quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ecos da Copa - O Seca-Pimenteira



Li hoje o texto de Jameson Pinheiro (http://www.citltda.com/2010/07/ecos-da-copa.html) e ontem o do Diretor Presidente (http://www.citltda.com/2010/07/as-vuvuzelas-da-cit.html), ambos versando sobre a Copa do mundo, mas, com enfoques diferentes. Além disso li também, num jornal que sempre o Laboratório que frequento assina, sobre coisas bastante inusitadas. Uma menina chinesa engoliu e expeliu naturalmente 20 pregos. A reportagem não esclarece de que tamanho eram os pregos, mas, pensando em proporção, deveriam ser pequenos, uma menina é uma menina. Lavrador foi preso por abusar sexualmente da filha durante 20 anos.Uma moça do Paraguai tira a roupa, como havia prometido, se o seu país fosse campeão, mesmo que ele não tenha passado das quartas de final. Se a moda pega e o Maradona quiser cumprir a palavra e fizer o mesmo, nas ruas de Buenos Aires, será o fim do mundo.

Então pensei, se pode acontecer tudo isto, porque não eu não posso escrever sobre futebol? Mesmo sem os conhecimentos técnicos do Jameson ou do Tostão, de quem sou leitor assíduo, sou um brasileiro, e como tal, nestas épocas copistas, tenho minhas opiniões. Antes de dá-las deixem-me cumprir a minha sina e citar quem, sempre que posso leio, e confesso, nunca fiquei com cheiro de esgoto, o Sebastião Nery, em sua coluna do dia 06.07.2010, cujo título é: O seca-pimenteira.

Lula

Não quero ser repetitivo, mas os leitores devem lembrar-se. No auge de suas magníficas vitórias como o primeiro do tênis mundial, Guga foi a Brasília levar sua raquete de presente a Lula. Adverti e, preocupado, escrevi aqui na véspera, que a estrela de Lula, tão poderosa, só funciona para ele. E, o que dá de sorte para ele, Lula dá de azar para quem chega perto dele. (José Dirceu e Palocci sabem. Dilma que se cuide).

Não deu outra. Houve o desastre. Lula ganhou a raquete e secou a sorte de Guga, que nunca mais jogou tênis. É um tremendo seca-pimenteira.

Na véspera da Copa de 2006, Ronaldo fenômeno e Roberto Carlos também foram a Brasília levar de presente a Lula suas camisas. Avisei de novo. A Copa acabou na catástrofe que se sabe e os mais atingidos foram exatamente Ronaldo e Roberto Carlos. Não foi por falta de aviso.

Há inúmeros outros fatos, como o martírio do bravo e valente José Alencar, o fracasso e o prejuízo do filme Lula, o Filho do Brasil, etc.

Copa

Sexta-feira cedo, li no Painel da Folha:

- "A primeira-dama, Marisa Leticia, telefonou ontem para Dilma Roussef e convidou a candidata do PT a assistir Brasil x Holanda, no palácio da Alvorada, com Lula e companhia". Lá vinha o seca-pimenteira.

Quando a seleção desceu em Brasília, antes de viajar para a África do Sul, lembrei de Guga, Ronaldo, Roberto Carlos, tantos outros, e senti que o Brasil estava liquidado. Deu no que deu. Era o seca-pimenteira.

Nunca antes na história deste país um só presidente perdeu duas Copas. Alguns outros perderam outras Copas. Mas duas só Lula.

Dunga

A televisão brasileira é o retrato mais explícito do Brasil de Lula, um governo sem caráter no país do Big Brother, tudo escondido embaixo dos lençóis, dos edredons. Durante quatro anos, rasparam da TV o nome de Ronaldinho gaúcho. Por que? Só porque não foi convocado? Não queriam desagradar a Ricardo Teixeira e a Dunga. Era para puxar o saco de Dunga.

No primeiro tempo de Brasil x Holanda, logo depois do gol de Robinho, a TV mostrava Dunga o tempo todo na sua cadeira de técnico ou em pé, com aquele casaco preto de fantasma de filme de horror. Mal veio o segundo tempo com o primeiro gol da Holanda, Dunga foi tirado do ar.

Ninguém mais o viu. O tempo inteiro desaparecido. Terminada a partida, ele de costas, saindo pelos fundos, como um cão escorraçado.

Mas Dunga não era o grande herói, guerreiro, brameiro, criminoso vendedor de cerveja para os jovens? E não só ele. Outros também. Bem feito.”

Realmente eu já havia lido sobre esta características do meu conterrâneo, de dar azar àqueles que os cerca de carinho e admiração. É o chamado “pé-frio”, ou “seca-pimenteira”. Sempre pensei ser isto uma terrível injustiça, pelo menos, se me ativer ao período infantil, no qual sofri os olhares de Lula com mais intensidade. Tudo que aconteceu tinha a sua explicação dentro dos parâmetros racionais que deveriam pautar a vida humana. Mas, ao ler o artigo acima, fiquei em dúvida.

O dia em que o Lula me disse, olhando nos meus olhos que eu não deveria jogar no time dos filhos de seu Zuza e eu, contrariando-o, torci o tornozelo num dos não poucos buracos do campinho de terra batida, terá sido uma mera coincidência? Coisas que aconteceriam se ele me olhassem ou não? E aquele pé de pimenta malagueta na casa de Dona Lindu, que um dia vi toda viçosa com quase todas pimentinhas vermelhinhas e prontas para o molho com calda de feijão? Certo dia Lula me disse que sua mãe havia carregado muito na pimenta e ele quase queima a boca toda. Quando foi no quintal, ficou olhando para pimenteira com uma raiva danada. Será que foi por isso que passei lá dias depois e a pimenteira estava mortinha, mortinha, toda marrom? Sei lá?

Mas esta característica, mesmo sendo verdadeira, não é de todo má. Se o meu amigo de infância realmente seca a pimenteira e tem o pé frio, em certos casos, ele faz justiça, como no caso de José Dirceu, Palocci, Popó e outros que temos motivos, políticos ou não, para que aparecesse alguém com o olhar do Lula e os secassem. Entretanto, só acreditarei mesmo neste seu poder, se a Dilma e o Eduardo Campos perderem a eleição. Para mim foi pura coincidência o fato dele, ao convidar Dilma para ver a Copa, o José Serra empatar nas pesquisas e ao dar total apoio a Eduardo, o nosso Estado Pernambuco, quase sucumbir sob as águas. De qualquer maneira o articulista acima está certo, ao dizer que a Dilma deve se cuidar. Eu, pelo contrário, aconselho a ela, visitar Lula todo dia. Quem sabe a pimenteira seca?

E, alguns podem perguntar, e o que tem o futebol com tudo isto que escrevi? Eu respondo: Nada. Só escrevi isto acima porque agora só se fala de futebol, só se escreve sobre futebol, e isto foi incentivo para vocês me lerem até aqui. Podem parar! Não tem mais futebol. Tenho certeza que o professor José Fernandes, não chegou até aqui, pois não gosta de futebol, nem em copa. Então eu posso contar. Dizem que aquele tombo que o Fidel Castro levou na frente de todo mundo, foi depois de uma visita de Lula a Cuba. Será? Foi nada! É que o velho tá gagá mesmo.

Mas, como “seguro morreu de velho e desconfiado está vivo”, quando encontrar outra vez meu conterrâneo para falar da nossa Academia e de outros assuntos da infância, levarei uma galhinho de arruda atrás da orelha.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

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