segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Dilma não toma jeito



Não assino jornais mas adoro lê-los. Assinava antes de me tornar um nômade, ou como quer ser meu conterrâneo Lula, uma metamorfose ambulante. Entretanto, leio-os todos os dias. Nas bancas despistando os jornaleiros, nas casas dos amigos, nas lojas de conveniência, etc. As vezes chego a entrar em salas de espera que compram o jornal do dia para os clientes. Tem um laboratório de análise clínicas em que as atendentes já se perguntam quantas doenças eu tenho para comparecer tantas vezes.

Semana passada estava a folhear um destes jornais e havia um título que dizia: “Declaração de Dilma gera crise em MG”. Logo pensei, meu Deus, é ela outra vez. Não se satisfez em levar Lula a ter um biloura em Pernambuco, agora ataca em Minas Gerais.

Como todos sabem, e quem não sabe fique sabendo, o pior problema para os partidos políticos é conciliar as composições em nível nacional com aquelas dentro de cada Estado. No caso específico da matéria, o problema foi gerado porque a Dilma propôs uma dobradinha com o candidato a governador do PSDB, Antonio Anastásia, o que levaria a um movimento chamado “Dilmasia”, da mesma forma que anteriormente houve o “Lulécio” , que foi uma composição entre Lula e Aécio. Simplesmente, ela esqueceu que o Hélio Costa, do PMDB, que se compõe com o PT no nível nacional, também é candidato a governador. Este então ameaçou apoiar o candidato a presidente José Serra e criar o movimento “Serrélio”.

Como diz o apresentador de um programa de TV, que quando inicia gotas de sangue começam a sair do aparelho e que eu vejo normalmente quando almoço nos “self-services” da vida: “Durma-se com uma bronca dessa!!!”

Como uma coisa puxa a outra, eu comecei a pensar em Pernambuco. Pode-se pensar noutros estados também, mas sendo desta “nova Roma de bravos guerreiros”, ficarei por aqui. Ainda não temos todas as definições de candidaturas, nem a presidente nem a governador. Temos certeza apenas que o governador Eduardo Campos tentará a re-eleição e já temos os movimentos “Lududu”, “Didudu” ou mesmo “Cidudu”. Mas, o PV pode não lançar candidato próprio a governador e tentar uma carona na popularidade do atual, mesmo que em nível nacional tenhamos a Marina Silva. Teríamos então o “Duduma”.

O Jarbas Vasconcelos, ainda não decidiu se se candidata a governador ou vice-presidente na chapa de José Serra. Dizem que a sua indecisão é tamanho que numa manhã seguinte de uma noite mal dormida ele declarou que não queria mais nenhuma das duas opções. Esperaria o próximo pleito e se canditaria a vereador em Caetés. Mas, já houve um desmentido de sua assessoria de imprensa.

Supondo que ele saia para governador, pelo PMDB, com o apoio do PSDB, teremos o movimento “Serrajá”, depois de um longa discussão entre os dois partidos se não deveria ser “Jasserra”. Se tiver o apoio do PV, teríamos o movimento “Jamari”.

E o se o João Paulo ficar revoltado por não ter sido escolhido para a candidatura ao senado, como ficou o Fernando Bezerra Coelho? Pode muito bem apoiar o Jarbas. Teríamos então o movimento “Paujá” ou “Japau”, dependendo da correlação de forças. E se o preterido for o Humberto Costa? Ninguém iria propor um nome tal como “Jacosta” ou “Costajá”, devido a facilidade de cobrirem a letra “C” com um “B”.

Como vemos, nas próximas eleições não faltarão epítetos para animar esta grande festa cívica. Há ainda grandes possibilidades. Crie a sua, faça sua bandeira e torça pelos seus candidatos. Eu já estou pintando a minha para espalhar o meu movimento, o “Dinunca”.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com
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(*)As charges são de vários sites na Internet.

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