segunda-feira, 16 de agosto de 2010

E a Copa do Mundo? Perdemos, e daí...



E a Copa do Mundo de futebol passou. Perdemos, e perdemos feio. Esta história de que lutamos até o fim é uma balela, principalmente, para o futebol brasileiro. Se neste terreno, em que somos os melhores do mundo, nos contentamos com aquilo que alcançarmos, dizendo lorotas sobre ter lutado até o fim, estamos perdidos. Perder com dignidade é uma coisa, perder sem ela é um eufemismo para "vergonha".

O Dunga, espero que seja um bom pai ou um bom filho, pois ele nunca foi um bom jogador de futebol e muito menos um bom técnico. Não se pode nem elogiá-lo por ter levado para a África do Sul o melhor que podia. Ele deixou para trás os melhores, que tínhamos, que só bastou o Mano Menezes pegá-los pelo caminho e proporcionar o show que os meninos do Santos deram nos Estados Unidos. Pode-se dizer que ele levou os melhores da terceira idade. Com a possível exceção de Robinho, os outros jovens que levou, eu nem me lembro mais dos nomes. Mesmo para Robinho, aqueles brincos começam a pesar. Temos melhores jogadores, basta o Mano ir às peladas de Boa Viagem ou da Praia do Flamengo, para encontrar melhores.

Talvez, em 2014, tenhamos a última chance de sermos outra vez campeões mundiais. Depois desta data nossos jogadores já estarão todos naturalizados ingleses, alemães, japoneses, portugueses e até argentinos. Aproveitemos os meninos dos Santos e mais três, como fez o João Saldanha em 1970, e lutemos por esta última oportunidade. E esperemos que lá por aquelas épocas futuras o Lula não tenha mais força para nos empurrar o Dentinho, do Corinthians.

Nesta copa de 2010, já havia mais jogadores brasileiros naturalizados nos outros times do que jogadores que jogam no Brasil, na Seleção Brasileira. Se o Internacional de Milão fosse o representante da Itália, a azzurra não teria sofrido aquele desastre. Talvez isto não fosse verdade porque Júlio César seria o goleiro. Na copa de 2018, a nossa seleção deverá ser toda de argentinos e vice-versa. Todos naturalizados. Provavelmente, o nosso técnico será um filho do Maradona, que ficará á beira do campo, na área técnica com uma caixa de pó, de arroz é claro, pois ele já era o técnico do Fluminense. Minha esperança é o vice-versa, e que o técnico argentino seja um filho do Dunga, sem chimarrão.

Pobre do nosso futebol. Só cresce como rabo de cavalo, para baixo. Agora a onda é o Voleibol. Tentamos não meter os pés pelas mãos e trocamos os pés pelas mãos. É o único esporte que nos dá alegria hoje. Depois do Pelé, do Airton Sena, do Éder Jofre, do Guga, agora é o Giba. Mas, uma coisa não muda, em nenhum dos esportes. Tudo é globalizado. O “nacional” perdeu o sentido em tudo. Não existem mais americanos, ingleses, chineses, iranianos, argentinos e muito menos brasileiros. Somos globais. Hoje eu só vejo jogo do sul maravilha e do exterior, quando quero ver algum brasileiro bom de bola. Apesar de querer que o Náutico vá para a série A, não aguento mais ver jogos do meu time, a não ser contra o Sport para gozar os amigos depois, pois este está pior do que aquele. Ir a campo? Nem que as vacas de Lucinha parem de tossir!

Aqui em Pernambuco o futebol está tão ruim que nem político se interessa por ele. Mesmo em época de eleição ninguém declara por quem torce. O Jarbas não quer mais nem ver uma bandeira rubro-negra, nem o Eduardo uma alvi-rubra, todos torcem pelo time de Arraes que era o Íbis. Só o Lula não tem vergonha de dizer que é torcedor do Náutico e do Corinthians, porque, ele, com os seus níveis de popularidade, se tornou inimputável. E onde estará o presidente do Santa Cruz? Foi para série “E”.

Eu agora estou fazendo o caminho inverso. Só vou torcer pelos times de Bom Conselho. Preciso urgentemente aparecer lá para dar uns pitacos, iguais aos que recebi do saudoso Jorge Torres. Depois de ter visto nossa prefeita, Judith Alapenha, nas festividades de aniversário da cidade, dando o ponta pé inicial numa partida de futebol, e sem ser vaiada, e sim aplaudida, tenho certeza que em 2018, se não naturalizarmos ninguém, os times de minha terra serão a base para nossa seleção. Parabéns à prefeita pelo incentivo ao nosso esporte.

Já existe uma estátua de Pilão na entrada do nosso Estádio, o Carecão? Mas, pelo menos o molde dos pés de Zezinho Macaxeira, deve ter, na entrada. Como também devem estar por lá as luvas do Pedro Muiado, as chuteiras de Adalberto, o calção de Trovão, os meiões de Naduca, e muitos outros troféus que homenageiem nosso futebol. Afinal de contas, Bom Conselho será nossa pátria de chuteiras. Quem diria?!

Jameson Pinheirojamesonpinheiro@citltda.com
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(*) Fotos de José Maria no SBC, tiradas nas comemorações do aniversário de Bom Conselho.

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