domingo, 31 de outubro de 2010

Ainda o Blog Chumbo Grosso




Hoje, ao chegar das urnas, onde sufraguei o nome de José Serra para presidente, resolvi escrever sobre um tema que tem algo a ver ainda com o processo eleitoral, democracia, liberdade de expressão, valores e quejandos. Trata-se de uma decisão do Blog do Roberto Almeida de banir o Blog Chumbo Grosso (BCG) de sua lista de favoritos.

Talvez eu nem voltasse a este tema se ele não tivesse sido tão comentado, e ainda, penso eu, não houve comentários suficientes sobre o caso. Por um comentário, o do Altamir Pinheiro, que para mim, foi a vítima neste caso, eu apenas diria para o prezado Altamir que não costumo botar a mão no ombro de ninguém, e se o defendi, foi porque achei que os bons valores não foram usados na decisão do Roberto, e agradeceria a ele nota dada a mim pela minha “grandeza democrática”.

Quanto aos outros comentaristas, eu diria como Jack o Estripador, vamos por partes. Existem aqueles que nem merecem respostas, ou se merecem é do tipo que o BCG a deu com a devida e justa aplicação de uma Lei da Física. E há outros que ainda merecem alguns comentários, porque servirão para, senão para melhorar o mundo, mas pelo menos mostrar que existem pontos de vista diferentes.

Começando do começo, o comentarista de Olinda, que continua imitando o papagaio do Mercado da Encruzilhada, ao dizer Dilma 13, curupaco, e eu apenas o cito, fazendo como minhas as suas palavras: “Tem seres vivos, diminutos, que não compreendem a dimensão do que é ser humano.”

O senhor Gerson Nunes de Souza, pede perdão aos insetos, quando os compara com o Altamir. Sempre mantendo distância, porque não quero botar a mão no ombro de inseto, eu apenas digo que talvez, o inseto seja uma pulga, que começou a morder e incomodar pessoas com visão política diferente. Mais uma vez, faço minhas as suas palavras senhor Gerson, quando diz que o inseto: “... não tem o direito de achincalhar, menosprezar e agredir com palavras fúteis as pessoas.” E continua dizendo: “Não pense esse tal de guerrilheiro, que todas as pessoas tem o nível baixo como o dele.” Caro senhor Gerson, ao fazer tal comparações, o senhor ainda pensa que tem um nível mais alto do que o inseto? Pense senhor, Gerson, pois inseto não pensa.

Aí eu cheguei e cometi o meu comentário, que todos que tem preguiça mental, talvez eu inclusive, dizem que é muito longo e nem se dão ao trabalho de ler. Criticar é muito menos trabalhoso do que pensar. No que há de substantivo nele, eu apenas disse que o Roberto não usou os seus valores para banir o BCG, e sim, ouviu a voz rouca da ruas, para fazê-lo, junto com uma ofensa que ele fez a Nefertari sua ex-esposa. Até aqui eu não posso dizer nada, pois nenhum deles, nem o Altamir nem a Nerfatari esclarece que tipo de “carícias” trocaram.

Depois vem o Einstein, do Recife, que deve até morar aqui por perto. Seu defeito além de escrever mal, é não ler mais de 4 linhas. Portanto com ele tenho que ser curta e tentar não ser grossa, citando-o também: “quanto é importante a democracia e a liberdade de expressão mais (sic) poucos tem a honradez e o intuito de preservá-la.?” (o ? é meu, pois ele esqueceu). Tá vendo Einstein, concordo com você nesta!?

O senhor Genaldo de Barros tocou num ponto interessante. A questão do anonimato. Eu concordo com ele que um administrador de Blog deve ter cuidado com o que vem nele. O problema senhor Genaldo é quando temos que exercer este cuidado. Não devemos é ser radicais. Se formos proibir tudo, como é que eu provaria que o senhor realmente é o Genaldo Barros? Hoje, como já disse no meu comentário, todos somos uma espécie de peça de ficção. Se não proibimos nada, vamos chegar a completa anarquia, como a que existe nos comentários do BCG. Eu fui vê-los uma vez e não vou mais, ou seja exerço meu direito de ir e não voltar. Isto, para ser justa, já não acontece com os textos, transcritos ou escritos pelo Altamir. Nisso ele tem razão, só pesa a mão quando pesam com ele, e que mão! Cruzes!!! O importante é que todos tenhamos o direito de nos manifestar e usar nossos valores dentro dos limites. A colocação de regras nesses casos devem ser discutidas e muitas discutidas, mais até do que a questão do aborto.

Aí vem o Roberto Almeida, que um dos seres mais educados que eu já vi neste planeta. Obrigado Roberto pela resposta, mas, permita-me mais uma vez enfatizar o que eu discordei de sua atitude, já que você diz que não foi a política. Diz que é porque a linha do Blog dele não é “mais” a sua, e este ponto é o que mais me deixa encafifada. Eu o admirava, e ainda o admiro noutras atitudes, por você ser o único Blog de Garanhuns, ou talvez do mundo, que colocava o BCG entre os favoritos, e, a não ser que a ofensa a Nefertari tenha sido tão grave, muda de opinião porque alguém pediu que o fizesse. Se estas opiniões são aquelas que estou vendo em comentários, me perdoe, mas são muito fracas.

O senhor Antonio Ivo diz que sua decisão, além de correta é santa, e pede para o Roberto cortar as asas das mulheres ricas de Garanhuns. Eu lhe digo Roberto, que se eu fosse um mulher rica, quando fosse a Bom Conselho, eu passaria por fora, se você der ouvido a opiniões como esta.

Chegou a vez da Bárbara. Em primeiro lugar, a senhora que sou eu, trabalha na CIT e tenho muito orgulho disto. Quanto ao significado de CIT, ele tanto pode ser Companhia Inimiga do Trabalho, como Coçando Intensamente os Testículos ou mesmo outros menos divulgáveis, mas seja lá o que seja, ainda concordo com ela quando diz: “Poucas pessoas sabem o significado das palavras caráter e respeito.” E ela, tenho certeza não está entre elas, quando incentiva cassar a palavra de alguém porque se expressa diferentemente dela. A resposta melhor que deu a ela foi o Altamir, seguindo a lei da física, de ação e reação.

Quanto ao João Paulo, não posso dizer nada pois não conheço seus pais para saber tudo o que ele pensa. Espero que eles entendam de ética mais do que o filho.

Pelo que entendi o Itamar Casuarina, além de querer calar o BCG, quer também tirar o próprio Altamir (que ele “civilizadamente” chama de Baixamir) do convívio com o povo civilizado. Com o nível de termos que ele usa parece até que ele quer levar o Altamir para a casa dele.

Depois do comentário do Altamir, que mostrou que o Roberto, publicando-o é muito melhor do que alguns dos comentaristas, vem o comentário do Lulinha Almeida, que tem razão, quando a acusação feita não é verdadeira, e a pessoa agredida em todo direito de defesa. Como ele diz “o que não se pode é agredir e denegrir verbalmente uma pessoa...” sempre fica a dúvida do que seja agressão e o que seja denegrir uma pessoa. Este tema é muito complicado para ser tratado aqui, mas eu só chamo a atenção sobre a distinção entre pessoas públicas e pessoas não-públicas. Por exemplo, quando eu chamo o Lula de apedeuta-mor, eu estou ao mesmo tempo elogiando-o porque estou dizendo que ele é o chefe dos apedeutas brasileiros, pela a função que ele ocupa, e, também dizendo algo que só se configura uma agressão verbal se eu estiver dizendo um mentira. O Lula pode muito bem processar-me, e provar, fazendo um ditado diante de qualquer juiz, como pretendem fazer com o Tiririca (qual a diferença entre eles? Só porque o Tiririca é só deputado? Olhe que, se o PT farejar o poder com ele, brevemente, ele chega ao Planalto). Eu garanto que o ditado, pode até ser melhor do que o do Tiririca, mas seria bem ruinzinho. Ou vocês pensam que quando o Lula faz um discurso é ele que escreve? Procurem saber quem é o Sérgio Xavier Ferreira e porque ele ganha mais de 100.000 reais por mês do Itamarati. Só para concluir, minha mãe era uma apedeuta, não era mor, mas ela não precisavar se instruir para fazer o que fazia, ser dona de casa. Mas se ela quisesse ser “presidenta” eu a aconselharia a se instruir mais um pouco.

Agora vem a Nefertari, que como eu considera o blog do ex-marido um espaço democrático e também, como eu, vai lá sempre. Ela não toca no meu nome. No entanto, como ela é o pivô do banimento do BCG do blog do Roberto, e deve ter sido por seu intermédio que ela critica a postura do BCG, devo comentar o seu comentário, pois eu a repito, com a mesma frase que já vi no Blog do meu conterrâneo Jodeval: “Se nos calarmos, até as pedras clamarão”. Primeiro ela disse: “...O que eu disse, está aqui e não retiro uma só vírgula,...”. Eu não entendi. Eu me refiro àquilo que o Altamir fala no seu comentário quando diz: “Pediria encarecidamente que você publicasse na íntegra as flores que sua ex-esposa jogou no cafajeste do Altamir Pinheiro, como também a agressão e a estupidez que o valentão e mal educado Altamir Pinheiro cometeu a sua ex-NEFERTARI.” Eu gostaria de saber. pois li tudo e não vi nada.
Citando a Nefertari novamente: “Democracia é liberdade de expressão com responsabilidade, com civilidade. Debochar acintosamente de um povo e do seu dirigente máximo, isso sim, é falta de respeito.” Eu diria que Democracia não é só isto que ela diz, mas, exige que se tenha liberdade. O grande problema é quando se começa adjetivar liberdade. O que é uma liberdade de expressão com responsabilidade ou com civilidade? Seria chamar o Lula de grande estadista e o melhor presidente que o Brasil já teve, ou dizer que ele cometeu crimes eleitorais, debochou da justiça e das leis do seu país, usou nosso dinheirinho para viajar para cima e para baixo em defesa de sua facção política, que desejou extirpar partidos políticos, que é um apedeuta que se vangloria em sê-lo, levando a juventude a acreditar que estudar muito é ruim e que para compensar seus complexos de inferioridade nesta área, seu último desejo é dizer que o governo de FHC foi pior do que o dele? Isto seria debochar do dirigente máximo, ou é dizer a verdade? Ora, minha cara Nefertari, se todos que assumissem aquela cadeira no planalto, tão cobiçada, se tornassem imunes a erros e críticas, para que a Democracia moderna teria também como um dos seus pilares a alternância de poder? Seboso de Caetés é muito pouco, pois ele não se comportou, principalmente nestes tempos de campanha, que foi por ele antecipada em 2 anos, como um dirigente máximo de uma nação, mas sim como um cabo eleitoral da Dilma. Quem quiser pode rezar para ele, mas ele não está entre os meus santos.

O André de Garanhuns está com a razão quando diz que eu sou católica, mas não está certo em dizer que eu saio xingando e caluniando pessoas que não conheço. Eu não me lembro de nenhuma pessoa que eu tenha xingado sem conhecer e caluniar eu nunca o fiz, principalmente com as que eu conheço. Por exemplo, agora estou conhecendo você, pelo que você escreveu, mandando apagar as pessoas, eu posso dizer sem medo de pecar por calúnia que você não se inclui entre as pessoas sérias que visitam o Blog do Roberto.

Finalmente, temos o Augusto Souto. Ele se refere a mim quando diz que quem acha que o BCG é excelente deve ter algum distúrbio mental. Pode até ser verdade. Como já dizia o Caetano Veloso, “de perto ninguém é normal.” Entretanto, se é um distúrbio mental ficar entre os 3% dos que acham o governo do Lula ruim e péssimo, eu já estou atirando pedra. E atiro pedra, dentro da minha loucura, naqueles que, como o Augusto, consideram o Lula o maior presidente da História deste país. Eu não sei em que ele se baseia para dizer tal asneira, só sustentada por petistas em campanha, e aqueles que ficaram, pois os que pensam, estão no PSOL, PSB ou PPS. Mas vejam o que o Augusto Souto disse no Blog do Ronaldo César (veja aqui):

"Sou professor da rede pública do Estado de Pernambuco há mais de 20 anos e venho aqui expressar sentimentos que acredito ser de toda nossa categoria profissional: Indignação, baixa estima, decepção, desânimo, insegurança no futuro e humilhação.

Tenho ouvido palestrantes afirmar que estamos vivendo a Era do Conhecimento e que o profissional que se destaca neste contexto, no caso, o Professor deveria ser mais Valorizado. Ora, se esta afirmação é verdadeira então acredito que o Governo de nosso Estado continua como os anteriores bastante desatualizado ou desinformado quanto a isso, pois aqui o profissional em Educação é o mais esquecido, humilhado constantemente aviltado em seus direitos, como vimos este ano através da Lei 154, que praticamente rasgou o nosso Plano de Cargos e Carreira, onde a partir dela uma merendeira que possivelmente ainda não é valorizada como merece, ganhará mais que um Professor com 20 anos de Carreira e com Mestrado, esta e a grande valorização e incentivo que temos no atual Governo quando nos propomos a nos capacitar e consequentemente melhorar a Educação do nosso Estado..

Queremos que fique bem claro que não pretendemos desmerecer as nossas companheiras merendeiras e sim demonstrar a quanto chegou à desvalorização e falta de incentivo aos professores em PERNAMBUCO.

Destes mais de 20 anos em que sirvo ao Estado exercendo esta profissão que alguns equivocadamente denominam de sacerdócio, só tenho ouvido promessas e nada de concreto foi realizado em nosso benefício; a falácia que a Educação será prioridade está caracterizada em todos os discursos nos períodos eleitorais independentemente do Partido político e quando assumem logo as promessas são esquecidas; neste Governo, por exemplo, são gastos milhões de reais em Propaganda para demonstrar a população que está se investindo em Educação, que os professores receberam notebooks, assinaturas de jornais e revistas (já canceladas) e esquecem de dizer que continuamos a receber o pior salário do Brasil. Portanto, não queremos “ESMOLAS” e sim salários dignos para que possamos escolher os notebooks, jornais e revistas que quisermos e não aqueles superfaturados para caixa de campanha e para calar a imprensa local. A Secretaria Prioriza a burocracia e relega o pedagógico, onde nossa caderneta mais parece um instrumento de tortura.

Você que lê este texto, faça uma visita a uma escola pública próxima de sua residência e converse com qualquer Professor e constatará que o que digo é a mais pura VERDADE.

Enquanto os nosso alunos vivem plenamente a era da informatização, os nossos Laboratórios de Informática sequer tem uma pessoa responsável por seu funcionamento e não são disponibilizados o mínimo de recursos para sua utilização (tinta para impressoras, atualização de softwares, papel, etc)

Diante disso, o que vemos é o êxodo de competentes profissionais de nosso Estado, migrando para Estados vizinhos e até mesmo abandonando a profissão para exercer outra função, simplesmente porque o seu salário não está sendo suficiente para sustentar sua família com dignidade. Infelizmente, hoje 15 de Outubro, nosso dia, em Pernambuco não temos nada a comemorar.

Augusto Souto - Professor e coordenador regional do SINTEPE”

E eu acredito no professor Augusto Souto (como não o conheço pessoalmente, não sei se é um homônimo, se for mil desculpas, professor). Mas, será que achar que isto ocorrendo no Estado onde o governador é o maior aliado do apedeuta-mor, considerá-lo o maior presidente do Brasil, não seria um sintoma mais bem visível de distúrbio mental do que achar o BCG de excelente? Caro professor, “o que dá prá rir, dá prá chorar, é só questão de só questão de peso e de medida, problema de hora e de lugar, mas isto são coisas da vida.” Você votou em Serra ou em quem o seu governador mandou?

Bem, até agora, não apareceu mais nenhum comentário, e está na hora de ouvir o resultado do boca de urna, se der o Serra parabéns aos que votaram nele, e parabéns ao Brasil, se der a Dilma parabéns para os que votaram nela e pêsames ao Brasil.


Lucinha Peixoto – lucinhapeixoto@citltda.com

USEM BEM AS MÃOS!




Para que servem as mãos? As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......

As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau,
salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidia a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pos ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.
Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.
Os olhos dos cegos são as mãos. As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.
O autor do «Homo Rebus» lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.
A mão aberta,acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz! Modela os mármores e os bronzes;
da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.
Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.
O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com as mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.

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Sem querer macular o belo poema do Ghiaroni, chamado o Monólogo da Mãos, senti necessidade, por dirigir esta “cambada” da CIT, de me expressar hoje, também com as mãos. As mãos também servem hoje para teclar. É o que fizemos durante toda esta campanha. Procuramos dar oportunidade para todos, ao usar as mãos, colocarem suas ideias no ar fossem elas contra ou a favor de quem quer que fossem. Eu, pessoalmente, achei que o muro seria minha melhor posição. Usei as mãos para subir e não sei quando elas descerão.

Hoje é dia de usar as mãos de um modo diferente, mas, importante. Ao votar, tenho direito e dever de usar as mãos para sair do muro e ainda o direito de não dizer para qual lado caí. Esta é posição também do Blog da CIT. Respeita a escolha de cada um e luta para que esta escolha se reverta em prol do homem, para que ele seja feliz, seja lá o que ele pense que isto signifique.

Vamos então hoje, usar as mãos, para que este espetáculo da democracia continue se aperfeiçoando em nosso país. Que cada um faça bom uso de suas mãos ao teclar sua escolha no papelão indevassável (que espero seja reciclável).

Vejam abaixo uma adaptação do poema feito no programa Jô Soares, pela Bibi Ferreira. Vejam antes de ir votar para usarem bem as mãos.




Diretor Presidentediretorpresidente@citltda.com

sábado, 30 de outubro de 2010

O Debate Monólogo da TV Globo




Quando eu era criança lá em Bom Conselho, as diversões eram poucas. Ir à missa aos domingos era uma delas. Outra era ir ao cinema, o que ia poucas vezes, pelo zelo que meu pai tinha por moças puras e donzelas como eu era. Num determinado dia, ele chegou em casa um tanto eufórico, o que era fora do seu normal, e disse para minha mãe, mesmo sabendo que eu estava ali, mas naquela época o pai falar com os filhos, principalmente as do sexo feminino, só era viável através de um emissário, a mãe:

- Vocês não gostariam de ir ver uma peça de teatro. Dizem que é muito boa. O compadre Sebastião disse que era imperdível. Vamos olhar para ver como é que é, este tal de peça?

Minha mãe olhou, deu de ombros e respondeu:

- Que moda é esta agora, eu não! Prefiro ouvir a minha novela, o Jerônimo o Herói do Sertão.

Então de forma muito tímida perguntei:

- Eu posso ir com o senhor, pai?

Ele fez um sinal de positivo com a cabeça, e à noite, lá estávamos nós no Cine Brasília, esperando pela bendito teatro, e nada acontecia. Até, que já com impaciência a da plateia, que talvez endendesse daquilo mais do que eu e o meu pai, entrou um homem pelo espaço central entre as cadeiras do cinema, com um ar de aparvalhamento e nervoso, como se estivesse num outro mundo. E danou-se a falar coisas que não me lembro. Falou, falou, gesticulou, gritou, e nós ali esperando o teatro. Quando, depois de muito tempo, o homem parou, todos bateram palmas, inclusive eu e fomos para casa. Eu, pelo menos ainda hoje estou esperando o teatro.

Agora eu sei que, o que se passava era uma representação do monólogo, de autoria do Pedro Bloch, “As Mãos de Eurídice”, representado pelo ator de Palmeira do Índios, o Jofre Soares, e que nem sei se está mais entre nós. Tudo isto me veio à mente quando começou ontem o debate do século entre o José Serra e a Dilma Roussef na TV Globo. Eu já comecei a vê-lo contrariada, pois por causa dele, encurtaram o capítulo de “Passione”, e eu estou doida para descobrir que matou o Saulo.

Mais diante desta minha decisão maluca de entrar na política, o considerei como Roberto Almeida, embora ele como jornalista, que são os ossos do ofício. Mas até agora as Mãos de Eurídice entraram na minha cabeça assim que a Dilma adentrou o palco, que era muito diferente do do Cine Brasília, mas a aparência dela era igual à do Jofre Soares, naquele dia em que eu fui introduzida ao teatro. Eu penso que se alguém a tocasse ali, levaria um choque que daria para completar o seu programa luz para todos.

Não era prá menos. Ali, sem papel, jogada às feras, representadas por eleitores indecisos, sedentos de sangue, como se viu, e apenas com as instruções e os textos decorados, não sabia o que iria acontecer. Eu, e muita gente que estava vendo, pois agora fico vendo ligada ao twitter de alguém (um dia ainda faço o meu), achamos, ela vai desmaiar. Não desmaiou, mas, se apoiou na bancada, o primeiro bloco inteiro, até que no segundo o marqueteiro deve ter dito: se escorar não pode! E atenha-se ao texto decorado.

Li hoje também o artigo do Zezinho, onde ele já captou alguns problemas com a candidata. Eu vou mais na linha do Roberto Almeida e digo, quanta infelicidade do estilista de moda da Dilma. Ela está, mais ou menos, com o meu corpo, o que não é nenhum elogio, e eu não uso faz tempo aquele tipo de calça apertada, que fica entrando assim por baixo, entendem? (quem pode explicar melhor é o Altamir, mas isto é outro assunto). E quando vi no twitter que o colar que ela estava usando era irmão gêmeo do que a Erenice usa, eu gelei e pensei, lá vêm os preconceituosos falar de relações espúrias. Não deu outra, foi o tema do próximo “twitte”. Oh! cambada de gente hipócrita e preconceituosa! Mas, venhamos e convenhamos, aquele andar dela, de sargento em dia de parada, também não ajudou muito, não é mesmo?

Porém, isto são apenas fofocas da sociedade da oposição, na qual me incluo. O importante foi o que ela falou e propôs para o Brasil: Nada. E se houve alguma coisa que ela disse, além de reclamar que o relógio comeu 15 segundos do seu tempo, não atingiu os meus 3 neurônios. Caros petistas não me chamem de burra, porque tenho um a mais do que o poste.

Não sei se o apedeuta-mor viu o debate, pois ele passou quase toda a noite, numa caminhada, pró Dilma, gastando meu lindo dinheirinho com avião prá cima e prá baixo, aqui no Recife, que até a Nefertari foi (fui a seu blog por conta do banimento do Blog Chumbo Grosso dos favoritos do Blog do Roberto Almeida) e adorou. Ela também, por motivos óbvios não recomenda o blog do Altamir. Se eu tivesse um, eu recomendaria. Volto, se o Lula viu o debate deve ter chorado pela milésima vez nos últimos dias. Agora pelo arrependimento que tem de ter indicada a Dilma.

Com o passar do tempo, eu pensei, ela vai relaxar e vai dizer alguma coisa de bom, disse ao meu cético marido. Nada. Terminou como começou. O que senti no início estava correto. Ela não se sentiu bem com o monólogo de dois. Uma prá lá, um prá cá. E ouve horas em que eu pensei, agora ela vai atirar aquela prancheta na cabeça do Serra e se ele reagir ela vai dizer que foi apenas uma bolinha de papel. Graças a Deus a ameaça não se concretizou.

O que eu espero é que muita, muita gente tenha visto o debate-monólogo e tenha descoberto que o menos pior ainda é o Serra, mas, muito menos pior mesmo. E que amanhã, sem indecisão nenhum vote Serra, para o bem do Brasil.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

QUEM COMPARA VOTA EM SERRA




Eu, de quando em vez, acessava o Blog do Alexandre Marinho, por ele ser um “lulista” de primeira hora, e um bom escritor. Quando rompi com o meu conterrâneo, já sabendo o que iria encontrar parei um pouco de passear por lá. Até que ele começou um diálogo com a Lucinha Peixoto, minha colega de trabalho, e ele sempre me dizia:

- Vai lá Zezinho. O diálogo está interessante e ele é um gêntiumen.

Declaro que gostei do debate, até a tréplica da Lucinha, e não houve mais perguntas. Continuei indo lá até hoje, e o que eu encontro? Um texto com o título: “Quem Compara Vota em Dilma”. Coincidentemente, os seus argumentos estavam sendo por mim analisados antes, num texto que ficou pelo meio, e iria se chamar 45 razões para votar em Serra. Não pensem que eu não publiquei por não encontrei 45 razões, e sim porque encontrei tantas, que nem sabia como escolher.

Por um momento deixemos isso de lado e vamos falar de algo mais recente: O que era para ser um debate entre a Serra e a Dilma, travado ontem na Rede Globo de Televisão. Eu não poderia perdê-lo, mas, tinha quase certeza do que iria ver. Não deu outra. Continuo me perguntando o que o meu conterrâneo tinha na cabeça quando escolheu a Dilma como candidato? Foi uma piração total, talvez num acesso de soberba que o tem acometido ultimamente.

Mas, foi bom. E todo povo brasileiro voltou a ver o que pode nos esperar se a Dilma for eleita. Primeiro, se foi um debate, foi apenas indireto, e eu gostei do formato. A Dilma teve que passar horas decorando, por que não tinha acesso a colas. Estava visivelmente pouco a vontade, para ser cortês, ou sendo franco, parecia apavorada. Enfim, ela não poderia repetir que o candidato estava enrolando, pois seus marqueteiros disseram, Dilma, hoje, baixaria não! Perde voto! Então foi aquele desastre para os lulistas, que todos viram.

Eu não me surpreendi, pois li antes que o Lula iria orientá-la nas falas. Ele deve ter dito:

- Dilma, faça como eu. Nunca dê a impressão de que não tem o que falar. Apedeutas (desculpe Lucinha, por usar o seu termo preferido) não perdoam isto. Não importa que eles não entendam, o importante é você continuar falando.

E aí a Dilma teve que fazer isto todo o tempo, falar, falar e falar, sem o mínimo conhecimento do que estava dizendo. Dizer que “Os hospitais estão cheios porque todo mundo procura os hospitais.”, ou ficar repetindo o tempo todo que “agora você tocou num ponto fundamental”, ou ainda, falar do “Samucegonha”, fazia parte do dever de casa que o Lula passou.

Já o Serra, apesar de algumas derrapadas na resposta sobre saneamento, foi brilhante quanto à postura, clareza e propostas que tem para o Brasil. A Dilma outra vez se fixou em afirmar eslongans do programa eleitoral da TV, como aqueles que diz que “não vai falar de pedras, tijolos e números, e sim de pessoas”, dentro do molde traçado para ela pelos marqueteiros de aparecer como uma pessoa mais humana e socialmente sensível que existe na face da terra. Numa coisa ela um dia falou e estava certa, ela é tão sensível quanto o foi a Indhira Gandi (e não confundam a filha com o pai).

Em suma quem compara vota em Serra. E agora volto ao artigo eleitoral do Alexandre Marinho. O seu texto tem por base uma tabela que até foi apresentada pelo conterrâneo da Lucinha, o Jodeval Duarte, e eu mesmo já recebi nestas correntes virais da internete. Ela joga com números para comparar a era FHC com a era Lula. Ninguém pode dizer que o Brasil não progrediu nos últimos anos. Outra coisa é dizer que no governo anterior tudo foi ruim e que no de Lula tudo foi bom. E eu, como o Alexandre Marinho, acreditei por um longo tempo, e fui acordando aos poucos. Agora estou de olho bem aberto.

A comparação começa dizendo que no governo FHC o risco Brasil era de 2700 pontos e no de Lula é de 200 pontos. Esquecem que no final do governo de FHC, o risco Brasil era o Lula, que todos pensavam que iria queimar o país, mesmo prometendo à classe empresarial e investidores de que ele se transformara no Lulinha Paz e Amor, estão lembrados? Quando os investidores descobriram que de petista ele só tinha as penas, o risco baixou.

Outra, o salário mínimo com FHC era de 64 dólares e hoje é de 300 dólares. Muito bem, mas naquela época, (e não estou dizendo que isto era totalmente bom) um dólar valia 3,00 reais e hoje vale apenas 1,78 dólares, como diz a comparação seguinte da tabela. Façam as contas. Sem dizer também que o salário médio foi maior com FHC do que é com o Lula. E este é o grande nó do governo Lula, o câmbio, que o ministro quer valorizar de qualquer jeito, pois sabe que, que se continuar desvalorizado, como está, vai matar a indústria brasileira, e se valorizar demais volta a inflação. Para o Lula isto pouco importa, inteligente e político, como ele é desde criança, ele sabe que qualquer que seja eleito vai dar com os burros n’água na economia e ele voltará como o salvador D. Lula III.

Quantos as outras comparações de indústria naval, infra-estrutura, rodovias, basta ir a Caetés passando pela estradas existentes que se ver que isto não é verdadeiro, apesar do famigerado PAC. Como comparar algo hoje com o que não existia antes, como eles falam quanto a indústria naval? O navio inaugurado em Pernambuco ainda não viu o mar.

Quantos aos números de emprego vejam um texto da Mirian Leitão (veja aqui) que coloca os pontos nos “i”s, e em relação à relação divida/PIB, além da falcatruas feitas para encobrir gastos exorbitantes (veja aqui).

Mas, a principal falácia é em relação as reservas acumuladas e o pagamento ao FMI. O problema é que os petistas só acreditam na “grande imprensa” quando ela lhes favorece. The Economist também escreve coisas só para inglês e petista verem. Em relação ao pagamento ao FMI e em relação ao “terceiro mundismo ditatorial” da política externa, o Brasil lulista agiu como pobre arrogante e orgulhoso. Só para mostrar que tem independência pagou ao patrão o que devia, para ter a liberdade de levar os filhos morrendo de fome para onde ele quiser ir. Em termos financeiros e racionais o Brasil e seus filhos estariam melhor se não tivesse pago. No entanto, assim, como ele elegeria a Dilma?

Continuo dizendo e o tempo urge. Compare e vote em Serra. Ele é o único que vai conseguir desatar o nó econômico que o Lula está nos deixando.


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Lágrimas de Crocodilo






Ontem ao passear pelos blogs vi algo que me fez parar e pensar. Todos sabem que Lula sempre foi um chorão, mas dizem, que diante da realidade de deixar o poder e suas regalias, ele está chorando mais do que o Pelé. Entre uma lágrima presidencial e outra eu soube que ele tem um neto. Vejam as notas da Renata Lo Prete e Mônica Bérgamo citadas no Blog do Josias de Souza:

- Torneira aberta: Num intervalo de 48 horas, Lula foi às lágrimas em Curitiba (PR), Itajaí (SC) e Brasília, sendo duas vezes na capital: anteontem à tarde, durante cerimônia no Planalto, e à noite, em sua derradeira comemoração de aniversário no Palácio da Alvorada.

- Meu Netinho: O presidente Lula caiu no choro na festa de seu aniversário, no Palácio da Alvorada, ao assistir, num telão, ao depoimento do neto Ashtar, 10.

Eu já escrevi sobre avós e sobre avôs. É realmente, um privilégios dos seres humanos conseguirem chegar a ser avós. Um neto produz emoções indescritíveis, a não ser por escritoras consagradas como a Rachel de Queiroz (veja aqui). Eu imagino a emoção, tanto do Lula quanto da Dilma quando usam os netos para fazerem campanha eleitoral. Eu nunca o fiz, mas deve ser extremamente prazeroso. E isto deve render muitos votos.

A cena do netinho do Lula quando o menino disse representar "os filhos, as cachorras e os outros netos" e lembrou que, certa vez, o avô cuidou dele quando se machucou num jogo de futebol, é pugente e toca o coração de qualquer um, imagine daqueles que são avós e avôs. Se algum dia usar o meu neto na minha campanha eu não poderia dizer outra coisa do que aquela que o apedeuta-mor disse: "Presidente ou não presidente, vou continuar te amando sempre", enquanto o vídeo que mostrava a cena, tinha como música de fundo “Emoções” do Roberto Carlos. Realmente, são muitas emoções.

Segunda-feira a cena se repetirá com a Dilma, quando ela voltar para o Rio Grande do Sul, e encontrar o Gabriel, seu neto, e disser, com uma música de Teixeirinha ao fundo: “É Gabriel, não deu! Mas, “presidenta” ou não “presidenta”, vou continuar te amando sempre.” As lágrimas terão a mesma composição química daquelas do Lula, mas sendo consequência de fatos distintos.

No primeiro caso, as lágrimas de Lula, vem do seu apego pelo poder. Tempos atrás ele dizia: “Para se eleger, Brizola pisaria até no pescoço da mãe.” Se hoje a mãe dele fosse viva, estaria correndo o mesmo risco da mãe do Brizola, mesmo que hoje o PDT seja um dos seus apoiadores. Elas são as verdadeiras lágrimas de crocodilo. Depois de ter quase vendido sua alma para se manter oito anos no poder, ele agora quer vendê-la, mas parece que ninguém quer comprar, para eleger sua candidata, que deverá ir chorar nos braços do neto, brevemente, não porque perdeu o poder, mas porque perdeu a amiga Erenice.

Quem queria comprar a alma de Lula nesta eleição era o Sarney, mas, diante da perda no primeiro turno lembrou da frase que ele um dia disse dele: “Se disputasse uma eleição, os votos do Sarney não dariam para encher um penico”, e não falou mais nada. Eu duvido que alguém nesta campanha tenha vistos os bigodes do Sarney. E hoje, eu concordo com o Lula.

Alguns petistas dirão, oh! Lucinha, e se o Serra perder, onde irá chorar pitangas com os netos? Eu apenas respondo, caros mensaleiros e aloprados, nem a Marina perdeu nem o Serra perderá. Seja qual for o resultado das urnas, eles foram fundamentais para mostrar ao Lula, que ele era um santo dos pés de barro. Quebrou no primeiro turno e agora está tentando satisfazer tudo que é de promessa feita a ele, para não varrerem os seus pedaços para debaixo do tapete. Ele foi o grande derrotado destas eleições e por isso tem que usar suas lágrimas para comover seus ex-adoradores.

Mas o neto dele, resumiu num frase, tendo apenas 10 anos, muitos sentimentos. Este menino vai longe, e quem sabe ele deverá concorrer com o meu nas eleições de 2048, quando disse que estava ali representando “os filhos, as cachorras e os outros netos”. Pois eu fiquei imaginando a que “cachorras” ele estava se referindo. Eu sou uma “preparada”, e a Dilma?


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

Os Relógios de São Pedro





Ontem recebi, vindo numa lista, do amigo e oponente político nas eleições para presidente, José Fernandes, um e-mail, que, segundo o texto introdutório, “foi uma estorinha que ganhou destaque na internet, foi parar no e-mail da Patricia Pillar , endereçada ao Ciro Gomes, e publicada no blog do Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo. Vamos relaxar numa boa, que ninguém é de ferro...”

Aí, eu li e realmente relaxei, e ri a valer. Obrigado, caro amigo. E obrigado por fazer os que me lêem neste Blog, também relaxarem e rirem com a destacada estorinha. Fiz algumas modificações, pois se a contasse como ela veio o meu relógio no céu, dispararia, mais do que o da Dilma. Vejam a estorinha para entenderem o que estou dizendo:

Um cidadão morreu e foi para o céu. Diante de São Pedro, no portão da entrada celestial, deparou-se com uma infinidade de relógios de parede, dos mais variados formatos.

- Por que todos esses relógios, meu santo?, perguntou.
- São relógios da MENTIRA. Todas as pessoas, lá embaixo, têm um relógio desses, asseverou o chaveiro do céu. Cada vez que Você mente, os ponteiros de seu relógio se movem no sentido horário.
- Uaauu!!! - De quem é aquele ali?, apontou para um relógio no alto.
- É o de Madre Teresa de Calcutá. Os ponteiros dele jamais se moveram, prova de que a santa freirinha só falou a verdade a vida inteira.
- E aquele ali é de quem? - indagou o recém-chegado, curioso.
- É o de Abraão Lincoln. Os ponteiros giraram duas vezes, indicando as mentiras que pronunciou até morrer assassinado, lá nos 'States', em 15 de abril de 1865.

- E o relógio do Lula? Também está aqui?, inquiriu ansioso o sujeito - um seguidor fiel do petista na vida terrena, crente em tudo o que ele falava no horário eleitoral da TV.

- Ah! O do Lula? Instalei no meu gabinete...
- Ué! Por quê??? - espantou-se o finado 'lulista'.

E São Pedro, com um sorriso maroto de quem conhece os 'trololós' do 'criador de tudo' no Brasil:
- Estou usando como ventilador de teto. Ele gira tão rápido que já congelou até o salão ao lado, onde fica o Pai Eterno...

Você não acredita e veja o porque da velocidade do relógio de Lula vendo o filme a seguir:





O homem, depois de assistir ao filme, voltou-se para São Pedro, já um pouco cabreiro e disse:
- Está certo, mas o relógio da Dilma está parado, não está? Pois ela agora está igual a Madre Tereza, reza todos os dias.

São Pedro, com um ar de riso, daqueles cujo relógio andou bastante, por ter mentido no dia da prisão de Jesus, disse:
- Que nada, o dela rodou tão rápido que foi enviado para ser usado como turbina daquele avião que ela diz que é para fiscalizar as fronteiras, o disco voador, lembra?

Diante do ceticismo do “lulista”, São Pedro disse: Veja o filme abaixo apenas como um exemplo, mas, há muitos mais deles.





É MOLE????

Desculpe-me amigo José Fernandes, mas não encontrei o relógio do Serra, mas, talvez ele seja digital e não está na coleção de São Pedro. Nem o do Ciro Gomes, que segundo o Santo, está sendo usado no projeto eólico da Dilma, como um catavento. E como há relógios neles! Todos têm a marca PT. O Santo disse que, o que produz mais luz para todos é o do José Dirceu.

Entretanto, vi o meu relógio, o seu, caro amigo, e o do Luis Clério, estavam lá paradinhos, paradinhos.


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com
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(*)Foto da Internet. Arte Jameson Pinheiro.

A Argentina e nós




Morreu Nestor Kirchner. Presidente da Argentina. Li nos matutinos que a Bolsa de Valores de Buenos Aires pode se valorizar porque suas pretensões de concorrer às eleições presidenciais em 2011 nunca foram bem vistas pelo mercado financeiro. Ele sempre foi conhecido como um enfrentador dos mercados e investidores. Muitos investidores passaram a acreditar que, sem sua presença, a Argentina será considerada um menor risco político.

Não quero aqui afrontar as feministas por começar dizendo que o falecido era o presidente. De direito, quem era presidente era sua mulher a Cristina Kirchner, mas de fato, todos sabiam, quem mandava era ele, ao contrário da Lucinha em sua casa. Como disse a Mirian Leitão “o ex-presidente Nestor Kirchner nunca deixou de ser o governante, impunha seu estilo e vontade.” Sempre procurando a hegemonia do legado do Perón, sempre desconfiou dos mercados e tinha fé em “um Estado presente, reparador, protetor e promotor”.

Questiona-se hoje o que fará a viúva, que sempre viveu à sombra do marido. Será que ela terá o mesmo destino das mulheres que detiveram o poder naquela nação inimiga, do ponto de vista futebolístico, é claro? Como diz a jornalista citada: “Evita morreu, jovem e bela, antes que Juan Domingo Perón realizasse o sonho de fazê-la vice-presidente. Isabelita, vice de Perón na década de 70, assumiu quando o marido morreu. Aparvalhada, conduziu um governo fraco e corrupto e foi deposta pelos militares. Cristina assumiu o poder cercada de esperanças de que fosse enfim um governo comandado por uma mulher. Era senadora, tinha tido uma carreira política prévia. Mesmo assim se deixou anular completamente. Se em alguns momentos circularam rumores de que o casamento estava abalado, a parceria política sempre foi indissolúvel, como se os dois fossem um só. E agora?

Passemos do Maradona para o Pelé, ou, como preferem os mais jovens de Messi para Robinho. Vejam que a Cristina ainda teve uma experiência política razoável, e nem mesmo assim conseguiu tomar as rédeas do poder, e ainda é vista com desconfiança. E nós, se a partir do próximo janeiro, tivermos a Dilma? Não porque ela seja mulher mas por ser ela mais parecida com a Isabelita do que com a Cristina, ou seja, despreparada e aparvalhada como ela se comporta nos debates. Aqui temos o nosso Perón em potencial, meu conterrâneo, o Lula. Sinceramente, eu nunca pensei em ter que fazer esta comparação, mas, não tenho outro jeito.

Entretanto eu entrego a comparação a alguém muito mais experiente e jornalista consagrado e de muitas lutas por este mundo afora: O Sebastião Nery. Ele escreveu um artigo, que saiu ontem, e nem sei, penso que não, se ele sabia que o presidente da argentina tinha morrido.

O título de sua coluna é: “Isabelita sem Perón”. Observem que ele não fala da Cristina Kirchner, pois seria quase impossível, mesmo com nossos melhores instrumentos de comunicação, que soubesse que ela ficou viúva. Portanto, qualquer relação que exista entre o texto e a morte do Nestor Kirchner, terá sido mera coincidência.

Depois de fazer um relato dos dias terríveis que ele presenciou em Buenos Aires em 1955, acompanhando as peripécias do Perón e do escritor Jorge Luis Borges, ele começa a falar das mulheres na política argentina, e como não podia deixar de ser envereda pelos destinos do nosso país que poderá ser entregue também a uma mulher, a partir de 2011. Vejamos em vermelho.

“......

Evita

Perón era capitão em 1930 e ajudou a derrubar o presidente Hipólito Yrigoyen. Foi adido militar no Chile e Itália de 39 a 41: - "Mussolini é o maior homem do século, mas cometeu erros que não cometerei".

Com ele, um grupo de jovens militares criou o GOU (Grupo de Oficiais Unidos), simpático ao nazismo e fascismo da Alemanha e da Itália. Em junho de 43, derrubaram mais um presidente, Ramon Castillo. Em 44, o já coronel Perón foi nomeado secretário do Trabalho. Depois, vice-presidente e ministro da Guerra. Em 45, fim da guerra, preso e logo solto.

Casou com Evita Perón. Em 46, elegeu-se presidente da República. Em 49, reformou a Constituição para poder reeleger-se. Fechou o jornal La Prensa, interveio nas Universidades, brigou com a Suprema Corte. E em 51 se reelegeu. Governava com os sindicatos. Era o ovo da serpente.

Incendiou a Argentina e jogou-a nos quartéis dos militares.

Isabelita

Em 1973, os militares não tinham mais como sustentar sua sangrenta ditadura. Perón lá da Espanha elegeu seu laranja Hector Câmpora, que logo renunciou para ele voltar, candidatar-se e ganhar, tendo como vice a nova mulher, Maria Estela, a Isabelita. Durou um ano, morreu em julho de 74 e a Isabelita assumiu o governo. Agravou-se a tragédia argentina.

Medíocre, despreparada, pau-mandado, sem experiência política e administrativa anterior, Isabelita entregou o governo à direita negocista e terrorista, a Triplice A, e à pelegada sindical da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores), a CUT deles, cheia do dinheiro do FAT deles.

O país caiu na baderna. Era inevitável. Os militares voltaram mais uma vez e a Argentina caiu numa nova rodada de violência e assassinatos.

Dilma

A sorte do Brasil é que Lula não é Perón, não é Hugo Chávez, que sempre tiveram grupos militares atrás deles, sustentando suas loucuras. O peronismo tinha canhões. O chavismo tem. Lula, para tentar implantar seu lulismo, teve que sustentar-se na corrupção, cevando o Congresso nos cochos do mensalão, comprando centrais sindicais, movimentos sociais, jornalistas e intelectuais de aluguel, até nossa outrora gloriosa UNE.

Quando vejo a Dilma na TV, com aquele atravessado sorriso botox, repetindo sempre o que mandam dizer, penso logo na Isabelita, marionete ventríloqua como a nossa, uma Isabelita falando português e fazendo tudo que Lula, Franklin, Dirceu, Palocci, Eduardo Cunha, Gim Argelo ordenam.

A Erenice, aquele charme de anta de óculos, instalou uma fabrica de corrupção dentro da Casa Civil. O perigo é Dilma ser dominada pela gula insaciavel dos cuequeiros aloprados do PT e virar uma Isabelita sem Perón.”

Ora dirão os petistas, temos que confiar no “nosso guia” maior, sua experiência será transmitida a Dilma, como o Nestor a transmitiu para Cristina, isto é, ele será o presidente de fato. Será? Meus amigos, “seguro morreu de velho, desconfiado está vivo” e dizem que mora em Bom Conselho, já bem velhinho e mora, segundo o Diretor Presidente, lá no bairro de São Rafael, chama-se Seu Salviano. Pelo que li nas cartas e e-mail publicadas aqui no Blog, ele deverá estar se perguntando: "E quem é que sabe quando o Lula irá encontrar o Perón e o Kirchner???"

Então, como nós não sabemos responder a esta pergunta, votemos no Serra. É um risco menor.


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

"DIA DA CULTURA"




Lendo o artigo intitulado GRATIDÃO escrita pela Sra. Sônia Maria Tenório de Moura, na GAZETA nº 274 de 03 de outubro de 2010, a filha do inesquecível maestro José Duarte, carinhosamente conhecido como Zé de Poluca, cuja personalidade animou tanto a nossa cidade com a sua banda de musica, louvo neste momento a atitude do Vereador Carlos Alberto Pereira de Oliveira de homenagear com o nome “Patrimônio Cultural da Música” cujo projeto foi aprovado por unanimidade pelos membros da Casa Dantas Barreto, a casa legislativa do Município, a casa do povo.

A idéia da Sra. Sônia pela criação do “DIA DA CULTURA” em nossa cidade é obviamente, um gesto de amor a terra e a cultura da nossa gente. Eu, particularmente, ampliava esta idéia para a SEMANA DA CULTURA, estabelecendo um dia durante esta semana, para homenagear a CULTURA, e desta forma ficando estabelecido este DIA DA CULTURA no Calendário Municipal para comemoração nos anos posteriores. Sugeria que este dia fosse ao dia do encerramento do evento a fim e dar um maior impulso na cultura da nossa cidade, denominado a CIDADE DAS ESCOLAS.

Este evento seria realizado com o apoio dado pela Prefeitura Municipal de Bom Conselho, através das Secretarias de Educação ou Cultura do Município, do Banco do Brasil, dos Lojistas e das Indústrias e de toda sociedade bom-conselhense.

Teríamos uma semana movimentada com palestras, estudos, apresentação de edições de livros pelos nossos escritores e de outras plagas, com a presença de parceiros como Academia Pernambucana de Letras (APL), Academia Olindense de Letras, Academia de Médicos Escritores, Academia Garanhuense de Letras, a Academia Pesqueirense de Letras, a Academia Caruaruense de Artes e Letras e tantas outras entidades culturais que por certo apoiaria e compareceria a este magnífico evento.

As palestras e mesas redondas com valores da nossa cultura seriam discutidas e estudadas com renomados nomes das nossas Academias em lugares distintos como o Salão do Colégio Nossa Senhora de Bom Conselho, da Associação Atlética Banco do Brasil, do Clube dos Trinta e tantos outros locais, como educandários em nossa cidade.

Teríamos uma Feira de Livro em torno da Praça Pedro II, com estandes padronizados, convidando as grandes editoras, principalmente, a do nosso Estado de Pernambuco, a Bagaço, a CEPE, a UFPE e outras existentes, onde colocaria a venda as edições dos escritores locais e de outras cidades.

Teríamos, ainda, um tempo para os artistas plásticos mostrarem os seus trabalhos, destacando-se as artistas, Carmem Lucia, Nara, acrescida de concertos musicais pela Orquestra Sinfônica do Recife, na Matriz de Jesus, Maria e José, como houve recentemente e aprovado pelo povo bom-conselhense.

Esta Semana da Cultura, seria um marco de prestigio para nossa gente e que por certo traria grandes benefícios para a nossa cidade de Bom Conselho, pois, este evento estaria sendo divulgada e estampada nos principais Jornais do nosso Estado, na mídia da Televisão, no Radio e na Internet, bem como, a distribuição de folder nas principais livrarias e pontos comerciais da região.

Outro fator importante que esta SEMANA traria para cidade era presença de visitantes ilustres que passeariam e conheceriam as atrações turísticas que o Município tem para mostrar, tais como a Serra de Santa Terezinha, o Açude da Nação, o Colégio Nossa Senhora de Bom Conselho, a Igreja Matriz da Sagrada Família, o Convento dos Frades Capuchinho, a Gruta do Bulandi, bem como o nosso folclore e quem sabe uma programação para uma esticada pelos distritos, onde existe paisagem belíssima que encantaria os olhos dos visitantes.

O importante é dar o primeiro passo para o planejamento deste evento que por certo só traria beneficio para Bom Conselho, o nosso querido torrão natal.


José Antonio Taveira Belo / Zetinho - taveirabelo@hotmail.com

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dilma no limite




Eu escrevi sobre o debate presidencial na TV Record, e falei sobre algumas gafes da Dilma, mas não tive a argúcia do jornalista Fernando de Barros, na Folha de S. Paulo que tem como título o mesmo que dei ao presente texto, para ver certas nuances do seu comportamento. Vejam o que ele viu, em azul.

“"Vocês podem ter certeza, eu estou preparada para ser a primeira mulher presidente do Brasil". Foram as últimas palavras pronunciadas por Dilma Rousseff no debate da TV Record, já no início da madrugada de ontem.

Quando um evento como esse chega ao fim e, mais uma vez, ela parece ter sobrevivido, seus assessores só podem comemorar aliviados - ufa!

O fato é que Dilma não inspira certeza sobre nada. É aflitivo vê-la na TV. Não apenas pelo aspecto rombudo e robótico da sua figura. A aflição de Dilma está estampada no ritmo da sua fala, ao mesmo tempo lenta e acelerada, feita de arranques e soluços, de frases decoradas mas quase sempre truncadas.

Como o debate foi na emissora de Edir Macedo, falar em Deus pegava especialmente bem. E Dilma falou, mais de uma vez: "No que depender do meu governo se Deus quiser" - assim, sem pausas, sem vírgulas, sem ênfases, como alguém que se desincumbe de um fardo.

Dilma passa a impressão de estar no limite das suas capacidades, a um triz de um curto-circuito. Isso apesar da vantagem relativamente folgada que abriu sobre José Serra -56% a 44%, segundo o Datafolha.

Não se trata, certamente, de uma pessoa despreparada. Dilma tem substância. Mas não é, nunca foi, uma pessoa preparada para chegar à Presidência. É uma neófita. Nem de longe reúne os recursos pessoais para o exercício da função de seus antecessores - Lula ou FHC.

Sua candidatura representa a continuidade de um projeto, mas é também um capricho de Lula. Ninguém sabe como ela vai arbitrar conflitos, como irá gerir a máquina do Estado ou como se sairá enquanto líder política. A rigor, ninguém sabe qual a turma que ela pretende atrair para perto de si no poder.

A revelação de que Erenice Guerra fez da Casa Civil um centro de arte em família é um péssimo cartão de visitas para quem patrocinou a ascensão da ex-ministra.

Sobretudo quando se trata de uma candidata também aclamada no escuro.”

E quando os petistas de carteirinha pensam que ela relaxará no próximo debate da TV Globo porque agora a CNT/Sensus lhe dá uma vantagem ainda maior, estão redondamente enganado. Isto só fará subir sua responsabilidade, pois agora é só ela, Serra e Deus, se realmente ela acredita. Eu tenho minhas dúvidas.

Qualquer gafe como aquela frase de que havia dois momentos para o pré-sal, antes e depois do pré-sal, agora só não será entendida pelos bolsistas familiares mais pobres, e por alguns que preferem as novelas do SBT e Record. Mas a Lucinha que vê “Passione” toda a noite, e digo para vocês, a audiência é muito grande, ficarão esperando o próximo programa, que é um que eu até gosto, O Globo Repórter. E aí darão de cara com dois candidatas, em seus trajes formosos a se degladiarem no ringue democrático. Qualquer falha, será fatal.

Não creio que surgirá outra Mirian Cordeiro, nem que o José Serra leve aquela namorada da Dilma, de falam tantos e-mails que recebo. Nem tampouco acredito que a Dilma leve fotos do aborto de Mônica Serra, nem a moça sua aluna a quem ela fez a tal declaração conclamada em prosa e verso. Entrentanto, nunca sabemos, com o “mentirômetro” batendo no pico, tudo é possível. Eu juro que não me prestarei ao papel de contar nada do que vivemos na infância, eu e o Lula. Nem tampouco o que contasse seria suficiente para mudar a eleição. Mas, tudo é possível.

E se o José Dirceu aparecer, e diante das câmeras, começar a confessar que enterrou parte do mensalão no quintal da casa onde mora o Ministro da Casa Civil, e que, recentemente foi tentar recuperá-la e não estava mais lá? E se o Fernando Henrique aparecer e disser que sempre apoiou Lula e agora vai votar na Dilma? Todos estes fatos e muito mais podem acontecer.

No entanto, o mais provável, sendo verdadeiro o que diz o jornalista da Folha, acima citada, é que a Dilma tenha um treco de tanto gaguejar, pois o Serra já enfrentou até o Lula e sobreviveu. Será que a Dilma sobrevive. Tchan! Tchan! Tchan! Tchan!


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com

Ainda as cartas abertas, agora com Chumbo Grosso




Como faço quase todos os dias, hoje visitei o Blog Chumbo Grosso (veja aqui). Seu administrador, o Altamir Pinheiro, que tem uma folha corrida expressiva, publica uma parte de um texto que subscrevo aqui em nosso Blog. Em alguns comentários pelos blogs afora, já nos encontramos e descobrimos que temos gostos políticos semelhantes. Ele tem me epitetado de “intelectual”, o que me deixa toda fagueira, embora saiba que ele diz isto porque quem é, não quer ser só. Ele sim, mesmo pecando por palavras horríveis, ele mostra que é realmente um intelectual afinado com os problemas de sua terra. Quanto a isto só posso agradecer o epíteto e dizer que pode roubar à vontade os meus textos, pois como os beijos, roubados são mais excitantes.

Não havia na data que publiquei a carta da Ruth Rocha, que sinto muito não ter tido o privilégio do Altamir, de lê-la quando criança, o vídeo que mostro abaixo, onde ela, de viva voz, repete e reitera o que disse na carta. Vale a pena vê-la e ouvi-la.

Noutro escrito do Altamir, ele me faz uma pergunta, sobre uma estória escrita pela Ruth Rocha, comparando-a com o filme Tropa de Elite 2. Caro Altamir, talvez lhe responda uma dia. Mas, eu talvez seja a única na história deste país que ainda não vi este filme. Eu sou uma dona de casa, e como diz o poste, num segundo momento tomo conta do neto, e num terceiro momento escrevo, e que Deus me perdoe, num quarto momento, pelo menos nesta campanha, vou à igreja. Lá eu rezo por você, para continuar escrevendo como escreve (com menos palavrões, embora necessários às vezes), para o Jodeval Duarte converter-se ao cristianismo seguindo a Dilma e para os petistas largarem o osso.

Vejam a declaração da Ruth Rocha:




Lucinha Peixotolucinhapeixot@citltda.com

Parabéns, Lula!




Ontem, um amigo me ligou e disse: “Lucinha, tu visse o artigo no Blog do Jodeval, onde ele dá os parabéns ao Lula?” Tendo respondido não, como meu neto estava me dando um descanso, pois havia saído com a mãe, fui correndo ler o texto. Ai eu li o post que tem com título “Parabéns, Lula!

De início eu pensei em algumas pessoas de Bom Conselho que, no dia do aniversário do Coronel José Abílio, enchiam sua casa para fazer os devido salamaleques e rapapés. Eu não sei se o meu conterrâneo Jodeval estava entre aqueles que assim procediam. Mas, é difícil deixar de ver o seu texto como um salamaleque em escala nacional.

Eu começo do fim. Isto é, começo por onde ele terminou o seu rapapé. Ele compara Jesus Cristo com Zé Buchudo, digo, com o Lula. E pasmem amigos cristãos da minha terra. Ele considera o Lula melhor. Motivo? O povo mandou Jesus ser crucificado e deu 83% de popularidade a Lula. Em suas palavras: “E, Lula, meu conterrâneo, que bobagem sairem por aí dizendo - principalmente mentes alugadas a jornais e revistas a serviço dos poderosos de sempre - que você errou nisso e naquilo. Claro, conterrâneo, ou imaginavam que você fosse Jesus?... aliás, pensando bem, até ele errou para a história. Pois, se não, como seria crucificado com a aclamação popular?” Eu continuo, e completo o raciocínio do “meu conterrâneo” (entre aspas, porque graças a Deus ele se refere ao Estado, pois o Lula nasceu em Garanhuns e não em Bom Conselho). Somente os 3% que acham seu governo ruim e péssimo, como eu, poderiam tentar crucificá-lo.

É por estas e outras “luladas” que o apedeuta-mor está deitando e rolando neste país, para o qual ele foi feito presidente pela lei e para cumpri-la, e dela só faz troça. O poder lhe subiu à cabeça. Como eu dizia ontem aqui mesmo neste Blog (veja aqui):

“Pelas barbas do Lula, num país onde o presidente pede como presente de aniversário a eleição de sua candidata, e ainda tem baba ovo que aprova, falsificar assinaturas em manifestos não chega a ser um pecado mortal. O homem maluqueceu de vez. O poder subiu-lhe à cabeça, misturou-se com a 51 e vejam o que aconteceu. “Delirium tremens”, antecipado. Eu tenho medo quando começar mesmo sua abstinência pela ausência de poder, e só restar a 51. Aí ele vai surtar de vez. Vai começar engolindo “bolinhas de papel” do Frei Galvão, e sem cura, vai engolir uma bomba daquelas que atingiu o goleiro Rojas. Oh mulher, me dá uma pena!!!”

Um dia depois ainda concordo com o meu texto, vejam a minha coerência. Penso que o Jodeval exagerou nos parabéns. Ninguém pode negar que o apedeuta-mor fez alguma coisa pelo país. Ele fez sim. Mas não pode ser considerado o “cara” que descobriu o Brasil e que o tomou das elites. Aliás, este é o conceito mais vago que eu já vi. O Lula quando o usa, tudo bem, ele é semi-analfabeto, mas o Jodeval, que deve ter um traquejo maior com as palavras e o que elas envolvem, usá-la, exige pelo menos saber do que ele está falando. Por exemplo, quem desta lista pertence à chamada elite? Lucinha Peixoto, Jodeval Duarte, Coronel Zé Abílio, José Sarney, Fernando Collor, Armando Monteiro, Eduardo Campos, Lulinha (filho do Lula), Fernando Henrique, Zé Bebinho, Jader Barbalho, Olavo Setubal, Vicentinho, Jose Dirceu, Dilma Roussef, Edir Macedo, Pedro Álvares Cabral, Rui Barbosa, Henrique Meirelles, José Serra, Padre Alfredo, Padre Agobar, Lula, Luis Clério, Dr. Raul, Tonho de Dinda, Pelé, Roberto Carlos. E tantos outros dos mais variados matizes, classes, ideologias, profissões, que eu colocaria na elite. Depois de escolhidos, eu poderia dizer o que ela pensa do Lula, e se eles gostariam que tivesse continuado um peão.

Sendo eu escolhida para figurar entre a elite, talvez, junto com o Zé Bebinho e alguns outros da lista, só alguns, pois se fossem colocados outros tais como Sarney, Collor e Zé Dirceu, eu pediria para sair, eu diria hoje que, não gostaria que o Lula voltasse a ser peão, mas não gostaria que ele fosse presidente da república, como foi. E sendo da elite, eu preferiria que ele fosse estudar para não ficar na mão da elite que ele está. E o pior de tudo é sua confiança de que ele vai ter voz num governo da Dilma.

Caro Jodeval, você pensa que Dilma não é da elite? Que ela é, como Lula, um peão, que percorreu todo este país como o Lula fez, com o seu espírito de peão? Quando, e se ela ganhar as eleições ela estará na mão do que você chama de elite. E o Lula vai levar o maior chute na região glútea, como nunca se viu na história deste país. E o Lula já sabe disso, mas não tem alternativa. Se correr o Serra pega e se ficar a Dilma come.

Eu, como cristã, teria pena dele se ele não tivesse caído tantas vezes, ultimamente, no pecado da soberba. Ele agora não é só a elite, é toda opinião publica. O que ele está fazendo para eleger a Dilma não é explicado somente pela sua luta em prol dos pobres e oprimidos. Quando a esmola é muito grande o santo desconfia de que o doador está com o rabo preso ou pecou demais. Onde será que estará o rabo de Lula? Qual terá sido o seu pecado?

Eu, ao contrário do Jodeval, daria os parabéns ao Lula se ele, ao celebrar seu 65º aniversário, ele nos desse garantia de que o processo democrático pudesse ir em frente sem sustos e sem ameaças de que caiamos na lábia do Chavez, e que no afã de tornar o Brasil uma grande potência não se aliasse a ditadores e facínoras externos, e que para não perder uma eleição saia incentivando os seus asseclas a distrubuirem objetos pela cabeça dos outros seja lá ele quem for. Como minha mãe dizia, e tenho certeza a do Jodeval também, isto é coisa de moleque, sendo da elite ou não.

Eu espero em Deus e apelo ao Padre Alfredo, que A Gazeta não faça do texto do Jodeval o seu Editorial. Mas, em nome da liberdade de expressão que está em risco se o PT se tornar hegemônico, ele poderia ser publicado na página de acontecimentos sociais, talvez com uma foto do Lula apagando a velinha.

Mas, nem sei se o Jodeval foi à festa do aniversário do Lula, em Brasília, para comemorar junto com os outros militantes do PT que gritavam: "Lula seu presente é Dilma presidente". O povo brasileiro, creio em Deus, vai despertar e vai dar um presente a ele mesmo no dia 31, e não é a Dilma, que diz que agora vai acabar mesmo com a miséria, custe o que custar, doa em quem doer. Quanto a isto eu termino com umas frases muitos sugestivas ditas por um pastor americano, chamado Adrian Rogers em 1984, e que apesar de todo seu conservadorismo, por exemplo, é radicalmente contra o aborto, e nisto agora a Dilma concorda com ele, mostra o risco de acabar a miséria através de Leis. Pensem na Venezuela enquanto lêem, depois pensem num Brasil, que continuará a usar o Bolsa Família, o MST, o PT, para jogar pobres contra ricos. Depois, se puderem, mandem parabéns para o Lula ou apaguem sua velinha.

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade.

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.


O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém.


Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

Lucinha Peixoto
lucinhapeixoto@citltda.com

Futebol e Política




Já confessei aqui neste espaço que prefiro falar de futebol a falar de política, mas que neste momento pelo qual passa o país, é quase impossível exercer essa preferência. Também já falei que no próprio futebol a política campeia. Principalmente em seus altos níveis onde o dinheiro e o poder são quase iguais ou maiores do que o de muito políticos. O Ricardo Teixeira, por exemplo, saindo candidato a qualquer cargo político, de qualquer um dos poderes da república onde existem eleições, corremos o risco dele ser eleito.

Mesmo jogadores de futebol tem tido sucesso em candidaturas, hoje temos o Romário e amanhã poderemos ter o Carlinhos Bala. É só ele querer. Pensando em aniversários do Lula e do Pelé, no mesmo mês, diria que quem nasce neste mês de outubro é predestinado à política, embora não saiba qual o mês em que nasceu o Tiririca. Somente digo, se o José Serra fosse o Pelé, eu não votaria na Dilma e se esta fosse a Marta eu não votaria no Serra.

Todo este intróito para entrar no assunto que me fez sentar e teclar. O polvo Paul. Sim. Aquele molusco que advinhou todos os resultados que a ele foram perguntados na Copa do Mundo. Foi aquele mesmo polvo do qual o Zezinho de Caetés falou em texto recente (veja aqui) e que tratava mais de política do que o presente texto.

Ontem, ao ver os telejornais e programas esportivos na TV, era uma consternação geral. Todos choravam a morte deste mago da adivinhação que era o polvo Paul. Como todos sabem, ou pelo menos deveriam saber, ele se aposentara depois da Copa do Mundo, com salário integral e vivia bem em seu aquário, dando apenas pitacos voluntários sobre algumas questões que apareciam a ele casualmente. Por exemplo, no primeiro turno da eleição para presidente, quando perguntado quem seria o vencedor, se o Serra ou a Dilma, ele se amuou e não saiu do canto do aquário. Só ele e a Lucinha sabiam que havia uma Marina no caminho.

Ontem, como mostra a “charge” no início deste texto, um militante do PT, ao visitar seu aquário na Alemanha, colocou outra vez em seu tanque os retratos de Serra e Dilma. Foi uma maldade sem tamanho, pois ele vivia preocupado com as notícias vindas da França de que agora o governo queria mexer nas aposentadoria, e na Alemanha, isto também era uma questão de tempo. Quando colocado em frente da decisão das eleições brasileiras no segundo turno, dizem que ele teve um ataque cardíaco e faleceu.

Vejam vocês que nem o polvo Paul, um especialista no assunto de adivinhações, conseguiu prever quem vai ganhar no dia 31 de outubro. Também surgiu um boato de que ele realmente viu quem iria ganhar e teve tanto desgosto com sua descoberta que se matou, comendo algas envenenadas. Outra versão vem se alastrando mundo afora, pois dizem que ele teve um ataque quando soube do resultado da última pesquisa do CNT/Sensus, que dá uma vantagem a Dilma de 17 pontos percentuais. Ele começou então a passar mal por não ter sido este o resultado que ele viu em sua bola de cristal, e aí teve uma confusão mental e se lançou às algas venenosas.

Eu também fiquei muito sentido com a morte do Paul. Mas, que ela sirva de aviso para os nossos eleitores. O resultado das eleições no domingo, já matou o polvo, então o povo que se cuide.


Jameson Pinheirojamesonpinheiro@citltda.com

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

As cartas abertas




Ontem recebi um e-mail da Josenilda Duarte, o que sempre é uma honra para mim, pois ela me inspira cada dia mais para lutar contra o meu machismo incubado. Nele, ela transcrevia uma carta aberta de um economista brasileiro, dirigida ao Fernando Henrique Cardoso, criticando suas posições em sua carta aberta, por mim publicada aqui no Blog (veja aqui). Eu tive até vontade de publicá-la aqui também, mas, não foi possível por um motivo muito simples: Eu não entendi quase nada do que o homem escreveu. Como é uma crítica a uma carta que li e entendi tudo, a do Fernando Henrique, eu não sei o que aconteceu com os meus conhecimentos de Economia Doméstica.

A solução que encontrei para ver se consigo, em tempo útil, isto é, antes da eleição, pois a única coisa que entendi é que a carta é uma espécie de propaganda eleitoral, para a Dilma, como a do Fernando Henrique é para Serra, foi enviá-la ao Zezinho de Caetés que é o nosso entendido, ou apenas diz ser, em Economia aqui no Blog. O Zé Carlos estudou a matéria tempos atrás e não quer mais nada com a vida, só cuida do neto, e diz também, que já esqueceu quase tudo. Então, quando o Zezinho puder deve comentar a carta aberta do professor. Portanto, amiga Josenilda, farei o possível para publicar sua mensagem, quando o Zezinho puder comentar. De qualquer forma sempre é um prazer receber uma mensagem do centro, como diz a teoria da dependência que o professor usa, e o Fernando Henrique a usou, isto segundo o Zezinho.

Mas falando ainda de cartas abertas, hoje o próprio Zezinho me alertou que havia uma delas no Blog do Ricardo Noblat da qual eu iria gostar. Fui lá, e me deparei com a segunda pessoa conhecida que diz que não esteve naquela manifestação de artistas e intelectuais, mas seus nomes constavam do manifesto lançado pela organização do evento. Pelo jeito, se tirarmos os artistas globais, e os cantores de pagode, ficarão apenas o Boff, o Chico e o Alceu Valença, embora eu não saiba se ele já aderiu ao pagode também.

A outra pessoa de que falei, está na mídia, foi o Padilha que dirigiu o filme Tropa de Elite, agora é a escritora Ruth Rocha, com a carta que transcrevo abaixo em azul.

"Carta à candidata Dilma

Meu nome foi incluído no manifesto de intelectuais em seu apoio. Eu não a apóio. Incluir meu nome naquele manifesto é um desaforo! Mesmo que a apoiasse, não fui consultada. Seria um desaforo da mesma forma. Os mais distraídos dirão que, na correria de uma campanha... “acontece“. Acontece mas não pode acontecer. Na verdade esse tipo de descuido revela duas coisas:

falta de educação e

a porção autoritária cada vez mais visível no PT. Um grupo dominante dentro do partido que quer vencer a qualquer custo e por qualquer meio.

Acho que todos sabem do que estou falando.

O PT surgiu com o bom sonho de dar voz aos trabalhadores mas embriagou-se com os vapores do poder. O partido dos princípios tornou-se o partido do pragmatismo total. Essa transformação teve um “abrakadabra” na miserável história do mensalão . Na época o máximo que saiu dos lábios desmoralizados de suas lideranças foi um débil “os outros também fazem...”. De lá pra cá foi um Deus nos acuda!

Pena. O PT ainda não entendeu o seu papel na redemocratização brasileira. Desde a retomada da democracia no meio da década de 80 o Brasil vem melhorando; mesmo governos contestados como os de Sarney e Collor (estes, sim, apóiam a sua candidatura) trouxeram contribuições para a reconstrução nacional após o desastre da ditadura.

Com o Plano Cruzado, Sarney tentou desatar o nó de uma inflação que parecia não ter fim. Não deu certo mas os erros do Plano Cruzado ensinaram os planos posteriores cujos erros ensinaram os formuladores do Plano Real.

É incrível mas até Collor ajudou. A abertura da economia brasileira, mesmo que atabalhoada, colocou na sala de visitas uma questão geralmente (mal) tratada na cozinha.

O enigmático Itamar, vice de Collor, escreveu seu nome na história econômica ao presidir o início do Plano Real. Foi sucedido por FHC, o presidente que preparou o país para a vida democrática. FHC errou aqui e ali. Mas acertou de monte. Implantou o Real, desmontou os escombros dos bancos estaduais falidos, criou formas de controle social como a lei de responsabilidade fiscal, socializou a oferta de escola para as crianças. Queira o presidente Lula ou não, foi com FHC que o mundo começou a perceber uma transformação no Brasil.

E veio Lula. Seu maior acerto contrariou a descrença da academia aos planos populistas. Lula transformou os planos distributivistas do governo FHC no retumbante Bolsa Família. Os resultados foram evidentes. Apesar de seu populismo descarado, o fato é que uma camada enorme da população foi trazida a um patamar mínimo de vida.

Não me cabem considerações próprias a estudiosos em geral, jornalistas, economistas ou cientistas políticos. Meu discurso é outro: é a democracia que permite a transformação do país. A dinâmica democrática favorece a mudança das prioridades. Todos os indicadores sociais melhoraram com a democracia. Não foi o Lula quem fez. Votando, denunciando e cobrando foi a sociedade brasileira, usando as ferramentas da democracia, quem está empurrando o país para a frente. O PT tem a ver com isso. O PSDB também tem assim como todos os cidadãos brasileiros. Mas não foi o PT quem fez, nem Lula, muito menos a Dilma. Foi a democracia. Foram os presidentes desta fase da vida brasileira. Cada um com seus méritos e deméritos. Hoje eu penso como deva ser tratada a nossa democracia. Pensei em três pontos principais.

1) desprezo ao culto à personalidade;

2) promoção da rotação do poder; nossos partidos tendem ao fisiologismo. O PT então...

3) escolher quem entenda ser a educação a maior prioridade nacional.

Por falar em educação. Por favor, risque meu nome de seu caderno. Meu voto não vai para Dilma.

SP, 25/10/2010

Ruth Rocha, escritora"

Pelos bigodes do Hitler, o que eles estão querendo? Apenas dar razão ao José Serra quando diz que os métodos usados pelo PT são os mesmos que foram usados pelo nazismo na Alemanha. Agora, mentira, tem outro nome: “factóide”. Então aquela reunião tão badalada vai virar um factóide através deste manifesto. Eu já digo logo. Não o assinei. Mas, igual na Alemanha, a mentira vai se multiplicando e se colar colou. Uns poucos até, mesmo não assinando se sentirão honrados de participar da farsa, e povão vai acreditando na pureza angelical do compositor da banda, que agora está mais a toa na vida do que quando a compôs.

Pelas barbas do Boff, o que eles estão querendo? Li também que a filósofa petista Marilena Chué, já avisou que vai haver um badernaço em São Paulo, feito por peessedebistas, vestidos de petistas para incriminar o PT. Como diz o homem do programa que só trata de crimes: “Durma-se com um bronca destas”. É delação antecipada. Vendo isso, eu não posso deixar de fazer uma denúncia antecipada também. No próximo dia 31, um grupo de petistas vai vestir camisas do PSDB, com o número 45, e irá às urnas votar no José Serra. Então quando você encontrar aquela multidão sufragando o 45, são petistas que se decepcionaram com o poste. Por via das dúvidas, não se encontra mais uma camisa do Serra em Bom Conselho e em Garanhuns. Como o poste, dizendo as besteiras que diz nos debates, se você quiser xingar alguém basta dizer: “Você é um petista”, agora ninguém quer mais vestir a camisa do PT. Dizem que em Garanhuns quase houve morte por isto. Tenham cuidado então.

Pelas barbas do Lula, num país onde o presidente pede como presente de aniversário a eleição de sua candidata, e ainda tem baba ovo que aprova, falsificar assinaturas em manifestos não chega a ser um pecado mortal. O homem maluqueceu de vez. O poder subiu-lha a cabeça, misturou-se com a 51 e vejam o que aconteceu. “Delirium tremens”, antecipado. Eu tenho medo quando começar mesmo sua abstinência pela ausência de poder, e só restar a 51. Aí ele vai surtar de vez. Vai começar engolindo “bolinhas de papel” do Frei Galvão, e sem cura, vai engolir uma bomba daquelas que atingiu o goleiro Rojas. Oh mulher, me dá uma pena!!!

Agora, pelas barbas do profeta, mesmo depois da pancada do primeiro turno, em que o apedeuta-mor teve que engolir a derrota, dando um prejuizo enorme ao "bufet" contratado em Brasília para festa da vitória, os petistas ainda estão acreditando nas pesquisas. Eu não acredito nem na do Índio da Costa. Acredito mais no nervosismo no pessoal da Dilma que as publicam sem acreditar nelas e apelam para os argumentos mais bobos para influenciar o eleitorado. Lembrem do primeiro turno. Pelo menos digam ao Lula para não contratar festas, pois os quitutes pagos com o nosso dinheirinho vai sobrar outra vez no palácio.

Hoje vi um debate da Globo criado pelo Zezinho, nosso pândego amigo, que desceu do muro, mas continua agarrado na corda. Ri muito. Entretanto, acho que vai ser igual aos outros, o Serra será melhor. Espero que com a Globo, a audiência chegue aos grotões, que estão dando a vitória a Dilma até agora, pelo menos, nas pesquisas, que a derrubou no primeiro turno. Mentira tem perna curta!


Lucinha Peixotolucinhapeixoto@citltda.com

Bem Pequenininhos...




Hoje no Blog do Ricardo Noblat eu li um artigo do Merval Pereira, que é um jornalista que honra a calça profissional que veste. Isto não quer dizer que não tenha lado, ele tem sim. Todos temos. Mas, mesmo do lado em que está, procura fazer da notícia um serviço de informação e não apenas um divulgador de mentiras de campanhas, o que hoje existe em abundância nesta eleição.

Ele dá ao seu texto o título de “Apequenados”. Eu o substitui por um menor ainda: “Bem pequenininhos...”. Pois nunca tivemos na história deste país uma eleição com tantas mentiras, tanto por parte dos candidatos como do padrinho de um deles, o meu conterrâneo Lula. E ainda nem terminou. Vejam o texto do Merval, em azul.

"A campanha eleitoral chega à semana final com um acúmulo de desvios de conduta dos candidatos e do governo que é difícil não chegar à conclusão de que os seus principais personagens, especialmente o próprio presidente da República, se apequenaram no caminho, e o processo democrático brasileiro sofreu um retrocesso que os principais líderes políticos terão que se esforçar para superar.

A incontestável popularidade do presidente Lula por si só já seria um fator de desequilíbrio da disputa, o que é do jogo democrático. Se seu governo fosse impopular, seria um fator negativo para a coligação que o apoia.

Mas ele potencializou essa distorção usando e abusando do poder político e econômico que lhe confere o cargo, e da popularidade, para colocar a máquina governamental a serviço da eleição de sua candidata, o que prejudicou a disputa desde o primeiro momento.

O candidato do PSDB, José Serra, tentou o primeiro truque ainda na pré-campanha como governador de São Paulo, recusando-se a fazer oposição na suposição de que, explicitando sua boa relação com o presidente Lula, o eleitorado acreditaria que poderia continuar a votar nele, que liderava as pesquisas.

Quando viu que a transferência de votos de Lula para Dilma, que acreditava que não ocorreria, era um fator de desequilíbrio contra sua postulação, tentou, já na campanha, fingir-se de amigo de Lula colocando-o na sua propaganda televisiva.

O tiro saiu pela culatra, pois quem estava disposto a votar na oposição não gostou daquela proximidade, e o próprio Lula tratou de rejeitar a insinuação, deixando claro que sua candidata era Dilma.

Para contrabalançar a popularidade do presidente Lula, o candidato Serra, conhecido por sua maestria em controlar as finanças públicas e por ser um gestor eficiente, passou a prometer o céu e mais alguma coisa aos eleitores, na esperança de que não se sentissem inseguros com sua candidatura.

E dá-lhe aumento real do salário mínimo maior do que o do governo federal; 13 salário para o Bolsa Família; aumento real também para os aposentados.

O ambiente eleitoral nunca foi propício para que se discutam reformas estruturais que mexem no bolso dos eleitores, ou retirem privilégios de corporações. Muito menos em um governo populista, que não se peja de sair distribuindo casas e verbas em plena época de eleições.

Prometendo esse festival de bondades para contrabalançar a gastança do governo, a plataforma de Serra perdeu consistência, e o candidato transformou-se em outra persona política.

Para piorar a situação, o debate sobre o aborto pegou os dois candidatos no contrapé. Tanto a candidata oficial quanto o adversário oposicionista, dispostos a tudo para não perder votos, mostraram-se capazes de fazer qualquer papel na exploração religiosa da campanha.

Dilma renegou todas as suas convicções a respeito da descriminação do aborto, enquanto Serra despertou um insuspeitado lado religioso, a tal ponto que o efeito esgotou-se pela exaustão.

A começar pela verdadeira geleia geral em que se transformaram as coligações partidárias, o eleitor está perdido, sem parâmetros para se decidir. Quem ontem estava no governo hoje está na oposição com a mesma desenvoltura, explicitando a falta de um programa que cimente as negociações políticas.

As acusações de corrupção de lado a lado pareceram igualar os contendores num triste campeonato. A candidata Dilma Rousseff conseguiu neutralizar o escândalo de sua amiga Erenice Guerra na Casa Civil, levantando o caso de Paulo Preto na Dersa de São Paulo, mesmo que, até simbolicamente, os casos sejam bastante diferentes. Mas nesse tiroteio eleitoral, é difícil para o cidadão comum marcar as diferenças, e a candidata oficial foi bem-sucedida no propósito de nivelar todos por baixo.

O caso das privatizações, que mais uma vez foi utilizado pelo marqueteiro João Santana para mexer com o imaginário do eleitor médio, é sintomático dos descaminhos que a campanha tomou.

Ao dizer que utilizar o sistema de concessão para a exploração do pré-sal é o mesmo que privatizar a riqueza nacional, a candidata Dilma Rousseff está tentando enganar o eleitor.

Mas o candidato oposicionista em nenhum momento conseguiu deixar isso claro, provavelmente com receio de ser confundido com um entreguista.

Cometendo o mesmo erro da campanha de Alckmin em 2006, que “denunciou” o governo pela privatização da exploração da madeira na Amazônia, que havia sido aprovada com o apoio do PSDB, a propaganda eleitoral de Serra passou a incorporar a tese de que o sistema de concessão é uma espécie de privatização, acusando o governo atual de ter entregado nossa riqueza a diversos investidores privados, nacionais e
estrangeiros.

Em vez de ter a coragem de rebater essa tese, e mostrar que a participação privada é mais benéfica para o desenvolvimento do país, a campanha tucana ficou presa na armadilha da privatização, disputando com a candidata oficial quem consegue enganar mais o eleitor.

Essa maneira de fazer política distorcendo a realidade tem no presidente Lula seu maior cultivador. O exemplo mais recente é o discurso que fez esta semana, criticando os governos passados por não terem investido na indústria naval na solenidade em que a primeira-dama foi madrinha do lançamento do navio Jatobá, segundo de cinco porta-contêineres encomendados pela empresa Log-In ao estaleiro Eisa.

Esses novos navios ampliarão em 300% a capacidade do serviço de navegação costeira da empresa. E a construção de cada embarcação, cria, direta ou indiretamente, cerca de 3 mil empregos.

Quem ouve a crítica de Lula pensa que o investimento é de uma empresa governamental, mas a Log-In Logística Intermodal é uma empresa da Vale, que foi privatizada no governo Fernando Henrique Cardoso."

O que estou esperando, até o dia 31, faria o nariz do Pinóquio dar uma volta à terra. Eu fico imaginando o Debate da Rede Globo, com um palco do tipo que já vi, noutro debate, parece-me entre Lula e Serra, onde os candidatos ouviam as questões de uma plateia selecionada, dita do povo, e as respondiam saracoteando no salão. Como sempre mediado pelo William Bonde, o mestre de cerimônia global.

- Senhoras e senhores estamos em mais uma debate para escolha do maior mentiroso do Brasil. Aqui comigo estão pessoas do povo, que farão perguntas aos candidatos. As regras são simples. Serão feitas perguntas alternadas e não haverá direitos a tréplicas. Isto foi decidido porque, em debates anteriores, notou-se que as tréplicas, serviam apenas para os candidatos dizerem mentiras não contabilizadas, o que é ilegal. Sem mais delongas, vamos à primeira pergunta, que por sorteio vai para a candidata Dilma Roçado.

- Candidata, dizem que a senhora não era católica e agora, para fins eleitorais, transformou-se em uma. A senhora seria capaz de rezar agora, sem ler nos textos, o Pai Nosso?

- Veja, pessoa do povo, o candidato José Serrote, estava enrolando quando inventou que eu não sei rezar. Eu fui educada em colégio de freira, e até na prisão onde comecei a mentir para protejer meus colegas de farda, eu rezava muito. Tai o Frei Betto que não me deixa mentir. Você está um pouco enganado em sua pergunta. O meu pai já morreu, e eu nunca rezei prá ele. De qual pai você está falando, mesmo?

- Seu tempo esgotou, candidato Serrote, sua vez para a réplica.

- Pai nosso que estás no céu....

- Tempo esgotado, candidato vamos à segunda pergunta, que será feita ao candidato Serra.

- Candidato, o senhor é contra ou a favor do aborto?

- Olha, eu sempre fui contra, mas agora sou a favor, ou vice-versa, não importa. O que importa é que Dilma também mudou de opinião. Dizem que ela mudou primeiro do que eu mas isto é coisa do PT. Eu mudei antes. Quando estava no ministério da saúde eu era a favor, hoje sou contra, então eu sou um mandacista de opinião de primeira hora. Não faço como a candidata governista, que só vem mudar na última hora. Não sei o que ela pensa disso agora.

- Candidato, tempo esgotado. Candidata Dilma para a réplica.

- Aborto, aborto... Ah sim! Deixa eu ver aqui. Não pensem que eu sou igual a mulher do Roriz que precisa consultar os textos para falar, eu os decoro, mas não esperava que esta questão menor fosse abordada. Ah tá aqui! No presente momento eu sou contra, mas como já falava um dos meus algozes do passado, o futuro a Deus pertence.

- Vamos á próxima pergunta, agora dirigida à candidata Dilma Roçado.

- Candidata, dizem por aí que a senhora não dá um passo sem o auxílio do Polvo. Não sei se é verdade, mas, disseram que já o viram com uma colher cheia de papinha, na sua frente dizendo: Dilminha, olha o aviãozinho! Isto é verdade?

- Para chegar a ser candidata tive que fazer amizades e também, por que não?, a ajudo de amigos. Lembro que minha primeira amizade na família do Polvo foi com a cachorrinha Michele, quando ela passeava nos carros do governo e abanava aquele rabinho lindo para mim. Depois o Polvo me chamou para trabalhar com ele. Devido aquelas asneiras de mensalão, dólar na cueca, aloprados e outras tantas invenções do candidato Serrote, ele procurou alguém para ser candidato, e não tinha, ele me lançou, sabendo que eu era incapaz, mas ele prometeu me dar aulas todos os dias. Ele nunca foi muito de ir à escola, mas é um excelente professor. Fez mais universidades do que o FHC.

- Sua réplica candidato Serrote.

- Esta pergunta é boa para eu esclarecer um ponto. Eu também não era para ser o candidato do PSDB. O candidato certo era o Aécio Névoa, mas ele não quis entrar na fria, e eu fui. Mas, é verdade sim. A Dilma não faz nada a não ser com o consentimento do Polvo. Dizem que ele passou um dia inteiro, fingindo que dava expediente no palácio, mas estava ensinando a ela como se pronunciava “religiosidade”, e que, quando ficasse enrolada com alguma palavra, em algum debate, apenas dissesse “o senhor está enrolando, candidato”. Mas, eu sei que não estou enrolando, sei que o Paulo Preto é preto, mas jamais o conheci por esse nome.

- Seu tempo está esgotado candidato. Próxima pergunta para o candidato Serrote.

- Candidato, é verdade que o senhor ficou careca, pela utilização de um remédio genérico?

- Esta é uma pergunta muito interessante. Eu criei os genéricos. Naquela época, quando eu era ministro, os genéricos eram muito bem feitos. Quando o Polvo assumiu o poder, se tornou tão genérico, que fez concorrência com os meus genéricos que começaram a serem produzidos com falhas. Foi aí que dancei feio. Comprei um que era recomendado para calvície, e o efeito foi que acabou com o meu restinho de cabelos. Isto é, eu ainda tinha alguns até ontem, mas com a notícia que houve uma licitação fraudada no metrô, eles caíram. Mas se for eleito eu farei com que os genéricos voltem à qualidade de antes. Um que mandarei fazer é um pó facial para amolecer a cara de pau da Dilma.

- Sua réplica candidata.

- Vocês estão vendo. Nem o genérico dele presta mais e ele diz que é culpa do PT. Isto já está ficando monótono. Para minha cara de pau, eu só uso cremes importados, igual aos da mulher do Polvo.

- Tempo esgotado candidato. Agora uma pergunta para a Dilma Roçado.

- Candidata, é verdade que o Polvo mandou alterar o cálculo da dívida pública para enganar o povo, em relação à situação fiscal do governo?

- Hum.....

- Sua réplica, candidato.

- Ham....

- Pergunta ao candidato Serra.

- Candidato, o que o senhor fará, se for eleito, com o problema cambial, pois já sabemos que este pode ser o último natal barato do brasileiro, pois já o estão chamando da “última ceia”?

- Hum....

- Sua réplica candidata.

- Ham....

- Bem senhores e senhoras, nossos monitores ligados ao IBOPE, mostra “traço” de audiência para este debate, pois com estas perguntas impertinentes os candidatos não se sem à vontade. Passamos então a palavra aos candidatos para as considerações finais. Não foi necessário sorteio, porque eles resolveram terminar juntos dançando um “Pas de Deux”.

E o baile continuará até o dia 31, eu acho que o Serrote cortou o Roçado, e você?


Zezinho de Caetésjad67@citltda.com