segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

10º Encontro - Coco, Maracatu e Baião



Hoje é domingo. Vamos ao Mercado Ver o Peso? Não!!!!!! Vamos continuar na festa de Bom Conselho que o SBC nos possibilita. No primeiro artigo falei de uma foto na qual confundi alguém com Padre Nelson. Até que Jameson me falou: “É o Saul. Filho de Doutor Raul Camboim!!!”. Meu Deus. O Saul, o “bad boy” de minha adolescência, e eu não reconheci. Isto me deixou angustiada com minha memória.

Numa festa como esta revemos amigos e inimigos (se temos algum, eu mesma não me lembro de nenhum) e a pior coisa é olhar para outra pessoa, e dizer educadamente, como fulano está diferente, sabendo que ele ou ela está pensando a mesma coisa que nós, e pensando sem nenhuma educação: “Vixe, como fulana tá velha!!!” Não é o caso do Saul, ainda está jovem, mas ao comparar, mentalmente, com aquele jovem de bigodinho fino e cabelo com tombo, não dar para não notar a diferença.

Adorei a juventude de nossa terra dançando o coco, maracatu e baião, tendo ao fundo a Princesa do Norte. O Diretor Presidente cheio de espanto falou:

- Tás maluca Lucinha. A Princesa do Norte, já era. Agora, habita naquele prédio o Supermercado Bom Conselho. Dizem que é um empreendimento de porte. Não gostei dos letreiros quando estive lá, mas Zé Bias morreu, quem iria pintar com tanta arte.

É, tudo vai mudando, Princesa do Norte, Casa N. S. do Rosário, Padaria Cordeiro, Farmácia Crespo, ainda existe a Farmácia Crespo? Continuemos na festa.

Vi o Basto Peroba. Este é dos bons. E, sabem quem vi, e tive uma saudade danada da minha época de estafeta de minha mãe, quando ia comprar retrós de linha no Vuco-Vuco do seu Joaquim? A Mercês, irmã de Zé e Gildo Póvoas. Se lá estivesse eu iria cumprimentá-la com a certeza de reconhecimento. Vi a Rosário, irmã do Tião Fernandes, outro nosso grande escritor, a quem um dia confundi com uma neta do seu Clívio. Mas pela jovialidade e beleza a confusão foi perdoada. Não sei se por seu Clívio também. Em suma, tudo estava uma maravilha, mesmo sendo um dia 13. Teve até “trenzinho”, que eu adorava fazer quando podia entrar nos bailes do “Centro”. Nunca sai no Amigo da Onça. Pobre já era considerado o próprio. Será que isto mudou hoje?

No dia 14 parece até que foi mais animado ainda. A Praça Pedro II ferveu. Quanto mais gente, menor a proporção daqueles que eu conhecia. As pessoas dos outros dias se repetem mas sempre há as que vão chegando. O Roberto Lira, desde dezembro que viaja para este encontro, não podia faltar, e tive o prazer de ver sua esposa, a japa, linda de viver. O Gildo, eu não sei se estava de calça Capri, porque não vi nenhuma foto sua de corpo inteiro, entretando vi sua cabeça careca, de onde saem dos melhores textos que o Blog publica. Alípia, a quem vi menina, com a elegância que lhe é peculiar. Há uma foto na qual parece ter visto o Walfrido, o cabelo mais bonito de Bom Conselho, e diz o Diretor Presidente, com uma barriga que rivaliza com a de Mábio Tenório. Entre fotos, abraços e alegria, na praça, o Jameson fala:

- Entre as jovens belas de nossa terra, as mais jovens mesmo eu não conheço, mas das jovens não tão jovens lembro vi e tive saudade da Graça e da Socorro Boa, filha do seu Zé Bom, que morava lá na Rua da Cadeia. Passava todo dia pela casa deles para ir pró trabalho.

Meu Deus, vi o Beto Guerra ainda sem o copo na mão, Terezinha Miranda mais jovem do que no ano passado, Jameson grita: “Vi o Pedrão de Chico de Antonino”, o Diretor Presidente pergunta: “Será que aquela é a Nelma, filha de seu Né do Cocos?”, Cleómenes diz, eu conheço aquela moça do Orkut, é a Socorro Godoy. Enquanto a Ana Luna canta, e nós não ouvimos. Que pena! Deve ser uma música do Uva Passa, que eu adoro. Será que a Marcix veio?

Por hoje, já foi emoção demais e as fotos chegam aos borbotões. Vamos almoçar mas voltaremos à festa.

Lucinha Peixoto (e a turma de Belém) – lucinhapeixoto@citltda.com

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