quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O 10º Encontro - Brega e Chique



Depois de uma longa espera, eis que surge no SBC, o segundo dia do Encontro. O atraso é plenamente justificável pela necessária reposição de energia daqueles que fazem o site. Nós aqui também, em Belém já estamos no batente, mas hora do almoço é para estas coisas. Não há nada melhor do que um dia com fome para ajustar-me ao peso ideal. Cleómenes come um “cheesburger” senão desaparece.

Vamos ao “tour” rural. E o que encontramos? A camisa do ano passado em frente ao um espelho perguntando:

- Espelho, Espelho meu! Existe alguma outra camisa mais “espalhafatosa” do que eu?

- É claro que sim, camisa minha! A camisa do 10º Encontro ainda não morreu!

Realmente eu ainda prefiro o modelo sugerido por mim (http://www.citltda.com/2009/09/xeretando-no-sbc.html) tempos atrás. Mas, o Quirino é quem manda.

O Diretor Presidente disse que viu o Dr. Sales na primeira foto. O conheceu recentemente. Estava num espécie de atelier. Será que era em Olinda? Penso que sim pois há um boneco gigante desenhado na camisa. Pensei, será que é uma homenagem à Marim dos Caetés porque ela usa muito dos filhos de Bom Conselho para serem seus prefeitos? Sei não!

Depois de muitas fotos com um simpático casal, desconhecido para nós, e passar por uma foto com um litro gigante de Ron Montilla, atestando que eles pertenciam ao grupo dos Pacachaceiros, chegamos à Praça Pedro II, que devia ser o local de concentração, e a dança já rolava solta. Ah, meu Deus, eu e minha espada iríamos nos acabar no forró! Mas até agora não vi ninguém que conheça. Devo dizer que, não conhecer os participantes não envolve nenhuma crítica, quer apenas mostrar o quanto tenho que visitar minha terra se meu projeto, Lucinha 2012, realmente deslanchar.

Gritei: "Olha a Maria de D. Lourdes Cardoso". Esta eu conheci, e fomos colegas na casa de sua mãe, quando aprendi as primeiras letras. Sei que é católica fervorosa como a mãe. No entanto, esquecendo só certos detalhes do Código Canônico, me apoiará, e será um grande apoio, pois hoje ela é Coordenadora do CAJOC (Casa de Alfabetização Ecológica Josué de Castro), uma instituição da terra voltada para o meio ambiente. Tenho certeza será uma “marinete” certa este ano. Marina Silva é a única, neste país, que tem um discurso ecologicamente consistente. Os outros estão aproveitando a onda.

Não sei onde é o bonito local focalizado pelas fotos e serviu de base para passar o dia. Mas o seu aspecto de caatinga e semi árido casa bem com a nossa região. Eu passaria o dia pescando, se conseguisse descer do ônibus viva.

Na serenata, além do Trio Papacaceiros, do qual conheço todos, inclusive o Pedrinho, agora que o Diretor Presidente explicou quem é, e além de continuar achando que no trio deveria haver um trombone para sua maior variedade e harmonia, logo de chofre encontramos novamente Maria. Encontrei mais três jovens, como eu, das quais conheci Terezinha Miranda e Juraci Torres, e a outra, perdoe-me as minhas já tão fracas sinapses neuronais: não lembro.

Cada dia me convenço mais que deveria ter ido com meu marido para o Recife e para o Grande Encontro. Por outro lado o meu amor à CIT falou mais alto e tenho que me contentar com as fotos, mesmo não tendo som para que ouçamos o som da serenata. Será que ninguém filmou este maravilhoso evento para colocá-lo no You Tube? Mandem para a CIT que nós colocamos, ou enviem para o SBC colocar. Eu iria morrer de emoção, não só com a serenata, mas por ouvir o Zé Milton cantar ao vivo, como já o ouvi tantas vezes. Desta vez eu não vi a Lourdinha, sua bela esposa, e que o Jameson está aqui me catucando e dizendo: "põe bela nisto, com todo o respeito."

De rostos conhecidos nossos encontramos mais o de Niedja Camboím, nossa fotógrafa preferida, a Secretária de Saúde, Isabel, que tempos atrás visitou nossa sede em Caldeirões, acompanhando a prefeita e seu filho Felipe, o que tanto nos honrou.

Para terminar este dia do Grande Encontro só resta destacar que poucos ousaram, pelo menos pelas fotos, usar a camisa oficial. É impressão minha ou ela não foi aprovada plenamente? Ou será mais usada no terceiro dia? Meu modelo, com Pedro de Lara estava ótimo. E seria uma espécie de encontro entre este grande bom-conselhense e a Papacagay, a parada de homossexuais de nossa terra, mostrando que o homofobismo do Pedro, não passava de aspectos de sua arte e do personagem criado por ele. No fundo havia um sentimento de respeito e simpatia dele por qualquer minoria. Infelizmente não tivemos nem a camisa nem a parada. Quem sabe no próximo ano?

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com
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(*) - Todas as fotos são do SBC. Numa delas, não resisti e coloquei uma faixa que representa o meu desejo para o próximo ano.

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