quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Debate Onlaine e o "banho" de Marina



Estava pronto para sair hoje pela manhã. Ia em busca dos jornais nos laboratórios, um meio de informação para pessoas sem condições de assinar publicações da chamada “grande imprensa”, mas interessado em ficar atualizado com o Brasil. Eis que em minha navegação matinal, me esbarro como as chamadas de um site para um debate presidencial pela uebe, ou seja, onlaine. O primeiro deste tipo em nossas terras brasilianas, patrocinado pela Folha de São Paulo e o UOL.

Inicialmente fiquei um pouco cético quanto ao novo meio de comunicação nesta área, pela conexão que tenho, uma banda não tão larga quanto eu mereço e a CIT não me dá. Assim mesmo fui lá ver. Me surpreendi. Minha banda estreita teve muitos poucos tiques-tiques nervosos, e foi possível ouvir claro e limpo todos os candidatos.

O formato do debate foi muito melhor do que aquele apresentado pela TV até agora. Todos os candidatos (Marina, Dilma e Serra) tiveram tempo de fala iguais e todos puderam mostrar o seu potencial. Não senti nem a falta do Plínio, que no debate da TV era quem me acordava, de vez em quando. Talvez, porque este debate, foi realizado durante o dia, e o Zé Serra teve que se acordar mais cedo. O debate começou às 10:30.

Começando pelo fim do meu artigo anterior sobre o debate na TV (http://www.citltda.com/2010/08/o-debate.html), eu pergunto: Quem ganhou o debate? E aí eu digo que sinto muito pela menor influência da internete em termos de público. Os próprios debatedores levantaram a questão e todos eles são a favor da ampliação da banda larga em nosso país. É um instrumento da democracia e está se tornando cada vez mais importante quando se quer pensar em segurança, saúde, educação e outros itens importantes para no nosso povo.

Sinto também porque, eu hoje posso dizer quem ganhou o debate sem precisar da ajuda da audiência doméstica, pois o vi sozinho junto com o meu lepitope. Sem dúvida nenhuma, a única coisa de nova que eu vi foi a Marina Silva. Tanto em termos de desempenho pessoal, com segurança, clareza, desenvoltura na fala, postura diante das câmeras, e também quanto às propostas inovadoras que se distanciam muito daquele “repetitório” de Dilma e Serra. Agora sou eu quem imito a família de Lucinha, que terminou o outro debate dizendo que não votaria na Dilma, e amplio o leque de opções para o meu não voto. Não votarei nem no Serra nem na Dilma. Ainda não posso dizer se votarei na Marina, apesar de ter ficado muito balançado entre ela e o Branco das Neves, que não participou dos debates. Vamos esperar outros.

O Serra esboçou uma reação nervosa a certas afirmações de Dilma e tentou desancar o PT, no que ele chamou da política do “quanto pior, melhor”, quando Dilma o acusou de tais práticas. Sua saída mais honrosa é dizer que não compactua com o erro de ninguém. Faltou ele dizer se entre “ninguém” está ele próprio.

A Dilma, continua a mesma, menos nervosa, não sei se pelo efeito de algum Lexotan, ou se com o passar do tempo, ela tem aprendido a falar, uma palavra atrás da outra, com a mesma frequência, ao invés de um intervalo aleatório entre elas. Sua assessoria tem que funcionar como combustível de automóvel, se parar de ser injetado, ela para, ou engasga. E, quando numa ladeira, continua a andar, ou a falar, não diz coisa com coisa. O jingle do Collor em Alagoas diz que é Lula, apoiando Dilma, Dilma apoiando Collor, etc. o de Dilma poderia ser: é Lula entrando em Dilma, é Dilma entrando em Lula, pois não se sabe quem é que está falando. Usando uma palavra que Lucinha usou a respeito de espíritos desencarnados, recentemente (http://www.citltda.com/2010/08/um-dia-de-azar-e-o-cavalo-de-o.html), a Dilma parece ser o “cavalo” do Lula, mas, como Lula ainda não morreu, é melhor imaginar que ela tem um ponto eletrônico e fica ouvindo o Lula, nas ocasiões em que estanca.

No bloco final, cada um tinha 3 minutos para dizer o que quisesse. Dilma leu um texto pronto, José Serra disse o óbvio, e Marina “arrasou”. Foi aplaudida e ovacionada pela audiência do teatro TUCA, onde o debate foi realizado, e, tenho certeza pelos internautas de plantão como eu. A menina leva jeito e Lucinha pode estar certa: Se houver segundo turno, é ela e mais outro. Vamos esperar prá ver.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

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