quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A Semana da Pátria em Bom Conselho


Neste feriadão patriótico estive em Bom Conselho. Todos nós que trabalhamos na CIT Ltda, e que somos de lá, vivemos ansiosos para pousar na cidade. A luta corrida pela sobrevivência nos impede de exercermos tal direito, que consideramos básico para o exercício da cidadania. Pois sem informação direta das fontes, contacto com as pessoas e com as coisas de pertinho, ficamos quase impossibilitados de influir na cidade que nos viu nascer, e o que é pior, não podemos sentir os eflúvios da Serra de Santa Terezinha, que agora está careca. Sem ir lá como propor comprar uma peruca para aquele belo acidente geográfico, antes que ele venha abaixo erodido pela chuva.

Aproveitei estes dias de encanto cívico para rever várias pessoas naquela doce cidade, que sempre nos acolhe tão bem, mesmo sem desconfiar de que escrevo para este Blog e que dirijo uma empresa, que apesar de não termos nem isenção do IPTU, da casa que locamos em Caldeirões dos Guedes, e nem estamos isto pleiteando, luta para divulgá-la.

Nosso caminho é o mesmo de sempre, BR-232, que se não houver um programa sério de manutenção, se transformará em solo lunar, ostentando crateras imensas, antes do próximo governo. Espero em Deus, que não abandonem aquela estrada, por ter sido seu principal fazedor, um candidato da oposição. O povo daquela região e que usa a estrada merece respeito. Quando passamos de São Caetano e nos dirigimos a Garanhuns a coisa começa a ficar pior, pois andar num rodovia duplicada nos vicia e, certas horas, ficamos menos atentos ao passar por carros mais lentos, e logo nos deparamos com um caminhão à nossa frente, querendo nos pegar. Aí é que acordamos para o fato de que por ali é contra-mão.

Seguimos viagem, e chegando em Garanhuns já começamos a enfrentar o trânsito louco das cidades interioranas, se não quisermos dar a volta ao mundo para passar por fora da cidade. Depois da cidade de Brejão, que agora, como todas as outras, tem um portal, neste caso no estilo de Garanhuns, talvez para mostrar a quem pertencia antes, chegamos finalmente à Lua, ou parece que estamos andando em cima de um queijo suíço. E tome buraco. Nunca vi tantos juntos, como nunca vi tantos cavaletes de propaganda eleitoral também. Primeiro pensei que os cartazes mostrassem o número de buracos por metro quadrado, pois era 40 para cá 40 prá lá, em alguns havia até 45, mas eram menos.

Chegamos incólumes em Bom Conselho, ultrapassamos o portal, e finalmente, dissemos, até que enfim, acabaram-se os buracos. Ledo engano. Entre a entrada da cidade até o hospital, havia tantos buracos, que os cartazes, centenas, deveriam conter a informação errada. Duvido que houvesse apenas 40 por metro quadrado. E havia alguns que diziam que havia apenas 12 ou 13. Ainda bem que me enganei, quanto a informação errada, de perto dava prá ver que eram 1234 e 13500. Aí sim, os cartazes estavam certos apesar de ostentarem estes números horrorosos. Só depois descobri que eram números de candidatos a deputado e que o buraco era mais embaixo.

Eu sei que tenho muito para contar desta viagem e vou contando aos poucos. Hoje me atenho apenas a um favor feito agora a um amigo. Encontrei na cidade o Zé Carlos, tirando fotos e mais fotos, o que também fiz. Pelo menos, desta vez, não levou o neto, que o tirou de circulação da classe trabalhadora. Devido a uma visita ao meu amigo, seu Salviano, que está um pouco adoentado, eu não pude assistir ao desfile estudantil, nem ele. Quando cheguei já quase tudo estava terminado, dando tempo apenas para ver os excluídos, como se os anteriores também não fossem excluídos de uma educação de qualidade. Mas deixa prá lá.

Do Zé Carlos recebemos o seguinte e-mail que pede o favor de o publicarmos em nosso Mural. Resolvi, por ele ser o nosso ex-diretor-presidente, que o publicaria numa postagem normal: Ei-lo:

Caro Diretor Presidente e amigos da CIT

Fui o autor de uma descortesia monumental no dia 7 de setembro. O cerimonial do desfile me chamou pelo alto falante para subir ao palanque, onde estavam as principais autoridades da minha terra. Para mim foi uma honra, que agradeço à principal das autoridades ali presentes, a prefeita Judith Alapenha, pelo gesto. Tanto em meu nome como o da minha esposa. Ao mesmo tempo peço milhões de desculpas pelo meu gesto descortês de não me dirigir àquele belo palanque. O motivo foram as condições de meu vestuário, incompatível com a solenidade da ocasião.
Peço a vocês que tornem pública esta mensagem, junto com meus elogios à beleza da festa, que me emocionou. No próximo ano, irei mais bem vestido para enfrentar estas alegres surpresas. E levarei meu neto para o desfile, que me fez comparecer ao cafezinho do Luis Clério na redação da A Gazeta para agradecer a publicação de sua foto, algum tempo atrás, no seu prestigioso jornal. Obrigado.

José Carlos Cordeiro

Depois eu soube que o Carlos Sena subiu lá também de bermuda, mas segundo o Zé Carlos, era uma bermuda muito mais nova e bonita, e que não destoou em nada da festa. Entretanto, ele me disse, ao pé do ouvido, que aquela desculpa, da roupa, era a oficial, o verdadeiro motivo é que ele sabia que não dava mais conta de subir as escadas do palanque.

A contrapartida deste favor, não foi ele votar na Lucinha em 2012, e sim a obrigação dele me ceder fotos e filmes feitos por ele naquele bonito dia para nossa terra. Como promessa é dívida espero que ele me mande o quanto antes. Aguardem que mostraremos aos poucos.


Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

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