sábado, 5 de dezembro de 2009

JUCA PATO

Ano passado escrevi sobre o maravilhoso momento vivido na entrega do troféu Juca Pato e de uma certa forma comparando o mundo diversificado na cultura de um mesmo povo.
Se você o leu, rememore ou passe adiante ou passe os olhos ou dê apenas uma espiadinha....

Quarta-feira , 20 de agosto de 2008

Troféu Juca Pato

Fui convidada para assistir a entrega do troféu Juca Pato, no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo , no Largo de São Francisco. O prêmio para o intelectual do ano tem esse nome tirado da figura de Juca Pato, personagem criado pelo jornalista Lélis Vieira e imortalizado pelo cartunista Benedito Bastos Barreto. O Juca Pato era inteligente, careca, mal vestido num fraque e sempre se defendendo dos apertos, tal qual a maioria dos escritores que ganham pouco e lutam bastante para publicar seus livros. Era figura bem humorada e esperada. A escritora Helena Silveira , exercendo a presidência da UBE, união brasileira dos escritores , arrumou o patrocínio para a estátua de bronze que representava exatamente o tipo do Juca Pato.....que continua até hoje. Entrei no salão da faculdade....pé direito altíssimo, as cortinas de veludo vermelho, as placas em bronze dos nossos imortais .......Vicente de Carvalho, Paulo Eiró, Castro Alves, Jorge Amado e muitos, muitos mais......
Encontrei minha amiga , a doce e competente escritora Nilza Amaral, vice-presidente da UBE. Feliz, recebendo os convidados ilustres.....que foram chegando......o presidente da Academia Brasileira de Letras, Cícero Sandroni, Rute Guimarães, Sergio Mambertti,Yara Stein ....e muitos outros ! A cadeira imponente abrigava o franzino corpo do homenageado, o intectual do ano , o merecido ganhador do Juca Pato: o crítico literário, ANTONIO CÂNDIDO. Em seu discurso leve e com uma pitada de bom humor, disse: " não basta sentir , é preciso saber esprimir seu sentimento" e salientou também a personalidade do autor através da sua obra. Fiquei alí, quietinha , ouvindo os breves e bons discursos, respirando o mesmo da ar dos intelectuais brasileiros e fui passando os olhos um a um.....rostos desconhecidos em sua maioria e com nomes famosos, cabeças ilustres, vários pensadores, predestinados da missão de sentir e passar a mensagem , homens e mulheres quase que imortais. Esse é o termo: imortais. Parei por instantes em Lígia FagundesTelles....e não sei porque pensei nesses artistas de agora, dessas danças ....do créu.....dessa super exposição da mulher com o nome das frutas....que nunca vão frutificar. Alí, pertinho de mim, a Ligia, será que ela sabe que eles existem? Mas o pior é o contrário.....será que eles sabem que a Ligia existe? Pensei em quantos livros o brasileiro lê por ano e....quantos litros de cachaça são bebidos por ano....pensei em tanta coisa, viajei como se diz.....e olhava para eles tão lindos, tão cultos, esclarecidos.....e pensei .....será que o créu sabe o que é um bacharel???
Momento único : respirei com os imortais.
Obrigada querida Nilza Amaral



Bem.............no último dia 30 de novembro fui novamente convidada a assistir a entrega para nada mais nada menos que
Ligia Fagundes Telles.
No mesmo local, no Largo de São Francisco, no salão nobre da Faculdade de Direito de São Paulo. Nobre? É pouco.
A maior concentração de nomes de ruas que já vi....tudo realmente cheira a cultura.
A simplicidade dos intelectuais impactua.
Os discursos não longos , na medida certa, parecem expor que eles não precisam aparecer,
pegar no microfone como popularmente falamos e nunca mais largar. Eles, simplesmente,são.
Cada palavra do ganhador do troféu do ano passado, Antonio Cândido refletia o carinho com que a doce e forte LÍGIA é vista.
Na hora do discurso dela, não foi necessário bocejar e nem recorrer a DEUS.
A sala silenciou para ouvir o que dizia Ligia.
Pouco e tudo. Parabéns.
Fico feliz ao passar essa experiência a vocês.
Feliz ao incentivar a leitura.
Os livros libertam.
Seja livre.
Adeus créu sou mais bacharel.

boa semana bjusssssssssss

ANA LUNA - anammluna@yahoo.com.br

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