sábado, 10 de abril de 2010

Adivinhação (I)




Nós vivemos numa República. Constitucionalmente, a República Federativa do Brasil. Somos seus cidadãos e somos iguais perante à Lei. Entretanto, temos funções diferentes perante esta mesma Lei. Alguns são professores, outros garis, outros fazendeiros, outros deputados, outros presidentes, outros faxineiros, outros advogados, outros jornalistas, etc. Pela ordem natural capitalista das coisas, pelas suas diferentes atividades e aptidões nós nos transformamos em pessoas diferentes pelo simples fatos de ganharmos dinheiro de forma diferente. Por isto, muitas vezes, dizemos que todos são iguais perante a Lei, mas alguns são mais iguais do que outros.

Com todas estas distinções, uma delas se torna fundamental, dentro do nosso sistema jurídico. Aquela que se faz entre aqueles que trabalham para o Estado e aqueles que só trabalham para eles mesmos. É a distinção entre aqueles que se dedicam às funções públicas e aqueles que labutam na iniciativa privada. Ambos tem seus direitos e deveres como cidadãos, e continuam sendo iguais perante a lei. Mas, aqueles que trabalham em função pública tem mais responsabilidade de prestar contas aos outros cidadãos. São mais julgados por suas ações, pois o que eles fazem normalmente afetam a um maior número de pessoas.

Diante disto, baixemos nossos olhos para o mundo em que vivemos em termos de comunicações. Hoje ao ligarmos um rádio, ouvimos. Ao ligar um aparelho de TV vemos e ouvimos. Ao folhar um jornal lemos o que os jornalistas escrevem ou mostram com imagens, que contém um infinidade de informações. Ao nos conectarmos na internet, vemos, ouvimos, discutimos, escrevemos, etc. Enfim, hoje vivemos num mundo no qual temos tantas informações, que muitas vezes ameaçam a cidadania. Como podemos ser iguais se somos desigualmente informados. O que acontecia, e ainda acontece em muitos lugares, com a falta de educação básica, agora acontece, num grau maior com outra avalanche que é a informação de todas as formas.

Quando vemos estas imagens, principalmente, quando não há referência ao contexto ao qual elas foram obtidas, a primeira pergunta que surge é: O que é isto? O que está realmente se passando? O que ele ou ela está dizendo? O que conversam? Isto é muito natural, é o nosso cérebro tentando preencher um vazio de informações. Por exemplo, na televisão já vimos muitas vezes a “leitura labial”. Geralmente, pessoas com deficiência auditiva tem muita facilidade em interpretar o movimento dos lábios, ao ponto de hoje, aqueles que não querem que saibam o que estão dizendo, colocarem as mãos na boca para falar.

Quando a imagem é parada, tudo se torna mais difícil. Na maioria das vezes ficamos sem saber o que foi dito. A solução óbvia é imaginar ou adivinhar. Tudo depende do conhecimento dos fatos e das pessoas envolvidas. E da imaginação vem a interpretação a carga de comunicação e o humor que algumas situações proporcionam.

O Blog da CIT, como a própria CIT vive do humor e das emoções de quem nos vêem ou lêem. E estamos lançando a série “Adivinhação”, que usa nossos conhecimentos de computação gráfica, tão arduamente obtidos em Belém, para opinar sobre o que pensam ou dizem as imagens. É evidente que os candidatos com maior potencial são as pessoas que exercem função pública, e dentro destas os políticos se prestam mais a isto, porque suas carreiras dependem do que pensamos deles e de como eles se comportam. Todos daqui da CIT participarão e seremos o mais neutros possível nos nossos valores. Isto é muito difícil, mas tentaremos quando fizermos nossas adivinhações.
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