terça-feira, 31 de agosto de 2010

Outra entrevista com o Poste



Ontem a noite o Poste concedeu mais uma entrevista, agora Jornal da Globo, onde serão também entrevistados outros candidatos. Transcrevemos abaixo esta entrevista cuja marca é a sinceridade nas respostas, igual a anterior, devo reconhecer.

William Waacka: Boa noite. Bem-vinda ao Jornal da Globo. Candidata, o seu tempo começa a contar a partir de agora. Eu vou formular a primeira pergunta. A senhora passou - até talvez por não ter disputado nenhuma eleição até agora - por uma grande transformação física. Cabelo, roupa, o jeito de falar... Foi difícil?

Poste: Boa noite, William. Boa noite, Christiane. É, eu acho que esse é um processo diferente de ser ministra-chefe da Casa Civil. É, eu sempre digo que, como ministra-chefe da Casa Civil, a gente trabalha muito e tem muito pouco tempo pra você se relacionar com a população porque é um trabalho de bastidor, de construir, de estruturar um governo, de levar ele à frente. Então há uma exigência muito grande. Quando eu passei a ser candidata, eu acho que - vou te falar assim com sinceridade -, acho que é melhor, mais fácil porque implica em você ter contato com as pessoas, conseguir conversar com elas, fazer propostas. E é importante também você cuidar da forma como você aparece em público. Porque você vai, na verdade, aparecer pros 190 milhões de brasileiros, de uma forma ou de outra, ou através da TV aberta ou através do rádio, também, que você vai conversar. E, principalmente, eu acho que no contato pessoal. As pessoas gostam que a gente se cuide pra se aparecer pra elas. Então eu acho que isso foi bom pra mim. E eu acho que é bom também pras pessoas que me assistem, me veem. Mesmo um poste tem que ser bonito prá ser carregado. Obviamente isto não se aplica ao Lula, pois quanto mais mal vestido e mais mal cheiroso ele se apresenta, mais o povo gosta. Eu que fico em cima daquele palanque sentindo de perto o cheiro, não sei como a galega aguenta.

Christiane Peleja: Candidata, a gente tem visto muitos petistas envolvidos em escândalos na campanha da senhora. José Dirceu, por exemplo. Qual é o papel que ele terá num possível governo da senhora?

Poste: Olha, sabe, Christiane, eu não tenho discutido o futuro governo. Por uma questão, eu acho, que de respeito à população. Pra você começar a discutir um governo, eu teria de estar eleita. Eu acho que a questão que se coloca quando você está em campanha eleitoral é respeitar uma das questões mais importantes na democracia que é o voto do povo dia 3 de outubro. Se eu colocar a carroça na frente dos bois, em vez de eu discutir os programas do governo, em vez de eu dizer o que eu quero pras pessoas me escolherem como presidenta do Brasil, eu vou ficar discutindo uma coisa que não aconteceu? Por que, cá entre nós, pesquisa não ganha eleição...A Mirian Leitão está certa no artigo que sairá amanhã na imprensa, e que tive acesso a pouco, e eu tenho que dizer o contrário do que ela disse que eu disse.

Christiane Peleja: Mas a senhora...

Poste: O que ganha eleição é voto na urna...

Christiane Peleja: Mas a senhora...

Poste: Dia 3 de outubro.

Christiane Peleja: Mas a senhora não vê problemas em trazer de volta à política uma pessoa que teve direitos políticos cassados?

Poste: Eu vou te insistir com isso. Eu não vou discutir nem o Zé Dirceu, não vou discutir quem quer que seja. Outro dia colocaram que o Henrique Meirelles, outro dia colocaram que era o Guido Mantega, outro dia colocaram que era o Palocci. Eu, em princípio, não discuto nenhum nome pro meu governo...

William Waacka: A senhora vai deixar...

Poste: É uma questão assim de princípio. Por quê? Porque eu tenho sido acusada também de estar querendo ganhar a eleição antes da hora e que eu quero sentar na cadeira antes. Eu queria dizer, gente, que quem sentou na cadeira antes foi o ex-presidente da República e que... acho, inclusive, por dois motivos eu não sento em cadeira antes. Primeiro porque eu respeito o voto popular. E em segundo lugar porque eu acho que dá azar sentar na cadeira e ficou visível que deu azar. Dizem que até hoje o ex-presidente não conseguiu tirar a mancha da cadeira em que sentou.

William Waacka: Essa é uma dose de superstição. Uma novidade.

Poste: Como todo brasileiro e brasileira deste país.

William Waacka: Agora, a senhora se recusar a discutir cargos e distribuição de cargos, a senhora vai deixar um monte de gente decepcionada. Seus aliados estão discutindo abertamente quem vai ficar com o quê. Não seria a hora de a senhora participar?

Poste: Sabe, é comigo que sou, se eleita, a parte interessada ninguém fez isso até hoje. Todo mundo respeitou o fato de que em processo eleitoral a gente tem de levar em conta o interesse da população no fato de que ela tem de esclarecer. Segundo, tem de respeitar o dia do voto. É que nem futebol: todo mundo pode ficar fazendo prognóstico, mas, se um jogador de futebol sair dizendo que ele vai ganhar de 2 a 0, de 1 a 0, sem ter a bola na rede, é uma baita pretensão. Eu considero que seria pretensão da minha parte discutir qualquer consequência do processo eleitoral de 3 de outubro sem estar o último voto na urna às cinco horas da tarde. Eu só converso com o presidente Lula. Viu a metáfora futebolística que usei? E nem sou Corintiana, sou Gremista.

William Waacka: Já que a senhora usou o futebol, todo mundo escala o time antes do jogo.

Poste: É. Todo mundo escala o time antes do jogo, mas aí é futebol e eu tô fazendo eleição. As metáforas não podem serem usadas o tempo todo. Já pensou se começarem a me chamar de Ronaldo, só porque eu estou com a silhueta um pouco avantajada? E se eu escalar o Zé Dirceu agora, ele nem vai poder entrar em campo, ele está sendo julgado com mais 40 jogadores.

Christiane Peleja: Candidata, a Receita Federal negou intenção política na quebra de sigilo no vazamento de dados de tucanos na semana passada. Integrantes do seu partido já foram envolvidos em montagem de dossiês contra opositores. Como é que a senhora pode dar garantias pra gente, pra população que isso não vá acontecer num eventual governo da senhora?

Poste: Olha, eu tenho muito tempo de vida pública, Christiane. E jamais compactuei com nenhuma união mal feita. Tenho insistido que a acusação da oposição a mim e à minha campanha é absolutamente sem fundamento. Inclusive, entrei com seis medidas jurídicas contra o candidato, meu opositor - não eu, mas o meu partido -, e também pedi providências à Política.. é, à Polícia Federal pra investigar esse fato. Eu considero que é absolutamente injustificável que uma pessoa acuse outra sem apresentar provas. Nós temos pedido sistematicamente que apresente provas. Aliás, se essa situação for colocada dessa forma, eu queria dizer uma coisa: o partido do candidato meu adversário tem uma trajetória de vazamentos e grampos absolutamente expressiva. Por exemplo, vazamento das dívidas dos deputados federais com o Banco do Brasil nas vésperas da votação da emenda da reeleição. Os grampos que existiram no BNDES e também os grampos feitos juntos ao próprio gabinete, o secretário da Presidência da República. Eu jamais usei esses episódios pra tornar o meu adversário suspeito de qualquer coisa porque eu não acho correto. Naqueles casos de Lina Vieira e Dona Ruth Cardoso, era só briga de mulheres mesmo. Agora, eu também não concordo e que sem provas me acusem ou acusem a minha campanha. Eu tenho uma trajetória política. Na minha trajetória política, eu tive sempre absoluta respeito pela legalidade e pelo uso do dinheiro público. Então não vejo nenhuma justificativa para as acusações a não ser interesse eleitoral.

William Waacka: Candidata, a senhora tem uma longa história política. A senhora foi torturada durante a ditadura militar. Como é que a senhora se sentiu quando ouviu o presidente Lula comparar presos de consciência em Cuba a bandidos em São Paulo?

Poste: Olha, William, eu acho que a trajetória política e de vida do presidente Lula não pode permitir que a gente acredite que o presidente Lula foi uma pessoa que não lutou a vida inteira pelos direitos humanos. Eu, da minha parte, tenho consciência disso e tenho presenciado isso. Acho de forma, muito discreta inclusive, o Brasil é responsável pela soltura dos presos políticos, então isto fica só entre nós. Eu não digo que ele é responsável, que seria também muita pretensão minha, mas eu acredito que o presidente Lula, o Itamaraty e todas as tratativas feitas de forma discreta - como deve ser feito, até porque, se você não fizer de forma discreta, você não consegue muitas vezes o seu objetivo - responsável pela soltura dos presos políticos em Cuba, mas relembro isto fica aqui só entre nós, pois se o Fidel souber, vai descontar nos outros presos políticos. Agora, eu da minha parte, tenho uma convicção, William. Sabe qual é? A minha vida pessoal, ela teve um momento muito duro. Eu vivi a minha juventude durante a ditadura e lutei contra ela do primeiro ao último dia, e nesta hora todas as armas são válidas. Tenho absoluta solidariedade com presos políticos, pois mesmo quando matam e esfolam, ainda devem ser considerados inocentes. Sou contra crimes de opinião, crimes políticos ou crimes por pensar, por querer ou por opor e vou defender isso a minha vida inteira. Veja como podemos mudar, eu hoje até acredito em Deus.

William Waacka: Ou seja, a senhora jamais faria essa comparação?

Poste: Não, eu não acho correto transformar o presidente e falar que o presidente tomou uma atitude errada nesse episódio. O presidente, eu vou repetir, foi responsável, um dos, pelas tratativas de soltura dos presos políticos cubanos. E sua principal colaboradora nesta tarefa não fui eu, a bem da verdade, foi a Lucinha Peixoto, que diz ser “marinete” de primeira hora, mas já foi assessora de Lula. E como ela mesmo diz: “Punto y basta!!!”

Christiane Peleja: Candidata, é notório que as Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, estão relacionadas ao tráfico de drogas e também ao crime organizado aqui no Brasil. Por que a senhora hesita em chamar as Farc de narcoguerrilha?

Poste: Eu jamais hesitei em chamar, falar que as Farc tem relações com o tráfico. É público e notório.

Christiane Peleja: Então a senhora está declarando aqui que as Farc são uma narcoguerrilha?

Poste: Não estou declarando, não. O governo do presidente Lula acha as Farc ligadas ao crime, ao crime organizado e ao crime do tráfico de drogas. Nunca escondemos esse fato. Aliás essa história das nossas relações com as Farc foi muito bem respondida pelo próprio presidente, ex-ministro da Defesa da Colômbia, que disse o seguinte: em várias oportunidades, ele, ministro da Defesa, que combateu inequivocamente as Farc na Colômbia, conversou com elas, teve diálogo, porque tem momentos que sem ele ter o diálogo ele não consegue acabar e negociar a paz. Então, no Brasil, a gente tem de perder essa - eu acho assim - essa visão um tanto quanto conspiradora que muitas vezes se coloca. Se não se conversar, você não consegue inclusive a paz. E eu acho que ele foi muito feliz na resposta que ele deu pra uma revista nesse domingo - né?, foi domingo que saiu - em que ele diz: eu e outros políticos colombianos conversamos também. Tanto, que em meu futuro governo, se for eleita, haverá uma cadeira no palácio só para um representante das Farc, só para conversar, é claro.


William Waacka: Estamos de volta para a segunda parte da entrevista com a candidata do PT à presidência da República, Poste. Candidata, o seu tempo volta a contar a partir de agora, mais dez minutos. A senhora fez parte de um governo que tem sido criticado frequentemente por ter colocado na máquina administrativa muitos militantes do seu partido. Essa política prossegue?

Poste: Olha, eu sempre digo uma coisa, viu, William. Eu acho que um governo é composto de políticos que tenham competência técnica. Vai prosseguir sempre... eu vou prosseguir nesse critério. Vou escolher políticos com competência técnica. Vejam o caso dos Correios. Competência técnica. Aliás, eu sempre conto uma história: acho que os técnicos são muito importantes, mas técnicos que não têm compromisso com o desenvolvimento do seu país, que não têm compromisso com a distribuição de renda do seu país, que não têm compromisso com a inclusão social do seu país, levam o país a situações muito precárias. Eu, por ato do ofício meu como ministra de Minas e Energia, me relacionei com vários ministros da América Latina. E, uma vez, estava em uma reunião, era véspera de Natal, e começou aquela conversa meio social, meio de final de reunião. "Onde você vai passar as férias?". Nós todos... Eu disse: "Na minha casa". Onde você mora? "Em Porto Alegre". Cada um, eram vários ministros. Um deles, que importa, disse: "Ah, eu vou também passar em casa". E aí eu estava em dúvida se ele morava numa de duas cidades daquele país e disse uma delas. Ele falou: "Não". Eu disse a outra, ele falou: "Não". Então onde é? Ele disse para mim: "Eu moro em Miami". A família dele morava em Miami, os filhos dele moravam em Miami, os netos dele moravam em Miami. Eu não acredito que alguém que não crie a sua família no Brasil, que não tenha interesse na educação dos seus filhos de qualidade no Brasil, que não sinta no coração amor pelo seu país a ponto de morar nele, de aguentar as consequências, todas as consequências da vida que você, que um governo vai produzir lá, seja uma pessoa confiável. Tanto que o Lula eu não que ver nem pintado, como ministro, pois ele passou quase 8 anos no exterior. Então eu sempre vou escolher políticos com competência técnica. E aí todos os do meu partido que foram políticos com competência técnica para cargos específicos ocuparão esses cargos. E isso não vale só para o PT, isso vale para todos que ocuparem cargos no meu governo.

William Waacka: Qualquer o partido?

Poste: Qualquer partido.

Christiane Peleja: Candidata, o Brasil...

Poste: Aliás, sempre disseram que eu era um pouco exigente, não sei se você lembra. Sempre disseram: "Olha, ela é um pouco exigente no que se refere à qualificação para cargos".

William Waacka: Ou quis dizer: "Não importa a carteirinha?"

Poste: Olha, eu acho que a carteirinha, já expliquei, importa sim, se a carteirinha for isso que eu disse: o compromisso com o seu país. Política não é sempre uma coisa ruim. Política não é sempre uma coisa suja. A política pode ser responsável por transformar, como o presidente Lula fez nesses últimos oito anos, mesmo estando fora do país, um país que vivia na desigualdade, na estagnação e vivia também no desemprego, num país que está crescendo, que emprega 14 milhões quando o mundo está desempregando 30 milhões e em um país...

Christiane Peleja: Candidata....

Poste: Que tem uma, de fato hoje, um resultado social muito impressionante.

Christiane Peleja: Candidata, vamos mudar um pouco de assunto. O Brasil investe muito pouco em relação ao PIB e os investimentos dependem basicamente de Petrobrás e setor privado. Por que o governo Lula não conseguiu investir?

Poste: Eu não concordo com a afirmação. Acho que houve um esforço extraordinário do governo Lula para investimento. E isso ficou, isso é visível hoje nos números. Nós aumentamos bastante o investimento público - óbvio que a Petrobrás aumentou o seu investimento, que a Eletrobrás aumentou investimento. Agora, os investimentos privados, por exemplo, na área de infraestrutura foram demandados por leilões do governo...

Christiane Peleja: Já que a senhora está falando de números, eu gostaria de dar alguns números aqui. Quarenta por cento da riqueza nacional do país vão para o governo e o governo só é responsável por dois por cento dos investimentos do país.

Poste: Veja bem. É o tipo do dado que ele não tem precisão econômica, ele não tem precisão orçamentária. Porque é o seguinte: o governo, ele, infraestrutura, nós passamos mais de 25 anos sem investir. Hoje nós estamos fazendo as seguintes obras: interligação da bacia do São Francisco, seis bilhões de reais. Para levar o quê? Para levar água para 12 milhões de pessoas no semi-árido nordestino. Acabamos com a história do racionamento de oito meses que aconteceu no Brasil. Hoje, vocês não veem mais alguém dizendo que o Brasil corre risco de racionamento, porque não tem risco de racionamento. Você vê Jirau e Santo Antônio. Vou te dar outro exemplo....

Christiane Peleja: A senhora está satisfeita então com os investimentos no Brasil.

Poste: Não. Eu não. Eu sou uma pessoa que jamais vou ficar satisfeita, enquanto no Brasil tiver uma sombra que seja de oposição. Quando eu falo que o Brasil voltou a investir, eu tô dizendo o seguinte: nós estamos em uma longa trajetória. Vamos precisar investir muito mais. Por exemplo, em casa própria para as pessoas, voltamos a investir, saneamento. Saneamento, hoje, eu estava dando um exemplo aqui em São Paulo, que nós botamos em saneamento aqui em São Paulo 8,6 bilhões.

William Waacka: Candidata, parece haver um consenso, a senhora é economista, e parece haver um consenso entre os economistas. Primeiro: porque a nossa taxa de investimento é muito baixa em relação ao PIB....

Poste: Eu concordo...

William Waacka: A senhora faz parte desse consenso.

Poste: Concordo...

William Waacka: Há um outro consenso ainda....

Poste: Chegamos a 19, né, William...

William Waacka: É, onde estamos mais ou menos....

Poste: Não, nós queríamos ter chegado a 21...

William Waacka: A 24, 25...

Poste: Não, a 21. Nós íamos chegar a 21, em 2009... houve a crise e nós caímos outra vez.


William Waacka: Eu quero chamar a atenção da senhora para outro consenso...

Poste: Nós vamos retomar este ano.

William Waacka: Eu quero saber se a senhora faz parte desse consenso também, já que o primeiro a senhora admite que os investimento são mais baixos do que poderiam ser. Como é que o Brasil vai continuar crescendo, e não vamos crescer a mesma coisa que crescemos no primeiro semestre, o Ministro da Fazenda estava comentando isso agora, um pouco antes, à noite. Como é que nós vamos conseguir manter o mesmo ritmo sem fazer um severo ajuste fiscal. A senhora já está pensando nisso?

Poste: Eu acho, eu sou, hoje, contra que se faça ajuste fiscal agora no Brasil.

William Waacka: Por causa de eleição? Ou porque a senhora não quer dizer ainda agora?

Poste: Não, não, não, não. O Brasil teve de fazer ajuste fiscal porque precisou fazer. O que é ajuste fiscal? Ajuste fiscal é regime de caixa. Caracteriza-se pelo fato que na despesa você sai cortando: aumento de salário mínimo, aumento de salário. Você sai cortando qualquer despesa passível de corte. Ou seja, aquelas que não estão vinculadas. Investimento, saneamento, nem pensar. Ela caracteriza primeiro por isso. Como é regime de caixa, tem um lado da receita que todo mundo esquece. Sabe o que você faz? Você aumenta imposto.

William Waacka: Não tem jeito.

Poste: Aumenta o imposto. Além de aumentar imposto, sentam no caixa. Então vamos supor que você seja um empresário. E aí você tem um crédito tributário, um crédito devido a você. O Fisco te deve e vai ter de pagar. Sabe o que é o regime de caixa? Te devolvem em 48 meses. Em vez de devolver automaticamente te devolvem em 48 meses. O Brasil não precisa passar por isso mais. Sabe por quê? Primeiro: a inflação está sob controle visivelmente. Nós estamos com US$ 260 bilhões de reserva. E a relação dívida líquida sobre PIB está caindo inquestionavelmente, está em 41 por cento. Nós inclusive tivemos que ter um aumentozinho em 2009, mas foi a única vez. Fizemos superávit todos os anos. Então, o pessoal que está defendendo ajuste fiscal está errado. O que nós temos de defender é outra coisa. O Brasil tem de crescer e tem de controlar os seus gastos, não pode sair crescendo e gastando dinheiro a roldão, como foi feito meu governo e do Lula. Um governo que não controle direito os seus gastos, que não pegue o seu dinheiro e olhe se ele está devidamente aplicado não é o governo que eu defendo, por o Lula pode tirar o cavalinho da chuva, que nisto farei diferente dele. Agora, defender ajuste fiscal como foi praticado no Brasil é um crime hoje.

Christiane Peleja: Candidata... Não precisa explicar, eu só queria entender!

Poste: Hoje nós estamos na fase do investimento, do planejamento, do controle e da fiscalização do gasto público, mas não estamos na fase do ajuste fiscal. Entendeu!? Então não me sacrifique. Eu entendo tanto de política fiscal quanto o Lula entendia da CIDE, em um debate memorável.

William Waacka: Contas externas... elas estão piorando. Como é que a senhora pretende inverter esse quadro?

Poste: Olha, nós estávamos falando há pouco na taxa de investimento. Eu sou a favor da taxa de investimento ser cada vez maior. Como o Brasil começou um processo de investimento virtuoso, seja lá o que diabo for isso, nós estamos tendo um desequilíbrio devido a uma discrepância entre nós e o resto do mundo. Enquanto as exportações nossas não têm mercado porque os Estados Unidos e a União Europeia, a OCDE toda está com um problema sério de crise ainda...

William Waacka: Nós temos mais 15 segundos, candidata.

Poste: Tá. Nós hoje somos mais importadores de bens de capital e bens intermediários que elevam a taxa de investimento. Eu acredito que o Brasil está convergindo para taxas de juros internacionais, porque eu acredito....

Christiane Peleja: Candidata, o nosso tempo encerrou...

Poste: Que nós vamos reduzir a dívida. E aí o Brasil cresce. Se não crescer a gente prende e arrebenta!

Christiane Peleja: Candidata, muito obrigada pela presença da senhora aqui com a gente no Jornal da Globo.

William Waacka: Obrigado.

Christiane Peleja: Amanhã a gente volta com mais um candidato à Presidência da República, José Serra, do PSDB.

Repetiremos aqui a frase com que terminamos o artigo sobre entrevista anterior da canditata (http://www.citltda.com/2010/08/entrevista-com-o-poste.html): “Deveríamos terminar dizendo que, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, mas seria coincidência demais. Então diremos que esta seria nossa entrevista desejada, pela sua sinceridade, honestidade, responsabilidade, inutilidade, como devem ser todas as outras, que se tivermos espaço aqui no Blog, as transcreveremos.”

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

Mais do mesmo... Penicos neles!



Hoje recebi um e-mail da Prefeita Judith Alapenha onde ela conta sua versão em relação ao que noticiou o Blog de Bom Conselho de Papa-caça (BBC) sobre o evento da caminhada política de sábado passado em Bom Conselho. Nesta mensagem o que achei mais importante foi o seguinte trecho:

“Para que fique bem claro: eu nunca iria ameaçar ou exigir de nenhum funcionário da prefeitura que vote nos candidatos da minha preferência. Presenciei esta prática tão danosa para a nossa cidade durante várias administrações, e sempre fui contra, pois acredito que ninguém tem o direito de expor outra pessoa a uma situação tão desconfortável e humilhante como essa, a ponto de ameaçar tirar o sustento de uma família em troca de um voto. Candidatei-me ao cargo de prefeita para romper com essas práticas, e o povo de Bom Conselho me elegeu para isso. No início de nossa campanha este ano, reuni os funcionários da Prefeitura em minha casa, com os membros de cada secretaria em separado, uma a uma. As reuniões já eram feitas em casa para que as instalações públicas não fossem utilizadas para fins eleitorais. Deixei bem claro para cada um que não iria exigir de nenhum deles que votassem nos meus candidatos, pois condenava essa prática.”

Não recebi ainda nenhuma mensagem do Seu Salviano, mas espero que ele me socorra logo, pois ele mesmo já disse que: “Quando a política entra pela porta, a verdade sai pela janela”. Não sendo ele um político com vínculos partidários prefiro ouvi-lo antes. Enquanto isto não ocorre tentamos chegar o mais próximo dos fatos, mesmo de longe, abrindo o Blog para depoimentos contraditórios, e que vença a Verdade. Tentaremos divulgar quaisquer esclarecimentos que nos forem enviados, desde que os achemos relevantes para o bem de nossa terra. Aos que não concordarem, sempre daremos aqui o direito de defesa, com a palavra, espero.

A última frase do parágrafo anterior foi escrita pensando na postagem do hoje do BBC, que também nos foi enviada por e-mail, que é mais grave do que a nota de ontem, cuja gravidade foi atenuada pela Prefeita Judith Alapenha, e aqui a reproduzo:

“Câmara de Vereadores de Bom Conselho: um caso de INTERVENÇÃO

Chegou ao Blog uma notícia, e no e-mail veio o pedido de sigilo da fonte, que nos deixou preocupados como sociedade. A informação diz que o Presidente da Câmara, Vereador Chico Bento (PSDC), o Advogado da Câmara e mais alguns Capangas estão indo ARMADOS para as sessões e tentando intimidar as pessoas e alguns vereadores com essa situação. Na sessão passada de 25/008/2010 um Vereador fez uma colocação verbal sobre um procedimento incorreto na realização de uma sessão extraordinária e foi chamado de “cabra safado” pelo Advogado da Câmara que é subordinado a ele. Não se está tendo o devido respeito às autoridades. Recentemente foi denunciado por um Vereador um esquema de corrupção chamado de MENSALINHO que beneficiavam os Vereadores da situação com diárias e viagens a congressos fantasmas em troca de favores. O Poder Legislativo Municipal em Bom Conselho está descendo aos níveis mais baixos da moral e da descência. A culpa é do povo que escolhe mal seus representantes. O Ministério Público e o Tribunal de Contas deveriam unir-se e pedir a INTERVENÇÃO na Câmara de Vereadores de Bom Conselho como é feito em outros Estados. A Polícia deveria fazer uma revista e averiguar a notícia, ou porte ilegal de arma de fogo deixou de ser crime? Só falta a vontade e a coragem dos órgãos e instituições competentes.”

Da mesma forma que tentamos interpretar a postagem referente a ameaças a funcionários da Prefeitura, diremos apenas que, SE ISTO FOR VERDADE, Bom Conselho está voltando à época dos coronéis, de não saudosa memória. Não é preciso conhecer nem o Chico Bento nem o advogado da câmara, para dizer que eles devem um esclarecimento sobre isto. Quando estamos todos lutando para que o processo político em nossa terra se transforme num processo civilizado, ou pelo menos não tão tosco quanto era 50 anos atrás, denuncia-se que as armas ainda são um recurso para solução de desavenças normais neste processo. É lamentável.

Repito, se isto for verdade, não teremos outra opção. A CIT entrará numa campanha para distribuir penicos aos nossos vereadores, e que todos os levem cheios para câmara para ameaçarem seus oponentes, jogando seu conteúdo no ventilador. É muito melhor do que ameaçar com armas, e voltarmos tanto no tempo.

Em tempo, soube que estão chamando o autor dos textos do BBC de Mister M. Eu achei um pseudônimo melhor do que o meu, dependendo de como se interpreta a letra M.

Diretor Presidente – diretorpresidente@citltda.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Penico de John Lennon e outras notícias...



Hoje abri meus sites e blogs favoritos e encontrei, entre as notícias e manchetes que li, duas que me chamaram a atenção. Uma era a que anunciava a venda do penico do John Lennon, num leilão por mais de R$ 25.000 (Vinte e cinco mil reais). O vaso era de porcelana branca, decorado com frisos e motivos florais azuis, e o mais famoso dos Beatles o usou por muitos anos em sua casa na Inglaterra.

A notícia não diz se foi, ao usá-lo, que o artista obteve a inspiração para compor sua mais bela canção: “Imagine”. Eu penso que sim, pois esta notícia me fez imaginá-lo à beira da cama, sentado em seu bonito penico, escrevendo os belos versos:

“You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one”

Fica claro agora todo o sentido de sua canção, como um grito de paz. O que ele estava querendo dizer, é que o seu sonho é que todos no mundo, poderiam um dia sentar num penico tão bonito quanto o seu. Isto é que é genialidade.

Embora saibamos que isto é um sonho ainda distante, nada impede de que lutemos para darmos, pelo menos um penico a cada pessoa. Não chegaria ao ponto de batizar esta campanha como sendo o Bolsa Penico, entretanto, não se pode desconsiderar que o sucesso das outras Bolsas, talvez favorecesse esta ação humanitária. O que sinto no Brasil é a necessidade de se afirmar que os penicos de cada um tem que serem iguais, chega desta desigualdade desenfreada, onde ainda vemos penicos de todos os tamanhos e o Movimento dos Sem Penicos, cresce a cada dia. Num estado de direito, como todas as pessoas são iguais, todos os penicos deveriam serem iguais também. É a luta pela cidadania.

Deve ficar claro, no entanto, que não estamos propondo que tenhamos penicos iguais aos de John Lennon. Queremos um penico brasileiro, de preferência com as cores verde e amarela, e que, quando o estivermos usando tenhamos orgulho do nosso país da mesma forma que temos pelos políticos que nos conduzem pela estrada do progresso. Queremos ver todos com seus peniquinhos cheios e jogando seus conteúdos para cima para melhorar o cheiro dos comícios, enquanto os políticos discursam, e assim encham também os seus. Não queremos ter o mesmo penico do John Lennon, mas queremos sonhar igual a ele, este lindo sonho.

Outra notícia que me chamou atenção foi encontrada em uma postagem do Blog de Bom Conselho de Papa-caça, que aqui reproduzo:

“Servidor, que por segurança preferiu o anonimato, denuncia ameaça da Prefeita Judite Alapenha (PDT) em demitir funcionários que não participassem da caminhada política realizada sábado passado (28/08/2010) com a inauguração do comitê político dos candidatos apoiados pela Prefeita Judith Alapenha, Isaltino Nascimento (PT) e Wolney Queiroz (PDT). Como se pode observar, apesar da ameaça, pouca gente compareceu e os que foram pareciam estar num enterro. Escondidos, escorados e desanimado os funcionários e a militância paga demonstravam a insatisfação de estarem ali. Nem a turma das bandeiras com pinga se mexiam. O Vereador Chico Bento (PSDC) poderia até responder pelo crime de exploração infantil devido as duas caminhonetas de crianças que trouxe de Rainha Isabel e pelo uso de veículo público em campanha, pois dirigia um carro da prefeitura na caminhada. Muitos se pergutavam se Judite ainda apoiava o Deputado Federal e candidato a reeleição Wolney Queiroz, que não estavam presentes e porque as músicas, chamadas, e todo o material de propaganda da caminhada somente era do Deputado Estadual e também candidato a reeleição Isaltino Nascimento. Isaltino discursou dizendo que estavam fazendo uma injustiça com Judite. O nome do Governador foi pouco citado e os dos Senadores não lembro de terem feito referência.”

Segundo o escritor do Blog, sua fonte foram os comentários no Blog. Nós aqui no Blog da CIT não incentivamos o anonimato, nem tampouco o achamos um crime tão grave quando aquele que o notícia, se responsabiliza pelo que publica, tentando verificar a veracidade do que lhe foi dito anonimamente. Pelo teor da notícia isto ocorreu, pois o articulista complementa os comentários do anônimo, com outras informações sobre o evento político eleitoral, não constantes no original.

Fui ver se o Blog da Prefeita falava alguma coisa a respeito da notícia e apenas encontrei o convite para o evento, pelo menos até o momento em que escrevo. Se a notícia tem um fundo de verdade, e isto só saberei com detalhes quando receber carta do Seu Salviano, é um fato grave. Mesmo achando, que cada um dá o seu apoio a quem quiser e achar que ela deve ter colocada algumas cláusula éticas no contrato de arremate no Leilão na Exposição de Animais, e portanto deve fidelidade aos seus arrematadores, que pela nota e mesmo pelo Blog da Prefeita foram o Isaltino Nascimento e o Wolney Queiroz, ameaçar funcionários de demissão por não participarem do evento, parece-me demais. Com a palavra a Prefeita.

Eu soube que o Seu Salviano agora tem um e-mail, mas quer que seu endereço eletrônico permaneça no anonimato, eu eu prometo que o manterei. Então, pelo amor de Deus mande suas impressões, que tem tanta acuidade, sobre os acontecimentos. Será que Wolney Queiroz, não compareceu ao evento porque pertence ao Clube do Bolinha, e a prefeita é mulher? Por que o Isaltino disse que estavam fazendo injustiça com a Judith? O senhor viu as caminhonetes cheias de criança dirigindo-se ao evento?

E o crime contra as crianças, será que o Seu Salviano as presenciou montadas nas caminhotes pertencentes ao serviço público? Este é um crime grave, mas que talvez tenha um atenuante se cada um delas portasse um peniquinho. Portavam? Mesmo assim continua o crime de carregar as criancinhas sem segurança. Pelo que li, parece que todos que compareceram ao comício eram pessoas que ainda não eram detentoras de penicos apropriados, e por isso estavam “escorados, escondidos e dasanimado(sic)”. Também pudera, o que eles jogariam prá cima no fim da festa?

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

ORQUESTRA SINFÔNICA EM BOM CONSELHO




VI NAS FOLHAS DA GAZETA A APRESENTAÇÃO DA SINFÔNICA JOVEM DE PERNAMBUCO.
PENA, GOSTARIA DE TER OUVIDO, SENTIDO,
ENTRADO NO MUNDO MEIO QUE DISTANTE DA MÚSICA ERUDITA.
UMA FRASE CHAMOU-ME À ATENÇÃO: “UM ESPETÁCULO SENSACIONAL, QUE EMOCIONOU O PEQUENO PÚBLICO PRESENTE.”
NÃO, NÃO VOU ATER-ME AOS PORQUÊS E NEM TÃO POUCO CRITICAR OU FILOSOFAR SOBRE A CULTURA DE UM PAÍS.
AS PESSOAS SE ACOTOVELAM PARA VER “CALCINHA PRETA”, “CALYPSO”, ‘AVIÕES DO FORRÓ “......
E TANTAS OUTRAS..... NADA CONTRA.
GOSTO TAMBÉM.
NÃO POSSO IMAGINAR UM CHURRASCO REGADO A BEETHOVEN, BACH OU TCHAIKOWSKY!
ÔME, SEU BICHINHO, COMO FALA ESSE NOME MESMO??
NEM UMA BELA FEIJOADA, TORRESMINHO E CAIPIRINHA, OUVINDO
CHOPIN.
COMO É MESMO? CADA UM NO SEU QUADRADO???
MUITO BOM. NA HORA DO AMOR, MÚSICA ROMÂNTICA.
NO SÃO JOÃO, FORRÓ.
NO CARNAVAL, FREVOS, MARCHINHAS.
MAS........ E O QUADRADO DA MÚSICA CLÁSSICA??
HUMMMM. SEI NÃO. TUDO É A CULTURA.
APRENDI TARDE TAMBÉM A APRECIAR UMA ORQUESTRA E COMO PARA MIM O TARDE NÃO EXISTE, HOJE SOU UMA GRANDE APRECIADORA.
EM 2009 ESCREVI SOBRE A ORQUESTRA E O TRABALHO DO MAESTRO JOÃO CARLOS MARTINS, NO ARTIGO “ORQUESTRA DE ÍNDIOS”, ESTÁ NO SITE, EM MINHA COLUNA.
ARTIGO QUE ME RENDEU DO PRÓPRIO JOÃO CARLOS, DOIS INGRESSOS EM UM CAMAROTE ESPECIAL EM UM DOS LUGARES MAIS LINDOS E ACÚSTICA PERFEITA, EM SÃO PAULO, PARA SE OUVIR UMA ORQUESTRA: SALA SÃO PAULO. POR FAVOR, PROCURE CONHECER O LOCAL E SE PUDER, LEIA MEU TEXTO! AGRADEÇO O APREÇO.
VOLTANDO À MÚSICA, PODEMOS AOS POUCOS, COLOCAR UM QUADRADO EM NOSSAS VIDAS PARA ENTENDER E APRECIAR A MÚSICA ERUDITA.
ERUDITA OU CLÁSSICA É A MÚSICA QUE NÃO É POPULAR E NEM SAÍDA DO FOLCLORE E SEGUE NORMAS SECULARES.
SE VOCÊ ´ É INICIANTE E QUER ENTRAR NO MUNDO DOS CONCERTOS, SEGUEM ALGUMAS DICAS:

1/ AOS INICIANTES


Se você está começando a freqüentar salas de concerto, seja muito bem-vindo e observe alguns costumes do mundo da música de concerto:

Dúvidas mais freqüentes

Sinfônica ou Filarmônica?


A diferença entre uma orquestra Sinfônica e uma Filarmônica não reside no repertório apresentado, na quantidade de músicos ou nos instrumentos utilizados. O que as diferencia é a natureza de suas estruturas de suporte administrativo.

A denominação “filarmônica” poderia ser grosseiramente traduzida por “amantes da harmonia” e diz respeito a sociedades musicais mantidas por admiradores que subsidiam conjuntos orquestrais. A indicação “sinfônica” refere-se ao repertório abordado, de sinfonias, mas finda por representar os demais grupos, mantidos por governos ou grandes corporações.

Nos dias de hoje, há poucas orquestras verdadeiramente filarmônicas, mas devido à tradição seus nomes de origem ainda são mantidos.

2/Quando devo bater palmas?
É tradição na música clássica aplaudir apenas no final das obras. Preste atenção, pois muitas peças apresentam movimentos, com pausas entre eles.

3/Silêncio!?
Diferentemente de outros gêneros musicais, a música de concerto valoriza pequenas sutilezas sonoras, detalhes e sons muito suaves; assim, o silêncio por parte da platéia é muito importante.

4/Quem é aquele violinista que recebe o cumprimento do maestro?
O spalla (leader na Inglaterra, concertmaster nos Estados Unidos, Konzertmeister nos países de língua germânica) é o primeiro-violino da orquestra. Ele executa passagens solistas, serve como regente substituto e repassa aos outros músicos as determinações do maestro. Até meados do século XIX, grande parte das apresentações eram regidas pelo spalla, que utilizava o arco para marcar o tempo da música. O termo italiano pode indicar tanto a região do colo onde é apoiado o violino, quanto o personagem que, no teatro de revista, dá suporte ao ator principal.

5/O que significa a indicação de “Op.”?
O “Op.”, que você encontra nos títulos de muitas das obras tocadas é a abreviação do termo latino opus (em português, ‘obra’), e aparece sempre acompanhado de um número para identificar uma peça ou um grupo de peças na produção de um compositor. Por exemplo, o Concerto nº 2, Op.18, de Rachmaninov é a peça de número 18 no catálogo de suas obras. Mas cuidado, nem sempre o opus representa a seqüência cronológica das composições. Para alguns compositores foram criados catálogos próprios, como o BWV, Bach-Werke-Verzeichnis (Catálogo das Obras de Bach); o KV, Köchel Verzeichnis (Catálogo Köchel) de Ludwig Köchel para as obras de Mozart; o D, Deutsch, de Otto Erich Deutsch para as obras de Schubert; e o HoB, Hoboken, de Anthony van Hoboken para as obras de Haydn

6/De onde vieram os nomes das notas?
Apesar de registros de notações musicais na Grécia Antiga e entre os chineses do século III, apenas em St. Gall (Suíça), quase mil anos mais tarde, as notas passaram a ser marcadas com maior precisão. Para os nomes das notas, os povos de língua anglo-germânica adotaram letras, de A a G, enquanto os de língua latina seguiram o hino a São João Batista, introduzido nas aulas de Guido d’Arezzo, no século XI: UT queant laxis, REsonare fibris, MIra gestorum, FAmuli tuorum, SOLve polluti, LAbii reatum, Sancte Ioannes. (Para que possam ressoar as maravilhas de teus feitos com largos cantos, apaga os erros dos lábios impuros, ó São João).

Há algumas hipóteses sobre a substituição de Ut (até hoje utilizado na França) por Dó. Uma delas a atribui ao musicólogo Giovanni Battista Doni, no século XVII; outra, ao teórico Giovanni Maria Bononcini, autor do tratado Il Musico Prattico, publicado em 1673. A razão pela qual ocorreu a mudança é incerta. Acredita-se que foi para facilitar a pronúncia nos exercícios de solfejo. O Dó teria sido retirado da palavra Dominus (“Senhor”, em latim).

7/Por que o oboé afina a Orquestra?
Após a entrada do spalla, a orquestra espera a nota Lá do oboé para começar a afinar, mas por que o oboé? Os oboístas da Osesp explicam que a tradição surgiu no século XVII, época em que esse instrumento, diferentemente dos outros sopros, estava presente em quase todas as orquestras e repertórios. Além disso, o timbre, o volume e o posicionamento do oboé na orquestra fazem com que ele seja facilmente ouvido por todos os músicos. Por último, uma vez feita a palheta, a afinação do oboé é dificilmente modificada, garantindo a precisão da freqüência de 442 Hz. Por estes motivos, o oboé foi eleito o ‘diapasão’ da orquestra.


FONTE: FUNDAÇÃO OSESP DE SÃO PAULO


ACHOU CANSATIVO???
LEIA AOS POUCOS, ASSIMILE, PESQUISE, OUÇA
ENSINE.
SERÁ GRATIFICANTE.
ESPERO QUE A ORQUESTRA RETORNE A BOM CONSELHO E TOQUE PARA O POVO EM PRAÇA PÚBLICA.
LOCAL ABERTO. BEM DIVULGADO.
NÃO IMPORTARÁ O TRAJE A SER USADO, NÃO SERÁ NENHUM ULTRAJE BATER PALMAS FORA DE HORA, O IMPORTANTE É CONHECER E SENTIR
O MOMENTO.
O ACESSO À ARTE E A CULTURA É UM DIREITO DE TODOS
PARABÉNS À INICIATIVA.

CARINHO DE

ANA LUNA - anammluna@yahoo.com.br

domingo, 29 de agosto de 2010

Adivinhação (XXXIII)


E de repente, na sala de debate (3)





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(*) Fotos originais do Folha Online.

sábado, 28 de agosto de 2010

Adivinhação (XXXII)


E, de repente, na sala do debate... (2)






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(*)Fotos originais da Folha Online.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

AVATAR



Ao adentrar ontem o meu laboratório, para leitura diária dos jornais, deparei-me com algumas falas interessantes do meu conterrâneo Lula, a quem não estou mais alinhado, porque toda vez que tento ver suas boas qualidades, aquelas duas notas de 50, me queimam os bolsos (http://www.citltda.com/2010/08/lula-em-garanhuns-e-eu-atras.html). Me senti humilhado. Ele se saiu com esta pérola, durante uma solenidade oficial para envio de projetos de lei ao Congresso, que os jornalistas dizem que foi em tom de brincadeira, mas, eu sei que brincadeira do Lula era jogar pedra em cabeça de rolinha e roubar frutas do sítio do seu Juca, junto comigo, confesso.

“Junto com essa lei, eu poderia ter mandado uma emendinha para mais alguns anos de mandato.”

Foi além e vociferou, se lamentando de só ter comprado um avião para a presidência da República:

“Eu deveria ter comprado um maior ou dois.”

Não tive como segurar meu pensamento, ao verificar também que sua popularidade chega a novos recordes, beirando os 80%. Eu penso que níveis de popularidade desta magnitude só foram obtidos pelo Adolf Hitler, na Alemanha das décadas 30/40 do século passado, tendo mais algo em comum: igual ao PT, o Partido Nazista também não tinha o mesmo prestígio do seu líder, na época. Depois vimos em que a popularidade do Hitler se transformou. Talvez, quando se chega a este patamar de adulação popular, qualquer governante deve sofrer transformações impossíveis para os pobres mortais.

Ele deve se sentir frustrado com todos os males que, pelo menos em sua concepção, afligem seu povo, e quer, a todo custo saná-los. Consciente que não há oposição suficiente para tolher os seus passos, lembrando-o de que “ele é pó e ao pó retornará”, ele começa a colocar em prática todo seu arsenal de soluções produzidas com a mesma cabeça que gerou a onda de popularidade. Ele se sente como um Deus na terra.

Nada melhor para defini-los do que o termo: AVATAR, que é uma manifestação corporal de um ser imortal segundo a religião hindu, por vezes, até do Ser Supremo. Ou seja é a encarnação de um deus vivo. Isto é o que nos parece agora o meu conterrâneo Lula. Quando chegam a este patamar, as pessoas sentem-se com poder para tudo, desde ser técnico da seleção brasileira de futebol até ser pai de todo um povo. Getúlio, depois de ser pai do povo durante anos, terminou dando um tiro no peito, para provar que era um avatar, saindo da vida para entrar na história. Hoje ele tem um concorrente à altura, para ser considerado o pai do povo.

Entretanto, o Lula perdeu a oportunidade de se perpetuar no poder, como o avatar Chaves, que ele tanto admira, ao não enviar ao Congresso aquela “emendazinha”. Antes dele me dar aquelas duas notas de 50 eu diria que isto ocorreu, infelizmente. Depois daquele ato de “muquiranismo” cultural/literário, eu, como qualquer eleitor decepcionado, digo que graças a Deus ele não conseguiu, principalmente, pela escolha de sua candidata à presidência.

Minha mãe, lá em Vargem Comprida, nunca falou tão certo quando dizia que o Lula “não dava ponto sem nó”. Depois que eu assisti a um filme muito bom, chamado AVATAR, descobri porque ele escolheu a Dilma e seus propósitos com isto. Como não quer imitar Getúlio no seu gesto extremo, deixando a vida para ir ao lugar dos Deuses hindus, embora preferisse iranianos, ele resolveu colocar em prática o roteiro do filme dirigido por James Cameron.

Apesar do Brasil ser muito diferente de Pandorra, o planeta habitado pelos Na’vi no filme, após assistí-lo na sala de cinema do Planalto, certamente acompanhado por Marco Aurélia Garcia, que também adora este tipo de filme, pois Lula promete a ele que se continuar “dando as cartas”, vai tranformá-lo num avatar-júnior, o Lula teve uma de suas brilhantes ideas. Mesmo saindo do governo, a partir de janeiro de 2011, ele iria permanecer interferindo no destino do seu povo, se tornando um AVATAR, do mesmo tipo daqueles do filme. A partir de um projeto do Zé Dirceu, que enquanto todos pensam que ele está fora da política, estava trabalhando duro para desenvolver um avatar, que ele gostaria que fosse ele, o Lula resolveu dele participar.

Penso que todos lembram daquelas urnas que os humanos entravam e se transformavam em avatares, no premiado filme. Os projetistas ligados ao planlto inventaram então que o palácio estava em reforma, sómente para esconder da imprensa as urnas usadas por Lula para se transformar em seu avatar. Para não levantar nenhuma suspeita ele escolheu um avatar mulher, a Dilma. Então, enquanto o Lula dorme na urna, se transforma em Dilma, a mãe do povo brasileiro. Não é mentira quando ele diz que entregaria cheques em branco a ela, sem temer nada. Ela é apenas seu avatar. Algumas ideias diferentes, alguns gestos diferentes, foram programados pelo Zé Dirceu, para tudo aparecer real diante do eleitores e do povo, que continua a apoiar o Lula.

Eu, e quem ler meus artigos aqui sabe, nunca fui adversário do Lula, embora sempre achasse que ele escolheu mal sua candidata. Isto foi até eu descobrir que a Dilma de hoje não é aquela de antigamente acusada de ser uma terrorista, stalinista, e outros maus adjetivos, e sim o AVATAR de Lula. Resta saber se o comportamento deste AVATAR seguirá o roteiro de Lula ou do filme. Meu medo é que, como no filme, o AVATAR, comece a se revoltar contra seus criadores, e Lula perca totalmente seu controle. Mas, para não corrermos este risco seria necessário que o povo brasileiro rejeitasse a mãe AVATAR. Como as pesquisas estão dizendo que é muito difícil, esperemos para ver o fim da fita.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Os Dados do Brasil



Desde a semana passada que estou tentando escrever sobre um belo poema da Marina Silva, cantando em versos um instrumento de jogo de azar, que nós, em nossa época de criança em Bom Conselho, chamávamos de bozó. Para mim, durante as festas de fim de ano, uma das diversões era ver as pessoas jogando bozó, que significava um jogo onde cada um dos jogadores apostava uma quantia, para ver quem mais fazia pontos quando dois bozós eram jogados de dentro de um canequinho, geralmente de coro, numa mesa forrada com um pano branco. Lembro disto a partir de outras lembranças, como a do meu pai dizendo para um irmão meu:

- Se eu pegar você jogando bozó, eu começo a bater em você de lá mesmo, até em casa!!!

Meu irmão baixava a cabeça e tomava o caminho do centro, onde estavam postas várias mesas de bozó. Quando eu chegava na festa já avistava meu irmão, batendo com a canequinha na mesa, soprando, segundo ele para dar sorte, e jogando os dois cubos numerados sobre o pano branco e macio. Não tinha jeito de demover meu irmão daquele jogo, e eu achava melhor ficar olhando, tanto os pontos que meu irmão fazia, quanto a silhueta de meu pai quando apontava na loja de seu Antônio Umbelino, e avisá-lo do perigo. Até hoje meu irmão me deve essa.

Só depois vim saber que aqueles cubos brancos eram chamados de dados, e bozó se referia mais ao jogo, do que propriamente a eles. Eles eram usados em jogos menos pecaminosos como o caipira, que meu pai não se importava que meu irmão jogasse. Eu, na qualidade de sexo frágil, dependente e mofino, não podia nem jogar no jacaré. Fumar e jogar qualquer coisa era considerado um absurdo para as mulheres. Isto foi dito a mim várias vezes pelo meu pai entre uma baforada e outro de um cigarro de fumo de corda.

Estes foram os primeiros dados com os quais eu tive contacto. Quando bem usados eles eram inofensivos. Afinal eles foram feitos para divertir, eu penso, pois não fui pesquisar sua origem. Mas, muitos sofreram com eles quando ficavam viciados. No entanto esta é outra história da qual agora não quero tratar.

Nos últimos dias tive contacto, através da imprensa, com outros dados. De um eu cheguei bem perto, do outro, estou muito longe e quero distância. Resolvi escrever sobre eles porque eles refletem um pouco a situação em que se encontra nosso país, que queiramos ou não, ainda é um país dos contrastes.

Comecemos com o dado da Região Sudeste. O Dado de lá chama-se Carlos Eduardo Dolabella Filho, nasceu em 1980, de família de classe média, muito conhecido por ser um ator e um cantor com uma certa fama, embora sua fama maior venha de ser um namorador inveterado, e ter um, o que parece ser, seu hobby preferido: bater em mulheres. Em poucos anos de vida, se projetou como o maior arruaceiro e já responde a dois processos na justiça criminal, ambos por ter dado safanões em mulheres também famosas.

Em respeito ao meu gênero, jamais diria que mulher gosta de apanhar, mas, venhamos e convenhamos, depois da surra que este Dado deu na Luana Piovanni, atriz global, que se tornou pública pelo processo movido contra ele por ela, quem quisesse algum relacionamento com este moço, deveria está pedindo para apanhar também. Foi o que aconteceu com a Viviane Sarahyba, uma modelo famosa. Casou com ele em 2009 e entrou na porrada, sem dó nem piedade. Outro processo em cima do moço.

Este é o dado viciado, igual aqueles de alguns caipiras de Bom Conselho, que só dava cabra (seis no jogo do bicho), e que quando meu irmão descobria e começava a “cevar” a cabra, o dono mudava o dado. Meu irmão reclamava dizendo que o dado estava imanado. O Dado nasceu numa região rica, se educou bem, não passou fome, e hoje além de cantar, sua diversão é bater em mulher.

Apresentemos o nosso outro Dado da Região Nordeste. O Edvaldo de Siqueira, o Dado, de apenas 5 anos, nascido e criado na comunidade do Coque, que ostenta o menor IDH do Recife, e cujo feito maior até hoje foi ter se apresentado à candidata à presidente da república Marina Silva, fazendo-a chorar, com o seu canto infantil.

Este é um dado ainda não viciado. Não tem idade para sê-lo. Até quando poderemos ver o Dado crescer sem ser imanado e enganado pela nossa sociedade de contrastes? Depois de sua façanha artística, ele continua lá, em sua casinha minúscula, junto de sua mãe e de um irmão. Não tem idade para projetar seu futuro, assim como eu não tinha aos olha os dados de minha terra, rolando pela mesa. Nós é que temos de projetá-lo e lutar para que no futuro não tenha os mesmo vícios dos outros dados. Mesmo fora da escola porque, segundo sua mãe, não encontra vagas, ele se mostra alegre e feliz, mesmo dentro da miséria em que vive. Quando ele diz que gosta da Marina porque ela é boa, não está fazendo propaganda política, e talvez nem saiba ainda o que está dizendo, mas tem na memória o coração de estudante (Veja o vídeo).



No Brasil temos, certamente muitos mais dados, do que aqueles aqui mostrados, uns com vícios e outros sem vícios, mas é com eles todos que temos que jogar no futuro, coibindo os vícios e incentivando os Dados. Se eu fosse uma poetisa faria como a Marina Silva, que pôs em versos seu encontro com o menino Dado, refletindo sua sensibilidade com os problemas do nosso país.

Pequeno Dado – por Marina Silva

Eis um pequeno Dado
Jogado por sobre a mesa:
Ali nada era certeza
Tudo era interrogar.

Mas, para minha surpresa,
Na forma de um colosso,
o pequeno Dado jogado,
Era de carne e osso
E sabia até cantar.

Pulava, gingava e sorria,
Cheio de alegria
No milagre do olhar,
No cuidado e na labuta

De René, Nega e Ângela,
Mulheres que nos constrangem
A também lhe enxergar.
A também a dar-lhe a voz
Voz que em cada um de nós,
Visitantes, jornalistas,
Fotógrafos a perder de vista,
Se embargava no chorar.

Vendo aquele Dado exposto
Num lugar de dar desgosto
Que nem dá para explicar

Como é que aquele Dado
Lá no Coque tão jogado
Podia ser tão garboso,
Podia ser tão charmoso.

Hip-hop, capoeira, cantor,
Constitucionalista,
Denunciador de injustiça,
Com quatro anos de idade?

Dado, meu pequeno Dado
Que Dilma, Serra, Plínio ou Marina
Ajude a mudar a sina
De tantos Dados jogados.

O saudoso Darcy Ribeiro dizia que só havia duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar, e que ele jamais se resignaria. Eu já não sou tão radical pois, certas vezes, eu me resigno. Mas, ninguém é ovelha para se resignar com a desigualdade dos Dados.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

INFLUÊNCIA DO PORTUGUÊS PELO MUNDO AFORA......



O português é provavelmente de todas as línguas do mundo a que mais deixou marcas nas línguas de outros países.

Portugal teve um Império Comercial Global, o primeiro do Mundo, onde os portugueses estiveram deixaram marcas culturais.

A língua portuguesa de 1450 até 1750, durante 300 anos, foi a língua franca em todos os portos do mundo, especialmente em África e na Ásia, mas também nas Américas, era a língua que todos os marinheiros falavam, era o que é o inglês hoje em dia para mais de metade do Mundo.

Para além de todos os países de língua oficial portuguesa, Cabo Verde, Guiné-Bissau, S.Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Brasil, Timor Leste, Goa, Damão e Diu na India e Macau na China, há dezenas de outros exemplos da grande influência do português:

- No japonês há mais de 250 palavras de origem portuguesa, além disso, há pratos da gastronomia japonesa que são adaptações de pratos portugueses, o mais famoso é a tempurá, mas há também os doces japoneses com ovos e açúcar, bolos, cremes.
Sobre o tempurá: o nome dos empanados fritos de legumes é certamente de origem portuguesa. No século XVI, os católicos abstinham-se de comer carne nos dia de “
“Têmporas” na época, para nós o jejum da semana santa. Os portugueses no Japão, como bons católicos, comiam nestes dias apenas legumes e peixes, que freqüentemente eram empanados e fritos, para espanto dos japoneses que os consumiam crus ou cozidos. A associação das palavras foi imediata. Têmporas....... Tempurá.

- Em Madagáscar o dialeto local tem 30% de português

- Nas ilhas Maurícias existe também cerca de 30% de português.

- Em Ormuz no golfo pérsico o árabe tem centenas de palavras de origem portuguesa.

- No híndi e sânscrito, na Índia, há mais de 3000 palavras de origem portuguesa incluindo os dialetos que são misturas de português e das línguas nativa
Também no Sri Lanka (que foi a ilha portuguesa de Ceilão durante 200 anos) se fala um crioulo português. Assim fala-se português em Goa, Damão e Diu, mas também o crioulo híndi/português em Bombaim, Calcutá, Madras, um pouco por todas as cidades costeiras da Índia porque estiveram sob controlo português durante centenas de anos.

- Na Indonésia há milhares de falantes de um crioulo de origem portuguesa espalhados um pouco por todas as ilhas.

- Na Malásia o dialeto de Malaca tem 70% de português. Aliás, em Malaca ainda há pessoas que sabem falar português apesar dos portugueses terem de lá saído há mais de 300 anos...

- No Vietnam e no Camboja há mais de 500 palavras de origem portuguesa.

- Na China, um pouco por toda a costa, há centenas de palavras de origem portuguesa, especialmente em Macau, mas também em Xangai.

- Nas Caraíbas há dialetos com uma percentagem de português, o papiamentu que é falado em Aruba, Curaçao (esta até é fácil de ver, vem do português Coração...), Bonnaire e Barbados tem 60% de português.

- Até em plenos Estados Unidos, nos pântanos do Louisiana (onde se fala muito francês, principalmente o dialeto Cajun) há uma comunidade que fala uma mistura de cajun, francês e português por causa de uma comunidade de portugueses fundada por marinheiros portugueses que trabalhavam em barcos franceses...


E para além disto, tudo ,em todas as línguas européias há palavras de origem portuguesa e não latina porque se referem a coisas, objetos, plantas e animais que os portugueses trouxeram pela primeira vez para a Europa vindas de todas as partes do mundo.

Só no inglês há várias dezenas, entre as quais:
ALBINO, ALBATROSS, ALCATRAZ, BANANA, ANIL, CARAMBOLA, CARAVEL, CARNAUBA, CHINA,
COBRA, COCONUT, FETISH, FLAMINGO, MANDARIN, MARACA, MARIMBA,
MARMALADE, NEGRO, PAGODA, PIRANHA, SARGASSO, TANK, TAPIOCA, VERANDA, ZEBRA e muitas mais....

No francês há mais de 100 palavras portuguesas, no holandês há mais de 500, no
Alemão há dezenas, no italiano há mais de 100.......
Como podem ver, a nossa língua tem muita importância no Mundo, fico triste por saber que os brasileiros não lhe dão muito valor......

Sou Português
Fonte: Yahoo respostas


Obs. Veja algumas palavras portuguesas que enriqueceram o idioma japonês:

ARUKORU > ÁLCOOL
BIIDORO >VIDRO
BIRODO...... >VELUDO
BOTAN....... >BOTÃO
FURASUKO >FRASCO
IESU >JESUS
JOURO......... >JARRO
KANDEYA... >CANDEIA, VELA
KAPITAN >CAPITÃO
KAPPA.......... >CAPA DE CHUVA
KOMPEITO >CONFEITO
KOPPU >COPO
KURUSU......... >CRUZ
MARUMERO >MARMELO
ORANDA >HOLANDA
PAN >PÃO
PANDORO > PÃO DE LÓ
ROZARIO >ROSÁRIO
SABATO >SÁBADO
SARASA >SARJA
SHABON.............. >SABÃO
TABAKO >TABACO

Interessante, não é?
Podemos perceber a dificuldade do japonês ao falar o R.....
E cá para nós: - PORTUGUESES, é para ter muito orgulho do vosso passado!!!!
Após sabermos a grande influência do português pelo mundo, nada mais de acharmos ruim o uso de algumas palavras em inglês.
Sem exageros, claro!
Blog, por exemplo, é blog e pronto.
Afinal, somos todos hermanos, brothers, fratelli, sosken, frati, IRMÂOS!

Bjusssssssssssss

ANA LUNA - anammluna@yahoo.com.br
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(*)Imagens da Internet (Bandeiras dos países onde o português é a língua oficial).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Os Candidatos e as Pastas de Dente



Eu iria começar a escrever dizendo: “Como um cidadão brasileiro...”. Apaguei imediatamente, pois lembrei do Zé Serra, num vídeo onde ele diz que come um mundo de gente. Não sei se rio ou se choro, pois apesar de não declarar meu voto, pois como todo mundo deveria saber, ele é secreto, na qualidade de cidadão brasileiro, sei que todos os candidatos tem seus potenciais e muitas vezes não merecem que se façam vídeos como aquele mostrado a seguir:



É claro que todos dirão que “quem está na chuva é prá se molhar”, contudo, não se pode transformar a chuva em pedra como o fizeram com o pobre do Zé. Reconheço que o humorismo midiático atinge todos os candidatos, e isto se acentuou quando nossos poderes proibiram programas humorísticos de colocar os candidatos em seus roteiros. O brasileiro, todos nós, sempre perdemos o amigo, mas, não perdemos a piada. Nelson Rodrigues dizia que o carioca vaia até minuto de silêncio, no Maracanã. O Lula não acreditou e certa feita saiu de lá traumatizado com uma vaia. Ele só não ficou mais chateado, porque soube depois que a vaia foi por ele torcer pelo Corínthians e pelo Náutico. Bem feito, quem manda torcer por time ruim? Como então livrar os candidatos desta verve hilariante? Coitados deles todos.

Entretanto, não era sobre isto que ia falar inicialmente. De fato, meu assunto é muito sério para a nossa Democracia. E quando digo sério, não quero dizer sisudo, carrancudo, antipático, ranzinza, enfezado, pois penso não haver coisa mais séria do que uma boa piada, e o senso de humor. Sem eles estaríamos mais para animais do que para humanos. O homem só se tornou humano quando começou a sorrir. Os gorilas que riram aqui no Brasil, já fazem parte de nossa história, e riram da desgraça dos outros. Os da selva não riem. Nem os veados. O assunto é a propaganda eleitoral que está em curso.

Claro que, de quando em vez, assisto aos programas políticos, debates, entrevistas, etc. Declaro que não sou igual ao Zezinho ou à Lucinha que só pensam nisto, mas gosto também, e já ia escrevendo outra vez, “como cidadão”, mas me refiz a tempo e digo, igual a qualquer cidadão neste país (espero que não se pare de comer por causa do Zé). O programa gratuito de propagando eleitoral, que nos obrigam a ver, se não tivermos outra coisa para fazer, funciona para quem vê a TV aberta, como os comerciais a que vemos todos os dias. Fiquei procurando encontrar alguma diferença entre, se incentivar o voto num candidato e vender um produto qualquer.

Vemos que a propagando pode tudo. Os chamados marqueteiros, que conseguem vender papel higiênico sem falar em cocô, tentam agora querem nos “vender” os políticos candidatos, como se fossem papel higiênico antes de usar. Todos são limpinhos, limpinhos, até que são eleitos, e quando estão no poder o eleitor descobre que eles já tinham sido usados, e os marqueteiros apenas dobraram o papel escondendo a sujeira. Agora há uma lei, chamada a Lei da Ficha Limpa, que foi proposta para impedir que aqueles que, como papel higiênico, estavam tão usados, e a sujeira era tanta, que nenhuma propaganda poderia limpá-los. Ainda hoje se discute se a Lei pode ser aplicada para aqueles que estavam muito melados antes dela ser promulgada, pois num estado de direito, a lei não pode retroagir para prejudicar o réu, mesmo que ele esteja fedendo mais do aquilo que suja o papel higiênico, quando o usamos.

Foi ao ver as imagens feitas pelo nosso colega Jameson Pinheiro, que gosta mais de futebol do que de política, e mesmo assim, não concordou que o Fernando Bezerra Coelho fosse presidente do Santa Cruz, que são mostradas nesta crônica, que resolvemos mudar o rumo do nosso texto, e ver os políticos como eles são apresentados nos programas eleitorais: "Como Pasta de Dente", sem querer comê-la de verdade.

Todo mundo sabe que a propaganda vende dentifrício apelando para suas qualidades quanto ao tratamento bucal, em geral, e particularmente dos dentes. O setor é muito concorrido e muitas das marcas que existiam como a Colipe, Kolinos, Philips e as que ainda existem tais quais a Colgate, Sorriso, Close Up, Even e outras, foram sempre motivo de muita propaganda. Os marqueteiros agem atualmente com os políticos em campanha eleitoral como se eles fossem pastas de dente. Neste setor, não importa muito, igual no mercado de dentifrício, se o produto depois de comprado, limpa bem a boca, isto é, cumpre as promessas e a finalidade por eles alardeadas. E também de forma semelhante, encontramos depois muito dente sujo, da mesma forma como encontramos eleitores a reclamar, até a próxima campanha, quando são convencidos outra vez pelos marqueteiros de sempre. Consumidor nunca se emenda.

Nesta eleição temos, no mercado nacional, três produtos, que as pesquisas dizem estarem liderando as vendas: A Pasta Dilma, a Pasta Serra e a Pasta Marina. A ordem em que foram colocadas tem um significado: O resultado das pesquisas de intenção de compra, no feirão do dia 3 de outubro, em todo o país.


A Pasta Dilma, cujo fabricante é o mesmo da Pasta Lula, hoje a mais vendida no Brasil, promete que ela terá a mesma eficiência desta última. O consumidor pode comprar a Pasta Dilma como se fossa a Pasta Lula, não há diferença entre elas, a não ser no nome. Além disto, o marqueteiro promete que ela vai aprofundar a limpeza dos dentes, com o programa Boca Família e o Cárie Zero, que mesmo a Pasta Lula não conseguiu tocar com sucesso. Ela quer chegar a 2014, com todos os brasileiros pobres, de boca limpa, e com todos os dentes claros e bonitos. Ahhhhhh!!! Kolinos!!!

Os concorrentes baseiam sua propaganda nos mesmos moldes da Pasta Dilma. Tanto o fabricante da Pasta Serra quanto o fabricante da Pasta Marina, dizem que eles tem as mesmas qualidades da Pasta Lula, mas tenta se diferenciar em outros aspectos, além do aprofundamento da limpeza do dentes, igual promete a Pasta Dilma.


Os marqueteiros da Pasta Serra, neste momento são os que estão mais perdidos, pois viram as intenções de compras dos consumidores, despencar de 40% para 30% depois do início da propaganda. A equipe está um verdadeiro balaio de gatos. Uns acham que erraram por terem enfantizado a semelhança com a Pasta Lula, ao invés de mostrar os defeitos graves que esta pasta tem, como por exemplo, de ter dado prioridade excessiva à política social, sómente para ser vendida, e que não houve uma clara menção de que a Pasta Lula, só é hoje a mais usada do Brasil, porque o fabricante, num caso grave de espionagem industrial, afanou a fórmula de um dentifrício chamado Pasta FHC, para a política econômica. Só sei que, de qualquer forma, a Pasta Serra está quase alijada das intenções de consumo em todo o país, com exceções pequenas no Sul, e no estado de São Paulo, onde já foi muito usada. Entretanto, dizem que os fabricantes da Pasta Dilma, estão tentando avançar neste estado, mostrando cada vez mais que é tão parecida com a Pasta Lula, que foi usada por todos os sindicalistas do ABC, até pouco tempo. Se eles conseguirem, a Pasta Serra será retirada do mercado, certamente.


A Pasta Marina vem mantendo as intenções de compra estáveis, mas, menores do que aquela dos outros dois dentifrícios. Seus marqueteiros dizem que ela também é quase igual à Pasta Lula, mas tem uma diferença essencial. Em sua fabricação foi usada uma erva, que só existe na Floresta Amazônica, capaz de proteger as próximas gerações de qualquer doença bucal. Eles dizem que, com o uso tanto da Pasta Lula quanto da Pasta FHC, no passado, as bocas do país passaram a apresentar problemas terríveis nas gengivas, devido ao aquecimento bucal, provocado pelo ácido que estas duas pastas contém, resultados da privatização e do mensalão. Mesmo que o problema seja encontrado em todas as bocas do mundo, aqui no Brasil nós ainda dispomos de uma quantidade da erva suficiente para reverter o processo. O carro chefe da campanha é um ator dizendo: Da Pasta Marina, basta só um pingo!

No fundo no fundo eu espero que os marqueteiros sejam honestos no seu trabalho, mostrando o que realmente os produtos possuem de bom e de ruim. Atualmente, já existem pessoas desistindo de sua pasta costumeira. Conta-se que no caso de Pernambuco, quem ainda não aderiu à chapa Dilma, não abre a boca por causa do bafo de onça. Mas, a Pasta Serra eles dizem que não usam de jeito nenhum. Isto causou uma profunda transformação no mercado interno de dentifrício. Ninguém quer usar mais a Pasta Jarbas, tão usado no passado, porque o fabricante da Pasta Serra agora é o proprietário de sua fábrica. Ainda mais o fabricante da Pasta Jarbas andou espalhando que ruim como a Pasta Lula, nunca havia aparecido nenhuma na história deste país. O que provocou uma revolta em outros membros do mercado, que fizeram boicote à Pasta Jarbas. A nova marca, a Pasta Eduardo é que é mais preferida nas pesquisas de intenção de compra, no momento. Vamos ver a que prevalece no estado.

Eu sei que o Brasil está cansado de dentes podres e bocas fedorentas. Uma boa pasta de dente nunca foi tão necessária quanto agora. Espero que os consumidores decidam, no dia 3 de outubro, de uma forma consciente, pois precisamos muito de um bom dentifrício, que tenha gosto de melão maduro, sapoti e juá, e que cumpra sua missão principal, limpar os dentes do povo. Depois disto, fica faltando só a escova...

Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

P.S.: Quando já havia terminado este texto, fui navegar pelos Blogs de nossa região, Agreste Meridional, e encontrei no Blog do Alexandre Marinho, uma postagem que poderia se intitular: Por que usarei a Pasta Lula e a Pasta Eduardo? Vendo isto, resolvi fazer uma pesquisa, com todo o rigor científico que esta matéria merece, sobre qual o dentifrício que será mais usado pelos nossos blogueiros. Geralmente, quem usava a Pasta Lula, usurá a Pasta Dilma, sem problemas, são exemplos destes, além do Alexandre Marinho, o Roberto Almeida, o Wagner Marques, o Blog da Transparência, o Blog de Bom Conselho de Papa-caça, entre outros. Existem aqueles que não conseguimos definir qual pasta usarão, como o Ronaldo César, e temos aqueles que, normalmente, usaram por muito tempo a Pasta FHC, e que estão doidos para que a Pasta Serra não saia do mercado, como o Rafael Brasil, e aqueles que usaram outras pastas, e que preferem a Pasta Marina, como o Altamir Pinheiro. O mais diferente que encontrei, em termos de gosto, foi o Jodeval Duarte, que hoje só usa a Pasta Lula e certamente usará a Pasta Dilma, mas, lutará bravamente para que seja permitida a importação de dentifrício, pois ele adora mesmo é a Pastal Fidel.

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(*) Imagens originais da Internet. Adaptação de nosso colega Jameson Pinheiro.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A Fabricação da Mulher



Ontem, ao abrir minha caixa de entrada de mensagens, me deparei com uma enviada pela minha conterrânea Celina Ferro. Ela sempre foi minha historiadora preferida. Afinal de contas o que sei de Frei Caetano de Messina, foi ela que me ensinou no seu livro: De Capacaça a Bom Conselho. Quando falo de Bom Conselho só conto histórias de minha meninice e adolescência naquela santa cidade, e não tenho idade suficiente, para ter convivido com o frade turrão. Então, certas coisas em relação a ele, somente os historiadores puderam me ensinar.

Ela nos conta que, lá pelos idos de 1850, Frei Caetano chegava ao território de Bom Conselho e logo procurou saber dos problemas locais, constatando, como principais, a existência de muitas meninas órfãs e um elevado nível de prostituição, além da falta de água tratada, de um cemitério e de um templo em que os fiéis pudessem cumprir suas obrigações com Deus. Chamei-o de turrão pela sua forma de administrar a solução que ele traçou para os problemas levantados. Celina nos conta que ele:

“Conduzia os fiéis para ajudar com o material, dinheiro, os mais pobres com seu trabalho. Frei Caetano à frente, pregava as missões, trabalhava e nos sermões dizia:

- Povo de Papacaça, faz penitência! Quem não carregar pedra e tijolo para fazer a casa de Deus [referindo-se ao Colégio N. S. do Bom Conselho] está nas profundas do inferno! Faz penitência povo! Deita na rua e te cobre para a procissão passar por cima!

E muita gente nos dias de procissão embrulhava-se num lençol e deitava-se no meio da rua para que todos passassem por cima.”


Era o catolicismo da época. Hoje, se o Padre Nelson disser que o povo tem que fazer penitência para reconstruir o Açude da Nação, deitando no chão, penso que só quem obedecerá é o Zé Basílio, mesmo assim a muito contragosto. Os outros proporão logo a internação do vigário na Casa de Caridade. Mas, levando isto em conta, isto não tira o mérito do frade. Por causa dele, temos o nosso Colégio, nosso Cemitério de Santa Marta, ao qual não faltou defunto para a inauguração como na Sucupira do Odorico Paraquassu, e ainda nossa bela Igreja Matriz.

Entretanto, deste episódio de nossa história que culminou com a nossa maior e mais bela construção, o Colégio, veio para me lembrar de fatos relacionados com a mensagem da Celina. Todas da minha idade sabem que nesta construção, pelo menos em seu educandário só entravam mulheres e padres ou frades. Isto acontecia em quase todos os estabelecimentos de ensino católico. Quando vim para o Recife, ainda encontrei este regime no Colégio das Damas, por exemplo. Quisesse Deus que fosse porque as mulheres fossem consideradas especiais no sentido positivo. Muito pelo contrário, mesmo aqueles pais que admitiam estas criaturas do meu gênero, pelo menos aprender a ler, o faziam impondo limites severos, e que eram seguidos nos colégios católicos.

Até hoje, em nossa cidade reina o ranço machista, que tanto a Celina como eu, tentamos combater. E certas horas, apesar de achar que não nos devemos apegar muito na diferença de gêneros para nos impor, muitas vezes é necessário, diante de tantos preconceitos, espalhar por ai um pouco de nossas qualidades, e que são um pouco diferentes daquelas do bicho homem, de quem tanto gostamos, diga-se de passagem. A mensagem da Celina é apenas uma transcrição de um texto, que penso não ser dela, nem ela também cita o autor, e que achei muito bonita:

“Quando Deus fez a mulher já estava em seu sexto dia de trabalho fazendo horas extras.
Um anjo apareceu e Lhe disse: "Por quê leva tanto tempo nisto?"
E o Senhor respondeu: "Já viu a minha ficha de especificações para ela?"
Deve ser completamente lavável, mas sem ser de plástico, ter mais de 200 peças móveis e ser capaz de funcionar com uma dieta de qualquer coisa, até sobras, ter um colo que possa acomodar quatro crianças ao mesmo tempo, ter um beijo que possa curar desde um joelho arranhado até um coração partido e fará tudo isto somente com duas mãos."
O anjo se maravilhou com as especificações.
"somente duas mãos....Impossível!"
e este é somente o modelo básico?
É muito trabalho para um dia...Espere até amanhã para terminá-la."
Isso não, protestou o Senhor. Estou tão perto de terminar esta criação que é favorita de Meu próprio coração.
Ela se cura sozinha quando está doente e
pode trabalhar jornadas de 18 horas." O anjo se aproximou mais e tocou a mulher.
"mas o Senhor a fez tão suave..."
"É suave", disse Deus, mas a fiz também forte. Você não tem idéia do que pode aguentar ou conseguir.
"Será capaz de pensar?" perguntou o anjo.
Deus respondeu:
"Não somente será capaz de pensar mas também que raciocinar e de negociar"
O anjo então notou algo e estendendo a mão tocou a bochecha da mulher.....
"Senhor, parece que este modelo tem um vazamento...
Eu Lhe disse que estava colocando muita coisa nela..."
"Isso não é nenhum vazamento... é uma lágrima" corrigindo-o o Senhor.
"Para que serve a lágrima," perguntou o anjo.
e Deus disse:
"As lágrimas são sua maneira de
expressar seu destino, sua pena, seu desengano, seu
amor, sua solidão, seu sofrimento, e seu orgulho."
Isto impressionou muito ao anjo "O Senhor é um gênio, pensou em tudo. A mulher é
verdadeiramente maravilhosa"
Sim é!
A mulher tem forças que maravilham aos homens.
Aguentam dificuldades, levam grandes cargas,
mas têm felicidade, amor e alegria.
Sorriem quando querem gritar.
Cantam quando querem chorar, choram quando
estão felizes e riem quando estão nervosas.
Lutam pelo que crêem.
Enfrentam à injustiça.
Não aceitam "não" como resposta quando
elas crêem que há uma solução melhor.
Privam-se para que a sua família possa ter.
Vão ao médico com uma amiga que tem medo de ir.
Amam incondicionalmente.
Choram quando seus filhos triunfam e se alegram
quando seus amigos ganham prêmios.
Ficam felizes quando ouvem sobre um
nascimento ou um casamento.
Seu coração se parte quando morre uma amiga.
Sofrem com a perda de um ente querido, entretanto são fortes quando pensam que já não
há mais forças.
Sabem que um beijo e um abraço
podem ajudar a curar um coração partido.
Entretanto, há um defeito na mulher:

É que ela se esquece o quanto vale.”

O que mais me fez publicar esta mensagem aqui foi uma parte que não publiquei que diz, que aqueles que a recebessem repassassem-na a suas amigas, e também aos homens, porque eles precisam serem lembrados de que valemos muito, desde que fomos fabricadas com o maior carinho e eficiência, e na lista para quem a Celina enviou, não vi nenhum homem, então resolvi mostrar a eles em nosso Blog.

No entanto, lembrem-se que o anjo com o qual Deus conversou não era homem nem mulher, e se ele já existia, também foi uma criação de Deus, pois todos somos. Abaixo o preconceito! E quando digo que, nas próximas eleições, mulher vota em Marina, não é porque acho que a Dilma não foi uma criação de Deus, é porque o Lula, mudou quase todo o seu projeto de fabricação original. Marina veio da floresta, com garantia de fábrica.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

domingo, 22 de agosto de 2010

Adivinhação (XXXI)


E, de repente, na sala do debate...(1)





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(*)Fotos originais da Folha online.

sábado, 21 de agosto de 2010

Marina no Debate Online



Confesso que fiquei extremamente satisfeita quando li o artigo do Zezinho, sobre o 1º Debate Online, entre os candidatos a presidente da república. Infelizmente, eu não tenho a liberdade do meu colega que pode sentar as nádegas qualquer hora em frente do computador e ver debates, mesmo que tenham a importância que este teve. Horário de almoço deveria ser para almoçar, e aqui em casa, é. E quando minha filha deixa meu neto aqui, o que ocorre sempre, pois mulher moderna pensa que trabalhar fora a redime de cuidar da prole, ele ainda não fala tudo, mas sua carinha demonstra que está na hora de sua sopinha. E lá vai a avó...

Quase não acreditei quando ele escreveu que a Marina foi muito aplaudida, e fui nos sites ver as reapresentações do debate. Ela pode até não ter sido ovacionada, como ele fala, mas que foi mais aplaudida dos que os outros dois, isto foi.

Para provar isto eu pedi ao Jameson que disponibilizasse uma parte do filme do debate, exatamente aquela onde a Marina faz suas considerações finais. Vejam abaixo este vídeo.



Espero que tendo visto, vão além do Zezinho que não vai votar mais nem na Dilma nem no Serra, votem também na Marina, para não chorar depois. Não percamos a chance de colocar, pela primeira vez, uma mulher na presidência, mas, venhamos e convenhamos, não pode ser uma qualquer, ter que ser aquela que diz, como vi em outro trecho de debate:

“O Brasil amadureceu. Não precisa ser uma sociedade infantilizada. Querem infantilizar os brasileiros com essa história de pai e mãe.”

É o Pai do Real, a Mãe do PAC, o Pai dos Genéricos, a Mãe que Deu a Luz para Todos, e todos nós nos sentimos realmente infantilizados, com tantos pais e mães postiços, que aparecem em anos eleitorais. Por isso que em 2012, só aparecerei em Bom Conselho como avó do meu neto.

Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Lula em Garanhuns, e eu atrás...



Como já disse no artigo sobre a passagem de Lula por Caetés, segui o homem até Garanhuns. Chegando lá, para não ter dificuldade de entrar no recinto onde ele fez o primeiro comício fechado a que já assisti, comprei uma bandeira do PT e uma camisa vermelha e quem estava na porta não me pediu nem documentos. Hoje o PT tem passagem livre não só em comícios, mas em todos os cargos públicos. Vestido daquela forma senti-me até poderoso.

Ao penetrar no recinto fui fundo. Fiquei logo nas primeiras fileiras para ser pelo menos visto pelo Lula, na esperança de que ele me reconhecesse e fizesse uma das suas, descendo do palanque para cumprimentar o amigo de infância. Certa hora, pensei que isto fosse acontecer, pois ele se dirigiu à platéia, na direção onde eu estava, e falou:

- Severino, tem gente que tem vergonha de você...

Pensei inicialmente que ele havia trocado o meu nome e iria cair em si logo, logo. Não foi este o caso. O Severino a que ele se referia era o Severino Cavalcanti. Sim, aquele mesmo do “mensalinho” da Câmara dos Deputados, que agora é prefeito de João Alfredo, acusado de receber propina de um dono de restaurante em Brasília. Segundo Lula, ele, o Severino salvou-lhe do “impeachment” em 2005, pois as elites queriam derrubá-lo por causa do “mensalão” e depois dar o golpe. “Nossa elite política é perversa”, disse o meu conterrâneo. Eu, decepcionado por ter sido preterido, fiquei imaginando como o Lula, realmente, naquela época estava com medo de ser espicaçado pelos seus algozes. Pois, se abraçar com o Severino, para que isto não ocorresse, só pode ter sido um “abraço de afogado”. No entanto, me refiz do desejo, e continuei ali firme ouvindo meu amigo infantil, digo, de infância. O ato falho de ter escrito “infantil”, talvez tenha sido por lembrar a cara do Armando Neto, por ter sido ele e seus ancestrais chamados de perversos.

Mudaram as circunstâncias mas o discurso foi quase o mesmo de Caetés. E não poderia ser diferente, ele não havia saída nem da nossa cidade natal, pois seu registro de nascimento, como o meu, é de Garanhuns. Nisto eu concordo com ele. Prá que mudar? Quem sabe, depois das eleições, se não conseguir ir para ONU, nem ser técnico da seleção brasileira, ele não se candidate a prefeito de Garanhuns em 2012. Sei que Capoeiras iria perder um grande secretário, o Roberto Almeida, que agora iria para o Palácio Celso Galvão, e se ele for tão competente no cargo quanto é no seu Blog, esta cidade só vai ter a ganhar. Eu não troco o registro, pelos mesmos motivos. Por falar na terra de Simoa Gomes, quando o Lula falou o nome do seu atual prefeito, a platéia quase veio abaixo, com uma vaia monumental. Não sei o porquê, mas tornou-se necessária a intervenção de Lula, pedindo que guardasse as vaias para quem não votasse na Dilma e no Eduardo. Continua o mesmo da infância, de quem minha mãe dizia, este menino “não dá ponto sem nó”.

Voltando ao início, naquilo que é praxe em discursos políticos, a chamada dos presentes, que Lula chamou de a “nominata”, que é a relação de pessoas a que o político se dirige para fazer salamaleque, ele fez menção a mais de 20 pessoas que estavam no papel que sua assessoria produziu. Pasmem, nele não estava o nome da Dilma, que seria a principal homenageada pelo presidente. Será que houve algum fogo amigo no episódio? Tenho certeza que quem atirou já deve ter sido punido, igual ao Lula fazia com as rolinhas em nossa época de moleques: Bala na cabeça, de bodoque, é claro.

No meio dos aplausos, frenéticos e repetidos, a cada jocosidade (desculpe Lucinha) do falante, eu ficava pensando, como é fácil ser aplaudido e ovacionado pelas pessoas que vão a um evento como este. Se Lula começasse a fazer um “streap-tease”, tirando ali mesmo aquela jaqueta, doada pelo Evo Morales, dançando o carimbó, penso que todos fariam o mesmo, e a emoção chegaria a um frenisi igual aos fenômenos religiosos de massa. Ali eu vi que estava diante de um santo, que rivalizava com Padre Cícero, Frei Damião, e agora com sua internacionalização, com Madre Tereza de Calcutá. E o Lula sabe disso. Quando ele perguntou ao Ariano Suassuna quantos filhos tinha e nosso grande escritor, um pouco constrangido, respondeu, eu, tímido como sou, fiquei com vergonha, não de ver o Suassuna no evento, pois ele agora virou o Chicó do Lula, que fazia o papel João Grilo, naquele momento, e sim pela quase falta de respeito a um dos maiores escritores deste país.

Mas o que mais me deixou constrangido foi a presença e o comportamento do Joaquim Francisco, que migrou do PFL para o PSB, pois não se adaptou à nova sigla do partido, DEM. Ele foi o único que não riu durante todo o discurso e raramente aplaudiu. Era um estranho no ninho e parecia realmente o mais depenado dos filhotes. O Armando Monteiro, chamado de perverso, ainda riu um pouquinho, mas, o Joaquim não. Mas, também pudera! Alguém se transformar de um liberal num socialista em dois meses é pedir demais. O contrário aconteceu comigo, mas levou uns 20 anos.

Estava lá aguentando firme aquele evento, quando o Lula disse que agora, no Nordeste vai acabar o “Pé de Serra”, agora será o “Pé de Dilma”. O que não fazemos por uma Academia, não é Zetinho? Mesmo assim antes que ele falasse o número do sapato da Dilma, que deveria ser 40 para agradar o Eduardo Campos, pois se dissesse a verdade poderia estar fazendo campanha para Marina, em peguei minha bandeira e lá fora, seguindo meus preceitos domésticos-educacionais, a coloquei no depósito de lixo reciclável.

No lado de fora, resolvi esperar por Lula, pois como ele mesmo disse, não devemos desistir nunca. Quando a comitiva saiu e se dirigia para o Festival de Inverno, consegui driblar os seguranças, e gritei bem alto:

- Lula, Lula, Lula, aqui....

Ele se voltou e me reconheceu. Veio em minha direção. Eu, ali parado emocionado e já tendo esquecido minha decepção com seu discurso e sua postura divina, esperando. Ele chegou perto e falou:

- Zezinho, você por aqui!? Quais são as novas?

Um pouco nervoso respondi:

- Presidente, não há nenhuma novidade. Estou esperando aquela ajuda que lhe pedi para fazermos uma Academia de Letras em nossa cidade. Nossa terra merece isto.

Ele, com um ar de superioridade retrucou:

- Companheiro Zezinho, este negócio de Academia é para as elites. Por que você não faz uma festa junina como aquela que o Eduardo me falou que tem lá em Bom Conselho, um tal de Forrobom? Aquilo é que é coisa do povo. Mas se quiser continuar com este sonho elitista continue.

E eu ali ouvindo aquele disparate, de alguém que minutos atrás tentou dar uma aula de história de Pernambuco, criticando suas elites, como se hoje, depois de governar por 8 anos, não pertencesse a ela. Aí ele falou:

- Oh, Joaquim, faz alguma coisa, dar ai uns cem reais para o Zezinho, para ele ir tocando os seus sonhos infantis, se não tiver pede ao Armando!

O Joaquim obedeceu, botou a mão no bolso e me deu duas notas de 50. Eu, embasbacado peguei o dinheiro. Mas jurei que não tocaria nestas notas e um dia as devolverei a ele. Agora estou rompido com ele. Vejam o que o PT fez com uma criança inocente! Nem pensei em ir a Salgueiro e Petrolina, e só me aproximarei quando ele cumprir a promessa de construir a Transnordestina. Pelo jeito que vai, será nunca.

Em termos de Academia, agora estou num mato sem cachorro. Espero que em Bom Conselho o Zetinho encontre pelo menos um cachorro para ajudá-lo.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com