sexta-feira, 16 de abril de 2010

Tenho orgulho de ser político



Ontem me chegou às mãos um exemplar da Revista Veja, órgão da grande imprensa nacional, tão odiada pelo Jodeval e pelo PT, com exceção de uma ala radical do partido, chamada: “Somos do Contra Sempre”. Não quero discutir aqui se a Veja pertence ao PIG (Partido da Imprensa Golpista) ou não. Só sei que é meu dever, como cidadão brasileiro, lutar para que o Partido criado pelo meu conterrâneo Lula, o PT, não se alie ao PIG para aplicar o Golpe de Mestre, neste País, que já estava perdendo seu ímpeto de ditaduras sucessivas.

Em suas páginas amarelas ela traz uma entrevista com o ex-governador de Minas Aécio Neves, que além do seu pedigree político dos Neves, sempre repete a frase que dá título a este artigo: “Tenho orgulho de ser político”. No governo de Minas Gerais, notabilizou-se pela sua administração eficiente que deu a ele uma aprovação de 92% da população do estado. É um percentual ainda maior do que o do Lula, no país. Mostrando que não é preciso deixar de ser político para ser um bom administrador, quando se está cercado por uma boa equipe que prima pela eficiência no uso dos recursos, ao invés de pulverizá-los com fins eleitorais e eleitoreiros.

Depois de ler a entrevista fiquei com a impressão de que meu amigo de infância Lula se meteu mato a dentro sem a companhia de um bom cachorro. É atacado por todos os lados e não tem quem o defenda, porque ele deixou o cachorro amarrado no PT, com uma corrente e cadeado, deixando a Dilma com a chave. Eu penso que ele, quando coloca a cabeça no travesseiro, só deve dizer baixinho, em tom de reclamação: “Onde eu fui amarrar meu jegue!!!

O ex-governador Aécio Neves, quando perguntado: como será o tom da campanha presidencial, este ano, responde:

Acho que, em primeiro lugar, a candidata Dilma terá de explicar logo como será sua relação com seu próprio partido, o PT, em um eventual governo. O PT tem dificuldades históricas de ter uma posição generosa em favor do Brasil. Quando a prioridade do Brasil era a retomada da democracia, o PT negou-se a estar no Colégio Eleitoral e votar no presidente Tancredo Neves. O PT chegou a expulsar aqueles poucos integrantes que contrariaram o partido. Prevaleceu uma visão política tacanha, e não o objetivo maior que tinha de ser alcançado naquele momento. Se dependesse do partido, talvez Paulo Maluf tivesse sido eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. Ao final da Constituinte, o PT recusou-se a assinar a Carta. Quando o presidente Itamar Franco assumiu o governo, em um momento delicado, de instabilidade, e o PT foi convocado a participar do esforço de união nacional, novamente se negou, sob a argumentação de que não faria alianças que não condiziam com a sua história. Se prevalecesse a posição do PT, nós não teríamos a estabilidade econômica, porque o partido votou contra o Plano Real. O presidente Lula, com sua autoridade, impediu que o partido desse outros passos errados quando chegou ao governo. Mas o que esperar de um governo do PT sem o presidente Lula?

Eu tenho muito medo. Talvez não aquele medo global da Regina Duarte em relação ao candidato Lula, mas, o medo de que outra vez a ala radical, “Somos do Contra Sempre”, tome conta do partido como nestes episódios de que falou o Aécio. Ainda, ele próprio dar o seu palpite sobre a Dilma:

Eu acho que, pelo fato de a ministra Dilma nunca ter ocupado um cargo eletivo, há uma grande incógnita. Caberá a ela responder, durante a campanha, a essa incógnita. Dar demonstrações de que não haverá retrocessos, de que as conquistas democráticas são definitivas. A ministra precisa dizer de forma muito clara ao Brasil qual será a participação em seu governo desse PT que prega a reestatização, que defende uma política externa ideológica, que faz gestos muitos vigorosos no sentido de coibir a liberdade de expressão.”

Eu diria, que será muito difícil que ela consiga isto, pois, em relação à política externa, nem o Lula consegue se desligar de regimes não tão democráticos e ainda acena para um saudosismo de uma revolução “proletária”, quando, se levarmos em conta a época em que este termo foi importante, nem mais proletários existem. Eu também sei que o outro candidato também tem seus flertes com um estado mais atuante, e isto não é um mal em si, quando aplicado de forma realista no mundo moderno. Isto também o Lula tentou fazer e não conseguiu porque “ele está num mato sem cachorro”, e nem o PT nem a Dilma estão dispostos a soltar o amigo da Michelle (cadelinha do meu conterrâneo, que sempre gostou de cachorros, também chamada de “primeira-cachorra”).

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

Nenhum comentário: