terça-feira, 28 de setembro de 2010

Depende de nós



Já transcrevi tantas vezes aqui artigos da Ateneia Feijó, que mesmo não a conhecendo pessoalmente, parece até que ela é minha amiga de longa data (o texto saiu alguns dias atrás mas continua atual, e hoje, com o andar da carruagem, minha resposta à sua pergunta é ainda mais factível). Das coisas que temos em comum, estão evidentes aquelas de sermos mulheres e torcermos para que Marina Silva seja presidente do Brasil. Não sei se ela tem pretensões políticas eleitorais, e a que nível, como eu tenho de ser vereadora em Bom Conselho, em 2012. E agora depois de ler uma excelente postagem do Blog Chumbo Grosso (http://pinheirochumbogrosso.blogspot.com/2010/09/com-vitoria-de-dilma-o-brasil-vai-ser.html), de nossa cidade vizinha, Garanhuns, descobri que meu sobrenome, “peixoto”, está marcado para ser perseguido num possível governo Dilma. Vale a pena ler principalmente, por aqueles que fazem parte desta lista macabra como os “pinheiros”, “mainardis”, “kramers”, e outros. Eu fiquei chocada. Será que devo continuar na política?

Mas vamos ao texto da jornalista, publicado originalmente no Blog do Ricardo Noblat. Aliás, eu não me lembro se os “noblats” ou os “feijós” estão na lista citada acima.

“Duas mulheres?

O dia 3 está chegando. Fim de guerra? É quase certo que Dilma Rousseff seja eleita. Quase. Se ela perder 7% dos votos válidos para os concorrentes, teremos segundo turno. E se isso acontecer com Marina Silva tendo ultrapassado José Serra, assistiremos a uma competição emocionante: duas mulheres disputando pela primeira vez a presidência do Brasil. Aí sim, um grande avanço republicano.

Por enquanto, a 12 dias das eleições, há um estranho silêncio nas ruas. Desinteresse, arrogância, depressão ou o quê? O jogo é mortal. Sabe-se. Mas jogar a toalha antes da derrota final ou se julgar por cima sem a vitória decisiva é coisa de amador. Quaisquer que sejam as previsões do resultado, não dá para exterminar a possibilidade de um imprevisto. Irreversível, só a morte.

E mesmo assim tem que ser morte matada ou morrida de verdade. Com o avanço da ciência, hoje se consegue ressuscitar quem já está no limiar do outro mundo, a partir de um atendimento de emergência altamente especializado. No caso, refiro-me à morte e à ciência políticas. Aos falecimentos súbitos, ou não, das candidaturas nesta competição presidencial.

Sem desprezar o empirismo. A experiência de velhas raposas não perdeu o prazo de validade. Basta observar políticos adaptados às incertezas. Eles conhecem a natureza humana, que adora desestabilizar previsões e pode mudar o clima de uma campanha política. A qualquer instante.

Vai que nesses próximos dias os escândalos estressem o eleitorado, o tiroteio de acusações o assuste e o encantamento publicitário não o atinja mais. De repente, eleitores poderão começar a enxergar Dilma como uma pessoa normal: mulher de carne e osso; não mais mulher-Lula, de fantasia. E aí, já dentro da normalidade, se permitiriam dar uma chance a Marina. Por que não?

Entre os candidatos, ela é quem tem o menor índice de rejeição. Reconhece os acertos dos governos de Itamar, FHC e Lula. Quando precisa critica com civilidade e firmeza. De quebra, tem uma bela história de vida pública e privada. Portanto, conseguiria ressonância para suas propostas de investimento no bem-estar social brasileiro. As quais dão continuidade à estabilidade econômica, ao Bolsa Família, ao sistema de crédito e outras conquistas que a população não quer perder.

Uma parte das classes sociais emergentes pode sacar, por exemplo, que quando a economia e o sistema de crédito vão bem, a iniciativa privada toca o mercado imobiliário numa boa; dando emprego à vontade (desde que a mão de obra se atualize e se qualifique). Assim como a indústria, a agricultura, o agronegócio e outros setores. Seja qual for a cor do governo.

Ainda há tempo para os eleitores se ligarem no desenvolvimento sustentável aplicado à qualidade de vida? Ou melhor, se ligarem nas idéias da candidata verde?

Para conseguir um segundo turno, porém, Marina terá de passar por uma prova decisiva. Terá de convencer 9,4 milhões de eleitores (num total de 135,8 milhões, não é tanto assim) de que somente um governo identificado com o meio ambiente estaria preparado para traçar os caminhos do país daqui por diante. Com infraestrutura adequada, urbanizado com saneamento, saúde e educação condizentes com o século em que vivemos, transportes...

Em resumo: Marina conseguirá tirar um número suficiente de votos da sua concorrente Dilma?”

Eu humildemente, respondo: Depende de nós. Nós mulheres, que muita vezes não somos solidárias nem no câncer, principalmente quando se trata de encontrar o macho alfa, agora não precisamos dele, para termos com certeza uma mulher na presidência da república, sem ter que se arriscar de ser governada por outro gênero qualquer. Votemos na Marina. Todas nós sabemos que ao votar em Dilma, você estará votando em Lula, que se considera o macho alfa do PT, e assim reconhecido pelo Zé Dirceu que disputa com ele a "macheza" dentro deste partido. Então, por que não deixarem eles brigarem prá lá e votarmos na Marina? Que tem tudo que Lula tem, menos aquilo, e ainda estudou e se preparou para o cargo? Que tem uma visão muito mais moderna de processo político numa democracia, que Lula pensa que é o mesmo que o de um sindicato. Ainda é tempo de evitar que tenhamos um presidente, que, por ideologia ou acomodação, nos leve a um processo de ruptura institucional, quando temos a maior chance de sermos felizes, pensando também em nossos filhos e netos. E isto, só depende de nós.

Veja abaixo o filme da entrevista da Marina ao Bom Dia Brasil da rede Globo, no dia 20 de setembro. Vale a pena perder 20 minutos do seu tempo agora, do que o Brasil perder 4 ou 12 anos depois.


Primeiro Bloco





Segundo Bloco





Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

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