjtlira@yahoo.com.br

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Cueca Nunca Mais



Hoje acordei triste. Não é a primeira vez e, tenho certeza, não será a última. Por obra do destino nasci na mesma cidade do Lula, nosso presidente. Este fato é muitas vezes tido pelos outros como motivo para me parabenizar e elogiar, até pelo fato de que, assim alguns pensam, o solo que pariu um presidente é fértil e merece toda atenção. Eu tenho cá minhas dúvidas. Penso que ele nascer por aqui foi um flato da história, e flatulência histórica, como qualquer uma flatulência, pode não cheirar ou cheirar mal, o difícil é cheirar bem. Neste caso específico, tenho a honra de dizer que ela cheirou bem.

Lula é presidente do Brasil há quase sete anos. Nunca houve na história deste país alguém mais apoiado do que ele, de mais sorte do que ele, mais popular do que ele. Se ele quisesse seria um presidente perpétuo como quer e está conseguindo o fruto de um flato venezuelano que cheira mal, o Hugo Chaves. Ele, sabiamente diz que não quer, ou, ao menos, finge que não quer. E antes que o Diretor Presidente ande colocando, à minha revelia, palavras na minha boca, escrevendo que eu disse tal ou qual coisa nos meus encontros com Lula, o que foi lamentável da parte dele, sinto apenas em ter de concordar com ele, naquilo que disse que eu disse sem eu o ter dito.

E acrescento agora suspeitas sobre as reais intenções de Lula ao escolher a Dilma como sua candidata a presidente em 2010. Estaria pensando ele em prorrogar o seu mandato via Dilma? Teríamos, oito anos mais um interregno “dilmário” e mais oito anos depois? Não penso que aquela criança com quem brinquei muito, se tivesse este raciocínio, fosse por maldade. Quando ele pedia fruta a seu Juca, já tendo alguma no bolso, apenas agia como uma criança que seria um homem previdente, e como bom político que já era naquela época, tentava legitimar seu ato. Como dizia sua mãe, “o espinho quando tem de furar, de pequeno traz a ponta”.

E agora posso voltar e dizer porque acordei triste. Vi na TV, pela segunda vez, no governo Lula, alguém enfiando o dinheiro na cueca. Da outra vez, no primeiro mensalão, eu só ouvi dizer, agora eu vi. E não só foi na cueca. Foi nas meias, nas bolsas, nas sacolas, antes de chegar aos cofres podres e abarrotados dos corruptos. Mesmo sabendo que o envolvimento das pessoas “cuequeiras” foram relacionadas ao governo de Brasília, está tudo tão pertinho! Eu não disse quando encontrei o Lula, mas poderia dizer, se o encontrasse de novo:

- Meu amigo Lula, não é todo dia que a história produz um flato cheiroso. Este cheiro é quase único em nosso país. Começamos a ver isto desde os tempos de suas lutas sindicais e políticas. Quem esquecerá a luta contra a ditadura, a campanha pelas Diretas Já, o movimento dos Caras Pintadas, e principalmente, o inesquecível e ainda atuante Grupo Tortura Nunca Mais, que desde 1985, tem o seu apoio explícito, através das suas lutas em defesa dos direitos humanos, e é de uma importância ímpar no cenário nacional. Hoje, caro amigo, nossa tortura é a corrupção. Ela massacra cruelmente aqueles que querem trabalhar e ganhar seu pão honestamente. Antes podíamos falar em Partido P ou Partido T, no momento já se fala no Partido D, E e M. E muitas letras mais virão? Não estaria na hora companheiro, de você mostrar que não saiu de Caetés em vão, e tentar justificar sua história cheirosa, antes que a corrupção a torne fedorenta por demais? Sei que você jamais colocaria aquelas frutas, da fazenda de seu Juca, na cueca, pois na época não as usávamos, mas se faz absolutamente necessário, combater este instrumento que nos oprime e que nos humilha, porque está se tornando um sinônimo de corrupção. Aqui eu proponho que você, do alto de seus 80% de aprovação popular, faça um movimento em direção ao posto de estadista, de quem este país precisa tanto, e apoie o movimento que hoje tento criar em Caetés: “Cueca Nunca Mais”.

Não sei se o nosso Presidente iria me ouvir até o fim e apoiar-me, pois se ele não sabia da cueca do PT, como iria saber hoje da cueca do DEM? Quem sabe, ele me daria mais “cinquentinha” para começar o movimento? Eu aceitaria, pois sei que ele jamais iria tirar a nota de sua cueca, pois estou certo, ele não a sujou quando criança, não a sujaria agora.

Convido a todos para nosso primeiro ato, que começará aqui em Caetés e se repetirá em todas as praças das cidades do Agreste Meridional, esperando que haja o apoio de outras cidades por este país afora, com nosso grito de guerra: “Cueca Nunca Mais!!!”

José Andando de Costasjad67@citltda.com

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

ESTOU NA MODA

APROVEITAR O QUE É DESPREZADO ESTÁ NA MODA.

MODA?? NÃO GOSTO DE “ESTAR NA MODA” ACHO MASSIFICADOR, UMA IMPOSIÇÃO, NIVELAÇÃO.. NO VESTIR. MAS EM COMPORTAMENTO, SIM. TENTADORA, DESAFIADORA. REALIZADORA SIM, ELA, A MODA NAS ATITUDES COM O PLANETA. MILHARES DE PESSOAS E ÓRGÃOS PÚBLICOS ESTÃO SE EMPENHANDO PARA MELHORAR NOSSA VIDA NA TERRA.....OU PRESERVÁ-LA.

HUGO FRANÇA É UM RENOMADO ARTISTA BRASILEIRO QUE CRIA ESCULTURAS A PARTIR DE ELEMENTOS NATURAIS ABANDONADOS E LEVA SUA ARTE PARA O MUNDO COM UMA SÁBIA MENSAGEM ECOLÓGICA ! EM TRANCOSO, BA, COMEÇOU A OBSERVAR A QUANTIDADE DE CANOAS QUE OS PESCADORES ABANDONAVAM E COMEÇOU A TRABALHAR COM ESSE MATERIAL. O RESULTADO DISSO É QUE HOJE, HUGO É CONSIDERADO O PRINCIPAL ARTISTA A REALIZAR ESSE TRABALHO, RECONHECIDO INTERNACIONALMENTE.

A PARTIR DA OBSERVAÇÃO E AÇÃO, PODEMOS CONTRIBUIR. CLARO, PARA ELE FOI PERFEITO UNIU CONTEMPLAÇÃO, ARTE CONTRIBUIÇÃO ,COMPROMETIMENTO , FAMA E DINHEIRO !!! PONTO PARA ELE !

PORÉM, EM NOSSO UNIVERSO PARTICULAR PODEMOS FAZER NOSSA PARTE . DE NOVO ?? FALAR DE SUSTENTABILIDADE ?

ISSO MESMO. DE NOVO E SEMPRE. . .

O PAINEL GOVERNAMENTAL DE MUDANÇA CLIMÁTICA ESTIMA QUE O AQUECIMENTO GLOBAL TERÁ DE 2 A 4 GRÁUS CENTÍGRADOS DE ELEVAÇAÕ ATÉ O FINAL DO SÉCULO......ESTIMA QUE 40 POR CENTO DAS ÁRVORES DA AMAZONIA PODEM DESAPARECER ANTES DISSO. É PROVÁVEL QUE 58 POR CENTO DAS ESPÉCIES MARÍTIMAS E TERRESTRES SERÃO EXTINTAS NAS PRÓXIMAS DÉCADAS......

PROTEGER O MEIO AMBIENTE É DEVER DA CIDADANIA E UMA OBRIGAÇÃO DA SOCIEDADE MODERNA. A LUPO EMPRESA DE MEIAS ROUPAS ÍNTIMAS E ESPORTIVAS DIZ QUE QUANDO UM CONSUMIDOR COMPRA UM PRODUTO DA MARCA , NEM IMAGINA A PREOCUPAÇÃO COM A MANEIRA COMO OS PRODUTOS SÃO FEITOS. APROVEITA SOBRAS, E PROTEGE O MEIO AMBIENTE PARA ECONOMIZAR RECURSOS NATURAIS. O SINDICATO DAS PADARIAS DE SÃO PAULO MOBILIZOU-SE PARA A COLETA DO ÓLEO USADO. HOJE É POSSÍVEL LEVAR SEU ÓLEO PARA A PADARIA DA ESQUINA SEM POLUIR A TERRA... VOCÊ AINDA JOGA SUAS PILHAS USADAS NO LIXO????? QUE LIXO!!!! VÁRIOS LOCAIS RECOLHEM AS PILHAS USADAS E DÃO O FIM CERTO. AH... SUA CIDADE NÃO OFERECE ESSA OPÇÃO ? FAÇA SUA PARTE PEDINDO PARA UM COMERCIANTE COLOCAR UMA GRANDE CAIXA ESCRITO PILHAS USADAS. NO FIM DE UM ANO, VERIFIQUE DO QUE O PLANETA SE LIVROU E CHAME SEU PREFEITO, VEREADOR , O JORNAL DA CIDADE, A TV MAIS PRÓXIMA E MOSTRE. VOCÊ FEZ SUA PARTE. O PLANETA AGRADECE.

QUEM DIRIA, HEM.... O JOÃO GORDO, O IRREVERENTE APRESENTADOR DA MTV É UM ECOLOGISTA CONVICTO....TUDO PARA ECONOMIZAR NOSSO PLANETA....ATÉ AS ROUPAS QUE O PESSOAL EM CASA NÃO USA MAIS VIRA CAPA DE ALMOFADAS, AS LEMBRANÇAS QUE OS CONVIDADOS DA FESTA DOS FILHOS LEVARAM PARA CASA FOI FEITA COM GARRAFAS PLÁSTICAS.......É.....RECICLAR ESTÁ NA MODA. .

TUDO MUITO BEM TUDO MUITO CERTO , MAS AQUI , MAIS PARTICULARMENTE , O QUE POSSO FAZER PARA ESTAR NA MODA ? PRIMEIRO, ATITUDE.

NO DIA A DIA, NO BÁSICO, NAS MÍNIMAS COISAS... UMA TORNEIRA QUE PINGA, O BANHO DEMORADO, NO GÁS DO FOGÃO, EVITA AS SACOLAS DE PLÁSTICOS NO SUPERMERCADO, LEMBRA DAS SACOLAS DE FEIRA DE ANTIGAMENTE? ESTÃO DE VOLTA E NA MODA.... , TAMPE AS PANELAS QUANDO COZINHAR, USE A ÁGUA DA LAVADORA PARA LAVAR QUINTAL,

COMECE UMA RECICLAGEM EM SUA CIDADE, SEPARE OS OBJETOS , PEÇA AJUDA AOS POLÍTICOS, CRIE, INVENTE, OUSE. FAÇA ALUGUMA COISA, NÃO DEIXE O PLANETA MORRER ASSIM, AJUDE.

PREOCUPAR-SE COM O MEIO AMBIENTE É UMA GRANDE DEMONSTRAÇÃO DE BOM GOSTO E ELEGANCIA.
VOCÊ ESTÁ NA MODA??

BOA SEMANA
BJUSSSSSSSSSS

ANA Maria Miranda LUNA - anammluna@yahoo.com.br
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(*) Imagens, inclusive as duas obras de Hugo França, da Internet.