terça-feira, 3 de agosto de 2010

A propósito da NOTA DE ESCLARECIMENTO da Câmara de Vereadores de Bom Conselho



De vez em quando, ocorrem acontecimentos lamentáveis, sob todos os aspectos. Quando um membro de um poder constituído vai a um veículo da imprensa e procura enxovalhar o próprio poder do qual faz parte, dá mau exemplo. Prosseguindo, ato contínuo, ataca os seus pares. Idem.

É de supor que as pessoas que têm história, não agem desse modo. Se há desmandos na Casa, ou se isso se imagina, o bom senso recomenda que quem os descobriu, ou quem de tal desconfia, procure os colegas da agremiação. E faça ver a eles que tais irregularidades, se existem, não irão continuar. Porque ele, que ora previne, não irá tolerar.

Assim, o interessado discute o assunto com os demais. Se encontrar resistências dos outros membros, avisa que vai levar as ocorrências ao domínio público, porque essa é a sua obrigação. Porém, para tanto, é necessário que o pretenso denunciante esteja livre de amarras. Ou, como se diz no popular: não tenha “rabo preso”. Porquanto, se em vez de currículo louvável, o denunciador tem prontuário manchado, impossível se torna que tenha voz ativa.

Nesse entrevero, não estou do lado A nem do B. De igual modo, ninguém me pediu opinião. Mas eu tenho opinião. Lendo a NOTA a que tive acesso, elaborada pela Câmara Municipal, e acolhida pela prefeita Judith Valéria, de partida antevejo que existe maioria do lado dos que se sentiram ofendidos. Notem que a prefeita encaminhou a NOTA à CIT, com pedido de publicação.

Outra: se o suposto ofensor, além de dirigir palavrório aos seus pares, ainda investiu contra outros poderes constituídos e entidades mais que estão todos à margem da cena, deixa à mostra o seu grau de desequilíbrio para a função pública que lhe foi outorgada.

De bom alvitre supor, ainda, que alguém que tenha manchas na sua ficha, e, ainda assim parta em busca de aparições estabanadas, seja portador de debilidades. De outro modo, pode ser frio e calculista. Pois imagina ele que, agindo aos estardalhaços, consegue a simpatia do povo e do eleitorado, para, com isso, tirar proveito na próxima legislatura.

Mas, vendo-se por ângulo oposto, quem assim age, pode “dar com os burros n'água”. O tiro pode sair pela culatra. Posto que as pessoas, a cada dia, aprendem mais. Como dizia Dom Hélder: "O povo pensa..." É ilusão imaginar que os homens simples, inclusive os da Zona Rural, são uns tolos, que acreditam em tudo.

As pessoas com menos escolaridade, bem assim, as da Zona Rural, já procuram ouvir os mais confiáveis e mais informados. E ficam sabendo quem é quem! Entendo que o povo em geral, dessa cidade de Bom Conselho, assim como os seus eleitores, estão preferindo ouvir bons conselhos, a ouvirem esse tipo de contenda. Isto é, o povo não está interessado em bravatas. Esse povo precisa de ações. Bravatas nada produzem, são infecundas. Não têm forma, nem conteúdo.

É de louvar a atitude dos componentes da Câmara de Vereadores, que subscreveram a NOTA em comento, quanto ao aspecto seguinte: na busca do direito de resposta que lhes foi negado, optaram por não sobrecarregar o Poder Judiciário, já tão abarrotado este, com demandas as mais diversas e pendentes de decisões. Conquanto fosse justo que a Câmara recorresse à via judicial para obter o que lhe é devido, s.m.j. Porque esse direito está capitulado na nossa Constituição Federal. Mas foi negado. Em que pese, a Câmara buscou e encontrou alternativas.

Por fim e por oportuno, não esquecer, de parte a parte, que ações devem vir acompanhadas de bons exemplos. Com honestidade e seriedade, em todos os sentidos. Porque, quando homens públicos misturam o erário com o seu dinheiro particular, terminam esquecendo como separar essas unidades. E nessa hora, quem perde tudo é o pobre contribuinte. É ISSO./.

José Fernandes Costa - jfc1937@yahoo.com.br
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(*)O texto acima nos foi enviado para ser publicado em nosso Mural. Nosso Conselho Editorial achou por bem publicá-lo aqui.

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