segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Percy Jackson - O Ladrão de Raios



Neste dias de carnaval, quem não é um folião como eu, tá “ferrado”. Pior ainda quando não é um folião nem um religioso, como o Pedro Simon, a Lucinha Peixoto, e, penso o Frei Beto, que ainda podem recorrer aos retiros espirituais. Já que falaram tanto últimamente que Bom Conselho não tem mais carnaval, e eu sei que tem as mais lindas igrejas do Brasil, por que não tentarmos durante este período fazer alguns encontros religiosos. Tenho certeza, até o quixó do Padre Alfledo teria lotação esgotada.


Mas quem não se enquadra em quase nada da vida, a não ser nas artes e na cultura, tem que apelar para as artes. Ler e escrever. A propósito recebi vários imeios sobre meu artigo O Galo da Madrugada (http://www.citltda.com/2010/02/o-galo-da-madrugada.html). Alguns publicáveis e outros não. Mas arte é isto, mexe com as pessoas de alguma forma. Um dela dizia:

“Caro Zezinho,

Entendi o seu recado e sua homenagem ao grande artista Sávio Araújo. O problema é que sonhei que eu era um galo e passei a noite gritando Cocorocóóóó, e batendo as asas. Quando minha mulher pensava que queria dar uma de galo, me acordava, e eu voltava a ser o de sempre.

Anônimo”

Outro foi mais artista e usou um pouco da nossa própria arte conceitual:

“Zezinho,

Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu! Besta é tu!

O Besta”

Eu também aderi às artes e fui ao cinema, a chamada 7ª Arte. As opções eram poucos diante de minha capacidade locomotiva em Recife, para andar de chópingue em chópingue. Fui ver então o filme: Percy Jackson – O Ladrão de Raios.


Como sempre faço, vejo uma sinopse e vi que a película é baseada num livro de Rick Riordan, que é uma série chamada de Percy Jackson e os Olimpianos. São cinco livros, para adolescentes e o filme também é, mas, como todos os adolescentes estavam brincando o carnaval nas ladeiras de Olinda, não vi um dentro da sala. Só adultos e o que é pior, quase todos da terceira idade. Como pagamos meia-entrada, pensem no tamanho do prejuízo para as casas exibidoras.


Básicamente o filme tem um enredo que envolve a mitologia grega. No final do filme tem uma reunião de deuses no Olimpo, onde haviam, levando em conta o metro quadrado do Olimpo, mais de 2 milhões de deuses. Segundo o Blog do Jodeval, foi assim que Francisco José da Globo, começou a contar os 2 milhões que acompanham o Galo da Madrugada.


Em resumo Percy Jackson é um garoto de doze anos diagnosticado com dislexia e síndrome de déficit de atenção, que é constantemente expulso das escolas, não por culpa própria. Na realidade ele não era o que aparentava, ele tinha poderes que ele mesmo não conhecia. Ele era filho do deus grego Poseidon, o senhor das águas e terremotos. Certa época, ou em todas as épocas, o enredo não deixa claro, os deuses do Olimpo, procuram mulheres da terra, mortais, e com elas tem filhos, que são semi-deuses, algumas nem sabem que isto aconteceu, e como era de se esperar, no filme, os deuses só pegam as americanas. Eu penso que o Bill Clinton é filho de Afrodite (Deusa do amor e do sexo) e George Bush filho de Ares (Divindade da Guerra).


Tudo gira em torno de um roubo de um raio de Zeus, e que ele pensa que foi roubado pelo semi-deus Percy Jackson, com a coninvência do pai dele, Poseidon. O garoto passa o filme todinho, cheio de efeitos especiais, usando seus super poderes, tentando recuperar o raio, para mostrar ao avô que não foi ele. Finalmente consegue, e Zeus fica satisfeitíssimo, pois agora pode evitar que seus filhos, saiam lançando raios, e terremotos a torto e a direito, como fizeram com o Haití.


O que me intrigou não foi o filme e enredo em sí, embora que, de mitologia grega ainda goste mais dos 12 Trabalhos de Hércules do Monteiro Lobato. O que me deixou mesmo encafifado foi não haver menção a nenhum semi-deus brasileiro. Parece até que há um preconceito do autor contra os nossos super-heróis.


Para ficar na história recente, tivemos o Collor que deveria ser filho de Hades. O Fernando Henrique é irmão de Bill Clinton, com certeza era filho de Afrodite, e agora que andam falando de uma filha sua fora do casamento, já está comprovado. A Dilma é, sem dúvida filha de Eunômia (que herdou só o louvor pelo Estado), e Sarney, poderia muito bem ser filho de Deimos.


Mas, atualmente na política brasileira há uma enredo melhor do que o do filme americano, envolvendo dois semi-deuses. O Fernando Henrique e Lula, que com todo certeza é filho de Dionisius. O primeiro acusa o segundo de ter roubado, não o raio, mas algo que tem o poder dele, em política e eleição: O Bolsa Família. O Fernando diz que o raio, digo, o bolsa família é dele, e exige que ele seja entregue a José Serra (filho de Hades, irmão de Collor, mas herdou só a feiúra), enquanto Lula sai brandindo por ai o raio, digo, o Bolsa Família, dizendo que vai entregá-lo a Dilma e ninguém tasca.


Esta briga promete lances cinematográficos, e eu lhes digo com minha experiência, quem ficar como o raio ganha a eleição. E eleição daqui vai virar uma briga de raios. O meu conterrâneo Lula, desde pequeno já fazia milagres, eu nem sabia que era um semi-deus. Agora está comprovado, segundo o Jodeval Duarte, das terras de Bom Conselho, o Lula já faz milagres. Trouxe de volta o Carnaval de rua no Rio de Janeiro. Quando encontrá-lo me ajoelherarei e pedirei por Caetés e Bom Conselho.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

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