segunda-feira, 30 de agosto de 2010

ORQUESTRA SINFÔNICA EM BOM CONSELHO




VI NAS FOLHAS DA GAZETA A APRESENTAÇÃO DA SINFÔNICA JOVEM DE PERNAMBUCO.
PENA, GOSTARIA DE TER OUVIDO, SENTIDO,
ENTRADO NO MUNDO MEIO QUE DISTANTE DA MÚSICA ERUDITA.
UMA FRASE CHAMOU-ME À ATENÇÃO: “UM ESPETÁCULO SENSACIONAL, QUE EMOCIONOU O PEQUENO PÚBLICO PRESENTE.”
NÃO, NÃO VOU ATER-ME AOS PORQUÊS E NEM TÃO POUCO CRITICAR OU FILOSOFAR SOBRE A CULTURA DE UM PAÍS.
AS PESSOAS SE ACOTOVELAM PARA VER “CALCINHA PRETA”, “CALYPSO”, ‘AVIÕES DO FORRÓ “......
E TANTAS OUTRAS..... NADA CONTRA.
GOSTO TAMBÉM.
NÃO POSSO IMAGINAR UM CHURRASCO REGADO A BEETHOVEN, BACH OU TCHAIKOWSKY!
ÔME, SEU BICHINHO, COMO FALA ESSE NOME MESMO??
NEM UMA BELA FEIJOADA, TORRESMINHO E CAIPIRINHA, OUVINDO
CHOPIN.
COMO É MESMO? CADA UM NO SEU QUADRADO???
MUITO BOM. NA HORA DO AMOR, MÚSICA ROMÂNTICA.
NO SÃO JOÃO, FORRÓ.
NO CARNAVAL, FREVOS, MARCHINHAS.
MAS........ E O QUADRADO DA MÚSICA CLÁSSICA??
HUMMMM. SEI NÃO. TUDO É A CULTURA.
APRENDI TARDE TAMBÉM A APRECIAR UMA ORQUESTRA E COMO PARA MIM O TARDE NÃO EXISTE, HOJE SOU UMA GRANDE APRECIADORA.
EM 2009 ESCREVI SOBRE A ORQUESTRA E O TRABALHO DO MAESTRO JOÃO CARLOS MARTINS, NO ARTIGO “ORQUESTRA DE ÍNDIOS”, ESTÁ NO SITE, EM MINHA COLUNA.
ARTIGO QUE ME RENDEU DO PRÓPRIO JOÃO CARLOS, DOIS INGRESSOS EM UM CAMAROTE ESPECIAL EM UM DOS LUGARES MAIS LINDOS E ACÚSTICA PERFEITA, EM SÃO PAULO, PARA SE OUVIR UMA ORQUESTRA: SALA SÃO PAULO. POR FAVOR, PROCURE CONHECER O LOCAL E SE PUDER, LEIA MEU TEXTO! AGRADEÇO O APREÇO.
VOLTANDO À MÚSICA, PODEMOS AOS POUCOS, COLOCAR UM QUADRADO EM NOSSAS VIDAS PARA ENTENDER E APRECIAR A MÚSICA ERUDITA.
ERUDITA OU CLÁSSICA É A MÚSICA QUE NÃO É POPULAR E NEM SAÍDA DO FOLCLORE E SEGUE NORMAS SECULARES.
SE VOCÊ ´ É INICIANTE E QUER ENTRAR NO MUNDO DOS CONCERTOS, SEGUEM ALGUMAS DICAS:

1/ AOS INICIANTES


Se você está começando a freqüentar salas de concerto, seja muito bem-vindo e observe alguns costumes do mundo da música de concerto:

Dúvidas mais freqüentes

Sinfônica ou Filarmônica?


A diferença entre uma orquestra Sinfônica e uma Filarmônica não reside no repertório apresentado, na quantidade de músicos ou nos instrumentos utilizados. O que as diferencia é a natureza de suas estruturas de suporte administrativo.

A denominação “filarmônica” poderia ser grosseiramente traduzida por “amantes da harmonia” e diz respeito a sociedades musicais mantidas por admiradores que subsidiam conjuntos orquestrais. A indicação “sinfônica” refere-se ao repertório abordado, de sinfonias, mas finda por representar os demais grupos, mantidos por governos ou grandes corporações.

Nos dias de hoje, há poucas orquestras verdadeiramente filarmônicas, mas devido à tradição seus nomes de origem ainda são mantidos.

2/Quando devo bater palmas?
É tradição na música clássica aplaudir apenas no final das obras. Preste atenção, pois muitas peças apresentam movimentos, com pausas entre eles.

3/Silêncio!?
Diferentemente de outros gêneros musicais, a música de concerto valoriza pequenas sutilezas sonoras, detalhes e sons muito suaves; assim, o silêncio por parte da platéia é muito importante.

4/Quem é aquele violinista que recebe o cumprimento do maestro?
O spalla (leader na Inglaterra, concertmaster nos Estados Unidos, Konzertmeister nos países de língua germânica) é o primeiro-violino da orquestra. Ele executa passagens solistas, serve como regente substituto e repassa aos outros músicos as determinações do maestro. Até meados do século XIX, grande parte das apresentações eram regidas pelo spalla, que utilizava o arco para marcar o tempo da música. O termo italiano pode indicar tanto a região do colo onde é apoiado o violino, quanto o personagem que, no teatro de revista, dá suporte ao ator principal.

5/O que significa a indicação de “Op.”?
O “Op.”, que você encontra nos títulos de muitas das obras tocadas é a abreviação do termo latino opus (em português, ‘obra’), e aparece sempre acompanhado de um número para identificar uma peça ou um grupo de peças na produção de um compositor. Por exemplo, o Concerto nº 2, Op.18, de Rachmaninov é a peça de número 18 no catálogo de suas obras. Mas cuidado, nem sempre o opus representa a seqüência cronológica das composições. Para alguns compositores foram criados catálogos próprios, como o BWV, Bach-Werke-Verzeichnis (Catálogo das Obras de Bach); o KV, Köchel Verzeichnis (Catálogo Köchel) de Ludwig Köchel para as obras de Mozart; o D, Deutsch, de Otto Erich Deutsch para as obras de Schubert; e o HoB, Hoboken, de Anthony van Hoboken para as obras de Haydn

6/De onde vieram os nomes das notas?
Apesar de registros de notações musicais na Grécia Antiga e entre os chineses do século III, apenas em St. Gall (Suíça), quase mil anos mais tarde, as notas passaram a ser marcadas com maior precisão. Para os nomes das notas, os povos de língua anglo-germânica adotaram letras, de A a G, enquanto os de língua latina seguiram o hino a São João Batista, introduzido nas aulas de Guido d’Arezzo, no século XI: UT queant laxis, REsonare fibris, MIra gestorum, FAmuli tuorum, SOLve polluti, LAbii reatum, Sancte Ioannes. (Para que possam ressoar as maravilhas de teus feitos com largos cantos, apaga os erros dos lábios impuros, ó São João).

Há algumas hipóteses sobre a substituição de Ut (até hoje utilizado na França) por Dó. Uma delas a atribui ao musicólogo Giovanni Battista Doni, no século XVII; outra, ao teórico Giovanni Maria Bononcini, autor do tratado Il Musico Prattico, publicado em 1673. A razão pela qual ocorreu a mudança é incerta. Acredita-se que foi para facilitar a pronúncia nos exercícios de solfejo. O Dó teria sido retirado da palavra Dominus (“Senhor”, em latim).

7/Por que o oboé afina a Orquestra?
Após a entrada do spalla, a orquestra espera a nota Lá do oboé para começar a afinar, mas por que o oboé? Os oboístas da Osesp explicam que a tradição surgiu no século XVII, época em que esse instrumento, diferentemente dos outros sopros, estava presente em quase todas as orquestras e repertórios. Além disso, o timbre, o volume e o posicionamento do oboé na orquestra fazem com que ele seja facilmente ouvido por todos os músicos. Por último, uma vez feita a palheta, a afinação do oboé é dificilmente modificada, garantindo a precisão da freqüência de 442 Hz. Por estes motivos, o oboé foi eleito o ‘diapasão’ da orquestra.


FONTE: FUNDAÇÃO OSESP DE SÃO PAULO


ACHOU CANSATIVO???
LEIA AOS POUCOS, ASSIMILE, PESQUISE, OUÇA
ENSINE.
SERÁ GRATIFICANTE.
ESPERO QUE A ORQUESTRA RETORNE A BOM CONSELHO E TOQUE PARA O POVO EM PRAÇA PÚBLICA.
LOCAL ABERTO. BEM DIVULGADO.
NÃO IMPORTARÁ O TRAJE A SER USADO, NÃO SERÁ NENHUM ULTRAJE BATER PALMAS FORA DE HORA, O IMPORTANTE É CONHECER E SENTIR
O MOMENTO.
O ACESSO À ARTE E A CULTURA É UM DIREITO DE TODOS
PARABÉNS À INICIATIVA.

CARINHO DE

ANA LUNA - anammluna@yahoo.com.br

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