sábado, 11 de setembro de 2010

A Avó do PAC



Em um texto neste Blog, Lucinha Peixoto curtiu a arte de ser avó (http://www.citltda.com/2010/07/arte-de-ser-avo.html), no qual ela citava nossa grande escritora, Rachel de Queiroz, sobre esta matéria:

“Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...”

Nunca na história deste país, um parágrafo foi tão adequado para descrever um situação, que envolve tantos sentimentos, como este escrito pela escritora cearense, para descrever a situação atual da candidata do meu conterrâneo Lula.

A Dilma, que já era mãe do PAC, tornou-se avó do Gabriel e será, provalvelmente, a presidente do Brasil. Isto eu já havia lido no Blog do Jodeval, que agora, depois que o Fidel Castro deu com língua nos dentes declarando que o regime cubano não serve para mais nada, entre outras confissões do seu fracasso como ditador, passa a ser apenas um veículo de propaganda eleitoral para aqueles ligados ao meu conterrâneo Lula.

O que eu não imaginava, é que o pobrezinho do Gabriel fosse, tão cedo, usado como peça de campanha da avó. Realmente, ele foi como uma herança, a Dilma ganhou sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente, o Gabriel, o sobrinho do PAC, caiu do céu. Pode até nem ter sido um ato de Deus, mas deve ter sido um ato do Lula, que agora já fala como se fosse irmão Dele. Lula deve ter escolhido a hora e o lugar de nascimento, para alardear a chegado deste neto, no dia seguinte a um comício em Minas Gerais onde ele disse que agora, sua candidata, não só apenas vai governar, mas cuidar do povo, da qual ela já era mãe e agora seria avó.

Então, sem as dores do amor, sem compromissos com o matrimônio e sem as dores da maternidade, o Gabriel tornou-se um “cabinho eleitoral”. Ele não se trata mais de um filho apenas suposto, como o filho adotado, o PAC, ele realmente é do seu sangue, filho da filha, e até mais filho que a filha mesma. Jamais, na história deste país, alguém teve um neto em tão boa hora. Não há debate, programa de TV, cartazes, comícios, caminhadas, propagando de todos os tipos, que tenha a força eleitoral do Gabriel.

Senão ela própria, mas os marqueteiros da Dilma devem ter lido o artigo da Lucinha, que diz que não usará assim o seu neto, embora eu tenha dúvidas, quando a Raquel diz:

“E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino seu que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.”

É isto aí, propaganda eleitoral, além de gratuita, prazerosa e eficiente. Sem dores nem choro, aquela criancinha se transforma no neto da candidata, ou melhor, transforma a candidata em avó, terna, suave, apaixonada, carinhosa, incapaz de gritar com alguém, mentir ou mandar quebrar o sigilo fiscal de outro, que por já ser avô, não pode usar o trunfo do primeiro neto na campanha. Ora, todos reconhecerão o direito que a Dilma tem agora de amar o neto com extravagância, aplicando os valores que o meu conterrâneo aprendeu, depois que deixou nossa Caetés, de que no amor e na guerra vale tudo.

Ainda mais, como prevê a Rachel, contando sobre a arte de ser avó:

“Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém, esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!”

Para evitar uma situação de já perdeu, eu penso que isto forçará, no próximo debate, todos os candidatos a levarem os seus netos, pelo menos para mostrarem que eles não são obesos ou magricelas, e para não morrerem de inveja. Eu proponho que ganhe quem tiver mais netos. Pela idade, penso que o Plínio, ganhará esta, principalmente, se levar um bisneto.

Coitadinho do Gabriel, se fosse batizado com o nome do tio, mas, Deus o livrou desta, pois estamos em cima das eleições. Mas, quem sabe, ainda há tempo para o Lula cognominá-lo de PAC Sobrinho. Isto seria até pior do que ter nascido hoje, 11.09.2010 para ficar lembrando todo aniversário do 11.09.2001, e correr o risco de ser batizado como Bin Laden Roussef. Ainda bem que Deus protege as criancinhas.

Zezinho de Caetésjad67@citltda.com
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(*)Imagens da Internet.

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