sábado, 15 de maio de 2010

Roberto voltou... E responde



Amiga Lucinha Peixoto, Bons dias!!!!

Vou começar esta mensagem repetindo a frase do último e-mail que te enviei: ... que pena, que pena ... que você continua na Igreja Católica Apostólica Romana (Brincadeirinha, não fica brava comigo). Complemento a brincadeirinha manifestando: que bom, que bom que a novela “Viver a Vida” acaba esta semana. Que bom que vai começar uma nova novela, e como diria o amigo José Fernandes: se não estou salvo enganando-me (desculpe Zé se a redação do plágio esta errada) essa “Passione”,’ que vem por aí, promete valer a pena assistirmos.

Lucinha, quanto ao nosso amigo Cleómenes, não o considere um ingrato. Todos nos precisamos de vez em quando dá uma sumida, ou melhor, como se diz em “pernambuquês”: o Cleómenes só “pegou um beco”. Espero que temporariamente. Quando falamos do amigo Cleómenes conseqüentemente falamos do seu ateísmo e nesse momento quero tornar público um esclarecimento. Em um dos meus diálogos com o Cleómenes ele definiu ateu, para efeitos práticos, como aquele que não conta com Deus para resolver os problemas humanos. Tendo em vista esta a definição para o ateísmo, eu consenti ser denominado, como ele, de ateu. Embora, como já manifestei em outras ocasiões, não me julgo um ateu no conceito comumente utilizado para a crença na existência de Deus. Frente a este conceito, e não aquele, continuo me considerando um agnóstico e justifico esta minha condição:

1º – Excluo a possibilidade de Deus existir como propaga o criacionismo (doutrina baseada no Gênesis bíblico). Para mim é impossível acreditar, por exemplo, que o mundo foi criado há uns poucos milhares de anos como defende os criacionistas, quando as evidências atuais nos demonstram a idade de bilhões de anos do Universo (ver conclusões das sociedades científicas sobre imagens do Universo obtidas pelo Hubble). Está é apenas uma das muitas inverdades difundidas pelas “Sagradas Escrituras” dos criacionistas.

2º – Meu agnosticismo é fruto de, após duras jornadas de estudos, reconhecer minha incapacidade de compreender essa Energia Primordial, essa Mente Universal a qual podemos chamar de Deus ou de outro nome qualquer. O nome não é a Coisa. Não me sinto triste ou infeliz por não ter capacidade de imaginá-Lo, muito menos em conceituá-Lo ou compreendê-Lo verdadeiramente. Satisfaço-me em pensar que Ele, de alguma forma, está presente no meu ser, como esta em tudo que existe e não é produto da mente humana (ao meu juízo, algumas novas teorias começam a vislumbrar uma luz no fim do túnel para que possamos ter uma melhor compreensão Dele).

3° – Fruto do meu agnosticismo me distanciei, ou melhor, deletei do meu “softwere” os condicionamentos da tradição religiosa Judaico-Cristã, que me foram inculcados desde tenra infância (desculpe amiga, penso que estes condicionamentos nos tornam muito ingênuos, quanto a realidade transcendente). Se eu tivesse nascido numa outra cultura como, por exemplo, as que professam o Jainismo, o Budismo ou o Confucionismo, onde não se impõe adesão ao mito criacionista, ou a “digerir” os desmandos históricos da religião Católica, talvez ainda hoje eu fosse religioso, como você tanto me incentiva ser (embora, eu não tenha certeza disto - continuar religioso).

Feito o esclarecimento da minha condição de agnóstico complemento o assunto, que penso correlato, dizendo que não vejo nenhum problema em “confessar” com o Padre Nelson. Também explico: a palavra “confessar” para mim tem o significado de: revelar(-se), declarar(-se); contar ou reconhecer como verdade. Por isso, posso compartilhar com o Padre Nelson, ou com qualquer outra pessoa, todos os fatos do meu viver. Sem demagogia (ação ou discurso que simula virtude), sinceramente, desde que deletei as religiões da minha vida, passei a responder pelos meus atos para mim mesmo, para minha consciência. Desse modo, nada do que faço ou digo é segredo de confessionário ou preciso me penitenciar conforme a tradição da igreja católica. Quando jovem, escondia ou me envergonhava de alguns malfeitos. Hoje, minha vida é como dito popular: “um livro aberto”, mesmo frente aos meus erros. Entendo que, quando erro só serei absolvido por Ele do erro cometido se passo a não mais cometê-lo e, ainda, que é epreciso empreender o esforço que me for possível para reparar o dano causado por tal erro.

Bem amiga e companheira dos folhetins da Rede Globo, chega de ateísmos, agnosticismos e religiões. Vamos nos preparar para viver a vida sem Maneco’s e Monjardin’s, mas com “Passione”. Não só a da Globo mas, também, a que devemos ter pela vida. Com certeza à partir da próxima semana nossa “resenha” estará permeada pelo idioma italiano, certo? Então: Cerchiamo quindi di vivere la vita con PASSIONE perché è bella, è bella ed è bello.

– Deixa de ser metido à besta Roberto, “tu num sabe falar nem em brasileiro quanto mais intaliano”.

“Viiiiiixi mainha”, tô deformado!!!

Um abração, Fuiiiiii!!

Roberto José Tenório de Lira - rjtlira@yahoo.com.br

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