quinta-feira, 20 de maio de 2010

Lula e Ahmadinejad



Usei o título de uma postagem do Blog do Jodeval neste meu artigo. Como o Jodeval colocou o texto em francês, para aqueles que não sabem o idioma do Charles de Gualle, aviso que este não é apenas uma tradução daquele, mas, trata do mesmo assunto, embora de forma diferente.

Todos ficaram sabendo que o meu conterrâneo, Lula, foi ao Irã com uma missão quase impossível de convencer o presidente iraniano, de nome estranho, a concordar com um acordo sobre seu programa nuclear, adaptando-o às normas indicadas pela ONU. Depois de tentativas frustradas de Barack Obama, e outras pessoas importantes no Mundo, era de se prever que meu amigo de infância, depois de tanta badalação a sua volta, como um dos 25 líderes mais influentes do mundo, não poderia deixar de passar a oportunidade de meter sua colher neste caso.

Apesar de alguns, como o cubano Carlos Montaner, dizerem, que Lula é uma pessoa dentro do Brasil e outra fora dele, como sugere o texto abaixo (Revista Época – 21.04.2008):

“O Lula faz uma coisa parecida com o que fazia o PRI , partido que governou o México durante sete décadas. Pratica uma política conservadora dentro do país e faz um jogo sujo na política externa. Usa seu coração de esquerda no exterior. E, no Brasil, governa com o ventrículo direito. É lamentável que Lula, que tem um grande respaldo popular dos brasileiros, tenha o repúdio de 60%, 70% dos venezuelanos. Eles o vêem como um aliado de Chávez. Quando as coisas na Venezuela mudarem, a população não vai sentir o governo de Lula como amigo. Vai vê-lo como um governo que ajudou um regime que violou seus direitos.”

Eu ainda acredito na sinceridade do presidente. Esta crença vem de antanho, dos tempos de nossa infância, época em que corríamos pela caatinga como bois ou vaqueiros sem gibão. Ele já se mostrava um líder, naquela época, levando-nos a cometer as maiores proezas infantis na zona rural de nossa amada Caetés. Naquela época tudo era rural. E, da mesma forma que hoje, não resistia a um desafio gerado por um elogio a suas ações.

- Lula, tu foi o primeiro a chegar lá em cima da árvore e pegar a manga madura!

No outro dia porder-se-ia esperar que ele subiria numa maior ainda e descia com uma jaca. Muitas vezes não conseguia e tirava as frutas verdes, mas não desistia nunca.

O que ele foi fazer no Irã parecia ser descer com uma jaca enorme, pensando que estava subindo num pé de jaca. Mas, era um pé de jaboticaba. Entretanto, aqui no Brasil, continuamos acreditando que ele trouxe uma jaca, e nos outros países, já fotografaram até a jaboticaba. E até que se descubra, aqui no Brasil, que a diplomacia brasileira está confundindo jaca com jaboticaba, sua candidata a presidente, se não meter o pé na jaca, vai terminar ganhando as eleições.

Vou reproduzir aqui um possível diálogo entre nosso presidente e o presidente do Irã, cujo nome está no título e para escrevê-lo outra vez tenho que copiar e colar, o que não vou fazer agora. Ele deveria ter um nome mais fácil como aqueles de um ditador da América do Sul, como Fidel Castro, ou mesmo como aprendizes de ditador igual a ele, como o Hugo Chaves.

- Presidente, estou aqui não só em nome do Brasil, mas em nome do mundo, e se o Zé Serra está certo, mesmo em nome do Universo inteiro, pois já sou um Deus, para pedir que reveja sua posição de fabricar bombas atômicas.
- Caro Lula, que interesse você tem nisso? Vem a pedido do Barack é?
- Claro que não Almir de Nazário. O Barack quer é logo fazer o que os americanos fizeram com Cuba, botar vocês no gelo. O que vim fazer aqui foi tentar livrar vocês desta fria. Já pensou o Irã sem Coca-Cola!?
- Mas se não construirmos a bomba atômica, Lula, como iremos enfrentar nosso inimigo Israel que já a tem, e vivem inventando esta estória de holocausto para o mundo ter dó deles. Isto de holacausto nunca houve. Mas, com nossa bomba e nossos foguetes poderemos fazê-lo.
- Companheiro Presidente, não sei o que vocês tem contra judeu. Sei que não é porque mataram Jesus, porque vocês nem dão muita importância a ele aqui. Será só problema religioso?
- Lula, você está cansado de saber que ganhei a eleição, mesmo que a grande imprensa ocidental diga que houve fraude mas, ganhei, por causa da promessa de bomba. Não possa agora ir contra aqueles que votaram em mim.
- Eu até entendo Almir, pois me elegi também com uma bomba. Embora não atômica, o Bolsa Família também é uma bomba de efeito retardado. Desde da música de Luís Gonzaga, um nosso cantor, onde ele dizia: “...dar uma esmola a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha, ou vicia o cidadão”. Eu posso até pensar que muitos dos meus patrícios vão morrer de vergonha, mas leva um tempo. Enquanto, no seu caso, você pode destruir o mundo com sua bomba.
- Eu sei disto, Lula, mas o que você sugere?
- Amigo, se posso lhe chamar assim como chamo o Fidel, o Hugo, o Evo e até mesmo o Barack, o negócio que Amorim propõe é o seguinte: Você manda uns quilos de urânio para a Turquia, onde ficarão guardados, e a Turquia mandará urânio enriquecido, pois lá eles já fazem isto melhor e podem ser fiscalizados. Com ele vocês não poderão fazer a bomba mas poderão usá-lo para fins pacíficos, como nós. É isto que todos os outros países desejam ouvir. Você fará uma declaração pública junto comigo, é claro, e partiremos para o abraço, igual a Ronaldo quando faz um gol. Deixaremos todos satisfeitos, e o Barack não poderá dizer mais nada, a não ser dizer a mim: Você não é mais o “cara”, você é um Deus, fazendo jus ao meu “status” atual.
- Lula, você é Alá!

E o acordo foi feito. Lula foi manchete em todos os jornais. E seu novo “status” só não foi consagrado, por que viram um funcionário do Irã escondendo um monte de urânio, que já dar para fazer umas cinco bombas, e o Barack e outros chefes de estado, como o da Rússia, desconfiaram da esmola grande. Entretanto, para o nosso conterrâneo isto são detalhes que não vem ao caso. Aqui no Brasil todos, menos talvez, a Mirian Leitão e o Rafael Brasil lá de Caetés, estão chamando Lula de Deus, inclusive o Zé Serra e o Jarbas, já aderiram. O Jodeval parece ainda tentar escolher se o compara a Deus, e admite sua existência, ou ao Padre Cícero, mas a imagem do Lula já está pronta: Um operário de terno do Armani. Deve servir como uma luva para a estátua do Roberto Almeida.

Eu só me incluo entre os céticos com medo que sua divindade passe para a Dilma e ela ganhe as eleições, embora ache que ela não é “muito católica não”, mas isto já é outra história, por enquanto eu apenas rezo, mesmo que seja prá Lula, para que isto não aconteça.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com
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(*)Fotos e charges da Internet.

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