sexta-feira, 30 de julho de 2010

Lula, Fidel e Madame Tussauds



Eu ainda me considero viajando e revendo minha terra mãe, Caetés, que, antes que algum aventureiro o faço, eu já proponho, quando Lula bater a bota, é claro, passar a chamar-se de Luis Inácio. Ele merece uma cidade só para ele. Pelo menos por enquanto. Embora, fique pensando, será que ele, se, que Deus me livre, a Dilma for eleita, não irá manchar o seu nome? Eu realmente não suportaria minha dor se algum dia encontrasse o meu conterrâneo com uma garrafa de 51 debaixo do braço, em plena Avenida Santo Antônio em Garanhuns, de onde agora teclo o meu lepitope, cantando e relembrando do nosso saudoso Waldick Soriano:

"Quem és tu?
Para querer manchar meu nome;
Quem és tu?
Se fui eu quem matou tua fome;
Quem és tu?
Não és ninguém, não és nada;
Quando eu te conheci;
Vivias pelas ruas;
Sempre desprezada;
Tive pena, de te ver no abandono;
Sem amor, sem guarida;
Um coração sem dono;
Te pus na Casa Civil;
Limpei o teu nome;
Quem és tu?
Para manchar meu nome."

Todos que me lêem já sabem o que estou fazendo por estas bandas. Vim à procura do Lula, que esteve aqui e em Caetés, mas este façanha, que envolve lances fortes, eu conto depois. Aqui quero apenas me reportar a uma foto que vi num destes Blogs, que são tantos, que me perdoem por esquecer o nome, que é reproduzida abaixo.


Houve um tempo em que minhas as vacas (não as de Lucinha, as minhas não tossem, eu dou Capivarol a elas) engordaram um pouquinho, juntei um dinheirinho e fui para a Europa. Meu objetivo primeiro era visitar a cidade do meu pai em Portugal, que ele me dizia ser uma área onde nascera o Salazar. Fui lá e depois, contei o dinheiro e deu para ir até à Inglaterra. Meu inglês não é muito bom, mas, quem disse que para andar pelo mundo precisa-se saber qualquer língua estrangeira? Hoje, com a indústria do turismo, se você disser que fala só tupi-guarani, surge imediatamente um índio brasileiro, vestido a caráter, para lhe ajudar e ganhar a gorjeta.

Foi assim que fui parar num museu onde são reproduzidas pessoas famosas usando cera. Achei uma coisa maravilhosa. Naquela época só havia de brasileiros o Pelé e Maria Ester Bueno, a tenista. Lembro que havia uma mulher sentada num banco, lendo um jornal do dia, e eu cansado pedi licença para sentar, e ela não falou nada. Olhando melhor, não era que a dita cuja era de cera! Levantei um pouco vermelho e me refiz do susto, mais maravilhado ainda.

Atualmente já deve haver outros personagens brasileiros e outros tantos internacionais. O João Paulo II deve ter sido substituído por Bento XVI, o Bush pelo Obama, o John Major por George Brown, pois talvez não tenha havido tempo de fazer o novo primeiro ministro deste pais dos Beatles, que também estavam lá. Não sei se o Lula já está por lá, mas, com seu prestígio internacional, talvez esteja. Entretanto, vou parar com esta propaganda do Reino Unido, e dizer porque resolvi escrever sobre este museu, que é chamado de Museu de Madame Tussauds.

Quando vi a primeira foto desta crônica, do comandante Fidel, ídolo dos nossos PILA (Perfeito Iludido Sul-Americano), não pude deixar de associá-la a um museu de cera. Olhem bem para ela, e se necessário cliquem para ampliá-la, e vejam a semelhança da figura central com aquelas das outras fotos neste texto. Todos perceberão que o Fidel não é um ser humano normal e sim um boneco de cera, pronto para ir para Madame Tussauds. Talvez o boneco já tenha sido feito prevendo o desfecho de sua vida, que será igual a de qualquer um de nós, com uma diferença, ele será um boneco lá no museu, onde ficará na galeria dos notáveis: Hitler, Mussolini, Idi Amin Dada, Stalin, Mao e outros seus colegas na História.

Em tempo, deram-me de presente um livro chamado “A Volta do Idiota”, dos mesmos autores que escreveram “O Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano”, sobre o qual escrevi anteriormente (http://www.citltda.com/2010/06/imprensando-diplomacia.html), cujo conteúdo foi maravilhosamente, como sempre, comentado pelo professor José Fernandes (http://www.citltda.com/2010/06/imprensa-e-diplomacia.html), num artigo que lhe rendeu até um grande elogio do Jodeval Duarte em seu Blog. Espero quando terminar minha leitura possa comentar, se puder, os seus comentários. Por enquanto, estou atrás do Lula, em Caetés, e aqui em Garanhuns, esperando que a Dilma não me veja.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

Nenhum comentário: