terça-feira, 17 de agosto de 2010

ACONTECEU...




Como sempre acontece nas grandes metrópoles do Pais, e se estendem para as cidades do interior de grande porte, as pessoas são roubadas através de assaltos ou no “conto do vigário” como aconteceu com a nossa amiga.


No quinto dia útil de cada mês Dona Carmen vai receber a sua pensão. Logo pela manhã toma o seu banho e seu café e apanha o ônibus Rio Doce/ Príncipe, às 08 horas da manhã e desce na porta do Banco do Brasil. Neste dia ela levou um cheque de sua filha no valor de R$. 600,00 para descontar e pagar a mensalidade da faculdade. Apresentou ao guarda o cartão do INSS e o guarda liberou a entrada. Subiu para o primeiro andar. Retirou a sua senha de número 48 e olhou para o painel que marcava a senha 18, portanto tinha trinta pensionistas na sua frente. Sentou-se e olhou para o relógio, marcava 8h40min. Ficou a conversar com a pessoa que estava ao seu lado, lhe contava que tinha sido roubado há três meses no centro do Recife, quando regressava para casa. Dois malandros tomaram a sua bolsa e saíram em disparada pela Rua Siqueira Campos. O larápio desapareceu. E ele ficou sem o valor da sua pensão. Por volta 10h00min o seu numero da senha estampou no painel. Ela levantou-se e foi até o guichê. Entregou o cartão a moca do caixa, juntamente com o cheque da sua filha. Recebeu todo o dinheiro e colocou na bolsa e com um “bom dia” se despediu saindo do Banco. Ficou parada no ponto do ônibus esperando condução para ir ao Shopping Tacaruna. De repente apareceu uma senhora, com um documento na mão dizendo que ela tinha deixado cair no chão e ela apressou-se para lhe entregar. A Dona Carmem informou que aquele documento não lhe pertencia. Mas a senhora insistiu com ela de que a vira cair no chão quando ela saia do Banco. Nesta conversa, aparece uma nova senhora gritando “Valha-me Deus! Graças a Deus este documento é meu” Deixei por engano em cima da mesa do Banco. Como a Senhora é boa, disse a senhora para a outra que estava com este documento na mão. No entanto, esta senhora disse, “não fui que encontrei foi esta senhora aqui” colocando o braço no ombro de Dona Carmem e deixando ela com o documento na mão. Imediatamente, antes que Dona Carmem falasse alguma coisa, “esta senhora que apareceu” disse-lhe a senhora merece uma recompensa, pois este documento é de grande valia e, pertence ao meu marido que se encontra invalido e somente eu posso movimentar a sua conta corrente e, eu fui revalidar com esta procuração. Mas de qualquer maneira a senhora merece uma recompensa que eu faço questão de lhe dar. Chamou-a para ir até o Banco, pois ela iria retirar o benefício do seu marido invalido e daria cem reais como recompensa pelo documento achado. Dona Carmem, insistiu com a senhora “dizendo não fui eu que encontrei este documento, foi esta senhora, aqui, apontando para outra que encontrou, ela é que merece a recompensa”. Mas, mesmo assim a senhora insistiu e terminou convencida de ir até ao banco. Lá chegando, a senhora disse “espere-me aqui”. E se dirigiu para recepcionista com o documento na mão. A outra a mulher que tinha entrado novamente, “disse-lhe: aceite a recompensa, pois ela quer lhe dar, aceite” Dona Carmem ficou a espera. Neste momento, a senhora que estava sentada no banco, aguardando ser atendida, acenou para a Dona Carmem pedindo-lhe que ela lhe fosse ao seu encontro. A senhora que ainda estava ao seu lado, disse “Atenda a ela. Me dê sua bolsa e vá até lá que eu lhe espero aqui”. A Dona Carmen ainda titubeou com aquele pedido, mas a mulher insistiu “não confia em mim, não?” Dona Carmen olhou bem para a mulher, disse “Tome e me aguarde aqui, que eu vou lá dentro saber o que esta mulher quer comigo, pois não fui eu que encontrei o documento” Entregou e entrou no Banco. Quando se voltou à mulher já não estava no Banco. Correu apressadamente, mas a mulher havia desaparecido. Foi até o ponto do ônibus, falou com o vigilante e ninguém sabia. Enquanto ela estava à procura desta mulher que lhe levou a bolsa, a outra mulher que estava no Banco, também sumiu e Dona Carmem ficou desesperada, chorando e passando mal. As pessoas que estavam presentes sentiram o drama que ela estava vivendo. Chamara a sua filha e o genro que foram acudi-la. Perdeu todo o dinheiro e documentos e até hoje não encontrou. Quanta ingenuidade de Dona Carmem. Que este fato seja de lição para todos nós que podemos ser abordados a qualquer momento por estes marginais.

José Antonio Taveira Belo / Zetinho - taveirabelo@hotmail.com

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