quarta-feira, 2 de junho de 2010

Desiludido..., mas com fé em Marina



Após ler o artigo da Lucinha Peixoto (http://www.citltda.com/2010/05/marina-com-fe.html), também fiquei com vontade de escrevinhar sobre esse último bordejo literário da amiga Citeira. Como a Lucinha, também sou “Marineto” de primeira viagem. O nome Marina inspirou o poeta Dorival Caymmi que finaliza sua canção dizendo-se “de mal” com a sua Marina Morena. Eu não, eu estou “DE BEM” com a nossa Marina da Silva, e nessa oportunidade passo a chamá-la de Marina do Brasil. Retiro o “Silva” do seu nome para que não seja estabelecido nenhum vínculo pretérito, presente ou futuro, com o presidente Lula da Silva. Neste eu já tive fé, não tenho mais e como vamos falar de fé, religião e política lembrei de um livro intitulado “Sacerdotes e Políticos: a máfia da alma”, do Osho. A lembrança esta associada ao nosso presidente e não a minha candidata Marina. No momento, o conteúdo do livro não vem ao caso, o que têm importância é refletir sobre a máfia que se instalou no Palácio do Planalto, com a anuência do Lula.

Penso que todos nós, no decorrer da vida, podemos sofrer algumas desilusões. Desilusão com amizades, com amores ou no que acreditamos, desilusão naquilo que tínhamos fé. Felizmente, e não graças e nenhum Deus, não tive desilusão com amigos ou com amores. Mas, já fui iludido por algumas crenças tanto religiosas quanto políticas. Na infância, fui levado a crer num “Deus” que mais tarde se mostrou inconcebível. Por isso, passei a procurar um Deus possível, um Deus diferente daqueles que são criados e propagados pelas diversas religiões. O Deus que hoje compreendo possível se caracteriza por não ser branco, negro ou amarelo. Não é homem nem mulher, muito menos é a imagem ou tem semelhança com qualquer ser humano. Não é católico nem budista, está em tudo e em todos. Ele não vigia nem controla ninguém, não pune nem concede graças. A Grande Mente simplesmente estabeleceu Leis Universais que regem inexoravelmente toda a Criação. Esse Deus não me conduz a ter preconceito ou desilusão com os crentes seja qual for a sua religião. Penso que os crentes religiosos são vítimas inocentes da inculcação recebida desde tenra infância. Portanto, para mim, quem não merece crédito é o conteúdo das religiões. Não sou marxista, mas consinto com Karl Marx quando, na Introdução à Crítica da Filosofia do Direito de Hegel, ele manifesta: “A religião é o suspiro da criatura oprimida, o ânimo de um mundo sem coração e a alma de situações sem alma. A religião é o ópio do povo.”

Quanto às desilusões políticas destas ainda hoje sofro, as chagas continuam abertas, mas hei de cicatrizá-las. Olhando pelo retrovisor para minha participação política, vejo que minha juventude foi permeada por sonhos quiméricos, idealistas, utópicos. Ao atingir os anos que para alguns lhe dá o “status” de adulto, passei a acreditar no ideário do Partido dos Trabalhadores (PT). Quanta desilusão... quanta desilusão. Fui um daqueles que confiou seu sufrágio ao Lula, nas quatro primeiras eleições em que foi candidato a presidente da nossa Res publica. Eleito, meu ídolo político metamorfoseou-se no que há de pior na política. Assim, Lula e o PT substanciaram minha grande desilusão política e tendo em vista esse desencanto não canto mais: “Lula-lá! Brilha uma estrela!/Lula-lá! Cresce a esperança!”. Mas, como diz o velho ditado “a esperança é a ultima que morre”, passo a cantar: “Marina-Agora! Nasce uma Esperança!/ Agora-Marina! Restitui minha confiança!

Não vou falar do “Poste” que o Lula quer eleger nem vou falar do “Serrote”, prefiro cantar com o cancioneiro Geraldo Vandré: “Para não dizer que não falei de flores: – Caminhando e cantando/ E seguindo a canção/ Somos todos iguais/ Braços dados ou não/ Nas escolas, nas ruas/ Campos, construções/ Caminhando e cantando E seguindo a... MARINA”. Se às Leis permiterem, é claro.

Meu voto para a Marina não é orientado só pelo coração, como ela pediu, mas também pela razão (faculdade mental onde a fé deve ser consubstanciada). Assim, minha fé na Marina substitui conscientemente a fé que um dia tive no Lula (não tenho mais) e a fé que hoje tenho no ideário do Partido Verde (PV) substitui refletidamente a fé que um dia tive no ideário do PT, que sumiu não sei se com ou sem doril.

Penso que a fé que os pesquisadores dizem “tratar-se de um combustível poderoso que impulsiona as pessoas para uma vida melhor” pode ser um tipo de fé diferente da fé religiosa. Minha expectativa e que a Marina reservará sua fé religiosa para sua vida pessoal (particular) e governará nosso país com outro tipo de fé. Que a fé da Marina como presidenta seja no valor do seu povo, na crença que a honestidade é o maior bem que um político pode oferecer aos seus eleitores. Fé que a nossa nação pode ser governada sem nepotismo ou aparelhamento do estado. Assim sendo, tenho fé que no seu governo, como ela mesma diz: “Um Brasil mais justo, mais harmônico e sustentável é possível.

Um último esclarecimento se faz necessário. Para mim, a verdadeira fé não é a significada na rubrica religiosa, para mim o seu significado adequado para a palavra é: "confiança absoluta (em alguém ou em algo); crédito (Houaiss)”. Agora, se alguém pensar que por me considerar uma metamorfose ambulante a minha fé pode transformar-se na fé religiosa que a Marina professou ou professa pode tirar o cavalinho da chuva, continuo AGNOSTICÃO e não adianta achar semelhança entre um AGNÓSTICO é o CÃO (o diabo), pois, como já manifestei esse negócio de Satanás, Capiroto, ou Belzebu & Cia., para mim é negócio para um belo-zebuíno dormir (sem trocadilho).

Roberto Lirarjtlira@yahoo.com.br

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